Comércio Internacional

Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Exportação

Carne brasileira: governo busca reverter veto da União Europeia antes de entrada em vigor

O governo federal intensificou as negociações para tentar reverter a decisão da União Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A medida está relacionada às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária e deve passar a valer em 3 de setembro.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o Ministério das Relações Exteriores mantém diálogo com representantes europeus na tentativa de encontrar uma solução antes da implementação das restrições.

Governo e setor produtivo buscam alternativas

Além da atuação diplomática, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado trabalham para apresentar as garantias sanitárias exigidas pelas autoridades europeias. Entre as iniciativas em discussão estão visitas técnicas presenciais a propriedades rurais e sistemas de produção animal para comprovar a adequação às normas do bloco.

O objetivo é, ao menos, reduzir os impactos da decisão ou obter uma flexibilização parcial das exigências enquanto as adequações são avaliadas.

Exportações de carne e outros produtos serão afetadas

A nova regulamentação foi publicada pela União Europeia na última sexta-feira (5). Na relação divulgada em 2024, o Brasil aparecia entre os países autorizados a exportar carne bovina, carne de frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel.

Com a atualização da lista, esses produtos deixam de ter acesso ao mercado europeu até que o país comprove o atendimento integral das exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Entenda o motivo da restrição

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou informações suficientes para demonstrar o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Essas substâncias são utilizadas para prevenir e tratar doenças em rebanhos, mas algumas também podem atuar como promotoras de crescimento. A União Europeia adota regras rigorosas sobre o tema como forma de reduzir os riscos associados à resistência bacteriana em seres humanos.

Brasil poderá voltar à lista de exportadores

Quando a decisão foi anunciada, em maio, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, afirmou que o Brasil poderá ser reintegrado à lista de países habilitados assim que comprovar o cumprimento dos requisitos exigidos.

Na ocasião, o governo brasileiro declarou ter recebido a medida com surpresa e informou que buscaria negociações para evitar prejuízos ao comércio com o mercado europeu.

Acordo Mercosul-União Europeia não deve ser afetado

Apesar das restrições impostas às exportações de produtos de origem animal, a decisão não interfere diretamente no acordo entre Mercosul e União Europeia. A medida é considerada uma regulamentação sanitária específica, aplicada pelo bloco para garantir padrões de segurança alimentar.

Enquanto o Brasil enfrenta o processo de adequação, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar seus produtos para o mercado europeu.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Banco de Imagens

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Internacional

Argélia ganha força como potência energética global com gás natural e avanço sobre mercado europeu

A crescente disputa internacional por fontes de energia colocou a Argélia no centro das atenções globais. Com cerca de 4,5 trilhões de metros cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, o país do norte da África ampliou sua influência estratégica ao assumir parte do espaço deixado pela redução do fornecimento russo para a Europa.

A posição geográfica privilegiada no Mediterrâneo, aliada à infraestrutura de exportação já consolidada, transformou o território argelino em peça importante para a segurança energética europeia desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

Europa amplia dependência do gás argelino

Com a busca acelerada por alternativas ao gás russo, países europeus passaram a fortalecer acordos comerciais com a Argélia. A proximidade com o continente europeu e a capacidade de fornecimento por gasodutos e cargas de GNL (gás natural liquefeito) favoreceram esse movimento.

Atualmente, a Argélia ocupa posição estratégica em mercados como Espanha e Itália, ampliando sua participação no abastecimento energético da região.

Na Espanha, por exemplo, o gás argelino voltou a liderar parte das importações energéticas do país. Dados da Enagás indicam que o combustível vindo da Argélia representou mais de 29% das compras espanholas de gás nos primeiros meses de 2026.

Grande parte desse fornecimento ocorre pelo gasoduto Medgaz, ligação submarina direta entre a Argélia e o território espanhol.

Ruptura diplomática fortaleceu rota no Mediterrâneo

A relevância do Medgaz aumentou após a paralisação do gasoduto Magrebe-Europa, que passava pelo Marrocos. O encerramento das operações ocorreu em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Argel e Rabat.

Com isso, a Argélia reforçou sua presença no mercado europeu utilizando rotas consideradas mais seguras e estratégicas para exportação de energia.

Sonatrach domina setor energético da Argélia

A estatal Sonatrach concentra a maior parte das operações ligadas à produção, transporte e exportação de hidrocarbonetos no país.

Além de controlar contratos internacionais bilionários, a empresa exerce papel decisivo na política econômica argelina e nas negociações de segurança energética com países europeus.

Um dos acordos mais relevantes envolve a espanhola Naturgy, responsável pela compra de aproximadamente 5 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.

Em março de 2026, representantes dos dois países discutiram a ampliação da capacidade de fornecimento pelo Medgaz diante da volatilidade no mercado internacional de energia.

Itália e Turquia ampliam acordos energéticos

A Itália também intensificou sua parceria com a Argélia após reduzir significativamente as importações de gás russo.

Nesse cenário, o gasoduto TransMed ganhou relevância estratégica ao conectar o território argelino à Europa através da Tunísia e do Mar Mediterrâneo. A estrutura consolidou a Argélia como um dos principais fornecedores italianos de energia.

Outro país que avançou nas negociações foi a Turquia. O governo turco busca ampliar os contratos de gás natural liquefeito antes do encerramento do acordo atual, previsto para 2027.

Segundo autoridades turcas, parte do combustível poderá ser regaseificada no território turco e redistribuída para países do sudeste europeu, incluindo a Bulgária.

A estratégia fortalece o projeto da Turquia de atuar como corredor regional de energia entre Ásia, Oriente Médio e Europa.

Investimentos bilionários impulsionam produção

Além de expandir os contratos internacionais, a Argélia também acelera investimentos para ampliar sua produção de petróleo e gás.

Em abril de 2026, o governo lançou uma nova rodada de licenciamento para exploração de sete blocos de petróleo e gás, buscando atrair empresas estrangeiras para projetos de longo prazo.

Já em maio, a Sonatrach assinou um contrato estimado em US$ 1,1 bilhão para a segunda fase do campo de Hassi Bir Rekaiz, no sul do país.

O projeto será desenvolvido por um consórcio liderado pela egípcia Petrojet, com participação da italiana Arkad.

País busca espaço no mercado global de GNL

A Argélia também trabalha para ampliar sua capacidade de liquefação e competir no mercado internacional de GNL, atualmente liderado por países como Estados Unidos, Catar e Austrália.

Esse modelo de exportação permite que o gás seja enviado para regiões sem conexão direta por gasodutos, ampliando o alcance comercial do país africano.

Apesar do crescimento da influência energética argelina, a forte dependência dos hidrocarbonetos ainda representa um desafio estrutural para a economia local, já que petróleo e gás respondem por cerca de 90% das exportações e sustentam grande parte da arrecadação estatal.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras

O acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e promete transformar o cenário das exportações brasileiras. Já na fase inicial, mais de 80% dos produtos enviados pelo Brasil ao bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zero, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A medida amplia a competitividade dos produtos nacionais e reduz custos de entrada em um dos mercados mais relevantes do mundo.

Livre comércio amplia acesso a mercado global

Com o acordo, Brasil e demais países do Mercosul passam a integrar uma das maiores áreas de livre comércio internacional, conectando mais de 700 milhões de consumidores.

De imediato, mais de 5 mil produtos brasileiros — entre itens industriais, agrícolas e matérias-primas — passam a entrar na Europa sem cobrança de tarifas.

Redução de barreiras impulsiona exportações

Atualmente, diversos produtos brasileiros enfrentam barreiras tarifárias ao entrar no mercado europeu, o que encarece os preços e reduz a competitividade.

Com a implementação do acordo:

  • 2.932 produtos terão tarifa zerada já no início
  • 93% desses itens são bens industriais
  • o restante inclui produtos alimentícios e insumos

A mudança favorece especialmente a indústria brasileira, que ganha melhores condições para disputar espaço no mercado europeu.

Setores mais beneficiados pelo acordo

Alguns segmentos devem sentir impacto direto com a redução das tarifas:

  • máquinas e equipamentos (21,8%)
  • alimentos (12,5%)
  • metalurgia (9,1%)
  • materiais elétricos (8,9%)
  • produtos químicos (8,1%)

No setor de máquinas e equipamentos, cerca de 96% das exportações passam a ter tarifa zero, incluindo itens como compressores, bombas e peças industriais.

Já no segmento de alimentos, a abertura amplia as oportunidades para produtos brasileiros em um mercado exigente e de alto valor agregado.

Acordo amplia presença do Brasil no comércio global

O tratado é considerado estratégico por expandir significativamente o alcance do Brasil no comércio internacional. Atualmente, acordos comerciais do país abrangem cerca de 9% das importações globais.

Com a entrada da União Europeia, essa participação pode ultrapassar 37%, fortalecendo a inserção do Brasil na economia mundial.

Implementação será gradual para alguns produtos

Apesar do impacto imediato, a redução de tarifas não será total para todos os itens. Produtos considerados sensíveis terão cortes progressivos:

  • até 10 anos para a União Europeia
  • até 15 anos para o Mercosul
  • podendo chegar a 30 anos em casos específicos

Próximos passos do acordo

A entrada em vigor marca o início da implementação prática do acordo. O governo brasileiro ainda deverá definir regras como a divisão de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Além disso, entidades empresariais devem acompanhar a aplicação do tratado e orientar empresas sobre como aproveitar as novas oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-UE.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona exportações e cria oportunidades para Santa Catarina

A formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia marca um novo capítulo na inserção internacional do Brasil e abre perspectivas relevantes para a economia de Santa Catarina. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado (FIESC), que considera o avanço um passo estratégico para ampliar a presença da indústria catarinense no comércio global.

Novo ciclo de competitividade e acesso a mercados

Na análise da entidade, o acordo Mercosul–UE inaugura uma fase de maior competitividade, sustentada por segurança jurídica, redução de entraves comerciais e ampliação do acesso ao mercado europeu. A expectativa é de que empresas brasileiras encontrem condições mais favoráveis para negociar com previsibilidade e eficiência.

O tratado, resultado de mais de 20 anos de negociações, prevê a diminuição gradual de tarifas sobre a maior parte dos produtos comercializados entre os blocos — abrangendo cerca de 91% das importações do Mercosul e 95% da União Europeia. Além disso, estabelece avanços em áreas como facilitação de comércio, normas sanitárias, propriedade intelectual e compras governamentais.

Indústria catarinense pode ampliar exportações

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o momento representa uma inflexão estratégica para o setor produtivo. Segundo ele, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia as oportunidades de negócios.

A expectativa é de crescimento das exportações catarinenses, além de maior atração de investimentos estrangeiros. O objetivo é consolidar Santa Catarina como um agente relevante no comércio internacional.

Por outro lado, a entidade ressalta que o tratado também facilita a entrada de produtos europeus no mercado brasileiro, o que exige atenção e adaptação por parte das indústrias locais.

União Europeia ganha peso nas exportações do estado

Os efeitos desse movimento já começam a aparecer. Em 2025, a União Europeia ocupou a posição de segundo principal destino das exportações de Santa Catarina, com alta de 10,7% nas vendas externas.

Diante desse cenário, empresas do estado intensificam estratégias para ampliar sua atuação internacional, enquanto a FIESC reforça iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais com o exterior.

Seminário vai discutir impactos do acordo

Para aprofundar o debate, a FIESC realiza em 12 de maio o seminário “Acordo União Europeia e Mercosul – Impactos, desafios e oportunidades”. O evento contará com especialistas em Direito Internacional Comercial e Direito Aduaneiro, além de lideranças empresariais.

A programação inclui um painel com industriais catarinenses que atuam no mercado externo, trazendo experiências práticas sobre os efeitos do acordo e os desafios para adaptação ao novo cenário.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Internacional

Acordo UE–Mercosul e setor de lácteos: o que realmente muda com a validação política

A recente validação política do Acordo UE–Mercosul recolocou o setor de lácteos no centro das discussões sobre comércio internacional. Diferentemente de outros segmentos do agronegócio, a cadeia de leite e derivados costuma ser mais curta, altamente sensível a variações de preços e historicamente protegida por tarifas elevadas em diversos mercados.

Por esse motivo, alterações nas regras de acesso ao mercado tendem a provocar reações rápidas por parte das empresas. Mesmo antes da entrada oficial em vigor do tratado, o setor privado costuma antecipar decisões estratégicas envolvendo investimentos, planejamento produtivo, contratos comerciais e adequações às exigências sanitárias, regulatórias e de rotulagem.

Esse cenário ocorre em meio a um ambiente político complexo dentro da própria União Europeia. O Conselho do bloco já aprovou medidas que autorizam a assinatura do acordo e avançam na preparação para sua implementação comercial. Apesar disso, alguns países europeus ainda demonstram resistência, sobretudo aqueles com setores agrícolas considerados mais sensíveis.

Como era o comércio de lácteos antes do acordo

Antes da negociação entre os blocos, o comércio de lácteos entre Mercosul e União Europeia era limitado por um conjunto de barreiras tarifárias e exigências regulatórias rigorosas.

Uma das principais barreiras eram as tarifas Nação Mais Favorecida (NMF), aplicadas a produtos importados de países membros da Organização Mundial do Comércio quando não existe acordo preferencial. No caso do setor agroalimentar, a União Europeia mantém tarifas médias mais altas do que em bens industriais, e os produtos lácteos estão entre os mais protegidos, com picos tarifários e mecanismos adicionais de controle.

Além disso, a UE administra cotas tarifárias (TRQs) para determinados produtos lácteos. Essas cotas, no entanto, não eram direcionadas especificamente aos países do Mercosul e muitas vezes eram abertas a exportadores de diferentes origens, com processos administrativos complexos que dificultavam o acesso efetivo de produtores sul-americanos.

Outro fator relevante são as exigências sanitárias europeias. Para exportar ao bloco, é necessário cumprir regras rigorosas de certificação veterinária, rastreabilidade, habilitação de estabelecimentos e conformidade regulatória. Esses requisitos geram custos elevados e podem limitar a competitividade de exportadores com menor escala.

No fluxo inverso, o principal obstáculo para os produtos europeus no Mercosul era tarifário. Antes do acordo, itens como queijos e leite em pó enfrentavam tarifas próximas de 28% no bloco sul-americano, enquanto fórmulas infantis tinham taxas em torno de 18%.

O que muda com o Acordo UE–Mercosul

O novo acordo comercial estabelece um modelo de liberalização gradual para produtos sensíveis, como é o caso dos lácteos.

Na prática, o tratado combina cotas tarifárias (TRQs) com reduções progressivas de tarifas ao longo do tempo. Dentro dessas cotas, a tarifa pode chegar a zero após determinado período de transição. Já para volumes que ultrapassarem o limite estabelecido, permanece a tarifa padrão.

Esse formato busca equilibrar abertura comercial com proteção gradual ao setor, permitindo que produtores se adaptem ao aumento da concorrência internacional.

Impactos para produtores do Mercosul e da União Europeia

A tendência é que a pressão competitiva se concentre em segmentos específicos, principalmente queijos maturados, queijos especiais e ingredientes industriais derivados do leite. Ao mesmo tempo, o acordo pode estimular estratégias de diferenciação baseadas em qualidade, origem geográfica e atributos funcionais dos produtos.

No desenho geral do acordo, observa-se uma assimetria de interesses entre os blocos. Países do Mercosul, especialmente o Brasil, adotaram uma postura mais defensiva nas negociações, enquanto a União Europeia atuou de forma mais ofensiva.

O setor lácteo é considerado sensível no Mercosul devido à sua importância econômica e social. A cadeia produtiva envolve grande número de produtores de menor escala e produtos essenciais para o mercado interno, como leite em pó, muçarela, creme de leite e leite condensado. Por isso, o bloco buscou limitar a abertura por meio de cotas, reduções graduais de tarifas e exclusões de alguns itens estratégicos.

Já a União Europeia possui uma indústria láctea altamente competitiva e orientada à exportação. Nesse contexto, o Mercosul é visto como mercado estratégico, sobretudo para produtos de maior valor agregado, como queijos europeus e fórmulas infantis.

Liberalização comercial não é simétrica

Os cronogramas de redução tarifária e os volumes das cotas previstos no acordo não são equivalentes para os dois lados. Na prática, eles funcionam principalmente como mecanismos para administrar a abertura gradual do mercado do Mercosul às importações europeias.

Isso significa que o comércio de lácteos entre UE e Mercosul não será totalmente liberalizado de forma recíproca. O fluxo de produtos do Mercosul para a Europa continuará sujeito a tarifas mais altas e exigências sanitárias rigorosas.

Perspectivas para o setor lácteo

Quando analisado especificamente sob a ótica do setor de leite e derivados, o Acordo UE–Mercosul tende a apresentar vantagens maiores para a União Europeia.

Para os países do Mercosul, a abertura comercial ocorre de forma seletiva e gradual, o que pode reduzir impactos imediatos. Ainda assim, os resultados de longo prazo dependerão de políticas domésticas, estratégias empresariais e da capacidade de adaptação da cadeia produtiva regional.

FONTE: MilkPoint
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lactalis

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Exportação

Brasil deve concentrar 42,5% da cota de carne bovina no acordo Mercosul–União Europeia

O Brasil deverá ficar com a maior parte da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Um entendimento firmado entre entidades representativas do setor agropecuário dos países do bloco definiu a divisão proporcional do volume destinado ao mercado europeu.

Pelo acordo, o Brasil terá direito a 42,5% da cota de carne bovina, enquanto a Argentina ficará com 29,5%. Já o Uruguai receberá 21% do volume e o Paraguai, 7%.

Essa distribuição segue o peso relativo de cada país nas exportações internacionais de carne bovina, critério adotado pelas entidades empresariais para estabelecer a partilha do acesso ao mercado europeu.

Entendimento empresarial antecede acordo comercial

A divisão da cota foi definida ainda em 2004, antes mesmo da conclusão das negociações do acordo Mercosul–União Europeia. Na época, associações representativas da cadeia da carne bovina e do setor agropecuário dos países do bloco firmaram um acordo para organizar previamente a participação de cada exportador.

Entre as entidades signatárias estão organizações do setor pecuário e frigorífico, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de instituições equivalentes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Cota prevê 99 mil toneladas com tarifa reduzida

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estabelece uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina destinada aos países do bloco sul-americano, com tarifa de importação reduzida.

Desse total, 55 mil toneladas serão destinadas à carne bovina fresca ou refrigerada, enquanto 44 mil toneladas correspondem à carne bovina congelada. A alíquota de importação será de 7,5%, valor inferior à tarifa normalmente aplicada pela União Europeia para produtos importados fora da cota.

Implementação da cota será gradual

A entrada em vigor da cota não ocorrerá de forma imediata. O acordo prevê uma implementação progressiva ao longo de seis anos, até que o volume máximo autorizado seja totalmente alcançado.

Esse período de transição foi definido para permitir adaptação gradual tanto do setor produtivo do Mercosul quanto do mercado europeu.

Exportações brasileiras para a União Europeia

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada para a União Europeia apresentam variações ao longo do tempo.

Nos últimos anos, os embarques mensais geralmente ficaram entre 3 mil e 7 mil toneladas, embora registros mais recentes apontem volumes superiores a esse intervalo.

Em termos de receita, os envios costumam gerar entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões por mês, com episódios recentes de valores mais elevados, impulsionados pela valorização internacional da proteína bovina.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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