Investimento

Túnel Santos-Guarujá recebe financiamento de R$ 2,5 bilhões para avanço das obras

O projeto do Túnel Santos-Guarujá ganhou um novo impulso com a formalização de um financiamento de R$ 2,5 bilhões concedido pelo Banco do Brasil. O recurso será utilizado como contrapartida do Governo de São Paulo dentro da parceria público-privada (PPP) que viabiliza a obra.

O investimento total do empreendimento chega a R$ 6,8 bilhões, integrando o Novo PAC do Governo Federal. A União participa com pouco mais de R$ 2,5 bilhões, enquanto a construtora portuguesa Mota-Engil responde por um aporte de R$ 1,6 bilhão. A concessão terá duração de 30 anos.

Estrutura moderna e integração de modais

Com 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos — o túnel imerso Santos-Guarujá contará com três faixas de tráfego em cada sentido. O projeto inclui ainda uma faixa exclusiva para o VLT, além de acessos destinados a pedestres e ciclistas.

A infraestrutura também prevê conexões urbanas, edifícios operacionais e sistemas de apoio ao funcionamento da travessia, reforçando a proposta de mobilidade integrada.

Impacto na mobilidade e geração de empregos

A obra promete transformar a dinâmica de deslocamento na Baixada Santista. Atualmente, o trajeto entre Santos e Guarujá pode levar até 50 minutos, dependendo do uso de balsas. Com o túnel, a expectativa é reduzir o tempo para cerca de 5 minutos.

O projeto deve beneficiar uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução.

Cronograma prevê início em 2027

A previsão é que as obras comecem em 2027, com entrada em operação estimada para 2031. A estrutura deve atender a uma demanda diária de até 78 mil usuários.

Hoje, mais de 21 mil veículos utilizam diariamente a travessia entre as duas cidades, além de milhares de ciclistas e pedestres.

Obra deve impulsionar o Porto de Santos

O Porto de Santos, o maior da América Latina, também será diretamente beneficiado. A nova ligação terrestre tende a reduzir conflitos logísticos com o tráfego marítimo e aumentar a eficiência das operações portuárias.

A expectativa é que o projeto fortaleça a infraestrutura logística brasileira, ampliando a competitividade do comércio exterior e atraindo novos investimentos para a região.

Projeto é considerado marco para a região

Autoridades destacaram o potencial transformador da obra, tanto para a mobilidade urbana quanto para o desenvolvimento econômico. O túnel deve integrar diferentes modais de transporte e melhorar a qualidade de vida na Baixada Santista.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Transporte

Trem Intercidades será o mais rápido do Brasil e ligará 11 cidades em São Paulo

O projeto do trem mais rápido do Brasil avança em São Paulo com o início das obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. A iniciativa promete conectar 11 municípios e beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas, marcando a retomada do transporte ferroviário de passageiros no estado.

Obras começam entre Campinas e Jundiaí

As intervenções iniciais tiveram início no fim de março e estão concentradas no trecho entre Campinas e Jundiaí. Nesta fase, os trabalhos incluem:

  • Implantação de canteiros e áreas de apoio
  • Preparação do solo e terraplenagem
  • Construção de contenções
  • Instalação de passagem inferior para veículos
  • Remoção de interferências na via

A etapa representa o primeiro avanço concreto do projeto, considerado estratégico para a mobilidade regional.

Projeto reúne três sistemas integrados

Com investimento estimado em R$ 14,2 bilhões, o plano contempla três frentes principais de infraestrutura ferroviária:

  • Trem Intercidades (TIC): serviço expresso entre São Paulo e Campinas
  • Trem Intermetropolitano (TIM): conexão com paradas entre Jundiaí e Campinas
  • Modernização da Linha 7-Rubi: integração com a malha metropolitana

A proposta é integrar diferentes modalidades e ampliar a eficiência do transporte sobre trilhos no estado.

Trem mais rápido do Brasil terá viagem de 64 minutos

O Trem Intercidades será o primeiro modelo de média velocidade do país, com capacidade para aproximadamente 860 passageiros por viagem.

Entre os destaques do projeto:

  • Velocidade de até 140 km/h
  • Percurso de 101 km entre São Paulo e Campinas
  • Tempo estimado de viagem de 64 minutos
  • Início de operação previsto para 2031

Já o Trem Intermetropolitano deve começar a operar em 2029, com trajeto de 44 km e paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos, além de tempo médio de 33 minutos.

Impacto na mobilidade e na economia regional

O projeto deve transformar a mobilidade urbana em São Paulo, oferecendo uma alternativa mais rápida e eficiente ao transporte rodoviário.

Além disso, a iniciativa deve gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos durante sua implantação, estimulando a economia local.

Atualmente, o trajeto entre São Paulo e Campinas é realizado principalmente por carro, ônibus ou combinações de transporte. Com o novo sistema, a expectativa é reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a qualidade das viagens.

Expansão ferroviária mira demandas futuras

A modernização da Linha 7-Rubi será fundamental para sustentar a operação dos novos serviços, garantindo integração com a rede existente.

Paralelamente, a concessionária responsável e a fabricante dos trens já iniciaram o planejamento para a produção das composições que irão operar no sistema.

O projeto reforça a retomada dos investimentos em transporte ferroviário e posiciona São Paulo como referência em mobilidade sobre trilhos no Brasil.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos

Veto no Orçamento barra projeto de ligação marítima entre Guarujá e Porto de Santos

Uma proposta de ligação marítima entre o Aeroporto do Guarujá e o Porto de Santos ficou fora do Orçamento da União após veto aplicado pelo Poder Executivo. O projeto estava entre as quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares vetadas na sanção orçamentária deste ano.

Projeto previa transporte aquaviário entre aeroporto e terminal de cruzeiros

Anunciada em 2024, a iniciativa previa a criação de uma rota marítima regular ligando o futuro Aeroporto Civil Metropolitano do Guarujá ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini (Concais), no Porto de Santos. O plano incluía a construção de atracadouros nos dois pontos e a operação de lanchas para transporte de passageiros.

O investimento estimado inicialmente era de R$ 20 milhões, com foco em mobilidade urbana, turismo regional e integração logística na Baixada Santista.

Emenda sofreu redução antes de ser vetada

A emenda foi apresentada formalmente pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, onde a deputada federal Rosana Valle (PL) ocupa o cargo de primeira vice-presidente. Durante a tramitação no Congresso Nacional, o valor do projeto foi reduzido e aprovado com apenas 5% do montante original, totalizando R$ 1 milhão.

Mesmo com o corte significativo de recursos, a proposta acabou incluída no conjunto de emendas barradas na etapa final do Orçamento.

Justificativa técnica embasou o veto

O recurso seria destinado ao Ministério de Portos e Aeroportos, mas o veto seguiu uma justificativa técnica aplicada a outras emendas semelhantes. Segundo o Executivo, a proposta apresentava programações orçamentárias com localizações e beneficiários específicos, o que não é permitido nesse tipo de despesa.

A prática contraria o Artigo 11 da Lei Complementar nº 210/2024, que estabelece as regras para a elaboração e execução do Orçamento da União, atribuindo ao Executivo a definição desses detalhamentos.

Futuro da integração marítima segue indefinido

Com o veto, permanece indefinido o futuro da integração marítima entre Guarujá e Santos, considerada estratégica por especialistas em transporte aquaviário, turismo e logística portuária. A proposta é vista como uma alternativa para melhorar o deslocamento de passageiros e fortalecer a conexão entre dois polos importantes da região.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Transporte

Túnel Itajaí–Navegantes avança para fase decisiva com financiamento internacional

O projeto do túnel subaquático Itajaí–Navegantes entrou em uma etapa decisiva e deve ganhar novo ritmo nos próximos dias. A expectativa é de que o contrato de financiamento com o Banco Mundial seja formalizado até o fim do próximo mês, consolidando uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral norte de Santa Catarina.

A assinatura ficará a cargo do prefeito de Itajaí, Robison Coelho, que preside o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). O acordo integra o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que prevê US$ 90 milhões em recursos internacionais, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo de Santa Catarina.

Projeto desperta interesse de grupos internacionais
O avanço técnico e financeiro do túnel Itajaí–Navegantes tem atraído a atenção de empresas estrangeiras especializadas em grandes obras. Na segunda-feira (19), um grupo empresarial da Holanda esteve em Itajaí para conhecer os detalhes do empreendimento e avaliar uma possível participação no futuro processo licitatório.

A agenda ocorreu no Centro de Inovação, com a presença do prefeito Robison Coelho e de representantes da Invest Itajaí. O encontro teve como foco a apresentação do projeto de engenharia do túnel e sua aderência ao portfólio de obras já executadas pelo grupo internacional.

Execução da obra será por Parceria Público-Privada
A etapa diretamente ligada à construção do túnel ficará sob responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina, que conduzirá a licitação. A previsão é que o empreendimento seja viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo recursos estaduais e o financiamento do Banco Mundial.

Com o avanço da modelagem técnica e institucional, o projeto passa a atrair empresas com experiência internacional em obras complexas, sobretudo na fase de desenvolvimento e detalhamento técnico.

Invest Itajaí atua na articulação com investidores
A Invest Itajaí vem desempenhando papel estratégico ao aproximar o poder público de investidores nacionais e internacionais, promovendo o potencial do município e facilitando agendas institucionais. Para o diretor-presidente da entidade, Nikolas Reis, essa articulação é essencial para ampliar a visibilidade do projeto.

Segundo ele, o interesse de grupos estrangeiros reforça a credibilidade do planejamento e evidencia o potencial econômico e logístico da região.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional
A expectativa é que o túnel subaquático represente um salto na mobilidade urbana entre Itajaí e Navegantes, criando uma nova opção de travessia, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a integração regional. O projeto também é visto como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o litoral norte catarinense.

De acordo com Robison Coelho, o momento atual é dedicado ao alinhamento técnico e à troca de experiências com empresas especializadas. A contratação do projeto executivo é apontada como o próximo passo, abrindo caminho para a futura execução da obra e sua entrega à população.

FONTE: SCTD
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/PMI

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Informação

Protesto em Presidente Franco reacende debate sobre abertura da Ponte da Integração

A abertura parcial da Ponte da Integração voltou ao centro do debate na fronteira entre Brasil e Paraguai. Moradores de Presidente Franco realizaram uma manifestação para contestar a liberação do tráfego internacional antes da conclusão das obras de acesso em território paraguaio.

O protesto ocorreu na rotatória do bairro Tres Fronteras, nas proximidades da ponte, e contou com o apoio de entidades da sociedade civil organizada, que cobram mudanças imediatas no modelo atual de operação da estrutura.

Operação restrita já gera impactos urbanos

Desde 20 de dezembro, a ponte funciona de forma limitada, com autorização apenas para caminhões vazios e exclusivamente no período noturno. Mesmo com a restrição, moradores afirmam que a circulação já provoca efeitos negativos na mobilidade urbana, na segurança viária e na rotina da cidade.

Segundo lideranças locais, o tráfego de veículos pesados em áreas urbanas tem ampliado congestionamentos e aumentado os riscos de acidentes, especialmente em horários de maior movimento.

Falta de infraestrutura é principal crítica

O principal ponto de contestação é a ausência de infraestrutura viária adequada para absorver o fluxo de caminhões. O projeto original prevê que o acesso à Ponte da Integração ocorra pelo Corredor Metropolitano del Este, uma via perimetral com mais de 30 quilômetros, planejada justamente para desviar o tráfego do centro urbano.

No entanto, as obras do corredor têm previsão de conclusão apenas em 2027, o que obriga o uso de rotas alternativas que atravessam o centro de Presidente Franco.

Filas e espera prolongada agravam cenário

A situação é agravada pelas filas do lado paraguaio. Caminhoneiros brasileiros chegam a aguardar até cinco dias para cruzar a fronteira, conforme denúncia do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região, repercutida recentemente pelo GDia. A travessia segue autorizada apenas entre 19h e 7h do dia seguinte.

Alertas técnicos ignorados, dizem lideranças

Entre as entidades que participaram da mobilização está o Conselho de Desenvolvimento de Presidente Franco (Codefran). Em entrevista ao jornal ABC Color, o engenheiro e integrante do conselho Rogelio Rodríguez afirmou que os problemas foram previstos com antecedência.

Segundo ele, alertas técnicos vêm sendo feitos há mais de dois anos, mas não foram considerados. Para Rodríguez, a liberação da passagem ocorreu por pressão política, sem a devida avaliação dos impactos urbanos, o que teria levado ao atual cenário de sobrecarga viária.

Divergência regional sobre o futuro da ponte

O posicionamento das lideranças de Presidente Franco contrasta com o de setores empresariais da região. Na semana passada, a Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este defendeu a abertura total da Ponte da Integração, ampliando as divergências entre os municípios fronteiriços.

Conclusão do corredor é vista como solução definitiva

Para moradores e representantes locais, a solução estrutural passa necessariamente pela conclusão do Corredor Metropolitano del Este. O trecho mais atrasado da obra é a nova ponte sobre o Rio Monday, que apresenta cerca de 30% de execução.

Até que o acesso definitivo esteja concluído, a população de Presidente Franco afirma que continuará pressionando as autoridades pelo fechamento da Ponte da Integração ou pela revisão do modelo atual de operação.

FONTE: H2Foz
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marcos Labanca/H2FOZ

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Aeroportos

Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Novo túnel da Rodovia dos Imigrantes com mais de 6 km promete reduzir em até 40% o tempo entre São Paulo e Santos

A construção de um novo túnel na Rodovia dos Imigrantes representa um avanço decisivo para a mobilidade entre a capital paulista e o litoral sul. Considerada uma das maiores obras viárias do Brasil, a intervenção foi planejada para superar os desafios da Serra do Mar, melhorar a eficiência do corredor entre São Paulo e o Porto de Santos e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais em áreas sensíveis. A entrega está prevista para 2027.

Por que o novo túnel da Rodovia dos Imigrantes é estratégico?

A nova pista cria um eixo contínuo de transporte, integrando logística, turismo e deslocamentos cotidianos. Na prática, a obra aproxima o maior centro econômico do país de um dos portos mais importantes da América Latina, fortalecendo o comércio exterior e o abastecimento regional.

Com aproximadamente 21,5 quilômetros de extensão, sendo cerca de 17 quilômetros em túneis, o traçado prioriza soluções subterrâneas para minimizar interferências no relevo e reduzir riscos de deslizamentos. O destaque é o túnel com mais de 6 quilômetros, que deve se tornar o maior túnel rodoviário do Brasil, um marco para a engenharia nacional e para a infraestrutura paulista.

Impactos do novo túnel no Porto de Santos e no turismo

Um dos principais focos do projeto é garantir maior regularidade ao fluxo de caminhões que atendem o Porto de Santos. A redução de gargalos na serra permite um planejamento logístico mais preciso, menos atrasos em períodos de pico e ganhos de eficiência nas operações de exportação e importação.

Os benefícios também alcançam o transporte de passageiros. Ônibus rodoviários e veículos particulares terão deslocamentos mais fluidos para Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, incentivando viagens de fim de semana, ampliando o acesso às praias e fortalecendo o comércio, os serviços e a rede hoteleira da Baixada Santista.

Principais ganhos esperados:

  • Fluxo mais estável, com menor variação no tempo de viagem.
  • Redução de custos logísticos, especialmente no transporte de cargas.
  • Estímulo ao turismo, inclusive em períodos de alta temporada.

Principais características do novo túnel da Imigrantes

O projeto aposta fortemente em trechos subterrâneos para atravessar a Serra do Mar com menor impacto ambiental. A inclinação média próxima de 4% foi definida para equilibrar desempenho, segurança e consumo de combustível, especialmente para veículos pesados.

A nova pista contará com duas faixas de rolamento e acostamento reversível, permitindo ajustes conforme o volume de tráfego. Estão previstos sistemas modernos de ventilação, monitoramento por câmeras, detecção automática de incidentes, além de saídas de emergência, iluminação reforçada e sinalização específica para situações de risco.

Etapas técnicas previstas na obra:

  • Estudos geológicos detalhados da Serra do Mar.
  • Escavações profundas com estabilização de encostas.
  • Revestimento estrutural e impermeabilização dos túneis.
  • Pavimentação projetada para alto volume de caminhões.
  • Testes operacionais e simulações de emergência.

Como a obra vai transformar a mobilidade entre São Paulo e o litoral

Com conclusão prevista para 2027, a nova pista da Imigrantes tende a redefinir a ligação entre São Paulo e a Baixada Santista. A eliminação de pontos críticos na serra e a implantação do túnel de grande extensão devem reduzir o tempo médio de viagem e tornar os deslocamentos mais previsíveis ao longo de todo o ano, inclusive em feriados prolongados.

Ao integrar economia, porto e polos turísticos em um único eixo rodoviário, a Rodovia dos Imigrantes reforça seu papel como artéria estratégica do estado. A expectativa é absorver o crescimento do tráfego com mais segurança e maior capacidade operacional.

Benefícios diretos:

  • Mais previsibilidade para quem utiliza a rodovia diariamente.
  • Menor risco de filas prolongadas em trechos de serra.
  • Integração eficiente entre metrópole, porto e litoral.

FAQ: dúvidas frequentes sobre o túnel entre São Paulo e Santos

Qual é o investimento estimado na obra?
Projetos desse porte costumam envolver investimentos de bilhões de reais, financiados pela concessionária da rodovia em parceria com o Governo do Estado, com retorno baseado em eficiência logística e arrecadação de pedágios.

Haverá aumento de pedágio para financiar o túnel?
Expansões desse tipo geralmente são viabilizadas por aditivos contratuais, que podem resultar em reajustes tarifários ou na prorrogação do prazo de concessão para amortizar os custos.

Como ficará o tráfego durante as obras?
Por se tratar majoritariamente de uma construção subterrânea, o impacto nas pistas atuais tende a ser limitado, com interdições pontuais apenas nas áreas de entrada e saída dos túneis e nos canteiros de obras.

Execução da obra e cuidados ambientais

A execução do novo túnel da Rodovia dos Imigrantes exige estudos geológicos minuciosos e técnicas avançadas de escavação para garantir estabilidade. O projeto inclui monitoramento contínuo das encostas, sistemas eficientes de drenagem e métodos de contenção que reduzem riscos de desmoronamentos e impactos ambientais ao longo de todo o traçado.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil Notícias

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Transporte

Brasil anuncia o trem mais rápido da América do Sul e projeta revolução no transporte ferroviário

O Brasil deu um passo ambicioso rumo à modernização da mobilidade ao anunciar a construção do trem de alta velocidade mais rápido da América do Sul. O projeto prevê um sistema capaz de alcançar até 350 km/h, conectando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas em um trajeto total de 510 quilômetros.

Trem de alta velocidade ligará grandes centros urbanos

Batizado de TAV (Trem de Alta Velocidade), o novo modal ferroviário permitirá que a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo seja realizada em cerca de 1 hora e 45 minutos, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas maiores metrópoles do país.

A proposta é oferecer uma alternativa eficiente ao transporte rodoviário e aéreo, com maior regularidade, conforto e previsibilidade para passageiros que circulam diariamente entre esses polos econômicos.

Infraestrutura moderna inspirada em modelos internacionais

O projeto prevê a construção de túneis, viadutos e uma linha férrea com infraestrutura de última geração, inspirada em sistemas consolidados de trens-bala do Japão e da Europa. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade do sistema ferroviário nacional, que hoje opera, em muitos trechos, com limitações de velocidade e extensão.

Com a implantação do TAV, a capacidade atual pode ser duplicada ou até triplicada, superando os trechos ferroviários que hoje não ultrapassam 160 quilômetros em operações convencionais.

Impactos na mobilidade e no desenvolvimento regional

A iniciativa deve gerar efeitos positivos diretos na mobilidade urbana, ajudando a reduzir o fluxo de veículos nas rodovias e promovendo um modelo de transporte mais sustentável. O início das obras está previsto para 2027, após a conclusão das etapas de planejamento, com a operação inicial estimada para 2032.

O investimento total do projeto deve variar entre 10 e 20 bilhões de dólares, considerando a complexidade da obra e a tecnologia envolvida. Além de fortalecer a integração econômica entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, o trem de alta velocidade tende a impulsionar o desenvolvimento urbano e regional, facilitando o deslocamento de trabalhadores, empresários e turistas.

Brasil busca protagonismo ferroviário na América do Sul

Com o TAV, o Brasil pretende promover uma mudança estrutural no transporte sul-americano, oferecendo um sistema mais rápido, seguro e eficiente. A iniciativa reforça a ambição do país de se consolidar como referência em inovação ferroviária no continente, elevando o padrão de mobilidade e conectividade regional.

FONTE: Correio do Estado
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Logística

Via Mar: nova rodovia promete aliviar tráfego da BR-101 e transformar a mobilidade no Litoral Norte de SC

A Via Mar, também chamada de Contorno Litorâneo Norte, é um dos principais projetos de infraestrutura viária em planejamento em Santa Catarina. A rodovia deve ligar Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis, criando uma alternativa à BR-101, que atualmente opera acima da capacidade em diversos trechos. A previsão do governo estadual é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2026.

Com mais de 145 quilômetros de extensão, a nova rodovia busca ampliar a capacidade logística, melhorar a mobilidade regional e fortalecer o desenvolvimento econômico do litoral catarinense.

Objetivo do projeto

A proposta da Via Mar é estabelecer um novo corredor rodoviário no Litoral Norte de Santa Catarina, reduzindo gargalos históricos da BR-101. A estrada deve facilitar o transporte de cargas, melhorar o deslocamento entre municípios e oferecer uma rota alternativa para motoristas e empresas.

Investimento estimado

O custo total da obra está estimado em cerca de R$ 7 bilhões, valor superior ao investimento feito no Contorno Viário da Grande Florianópolis, que demandou aproximadamente R$ 3,9 bilhões.

Modelo de execução

A construção da Via Mar será realizada por meio de uma parceria público-privada (PPP).
Os estudos técnicos e projetos executivos são financiados integralmente pelo Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Infraestrutura, com investimento superior a R$ 9 milhões. Esses estudos tiveram início em 2024.

A execução da obra ficará sob responsabilidade de uma empresa que será escolhida por licitação. Como forma de retorno financeiro, a concessionária poderá implantar pedágio ao longo do trajeto.

Características da Rodovia Via Mar

O traçado completo terá 145,215 quilômetros, com seis faixas de rolamento em pista dupla ao longo de todo o percurso. A rodovia foi dividida em cinco lotes.

Lote 1
Extensão: 26,85 km
Trecho: entre a BR-101, em Joinville, e a BR-280, em Guaramirim
Obras especiais: quatro pontes e dois viadutos
Execução: Governo de Santa Catarina

Lote 2
Extensão: 21,09 km
Trecho: da BR-280, em Guaramirim, até a SC-415, entre Massaranduba e São João do Itaperiú
Obras especiais: duas pontes e um viaduto

Lote 3
Extensão: 16,77 km
Trecho: entre a SC-415 e a SC-414, passando por Luís Alves e Navegantes
Obras especiais: duas pontes e oito contenções

Lote 4
Extensão: 25,78 km
Trecho: da SC-414, em Luís Alves e Navegantes, até a SC-486, em Itajaí
Obras especiais: quatro viadutos, quatro pontes e três contenções

Trecho remanescente
Extensão: 54,72 km
Trecho: da SC-486, em Itajaí, até o Contorno Viário da Grande Florianópolis
Obras especiais: quatro viadutos, quatro pontes e três contenções

Impacto esperado

A expectativa do governo estadual é que a Via Mar reduza significativamente os congestionamentos da BR-101, melhore a fluidez do tráfego e fortaleça a integração logística entre o Norte e a Grande Florianópolis.

Veja o mapa por onde vai passar a Via Mar:

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ecopik/ND Mais

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