Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026

O Porto de Santos alcançou um novo recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026, com 452 mil TEU, representando um crescimento de 4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. TEU, ou Twenty-foot Equivalent Unit, é a medida padrão utilizada para contêineres.

O resultado reflete a resiliência do porto mesmo diante de condições climáticas adversas, com chuvas acima da média histórica, que impactam principalmente cargas sensíveis ao clima, como graneis vegetais.

Movimentação total e destaque por produtos

No total de toneladas, o porto registrou 13,17 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação a fevereiro de 2025. Apesar da queda de 12,6% nos embarques de soja (grãos e farelo), o desempenho foi compensado pelo crescimento de 46,8% nos embarques de açúcar, mantendo o resultado positivo.

O movimento de embarques apresentou leve retração de 1,7% em comparação a fevereiro do ano passado, totalizando 9,33 milhões de toneladas, enquanto os desembarques cresceram 5,9%, atingindo 3,84 milhões de toneladas, ante 3,62 milhões em 2025.

Acumulado do ano mantém tendência de crescimento

No acumulado do ano, o Porto de Santos também registrou números recordes na movimentação de contêineres, com 919,2 mil TEU, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho histórico para o primeiro bimestre.

Em termos de toneladas, o porto movimentou 25,9 milhões, contra 24,8 milhões em 2025. Os embarques somaram 18 milhões de toneladas, aumento de 4,5%, enquanto os desembarques totalizaram 7,9 milhões, crescimento de 5% no período.

Entre os destaques, os graneis líquidos tiveram aumento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2025, alcançando 3,2 milhões de toneladas, enquanto o adubo cresceu 4,8%, com 1,46 milhões de toneladas movimentadas.

Desempenho positivo mesmo com clima adverso

Apesar do clima desfavorável, o porto manteve o ritmo de crescimento, evidenciando a eficiência operacional e a capacidade de adaptação do complexo portuário mais movimentado da América Latina.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

TCP celebra marca de 20 milhões de TEUs movimentados no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, comemorou a marca de 20 milhões de TEUs movimentados ao longo de seus 28 anos de operação. A celebração ocorreu durante uma cerimônia que reuniu executivos, colaboradores e representantes da Portos do Paraná.

O momento simbólico foi marcado pelo içamento do vigésimo milionésimo contêiner, destacando a trajetória de crescimento do terminal dentro do Porto de Paranaguá, um dos principais hubs logísticos do país.

Segundo Rafael Stein Santos, superintendente institucional e jurídico da TCP, o número representa mais do que um marco operacional.

Ele destacou que o resultado reflete o trabalho contínuo de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do terminal desde sua criação em 1998, iniciativa liderada por empresários paranaenses. Atualmente, a empresa integra o grupo China Merchants Port, uma das maiores operadoras globais de terminais de contêineres.

Terminal lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a TCP foi novamente reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil, repetindo a liderança obtida no ano anterior.

Nos últimos oito anos, o crescimento da operação foi expressivo. A movimentação anual de contêineres passou de 789 mil TEUs em 2017 para 1,6 milhão de TEUs em 2025, mais que dobrando o volume operado.

Para Santos, o desempenho também reflete os investimentos realizados pela empresa e a cooperação com instituições estratégicas do setor portuário, incluindo a Autoridade Portuária de Paranaguá, a Marinha do Brasil e o Serviço de Praticagem de Paranaguá.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que a parceria entre o terminal e a autoridade portuária tem gerado impactos positivos para o comércio exterior brasileiro e para a economia nacional.

Movimentação de cargas cresce 8% em janeiro de 2026

O início de 2026 também trouxe resultados expressivos para o terminal. Em janeiro, a TCP movimentou 145.592 TEUs, o melhor desempenho já registrado para o mês em toda a série histórica.

O volume representa um crescimento de 8% em comparação com janeiro de 2025.

Considerando embarques e desembarques, o terminal movimentou 1,014 milhão de toneladas de cargas no período. As exportações somaram 680 mil toneladas, aumento de 19% em relação às 567 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Já as importações alcançaram 334 mil toneladas, crescimento de 9% frente às 307 mil toneladas de janeiro de 2025.

Exportação de carnes lidera movimentação

Entre os principais segmentos exportados pelo terminal, o destaque ficou para o setor de carnes e congelados, que embarcou 357 mil toneladas, volume 45% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Outros segmentos importantes foram o de madeira, que manteve estabilidade com 105 mil toneladas exportadas, e o de papel e celulose, que atingiu 88 mil toneladas, aumento de 30% em relação a janeiro de 2025.

Importações são puxadas por químicos e automotivos

Nas importações, os maiores volumes foram registrados nos setores químico e petroquímico, com 54 mil toneladas, seguidos pelo segmento automotivo, com 47 mil toneladas, e pelo setor de eletroeletrônicos, que movimentou 31 mil toneladas.

Fluxo rodoviário e operações marítimas batem recorde

O acesso rodoviário ao terminal também registrou números históricos. Ao longo de janeiro, passaram pelo gate da TCP cerca de 56.880 contêineres, crescimento de 11% em relação às 51.467 unidades registradas no mesmo mês do ano anterior.

Considerado o maior concentrador de serviços marítimos semanais entre os terminais brasileiros, o terminal opera atualmente 23 linhas de navegação, incluindo rotas de longo curso e cabotagem.

Durante o mês, o porto recebeu 84 navios, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

Ampliação do calado aumenta capacidade dos navios

Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado da TCP, o desempenho positivo de janeiro está ligado à conquista de novos clientes em diferentes regiões do país e ao crescimento das exportações de carnes.

Outro fator relevante foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, que permite a atracação de navios com maior capacidade de carga.

Desde 2024, a profundidade do canal de acesso passou por três revisões, saindo de 12,10 metros para 13,30 metros.

Esse aumento de 1,20 metro possibilita que cada embarcação transporte cerca de 960 TEUs adicionais por viagem, ampliando significativamente a eficiência logística do porto.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

APM Terminals Pecém bate recorde de movimentação em 2025

A APM Terminals Pecém alcançou, em 2025, o maior volume de movimentação de sua história. O terminal registrou 706.524 TEUs ao longo do ano, impulsionado pela criação de uma nova rota marítima de longo curso ligando a Ásia ao Ceará e pelo aumento consistente das cargas.

O desempenho consolida o melhor resultado já obtido pela unidade instalada no Complexo do Pecém.

Nova rota com a Ásia impulsiona crescimento

A entrada de um novo serviço conectando o porto asiático ao terminal cearense ampliou o fluxo de contêineres e fortaleceu o papel estratégico do porto do Pecém nas rotas internacionais.

Além disso, o volume total de cargas avançou ao longo do ano, com aceleração no segundo semestre. A partir de julho, as exportações passaram a superar, de forma contínua, os números registrados em 2024.

Safra de frutas e cabotagem fortalecem operações

O resultado também refletiu o bom desempenho da safra de frutas do Nordeste, tradicionalmente relevante para as exportações da região.

Outro destaque foi a cabotagem, que cresceu 16% em 2025. Os desembarques aumentaram 18%, enquanto os embarques avançaram 16%, reforçando o transporte marítimo entre portos brasileiros.

Crescimento em dois principais fluxos de carga

As operações do terminal se dividem em dois grandes segmentos:

  • Cargas destinadas a outros portos do país, com destaque para o Porto de Manaus
  • Mercadorias com origem ou destino no Ceará e estados vizinhos, como Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão

No primeiro grupo, o crescimento foi de 15%. Já no segundo, que envolve cargas regionais, o avanço chegou a 51%.

Mais operações e recorde no CFS

O aumento da movimentação impactou diretamente o número de operações portuárias. Em 2025, foram realizadas 517 operações de navios, alta de 6,8% frente às 484 registradas no ano anterior.

O CFS Porto, área destinada à consolidação e desconsolidação de cargas, contabilizou 13.143 serviços — o maior volume anual já registrado — com crescimento de 25% em relação a 2024.

Os serviços acessórios, como estufagem, desova de contêineres e inspeções logísticas, também acompanharam o ritmo, com expansão de 25%.

Segundo semestre consolidou melhor desempenho

De acordo com Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, houve uma mudança significativa no fluxo de cargas a partir do meio do ano.

Após um primeiro semestre mais estável, o terminal passou a registrar alta mensal contínua na segunda metade de 2025, superando as projeções internas. No último trimestre, a manutenção de volumes elevados, aliada à estabilidade operacional e à previsibilidade logística, consolidou o melhor desempenho da história da companhia na região.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

JBS Terminais investe R$ 220 milhões e consolida Porto de Itajaí como hub logístico no Sul

Com um investimento de R$ 220 milhões, a JBS Terminais promoveu uma virada operacional no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, reposicionando o terminal como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. Desde que assumiu a gestão da área arrendada, em outubro de 2024, a companhia acelerou ganhos de eficiência e devolveu protagonismo ao complexo portuário.

Movimentação de contêineres supera níveis pré-paralisação

O primeiro ano completo sob a nova administração, em 2025, marcou a retomada consistente das operações. O terminal movimentou quase 390 mil TEUs, volume 11% superior ao registrado em 2022, antes da paralisação das atividades. Considerando os primeiros 15 meses de gestão, a movimentação já ultrapassa 430 mil TEUs, com atendimento a cerca de três mil clientes de diferentes segmentos.

Investimentos em tecnologia e infraestrutura ampliam competitividade

Para sustentar o crescimento e reforçar a conectividade internacional, a JBS Terminais direcionou os recursos para modernização tecnológica e expansão da infraestrutura. Entre os destaques estão dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade de até 125 toneladas e alcance para 20 fileiras de contêineres.

O terminal também ampliou sua atuação em cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers, além da implantação de oito gates reversíveis, medida que otimiza o fluxo de caminhões e melhora a logística terrestre.

Estratégia busca recuperar protagonismo regional

Segundo o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior, o plano de investimentos foi estruturado para recolocar o Porto de Itajaí no centro da logística regional. Para o executivo, a retomada de volumes acima dos patamares anteriores à paralisação confirma a consistência da estratégia adotada desde o início da gestão e a robustez do ativo portuário.

Infraestrutura robusta garante conexões globais

Atualmente, o terminal conta com 180 mil metros quadrados de área operacional, 1.030 metros de cais e quatro berços com profundidade de 14 metros. Essa estrutura viabiliza a operação de 10 linhas regulares de navegação e sete escalas semanais, conectando Santa Catarina a mercados da Ásia, Europa, Américas, Oriente Médio e África.

Ao longo de 2025, o terminal recebeu 384 embarcações e ampliou o portfólio de serviços, com destaque para o serviço LUX, que conecta o Brasil ao Norte da Europa com escalas semanais em Itajaí.

Perfil das cargas reflete a força econômica catarinense

A diversidade das cargas movimentadas acompanha o perfil produtivo de Santa Catarina. As exportações de carnes lideram a pauta, seguidas por madeira, enquanto plásticos, alimentos para animais e máquinas de alto valor agregado se destacam nas operações de importação e exportação. Para a empresa, o terminal é um facilitador do desenvolvimento econômico regional, ao garantir previsibilidade e agilidade logística às indústrias locais.

Geração de empregos e impacto social

Além dos resultados operacionais, a atuação da JBS Terminais também gera impacto social relevante. Atualmente, a operação mantém 345 colaboradores diretos e mobiliza cerca de 600 Trabalhadores Portuários Avulsos diariamente, consolidando o Porto de Itajaí como um importante polo de emprego e renda. A companhia afirma que a gestão busca se tornar referência em excelência portuária, combinando conectividade global e desenvolvimento local sustentável.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Portos de Santa Catarina movimentam 2,93 milhões de TEUs em 2025, alta de 14,5%

A movimentação de contêineres em Santa Catarina registrou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos catarinenses movimentaram 2,93 milhões de TEUs, avanço de 14,5% na comparação com 2024.

O desempenho garantiu ao estado uma participação de 19,1% em toda a carga conteinerizada movimentada no Brasil, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos da logística portuária nacional.

Porto Itapoá se destaca no ranking nacional

O Porto Itapoá foi um dos principais destaques do ano, alcançando a terceira posição entre os portos brasileiros com maior movimentação de contêineres. Em 2025, o terminal somou 1,45 milhão de TEUs, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior.

O resultado reforça a relevância do porto no comércio exterior brasileiro e sua capacidade de absorver o aumento da demanda por operações de importação e exportação.

Complexo de Itajaí mantém protagonismo regional

O complexo portuário de Itajaí, que reúne Portonave, Porto de Itajaí e Barra do Rio, ocupou a quarta colocação nacional, com 1,43 milhão de TEUs movimentados.

De forma individual, a Portonave registrou 1,03 milhão de TEUs, uma queda de 14,5%, reflexo dos impactos causados pela reforma de um dos berços de atracação. Já o Porto de Itajaí apresentou forte recuperação, com 342,2 mil TEUs, crescimento de 808,6% no período. O terminal Barra do Rio, por sua vez, movimentou 52 TEUs, queda de 75,6% em relação a 2024.

Porto de Imbituba encerra ano com retração

O Porto de Imbituba respondeu pela movimentação de 106,7 mil TEUs em 2025, o que representa uma redução de 5,2% na comparação anual, segundo os dados consolidados pela ANTAQ.

Produtos com maior volume embarcado

Entre janeiro e dezembro de 2025, os outros compostos organo-inorgânicos lideraram a movimentação nos portos catarinenses, com 2,48 milhões de toneladas, crescimento de 32,1%. Na sequência aparecem as carnes de aves, com 2,26 milhões de toneladas (+23,6%).

A madeira serrada somou 978 mil toneladas, alta de 6,8%, enquanto a carne suína alcançou 977 mil toneladas, avanço de 31,8%, reforçando a importância do agronegócio e da indústria de base florestal para o desempenho logístico do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave / Divulgação

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Portos

TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Itapoá recebe novo guindaste de 70 metros e amplia capacidade de contêineres

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, recebeu na sexta-feira um novo guindaste portêiner de grande porte, com braço de 70 metros, destinado à movimentação de contêineres. O equipamento, desembarcado no terminal do Litoral Norte catarinense, será o oitavo portêiner em operação no complexo portuário.

O guindaste chegou totalmente montado e está em fase de instalação. A previsão é de que entre em funcionamento dentro de dois meses, após os testes operacionais.

Evolução da estrutura portuária

Quando iniciou suas atividades, em 2011, o Porto de Itapoá contava com quatro portêineres. Em 2016, o terminal incorporou mais dois equipamentos e, no ano passado, passou a operar com o sétimo guindaste. A chegada do novo portêiner reforça o processo contínuo de modernização da infraestrutura.

O equipamento também conta com sistema automatizado de leitura de contêineres, tecnologia que aumenta a precisão, a segurança e a eficiência logística nas operações de carga e descarga.

Novos guindastes ampliam eficiência no pátio

Além do portêiner instalado no cais, o Porto de Itapoá também recebeu parte dos novos guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), utilizados no manuseio de contêineres no pátio. Ao todo, o terminal contará com seis novos RTGs, que irão reforçar a capacidade operacional interna.

Operação com tecnologia semiautônoma

Os novos RTGs terão movimentação parcialmente autônoma, incorporando soluções tecnológicas voltadas à automação portuária. A iniciativa busca otimizar fluxos, reduzir tempos operacionais e ampliar a produtividade do porto, acompanhando as tendências internacionais do setor.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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