Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Internacional

Rússia ultrapassa Brasil e Canadá e sobe no ranking das maiores economias do mundo

A Rússia avançou no ranking global das maiores economias e superou Brasil e Canadá, de acordo com atualização das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com base no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o país passou a ocupar a 9ª posição mundial.

Com a mudança, o Canadá caiu para o 10º lugar, enquanto o Brasil passou a ocupar a 11ª colocação no ranking das economias globais.

Os números fazem parte da revisão do relatório World Economic Outlook, divulgado inicialmente em outubro de 2025 e atualizado com novas estimativas para 2026. A classificação considera o valor total de bens e serviços produzidos por cada país, convertido para dólares a partir da taxa média de câmbio anual.

Desempenho do Brasil ficou abaixo da estimativa

A queda do Brasil no ranking já era prevista nas projeções anteriores do FMI. Ainda assim, alguns fatores recentes alteraram ligeiramente os números finais da economia brasileira.

Um deles foi a valorização do real frente ao dólar, que aumentou o valor do PIB brasileiro quando convertido para a moeda norte-americana. O FMI havia estimado um câmbio médio de R$ 5,61 por dólar, mas o resultado final ficou em R$ 5,58.

Essa diferença elevou o tamanho da economia brasileira em cerca de US$ 24 bilhões em relação ao cálculo inicial.

Apesar disso, o crescimento econômico do país ficou levemente abaixo da projeção do fundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025, enquanto a estimativa anterior do FMI apontava expansão de 2,4%.

Crescimento da Rússia impulsiona mudança no ranking

Outro fator determinante para a mudança na lista das maiores economias foi o desempenho da economia russa.

Segundo os dados atualizados, a Rússia registrou crescimento de 4,3% em 2024, resultado impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos militares e por políticas de estímulo à atividade econômica.

Já o Canadá apresentou expansão de 1,7%, número 0,5 ponto percentual acima da previsão inicial do FMI. Mesmo com o desempenho melhor que o esperado, o país acabou sendo ultrapassado pela economia russa.

Para os próximos anos, no entanto, o FMI projeta uma desaceleração na atividade econômica da Rússia. As estimativas apontam crescimento de apenas 0,6% em 2025 e expansão próxima de 1% ao ano até 2027.

Economia mundial deve crescer 3,3% em 2026

No cenário global, o FMI também revisou para cima as projeções de crescimento da economia mundial.

De acordo com o relatório, o crescimento da economia global deve alcançar 3,3% em 2026, resultado 0,2 ponto percentual superior à estimativa anterior.

O desempenho mais forte é atribuído principalmente à atividade econômica dos Estados Unidos e da China, além do aumento de investimentos ligados ao avanço da inteligência artificial.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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