Portos

Porto de Itapoá poderá receber navios com até 16 mil contêineres após obras na Baía da Babitonga

As obras de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, no Norte de Santa Catarina, devem permitir a operação de navios porta-contêineres de grande porte no complexo portuário da região. Com a ampliação da profundidade, embarcações com capacidade para transportar entre 14 mil e 16 mil contêineres poderão acessar os terminais, incluindo o Porto Itapoá.

A previsão é que os cargueiros maiores comecem a movimentar mercadorias no terminal a partir do fim do primeiro semestre de 2027. A mudança deve ampliar a capacidade logística dos portos catarinenses, aumentar a movimentação de cargas e reduzir custos das operações marítimas.

Canal de acesso terá profundidade ampliada para 16 metros

O projeto prevê a retirada de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos, permitindo elevar o calado do canal de 14 para 16 metros. A intervenção possibilitará a passagem de navios com até 366 metros de comprimento.

Essas embarcações são conhecidas como New Panamax, denominação associada aos navios dimensionados para atravessar o sistema ampliado de eclusas do Canal do Panamá.

Com capacidade para transportar entre 14 mil e 16 mil TEUs — unidades equivalentes a contêineres de 20 pés —, esses cargueiros poderão operar com maior volume de mercadorias, ampliando a eficiência do transporte marítimo internacional.

O aumento da profundidade também permitirá que embarcações naveguem com cargas mais pesadas, reduzindo limitações operacionais no acesso aos terminais portuários da região.

Aprofundamento pode ampliar movimentação em 1,5 milhão de contêineres

A expectativa é que a modernização da infraestrutura permita acrescentar 1,5 milhão de contêineres por ano à capacidade de movimentação do complexo portuário.

Além do aumento no volume de cargas, a obra deve eliminar a necessidade de fundeio intermediário para navios que operam no Porto de São Francisco do Sul. Atualmente, essa manobra integra os procedimentos utilizados por embarcações que precisam ajustar suas condições para acessar as instalações portuárias.

Com a nova profundidade, a estimativa é gerar uma economia de aproximadamente R$ 20 milhões por ano para os navios que utilizam o porto, graças à redução de custos associados às operações.

Dragagem foi concluída, mas navegação depende de liberações

A dragagem do canal externo, que dá acesso aos terminais do complexo portuário de São Francisco do Sul, já foi finalizada. No entanto, a entrada em operação da nova estrutura ainda depende de etapas técnicas e administrativas.

Entre os procedimentos necessários estão a verificação das profundidades alcançadas e a autorização da Marinha do Brasil para liberar a navegação nas novas condições.

Essas avaliações são fundamentais para confirmar a segurança do canal e permitir que embarcações de maior porte utilizem a infraestrutura.

Porto Itapoá deve receber navios maiores em 2027

Localizado no litoral Norte catarinense, o Porto Itapoá está entre os terminais que poderão se beneficiar diretamente do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga.

A expectativa é que a chegada de navios com maior capacidade de carga fortaleça a posição de Santa Catarina na logística marítima e amplie as possibilidades de conexão com mercados internacionais.

Com a conclusão das etapas de liberação, a infraestrutura deverá oferecer melhores condições para receber grandes porta-contêineres, aumentar a eficiência das operações e reduzir custos no transporte de mercadorias.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Superporto no Brasil vai receber navios gigantes e impulsionar comércio internacional

O Brasil, que perde bilhões todos os anos por gargalos de infraestrutura, dá um passo importante para o comércio exterior. As obras de ampliação em portos estratégicos, como o Porto de Itapoá (SC) e as dragagens em Santos (SP), estão sendo concluídas antes do prazo, preparando o país para receber navios gigantes de 366 metros, conhecidos como New Panamax.

A modernização desses terminais não apenas aumenta a capacidade de movimentação de cargas, como também posiciona o Brasil na rota das principais linhas de navegação global, deixando de ser apenas um destino secundário.

Navios colossais: o que são e por que importam

Um navio New Panamax de 366 metros é comparável a mais de três campos de futebol enfileirados ou a um prédio de 120 andares deitado. Cada um desses gigantes do mar pode transportar até 15.000 contêineres, aumentando significativamente a eficiência do comércio internacional.

A chegada desses navios ao litoral brasileiro representa não apenas avanço tecnológico, mas também um impacto direto na competitividade do país no mercado global, tornando exportações mais rápidas e baratas.

Dragagem e alargamento: obras essenciais para operação segura

Para que esses supernavios possam atracar, os portos precisam de calado profundo e canais de acesso mais largos. As obras de aprofundamento em Santos e ampliação em Itapoá garantem a segurança das manobras e permitem que os navios operem com carga máxima.

Além de fortalecer a logística, algumas intervenções, como a recuperação de faixas de areia, podem beneficiar o turismo local. No entanto, o foco principal continua sendo econômico: aumentar a eficiência e reduzir perdas no transporte de cargas.

Impacto econômico para produtores e consumidores

O efeito dessas obras é sentido em todo o país. Com portos capazes de receber navios maiores, o custo do frete internacional por contêiner diminui, reduzindo o chamado “Custo Brasil”. Isso torna produtos como a soja do Mato Grosso e manufaturados de São Paulo mais competitivos em mercados da Ásia e da Europa.

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) acompanha de perto o setor, garantindo que os ganhos logísticos se reflitam em maior eficiência e menor custo para produtores e consumidores.

Brasil preparado para o novo ciclo global

Com terminais privados entregando obras antecipadas e concessões públicas em andamento, o país demonstra preparo para um novo ciclo do comércio internacional. A capacidade de receber navios colossais não é apenas um diferencial: é uma exigência para competir globalmente.

Para acompanhar o andamento das obras, o site do Porto de Santos disponibiliza atualizações constantes sobre dragagens, ampliações e modernizações dos terminais.

FONTE: BMC News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BMC News

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