Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

CNI defende esgotar negociação com EUA antes de recorrer à retaliação imediata

Presidente da instituição, Ricardo Alban, reiterou pedido de adiamento do início da taxação em reunião no MDIC

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu o caminho das negociações com os Estados Unidos antes de recorrer à retaliação imediata.

“Antes (de retaliar), é preciso esgotar toda e qualquer possibilidade de negociação”, alertou Ricardo Alban.

O posicionamento é consenso no setor e foi definido em reunião virtual ontem (14) entre todos os presidentes de federações da indústria.

Alban participa de encontro entre empresários e autoridades no Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para discutir a estratégia de resposta do país às medidas da Casa Branca, com a presença dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).

Indústria reitera pedido para adiar início da taxação

O dirigente também reforçou o pedido para que o governo articule juntos aos Estados Unidos uma ampliação de 90 dias para o começo da vigência da nova tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.

“Estamos falando aqui só de perde-perde. Não tem ganha-ganha. Perde a indústria, perde a economia, perde o social. Gostaríamos de colocar na mesa um adiamento de 90 dias no prazo para início da vigência (da tarifa)”, pontuou Alban. “Queremos colocar a discussão de acordos setoriais e bilaterais. Discutir bitributação”, completou.

A estimativa preliminar da indústria é de uma perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto sobre o PIB.

Alckmin, destacado pelo Palácio do Planalto para encabeçar as negociações com os americanos, destacou que o governo vai trabalhar para reverter as novas tarifas, consideradas por ele “completamente inadequadas”.

Ele reiterou que EUA têm superávit na relação com o Brasil há 15 anos e a tarifa média dos produtos que os norte-americanos exportam para o nosso país é de 2,7%. “Temos uma importante complementariedade econômica. É importante conversarmos com os parceiros americanos no setor industrial para mostrarmos que a medida encarece também os produtos deles”, acrescentou Alckmin.

É preciso objetividade e pragmatismo, diz CNI

Ricardo Alban alertou que é preciso objetividade e pragmatismo por parte do governo e do setor privado na negociação. “O que não queremos neste momento é perder a razão. É importante essa parceria. É muito difícil o setor industrial encontrar alternativas de médio prazo para substituir esse mercado dos EUA”, afirmou.

Uma comitiva de empresários e representantes de associações industriais participa da reunião, incluindo o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Josué Gomes da Silva; o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso; a presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Janaína Donas; o presidente emérito da Associação Brasileira Indústria Têxtil e de Confecções (Abit); Fernando Pimentel; o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira; o CEO da Tupy, Rafael Lucchesi; o CEO da Embraer, Francisco Gomes, entre outros.

Com a palavra, o presidente da CNI, Ricardo Alban:

Fonte: Portal da Indústria

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Evento, Logística

Logistique 2025 vem para atender um mercado em constante renovação

Edição deste ano de um dos maiores eventos de logística e comércio exterior do Brasil acontece de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú

O mercado se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil, de 12 a 14 de agosto, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. A Logistique é um evento setorial estratégico voltado para as áreas de logística, abrangendo a cadeia completa; comércio exterior e relações internacionais, já consolidado nos mercados regional e nacional.

A expectativa é reunir mais de 200 expositores e 16 mil visitantes em torno da feira de logística e do Logistique Summit, uma conferência com a abordagem de temas relacionados à macroeconomia, geopolítica, alianças econômicas, sustentabilidade, infraestrutura, inovação, entre outros estratégicos nos meios econômico e empresarial. O crescimento com relação a edição do ano passado é de 60%.

Leonardo Rinaldi, diretor geral da Logistique, destaca a importância do evento, principalmente no momento em que o comércio global e as relações internacionais enfrentam desafios devido às políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos, que é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. 

“A decisão do governo dos EUA em impor tarifas recíprocas reacende o debate sobre os rumos do comércio global e abre a possibilidade de parcerias bilaterais do Brasil com novos mercados emergentes, o que vai acabar favorecendo o setor produtivo interno”, pontua Leonardo. “Nesse contexto entra a Logistique Summit, fomentando debates relacionados aos setores logístico, da navegação e do comércio exterior com palestrantes altamente capacitados”, completa.

Localização estratégica

A primeira edição da Logistique foi realizada em Joinville no ano de 2019, permanecendo no Norte de Santa Catarina até 2023. A mudança estratégica ocorreu no ano passado com a transferência do evento para Balneário Camboriú, epicentro da logística no Sul do Brasil. 

O Expocentro Júlio Tedesco está localizado praticamente ao lado do maior entroncamento rodoviário do Sul do País, no raio de 200 quilômetros dos portos e terminais catarinenses [Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá] e dos principais aeroportos do Sul do Brasil: Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville.

Outro diferencial é que Balneário Camboriú está no centro da região Sul, que exportou mais de US$ 56,9 bilhões e registrou uma corrente de comércio de US$ 123,3 bilhões no ano passado. Para 2025 a expectativa é de que as vendas externas brasileiras cresçam até 20%. Outro fator que contribui para que a Logistique seja realizada em Santa Catarina é que a produção industrial no estado continua avançando acima da média nacional e desponta com a maior alta do país no acumulado do ano. 

A economia de Santa Catarina também cresceu 5,7% no ano passado e liderou a alta no País, segundo estatísticas do Banco Central. Esse indicador de atividade econômica do BC funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A média brasileira foi de 3,8%. Isso impacta diretamente no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense de 2024, que tem a segunda maior projeção de crescimento da década. A estimativa é de 5,3%, ficando atrás apenas de 2021

“Com um crescimento expressivo previsto para 2025, uma nova localização já aprovada pelos mercados da logística, comércio exterior e áreas correlatas e um impacto significativo no setor, a Logistique promete ser um evento imperdível para todos os empresários e profissionais da área”, diz Leonardo. Ele acrescenta que a expectativa é de que a Logistique continue crescendo e se consolide cada vez mais entre os eventos de logística do país, impulsionando o desenvolvimento e a competitividade das empresas participantes e promovendo a infraestrutura e diferenciais logísticos do Sul do Brasil.

TEXTO E FOTOS: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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Negócios, Sustentabilidade

“A sustentabilidade está no DNA da Siemens”

Márcia Sakamoto expõe o modelo que posiciona a empresa como referência regional.

Em um cenário global onde a sustentabilidade se tornou uma prioridade urgente, a Siemens Brasil se destaca como um referencial de transformação profunda e integral. Com uma abordagem estratégica que articula inovação, eficiência energética, equidade e circularidade, a empresa promove um modelo industrial comprometido com o desenvolvimento sustentável — tanto ambiental quanto socialmente.

Diretamente de sua sede em São Paulo, Márcia Sakamoto, especialista em Sustentabilidade e Relações Governamentais da Siemens Brasil, participou da série de entrevistas realizada pelo portal serindustria.com.ar sob o título Indústria e Desenvolvimento Sustentável. Nesse contexto, ela detalhou como a empresa internacional integra os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) no coração de suas operações, em sua cultura organizacional e em sua visão de longo prazo.

“Em uma trajetória guiada pela inovação, responsabilidade e ações estratégicas, a Siemens se destaca por adotar metas ambiciosas que orientam seu caminho rumo a um futuro verdadeiramente mais sustentável”, afirma Sakamoto. Essa direção se materializa em uma arquitetura corporativa denominada DEGREE, uma estrutura que define seis campos de ação fundamentais: descarbonização, ética, governança, uso eficiente de recursos, equidade e empregabilidade.

“O DEGREE não apenas orienta as decisões corporativas, mas também proporciona uma visão holística da sustentabilidade, integrando compromissos ambientais com impactos sociais e humanos”, assegura.

Redução de emissões e energias renováveis
A abordagem vai além de declarações institucionais. Em 2024, a Siemens Brasil alcançou uma redução de 68% nas emissões de CO₂ — um resultado que supera a média global do grupo (60%) e antecipa o cumprimento da meta original de 2025, fixada em 55%. “Nossos esforços estão direcionados para alcançar o net zero até 2030, que é a meta global”, destaca a executiva. Esse avanço se baseia, entre outras medidas, no uso de eletricidade 100% proveniente de fontes renováveis em todas as suas instalações, na ampliação da infraestrutura para carregamento de veículos elétricos, na substituição do gás liquefeito de petróleo por energia elétrica e na adaptação progressiva das cozinhas e processos industriais para soluções elétricas.

A sustentabilidade também se reflete na relação com o meio ambiente. A Siemens Brasil preserva uma área de 45 mil metros quadrados de Mata Atlântica dentro de sua sede em São Paulo, habitat de dezenas de espécies nativas de flora e fauna. Esse compromisso se complementa com uma estratégia de gestão de recursos baseada no ecodesign, na dissociação do uso de matérias-primas e na circularidade. “A empresa adota uma estratégia de uso eficiente de recursos em seus produtos, centrada em três pilares principais: ecodesign, dissociação do uso de recursos naturais e circularidade”, explica Sakamoto.

Durante o exercício fiscal de 2024, 35% dos metais utilizados pela Siemens Brasil — principalmente ferro, cobre e alumínio — foram adquiridos de fontes recicladas, baseando-se em valores médios regionais e globais. A empresa planeja, até 2030, aplicar princípios de ecodesign em todas as famílias de produtos relevantes. Para destacar essas inovações, a Siemens desenvolveu o selo EcoTech, que identifica produtos com desempenho ambiental superior em termos de eficiência energética, circularidade e redução de emissões.

Pegada de carbono e auditorias internacionais
A medição precisa da pegada de carbono é outro aspecto crítico. “O sistema de gestão ambiental é constantemente monitorado e verificado”, aponta Sakamoto. A Siemens utiliza ferramentas globais alinhadas ao GHG Protocol, garantindo relatórios transparentes e auditáveis. Cada procedimento, investimento e projeto em suas instalações passa por uma avaliação detalhada, desde o planejamento até a operação.

Essas ações são respaldadas por auditorias periódicas realizadas pela matriz alemã. Atualmente, a operação brasileira representa apenas 0,3% do total de carbono gerado pela Siemens no mundo. Esse compromisso foi reconhecido pelo Carbon Disclosure Project (CDP), que incluiu a Siemens na Lista A de Mudanças Climáticas desde 2023 — a categoria mais alta de desempenho ambiental.

Paralelamente, a empresa promove o uso eficiente de energia, água e outros recursos naturais por meio de certificações como ISO 14001 e ISO 50001. Um exemplo concreto é o projeto Anhanguera Green & Digital, onde sua planta em São Paulo foi transformada em um modelo de operação inteligente e sustentável.

Essa transformação incluiu a compra de energia renovável no mercado livre, a instalação de painéis solares, a reutilização de água da chuva para irrigação e sanitários, além da digitalização dos processos produtivos por meio de sensores e sistemas automatizados que otimizam consumos e reduzem desperdícios.

Graças ao monitoramento em tempo real de indicadores ambientais como energia, água e emissões, a Siemens conseguiu alcançar uma melhoria de 7% na eficiência energética em 2024. Além disso, um projeto piloto da Siemens Real Estate conseguiu reduzir em 16% o consumo energético ao ajustar automaticamente o uso do ar-condicionado conforme a ocupação real dos espaços.

Governança ESG e cultura organizacional
Além das ações técnicas, a sustentabilidade na Siemens é respaldada por uma estrutura de governança sólida, transversal e altamente especializada. “A sustentabilidade está no DNA da Siemens. Não é uma opção, mas uma parte integral e central das decisões estratégicas”, enfatiza Sakamoto.

Essa estratégia envolve desde o Conselho de Administração Global até embaixadores de sustentabilidade nas áreas operacionais. O Chief Sustainability Officer preside o Conselho de Sustentabilidade e lidera o Comitê Executivo de Sustentabilidade, enquanto os diretores globais e gerentes locais reportam avanços e desafios em cada uma das dimensões do modelo DEGREE. Essa arquitetura garante que os critérios ESG não sejam metas periféricas, mas princípios que impulsionam a tomada de decisões em todos os níveis.

Quanto aos desafios, a Siemens reconhece que a descarbonização de sua cadeia de valor — especificamente o escopo 3, que inclui fornecedores e parceiros — é um dos maiores obstáculos. Para enfrentá-lo, lançaram o programa Trilha Greenlight, voltado a disseminar boas práticas ESG e ajudar os fornecedores a construir seus próprios planos de sustentabilidade. Paralelamente, reforçam a capacitação constante de suas equipes: cada colaborador no Brasil recebe pelo menos 32 horas anuais de treinamento, com programas sobre sustentabilidade ambiental, inovação e transformação digital. “A Siemens investe continuamente em qualificação técnica”, ressalta Sakamoto.

Líderes e soluções tecnológicas sustentáveis
Durante 2024, a Siemens destinou globalmente 442 milhões de euros para formação corporativa. A sustentabilidade foi um dos eixos estratégicos desse investimento, com iniciativas como o programa Leading in Sustainability, projetado para líderes e áreas-chave, e o LEAP, focado no desenvolvimento de lideranças transformadoras. Também se estimula a inovação aplicada à eficiência de recursos e à transição ecológica por meio de comitês internos que desenvolvem soluções concretas em eficiência energética e descarbonização.

“Os colaboradores da Siemens desempenham um papel central na estratégia de sustentabilidade da empresa”, afirma Sakamoto, que também destaca o trabalho da Fundação Siemens, que canaliza ações de voluntariado e apoio social. Por meio dessa plataforma, os funcionários impulsionam projetos de educação e desenvolvimento sustentável, como o Conexão Aprendiz, que já impactou mais de 300 jovens em situação de vulnerabilidade.

No aspecto cultural, a Siemens promove a ética, a integridade e a conscientização sobre valores ambientais desde cedo. Programas como o EduComÉtica, que leva formação ética para escolas públicas, ou iniciativas como as doações às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, ampliam o impacto positivo da empresa além do âmbito produtivo.

Para Sakamoto, os valores pessoais dos líderes da Siemens influenciam diretamente a forma de abordar a agenda sustentável. “Temos uma visão otimista e de longo prazo sobre o papel da empresa e do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva”. Segundo sua visão, sustentabilidade e ética caminham juntas porque “só negócios limpos interessam à Siemens. Essa convicção orienta nossas decisões e nossas relações com clientes, parceiros e fornecedores”.

Transformação colaborativa
Em outubro de 2024, a Siemens Brasil apresentou, junto ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), o relatório Pictures of Transformation: um retrato do Brasil em 2035, que explora cenários futuros impulsionados pela digitalização e sustentabilidade. O objetivo é fomentar uma visão “future back” que inspire a construção de uma economia mais inclusiva, resiliente e verde. “O propósito é inspirar uma transformação positiva… estimulando debates colaborativos entre os setores público, privado e a sociedade civil”, ressalta Sakamoto.

Ao projetar o futuro da Siemens nos próximos dez anos, caso continue e aprofunde sua estratégia sustentável, a visão é clara. “Queremos continuar sendo uma referência em decisões éticas e responsáveis, com impacto positivo em toda a nossa cadeia produtiva e de valor”, enfatiza a especialista.

Com um caminho já traçado, a empresa pretende liderar o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis em setores-chave, como biocombustíveis, hidrogênio verde, digitalização de redes, bioeconomia e economia circular. “Trabalhamos para que a atuação da empresa tenha impacto direto na consolidação do país como referência global em energia limpa e inovação tecnológica com valor ambiental agregado”, concluiu.

Fonte: Ser Indústria






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Internacional, Mercado Internacional

Brasil e Índia assinam memorando de cooperação em Propriedade Intelectual

Objetivo é promover o intercâmbio de experiências, boas práticas e conhecimento técnico entre os dois países

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) e do Department for Promotion of Industry and Internal Trade (DPIIT), do Ministério do Comércio e Indústria da Índia, assinaram nesta quarta-feira (9/7), memorando de cooperação em Propriedade Intelectual (PI).

A ideia é promover intercâmbio de experiências, de boas práticas e conhecimento técnico, para fortalecer os sistemas de PI do Brasil e da Índia, além de fomentar a inovação, a criatividade e o desenvolvimento tecnológico. O intercâmbio terá vigência de cinco anos.

O plano de trabalho, a ser assinado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contará com participação do MDIC nas atividades desenvolvidas. Cada parte contará com um coordenador responsável pela implementação e monitoramento das ações, com reuniões de acompanhamento que poderão ocorrer virtualmente. As informações poderão ser compartilhadas livremente, desde que não haja restrições legais ou confidencialidade expressa.

Entre as áreas de cooperação previstas, destacam-se:

  • Cooperação em base de ados, inclusive sobre conhecimentos tradicionais.
  • Disseminação de conhecimento sobre PI para o público, empresas e instituições educacionais;
  • Programas de treinamento e intercâmbio de especialistas;
  • Compartilhamento de boas práticas com universidades, centros de P&D e PMEs;
  • Troca de informações sobre procedimentos de patentes, marcas, desenhos industriais e indicações geográficas;
  • Desenvolvimento de projetos de automação e modernização de sistemas de PI;
  • Cooperação em base de ados, inclusive sobre conhecimentos tradicionais.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agronegócio, Internacional

Embrapa assina acordo com a Índia para ampliar cooperação em pesquisa agropecuária

Memorando de Entendimento amplia parceria entre Brasil e Índia com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e intercâmbio tecnológico; Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR) assinaram, nesta quarta-feira (9), em Brasília, um Memorando de Entendimento para ampliar a cooperação em pesquisa agropecuária entre os dois países. O foco da parceria está no desenvolvimento sustentável da agricultura e no fortalecimento institucional das entidades envolvidas. A cerimônia contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, além de representantes do ICAR e da Embaixada da Índia no Brasil.

O acordo representa um novo marco na agenda bilateral Brasil–Índia. Na terça-feira (8), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou da recepção ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmando o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no fortalecimento de parcerias estratégicas.

Vinculada ao Mapa, a Embrapa é a principal instituição de pesquisa do país voltada ao desenvolvimento da agropecuária nacional. A colaboração com o ICAR reforça o compromisso do Brasil em buscar soluções sustentáveis, inovadoras e colaborativas para os desafios globais da agricultura.

“A parceria entre a Embrapa e o ICAR – Indian Council of Agricultural Research – amplia a cooperação histórica entre as duas instituições e foca em áreas como etanol de 2ª geração, pulses, bioinsumos, entre outras”, destacou Silvia Massruhá.

Com vigência inicial de cinco anos, o acordo prevê a realização de projetos conjuntos em ciência, tecnologia e inovação nas áreas de agricultura e recursos naturais. Entre os principais temas estão: biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão, automação, tecnologias da informação, saúde animal e vegetal, segurança alimentar, produção de bioetanol de segunda geração, desenvolvimento de culturas agrícolas de alto rendimento, biofertilizantes, biopesticidas e o fortalecimento de cadeias de valor pós-colheita.

Também estão previstas ações como o intercâmbio de cientistas, o compartilhamento de germoplasma e o desenvolvimento de pesquisas colaborativas em temas de interesse comum.

“É determinação do presidente Lula o fortalecimento de laços com parceiros estratégicos. Esta assinatura sedimentará ainda mais as relações no campo da agropecuária, abrindo novas possibilidades de negócios e de pesquisas”, afirmou o ministro Fávaro.

Para garantir o bom andamento da parceria, será criado um Grupo de Trabalho Conjunto (GTC), com representantes de ambas as instituições, que se reunirá a cada dois anos para acompanhar a execução das atividades e propor novos encaminhamentos.

Desde 2023, o agronegócio brasileiro conquistou 392 aberturas de mercado, sendo dez delas com a Índia. Entre os principais produtos exportados para o país asiático estão cítricos, açaí em pó e suco de açaí, pescados, derivados de ossos para gelatina e abacate. A Índia é, atualmente, o 10º maior destino das exportações do agro brasileiro, com destaque para produtos do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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ANVISA

Anvisa participa de reunião das Autoridades Reguladoras de Referência Regional

Encontro teve como objetivo discutir estratégias para o fortalecimento das capacidades regulatórias na região das Américas.

A Anvisa participou, nos dias 8 e 9 de julho, da reunião das Autoridades Reguladoras Nacionais de Encontro teve como objetivo discutir estratégias para o fortalecimento das capacidades regulatórias na região das Américas.Referência Regional (ARNr) das Américas, realizada em Santiago, no Chile. A Agência foi representada por seu diretor-presidente substituto, Rômison Mota, e pela chefe da Assessoria Internacional, Ana Carolina Marino.

O objetivo do encontro foi discutir estratégias para o fortalecimento das capacidades regulatórias na região, considerando as melhores práticas globais.

Durante a reunião, foram abordados temas prioritários para o grupo, como a proposta de um plano de trabalho bianual, a cooperação e o papel das ARNr no apoio ao desenvolvimento e à maturidade dos sistemas regulatórios nacionais — com base na metodologia da Ferramenta Global de Benchmarking (Global Benchmarking Tool – GBT) da Organização Mundial da Saúde (OMS) —, a confiança regulatória (reliance) e a resiliência sanitária.

A Anvisa, como uma das autoridades reguladoras de referência regional designadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), reafirmou seu compromisso com a promoção da convergência regulatória com padrões internacionais e com o fortalecimento da vigilância sanitária na região das Américas.

A reunião foi coordenada pelo Instituto de Salud Pública do Chile (ISP), atual presidente do grupo das ARNr, com apoio técnico da Opas.

Fonte: ANVISA

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Internacional, Negócios

Empresas dos EUA evitam tarifas com estratégia de crise global; entenda

Zonas de comércio exterior nos Estados Unidos permitem que as empresas importem produtos ou materiais e os armazenem isentos de impostos

As empresas estão cada vez mais recorrendo a uma política da era da Depressão para evitar as tarifas do presidente Donald Trump, importando produtos para zonas designadas dos EUA, onde não precisam pagar tarifas até que queiram.

Existem 374 zonas de comércio exterior, ou FTZs, nos Estados Unidos, originalmente criadas para ajudar a manter as empresas competitivas durante a Grande Depressão.

Atualmente, essas zonas existem em todos os estados e em Porto Rico e permitem que as empresas importem produtos ou materiais (insumos) para os Estados Unidos e os armazenem isentos de impostos.

Os importadores só pagam tarifas quando vendem seus produtos para clientes americanos. E se optarem por exportar itens para fora dos Estados Unidos, não pagam tarifa alguma.

Desde que Trump anunciou tarifas sobre quase todos os países em abril, o interesse nessas zonas de comércio exterior quadruplicou, de acordo com a Descartes, uma empresa de logística que ajuda empresas a se estabelecer e operar em FTZs.

“As zonas de comércio exterior foram criadas nos Estados Unidos em 1934, coincidentemente a última vez em que as tarifas foram tão proeminentes e, francamente, tão impactantes quanto agora”, disse Jackson Wood, diretor de estratégia industrial da Descartes.

“E é por isso que elas também estão muito mais presentes na mente dos importadores americanos.”

Quase US$ 1 trilhão em mercadorias foram importadas para essas zonas em 2023, de acordo com o Departamento de Comércio, que aprova novas zonas. Isso representa quase um terço de todas as mercadorias importadas para os Estados Unidos naquele ano, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras.

Essas zonas empregam mais de meio milhão de pessoas.

O Departamento de Comércio dos EUA confirmou à CNN que a Associação de Comércio Internacional (ACI) observou um interesse crescente em zonas de comércio exterior, mas disse que é muito cedo para dizer se isso resultará em mais empresas operando nas zonas.

Mesmo assim, muitas empresas estão estocando mercadorias nessas Zonas de Livre Comércio. Não se trata de uma brecha, dizem os especialistas, mas de uma maneira de as empresas manterem o fluxo de caixa em um momento em que muitas se sentem pressionadas.

“Eles sempre foram um instrumento de nicho na caixa de ferramentas dos importadores americanos”, disse Wood. “Agora, como estamos neste ambiente tarifário incrivelmente impactante, cada vez mais organizações estão dizendo: ‘sim, o argumento comercial para criar uma zona de comércio exterior faz sentido para nós.’”

Zonas francas são uma almofada tarifária

Altamente seguras e rigorosamente fiscalizadas, as Zonas de Livre Comércio (ZLCs) devem estar a menos de 90 minutos, ou 90 milhas, de um ponto de entrada da Alfândega e Proteção de Fronteiras. Mas não há duas ZLCs exatamente iguais.

As zonas podem variar em tamanho, desde uma pequena sala em um armazém até centenas de hectares da área ocupada por uma empresa inteira. Dezenas de empresas podem fabricar e distribuir produtos a partir de um único armazém.

O que as FTZs têm em comum é que elas oferecem às empresas alívio — ainda que temporário — no pagamento de impostos em meio à atual guerra comercial.

A Audio-Technica, fabricante de toca-discos e equipamentos de áudio, inaugurou seu segundo armazém e centro de distribuição em uma zona de comércio exterior em San Diego em junho.

A empresa japonesa importa produtos totalmente montados de suas unidades de produção no Japão e na China. Oitenta por cento dessas mercadorias são vendidas no mercado americano, enquanto 20% são exportadas, informou a empresa.

“Com tarifas mais altas, temos a possibilidade de adiar o pagamento dessas tarifas até que possamos retirá-las da Zona de Livre Comércio para fins comerciais”, disse Dan Ratley, diretor executivo de cadeias de suprimentos da Audio-Technica.

A Audio-Technica não precisa pagar tarifas sobre seus produtos importados até que a empresa decida liberar seus produtos nos Estados Unidos para venda aos clientes. Isso significa que a empresa pode mantê-los isentos de impostos na zona até que estejam dispostos ou possam pagar.

“Todos estão investigando e tentando minimizar (os efeitos das tarifas), melhorar seu fluxo de caixa e evitá-las completamente”, disse Ratley.

Motores para economias locais

As empresas não podem simplesmente se estabelecer em uma zona de comércio exterior — elas precisam de um beneficiário, que atue como intermediário entre elas e o Departamento de Comércio. Esses beneficiários geralmente são cidades, portos ou aeroportos, e as Zonas de Livre Comércio podem ser uma vantagem para eles.

A cidade de Phoenix, beneficiária desde 1988, ajudou a criar dezenas de empresas em sua zona, conhecida como Zona 75.

“Como beneficiários, precisamos estar dispostos a aceitá-los em nossa zona de comércio exterior. Sem nossa carta de apoio, eles não conseguiriam enviar sua solicitação”, disse Christine Mackay, diretora de desenvolvimento econômico da cidade de Phoenix.

As Zonas de Livre Comércio (ZLCs) podem ser multiplicadoras econômicas, especialmente para comunidades menores. O crescimento do emprego e dos salários aumentou nas comunidades de seis a oito anos após a criação de uma ZLC, de acordo com um estudo de 2019 publicado pela Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Atualmente, 75.000 pessoas trabalham na Zona 75 de Phoenix. Para cada emprego na Zona 75, a cidade afirma que gera entre três e seis empregos adicionais. Dez anos atrás, o salário médio para um novo emprego em Phoenix era de US$ 30.000. Hoje, é de US$ 84.000.

“Fizemos a diferença ao alavancar nosso status de beneficiários de zona de comércio exterior e trazer empresas que têm grandes multiplicadores econômicos, que trazem benefícios realmente fortes para a comunidade”, disse Mackay.

‘Um grande problema’

As zonas de comércio exterior oferecem muitos benefícios. Mas, sob o regime comercial atual, alguns não estão mais disponíveis.

Historicamente, quando as empresas importavam insumos — pequenas peças feitas de cobre, aço ou alumínio — para a ZLC para fabricar outros produtos, elas só tinham que pagar a tarifa sobre o produto acabado.

Mas, conforme detalhado nas ordens executivas de Trump sobre tarifas recíprocas em abril , as empresas que operam em FTZs agora devem pagar a tarifa dos insumos, não do produto acabado, que geralmente é mais alta.

Mesmo que o material ou peça seja usado para fabricar um produto enquanto estiver na zona de comércio exterior, o produto final ainda será tarifado na mesma taxa do insumo quando sair da zona, disse o Departamento de Comércio à CNN.

Por exemplo, a Audio-Technica importa produtos totalmente montados para sua Zona de Livre Comércio (ZLC) do Japão e da China, que têm tarifas médias de 10% ou 30%, respectivamente.

Mas alguns desses produtos são feitos de aço e alumínio, o que coloca a empresa em risco de uma tarifa de até 70% devido às tarifas sobre essas peças metálicas.

“Uma das características do programa de zonas de comércio exterior é esse benefício, mas essas restrições impostas por decretos executivos impediram tudo isso. Portanto, se você trouxer um componente para produtos acabados para a zona de comércio exterior dos EUA, estará pagando uma taxa de imposto mais alta quando ele sair”, disse Melissa Irmen, diretora de advocacy e relações estratégicas da Associação Nacional de Zonas de Comércio Exterior.

Embora as zonas de comércio exterior continuem sendo uma ferramenta atraente para alguns importadores, a política comercial atual as torna mais complicadas para outros.

“Temos membros que estão muito chateados por terem perdido a capacidade de manter a competitividade global que este programa lhes deu para permanecer nos Estados Unidos — e isso é um grande problema”, disse Irmen.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Brasil e Índia querem ampliar negócios em diferentes mercados

Os destaques são energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes

Ampliar as relações comerciais entre Brasil e Índia em diferentes mercados, com destaque para energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes. Autoridades e representantes da indústria dos dois países avaliaram essa necessidade, nesta segunda-feira, durante o Fórum Econômico Brasil-Índia, no Rio de Janeiro.  A conferência acontece em paralelo ao segundo dia da Cúpula de Líderes do Brics, que reúne chefes de Estado de 11 países sob a presidência temporária do Brasil.

Segundo levantamento da ApexBrasil, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram em média 13,7% ao ano desde 2019, totalizando US$ 5,3 bilhões em 2024. Os destaques da pauta incluem açúcar, petróleo, óleos vegetais e algodão bruto.

Entre as mais de 380 oportunidades comerciais identificadas, destacam-se os setores de combustíveis, celulose e máquinas e equipamentos. Os dados são do estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia, realizado pela ApexBrasil e publicado em junho de 2025.

O presidente da CNI, Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, destacou as similaridades entre os dois países.

Também no evento, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou as convergências econômicas e políticas entre os dois países, que defendem o multilateralismo e o compromisso com o crescimento sustentável. Rosa comentou, por exemplo, sobre a possibilidade de cooperação nas áreas de fertilizantes e tecnologia digital. E reafirmou o desejo do governo Lula de ampliar a integração, a cooperação e o comércio exterior.

Para o embaixador e presidente da Cop-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, André Corrêa do Lago, as questões energética e climática estão entre os principais temas da agenda comum entre Brasil e Índia.

“A Índia tem que colocar ainda centenas de milhões de habitantes numa média de consumo de energia muito mais alta do que a atual, o que faz com que a Índia tenha uma escala extraordinária para investimentos.”

André Corrêa do Lago comentou também que a Índia, ao adotar os biocombustíveis, se tornou um dos maiores produtores cana de açúcar do mundo, ultrapassando o Brasil; e que o Brasil já tem uma matriz energética limpa. O embaixador disse ainda que uma das principais metas do governo brasileiro é acabar com o desmatamento e aumentar a restauração florestal.

Em 2025, o relacionamento diplomático Brasil-Índia completou 76 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Negócios

Mato Grosso na rota do Pacífico: acordo entre Brasil e China impulsiona Ferrovia Bioceânica

Novo corredor ferroviário prevê ligar Mato Grosso ao Oceano Pacífico, ampliando exportações e reduzindo custos logísticos

Mato Grosso deve se tornar um dos principais pontos de conexão do Brasil com o mercado asiático. Um acordo firmado nesta segunda-feira (7) entre o Governo Federal e o Instituto de Planejamento da China State Railway Group marca o início dos estudos para viabilizar a Ferrovia Bioceânica — corredor ferroviário que promete ligar o país ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru.

O memorando de entendimento foi assinado pelo Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., e representa um avanço estratégico na integração logística sul-americana.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Conforme o Ministério dos Transportes, equipes técnicas do Brasil e China desde então realizam análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

A Fiol (Ferrovia Integração Oeste-Leste) liga Ilhéus, na Bahia, a Mara Rosa, no estado de Goiás. Já a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), cujas obras já alcançaram 39% de execução, como destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, vai de Mara Rosa até Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, em um percurso de 888 quilômetros.

Com potencial para transformar a matriz de exportações do agronegócio mato-grossense, o projeto visa impulsionar o escoamento da produção de grãos e minerais da região, encurtando o caminho até a Ásia e reduzindo a dependência de portos do Sudeste e Sul do país.

A assinatura do memorando é considerada “um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária”, conforme o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

Para o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, a “parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”.

Ainda durante a assinatura do memorando, o secretário Leonardo Ribeiro ressaltou que “o Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Internacional, Negócios

Brasil e China firmam parceria estratégica para integração ferroviária continental

Memorando assinado nesta segunda (7) marca avanço na integração logística sul-americana e amplia cooperação internacional no setor. Corredor ligará Brasil e Peru

Governo Federal deu mais um passo rumo à modernização da infraestrutura de transportes do país. Nesta segunda-feira (7), o Ministério dos Transportes, por meio da Infra S.A., firmou um memorando de entendimento com o Instituto de Planejamento e Pesquisa Econômica da China State Railway Group, braço estratégico da maior empresa pública ferroviária do mundo.

Durante a cerimônia, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, ressaltou a relevância estratégica da parceria. “Celebramos hoje a assinatura deste memorando de entendimento, um marco na cooperação entre o Brasil e a China na área ferroviária. Este não é apenas um gesto formal, é o primeiro passo de uma jornada técnica, institucional e diplomática que visa aproximar continentes, reduzir distâncias e fortalecer laços entre nações que compartilham uma visão de longo prazo”, afirmou.

O acordo prevê a realização de estudos conjuntos para avaliar a viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico, por meio do Porto de Chancay, no Peru. A proposta busca reposicionar o país no comércio internacional, promovendo ganhos logísticos, econômicos e ambientais, especialmente para as exportações brasileiras com destino ao mercado asiático.

O secretário especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Casa Civil, Maurício Muniz, destacou que o projeto integra uma diretriz definida pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Xi Jinping, dentro da nova agenda de cooperação estratégica entre os países.

“Tenho confiança que nossas instituições estão estruturadas e melhor organizadas, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., assim como o governo chinês, dando todo o suporte para que esses estudos dessa vez se concluam e tragam bons resultados para os nossos países”, destacou.

A diretora de Administração e Finanças da Infra S.A., Elisabeth Braga, enfatizou o papel da empresa no desenvolvimento técnico do projeto.

“Estamos iniciando uma parceria estratégica para construir os melhores estudos para alavancar a infraestrutura ferroviária no Brasil, em especial, esse estudo específico da conexão do continente americano na parte sul do continente. A Infra S.A. está pronta para desenvolver essa parceria”, ressaltou.

A assinatura do memorando é resultado de uma articulação iniciada em abril, quando uma delegação chinesa visitou o Brasil e percorreu obras estratégicas como a Fiol 1 e a Fico. Em maio, durante missão oficial à China, o secretário Leonardo Ribeiro acompanhou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em agendas com autoridades chinesas, aprofundando o diálogo técnico-institucional que culminou na formalização da parceria.

Desde então, equipes dos dois países vêm conduzindo análises detalhadas sobre a logística brasileira, com foco no escoamento da produção agrícola e mineral do Centro-Oeste para os portos do Arco Norte e do Sudeste. O eixo ferroviário Fico-Fiol, cujo leilão está previsto para o primeiro semestre de 2026, é a base estruturante do corredor em estudo.

O projeto considera ainda a integração com outros modais, como rodovias e hidrovias, e está alinhado às diretrizes do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável pelo mapeamento das rotas bioceânicas na América do Sul. O objetivo é consolidar uma malha logística integrada, sustentável e conectada aos principais corredores comerciais do mundo.

Representando o lado chinês, o diretor-geral da China State Railway Group, Wang Jie, reforçou o compromisso da empresa com a cooperação.

“Esta parceria é um fruto da sabedoria e da confiança mútua, e vai contribuir no dinamismo e desenvolvimento dos transportes em nossos países. Que a amizade entre o Brasil e a China perdure por longo tempo e continue a frutificar”, disse.

Parceria global 

A parceria com a China insere o Brasil em uma nova dinâmica de planejamento estratégico de longo prazo. Com ampla experiência no setor ferroviário, a China State Railway Group é referência mundial em eficiência, inovação e velocidade de expansão. Apenas nos quatro primeiros meses de 2025, o sistema chinês transportou mais de 1,46 bilhão de passageiros, estabelecendo um novo recorde. A empresa opera a maior malha de trens de alta velocidade do planeta e acumula projetos de destaque internacional, como a ferrovia Jacarta–Bandung, na Indonésia.

O Brasil, por sua vez, fortalece sua agenda de integração regional e infraestrutura sustentável, alinhada aos princípios da cooperação Sul-Sul e às metas do Novo PAC. A expectativa é que os estudos em andamento deem suporte a futuros investimentos e concessões ferroviárias, contribuindo para reduzir o custo logístico e ampliar a eficiência do transporte de cargas no país.

“O Brasil está preparado para liderar uma nova era de infraestrutura logística. E essa liderança se fará com responsabilidade, com engenharia de qualidade, com parcerias sólidas e com trilhos voltados para o futuro. É por isso que estamos trazendo os melhores do campo ferroviário para nos dar subsídios”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Também participaram da cerimônia representantes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da Embaixada da China no Brasil.

Assista à reunião na íntegra no canal do Ministério dos Transportes no YouTube

Fonte: Ministério dos Transportes

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