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ANP confirma presença de petróleo em propriedade rural no Ceará

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis confirmou que a substância escura encontrada por um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Ceará, trata-se de petróleo cru. O material foi localizado durante uma perfuração feita para buscar água destinada ao abastecimento de animais em uma propriedade rural da região.

O responsável pela descoberta, o agricultor Sidrônio Moreira, encontrou o líquido ainda em novembro de 2024, mas comunicou oficialmente o caso à ANP apenas em julho de 2025.

Testes confirmaram petróleo cru

Após a notificação, técnicos da agência estiveram no local em 12 de março de 2026 para coletar amostras e iniciar análises. Os exames físico-químicos foram concluídos na última terça-feira (19), confirmando que o material encontrado é realmente petróleo.

De acordo com a ANP, o resultado foi encaminhado ao proprietário do terreno e também à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará. O órgão estadual poderá definir possíveis orientações ambientais e eventuais medidas relacionadas à área.

Região não possui bloco ativo de exploração

Apesar da confirmação, Tabuleiro do Norte ainda não integra nenhum bloco oficial de exploração petrolífera. Mesmo assim, o ponto onde a substância foi localizada está situado a cerca de 11 quilômetros da área de exploração mais próxima.

A descoberta chamou atenção por ocorrer fora das áreas tradicionais de pesquisa e produção de óleo e gás no país.

Processo de avaliação pode durar anos

A ANP informou que abriu um processo administrativo para analisar a viabilidade técnica e econômica de uma futura exploração comercial na região. Segundo a agência, ainda não existe prazo para a conclusão dessa avaliação.

O órgão também destacou que a confirmação da existência de petróleo no Ceará não garante, automaticamente, a exploração comercial da área. Todo o processo envolve estudos detalhados, licenciamento ambiental, definição de blocos exploratórios e eventual leilão para empresas interessadas.

Essas etapas podem levar vários anos até uma possível operação entrar em atividade.

Agricultor poderá receber participação financeira

Caso a exploração comercial seja autorizada futuramente, o agricultor poderá receber participação nos lucros da produção. Pela legislação brasileira, proprietários de terras têm direito a uma compensação que pode chegar a 1% do valor produzido.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas é confirmado pela Petrobras

A Petrobras confirmou que identificou no último domingo um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares da sonda que conecta ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas.

Em nota, a estatal afirmou que a perda do fluido foi contida rapidamente e que as linhas afetadas serão retiradas do mar para avaliação e reparo. Segundo o Ibama, o incidente não é considerado grave e não apresenta risco ambiental, já que o fluido liberado é biodegradável e possui baixa toxicidade.

A empresa reforçou que tanto o poço quanto a sonda permanecem em total segurança e que a operação de perfuração não sofre impactos de segurança com o episódio.

Medidas de controle e licenciamento ambiental

A Petrobras informou que notificou os órgãos competentes e aplicou todas as medidas de controle exigidas. O fluido utilizado está dentro dos limites de toxicidade permitidos e não oferece riscos ao meio ambiente ou à população, segundo a companhia.

O Ibama concedeu licença à Petrobras para perfuração do primeiro poço na região em 20 de outubro, após o início do processo em 2020. O poço Morpho possui profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade da água.

Localizado no bloco FZA-M-059, a 500 km da foz do Rio Amazonas e 175 km da costa, o empreendimento em águas profundas tem gerado críticas de ambientalistas. A região abriga grande diversidade de fauna e flora marinha, manguezais e comunidades indígenas.

Potencial de reservas e histórico de vazamentos

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas pode conter até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Para comparação, as reservas provadas da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe.

Fontes da empresa indicam que o reparo das linhas afetadas deve levar de 10 a 15 dias. Vazamentos desse tipo são relativamente comuns nas atividades de exploração da estatal, ocorrendo em metade das últimas seis perfurações.

Especialistas do setor ressaltam que, por ser biodegradável e não conter petróleo, o fluido não causa impactos ambientais e está dentro das normas do Ibama. Porém, ambientalistas continuam preocupados. O Instituto Internacional Arayara alertou que incidentes como este evidenciam os riscos da exploração em uma região de alta biodiversidade, com forte dependência de comunidades costeiras e tradicionais.

“Assim que foi anunciada a liberação, entidades indígenas e organizações da sociedade civil, incluindo o Instituto Arayara, entraram com ação civil pública solicitando a anulação da licença”, disse o instituto em nota. Para a entidade, o vazamento confirma os riscos que essas comunidades vêm alertando há anos.

Etapas da perfuração e expansão da Petrobras

A Petrobras estima que a perfuração do poço Morpho dure cerca de cinco meses, dentro da fase exploratória. Nessa etapa, o objetivo é obter informações geológicas e avaliar o potencial de petróleo e gás na região; ainda não há produção comercial.

Além da Bacia da Foz do Amazonas, a empresa mantém operações exploratórias na Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde perfurou dois poços sem comprovação de reservas. A Petrobras planeja iniciar em breve a perfuração de um terceiro poço na região.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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