Internacional

Estreito de Hormuz: Irã começa a cobrar taxas de navios e eleva tensão no comércio global

O governo do Irã passou a exigir taxas de navios no Estreito de Hormuz, medida que reforça o controle estratégico do país sobre uma das principais rotas marítimas de energia do mundo. A cobrança, ainda sem regras claras, já impacta o transporte marítimo internacional e levanta preocupações no setor.

Cobrança pode chegar a US$ 2 milhões por viagem

De acordo com informações de mercado, alguns navios comerciais estão sendo solicitados a pagar valores que podem chegar a US$ 2 milhões por travessia. A prática ocorre de forma irregular, sem padrão definido, funcionando como uma espécie de “pedágio informal”.

Relatos indicam que parte das embarcações já realizou pagamentos, embora os critérios e mecanismos de cobrança ainda não estejam totalmente transparentes.

Conflito geopolítico influencia restrições

A medida ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Desde o início do conflito, Teerã vem impondo restrições à circulação de embarcações ligadas direta ou indiretamente a seus adversários.

O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de cerca de 25% do petróleo mundial, além de grandes volumes de produtos petroquímicos essenciais para a economia global.

Questionamentos sobre legalidade internacional

A iniciativa iraniana tem gerado reações de outros países. A Índia, por exemplo, reforçou que a liberdade de navegação no estreito é garantida por normas internacionais e que não cabe a nenhum país cobrar pelo uso da rota.

O posicionamento veio após embarcações indianas conseguirem deixar o Golfo Pérsico transportando gás liquefeito de petróleo (GLP).

Proposta pode virar regra oficial

No cenário político interno, o tema também avança. Um parlamentar iraniano afirmou recentemente que há uma proposta em andamento para formalizar a cobrança pelo uso do estreito como rota segura de navegação.

Caso seja aprovada, a medida pode institucionalizar a cobrança e ampliar seus impactos no comércio internacional.

Países do Golfo veem risco estratégico

Produtores de energia do Golfo Pérsico demonstram preocupação com a possibilidade de cobrança, mesmo que informal. Segundo fontes do setor, a prática levanta questões sobre soberania e pode abrir precedentes perigosos.

Além disso, há temor de que o corredor energético global seja utilizado como instrumento político, aumentando a instabilidade nos mercados de petróleo e gás.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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