Portos

Dragagem no Porto de Itajaí: draga gigante chega para recuperar calado operacional

A operação de dragagem no Porto de Itajaí ganha reforço nesta quinta-feira (27) com a chegada da draga Utrecht, uma das maiores embarcações do tipo em atividade no Brasil. O equipamento será utilizado para recuperar o calado operacional do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, comprometido após semanas de acúmulo de sedimentos no canal de acesso.

Draga Utrecht reforça operação no canal portuário

De acordo com a programação da superintendência portuária, a embarcação deve atracar em Itajaí durante a manhã. A Utrecht veio do porto de Rio Grande (RS) e atua no modelo “hopper”, sistema que realiza a sucção de sedimentos acumulados no fundo do rio.

A chegada da draga ocorre após a retomada dos trabalhos de manutenção do canal, iniciados em 4 de abril. Na primeira etapa, a operação utilizou a draga de injeção Njord, responsável pela dispersão da chamada lama fluída, permitindo que o material fosse levado pela correnteza.

Retirada de sedimentos sólidos deve ampliar profundidade do canal

Segundo o Porto de Itajaí, a nova fase da operação será focada na remoção de sedimentos sólidos. Diferentemente da etapa anterior, o material retirado será transportado para descarte em área específica no alto-mar, localizada a cerca de seis quilômetros da costa catarinense.

A expectativa é de que o serviço permita restabelecer integralmente as profundidades previstas em contrato. Atualmente, o canal opera abaixo das cotas ideais.

Porto busca recuperar profundidade prevista em contrato

A última medição homologada pela Marinha do Brasil apontou redução de 40 centímetros no canal interno e de 30 centímetros na bacia de evolução 1. O projeto de dragagem portuária prevê profundidades variando entre 14 metros e 13,5 metros.

A Utrecht já participou de outras operações em Itajaí nos anos de 2019, 2024 e 2025. Com 159 metros de comprimento e capacidade para armazenar até 18 mil metros cúbicos de material dragado, a embarcação costuma permanecer cerca de duas semanas na região, realizando até 12 viagens diárias.

Porto de Itajaí responde notificação da Antaq

A perda de profundidade no canal levou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a emitir um auto de infração contra o Porto de Itajaí. A superintendência portuária argumenta, porém, que a situação foi causada principalmente pela presença de lama fluída, condição que, segundo a administração, não comprometeu a navegabilidade nem a segurança das manobras de navios.

Ainda conforme o porto, medições recentes indicam que o acesso aquaviário já teria retomado os níveis operacionais adequados. Os dados devem ser encaminhados à Marinha para atualização da Menor Profundidade Observada (MPO).

Canal segue operacional, afirma superintendência

Mesmo durante o período de redução do calado, o Porto de Itajaí informou que o canal permaneceu monitorado e operando dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Marinha do Brasil.

Com a chegada da Utrecht, a expectativa da autoridade portuária é reforçar a manutenção das profundidades mínimas necessárias para garantir operações seguras e eficientes no complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

TCU aprova concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí com previsão de R$ 300 milhões em investimentos

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira (19) a concessão do canal de acesso aquaviário do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e terá contrato inicial de 25 anos, podendo ser prorrogado por até 70 anos.

A medida busca garantir mais estabilidade operacional para os portos de Itajaí e Navegantes, especialmente em relação aos serviços de dragagem e à manutenção da profundidade do canal, fatores considerados estratégicos para a logística portuária da região.

Projeto busca solucionar problemas de dragagem

A concessão do canal de acesso surge após uma série de interrupções nos serviços de dragagem registrados nos últimos anos. Em abril, a profundidade operacional da área teve redução de cerca de 30 centímetros depois de quase dois meses sem manutenção, conforme atualização da Capitania dos Portos.

Atualmente, o canal possui profundidade de 13,5 metros. A expectativa do governo federal é ampliar esse número para até 16 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a competitividade dos portos catarinenses.

A concessão será a segunda desse modelo no Brasil. O primeiro canal de acesso concedido no país foi o do Porto de Paranaguá, leiloado em 2025.

Impactos na logística portuária

A redução da profundidade do canal afeta diretamente a movimentação de cargas, principalmente de contêineres, principal segmento operado nos portos de Itajaí e Navegantes.

Segundo estimativas do setor portuário, as restrições operacionais podem provocar perdas de até 10% na movimentação logística da região, além de dificultar a atracação de embarcações de grande porte.

O serviço de dragagem ficou interrompido no início deste ano e foi retomado apenas em abril, por meio de contrato emergencial com a empresa Van Oord, responsável pela execução dos trabalhos.

Histórico recente de instabilidade no Porto de Itajaí

Além dos desafios operacionais, o Porto de Itajaí também enfrentou mudanças administrativas nos últimos anos. Em janeiro de 2025, após dificuldades financeiras e operacionais, a gestão portuária foi transferida para a Autoridade Portuária de Santos, por decisão do Ministério de Portos e Aeroportos.

Posteriormente, diante de disputas políticas e administrativas na região, o governo federal decidiu repassar a administração para a Codeba.

Governo prepara concessão definitiva do terminal

Paralelamente à concessão do canal de acesso, o governo federal segue trabalhando na modelagem definitiva para a concessão do terminal do Porto de Itajaí. Os estudos do projeto já foram aprovados em 2025.

Inicialmente, a proposta previa uma concessão conjunta do terminal e do canal de acesso, mas o governo optou por separar os ativos.

Atualmente, o terminal é operado temporariamente pela JBS, cujo contrato segue até o final de 2026. A empresa já manifestou interesse em participar do futuro leilão da concessão permanente.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação
Imagem: Reprodução CNN Brasil / Reuters

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Portos

Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Trafico

Apreensão de cocaína em Navegantes: Receita Federal intercepta 69 kg com ajuda de cão farejador

Uma operação da Receita Federal resultou na apreensão de 69 quilos de cocaína na manhã desta segunda-feira no porto de Navegantes, em Santa Catarina. A droga estava escondida em um contêiner que seguiria para a Europa, com destino ao porto de Gênova, na Itália.

Cão farejador foi decisivo na operação

A identificação da carga ilegal contou com o apoio da cadela farejadora Fox, que auxiliou na inspeção do contêiner suspeito. Ao todo, foram localizadas 23 embalagens de cocaína, ocultas em meio a sacos contendo pellets de madeira.

Segundo a Receita, a apreensão foi resultado de ações de monitoramento e inteligência, que permitiram identificar indícios de irregularidades na carga antes do embarque.

Rota internacional do tráfico de drogas

O destino final da droga seria o porto de Gênova, considerado um dos principais pontos de entrada de drogas na Europa. O terminal italiano registra apreensões frequentes, especialmente de cocaína proveniente da América do Sul, devido ao intenso fluxo de contêineres e conexões marítimas internacionais.

Investigação segue com a Polícia Federal

Após a apreensão, a substância foi encaminhada à Polícia Federal, que ficará responsável pela investigação para identificar os envolvidos no esquema de tráfico internacional de drogas.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/DRFSC

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Portos

Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Portos

Portonave amplia conexões internacionais com a nova linha ZIM Gulf Toucan

Nova linha fortalece a logística entre o Sul do Brasil e o Caribe
A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes (SC), anunciou a expansão de seu portfólio de serviços com a inclusão da linha ZIM Gulf Toucan (ZGT). A operação, conduzida pela armadora ZIM Integrated Shipping Services, passa a conectar a costa leste da América do Sul a relevantes polos logísticos do Caribe, da costa leste dos Estados Unidos e do Golfo do México.

Frequência semanal e ampla cobertura de portos internacionais
De acordo com a empresa, o novo serviço contará com frequência semanal e será operado por oito navios. As escalas abrangem portos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de terminais estratégicos na Jamaica, Colômbia, México e Estados Unidos, ampliando as alternativas de transporte marítimo para exportadores e importadores da região Sul.

Perfil das cargas e modelo operacional da ZGT
A expectativa é que a ZIM Gulf Toucan movimente, principalmente, cargas como madeira e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, além de carnes congeladas e alimentos em geral.
A operação ocorre no formato Vessel Sharing Agreement (VSA), modelo em que diferentes armadores compartilham os mesmos navios. Nesse arranjo, a ZIM lidera o serviço, enquanto a Ocean Network Express (ONE) adquire espaços nas embarcações.

Portonave consolida posição entre os principais terminais do país
Fundada em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil, a Portonave alcançou, em 2025, a quarta colocação no ranking nacional de movimentação de contêineres cheios em longo curso, com 9% de participação no volume total do país.
No âmbito institucional, o terminal também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e foi reconhecido como uma das melhores empresas de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Portonave investe R$ 1,5 bilhão para ampliar eficiência e sustentabilidade no Porto de Navegantes

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), está realizando um dos maiores investimentos de sua história: R$ 1,5 bilhão, totalmente com recursos privados. O projeto, focado em eficiência operacional e sustentabilidade ambiental, marca um novo ciclo de inovação na infraestrutura portuária brasileira.

Modernização e tecnologia de ponta

A obra não tem caráter de ampliação, mas de adequação estrutural. O objetivo é preparar o terminal para receber embarcações de até 400 metros de comprimento, alinhando-se aos padrões internacionais dos maiores portos do mundo.

“O projeto garante mais eficiência, segurança e competitividade, reforçando o papel da Portonave como hub estratégico do comércio exterior brasileiro”, destacou a empresa.

Entre as principais etapas estão a modernização dos sistemas de atracação e operação, a instalação de infraestrutura para o shore power — tecnologia inédita no Brasil que permitirá o fornecimento de energia elétrica a navios atracados — e a aquisição de novos equipamentos, incluindo dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), que aumentarão a produtividade do terminal.

A primeira fase, iniciada em janeiro de 2024, foi concluída em setembro de 2025. A segunda etapa segue em andamento, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026, sem interrupções operacionais. Após a conclusão, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação, reduzir emissões atmosféricas e consolidar-se como o porto mais eficiente do Brasil, já reconhecido pela Antaq, com 118 movimentos por hora.

Sustentabilidade e gestão ambiental

O projeto incorpora um amplo conjunto de ações ambientais. Entre as medidas, estão o reaproveitamento de água da chuva e efluentes no processo de concretagem e controle de poeira, além da instalação de torres de iluminação movidas a energia solar. Essas práticas garantiram à companhia o Prêmio Expressão de Ecologia 2025.

A Portonave também mantém um Plano de Controle Ambiental, com programas de monitoramento, educação ambiental e compensações ambientais que ultrapassam R$ 5 milhões em todo o Estado.

Geração de empregos e impacto social

Com 18 anos de atuação, a Portonave mantém uma sólida relação porto-cidade, marcada pela geração de empregos e desenvolvimento local. Atualmente, são 1,3 mil colaboradores diretos — 70% residentes de Navegantes — e 5,5 mil indiretos. No último ano, a empresa ainda ampliou seu quadro de pessoal em 10%.

Em 2024, o Instituto Portonave, junto a leis de incentivo, destinou R$ 10,5 milhões a projetos sociais, beneficiando cerca de 138 mil pessoas na região. A companhia também foi responsável por R$ 37 milhões em ISS, valor equivalente a 42% da arrecadação municipal de Navegantes.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portonave

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Portos

Portonave amplia cais e investe R$ 1 bilhão para receber maiores navios do mundo

A Portonave iniciou uma nova etapa das obras de adequação do cais, que agora avançam para o outro lado do terminal em Navegantes (SC). Após concluir mais da metade do projeto em setembro, a companhia segue com os trabalhos em ritmo acelerado, com previsão de entrega da segunda fase no segundo semestre de 2026, sem interrupções nas operações portuárias.

Com a conclusão da adequação, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêiner), consolidando-se como um dos terminais mais eficientes do país. Além disso, o projeto promete reduzir emissões atmosféricas, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade. Reconhecida pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) por sua produtividade, a Portonave mantém o índice de 118 movimentos por hora, referência nacional em eficiência operacional.

Iniciadas em 2024, as obras contam com investimento 100% privado, no valor de R$ 1 bilhão. A ampliação prepara o terminal para receber navios de até 400 metros, entre os maiores em operação no mundo. O projeto também integra melhorias nos sistemas de operação e na modernização de equipamentos utilizados na movimentação de contêineres, fortalecendo a posição da Portonave como um dos portos mais tecnológicos do Brasil.

A Portonave celebrou 18 anos de operação nesta semana, consolidando uma trajetória marcada por inovação e crescimento. Atualmente, o terminal recebe embarcações de até 350 metros de comprimento. Nesta sexta-feira, está prevista a atracação do MSC Ellen, navio de 346,98 metros, um dos maiores já atendidos pela empresa. O recorde histórico do complexo foi registrado em 2020, com o APL Paris, do armador CMA CGM, de 347,4 metros.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Comércio Exterior, Portos

Portonave completa 18 anos como referência em eficiência e sustentabilidade portuária 

A Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil, completou 18 anos no último dia 21 de outubro, consolidada como referência em inovação, eficiência e desenvolvimento logístico. Localizada em Navegantes (SC), já movimentou mais de 14 milhões de contêineres (TEUs) e realizou 10 mil escalas de navios, com média anual de 1,2 milhão de TEUs. Em 2024, alcançou 48% de participação de mercado em Santa Catarina e 13% no país, liderando o ranking nacional de eficiência da ANTAQ, com 118 movimentos por hora (MPH).  

Com 1,3 mil funcionários diretos e 5,5 mil indiretos, figura entre os cinco portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso no Brasil. No acesso terrestre, recebe 2 mil caminhões por dia, com tempo médio de permanência de apenas 26 minutos e mais de 300 mil acessos entre janeiro e setembro de 2025. 

O impacto da Portonave vai além da operação portuária. Desde 2006, quando iniciou suas atividades, a população de Navegantes cresceu de 50 mil para 93 mil habitantes, segundo o IBGE. O município subiu oito posições no PIB catarinense, alcançando a 15ª colocação com R$ 6,1 bilhões, e a arrecadação de ISS chegou a R$ 37 milhões em 2024, representando 42% do total municipal. Esses números refletem o papel transformador da Portonave como motor econômico e social da região. 

Tecnologia e inovação que elevam padrões 

Com foco na modernização da infraestrutura, a Portonave iniciou em 2024 a obra de adequação do cais, um investimento 100% privado de R$ 1 bilhão. O projeto permitirá receber os maiores navios do mundo e instalar o shore power, tecnologia inédita no Brasil que fornecerá energia elétrica às embarcações atracadas, reduzindo emissões de gases poluentes. 

A inovação também marca as operações do terminal. Em 2024, foi adquirida a primeira Reach Stacker 100% elétrica do país, além de dois novos scanners de inspeção de cargas, que aumentam a segurança das operações e da comunidade. Para 2025, estão previstos dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG) para ampliar a capacidade operacional. Outro destaque é a Iceport, única câmara frigorífica dedicada entre os terminais portuários brasileiros, com 50 mil m²16 mil posições pallets e 13 docas, garantindo agilidade no recebimento e expedição de mercadorias. 

Compromisso social e ambiental 

Portonave reforça seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e social. Desde 2010, realiza o monitoramento voluntário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e investe continuamente em tecnologias limpas. A companhia eletrificou 18 guindastes e implantou empilhadeiras elétricas, reduzindo em mais de 90% as emissões operacionais. Também aposta em energia solar, com 318 placas fotovoltaicas que já evitaram a emissão de mais de 10 toneladas de gases poluentes, além de contratos que garantem a compensação total das emissões do escopo 2 até 2027. Somando os investimentos, já foram aplicados R$ 472 milhões em gestão ambiental, resultado que rendeu reconhecimentos como o Prêmio Marítimo das Américas e o Selo Diamante do Programa Pró-Clima

No aspecto social, o Instituto Portonave investiu R$ 10,5 milhões em 2024, beneficiando mais de 138 mil pessoas em programas de formação, inclusão e cultura. Iniciativas como o Embarca AíBrigada MirimSurf sem Limites e Musicalizando nas Escolas fortalecem a educação e o desenvolvimento comunitário. A empresa também atua na preservação ambiental e valorização do patrimônio local, com ações como a proteção das corujas-buraqueiras, a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe e a criação do Parque das Pedreiras, o primeiro mirante turístico de Navegantes (SC). Essas práticas reforçam a liderança da Portonave em responsabilidade socioambiental e seu papel no desenvolvimento sustentável do litoral catarinense

RêConecta News parabeniza a Portonave pelos seus 18 anos de excelência, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Uma trajetória que inspira o setor portuário brasileiro e reforça o impacto positivo da empresa em Navegantes e em todo o país. 

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE 
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTONAVE 

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Portos

Porto de Navegantes investe em eficiência e formação para impulsionar talentos

Terminal privado movimentou 1,2 milhão de contêineres em 2024, quase metade da carga catarinense, e destina R$ 13 milhões à qualificação dos trabalhadores

Na margem esquerda do rio Itajaí-Açu, guindastes recortam o horizonte enquanto navios se revezam no cais. Com média de 118 contêineres movimentados por hora, o terminal portuário de Navegantes foi reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) como o mais eficiente do Brasil. Em 2024, a estrutura operada pela Portonave alcançou a marca de 1,2 milhão de TEUs — volume próximo à sua capacidade instalada de 1,5 milhão e equivalente a quase metade de toda a movimentação de contêineres em Santa Catarina.

A engrenagem que sustenta o terminal, no entanto, vai além da eficiência logística. Desde 2008, a operadora do porto investiu mais de R$ 13 milhões em programas de educação, subsidiando até 80% das mensalidades de cursos técnicos e superiores para seus trabalhadores. Um dos exemplos mais representativos desse investimento é Roger Sílvio Ferreira, 36 anos, que iniciou em 2019 na operação elétrica como auxiliar e hoje atua como engenheiro eletricista de manutenção.

“Comecei como responsável pelos contêineres refrigerados, o menor cargo da área elétrica. Sempre quis construir uma carreira sólida na empresa e fui avançando passo a passo”, recorda. “Houve momentos em que pensei em desistir, enfrentei dificuldades, mas perseverei e fui sendo reconhecido com o tempo. Subi degrau por degrau — foram dez cargos até chegar aqui.”

O avanço na carreira ocorreu em paralelo aos estudos. “Fiz um curso técnico em eletrotécnica e, a partir daí, realizei pequenos cursos em automação, sempre voltados para as áreas de automação e elétrica. Depois ingressei na graduação em engenharia elétrica, que também concluí. É a formação que corresponde ao meu cargo atual como engenheiro eletricista de manutenção.”

A partir do setor elétrico, Roger coordena a manutenção de equipamentos responsáveis por manter guindastes e empilhadeiras em operação contínua. Se esses sistemas pararem, toda a engrenagem logística é afetada — e o fluxo de mercadorias, que vai de alimentos a eletrônicos, também é interrompido.

O esforço para reter talentos é sustentado por uma cultura interna de desenvolvimento, conduzida pelo setor de Recursos Humanos. “Temos centenas de histórias como a do Roger, de profissionais que cresceram na empresa por estarem atentos às oportunidades”, afirma Mariana Régis Vargas, supervisora de RH. “Mais do que isso, muitos criaram suas próprias oportunidades dentro do ambiente de trabalho, propondo melhorias e contribuindo ativamente para a evolução da operação.”

Para o diretor-superintendente Osmari de Castilho Ribas, investir em capital humano é fundamental para sustentar a expansão de R$ 1,5 bilhão prevista até 2026. O plano inclui a aquisição de guindastes sobre pneus e a eletrificação de 18 equipamentos, com redução estimada de 96,5% nas emissões de CO₂.

“Nossa visão é oferecer aos profissionais a possibilidade de construir uma carreira aqui dentro. Investimos fortemente em qualificação e criamos condições para que continuem se desenvolvendo”, afirma. “Contamos com esse time na nossa trajetória de crescimento. O comprometimento, a motivação e a qualidade técnica deles têm se refletido diretamente nos resultados da empresa.”

Parte essencial do ecossistema formativo é o SENAI de Santa Catarina. Reconhecida em 2024 como a melhor unidade do país, a instituição atingiu 195 pontos em avaliação nacional que mede desde a qualidade da gestão à capacidade de inovação.

Com metodologia “mão na massa” e estrutura próxima à realidade das indústrias, o SENAI/SC capacita anualmente mais de 200 mil estudantes, e mantém taxa de empregabilidade superior a 90% entre os formados em cursos técnicos, como o de eletrotécnica, que impulsionou a carreira de Roger.

“O curso técnico é uma das portas mais rápidas para o mercado de trabalho e também o início de uma trajetória sólida dentro da indústria”, afirma Rômulo Thales Azevedo Ramos, gerente de Educação Profissional do SENAI/SC.

“Em Santa Catarina, temos uma indústria diversificada e dinâmica, e por isso investimos tanto em laboratórios atualizados e currículos conectados às demandas reais das empresas. Casos como o do Roger mostram que quando há formação técnica de qualidade, há também mobilidade social e profissional.”

A formação técnica permitiu a Roger compreender, ainda jovem, o funcionamento de sistemas elétricos e automatizados que hoje mantém sob sua supervisão como engenheiro. “O curso técnico no SENAI foi um divisor de águas na minha trajetória”, conta ele. “Foi ali que comecei a enxergar um caminho possível dentro da empresa.”

Fonte: ND+

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