Sustentabilidade

IDB Invest financia Paracel para criar primeiro polo industrial de florestas sustentáveis no Paraguai

O IDB Invest aprovou um financiamento de até US$ 165 milhões para a Paracel S.A., destinado ao desenvolvimento do primeiro polo industrial de florestas sustentáveis do Paraguai. O projeto deve gerar cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

O aporte financeiro viabilizará a construção de infraestrutura essencial e é um passo fundamental para consolidar a cadeia de valor florestal do país, além de apoiar a instalação da futura fábrica de celulose da Paracel e o desenvolvimento de novas indústrias ligadas ao setor madeireiro.

Compromisso com o crescimento e o setor privado

Anunciada em Assunção, a operação reforça o compromisso do IDB Invest com o crescimento do Paraguai e com o fortalecimento do setor privado como motor do desenvolvimento econômico na América Latina e no Caribe. O financiamento combina recursos próprios do IDB Invest com capital de terceiros, mostrando o interesse de investidores internacionais no projeto.

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID:
“Projetos como o da Paracel mostram o potencial do setor privado para gerar crescimento, emprego e desenvolvimento regional no Paraguai. O IDB Invest contribui criando condições e apoiando investimentos que fortalecem a base produtiva e abrem novas oportunidades de desenvolvimento.”

James Scriven, CEO do IDB Invest, acrescentou:
“Nosso financiamento apoiará a construção da infraestrutura essencial para este polo industrial florestal e ajudará a mobilizar capital privado em um dos investimentos mais significativos da história do país.”

Desenvolvimento sustentável e cadeia florestal consolidada

Para o presidente da Paracel, Per Olofsson:
“A aprovação deste financiamento é um passo decisivo para o avanço da fábrica de celulose e do polo industrial no Paraguai. Com mais de 90 milhões de árvores plantadas e uma base florestal competitiva certificada por padrões internacionais, o apoio do IDB Invest garante os recursos necessários para consolidar a cadeia de valor florestal, gerar empregos, atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento sustentável no norte do país.”

O projeto será implementado de forma faseada, com a construção de ativos estratégicos como porto e terminal fluvial, linhas de transmissão elétrica, vias de acesso e infraestrutura logística. Essas iniciativas melhorarão a conectividade regional, reduzirão custos logísticos e facilitarão a instalação de novas atividades industriais ligadas ao setor florestal.

Potencial regional e sustentabilidade

Localizado no departamento de Concepción, região com alto potencial produtivo e recursos florestais abundantes, o polo industrial aproveitará as vantagens competitivas do Paraguai, como acesso à energia, logística eficiente e regime de Zona de Livre Comércio. O projeto visa fortalecer a competitividade do setor florestal e ampliar sua integração em mercados regionais e globais.

A operação segue rigorosos padrões ambientais, sociais e de governança (ESG), alinhados às melhores práticas internacionais. O IDB Invest apoiará o projeto por meio de um Plano de Ação Ambiental e Social, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional, eficiência energética e resiliência, promovendo sustentabilidade integrada desde o início.

Modelo “Originate-to-Share”

O financiamento da Paracel exemplifica o modelo de negócios “Originate-to-Share” do IDB Invest, que mobiliza capital privado para projetos que fomentam crescimento econômico, geram empregos formais e fortalecem a integração do Paraguai em cadeias de valor regionais e globais por meio do setor privado.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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Comércio Exterior

Comércio exterior do Amazonas atinge US$ 17 bilhões em 2025 impulsionado pelo Polo Industrial

O Amazonas encerrou 2025 com US$ 17 bilhões na corrente de comércio, resultado do desempenho das exportações e importações ligadas ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, divulgada nesta quarta-feira (14), e evidenciam a dependência do parque industrial da entrada de insumos e da saída de produtos manufaturados.

Do total movimentado, US$ 939,8 milhões vieram das exportações, enquanto as importações somaram US$ 16,06 bilhões, mantendo o estado entre os maiores volumes de comércio exterior da Região Norte.

Importações sustentam a atividade industrial

Ao longo de 2025, as importações do Amazonas foram compostas majoritariamente por bens intermediários e matérias-primas, utilizados diretamente na cadeia produtiva do Polo Industrial. Esses insumos garantem o funcionamento das fábricas e o abastecimento dos mercados interno e externo.

O estado mantém um ritmo elevado de importações desde 2018, com valores anuais acima de US$ 9,9 bilhões. A partir de 2021, o volume superou a marca de US$ 13 bilhões. Em 2024, foi registrado o maior resultado da série histórica, com US$ 16,14 bilhões, patamar praticamente repetido em 2025, quando o acumulado chegou a US$ 16,06 bilhões.

Exportações mantêm trajetória de crescimento

As exportações do Amazonas também apresentaram evolução consistente nos últimos anos. Entre 2018 e 2021, os valores passaram de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração observada em 2020, quando totalizaram US$ 786,7 milhões.

Desde 2022, o estado passou a superar regularmente a marca de US$ 900 milhões exportados. Foram US$ 903,8 milhões em 2022 e US$ 922,6 milhões em 2023. Em 2024, o Amazonas alcançou o recorde histórico, com US$ 970,4 milhões. Em 2025, o valor acumulado até dezembro somou US$ 936,8 milhões, ficando próximo do maior resultado já registrado.

Desempenho do comércio exterior em dezembro

Em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.

Entre os principais destinos das exportações, destacaram-se:
Alemanha, com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, equivalente a 96% do total exportado para o país;
China, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, representando 80% das vendas ao mercado chinês.

No fluxo de importações, os maiores volumes vieram de:
China, principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de fenômenos diversos;
Estados Unidos, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.

Municípios exportadores ganham destaque

Entre os municípios amazonenses, Presidente Figueiredo liderou as exportações em dezembro, com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em madeira serrada exportada para os Estados Unidos, reforçando a diversidade da pauta exportadora estadual.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Leão/Sedecti

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