Informação

Ponte Salvador-Itaparica avança e Brasil terá a maior ponte sobre o mar da América Latina

As obras da futura Ponte Salvador-Itaparica, projeto considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do país, deram mais um passo importante nesta semana. Os primeiros equipamentos e estruturas destinados à construção chegaram ao Porto de Salvador na segunda-feira (18), após serem transportados da China para a Bahia.

A carga, avaliada em mais de R$ 17 milhões, veio do Porto de Xangai e percorreu aproximadamente 17 mil quilômetros até a capital baiana. Ao todo, foram desembarcadas mais de 800 toneladas de materiais distribuídos em 44 contêineres.

Estruturas serão usadas no início das obras

Os equipamentos seguirão para os municípios de Maragogipe e Vera Cruz, onde serão instalados os primeiros canteiros de obras do empreendimento.

Entre os materiais recebidos estão painéis de vigas Bailey, estruturas metálicas, pinos de trava e parafusos de suporte, peças consideradas essenciais para a implantação da plataforma provisória que dará sustentação às primeiras intervenções sobre o mar.

A expectativa do governo baiano é iniciar efetivamente as obras da Ponte Salvador-Itaparica no começo de junho.

Plataforma provisória vai reduzir tráfego marítimo

A estrutura temporária será utilizada para o deslocamento de máquinas pesadas, trabalhadores e equipamentos ao longo das futuras frentes de serviço na Baía de Todos-os-Santos.

Segundo o projeto, a plataforma permitirá reduzir em cerca de 70% a necessidade de embarcações de apoio durante a construção, contribuindo para melhorar a logística marítima da região.

Esse tipo de estrutura já é utilizado em grandes obras internacionais de infraestrutura e é considerado estratégico para aumentar a eficiência operacional e a segurança dos trabalhos.

Obra deve gerar milhares de empregos

Somente na etapa inicial da montagem da plataforma provisória, a previsão é criar cerca de 200 empregos diretos para profissionais como soldadores, engenheiros e montadores.

Ao longo de toda a execução da obra, a estimativa é de aproximadamente 7 mil vagas diretas e indiretas nos setores de construção civil, logística, transporte e fornecimento de materiais.

Equipamentos reforçam mobilização dos canteiros

Como parte da preparação para o início da construção, um guindaste de 60 toneladas já foi entregue ao canteiro localizado em São Roque do Paraguaçu, no município de Maragogipe.

Além disso, está prevista a chegada de 3.900 toneladas de tubos de aço, volume equivalente a cerca de 400 caminhões. Os materiais serão utilizados nas primeiras etapas da implantação da estrutura sobre a água.

Segundo Mateus Dias, secretário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), a chegada dos equipamentos representa mais um avanço dentro do cronograma planejado para a obra.

Projeto será executado por grupos chineses

A implantação e operação do novo sistema rodoviário ficará sob responsabilidade da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica, formada pelas empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Railway Construction Corporation (CRCC).

O contrato firmado com o Governo da Bahia segue o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e prevê concessão de 35 anos.

Desse período, um ano será destinado a estudos e licenciamento ambiental, cinco anos para construção da ponte e os 29 anos restantes para operação e manutenção do sistema viário.

Maior ponte marítima da América Latina

Com investimento estimado em cerca de R$ 10 bilhões, a Ponte Salvador-Itaparica deve se tornar a maior ponte sobre o mar da América Latina, superando a Ponte Rio-Niterói em extensão.

O empreendimento é considerado estratégico para impulsionar a mobilidade, o turismo e o desenvolvimento econômico da Bahia.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Transporte

Trilhos elevados em Criciúma avançam após acordo firmado em Brasília

O projeto de elevação da linha férrea em Criciúma deu um novo passo nesta terça-feira (19) durante agenda oficial em Brasília. A Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) oficializaram o primeiro termo de cooperação técnica para dar andamento aos estudos da obra, estimada em R$ 260 milhões.

A iniciativa prevê mudanças estruturais importantes na cidade e integra um plano de longo prazo voltado à mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento econômico da região.

Acordo marca início de nova fase do projeto

Com a assinatura do documento, técnicos do DNIT, da Prefeitura de Criciúma e da empresa responsável pelo projeto devem iniciar uma série de reuniões para aprofundar os estudos de engenharia necessários para a execução da obra.

O prefeito Vagner Espindola destacou que o projeto foi pensado para atender demandas futuras da cidade e não apenas objetivos de uma gestão específica.

Segundo ele, a proposta busca preparar Criciúma para o crescimento urbano e melhorar a circulação em áreas impactadas pela ferrovia.

Projeto prevê elevar linha férrea em até sete metros

O plano apresentado prevê a elevação dos trilhos no trecho entre o Rio Maina e a Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho. A estrutura poderá alcançar até sete metros de altura ao longo do percurso.

A prefeitura já iniciou levantamentos técnicos e análises do solo para elaboração do projeto de engenharia, cuja conclusão está prevista para ainda este ano.

Entre os principais objetivos da obra estão:

  • reduzir os impactos da ferrovia na área urbana;
  • melhorar o fluxo da mobilidade em Criciúma;
  • criar novas conexões viárias;
  • ampliar a segurança nas proximidades dos trilhos.

Projeto inclui mudanças urbanísticas e realocação de famílias

Além das intervenções na linha férrea, o projeto também prevê ações de reorganização urbana. A administração municipal avalia a transferência de famílias que vivem próximas aos trilhos para outras áreas da cidade.

As regiões estudadas para receber os moradores incluem pontos do bairro Pinheirinho e também o Cristo Redentor.

Prefeitura quer avançar para futura licitação

A expectativa do município é acelerar as etapas técnicas para viabilizar a futura licitação da obra ainda durante o atual mandato. A proposta é considerada estratégica para modernizar a infraestrutura urbana e reduzir gargalos históricos causados pela ferrovia no município.

FONTE: 4oito
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/4oito

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Logística

Túnel Santos-Guarujá promete revolucionar mobilidade e logística no maior porto do Brasil

A construção do Túnel Santos-Guarujá começa a transformar uma das travessias mais desafiadoras da Baixada Santista em um novo eixo de mobilidade urbana e logística portuária. Hoje, motoristas e caminhoneiros enfrentam longos congestionamentos e dependem de balsas para cruzar os cerca de 400 metros que separam as duas cidades.

Diariamente, aproximadamente 20 mil caminhões circulam pelo Porto de Santos, principal complexo portuário da América Latina. Desse total, cerca de 5 mil precisam acessar a margem oposta, percorrendo trajetos que podem chegar a 45 quilômetros — um percurso que gera atrasos, custos elevados e impacto ambiental significativo.

Impactos econômicos e ambientais da travessia atual

Além do tempo perdido, a operação atual contribui para a emissão de cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. A travessia por balsas também é utilizada por milhares de pedestres e ciclistas, o que amplia a complexidade do fluxo diário.

A nova ligação fixa surge como solução para esses gargalos, reduzindo a dependência das embarcações e aumentando a eficiência logística do porto, responsável por conectar o Brasil a mais de 600 destinos internacionais.

Obra estratégica do PAC

Considerado o maior projeto do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o túnel contará com investimento de R$ 6,8 bilhões. A estrutura terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros submersos sob o canal portuário.

Com a conclusão, prevista para o fim de 2030, o tempo de travessia deve cair para cerca de dois minutos — um contraste com as horas enfrentadas atualmente em filas e congestionamentos.

Ganhos para trabalhadores e economia local

A redução no tempo de deslocamento deve impactar diretamente a rotina de trabalhadores, especialmente caminhoneiros, que dependem da travessia para realizar suas atividades. Com maior fluidez, será possível aumentar o número de viagens diárias, elevando a produtividade e a renda.

O projeto também deve melhorar a qualidade de vida, ao reduzir o estresse e permitir mais tempo com a família — um fator frequentemente apontado por profissionais do transporte rodoviário.

Estrutura moderna e integração de modais

O Túnel Santos-Guarujá será equipado com seis faixas de tráfego, além de ciclovia e passagem para pedestres. O projeto inclui ainda espaço reservado para futura implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ampliando a integração entre modais.

Sistemas de monitoramento em tempo real, controle inteligente de tráfego e dispositivos de segurança também fazem parte da estrutura, garantindo maior eficiência operacional.

Novo modelo de infraestrutura no Brasil

Mais do que uma obra de engenharia, o túnel representa um avanço na forma de planejar a infraestrutura de transporte no país. A iniciativa combina ganhos logísticos, redução de emissões e melhoria na mobilidade regional.

Ao conectar de forma definitiva Santos e Guarujá, o projeto tende a impulsionar a competitividade do porto e transformar a dinâmica econômica da região, beneficiando trabalhadores, empresas e turistas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Investimento

Túnel Santos-Guarujá recebe financiamento de R$ 2,5 bilhões para avanço das obras

O projeto do Túnel Santos-Guarujá ganhou um novo impulso com a formalização de um financiamento de R$ 2,5 bilhões concedido pelo Banco do Brasil. O recurso será utilizado como contrapartida do Governo de São Paulo dentro da parceria público-privada (PPP) que viabiliza a obra.

O investimento total do empreendimento chega a R$ 6,8 bilhões, integrando o Novo PAC do Governo Federal. A União participa com pouco mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto a construtora portuguesa Mota-Engil responde por um aporte de R$ 1,6 bilhão. A concessão terá duração de 30 anos.

Estrutura moderna e integração de modais

Com 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos — o túnel imerso Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego em cada sentido. O projeto inclui ainda uma faixa exclusiva para o VLT, além de acessos destinados a pedestres e ciclistas.

A infraestrutura também prevê conexões urbanas, edifícios operacionais e sistemas de apoio ao funcionamento da travessia, reforçando a proposta de mobilidade integrada.

Impacto na mobilidade e geração de empregos

A obra promete transformar a dinâmica de deslocamento na Baixada Santista. Atualmente, o trajeto entre Santos e Guarujá pode levar até 50 minutos, dependendo do uso de balsas. Com o túnel, a expectativa é reduzir o tempo para cerca de 5 minutos.

O projeto deve beneficiar uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução.

Cronograma prevê início em 2027

A previsão é que as obras comecem em 2027, com entrada em operação estimada para 2031. A estrutura deve atender a uma demanda diária de até 78 mil usuários.

Hoje, mais de 21 mil veículos utilizam diariamente a travessia entre as duas cidades, além de milhares de ciclistas e pedestres.

Obra deve impulsionar o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, também será diretamente beneficiado. A nova ligação terrestre tende a reduzir conflitos logísticos com o tráfego marítimo e aumentar a eficiência das operações portuárias.

A expectativa é que o projeto fortaleça a infraestrutura logística brasileira, ampliando a competitividade do comércio exterior e atraindo novos investimentos para a região.

Projeto é considerado marco para a região

Autoridades destacaram o potencial transformador da obra, tanto para a mobilidade urbana quanto para o desenvolvimento econômico. O túnel deve integrar diferentes modais de transporte e melhorar a qualidade de vida na Baixada Santista.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Transporte

Trem Intercidades será o mais rápido do Brasil e ligará 11 cidades em São Paulo

O projeto do trem mais rápido do Brasil avança em São Paulo com o início das obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. A iniciativa promete conectar 11 municípios e beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas, marcando a retomada do transporte ferroviário de passageiros no estado.

Obras começam entre Campinas e Jundiaí

As intervenções iniciais tiveram início no fim de março e estão concentradas no trecho entre Campinas e Jundiaí. Nesta fase, os trabalhos incluem:

  • Implantação de canteiros e áreas de apoio
  • Preparação do solo e terraplenagem
  • Construção de contenções
  • Instalação de passagem inferior para veículos
  • Remoção de interferências na via

A etapa representa o primeiro avanço concreto do projeto, considerado estratégico para a mobilidade regional.

Projeto reúne três sistemas integrados

Com investimento estimado em R$ 14,2 bilhões, o plano contempla três frentes principais de infraestrutura ferroviária:

  • Trem Intercidades (TIC): serviço expresso entre São Paulo e Campinas
  • Trem Intermetropolitano (TIM): conexão com paradas entre Jundiaí e Campinas
  • Modernização da Linha 7-Rubi: integração com a malha metropolitana

A proposta é integrar diferentes modalidades e ampliar a eficiência do transporte sobre trilhos no estado.

Trem mais rápido do Brasil terá viagem de 64 minutos

O Trem Intercidades será o primeiro modelo de média velocidade do país, com capacidade para aproximadamente 860 passageiros por viagem.

Entre os destaques do projeto:

  • Velocidade de até 140 km/h
  • Percurso de 101 km entre São Paulo e Campinas
  • Tempo estimado de viagem de 64 minutos
  • Início de operação previsto para 2031

Já o Trem Intermetropolitano deve começar a operar em 2029, com trajeto de 44 km e paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, além de tempo médio de 33 minutos.

Impacto na mobilidade e na economia regional

O projeto deve transformar a mobilidade urbana em São Paulo, oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente ao transporte rodoviário.

Além disso, a iniciativa deve gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos durante sua implantação, estimulando a economia local.

Atualmente, o trajeto entre São Paulo e Campinas é realizado principalmente por carro, ônibus ou combinações de transporte. Com o novo sistema, a expectativa é reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade das viagens.

Expansão ferroviária mira demandas futuras

A modernização da Linha 7-Rubi será fundamental para sustentar a operação dos novos serviços, garantindo integração com a rede existente.

Paralelamente, a concessionária responsável e a fabricante dos trens já iniciaram o planejamento para a produção das composições que irão operar no sistema.

O projeto reforça a retomada dos investimentos em transporte ferroviário e posiciona São Paulo como referência em mobilidade sobre trilhos no Brasil.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos

Veto no Orçamento barra projeto de ligação marítima entre Guarujá e Porto de Santos

Uma proposta de ligação marítima entre o Aeroporto do Guarujá e o Porto de Santos ficou fora do Orçamento da União após veto aplicado pelo Poder Executivo. O projeto estava entre as quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares vetadas na sanção orçamentária deste ano.

Projeto previa transporte aquaviário entre aeroporto e terminal de cruzeiros

Anunciada em 2024, a iniciativa previa a criação de uma rota marítima regular ligando o futuro Aeroporto Civil Metropolitano do Guarujá ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (Concais), no Porto de Santos. O plano incluía a construção de atracadouros nos dois pontos e a operação de lanchas para transporte de passageiros.

O investimento estimado inicialmente era de R$ 20 milhões, com foco em mobilidade urbana, turismo regional e integração logística na Baixada Santista.

Emenda sofreu redução antes de ser vetada

A emenda foi apresentada formalmente pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, onde a deputada federal Rosana Valle (PL) ocupa o cargo de primeira vice-presidente. Durante a tramitação no Congresso Nacional, o valor do projeto foi reduzido e aprovado com apenas 5% do montante original, totalizando R$ 1 milhão.

Mesmo com o corte significativo de recursos, a proposta acabou incluída no conjunto de emendas barradas na etapa final do Orçamento.

Justificativa técnica embasou o veto

O recurso seria destinado ao Ministério de Portos e Aeroportos, mas o veto seguiu uma justificativa técnica aplicada a outras emendas semelhantes. Segundo o Executivo, a proposta apresentava programações orçamentárias com localizações e beneficiários específicos, o que não é permitido nesse tipo de despesa.

A prática contraria o Artigo 11 da Lei Complementar nº 210/2024, que estabelece as regras para a elaboração e execução do Orçamento da União, atribuindo ao Executivo a definição desses detalhamentos.

Futuro da integração marítima segue indefinido

Com o veto, permanece indefinido o futuro da integração marítima entre Guarujá e Santos, considerada estratégica por especialistas em transporte aquaviário, turismo e logística portuária. A proposta é vista como uma alternativa para melhorar o deslocamento de passageiros e fortalecer a conexão entre dois polos importantes da região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Transporte

Túnel Itajaí–Navegantes avança para fase decisiva com financiamento internacional

O projeto do túnel subaquático Itajaí–Navegantes entrou em uma etapa decisiva e deve ganhar novo ritmo nos próximos dias. A expectativa é de que o contrato de financiamento com o Banco Mundial seja formalizado até o fim do próximo mês, consolidando uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral norte de Santa Catarina.

A assinatura ficará a cargo do prefeito de Itajaí, Robison Coelho, que preside o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). O acordo integra o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que prevê US$ 90 milhões em recursos internacionais, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo de Santa Catarina.

Projeto desperta interesse de grupos internacionais
O avanço técnico e financeiro do túnel Itajaí–Navegantes tem atraído a atenção de empresas estrangeiras especializadas em grandes obras. Na segunda-feira (19), um grupo empresarial da Holanda esteve em Itajaí para conhecer os detalhes do empreendimento e avaliar uma possível participação no futuro processo licitatório.

A agenda ocorreu no Centro de Inovação, com a presença do prefeito Robison Coelho e de representantes da Invest Itajaí. O encontro teve como foco a apresentação do projeto de engenharia do túnel e sua aderência ao portfólio de obras já executadas pelo grupo internacional.

Execução da obra será por Parceria Público-Privada
A etapa diretamente ligada à construção do túnel ficará sob responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina, que conduzirá a licitação. A previsão é que o empreendimento seja viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo recursos estaduais e o financiamento do Banco Mundial.

Com o avanço da modelagem técnica e institucional, o projeto passa a atrair empresas com experiência internacional em obras complexas, sobretudo na fase de desenvolvimento e detalhamento técnico.

Invest Itajaí atua na articulação com investidores
A Invest Itajaí vem desempenhando papel estratégico ao aproximar o poder público de investidores nacionais e internacionais, promovendo o potencial do município e facilitando agendas institucionais. Para o diretor-presidente da entidade, Nikolas Reis, essa articulação é essencial para ampliar a visibilidade do projeto.

Segundo ele, o interesse de grupos estrangeiros reforça a credibilidade do planejamento e evidencia o potencial econômico e logístico da região.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional
A expectativa é que o túnel subaquático represente um salto na mobilidade urbana entre Itajaí e Navegantes, criando uma nova opção de travessia, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a integração regional. O projeto também é visto como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o litoral norte catarinense.

De acordo com Robison Coelho, o momento atual é dedicado ao alinhamento técnico e à troca de experiências com empresas especializadas. A contratação do projeto executivo é apontada como o próximo passo, abrindo caminho para a futura execução da obra e sua entrega à população.

FONTE: SCTD
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/PMI

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Informação

Protesto em Presidente Franco reacende debate sobre abertura da Ponte da Integração

A abertura parcial da Ponte da Integração voltou ao centro do debate na fronteira entre Brasil e Paraguai. Moradores de Presidente Franco realizaram uma manifestação para contestar a liberação do tráfego internacional antes da conclusão das obras de acesso em território paraguaio.

O protesto ocorreu na rotatória do bairro Tres Fronteras, nas proximidades da ponte, e contou com o apoio de entidades da sociedade civil organizada, que cobram mudanças imediatas no modelo atual de operação da estrutura.

Operação restrita já gera impactos urbanos

Desde 20 de dezembro, a ponte funciona de forma limitada, com autorização apenas para caminhões vazios e exclusivamente no período noturno. Mesmo com a restrição, moradores afirmam que a circulação já provoca efeitos negativos na mobilidade urbana, na segurança viária e na rotina da cidade.

Segundo lideranças locais, o tráfego de veículos pesados em áreas urbanas tem ampliado congestionamentos e aumentado os riscos de acidentes, especialmente em horários de maior movimento.

Falta de infraestrutura é principal crítica

O principal ponto de contestação é a ausência de infraestrutura viária adequada para absorver o fluxo de caminhões. O projeto original prevê que o acesso à Ponte da Integração ocorra pelo Corredor Metropolitano del Este, uma via perimetral com mais de 30 quilômetros, planejada justamente para desviar o tráfego do centro urbano.

No entanto, as obras do corredor têm previsão de conclusão apenas em 2027, o que obriga o uso de rotas alternativas que atravessam o centro de Presidente Franco.

Filas e espera prolongada agravam cenário

A situação é agravada pelas filas do lado paraguaio. Caminhoneiros brasileiros chegam a aguardar até cinco dias para cruzar a fronteira, conforme denúncia do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região, repercutida recentemente pelo GDia. A travessia segue autorizada apenas entre 19h e 7h do dia seguinte.

Alertas técnicos ignorados, dizem lideranças

Entre as entidades que participaram da mobilização está o Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran). Em entrevista ao jornal ABC Color, o engenheiro e integrante do conselho Rogelio Rodríguez afirmou que os problemas foram previstos com antecedência.

Segundo ele, alertas técnicos vêm sendo feitos há mais de dois anos, mas não foram considerados. Para Rodríguez, a liberação da passagem ocorreu por pressão política, sem a devida avaliação dos impactos urbanos, o que teria levado ao atual cenário de sobrecarga viária.

Divergência regional sobre o futuro da ponte

O posicionamento das lideranças de Presidente Franco contrasta com o de setores empresariais da região. Na semana passada, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este defendeu a abertura total da Ponte da Integração, ampliando as divergências entre os municípios fronteiriços.

Conclusão do corredor é vista como solução definitiva

Para moradores e representantes locais, a solução estrutural passa necessariamente pela conclusão do Corredor Metropolitano del Este. O trecho mais atrasado da obra é a nova ponte sobre o Rio Monday, que apresenta cerca de 30% de execução.

Até que o acesso definitivo esteja concluído, a população de Presidente Franco afirma que continuará pressionando as autoridades pelo fechamento da Ponte da Integração ou pela revisão do modelo atual de operação.

FONTE: H2Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcos Labanca/H2FOZ

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Aeroportos

Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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