Internacional

Nova mina nos EUA pode reduzir demanda por pelotas de minério de ferro do Brasil

Um novo projeto de mineração e siderurgia nos Estados Unidos pode diminuir a dependência americana das pelotas de minério de ferro brasileiras. Anunciado pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (28), na Casa Branca, o empreendimento prevê a construção de uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, que será abastecida por minério produzido em uma nova mina em Minnesota.

A empresa Mesabi Metallics já destinou US$ 2,5 bilhões ao projeto da mina. Somados, os investimentos chegam a US$ 17,5 bilhões.

Projeto pretende substituir matéria-prima importada

Ao explicar a integração entre a mina e a futura siderúrgica, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, destacou a dependência do país em relação às importações brasileiras.

Segundo Lutnick, os Estados Unidos recorrem principalmente ao Brasil para adquirir as pelotas de minério de ferro, utilizadas como matéria-prima na produção de aço.

A proposta da Mesabi Metallics é utilizar na siderúrgica de Iowa as pelotas produzidas a partir do minério extraído e processado em Minnesota. Dessa forma, a cadeia produtiva passaria a contar com uma fonte doméstica de matéria-prima.

Tarifas sobre aço são citadas como incentivo

Lutnick relacionou os investimentos às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço importado, previstas na Seção 232 da legislação comercial americana.

Na avaliação do secretário, as medidas tarifárias foram determinantes para viabilizar tanto a mina quanto a nova siderúrgica.

As tarifas sobre o aço importado, entretanto, não incidem automaticamente sobre as pelotas de minério de ferro, já que o produto é utilizado como insumo na fabricação do aço.

O governo americano defende que a produção doméstica avance para reduzir a necessidade de matérias-primas provenientes de outros países. Segundo Lutnick, a intenção é ampliar a fabricação nos Estados Unidos, inclusive buscando custos competitivos em relação ao aço produzido internamente e ao aço importado da China.

EUA são mercado relevante para pelotas brasileiras

A possível expansão da produção americana ocorre em um mercado que já representa uma parcela importante das exportações brasileiras de pelotas.

Entre janeiro e agosto de 2026, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das pelotas de minério de ferro do Brasil, atrás de Egito e Coreia do Sul.

Nesse período, as vendas brasileiras para o mercado americano alcançaram US$ 252,3 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Brasil liderou vendas aos EUA em 2025

O mercado americano teve participação ainda maior nas exportações brasileiras em 2025. Naquele ano, os Estados Unidos chegaram a ocupar a primeira posição entre os destinos das pelotas brasileiras.

Somente no segundo trimestre de 2025, os americanos compraram US$ 119,16 milhões do produto, o equivalente a 17,8% das exportações brasileiras de pelotas no período, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de pelotas de minério de ferro para os Estados Unidos totalizaram US$ 298,6 milhões.

A entrada em operação de uma cadeia integrada de mineração e siderurgia nos Estados Unidos, portanto, poderá alterar o espaço ocupado pelo Brasil nesse mercado, caso a produção de Minnesota passe a atender parte relevante da demanda americana por matéria-prima.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

Ler Mais
Informação

CSN Mineração reduz produção de minério em MG após alta do frete

A CSN Mineração anunciou na terça-feira (29) uma redução temporária na produção de minério de ferro de baixa qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). A medida foi adotada diante do aumento dos custos de frete e de um cenário mais restritivo para o mercado de minério.

A mudança afeta a unidade de beneficiamento a seco do complexo e também levou a companhia a revisar suas projeções para 2026, tanto para a produção quanto para a aquisição de minério de terceiros.

Produção de minério será menor em 2026

Com a revisão, a previsão de produção e compras de minério de terceiros da CSN Mineração caiu de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para uma faixa entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas em 2026.

A empresa também atualizou a estimativa para o custo caixa C1, indicador utilizado para medir os custos diretos relacionados à produção do minério.

A projeção anterior, que variava de US$ 22 a US$ 23,50 por tonelada, passou para US$ 25 a US$ 26 por tonelada.

Frete pressiona margens do minério de menor qualidade

Segundo a companhia, a decisão está relacionada ao ambiente mais pressionado do mercado, especialmente ao impacto da alta do frete sobre as margens do minério de ferro de menor qualidade.

Nesse cenário, a redução das atividades no complexo de Pires busca adequar a produção às atuais condições econômicas do produto.

A CSN Mineração destacou, porém, que a medida tem caráter temporário. A produção poderá ser retomada caso o mercado volte a apresentar condições que permitam margens consideradas adequadas para esse tipo de minério.

Compras de minério de terceiros também serão reduzidas

Além de diminuir a produção própria, a companhia prevê menores volumes de compra de minério de terceiros nos próximos meses.

Essa expectativa também foi considerada na revisão das projeções para 2026 e contribuiu para a redução da estimativa total de volumes.

Novas estimativas serão divulgadas pela companhia

As projeções atualizadas serão incorporadas ao Formulário de Referência da CSN Mineração e disponibilizadas nos sistemas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na página de relações com investidores da empresa.

A companhia ressaltou que as estimativas estão sujeitas a fatores de mercado que não estão sob seu controle. Por isso, os números apresentados para 2026 ainda poderão ser revisados novamente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CSN

Ler Mais
Transporte

Transporte marítimo de granéis sólidos registra maior recuperação desde a pandemia

O transporte marítimo de granéis sólidos apresenta em 2026 o avanço mais consistente desde o período da pandemia. O movimento de recuperação alcança diferentes segmentos do mercado, incluindo Capesize, Panamax e Supramax, segundo análise da BRS Dry Bulk.

O Baltic Dry Index (BDI) chegou a superar a marca de 3.500 pontos e permaneceu próximo — e, em alguns momentos, acima — dos 3.000 pontos nos últimos meses.

Para a consultoria, o desempenho acumulado ao longo do ano tem sido positivo, faltando menos de quatro meses para o encerramento de 2026. O BDI é formado pelo BCI Capesize, com peso de 40%, pelo BPI Panamax, responsável por 30%, e pelo BSI Supramax, também com participação de 30%.

Demanda sustenta avanço do mercado de granéis

Parte da valorização do mercado foi relacionada a eventos que provocaram disrupções no transporte marítimo, como as ocorridas no Estreito de Ormuz e a congestionamento do Canal do Panamá.

A BRS Dry Bulk, no entanto, aponta que fatores estruturais também contribuíram para o desempenho dos navios graneleiros.

No segmento Capesize, dados da AXSMarine indicam que as toneladas-milha acumuladas por embarcações com capacidade superior a 160 mil dwt ficaram bem acima dos níveis observados em anos anteriores.

Outro destaque foi a ausência das correções sazonais normalmente registradas em abril e julho. Segundo a análise, o comportamento indica uma demanda subjacente mais resistente.

Esse cenário levou a rota de referência C5TC, calculada com base em um navio de 180 mil dwt, a registrar média próxima de US$ 40 mil por dia em agosto.

Minério de ferro da África Ocidental ganha espaço

O desempenho dos Capesize também está relacionado ao aumento das exportações de minério de ferro provenientes da África Ocidental.

A Guiné embarcou 10 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, enquanto no mesmo período de 2025 os volumes eram praticamente inexistentes. Serra Leoa e Libéria movimentaram, respectivamente, 9,2 milhões e 10,7 milhões de toneladas.

Com esses resultados, os embarques da região superaram os volumes originados na África do Sul.

As maiores distâncias entre os produtores da África Ocidental e os compradores asiáticos aumentam a importância da região para as viagens de longa distância realizadas pelos navios Capesize.

A BRS Dry Bulk também destaca a entrada em operação do Wontanara, primeiro de cinco navios de transbordo construídos para a SimFer. A expectativa é que as embarcações contribuam para reduzir gargalos logísticos à medida que a produção da mina de Simandou avance.

Carvão impulsiona segmentos Panamax e Kamsarmax

Nos mercados de Panamax e Kamsarmax, o carvão ganhou participação ao longo do ano. Entre janeiro e agosto, os dois segmentos transportaram juntos 382,9 milhões de toneladas, alta de 5,4% em relação ao mesmo período anterior.

O crescimento ficou acima da expansão de 1,9% registrada pelo comércio marítimo global de carvão.

De acordo com a BRS Dry Bulk, a aceleração observada em maio e junho coincidiu com preços mais elevados do gás, aumento da demanda por refrigeração, redução da geração hidrelétrica em algumas regiões asiáticas e interrupções temporárias na produção de minas chinesas.

O transporte de grãos dos Estados Unidos para a China também contribuiu para alterar a dinâmica do mercado. Parte desses carregamentos evitou as rotas pelo Canal do Panamá e Canal de Suez, ampliando a utilização de navios de médio porte em viagens mais longas.

China amplia participação no Pacífico

O mercado de graneleiros com equipamentos de carga, conhecidos como geared bulk carriers, também apresentou mudanças no Pacífico. As embarcações desse segmento têm capacidade entre 25 mil e 68 mil dwt.

Entre janeiro e agosto, a China movimentou 120,9 milhões de toneladas, superando os 104 milhões de toneladas da Indonésia, que tradicionalmente ocupa posição de destaque na geração de cargas para esses navios na região.

O cenário ainda inclui o crescimento dos embarques de carvão russo para portos do Extremo Oriente e o avanço das cargas agrícolas provenientes do Canadá e dos Estados Unidos.

Somente os embarques agrícolas desses dois países chegaram a 20,89 milhões de toneladas, crescimento de 23% na comparação anual.

Mercado ganha distribuição geográfica mais equilibrada

Na avaliação da BRS Dry Bulk, a combinação desses fluxos está modificando a distribuição das cargas no Pacífico.

O aumento da atividade na China, no Extremo Oriente russo e no Pacífico Norte amplia as oportunidades de transporte para os graneleiros e reduz a dependência do mercado em relação à Indonésia, tradicionalmente concentrada como principal origem de cargas na região.

Esse movimento contribui para uma base de cargas mais distribuída geograficamente e reforça a recuperação do mercado de transporte marítimo de granéis sólidos em 2026.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

Ler Mais
Informação

Minério de ferro recua pelo quinto dia seguido com aumento da oferta e pressão sobre siderúrgicas

Os preços futuros do minério de ferro registraram nova queda nesta terça-feira, acumulando a quinta sessão consecutiva de perdas. O movimento ocorre em meio ao crescimento dos embarques globais da commodity e à pressão provocada pelos preços elevados do coque, que vêm reduzindo as margens de lucro das siderúrgicas e afetando as perspectivas para a demanda pelo minério.

Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato de minério de ferro com maior negociação, com vencimento em janeiro, caiu 0,56%, para 707,5 iuanes (US$ 105,40) por tonelada.

Em Cingapura, o contrato de referência para outubro recuava 0,3%, cotado a US$ 95,30 por tonelada.

Embarques globais de minério de ferro aumentam

Dados da consultoria Mysteel mostram que os embarques globais de minério de ferro cresceram 1,59 milhão de toneladas na comparação semanal. Na semana encerrada em 13 de setembro, foram transportadas 35,17 milhões de toneladas.

O avanço da oferta ocorre ao mesmo tempo em que o mercado enfrenta sinais de enfraquecimento da demanda, aumentando a pressão sobre as cotações da matéria-prima utilizada na produção de aço.

Preço do coque reduz margem das siderúrgicas

Os preços do coque continuam elevados, enquanto algumas usinas siderúrgicas entraram em períodos de manutenção diante de uma oferta mais limitada do combustível utilizado na fabricação do aço.

Analistas do Shanghai Metals Market afirmaram, em relatório, que esse cenário vem afetando a demanda considerada mais rígida por minério de ferro.

Com a demanda em retração e a oferta permanecendo relativamente estável, os especialistas avaliam que os preços do minério devem continuar pressionados no curto prazo.

Produção de aço da China atinge menor nível em oito meses

Outro fator que pesa sobre o mercado é a redução da produção de aço bruto da China. Em agosto, a produção diária caiu 3% em relação a julho e atingiu o menor patamar em oito meses.

A retração ocorreu em um cenário de forte queda nas margens de lucro das siderúrgicas chinesas, levando algumas empresas a reduzir o ritmo das operações.

Como a China é um dos principais mercados consumidores de minério de ferro, mudanças na produção de aço têm impacto direto sobre as perspectivas de demanda pela commodity.

Mercado imobiliário chinês continua enfraquecido

O desempenho do mercado imobiliário da China também contribui para o ambiente de cautela. Os preços de imóveis residenciais novos voltaram a cair em agosto, sinalizando que o setor continua enfrentando dificuldades.

A persistência da fraqueza no mercado imobiliário reduz as expectativas de uma recuperação mais forte da demanda interna chinesa e limita as perspectivas para segmentos intensivos no uso de aço.

Estoques podem ser recompostos antes dos feriados

Apesar do cenário negativo, as siderúrgicas chinesas podem aumentar parcialmente suas compras de minério de ferro para recompor estoques antes dos feriados previstos para o fim do mês.

Analistas da corretora Chaos Ternary Futures, porém, avaliam que a forte deterioração das margens das siderúrgicas deve limitar esse movimento de reposição.

Assim, mesmo com uma possível recuperação pontual das compras, o mercado segue sob influência do aumento da oferta, da menor produção de aço e das dificuldades enfrentadas pelo setor imobiliário chinês.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

Ler Mais
Portos

Porto Piauí inicia transbordo offshore de minério de ferro com destino à China

Operação marca nova fase da atividade comercial do terminal e utiliza sistema que permite transferir cargas de embarcações menores para um navio de grande porte em alto-mar

O Porto Piauí iniciou neste domingo (16) uma nova etapa de sua operação comercial com o carregamento do navio oceânico Marine Victory. A embarcação receberá minério de ferro produzido no Piauí e seguirá posteriormente com destino à China.

A operação utiliza o sistema de transbordo offshore, também chamado de transhipment, no qual a carga é transportada por embarcações menores até uma área marítima e transferida para um navio de maior porte fundeado ao largo da costa.

Marine Victory receberá até 120 mil toneladas

Segundo Raimundo Dias, presidente da Companhia Porto Piauí, o Marine Victory tem capacidade para transportar 120 mil toneladas e é o maior navio envolvido nesta primeira operação de transbordo offshore.

O carregamento começou com a integração das embarcações responsáveis pelo deslocamento do minério entre o terminal portuário e a área de operação em alto-mar. A previsão é que o processo seja concluído nos próximos dias, quando o navio oceânico deverá iniciar a viagem rumo ao mercado chinês.

Quatro embarcações participam da operação

O sistema reúne quatro embarcações trabalhando de maneira coordenada. Além do Marine Victory, participam dois navios com capacidade aproximada de 10 mil toneladas cada: o Konta II e o Konta III.

A operação conta ainda com uma embarcação intermediária, com capacidade para cerca de 35 mil toneladas, que atua como uma espécie de navio-pulmão. Sua função é auxiliar na manutenção do fluxo de minério durante o transbordo.

As embarcações menores realizam o transporte da carga entre o Porto Piauí e a área offshore. Enquanto uma unidade descarrega o minério, outra pode retornar ao terminal para receber uma nova carga, mantendo o ciclo de abastecimento do navio oceânico.

Sistema mantém fluxo contínuo de minério

De acordo com Raimundo Neto, o Konta II participa do descarregamento durante a operação, enquanto o Konta III permanece no porto para receber nova carga. A dinâmica permite estabelecer um fluxo contínuo entre o terminal e o ponto de transbordo no mar.

O modelo de transhipment de minério de ferro é utilizado para viabilizar o carregamento de navios de grande capacidade mesmo quando as características do terminal não permitem a entrada dessas embarcações de maior porte.

Operação amplia capacidade de exportação pelo Piauí

O início do transbordo offshore ocorre poucos meses após a primeira atracação de um navio de carga no Porto Piauí. Em junho, o Konta II entrou no canal de navegação e atracou no Berço 401, dando início à movimentação de cargas no Terminal de Uso Privado do complexo portuário.

Com 109 metros de comprimento, a embarcação tem capacidade para transportar aproximadamente 10 mil toneladas de minério de ferro por viagem. Depois do carregamento no terminal, a carga é encaminhada para uma embarcação de maior porte na área offshore.

A utilização do transbordo em alto-mar permite concentrar grandes volumes de minério em navios oceânicos, ampliando o potencial de exportação pelo litoral do Piauí e conectando a produção mineral do estado ao mercado internacional.

FONTE: Cidade Verde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Juliana Oliveira

Ler Mais
Informação

Minério de ferro atinge menor nível em um ano na China com crise nas siderúrgicas

Os preços do minério de ferro ampliaram as perdas nesta quinta-feira (30) e atingiram o menor patamar em um ano no mercado chinês. A desvalorização é impulsionada pelo agravamento das dificuldades enfrentadas pelas siderúrgicas da China, além da expectativa de redução na produção de ferro-gusa nas próximas semanas.

O cenário reforça as preocupações com a demanda pela matéria-prima e pressiona as cotações nos principais mercados internacionais.

Contratos futuros registram forte queda

Na Bolsa de Dalian, o contrato mais negociado de minério de ferro para entrega em setembro recuou 3,31%, encerrando o dia cotado a 715 iuanes (cerca de US$ 99,80) por tonelada. O valor representa o menor nível desde 2 de julho de 2025.

Já na Bolsa de Cingapura, a commodity também operava em baixa. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o contrato era negociado a US$ 95,85 por tonelada, queda de 2,3%, alcançando a menor cotação desde fevereiro.

Siderúrgicas seguem pressionadas

De acordo com Wang Jianhua, analista-chefe da consultoria Mysteel, o setor siderúrgico chinês deve continuar enfrentando um ambiente desfavorável ao longo do próximo mês. Segundo ele, a tendência é de continuidade da queda nos preços, e apenas cortes expressivos na produção poderão contribuir para reequilibrar o mercado.

Levantamento da Mysteel mostra que as perdas médias das siderúrgicas localizadas em Tangshan já superam 100 iuanes por tonelada e seguem aumentando.

Produção de ferro-gusa deve continuar recuando

Outro fator que pesa sobre o mercado é a desaceleração da produção de ferro-gusa, que registrou três semanas consecutivas de queda durante julho.

A analista Yang Huidan, da corretora Guoyuan Futures, avalia que a produção deverá diminuir ainda mais em agosto. Ao mesmo tempo, os estoques de minério de ferro nos portos chineses permanecem elevados e tendem a crescer, ampliando a pressão sobre os preços.

Estoques elevados aumentam pressão sobre o mercado

Segundo Zhang Kunfei, analista da Datong Securities, o consumo diário de minério de ferro pelas siderúrgicas continua em retração. Com estoques elevados e menor demanda, o setor entrou em um ciclo de enfraquecimento dos custos de produção, fator que mantém as cotações sob pressão.

Especialistas avaliam que, enquanto não houver redução significativa da oferta ou recuperação da demanda, o mercado deverá permanecer em um cenário de baixa para a commodity.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carla Gottgens/Bloomberg

Ler Mais
Exportação

Exportações do Brasil para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026

O comércio entre Brasil e China alcançou um novo marco em 2026. As exportações brasileiras para a China somaram US$ 58,3 bilhões no primeiro semestre, o maior valor já registrado para o período. As importações de produtos chineses também atingiram um recorde histórico, totalizando US$ 38,5 bilhões.

Os dados são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que reforça a posição da China como o principal parceiro comercial do Brasil.

Commodities lideram vendas brasileiras ao mercado chinês

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas commodities brasileiras, com destaque para soja, petróleo, minério de ferro e carne bovina, que seguem como os principais produtos exportados para o país asiático.

Segundo o CEBC, a China absorveu:

  • 69,5% de toda a soja exportada pelo Brasil;
  • 68,6% do minério de ferro;
  • 54% do petróleo;
  • 53% da carne bovina.

O resultado evidencia a forte dependência da demanda chinesa para setores estratégicos do agronegócio e da mineração brasileira, mesmo em um cenário de instabilidade no comércio internacional.

China amplia vantagem como principal parceiro comercial

No primeiro semestre, a China respondeu por 31,6% das exportações brasileiras, quase três vezes mais do que os Estados Unidos, segundo maior destino dos produtos nacionais.

No fluxo de importações, a liderança também ficou com o país asiático, responsável por 27% de todas as compras realizadas pelo Brasil no exterior, praticamente o dobro da participação norte-americana.

O saldo da balança comercial entre os dois países permaneceu positivo para o Brasil, com um superávit de US$ 19,8 bilhões, equivalente a 47% do superávit comercial brasileiro, que totalizou US$ 42,4 bilhões no período.

Soja, petróleo e minério registram resultados históricos

A soja continuou sendo o principal item da pauta exportadora brasileira para a China. As vendas chegaram a US$ 20,2 bilhões, crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando 34,7% de tudo o que o Brasil exportou ao mercado chinês.

Já as exportações de petróleo alcançaram um recorde de US$ 15,1 bilhões. De acordo com o CEBC, as tensões geopolíticas no Oriente Médio favoreceram o Brasil como fornecedor alternativo para a China, impulsionando os maiores faturamentos mensais da série histórica em março, abril e junho de 2026.

As vendas de minério de ferro cresceram 9,4%, atingindo US$ 9,2 bilhões, enquanto as exportações de carne bovina também bateram recorde, somando US$ 4,8 bilhões no semestre.

Veículos eletrificados puxam importações chinesas

Do lado das importações, o principal destaque ficou para os veículos eletrificados chineses, incluindo modelos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

As compras desse segmento totalizaram US$ 5,3 bilhões entre janeiro e junho. Segundo o CEBC, o avanço ocorreu devido à antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% sobre esses veículos, aplicada a partir de julho.

A China foi responsável por 88% de todas as importações brasileiras desse segmento durante o período.

São Paulo lidera importações; Rio de Janeiro se destaca nas exportações

Entre os estados brasileiros, São Paulo concentrou 24,3% das importações de produtos chineses, seguido por Santa Catarina, com 20,3%, e Espírito Santo, com 12,2%.

No estado capixaba, os veículos elétricos responderam por 65% das compras vindas da China, enquanto o Porto de Vitória foi responsável por 57% do desembarque desses veículos no Brasil.

Nas exportações, o Rio de Janeiro liderou o ranking nacional, com US$ 13,6 bilhões em vendas para a China, o equivalente a 23,3% das exportações brasileiras destinadas ao país asiático. O petróleo representou 94% da pauta fluminense, consolidando o estado como um dos principais protagonistas da relação comercial entre os dois países.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: 3dmitry/Getty Images

Ler Mais
Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

Ler Mais
Portos

Porto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

O Porto Sudeste, localizado em Itaguaí (RJ), utiliza uma estrutura de grande porte para manter o transporte de minério de ferro em operação contínua. O terminal reúne equipamentos de alta capacidade, como viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios, formando uma cadeia logística que conecta a ferrovia aos embarques marítimos sem interrupções.

Especializado na movimentação de granéis sólidos, o complexo foi projetado para operar grandes volumes de carga com máxima eficiência, reduzindo paradas e aumentando a produtividade.

Viradores de vagões iniciam a movimentação do minério

A operação começa com a chegada dos trens carregados de minério. No terminal, dois viradores de vagões descarregam o material a uma capacidade de até 8.880 toneladas por hora cada.

Essa etapa é considerada estratégica, pois abastece toda a estrutura seguinte. Qualquer redução no ritmo da descarga impacta diretamente o transporte interno, o armazenamento e o carregamento dos navios.

Correias transportadoras conectam toda a operação

Após a descarga ferroviária, o minério segue por uma extensa rede de correias transportadoras, responsáveis por levar a carga até os pátios de estocagem e, posteriormente, aos berços de atracação.

Segundo informações do Porto Sudeste, essas estruturas podem alcançar 12 quilômetros de extensão e transportar até 12 mil toneladas por hora.

Diferentemente da movimentação feita por caminhões, o sistema funciona de forma contínua, garantindo maior eficiência no deslocamento de grandes volumes de minério ao longo do terminal.

Empilhadeiras recuperadoras organizam os estoques

Nos pátios de armazenagem, quatro empilhadeiras recuperadoras entram em ação para organizar o minério e devolvê-lo ao sistema quando chega o momento do embarque.

Cada equipamento possui lança de 60 metros e capacidade operacional de até 12 mil toneladas por hora.

Além de formar pilhas de estocagem, essas máquinas recuperam o material e o encaminham novamente às correias transportadoras, mantendo o fluxo constante da operação logística.

Carregadores de navios encerram o ciclo operacional

Na etapa final, dois carregadores de navios recebem o minério transportado pelas correias e realizam a distribuição da carga nos porões das embarcações.

Cada equipamento movimenta até 12 mil toneladas por hora, permitindo que o carregamento acompanhe o ritmo iniciado na ferrovia.

Essa sincronização evita gargalos e garante que toda a cadeia logística funcione de maneira integrada, desde a chegada do minério ao terminal até sua exportação.

Terminal movimenta granéis sólidos e líquidos

Além das operações com minério de ferro, o Porto Sudeste também atua na movimentação de granéis líquidos, especialmente produtos ligados à cadeia de óleo do pré-sal.

A capacidade atual do terminal é de até 50 milhões de toneladas por ano, entre granéis sólidos e líquidos, com licença ambiental que permite futura expansão para 100 milhões de toneladas anuais.

A localização estratégica em Itaguaí fortalece a integração entre o transporte ferroviário e o comércio marítimo internacional.

Integração das máquinas garante alta produtividade

O desempenho do Porto Sudeste depende da perfeita coordenação entre todos os equipamentos. Cada etapa possui capacidade compatível para impedir interrupções no fluxo da carga.

Enquanto terminais de contêineres trabalham com unidades individuais movimentadas por guindastes, a logística do minério opera em fluxo contínuo, semelhante a uma grande esteira industrial.

Nesse modelo, viradores de vagões, correias transportadoras, empilhadeiras recuperadoras e carregadores de navios atuam como partes de um único sistema, permitindo embarques em larga escala e sustentando uma operação essencial para as exportações brasileiras de minério de ferro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto SudestePorto Sudeste opera máquinas gigantes para movimentar até 12 mil toneladas de minério por hora

Ler Mais
Portos

Porto de Formosa retoma operações e volta a movimentar cargas após 10 anos

Após cerca de uma década sem operações de carga, o Porto de Formosa está prestes a retomar suas atividades comerciais, marcando um novo capítulo para a logística portuária no nordeste da Argentina. O reinício das operações será oficializado com a chegada de um comboio de barcaças ao terminal provincial, devolvendo ao porto sua função estratégica no transporte fluvial da região.

A reativação do terminal representa uma nova alternativa para a movimentação de mercadorias por meio da hidrovia regional, fortalecendo a integração logística e ampliando a capacidade de escoamento de cargas.

Operação envolve embarcações do Paraguai e do Brasil

Toda a coordenação necessária para a chegada das embarcações foi conduzida pela estatal Recursos y Energía Formosa S.A. (REFSA), responsável pela gestão do projeto.

A operação contará com o rebocador paraguaio TITAN e duas barcaças brasileiras, identificadas como LHG 2I1 0042 e LHG 2I1 0234, que transportarão uma carga considerada estratégica para o desenvolvimento industrial da província.

Minério e calcário abastecerão projeto de biosiderurgia

Os materiais transportados são minério de ferro e calcário, insumos que serão destinados ao projeto de biosiderurgia de Formosa. A carga será utilizada em testes operacionais, calibração de equipamentos pesados e treinamento das equipes técnicas que atuarão no complexo industrial.

Essa etapa é considerada fundamental para a preparação da estrutura antes do início oficial das atividades da unidade.

Fiscalização reforçada garante segurança da operação

Como as embarcações e a carga têm origem internacional, a movimentação exige uma série de procedimentos de controle e fiscalização. A operação conta com a participação da Prefeitura Naval Argentina, além dos órgãos nacionais responsáveis pelas áreas de alfândega, imigração e supervisão portuária.

O desembarque dos materiais seguirá protocolos específicos para assegurar a conformidade com a legislação vigente e garantir a segurança durante todo o processo de descarga e transferência.

Porto aguarda autorizações finais para retomada definitiva

Paralelamente às operações de teste, a REFSA concluiu o envio da documentação técnica e das certificações exigidas pela Agência Nacional de Portos e Navegação da Argentina (ANPyN).

O processo encontra-se agora na fase final de análise administrativa, etapa necessária para a obtenção das autorizações definitivas emitidas pela Prefeitura Naval.

Com a aprovação dos órgãos competentes, o Porto Novo de Formosa deverá consolidar seu retorno às atividades comerciais e ampliar sua participação no sistema da Hidrovia Paraguai-Paraná, corredor estratégico para o transporte de cargas a granel e para a integração logística do Cone Sul.

FONTE: DataPortuaria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook