Portos

Portonave completa 19 anos com investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações

Terminal portuário de Navegantes celebra trajetória no comércio exterior com novas tecnologias, equipamentos elétricos e perspectiva de elevar a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs

A Portonave completa 19 anos de operação em 2026 consolidada como um dos principais terminais portuários de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, a empresa iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Desde então, tornou-se um importante elo da cadeia logística e do comércio exterior brasileiro, com investimentos voltados à produtividade, à modernização da infraestrutura e à redução dos impactos ambientais. Atualmente é considerado o terminal mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Em 2025 a Portonave registrou média de 114 movimentos por hora (MPH) na produtividade dos navios. 

Para marcar uma nova etapa de desenvolvimento, a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 2 bilhões, que contempla obras de adequação do cais e a aquisição de equipamentos destinados a ampliar a capacidade operacional e preparar o terminal para receber navios de maior porte.

Entre os investimentos mais recentes está a compra de 30 Terminal Tractors elétricos (e-TTs), utilizados no transporte de contêineres no pátio, e cinco Reach Stackers elétricas (e-RSs), empregadas na movimentação e no empilhamento de cargas. O aporte é de aproximadamente R$ 61 milhões, e a previsão é que todos os equipamentos estejam em operação até janeiro de 2027. A mudança irá reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa da frota de Terminal Tractors e em 80% as emissões da frota de Reach Stackers.

O plano de modernização inclui também a adequação do cais para permitir a operação de navios com até 400 metros de comprimento e calado de até 17 metros. A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar a capacidade do terminal, que deverá passar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Até 30 de setembro mais de 98% das obras de ampliação do cais estavam finalizadas.

O pacote de investimentos também prevê a aquisição de dois guindastes Ship-to-Shore (STS), responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, que devem chegar em novembro, e 14 equipamentos elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), utilizados nas operações no pátio, em operação desde agosto. Além disso, dois scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres estão em operação desde o ano passado, e outras estruturas necessárias para capacitação dos colaboradores e manutenção dos novos equipamentos estão sendo feitas. 

Produtividade e impacto na economia regional

A relevância da Portonave vai além da movimentação de cargas. A atividade do terminal está conectada a uma ampla rede de serviços relacionados ao transporte marítimo, à logística, ao comércio exterior e às operações de importação e exportação, contribuindo para a dinâmica econômica de Navegantes e de outras cidades da região. 

Atualmente, a companhia gera aproximadamente 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos, segundo dados divulgados pela empresa. A dimensão dessa estrutura reforça a importância do setor portuário para a geração de trabalho e para o funcionamento das cadeias logísticas que atendem empresas brasileiras e mercados internacionais.

Em nome de toda a equipe do ReConecta News, parabenizamos a Portonave pelos seus 19 anos de história, marcados por inovação, desenvolvimento e contribuição para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Desejamos que essa trajetória continue sendo pautada pela excelência, pela sustentabilidade e por novas conquistas, impulsionando o desenvolvimento de Navegantes e de toda a região. Que venham muitos anos de crescimento, conexões e sucesso!

Fonte: Portonave

Texto: Redação

Imagem: Portonave

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Negócios

Santos Brasil investirá R$ 75 milhões no Tecon Imbituba até 2028

A Santos Brasil anunciou novos investimentos de R$ 75 milhões no Tecon Imbituba, no sul de Santa Catarina, até 2028. Os recursos serão destinados à modernização do terminal portuário, à ampliação da capacidade operacional e à incorporação de novas tecnologias para atender ao crescimento da movimentação de cargas.

Nos últimos 18 meses, o terminal já recebeu R$ 36 milhões em investimentos, dos quais R$ 33 milhões foram aplicados em 2026. Com os novos aportes, o total previsto para aproximadamente três anos chegará a R$ 111 milhões.

O programa contempla melhorias na infraestrutura, renovação de equipamentos e aperfeiçoamento dos processos operacionais, com o objetivo de aumentar a eficiência no atendimento aos navios e fortalecer a estrutura logística da região Sul.

Novos equipamentos ampliam capacidade operacional do terminal

Entre os principais investimentos está a chegada de um guindaste móvel portuário (MHC), que desembarcou no terminal em 5 de outubro. O equipamento complementará os dois portêineres já utilizados na operação, oferecendo mais flexibilidade no atendimento às embarcações.

A aquisição também permitirá a formação de um terceiro terno operacional, conjunto de equipamentos e profissionais responsável pela movimentação de contêineres.

O plano de modernização inclui ainda a compra de 12 chassis para caminhões, dois frames destinados ao içamento de contêineres, seis reach stackers — equipamentos utilizados para movimentar e empilhar essas unidades — e uma empilhadeira para contêineres vazios.

Também estão programadas a instalação de um novo scanner e a ampliação da infraestrutura de tomadas para contêineres refrigerados, ampliando os recursos disponíveis para o manuseio de diferentes tipos de carga.

Tecnologia 5G e automação reforçam eficiência logística

A modernização do terminal de contêineres de Imbituba também abrange sistemas de controle, comunicação e gerenciamento das operações.

Em 2025, a empresa implantou um Centro de Controle Operacional (CCO), que permite monitorar as atividades em tempo real e contribui para melhorar o acompanhamento dos processos e a segurança operacional.

Outro avanço foi a adoção do software OPUS-TOS, em funcionamento desde julho de 2026. A plataforma integra e organiza os fluxos de contêineres no pátio, no cais e nos acessos terrestres, além de apoiar processos documentais e atividades de automação relacionadas à movimentação de cargas e navios.

A companhia também prevê atualizar a rede de comunicação sem fio do terminal com tecnologia 5G, buscando aprimorar a conectividade e dar suporte às operações.

Tecon Imbituba supera recorde anual de movimentação de contêineres

Os aportes ocorrem em meio ao crescimento da atividade portuária. Entre janeiro e setembro de 2026, o Tecon Imbituba movimentou 131.263 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado superou, ainda durante os nove primeiros meses do ano, o recorde anual anterior, de 123.681 TEUs, alcançado em 2024.

O desempenho reforça a importância do terminal para o escoamento de cargas em Santa Catarina e amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura e produtividade para acompanhar a demanda.

Atualmente, o terminal recebe quatro serviços marítimos regulares: três de longo curso, voltados às rotas internacionais, e um de cabotagem, que conecta portos brasileiros.

A operação também passou a atender mais escalas extraordinárias, conhecidas como extra calls, realizadas fora da programação habitual dos serviços marítimos. Até setembro de 2026, foram registradas 10 dessas escalas, responsáveis por 11% da movimentação total no período.

Santos Brasil aposta no crescimento da logística no Sul

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, a superação do recorde antes do encerramento do ano evidencia a evolução da operação e a confiança dos clientes.

Segundo o executivo, os investimentos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura têm como objetivo preparar o terminal para acompanhar a expansão da demanda logística na região Sul.

A estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a eficiência das operações e oferecer mais flexibilidade diante das necessidades dos armadores e dos responsáveis pelo transporte de mercadorias.

Localização estratégica favorece transporte de cargas

O Tecon Imbituba tem capacidade para movimentar até 450 mil TEUs por ano e está localizado próximo à BR-101, uma das principais rodovias do país. O terminal conta com conexões rodoviárias, ferroviárias e marítimas, facilitando a integração entre os diferentes modais de transporte.

As operações funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. O terminal está instalado em um porto de águas profundas e abrigado, características que contribuem para sua atuação no atendimento às embarcações.

Outro diferencial é a integração com o Tecon Santos, também administrado pela Santos Brasil. Essa conexão permite articular cargas originadas na região Sul com uma rede mais ampla de rotas internacionais a partir do Porto de Santos, em São Paulo.

Com o novo ciclo de investimentos, a companhia busca consolidar o Tecon Imbituba como um importante ponto de apoio à movimentação de contêineres e ao desenvolvimento da infraestrutura logística catarinense.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Santos Brasil

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Portos

Porto de Long Beach bate recorde histórico de movimentação de contêineres em setembro

O Porto de Long Beach, na Califórnia, registrou em setembro o maior volume mensal de cargas de seus 115 anos de história. O complexo portuário movimentou 997.177 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), superando o recorde anterior, de 987.191 TEUs, alcançado em outubro de 2024.

O resultado foi impulsionado por mudanças nas estratégias logísticas dos transportadores, que buscam reduzir custos diante dos preços elevados do diesel, das restrições de acesso ao Canal do Panamá e da possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo Noel Hacegaba, diretor-executivo do Porto de Long Beach, o desempenho demonstra a capacidade dos trabalhadores e operadores de terminais de ampliar a movimentação de cargas sem provocar congestionamentos.

Movimentação de cargas cresce 25% em um ano

Em comparação com setembro de 2025, o volume de cargas processado pelo porto aumentou 25% no mesmo mês de 2026. De acordo com Hacegaba, o resultado foi alcançado com rapidez e eficiência operacional.

Steven Neal, presidente da Comissão Portuária de Long Beach, também destacou o desempenho das equipes envolvidas nas operações. Ele reconheceu a contribuição dos estivadores e dos operadores de terminais para o recorde histórico de movimentação.

O resultado reforça a importância do complexo portuário para a logística internacional e para o fluxo de mercadorias que entram e saem dos Estados Unidos.

Importações lideram crescimento no Porto de Long Beach

Os dados de setembro mostram avanços nos diferentes segmentos da movimentação de contêineres, com destaque para as importações.

Confira os números registrados em comparação com o mesmo mês de 2025:

  • Importações: alta de 31,3%, totalizando 509.390 TEUs.
  • Exportações: crescimento de 7,8%, alcançando 91.747 TEUs.
  • Contêineres vazios: aumento de 22,1%, com 396.040 TEUs movimentados.

O avanço das importações foi o principal destaque do período, enquanto as exportações também apresentaram crescimento. Já o aumento dos contêineres vazios acompanhou a expansão das operações no porto.

Porto acumula alta de 3,9% em 2026

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Porto de Long Beach movimentou 7.675.255 TEUs, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números indicam a continuidade do crescimento das operações portuárias ao longo do ano, apesar dos desafios relacionados aos custos de transporte e às condições do comércio internacional.

Terminal ferroviário também estabelece recorde

Outro destaque de setembro foi o desempenho da Total Terminals International. A empresa estabeleceu um novo recorde mensal de movimentação ferroviária no Porto de Long Beach, com 59.410 movimentos.

Esse volume correspondeu a quase metade de toda a movimentação de contêineres do terminal, segundo informações divulgadas por Hacegaba.

O resultado evidencia a relevância da integração entre transporte marítimo e ferroviário para ampliar a capacidade logística, agilizar o escoamento de mercadorias e atender à demanda do comércio exterior.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Governo prepara sistema para monitorar saturação dos portos brasileiros até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos está desenvolvendo uma ferramenta para acompanhar os níveis de saturação dos portos brasileiros entre 2027 e 2030. A iniciativa pretende identificar possíveis gargalos na infraestrutura portuária e avaliar se a capacidade dos terminais será suficiente para atender ao crescimento da movimentação de cargas nos próximos anos.

O sistema deverá monitorar periodicamente a relação entre demanda e capacidade operacional, além de avaliar os níveis de serviço das operações portuárias. A proposta abrange todos os complexos portuários do país e alguns Terminais de Uso Privado (TUPs).

Com os dados, o governo pretende identificar quais estruturas estão próximas do limite de operação e quais ainda possuem condições de receber volumes adicionais de mercadorias, contribuindo para o planejamento de investimentos e ampliações.

Crescimento da movimentação de contêineres pressiona infraestrutura

A criação do monitoramento ocorre em meio a preocupações com a capacidade dos principais portos brasileiros. Um estudo da Macroinfra, divulgado pela CNN, aponta que importantes terminais de contêineres podem atingir seus limites operacionais até 2030 caso os projetos de expansão e a implantação de novas estruturas não avancem.

O levantamento identificou sinais de pressão sobre a capacidade em quatro áreas portuárias estratégicas: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí e Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

As projeções consideram o aumento esperado na movimentação de contêineres e a capacidade operacional prevista para os próximos anos. O cenário reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura para acompanhar a evolução do comércio exterior brasileiro.

Porto de Santos registra aumento na ocupação dos terminais

O Porto de Santos, principal complexo portuário do país, exemplifica os desafios relacionados ao crescimento da demanda. Segundo o estudo, a taxa de ocupação dos principais terminais de contêineres chegou a 79,7% no último ano analisado, ante 55,9% em 2015.

Embora a produtividade tenha avançado no período, o ganho não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da demanda, de acordo com o levantamento.

O aumento da utilização da infraestrutura também está associado a preocupações com filas de navios, custos logísticos e tempo necessário para a realização das operações.

Espera para atracação em Santos chega a 35 horas

Dados apresentados à CNN pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, mostram uma elevação expressiva no tempo médio de espera para atracação no Porto de Santos.

Em 2019, os navios aguardavam aproximadamente oito a nove horas para atracar. Em 2024, esse intervalo chegou a cerca de 35 horas, indicando maior pressão sobre a operação portuária.

Os custos de movimentação de contêineres também registraram aumento. Conforme o levantamento da consultoria, o valor médio estimado do THC (Terminal Handling Charge), taxa relacionada à movimentação de contêineres nos terminais, passou de uma faixa entre US$ 70 e US$ 100 por TEU, em 2019, para aproximadamente US$ 500 em 2026.

TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência na medição da capacidade e da movimentação de cargas conteinerizadas.

Novo monitoramento deve orientar investimentos portuários

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a ferramenta funcione como um indicador antecipado de possíveis gargalos. Ao acompanhar a evolução da demanda em relação à capacidade disponível, o governo poderá identificar situações que exijam intervenções antes que as limitações comprometam o desempenho das operações.

As informações deverão apoiar decisões sobre expansão de terminais, investimentos em infraestrutura portuária e planejamento logístico para o período de 2027 a 2030.

O acompanhamento sistemático também poderá contribuir para estabelecer prioridades entre os complexos portuários, considerando o ritmo de crescimento das cargas e a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.

Tecon Santos 10 prevê ampliar capacidade do porto em 50%

Entre os projetos considerados importantes para enfrentar as limitações de capacidade em Santos está o Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para ampliar em 50% a capacidade do complexo portuário.

O empreendimento tem previsão de atrair quase R$ 6 bilhões em investimentos. A ampliação é vista como uma das alternativas para atender ao crescimento da demanda e reduzir a pressão sobre a infraestrutura existente.

O projeto, entretanto, ainda enfrenta discussões sobre o modelo de leilão e possíveis restrições à participação de empresas que já operam no Porto de Santos.

Enquanto a definição do empreendimento segue em debate, o monitoramento da capacidade portuária deverá ajudar o governo a acompanhar os riscos de saturação e a planejar medidas para preservar a eficiência da logística portuária brasileira nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Portos

JBS Terminais amplia frota no Porto de Itajaí com novas empilhadeiras elétricas

A JBS Terminais acaba de ampliar a frota de equipamentos utilizados na operação do terminal no Porto de Itajaí (SC), com a aquisição de duas novas empilhadeiras de grande porte, capazes de transportar cargas de até 45 toneladas. Os veículos 100% elétricos passam a integrar a operação e reforçam a capacidade de movimentação e organização de contêineres, elevando de 12 para 14 máquinas em operação.

Os novos equipamentos ampliam a capacidade e a flexibilidade da operação e podem posicionar contêineres em pilhas de até cinco unidades de altura. As máquinas atuam na movimentação e armazenagem das cargas que chegam por caminhões ou são descarregadas dos navios. As empilhadeiras contam com sistemas de recuperação de energia durante os movimentos de frenagem e da lança telescópica, contribuindo para otimizar o consumo de energia.

Segundo Aristides Russi Jr, CEO da JBS Terminais, a incorporação alia ganhos operacionais e ambientais. “A ampliação da nossa frota reforça o compromisso da JBS Terminais com uma operação cada vez mais eficiente, preparada para acompanhar o crescimento da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. A chegada dos equipamentos elétricos também representa um passo importante na evolução da nossa operação, aliando capacidade, tecnologia e eficiência energética”.

A expansão representa um investimento de cerca de R$ 4 milhões. Desde outubro de 2024, a companhia já investiu cerca de R$ 240 milhões na retomada das atividades no Porto de Itajaí. Recentemente, o terminal investiu R$ 9 milhões na renovação da frota de caminhões utilizados nas operações internas, responsáveis pelo transporte de contêineres entre o pátio e o cais.

Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA JBS

IMAGEM: DIVULGAÇÃO JBS

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Portos

Portonave amplia frota com novos guindastes elétricos e reforça investimentos em descarbonização

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), deu mais um passo no plano de modernização ao receber os primeiros sete guindastes elétricos e-RTG (Rubber Tyred Gantry) de um lote de 14 equipamentos previstos para 2026. A chegada das novas máquinas fortalece a estratégia de descarbonização, amplia a capacidade operacional do terminal e prepara a estrutura para atender navios de maior porte.

Com cerca de 28 metros de altura e 156 toneladas cada, os equipamentos são totalmente elétricos, dispensando motores a combustão. A expectativa é que as primeiras unidades iniciem operação em agosto, enquanto os demais guindastes devem chegar até o fim de julho e entrar em funcionamento no início de setembro.

Os novos guindastes partiram de Dalian, na China, transportados por um navio da companhia Cosco em uma viagem de aproximadamente 20 mil quilômetros. O processo de desembarque começou logo após a atracação da embarcação e deve ser concluído em cerca de um dia e meio de trabalho, período necessário para a transferência segura dos equipamentos até o cais.

Tecnologia aumenta eficiência e segurança nas operações

Os e-RTGs são responsáveis pela movimentação, organização e empilhamento de contêineres no pátio do terminal, além de realizarem a transferência das cargas entre caminhões e áreas de armazenagem.

Fabricados pela Konecranes, com projeto desenvolvido na Finlândia e produção na China, os equipamentos possuem capacidade para movimentar até 41 toneladas e operar com pilhas de até sete contêineres. Na Portonave, por questões de segurança operacional, o empilhamento é limitado a cinco unidades.

Entre os recursos tecnológicos embarcados estão sensores anticolisão, sistema eletrônico de controle do balanço da carga, frenagem automática durante a elevação, lubrificação automatizada e monitoramento do peso dos contêineres em tempo real, permitindo maior precisão e segurança durante as operações.

Frota elétrica reduz emissões e amplia compromisso ambiental

Os novos equipamentos chegam preparados para operar no sistema de eletrificação já existente no terminal, utilizando alimentação por baterias. A infraestrutura elétrica da Portonave foi implantada em 2016, quando os antigos RTGs movidos a diesel passaram por conversão para operação elétrica. Desde então, a empresa informa que houve redução de aproximadamente 96,5% na emissão de gases poluentes desses equipamentos.

O plano de renovação da frota segue ao longo do segundo semestre com a chegada de dois novos guindastes Ship-to-Shore (STS), além da entrega gradual de 30 Terminal Tractors elétricos e cinco Reach Stackers elétricas, prevista até janeiro de 2027.

A aquisição dos equipamentos foi realizada por meio do Reporto, regime tributário criado para incentivar investimentos na modernização da infraestrutura portuária e ferroviária brasileira, garantindo incentivos fiscais para compra de máquinas e equipamentos.

Investimentos preparam a Portonave para receber navios de até 400 metros

A aquisição dos 14 novos guindastes representa um investimento de aproximadamente R$ 210 milhões. As novas máquinas fazem parte de um amplo projeto de expansão do terminal, que inclui a Obra de Adequação do Cais, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Após a finalização dos trabalhos, a Portonave estará apta a operar navios de até 400 metros de comprimento, entre os maiores do mundo.

Somando obras e aquisição de equipamentos, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Com a expansão, o terminal passará a contar com oito guindastes STS e 32 RTGs, elevando sua capacidade anual de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Reconhecida como líder nacional em produtividade de navios, a Portonave registrou, em abril de 2026, a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações. Instalada em Navegantes desde 2007, a empresa foi o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil e integra o grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), responsável pela administração de cerca de 70 terminais portuários distribuídos em cinco continentes.

Segundo dados da ANTAQ, a Portonave alcançou média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025, consolidando-se como referência nacional em produtividade na movimentação de contêineres.

Fonte: Portonave.

Texto: Redação

Imagens: Portonave

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Portos

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres e supera 2,4 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos voltou a registrar desempenho histórico na movimentação de contêineres. Apenas no mês de maio, o terminal ultrapassou a marca de 500 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto o acumulado do ano já supera 2,4 milhões de TEUs, consolidando um novo recorde para o complexo portuário.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os números demonstram a capacidade operacional do porto para absorver o crescimento da demanda, ao mesmo tempo em que avançam os preparativos para o leilão do Tecon 10, projeto considerado estratégico para ampliar a infraestrutura logística nacional.

Movimentação de cargas também bate recorde

Além do desempenho dos contêineres, o movimento geral de cargas também alcançou o maior patamar da história nos cinco primeiros meses do ano.

Entre janeiro e maio, passaram pelo porto 75,65 milhões de toneladas, volume 4,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 3,9% acima do recorde anterior, alcançado em 2024.

Os principais destaques continuam sendo o complexo soja, que engloba grãos e farelo e movimentou mais de 25,7 milhões de toneladas, com crescimento de 5,5%, além do açúcar, cuja movimentação avançou 10,2%, aproximando-se de sete milhões de toneladas no período.

Embarques e desembarques mantêm ritmo positivo

No acumulado do ano, os embarques totalizaram 55,95 milhões de toneladas, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já os desembarques apresentaram expansão ainda maior, de 5,7%, atingindo 19,70 milhões de toneladas, reforçando a importância do Porto de Santos como principal porta de entrada e saída de mercadorias do país.

Maio registra leve retração devido ao desempenho da celulose

Apesar dos recordes acumulados, o resultado específico de maio apresentou pequena redução frente ao mesmo mês de 2025.

Foram movimentadas 16,37 milhões de toneladas, retração de 1,7%, influenciada principalmente pela queda nas operações de celulose. O segmento havia registrado um desempenho excepcional em maio do ano passado, tornando a base de comparação mais elevada.

Esse cenário impactou diretamente o volume de carga solta, contribuindo para a redução de 4,1% nos embarques do mês, que passaram de 12,79 milhões para 12,26 milhões de toneladas.

Também houve recuo nas exportações de açúcar (-13,9%) e leve diminuição na movimentação do complexo soja (-0,6%).

Importação de fertilizantes impulsiona desembarques

Enquanto os embarques perderam ritmo em maio, os desembarques mantiveram trajetória de crescimento.

O porto recebeu 4,11 milhões de toneladas, resultado 6,2% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

O principal destaque foi a movimentação de fertilizantes, que alcançou 2,94 milhões de toneladas, alta de 19,4% na comparação anual. O desempenho acompanha o aumento da demanda por insumos destinados ao agronegócio brasileiro.

Porto reforça protagonismo na logística nacional

Os resultados consolidam o Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais eixos da logística brasileira. O crescimento da movimentação de contêineres, grãos, açúcar e fertilizantes evidencia o fortalecimento das exportações e da infraestrutura portuária, além de reforçar a importância dos investimentos previstos para ampliar a capacidade operacional nos próximos anos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Itapoá celebra 15 anos com recordes operacionais e novos investimentos em expansão

O Porto Itapoá completou 15 anos de operações nesta terça-feira (16) consolidado entre os principais terminais portuários do Brasil. Em 2025, o empreendimento alcançou a terceira posição nacional em movimentação de contêineres, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), reforçando sua relevância para o comércio exterior brasileiro.

Além do desempenho operacional, o terminal também se destaca pela qualidade no relacionamento com clientes, mantendo por dez anos consecutivos a liderança em satisfação entre os portos do país, segundo avaliação do Instituto Íbero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC).

Crescimento acelerado marca trajetória do terminal

Desde o início das atividades, em 2011, o Porto Itapoá passou por uma ampla transformação estrutural. O terminal iniciou sua operação com capacidade para movimentar aproximadamente 350 mil TEUs por ano e, após sucessivos ciclos de investimentos, atingiu capacidade anual de 1,8 milhão de TEUs.

Ao longo dos últimos anos, cerca de R$ 3 bilhões foram aplicados diretamente na ampliação da infraestrutura, aquisição de equipamentos modernos e modernização dos processos operacionais.

Somente em 2025, o porto movimentou 1,5 milhão de TEUs, ultrapassando a marca histórica de 10 milhões de TEUs acumulados desde sua inauguração.

Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, a empresa se consolidou como uma das estruturas mais modernas e eficientes da América do Sul, resultado de investimentos contínuos e planejamento de longo prazo.

Nova fase de expansão amplia capacidade operacional

Atualmente, o Porto Itapoá executa sua quarta etapa de expansão, projeto que visa preparar o terminal para acompanhar o crescimento da demanda logística nas próximas décadas.

Entre as obras em andamento está a implantação de uma nova área de pátio com 120 mil metros quadrados, cuja conclusão está prevista para 2026. O terminal também concluiu a construção de um novo gate com oito pistas de acesso, que deverá entrar em funcionamento nos próximos meses.

O plano inclui ainda a incorporação de novos equipamentos, como RTGs, scanner de cargas e o oitavo portêiner da operação, que já chegou à cidade e deve iniciar suas atividades em breve.

Dragagem da Baía da Babitonga transformará operações marítimas

Um dos projetos mais estratégicos para o futuro do Porto Itapoá é a obra de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga.

Iniciada em 2025, a dragagem deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, elevando a profundidade do canal para até 16 metros. Com isso, o complexo portuário da região ganhará condições para receber navios de grande porte com capacidade máxima de carga.

A expectativa é que o complexo da Babitonga se torne o primeiro do país apto a operar embarcações de até 366 metros de comprimento totalmente carregadas, ampliando a competitividade logística do Sul do Brasil.

Investimentos fortalecem comércio exterior e logística

A ampliação da infraestrutura permitirá a atração de novas rotas marítimas e o aumento da eficiência das operações de importação e exportação.

Segundo a direção do terminal, os ganhos de escala deverão beneficiar empresas brasileiras, reduzindo custos logísticos e ampliando a integração do país com importantes corredores internacionais de comércio.

Desenvolvimento econômico impulsiona crescimento de Itapoá

A evolução do Porto Itapoá também teve reflexos diretos no desenvolvimento econômico do município.

Entre 2010 e 2022, Itapoá foi a cidade que mais cresceu em Santa Catarina e a quinta com maior crescimento populacional do Brasil. No mesmo período, a arrecadação municipal avançou de R$ 35 milhões para cerca de R$ 380 milhões anuais.

Atualmente, o terminal gera aproximadamente 2 mil empregos diretos e outros 8 mil indiretos, contribuindo para a geração de renda e para a melhoria da qualidade de vida na região.

Projetos sociais e culturais ampliam impacto na comunidade

Além da contribuição econômica, o Porto Itapoá mantém investimentos permanentes em iniciativas voltadas às áreas social, cultural, esportiva, educacional e ambiental.

Em 2025, a empresa destinou R$ 12,9 milhões para projetos incentivados que serão executados ao longo de 2026. O volume coloca a companhia entre as maiores investidoras em ações culturais e sociais de Santa Catarina.

Ao celebrar os 15 anos de atividades, a administração do terminal destaca que o foco permanece voltado para novos investimentos em infraestrutura portuária, inovação, sustentabilidade e fortalecimento da competitividade logística brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Terminal de contêineres em Aracruz terá capacidade de 1,2 milhão de TEUs e reforçará logística no Espírito Santo

A Hapag-Lloyd, por meio da sua divisão de terminais portuários, a Hanseatic Global Terminals (HGT), concluiu a aquisição de 50% de participação no projeto de construção de um novo terminal de contêineres em Aracruz, no Espírito Santo. O empreendimento será desenvolvido em parceria com o Grupo Imetame por meio da joint venture Hanseatic Global Terminals Aracruz S.A.

O novo complexo portuário integra a estratégia de expansão da infraestrutura logística brasileira e deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas no país.

Novo terminal deve iniciar operações em 2028

Com previsão de entrada em operação para meados de 2028, o terminal foi projetado para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, tornando-se um dos principais projetos portuários em desenvolvimento no Brasil.

A estrutura contará com um cais de 750 metros de extensão, profundidade operacional de 17 metros e equipamentos modernos para movimentação de contêineres. O terminal também estará preparado para receber navios de grande porte utilizados nas principais rotas marítimas internacionais.

Segundo a HGT, a nova instalação permitirá ampliar a conectividade logística da região e fortalecer os fluxos de comércio entre o Brasil e mercados globais.

Investimento amplia capacidade portuária brasileira

A chegada de um novo terminal de grande porte ocorre em um momento de crescimento da movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Nos últimos anos, operadores do setor têm alertado para limitações de capacidade em importantes corredores logísticos do Sudeste.

Nesse contexto, o empreendimento em Aracruz surge como alternativa para absorver parte da demanda crescente de exportações, importações e operações de transbordo.

A expectativa é que a nova estrutura ofereça mais opções para embarcadores e contribua para reduzir a concentração de cargas nos portos de Santos e do Rio de Janeiro.

Espírito Santo fortalece posição estratégica na logística nacional

Localizado no litoral norte capixaba, o terminal foi concebido para atuar tanto no atendimento ao comércio exterior quanto como hub de transbordo para serviços marítimos ao longo da costa brasileira.

O projeto reforça o protagonismo do Espírito Santo na atração de investimentos em infraestrutura portuária, armazenagem e operações logísticas integradas.

A localização estratégica do estado, conectada a importantes corredores rodoviários e ferroviários que ligam o Sudeste, Centro-Oeste e Minas Gerais, tem impulsionado o interesse de investidores e operadores logísticos.

Especialistas avaliam que a necessidade de diversificação de rotas e a expansão das trocas comerciais internacionais devem aumentar a importância dos portos capixabas nos próximos anos.

Armadores ampliam presença na infraestrutura logística

A participação da Hapag-Lloyd no terminal de Aracruz acompanha uma tendência global observada entre grandes companhias marítimas. Cada vez mais, armadores buscam ampliar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia logística por meio de investimentos em terminais portuários e centros de distribuição.

Empresas como MSC, Maersk e CMA CGM também vêm adotando modelos de integração vertical, fortalecendo sua atuação além do transporte marítimo tradicional.

A estratégia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional, reduzir dependências de terceiros e garantir maior previsibilidade nas operações logísticas.

Novo terminal pode gerar benefícios para exportadores e operadores

Para exportadores, importadores, agentes de carga e operadores logísticos, a entrada em operação do terminal deverá ampliar a oferta de capacidade e atrair novos serviços marítimos para a região.

Além disso, o aumento da concorrência entre operadores portuários tende a contribuir para ganhos de eficiência e melhores condições operacionais.

O projeto também acompanha o crescimento da demanda impulsionada pelo agronegócio, pela indústria e pelo avanço do comércio eletrônico, setores que exigem cada vez mais agilidade e capacidade logística.

Quando estiver concluído, o terminal de Aracruz deverá integrar o grupo dos maiores empreendimentos voltados à movimentação de contêineres no país, consolidando o Espírito Santo como um dos principais polos logísticos do Brasil.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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