Informação

Aprendendo a Exportar lança módulo sobre União Europeia para orientar empresas brasileiras

Empresas interessadas em ampliar sua presença no mercado internacional passam a contar com um novo conteúdo na plataforma Aprendendo a Exportar. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um módulo dedicado à União Europeia, reunindo informações práticas para quem pretende exportar ao bloco econômico.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o material foi criado para esclarecer as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e orientar empresários sobre os principais procedimentos necessários para acessar um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Conteúdo atende empresas de todos os portes

O novo módulo foi estruturado para apoiar negócios de diferentes segmentos e tamanhos, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é facilitar a compreensão das exigências do mercado europeu e contribuir para que mais empresas brasileiras ingressem no comércio exterior.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o acesso a informações confiáveis é um dos fatores essenciais para ampliar a participação das empresas brasileiras nas exportações.

Ela destaca que atuar no mercado internacional exige planejamento e conhecimento sobre normas, procedimentos e exigências específicas de cada destino. Segundo a secretária, a plataforma concentra essas informações de forma acessível e agora passa a oferecer um conteúdo voltado exclusivamente ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Plataforma reúne orientações práticas para exportadores

O material foi elaborado em linguagem simples e objetiva, voltada a empresários, empreendedores e profissionais da área de comércio internacional. Entre os temas abordados estão acesso ao mercado, regras de origem, adequação de produtos às normas europeias, requisitos técnicos e sanitários, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, sustentabilidade e mecanismos de apoio às exportações.

Além disso, o módulo disponibiliza referências para estudos, ferramentas oficiais e bases de dados brasileiras e europeias, auxiliando as empresas na identificação de novas oportunidades de negócios.

Plataforma soma quase 20 anos de atuação

Com a novidade, o MDIC amplia o conteúdo da plataforma Aprendendo a Exportar, iniciativa que integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e tem como foco incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Criada há quase duas décadas, a plataforma já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e se consolidou como uma referência para empreendedores que desejam iniciar ou expandir suas atividades de exportação. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser consultado sem necessidade de cadastro ou login.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suno Research

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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Agronegócio

Soja, aço e carne bovina enfrentam novas barreiras da União Europeia após acordo com Mercosul

A entrada em vigor provisória do acordo UE-Mercosul abriu perspectivas de ampliação do comércio entre os dois blocos, mas uma sequência de medidas adotadas pela União Europeia tem gerado preocupação entre exportadores brasileiros. Em poucos meses, setores estratégicos para a balança comercial do Brasil — como soja, carne bovina e aço — passaram a enfrentar novos obstáculos no mercado europeu.

Embora cada iniciativa tenha sido justificada por razões distintas, envolvendo questões ambientais, sanitárias e industriais, o conjunto das ações chamou a atenção de autoridades e representantes do setor produtivo por ocorrer justamente após a implementação do acordo comercial.

Acordo histórico convive com pressões internas na Europa

A aprovação do tratado entre Mercosul e União Europeia foi resultado de mais de duas décadas de negociações. O pacto criou expectativas de maior integração econômica entre regiões que somam mais de 700 milhões de consumidores.

Entretanto, a conclusão do acordo ocorreu em meio à forte pressão de agricultores europeus, que promoveram protestos em diversos países do bloco alegando concorrência desleal de produtos sul-americanos.

Para reduzir a resistência interna, a Comissão Europeia adotou medidas de apoio ao setor agrícola e reforçou mecanismos de proteção para evitar impactos sobre os produtores locais.

Enquanto os países europeus defendem a necessidade de garantir padrões ambientais e sanitários equivalentes, representantes do Mercosul argumentam que a competitividade da produção sul-americana decorre principalmente da eficiência produtiva e não de regras menos rigorosas.

Soja brasileira entra na mira de novas regras ambientais

O caso mais sensível para o Brasil envolve a cadeia da soja, um dos principais produtos exportados pelo país.

Em abril, a Comissão Europeia classificou o óleo de soja como matéria-prima de alto risco de mudança indireta no uso da terra, conceito conhecido pela sigla iLUC. O critério avalia se a expansão de determinada cultura agrícola pode contribuir indiretamente para o avanço do desmatamento.

Com a nova classificação, o óleo de soja poderá perder espaço nas metas europeias para combustíveis renováveis a partir de 2030, reduzindo a demanda pelo produto dentro do bloco.

Especialistas do setor alertam que os impactos podem ir além do óleo vegetal, afetando toda a cadeia produtiva da soja destinada ao mercado europeu.

Indústria contesta metodologia utilizada pela UE

Representantes da indústria brasileira questionam os critérios adotados pela União Europeia para enquadrar a soja na categoria de alto risco ambiental.

A principal crítica está relacionada à metodologia utilizada para calcular o impacto da expansão agrícola sobre áreas de floresta. Segundo o setor, a fórmula aplicada pode superestimar os efeitos da produção e gerar conclusões distorcidas sobre a sustentabilidade da cultura.

A controvérsia lembra discussões anteriores envolvendo o óleo de palma, cuja classificação ambiental provocou forte redução das importações europeias ao longo dos últimos anos.

Dependência europeia da soja mantém debate aberto

Apesar das novas restrições, o mercado europeu continua sendo um importante comprador de soja.

A União Europeia está entre os maiores importadores globais do produto, utilizando o farelo derivado da oleaginosa principalmente para alimentação animal. Alternativas como canola e girassol apresentam limitações de oferta e menor rendimento proteico, o que torna a substituição um desafio para o bloco.

Por isso, representantes do agronegócio brasileiro avaliam que a adoção de medidas mais restritivas pode gerar impactos não apenas para exportadores, mas também para cadeias produtivas europeias dependentes da matéria-prima.

Carne bovina e aço também enfrentam obstáculos

Além da soja, outros dois segmentos estratégicos passaram a enfrentar dificuldades recentes no mercado europeu.

No setor de carne bovina, restrições sanitárias impostas pela União Europeia levantaram preocupações sobre o acesso dos produtos brasileiros ao bloco. As medidas foram justificadas por exigências relacionadas à segurança alimentar e ao controle de substâncias utilizadas na produção pecuária.

Já no caso do aço, a Comissão Europeia discute mecanismos para reduzir a entrada de produtos siderúrgicos estrangeiros, alegando excesso de oferta global e necessidade de proteção da indústria local.

A proposta inclui alterações em cotas e tarifas que podem afetar diretamente exportadores brasileiros.

Exportadores temem aumento de barreiras comerciais

A sucessão de medidas reforçou o debate sobre o equilíbrio entre abertura comercial e proteção de mercados internos.

Para representantes do setor produtivo, existe preocupação de que exigências ambientais, sanitárias e regulatórias sejam utilizadas como instrumentos para restringir a entrada de produtos competitivos no mercado europeu.

O cenário aumenta a atenção do Brasil às futuras regulamentações da União Europeia, especialmente em áreas ligadas à sustentabilidade, agricultura e comércio exterior.

Mesmo com o acordo em vigor, exportadores defendem que a efetividade dos benefícios negociados dependerá da manutenção de condições reais de acesso ao mercado europeu para produtos estratégicos do Mercosul.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Internacional

Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Internacional

Argélia ganha força como potência energética global com gás natural e avanço sobre mercado europeu

A crescente disputa internacional por fontes de energia colocou a Argélia no centro das atenções globais. Com cerca de 4,5 trilhões de metros cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, o país do norte da África ampliou sua influência estratégica ao assumir parte do espaço deixado pela redução do fornecimento russo para a Europa.

A posição geográfica privilegiada no Mediterrâneo, aliada à infraestrutura de exportação já consolidada, transformou o território argelino em peça importante para a segurança energética europeia desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

Europa amplia dependência do gás argelino

Com a busca acelerada por alternativas ao gás russo, países europeus passaram a fortalecer acordos comerciais com a Argélia. A proximidade com o continente europeu e a capacidade de fornecimento por gasodutos e cargas de GNL (gás natural liquefeito) favoreceram esse movimento.

Atualmente, a Argélia ocupa posição estratégica em mercados como Espanha e Itália, ampliando sua participação no abastecimento energético da região.

Na Espanha, por exemplo, o gás argelino voltou a liderar parte das importações energéticas do país. Dados da Enagás indicam que o combustível vindo da Argélia representou mais de 29% das compras espanholas de gás nos primeiros meses de 2026.

Grande parte desse fornecimento ocorre pelo gasoduto Medgaz, ligação submarina direta entre a Argélia e o território espanhol.

Ruptura diplomática fortaleceu rota no Mediterrâneo

A relevância do Medgaz aumentou após a paralisação do gasoduto Magrebe-Europa, que passava pelo Marrocos. O encerramento das operações ocorreu em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Argel e Rabat.

Com isso, a Argélia reforçou sua presença no mercado europeu utilizando rotas consideradas mais seguras e estratégicas para exportação de energia.

Sonatrach domina setor energético da Argélia

A estatal Sonatrach concentra a maior parte das operações ligadas à produção, transporte e exportação de hidrocarbonetos no país.

Além de controlar contratos internacionais bilionários, a empresa exerce papel decisivo na política econômica argelina e nas negociações de segurança energética com países europeus.

Um dos acordos mais relevantes envolve a espanhola Naturgy, responsável pela compra de aproximadamente 5 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.

Em março de 2026, representantes dos dois países discutiram a ampliação da capacidade de fornecimento pelo Medgaz diante da volatilidade no mercado internacional de energia.

Itália e Turquia ampliam acordos energéticos

A Itália também intensificou sua parceria com a Argélia após reduzir significativamente as importações de gás russo.

Nesse cenário, o gasoduto TransMed ganhou relevância estratégica ao conectar o território argelino à Europa através da Tunísia e do Mar Mediterrâneo. A estrutura consolidou a Argélia como um dos principais fornecedores italianos de energia.

Outro país que avançou nas negociações foi a Turquia. O governo turco busca ampliar os contratos de gás natural liquefeito antes do encerramento do acordo atual, previsto para 2027.

Segundo autoridades turcas, parte do combustível poderá ser regaseificada no território turco e redistribuída para países do sudeste europeu, incluindo a Bulgária.

A estratégia fortalece o projeto da Turquia de atuar como corredor regional de energia entre Ásia, Oriente Médio e Europa.

Investimentos bilionários impulsionam produção

Além de expandir os contratos internacionais, a Argélia também acelera investimentos para ampliar sua produção de petróleo e gás.

Em abril de 2026, o governo lançou uma nova rodada de licenciamento para exploração de sete blocos de petróleo e gás, buscando atrair empresas estrangeiras para projetos de longo prazo.

Já em maio, a Sonatrach assinou um contrato estimado em US$ 1,1 bilhão para a segunda fase do campo de Hassi Bir Rekaiz, no sul do país.

O projeto será desenvolvido por um consórcio liderado pela egípcia Petrojet, com participação da italiana Arkad.

País busca espaço no mercado global de GNL

A Argélia também trabalha para ampliar sua capacidade de liquefação e competir no mercado internacional de GNL, atualmente liderado por países como Estados Unidos, Catar e Austrália.

Esse modelo de exportação permite que o gás seja enviado para regiões sem conexão direta por gasodutos, ampliando o alcance comercial do país africano.

Apesar do crescimento da influência energética argelina, a forte dependência dos hidrocarbonetos ainda representa um desafio estrutural para a economia local, já que petróleo e gás respondem por cerca de 90% das exportações e sustentam grande parte da arrecadação estatal.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras

O acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e promete transformar o cenário das exportações brasileiras. Já na fase inicial, mais de 80% dos produtos enviados pelo Brasil ao bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zero, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A medida amplia a competitividade dos produtos nacionais e reduz custos de entrada em um dos mercados mais relevantes do mundo.

Livre comércio amplia acesso a mercado global

Com o acordo, Brasil e demais países do Mercosul passam a integrar uma das maiores áreas de livre comércio internacional, conectando mais de 700 milhões de consumidores.

De imediato, mais de 5 mil produtos brasileiros — entre itens industriais, agrícolas e matérias-primas — passam a entrar na Europa sem cobrança de tarifas.

Redução de barreiras impulsiona exportações

Atualmente, diversos produtos brasileiros enfrentam barreiras tarifárias ao entrar no mercado europeu, o que encarece os preços e reduz a competitividade.

Com a implementação do acordo:

  • 2.932 produtos terão tarifa zerada já no início
  • 93% desses itens são bens industriais
  • o restante inclui produtos alimentícios e insumos

A mudança favorece especialmente a indústria brasileira, que ganha melhores condições para disputar espaço no mercado europeu.

Setores mais beneficiados pelo acordo

Alguns segmentos devem sentir impacto direto com a redução das tarifas:

  • máquinas e equipamentos (21,8%)
  • alimentos (12,5%)
  • metalurgia (9,1%)
  • materiais elétricos (8,9%)
  • produtos químicos (8,1%)

No setor de máquinas e equipamentos, cerca de 96% das exportações passam a ter tarifa zero, incluindo itens como compressores, bombas e peças industriais.

Já no segmento de alimentos, a abertura amplia as oportunidades para produtos brasileiros em um mercado exigente e de alto valor agregado.

Acordo amplia presença do Brasil no comércio global

O tratado é considerado estratégico por expandir significativamente o alcance do Brasil no comércio internacional. Atualmente, acordos comerciais do país abrangem cerca de 9% das importações globais.

Com a entrada da União Europeia, essa participação pode ultrapassar 37%, fortalecendo a inserção do Brasil na economia mundial.

Implementação será gradual para alguns produtos

Apesar do impacto imediato, a redução de tarifas não será total para todos os itens. Produtos considerados sensíveis terão cortes progressivos:

  • até 10 anos para a União Europeia
  • até 15 anos para o Mercosul
  • podendo chegar a 30 anos em casos específicos

Próximos passos do acordo

A entrada em vigor marca o início da implementação prática do acordo. O governo brasileiro ainda deverá definir regras como a divisão de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Além disso, entidades empresariais devem acompanhar a aplicação do tratado e orientar empresas sobre como aproveitar as novas oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-UE.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

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