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Marinha aprova retirada do navio histórico Prof. W. Besnard no Porto de Santos

A Marinha do Brasil aprovou o plano para retirada do navio histórico Prof. W. Besnard, que sofreu avaria e ficou imobilizado no Porto de Santos em 13 de março de 2026. A proposta foi apresentada pela empresa contratada emergencialmente pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e validada pelo 8º Distrito Naval.

Estratégia prevê recuperação da flutuabilidade

O plano de salvamento marítimo prevê a recuperação gradual da flutuabilidade da embarcação. Para isso, serão realizados procedimentos como drenagem interna e intervenções estruturais. Após estabilizado, o navio será encaminhado a um estaleiro, onde passará por análise técnica para verificar a viabilidade de uma eventual restauração.

Operação inclui mergulhadores e reparos no casco

As ações de recuperação começaram em 31 de março e envolvem inspeções detalhadas feitas por mergulhadores, além de limpeza e vedação do casco. Desde o incidente, o caso é tratado como prioridade, com foco na segurança da navegação e na proteção ambiental da região portuária.

Responsabilidade emergencial da autoridade portuária

Apesar de pertencer ao Instituto do Mar, instituição que recebeu o navio após anos de uso em pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), a Autoridade Portuária de Santos assumiu a coordenação das ações devido à situação emergencial.

Símbolo da oceanografia brasileira

O Prof. W. Besnard é considerado um marco da oceanografia brasileira. A embarcação teve papel relevante na primeira expedição do Brasil à Antártida e acumulou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Navio histórico Professor W. Besnard tomba e fica parcialmente submerso no Porto de Santos

O navio Professor W. Besnard, uma das embarcações mais simbólicas da oceanografia brasileira, tombou e ficou parcialmente submerso na noite de sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o incidente ocorreu após avarias no casco, que permitiram a entrada de água e levaram ao alagamento da embarcação. O problema resultou no tombamento do navio, que permanece no local sob monitoramento.

Área foi isolada e equipes iniciam operação de resgate

Após o ocorrido, a área foi isolada por equipes de segurança portuária para evitar riscos. A Guarda Portuária mantém vigilância no entorno enquanto técnicos avaliam as condições da embarcação.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, informou que já foi iniciada uma mobilização para tentar recuperar o navio histórico.

Entre as primeiras medidas adotadas estão o reforço das amarrações da embarcação e a instalação de um cerco de contenção ambiental, com o objetivo de evitar possíveis impactos ambientais na área do porto.

Navio pode ser levado para estaleiro

A intenção das autoridades é retirar o navio Professor W. Besnard do cais e encaminhá-lo a um estaleiro, onde será avaliada a possibilidade de restauração.

Segundo Pomini, a prioridade é tentar recuperar a embarcação com apoio de empresas que atuam no complexo portuário de Santos.

Caso a restauração completa não seja viável, parte da estrutura poderá ser preservada como patrimônio histórico no próprio Parque Valongo.

A Autoridade Portuária ressaltou ainda que, por se tratar de uma empresa pública, não pode arcar diretamente com os custos da operação. Por isso, a estratégia é mobilizar parceiros e empresas da comunidade portuária para colaborar com a ação de resgate.

Embarcação marcou a história da ciência no Brasil

Com cerca de 60 anos de história, o navio Professor W. Besnard teve papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa oceanográfica no Brasil.

A embarcação pertence ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e foi batizada em homenagem ao cientista Wladimir Besnard, que ajudou a estruturar o instituto e atuou na sua direção durante os primeiros anos.

Entregue ao instituto em 1967, o navio realizou mais de 150 expedições científicas ao longo de quatro décadas. Durante os primeiros 23 anos de operação, navegou continuamente apoiando pesquisas em diferentes regiões do oceano.

Entre os marcos históricos está a primeira expedição brasileira à Antártida, realizada em 1982 com apoio do navio Barão de Teffé, da Marinha do Brasil.

A embarcação estava fora de operação desde 2008 até o incidente registrado nesta semana.

Marinha investiga causas do acidente

Em nota oficial, a Marinha do Brasil informou que equipes técnicas irão investigar as circunstâncias do ocorrido, incluindo as causas do tombamento e eventuais responsabilidades pelo incidente no Porto de Santos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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