Internacional

Nova mina nos EUA pode reduzir demanda por pelotas de minério de ferro do Brasil

Um novo projeto de mineração e siderurgia nos Estados Unidos pode diminuir a dependência americana das pelotas de minério de ferro brasileiras. Anunciado pelo presidente Donald Trump na segunda-feira (28), na Casa Branca, o empreendimento prevê a construção de uma siderúrgica de US$ 15 bilhões em Iowa, que será abastecida por minério produzido em uma nova mina em Minnesota.

A empresa Mesabi Metallics já destinou US$ 2,5 bilhões ao projeto da mina. Somados, os investimentos chegam a US$ 17,5 bilhões.

Projeto pretende substituir matéria-prima importada

Ao explicar a integração entre a mina e a futura siderúrgica, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, destacou a dependência do país em relação às importações brasileiras.

Segundo Lutnick, os Estados Unidos recorrem principalmente ao Brasil para adquirir as pelotas de minério de ferro, utilizadas como matéria-prima na produção de aço.

A proposta da Mesabi Metallics é utilizar na siderúrgica de Iowa as pelotas produzidas a partir do minério extraído e processado em Minnesota. Dessa forma, a cadeia produtiva passaria a contar com uma fonte doméstica de matéria-prima.

Tarifas sobre aço são citadas como incentivo

Lutnick relacionou os investimentos às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre o aço importado, previstas na Seção 232 da legislação comercial americana.

Na avaliação do secretário, as medidas tarifárias foram determinantes para viabilizar tanto a mina quanto a nova siderúrgica.

As tarifas sobre o aço importado, entretanto, não incidem automaticamente sobre as pelotas de minério de ferro, já que o produto é utilizado como insumo na fabricação do aço.

O governo americano defende que a produção doméstica avance para reduzir a necessidade de matérias-primas provenientes de outros países. Segundo Lutnick, a intenção é ampliar a fabricação nos Estados Unidos, inclusive buscando custos competitivos em relação ao aço produzido internamente e ao aço importado da China.

EUA são mercado relevante para pelotas brasileiras

A possível expansão da produção americana ocorre em um mercado que já representa uma parcela importante das exportações brasileiras de pelotas.

Entre janeiro e agosto de 2026, os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das pelotas de minério de ferro do Brasil, atrás de Egito e Coreia do Sul.

Nesse período, as vendas brasileiras para o mercado americano alcançaram US$ 252,3 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Brasil liderou vendas aos EUA em 2025

O mercado americano teve participação ainda maior nas exportações brasileiras em 2025. Naquele ano, os Estados Unidos chegaram a ocupar a primeira posição entre os destinos das pelotas brasileiras.

Somente no segundo trimestre de 2025, os americanos compraram US$ 119,16 milhões do produto, o equivalente a 17,8% das exportações brasileiras de pelotas no período, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de pelotas de minério de ferro para os Estados Unidos totalizaram US$ 298,6 milhões.

A entrada em operação de uma cadeia integrada de mineração e siderurgia nos Estados Unidos, portanto, poderá alterar o espaço ocupado pelo Brasil nesse mercado, caso a produção de Minnesota passe a atender parte relevante da demanda americana por matéria-prima.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Informação

CSN Mineração reduz produção de minério em MG após alta do frete

A CSN Mineração anunciou na terça-feira (29) uma redução temporária na produção de minério de ferro de baixa qualidade no complexo de Pires, em Ouro Preto (MG). A medida foi adotada diante do aumento dos custos de frete e de um cenário mais restritivo para o mercado de minério.

A mudança afeta a unidade de beneficiamento a seco do complexo e também levou a companhia a revisar suas projeções para 2026, tanto para a produção quanto para a aquisição de minério de terceiros.

Produção de minério será menor em 2026

Com a revisão, a previsão de produção e compras de minério de terceiros da CSN Mineração caiu de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para uma faixa entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas em 2026.

A empresa também atualizou a estimativa para o custo caixa C1, indicador utilizado para medir os custos diretos relacionados à produção do minério.

A projeção anterior, que variava de US$ 22 a US$ 23,50 por tonelada, passou para US$ 25 a US$ 26 por tonelada.

Frete pressiona margens do minério de menor qualidade

Segundo a companhia, a decisão está relacionada ao ambiente mais pressionado do mercado, especialmente ao impacto da alta do frete sobre as margens do minério de ferro de menor qualidade.

Nesse cenário, a redução das atividades no complexo de Pires busca adequar a produção às atuais condições econômicas do produto.

A CSN Mineração destacou, porém, que a medida tem caráter temporário. A produção poderá ser retomada caso o mercado volte a apresentar condições que permitam margens consideradas adequadas para esse tipo de minério.

Compras de minério de terceiros também serão reduzidas

Além de diminuir a produção própria, a companhia prevê menores volumes de compra de minério de terceiros nos próximos meses.

Essa expectativa também foi considerada na revisão das projeções para 2026 e contribuiu para a redução da estimativa total de volumes.

Novas estimativas serão divulgadas pela companhia

As projeções atualizadas serão incorporadas ao Formulário de Referência da CSN Mineração e disponibilizadas nos sistemas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na página de relações com investidores da empresa.

A companhia ressaltou que as estimativas estão sujeitas a fatores de mercado que não estão sob seu controle. Por isso, os números apresentados para 2026 ainda poderão ser revisados novamente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CSN

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Informação

Nova lei dos minerais críticos prevê até R$ 7 bilhões em incentivos para o setor

O Brasil terá uma nova política para estimular a exploração e o processamento de minerais críticos e estratégicos, incluindo as chamadas terras raras. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (16), a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) prevê até R$ 7 bilhões em mecanismos de incentivo para ampliar a produção nacional e agregar valor aos recursos minerais.

Esses minerais são considerados importantes para setores como tecnologia, defesa e transição energética. Apesar de possuir grandes reservas, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para transformar seu potencial geológico em produção em escala.

Brasil tem grandes reservas de terras raras

O cenário das terras raras mostra a distância entre o potencial brasileiro e a produção efetiva. O país possui aproximadamente 21 milhões de toneladas em reservas, segundo os dados citados na proposta, ficando atrás apenas da China nesse ranking.

Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou 62 projetos relacionados a terras raras no território nacional. As iniciativas estão em diferentes fases, que vão desde a prospecção até estudos técnico-econômicos mais avançados.

Apesar do número de projetos, apenas um empreendimento está em produção comercial: o projeto Pela Ema, da Serra Verde, localizado em Minaçu, Goiás. A operação começou a produzir em escala comercial em 2024 e foi adquirida recentemente pela empresa americana USA Rare Earth por aproximadamente US$ 2,8 bilhões.

Como funcionarão os incentivos aos minerais críticos

O principal instrumento criado pela nova política é o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

O programa permitirá que empresas convertam em crédito fiscal até 20% das despesas realizadas com atividades de mineração urbana, beneficiamento e transformação dos minerais contemplados.

O mecanismo terá um limite de R$ 1 bilhão por ano entre 2030 e 2034. Para ter acesso ao incentivo, cada empreendimento deverá ser previamente aprovado pelo conselho criado pela nova legislação.

A proposta busca estimular não apenas a extração, mas principalmente as etapas de processamento e transformação mineral, consideradas fundamentais para aumentar o valor agregado produzido no país.

Fundo terá até R$ 5 bilhões em garantias

Outra frente da política é o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM).

A União poderá fazer um aporte inicial de até R$ 2 bilhões. Com a participação de estados, municípios e entidades privadas, a estrutura poderá alcançar até R$ 5 bilhões.

O fundo terá a função de oferecer garantias e reduzir os riscos associados a projetos de minerais críticos e estratégicos. O acesso, entretanto, ficará restrito a empreendimentos classificados como prioritários pelo conselho responsável pela política.

Lei busca levar projetos da exploração à produção

Grande parte dos projetos de minerais críticos ainda está nas primeiras etapas de desenvolvimento. Muitas iniciativas permanecem em fases de exploração, sondagem e testes laboratoriais.

Outras já avançaram para etapas como testes metalúrgicos, licenciamento ambiental e estudos de viabilidade técnico-econômica.

Entre os projetos de terras raras considerados mais avançados estão o Caldeira, da australiana Meteoric Resources, em Minas Gerais, e o Carina, da canadense Aclara Resources, em Goiás. A previsão apresentada para ambos é de início da produção em 2028.

É justamente nesse intervalo entre a descoberta de uma reserva e a entrada efetiva de uma mina em operação que os novos instrumentos de crédito fiscal e garantias pretendem atuar.

Processamento no Brasil é um dos objetivos

Um dos desafios do setor é avançar além da simples extração. Sem investimentos suficientes em beneficiamento e processamento mineral, o minério pode seguir o caminho da exportação em estado bruto, deixando de gerar etapas adicionais de valor dentro do país.

A nova política pretende estimular a criação de uma cadeia produtiva mais completa, envolvendo desde a mineração até a transformação dos minerais em insumos para setores industriais estratégicos.

Conselho definirá projetos prioritários

A legislação também cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), ligado à Presidência da República.

O órgão terá entre suas atribuições definir e atualizar a relação de minerais considerados críticos e estratégicos, além de selecionar projetos prioritários e participar da análise de alterações societárias envolvendo ativos minerais.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) continuará responsável pelas atividades de regulação e fiscalização que já fazem parte de suas atribuições.

Como será formado o novo conselho

O CIMCE terá uma estrutura dividida em três níveis.

  • Plenário: contará com 13 ministros, além de representantes de estados, municípios, empresas e universidades.
  • Comitê executivo: reunirá representantes de nove ministérios e ficará responsável pela aprovação e priorização dos projetos.
  • Secretaria executiva: funcionará no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e organizará o processo de análise das iniciativas.

A estrutura deverá concentrar a definição das prioridades da política nacional para minerais estratégicos.

Mapeamento geológico terá mais recursos

Além dos incentivos aos projetos, a nova política prevê reforço na produção de conhecimento sobre o subsolo brasileiro.

Segundo o governo, somente 25% do território nacional foi mapeado geologicamente até o momento.

A legislação também aumenta os recursos destinados ao Serviço Geológico do Brasil para atividades de mapeamento. O orçamento citado passa de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões.

A ampliação dos levantamentos geológicos poderá ajudar a identificar novas ocorrências minerais e melhorar o conhecimento sobre o potencial do território brasileiro.

O desafio é transformar reservas em produção

A nova política busca enfrentar uma das principais dificuldades do setor mineral brasileiro: transformar grandes reservas e projetos em produção efetiva e cadeias industriais de maior valor agregado.

Com mecanismos de crédito fiscal, garantias financeiras, estímulo ao processamento e ampliação do mapeamento geológico, a estratégia pretende criar condições para acelerar projetos considerados relevantes para a transição energética, tecnologia e indústria.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Invest News

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Exportação

Governo condiciona debate sobre imposto de exportação ao aumento da produção de minerais críticos

O governo federal pretende deixar para um momento posterior a discussão sobre a criação de um imposto de exportação para minerais críticos. A medida só deverá entrar em avaliação quando o Brasil ampliar a produção desses recursos.

A declaração foi feita na quarta-feira (16) pelo secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Anderson Arruda, após a cerimônia de sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

A nova legislação permite ao governo criar mecanismos e estabelecer condições para a exportação de minerais críticos e estratégicos. Parte das medidas, no entanto, ainda precisa ser regulamentada.

Imposto depende do aumento da produção mineral

Segundo Arruda, a possibilidade de instituir uma cobrança sobre as exportações será analisada apenas quando houver uma produção nacional mais significativa dos minerais abrangidos pela política.

O secretário afirmou que, atualmente, a produção brasileira desses recursos ainda é pequena. Por isso, uma eventual tributação das exportações seria considerada em uma etapa futura, conforme o desenvolvimento do setor.

Análise será feita mineral por mineral

A avaliação do governo não deverá seguir uma regra única para todas as commodities minerais. A proposta é analisar cada cadeia produtiva individualmente, levando em conta fatores como o volume produzido no Brasil, a capacidade de processamento nacional e as condições específicas de cada mercado.

Dessa forma, o governo deverá verificar, para cada mineral, se algum mecanismo de controle ou tributação das exportações é necessário e qual seria o momento adequado para sua eventual adoção.

Governo busca ampliar processamento no Brasil

A discussão está relacionada à estratégia de aumentar o processamento de minerais no país e estimular a agregação de valor à produção nacional.

No entanto, técnicos do setor reconhecem que as diferentes cadeias produtivas apresentam níveis distintos de desenvolvimento. Enquanto algumas já possuem estruturas mais consolidadas, outras ainda estão em fase inicial de produção.

Para determinados minerais críticos, a avaliação é que impor restrições ou tributos às exportações neste momento poderia ocorrer antes de o Brasil contar com uma cadeia produtiva nacional capaz de absorver esses materiais.

Regulamentação definirá critérios

Os critérios que poderão orientar a adoção de mecanismos sobre as exportações deverão ser detalhados na regulamentação da nova política de minerais críticos.

A definição das regras deverá considerar as particularidades de cada cadeia, incluindo a produção nacional, a capacidade de processamento e as condições do mercado.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

China anuncia 7 medidas para ampliar consumo de casas inteligentes

O governo da China anunciou um conjunto de sete medidas para estimular o consumo de eletrodomésticos inteligentes e ampliar a adoção de tecnologias voltadas às chamadas casas inteligentes.

O plano de ação foi divulgado na terça-feira (15.set.2026) por oito departamentos governamentais, entre eles o Ministério do Comércio da China.

Plano prevê incentivos e ampliação da oferta

Entre as iniciativas apresentadas estão ações para aumentar a disponibilidade de eletrodomésticos inteligentes e aperfeiçoar os sistemas de padronização do setor.

O pacote também prevê apoio a subsídios para consumidores, além do desenvolvimento de produtos adaptados às necessidades da população idosa.

Outra frente estabelecida pelo governo envolve a melhoria das cadeias de reciclagem, com medidas destinadas a aprimorar o reaproveitamento e a destinação desses equipamentos.

A estratégia busca acompanhar a expansão do mercado de tecnologia para casas inteligentes, ao mesmo tempo em que estabelece padrões para produtos e serviços relacionados ao segmento.

China divulga novas normas de segurança na mineração

Além das medidas voltadas ao consumo, a China anunciou quatro normas nacionais obrigatórias de segurança na mineração.

As regras têm como objetivo identificar e controlar riscos desde a origem das operações. Entre as determinações está a realização de um censo abrangente a cada três anos.

As normas também estabelecem requisitos técnicos de segurança para células e módulos de baterias, levando em consideração as condições específicas de funcionamento encontradas em minas subterrâneas.

Dessa forma, os novos padrões abrangem tanto a segurança dos equipamentos quanto os riscos associados ao ambiente operacional das minas subterrâneas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

PL dos minerais: governo tenta sancionar Política Nacional de Minerais Críticos nesta semana

O governo federal pretende sancionar ainda nesta semana o projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta foi aprovada pelo Senado na semana passada e agora aguarda a sanção presidencial.

A realização de uma cerimônia para marcar a sanção ainda não foi confirmada. O evento depende da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em campanha eleitoral. Segundo fontes do governo e do setor privado que acompanham as negociações, porém, a intenção é viabilizar a solenidade nos próximos dias.

Projeto cria nova política para minerais estratégicos

O texto foi encaminhado à Casa Civil na sexta-feira (4), depois de passar pelo Senado sem alterações de mérito. A proposta estabelece uma política específica para o segmento e amplia as ferramentas disponíveis ao governo para estimular o processamento de minerais no Brasil, monitorar operações estratégicas e reduzir possíveis riscos de desabastecimento.

A iniciativa também se encaixa no discurso de soberania sobre os recursos naturais, que ganhou espaço nas declarações recentes de Lula e passou a integrar sua agenda eleitoral. No pronunciamento do 7 de Setembro, o presidente voltou a mencionar as reservas brasileiras de terras raras e defendeu que esses recursos sejam transformados em desenvolvimento econômico para o país.

Regulamentação do CIMCE ficará para uma segunda etapa

Embora a sanção possa ocorrer nos próximos dias, alguns dos principais pontos da nova política ainda não têm regulamentação definida. Entre eles está o funcionamento do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), órgão ligado à Presidência da República.

O conselho terá atribuições para analisar determinadas operações e poderá, na prática, impedir negócios relacionados a ativos minerais considerados estratégicos. A legislação estabelece que deverão passar por um mecanismo de triagem situações como alterações de controle societário, operações envolvendo títulos minerários, determinados contratos internacionais e casos de participação ou influência estrangeira em empresas que possuem direitos minerários.

O principal ponto em aberto é justamente a extensão desse poder. A lei aprovada pelo Congresso deixa para o Executivo a tarefa de regulamentar o sistema de triagem e estabelecer quais critérios deverão diferenciar operações comuns daquelas capazes de representar risco à segurança econômica ou estratégica do Brasil.

Governo avalia critérios para definir operações relevantes

Entre os parâmetros analisados pelo governo estão o valor da operação, a importância estratégica do ativo e a possibilidade de uma transação afetar o abastecimento nacional.

A tendência discutida é utilizar esses fatores como filtros para evitar que toda aquisição, venda ou alteração societária envolvendo empresas de minerais críticos precise ser submetida ao CIMCE.

A definição é considerada especialmente importante porque a abrangência prevista na lei é ampla. Além das mudanças no controle de empresas, o mecanismo poderá alcançar contratos e parcerias internacionais de fornecimento que tenham potencial de impacto econômico ou geopolítico, além de transferências de títulos minerários e situações em que companhias estrangeiras tenham participação relevante ou influência significativa.

Sem critérios de proporcionalidade, a avaliação poderia alcançar uma parcela expressiva dos projetos de mineração existentes no país. O próprio governo considera que esse cenário seria inviável operacionalmente e inadequado para o funcionamento do conselho.

Setor de mineração cobra critérios objetivos

Durante a tramitação do projeto no Congresso, representantes das mineradoras defenderam que parte dos filtros fosse incluída diretamente na legislação. A intenção era diminuir a margem de decisão que ficaria nas mãos do Executivo.

As tentativas, no entanto, não avançaram. Com a eventual sanção da proposta, a discussão sobre os critérios passa agora para a fase de regulamentação. O setor privado cobra regras objetivas, transparentes e previamente conhecidas para determinar quais operações poderão ser analisadas pelo CIMCE.

A sinalização transmitida pelo governo às empresas é de que o conselho não deverá atuar como uma espécie de órgão de aprovação para transações consideradas rotineiras. A expectativa é concentrar sua atuação em negócios com relevância econômica ou estratégica suficiente para representar impacto sobre a soberania nacional.

Conselho terá até 90 dias para ser regulamentado

Apesar das diretrizes já discutidas, fontes que acompanham o processo afirmam que os critérios ainda não estão suficientemente consolidados para serem apresentados no momento da sanção.

O próprio projeto estabelece prazo de até 90 dias após a publicação da lei para que o Executivo instale formalmente e regulamente a estrutura do CIMCE.

Outras partes da nova política também dependerão de regulamentação. É o caso dos mecanismos destinados a incentivar o beneficiamento e a transformação de minerais no Brasil, incluindo exigências relacionadas à agregação de valor em produtos destinados à exportação.

Nesses casos, caberá ao Executivo estabelecer critérios, limites, procedimentos, prazos e mecanismos de acompanhamento para a aplicação das novas regras.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Terras raras no Brasil: acordo de US$ 4,5 milhões pode abrir mercado para o Japão

A canadense Aclara Resources, especializada em terras raras e listada na Bolsa de Toronto, firmou uma parceria que pode aproximar a produção mineral brasileira do mercado japonês. O acordo prevê investimentos de até US$ 4,5 milhões em atividades de exploração no Brasil e envolve a Japan Organization for Metals and Energy Security (Jogmec), agência ligada ao governo do Japão.

O objetivo da parceria é identificar depósitos de terras raras pesadas em argilas iônicas. Em um cenário de busca por novas fontes de minerais estratégicos, o acordo também pode criar uma futura rota de comercialização da produção brasileira para empresas japonesas.

Japão poderá investir até US$ 4,5 milhões na exploração

Pelos termos anunciados na terça-feira (8), a Jogmec destinará inicialmente até US$ 3 milhões para financiar trabalhos de exploração durante três anos.

Caso determinadas condições sejam atendidas, a agência japonesa poderá acrescentar outros US$ 1,5 milhão ao projeto e estender o período de exploração por mais 12 meses.

Além do financiamento, o acordo prevê mecanismos para garantir ao Japão acesso à futura produção. A Jogmec terá direitos de preferência para compras, o que, segundo a Aclara, estabelece um caminho para possíveis vendas dos minerais brasileiros ao mercado japonês.

“O acordo também cria um caminho natural para futuras vendas ao Japão por meio dos direitos de preferência da Jogmec”, afirmou Ramón Barúa, CEO da Aclara, em comunicado.

Jogmec poderá ficar com 30% de um projeto

Após realizar os aportes previstos, a organização japonesa poderá adquirir 30% de um dos projetos de exploração da Aclara no Brasil.

A participação também dará à Jogmec o direito de comprar uma quantidade da produção proporcional à sua fatia no empreendimento, além de outros 10% da produção futura. Os contratos deverão seguir condições comerciais de mercado.

A agência ainda poderá transferir sua participação e os direitos associados para uma empresa japonesa ou para um consórcio formado por companhias do país.

Durante a fase de exploração, a Aclara Resources continuará responsável pela operação. Depois dessa etapa, os investimentos adicionais serão divididos entre os parceiros conforme a participação de cada um no projeto.

Projeto Carina, em Goiás, está fora da parceria

A Aclara possui ativos de terras raras no Brasil e no Chile e trabalha na construção de uma cadeia produtiva que pretende abranger desde a extração do minério até a fabricação de ligas destinadas à produção de ímãs permanentes.

No Brasil, o principal empreendimento da companhia é o Projeto Carina, localizado em Nova Roma, Goiás. O ativo, porém, não fará parte da joint venture com a Jogmec e permanecerá sob controle integral da empresa canadense.

De acordo com estimativas da própria Aclara, o projeto demanda aproximadamente R$ 2,8 bilhões em investimentos. A expectativa é alcançar uma produção média anual de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras.

A companhia projeta o início da operação para 2028 e estima uma vida útil de 18 anos para o empreendimento.

O acordo com a Jogmec será direcionado a outras áreas de exploração da Aclara no Brasil. Até o momento, a empresa não revelou qual projeto poderá receber a participação de 30% da organização japonesa.

Para que servem as terras raras?

As terras raras são fundamentais para diversas aplicações de alta tecnologia. Entre seus principais usos estão a fabricação de ímãs permanentes, empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e diferentes equipamentos eletrônicos.

Elementos como disprósio e térbio têm papel importante nesses componentes porque ajudam a aumentar sua resistência a temperaturas elevadas.

Além dos projetos de mineração, a Aclara desenvolve uma unidade de separação de terras raras nos Estados Unidos. A companhia também mantém uma joint venture com a chilena CAP para transformar os óxidos separados em metais e ligas utilizados na fabricação de ímãs.

Por que o Japão está interessado nas terras raras brasileiras?

A parceria acontece em meio ao esforço de grandes economias para diminuir a dependência da China na cadeia global de minerais estratégicos.

Dados da Agência Internacional de Energia indicam que a China responde por aproximadamente 60% da extração mundial de terras raras usadas na produção de ímãs. A concentração é ainda maior nas etapas seguintes da cadeia: o país representa mais de 90% do refino e cerca de 95% da fabricação de ímãs permanentes.

Nesse contexto, a Jogmec busca desenvolver fontes alternativas de fornecimento fora do território japonês. A agência oferece instrumentos como financiamento, garantias, suporte técnico e participação em projetos de mineração internacionais.

Em troca, o Japão procura ampliar a segurança do abastecimento e garantir acesso à produção futura de minerais estratégicos.

Acordo representa avaliação positiva dos ativos brasileiros

Antes da formalização da joint venture, a Jogmec realizou uma avaliação técnica do portfólio de projetos da Aclara no Brasil.

Para Ramón Barúa, a entrada da organização japonesa representa uma espécie de validação independente da qualidade e do potencial dos ativos brasileiros da companhia.

O acordo, além de financiar novas etapas de exploração, pode aproximar o Brasil de um dos principais mercados interessados em diversificar o fornecimento global de minerais críticos e terras raras.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Internacional

Empresa chinesa Gulf Resources anuncia entrada no mercado de lítio e terras raras no Brasil

A chinesa Gulf Resources, produtora de bromo e sal bruto com ações negociadas na Nasdaq, anunciou na quarta-feira (26) um acordo para iniciar operações no setor mineral brasileiro. A estratégia prevê atuação em ativos de lítio, terras raras, bromo e outros minerais.

A companhia firmou, em 20 de agosto, um acordo de cooperação estratégica com a brasileira Montes Verdes Participações. A proposta é criar uma joint venture que combine os ativos minerais da empresa brasileira com a tecnologia, a experiência industrial e a estrutura comercial da Gulf Resources.

Até o momento, as companhias não divulgaram o valor que será aplicado no negócio, a participação de cada sócia na nova empresa nem quais projetos brasileiros farão parte da operação. Segundo a Gulf Resources, as negociações sobre os termos da parceria ainda estão em andamento.

Montes Verdes reúne ativos de diferentes minerais

De acordo com o comunicado da empresa chinesa, a Montes Verdes atua na exploração de ouro, manganês, lítio, bromo e terras raras.

A Gulf Resources afirma que os recursos minerais da companhia brasileira poderão ser desenvolvidos a partir da aplicação de sua experiência tecnológica e industrial.

Apesar do anúncio, ainda não foram informados quais projetos de terras raras no Brasil poderão integrar a futura joint venture. Também não há detalhes públicos sobre reservas, recursos minerais ou possíveis cronogramas de produção.

Parceria mira expansão internacional

A criação da joint venture faz parte da estratégia da Gulf Resources para ampliar sua presença fora da China. Atualmente, os negócios da companhia estão concentrados principalmente no mercado doméstico chinês.

A expectativa é unir os recursos minerais brasileiros à tecnologia, capacidade operacional e canais de comercialização da empresa chinesa, criando novas oportunidades de negócios em mercados internacionais.

A parceria também representa uma tentativa de diversificação das fontes de receita da Gulf Resources e de expansão de sua atuação em segmentos considerados estratégicos para a indústria global, como lítio e terras raras.

Meta de US$ 180 milhões em receitas em 2027

O acordo estabelece uma meta de crescimento para as operações que deverão ser incorporadas à estrutura da Gulf Resources.

Segundo o comunicado, a Montes Verdes garantiu que os negócios consolidados pela companhia chinesa deverão alcançar pelo menos US$ 180 milhões em receita em 2027.

O valor não corresponde, portanto, ao montante que será investido pela Gulf Resources no Brasil. Trata-se de uma projeção mínima de faturamento para as atividades que poderão ser integradas à empresa.

O planejamento prevê ainda crescimento anual de pelo menos 20% na receita durante os cinco anos seguintes.

As companhias, entretanto, não especificaram quais operações ou ativos deverão gerar esse volume de negócios já no próximo ano.

Gulf Resources quer reduzir dependência da China

A expansão para o Brasil está inserida em um plano mais amplo de internacionalização da Gulf Resources.

A empresa informou que pretende diminuir a dependência das operações realizadas na China e aumentar a geração de caixa proveniente de outros mercados.

No comunicado, a companhia também reconheceu que sua condição de empresa chinesa listada nos Estados Unidos e com forte concentração de negócios no mercado doméstico contribuiu para o desempenho negativo de suas ações nos últimos anos.

Com a recuperação dos preços do bromo, a Gulf Resources afirma identificar oportunidades para ampliar sua presença internacional.

Produção no Brasil ainda não tem data

A empresa chinesa avalia que a parceria com a Montes Verdes poderá abrir espaço para negócios envolvendo bromo, sal bruto, lítio e outros minerais, além de ampliar a geração de caixa fora da China.

Ainda não há, porém, uma previsão para a constituição formal da joint venture.

Também permanecem sem definição os ativos brasileiros que serão transferidos para a nova empresa e a data para eventual início da produção mineral no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Tecnologia

China coloca em operação o primeiro caminhão de mineração elétrico com bateria de sódio

A China deu um passo inédito no setor de mineração ao colocar em operação o primeiro caminhão de mineração 100% elétrico movido por baterias de íons de sódio. O veículo começou a operar na mina da Sanyou, localizada em Tangshan, no norte do país, marcando um avanço no desenvolvimento de soluções para transporte pesado com menor impacto ambiental.

O projeto foi desenvolvido pela HiNa Battery em parceria com a Tonly Heavy Industry, utilizando como base a plataforma do caminhão fora de estrada TLE120, projetada para operações em minas.

Bateria de sódio oferece recarga rápida e longa vida útil

O caminhão utiliza o sistema de baterias da série Haixing, com capacidade total de 676 kWh e densidade energética superior a 165 Wh/kg nas células. A configuração foi projetada para atender às exigências do transporte de grandes cargas em percursos curtos, comuns na atividade mineradora.

Segundo a fabricante, a recarga completa pode ser realizada em um intervalo entre 20 e 25 minutos. Além disso, a bateria suporta mais de 8 mil ciclos de carga, mesmo com uso frequente de carregamento rápido, garantindo uma vida útil semelhante à do próprio veículo.

Por que apostar em baterias de sódio?

As baterias de íons de sódio vêm ganhando espaço como alternativa às tradicionais baterias de lítio, principalmente em aplicações industriais.

Entre as principais vantagens está o melhor desempenho em temperaturas extremamente baixas. Esse tipo de bateria perde menos capacidade durante o frio intenso, característica importante para operações em minas a céu aberto no norte da China.

Outro benefício é a redução das emissões de poluentes e do nível de ruído em comparação aos caminhões movidos a diesel, que ainda predominam no setor de mineração.

Tecnologia já passou por testes em veículos pesados

Antes da estreia do caminhão de mineração, a HiNa Battery participou de outro projeto envolvendo baterias de sódio. Em junho, a montadora FAW Jiefang concluiu testes com um cavalo-mecânico elétrico equipado com uma bateria de 339 kWh.

De acordo com a empresa, o veículo percorreu mais de 15 mil quilômetros ao longo de quase sete meses de avaliações e manteve mais de 90% da capacidade útil mesmo operando em temperaturas de até 40°C negativos.

Baterias de sódio ainda enfrentam desafios

Apesar dos avanços, a tecnologia ainda encontra obstáculos para se popularizar no mercado de veículos de passeio.

Um dos principais desafios é a densidade energética, inferior à das baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP). Como exemplo, a versão anterior do caminhão TLE120, equipada com bateria de lítio, oferecia 801 kWh, capacidade superior à da nova versão com bateria de sódio.

Outro fator é o custo de produção. Atualmente, a HiNa Battery estima que as células de sódio custem entre 0,5 e 0,7 yuan por Wh, enquanto as de lítio variam entre 0,3 e 0,5 yuan por Wh.

A expectativa da empresa é reduzir esse valor até 2027 ou 2028, tornando as baterias de sódio mais competitivas no mercado.

Projeto servirá como base para novas tecnologias

Durante a operação na mina, o caminhão será monitorado para coletar dados sobre desempenho, autonomia e resistência em condições reais de trabalho.

As informações devem contribuir para o desenvolvimento de futuras versões do veículo. Paralelamente, a Tonly Heavy Industry já disponibiliza um sistema de troca rápida de baterias para caminhões de mineração, reforçando a aposta da empresa em soluções para eletrificação do transporte pesado.

FONTE: Auto Papo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hina Battery

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Exportação

Congo proíbe exportação de concentrados de cobre e cobalto para fortalecer processamento interno

A República Democrática do Congo anunciou a proibição imediata das exportações de concentrados de cobre e concentrados de cobalto, em uma nova estratégia para impulsionar o processamento mineral dentro do país e aumentar a geração de valor na cadeia de mineração.

A decisão foi oficializada por meio de uma ordem governamental assinada pelos ministérios das Minas, do Comércio Exterior e da Economia. O documento prevê que, em situações consideradas estratégicas, poderão ser concedidas autorizações excepcionais para exportação com validade de até um ano.

Além da restrição às exportações, o governo criou um novo regime tributário para subprodutos minerais economicamente relevantes, com período de transição de três meses para adaptação do setor.

Objetivo é fortalecer a indústria mineral nacional

Maior fornecedor mundial de cobalto e um dos principais produtores de cobre, o Congo pretende ampliar sua capacidade de beneficiamento local e reduzir a dependência da exportação de matérias-primas com baixo valor agregado.

Segundo o governo, a medida busca incentivar as empresas de mineração a comercializar produtos minerais com maior nível de processamento, fortalecendo a indústria nacional e aumentando a participação do país nas receitas geradas pela exploração de seus recursos naturais.

Essa não é a primeira iniciativa do tipo. Restrições semelhantes foram adotadas em 2013, 2019 e 2023, embora, em alguns casos, tenham sido concedidas exceções devido à capacidade limitada das fundições locais.

Mercado reage com alta do cobre

Após a divulgação da decisão, o mercado internacional reagiu rapidamente. O contrato de referência do cobre negociado na Bolsa de Metais de Londres (LME) chegou a subir 1,8%, atingindo US$ 14.369,50 por tonelada, o maior valor desde o fim de janeiro.

A valorização reflete a preocupação dos investidores com possíveis impactos na oferta global do metal, utilizado amplamente em setores como infraestrutura, eletrificação e transição energética.

Maior parte da produção já é refinada no país

Dados oficiais mostram que a maior parte do cobre produzido no Congo já é exportada na forma de metal refinado.

No primeiro trimestre de 2026, o país embarcou cerca de 696,7 mil toneladas de cátodos de cobre, enquanto as exportações de concentrados somaram aproximadamente 53,9 mil toneladas, contendo pouco mais de 18,8 mil toneladas de cobre metálico.

No mesmo período, também foram exportadas cerca de 51,9 mil toneladas de hidróxido de cobalto, equivalentes a aproximadamente 17 mil toneladas de metal.

Impacto deve ser concentrado em operações específicas

Especialistas avaliam que a nova restrição deverá afetar apenas parte das operações de mineração instaladas no país.

Segundo o analista Christian-Geraud Neema, do China-Global South Project, a maior parcela da produção de cobre e cobalto já passa por processamento local antes da exportação, o que reduz os efeitos da medida para a maioria das empresas.

Entre os empreendimentos potencialmente mais impactados está o complexo Kamoa-Kakula, que ainda exporta parte da produção de concentrados com base em autorizações especiais.

Nova tributação inclui subprodutos minerais

Além da proibição das exportações, o governo congolês estabeleceu novas regras para a tributação de subprodutos gerados durante o refino mineral.

O regime abrange minerais recuperados em pequenas concentrações durante o processamento e determina critérios específicos para cálculo do valor tributável, além da cobrança de royalties em conjunto com o mineral principal.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Jonny Hogg

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