Exportação

Reabertura do mercado europeu pode elevar exportações brasileiras de pescado em 20%

O Brasil trabalha para recuperar o acesso do pescado brasileiro ao mercado da União Europeia, fechado aos produtos nacionais desde 2018. A retomada das vendas para o bloco pode aumentar em aproximadamente 20% o valor das exportações do setor, atualmente estimado em US$ 472 milhões, segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura.

O processo está na etapa de análise das respostas apresentadas pelo governo brasileiro às recomendações feitas pelas autoridades europeias. O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, informou que o relatório preliminar foi recebido no mês passado e que o Brasil encaminhou suas manifestações dentro do prazo, em 9 de outubro.

Em entrevista à CNN durante o Seafood Show, realizado em São Paulo, o ministro destacou a importância de recuperar o acesso a um dos principais mercados internacionais para os produtos brasileiros.

A expectativa do governo é avançar nas tratativas ainda este ano, ampliando as oportunidades comerciais para a indústria pesqueira e aquícola nacional.

Exportações de pescado buscam novos mercados internacionais

Paralelamente às negociações com a União Europeia, o governo pretende ampliar a presença do pescado brasileiro no comércio internacional e diminuir a dependência de poucos compradores.

Atualmente, os Estados Unidos respondem por cerca de 50% das exportações brasileiras do setor. A China também figura entre os principais destinos, com aproximadamente US$ 51 milhões em compras, enquanto as vendas para a Argentina somam cerca de US$ 16 milhões.

A estratégia do Ministério da Pesca e Aquicultura é diversificar os destinos comerciais, reduzindo a concentração das vendas e criando novas oportunidades para produtores e exportadores.

Segundo o ministro, o Brasil já ampliou o acesso de seus produtos pesqueiros a mais de 20 novos mercados durante a atual gestão.

Entre as iniciativas recentes está a abertura dos Emirados Árabes Unidos, anunciada na semana anterior à entrevista, em uma ação que envolveu o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A conquista foi apresentada como o 700º mercado aberto pelo Brasil para produtos agropecuários.

Mercado europeu pode agregar valor ao pescado brasileiro

Além da possibilidade de aumentar o volume comercializado, a retomada das exportações para a União Europeia é considerada estratégica pelo potencial de elevar o valor das vendas externas.

O governo avalia que o acesso a mercados com diferentes exigências e oportunidades comerciais pode favorecer a comercialização de produtos de maior valor agregado, fortalecendo a competitividade da cadeia produtiva.

Nesse contexto, a diversificação dos compradores e a recuperação do mercado europeu são vistas como medidas importantes para ampliar a receita do setor e reduzir a dependência de destinos específicos.

Governo quer ampliar consumo de pescado no Brasil

O fortalecimento do mercado interno também está entre as prioridades do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Apesar de possuir aproximadamente 8.500 quilômetros de litoral, cerca de 12% das reservas mundiais de água doce e uma ampla biodiversidade aquática, o Brasil registra um consumo de pescado relativamente baixo, com diferenças expressivas entre as regiões.

A média nacional varia de 10 a 12 quilos por habitante ao ano. Na Região Norte, o consumo é mais elevado, enquanto estados do Centro-Sul e do Sul apresentam índices que podem ficar entre 2 e 5 quilos por pessoa anualmente, conforme os dados citados pelo ministro.

Para ampliar a demanda, a pasta pretende estimular a presença do pescado na alimentação cotidiana, com iniciativas voltadas a diferentes faixas etárias.

Entre as ações previstas estão parcerias com o Ministério da Educação (MEC) para incentivar a inclusão do alimento na merenda escolar, além de medidas para ampliar sua presença na cesta básica.

A proposta é estimular hábitos alimentares desde a infância e a juventude, contribuindo para o crescimento sustentável da cadeia produtiva.

Tilápia impulsiona o consumo e a aquicultura nacional

A tilápia é apontada pelo ministério como um exemplo de produto que ganhou espaço na alimentação dos brasileiros.

Originária da África, a espécie se consolidou na produção aquícola nacional devido à possibilidade de criação em escala, à disponibilidade no mercado e à boa aceitação dos consumidores.

O Paraná se destaca entre os principais produtores brasileiros de tilápia, mesmo tendo uma extensão de litoral relativamente pequena. O desempenho demonstra o potencial da aquicultura brasileira para ampliar a oferta de pescado em regiões distantes da costa.

A expansão da criação de peixes também está relacionada à busca por alternativas de produção de alimentos com menor impacto ambiental.

Na avaliação do ministro, o pescado pode desempenhar um papel importante diante dos desafios das mudanças climáticas, reforçando a necessidade de ampliar a produção e estimular o consumo.

Exportações e mercado interno podem fortalecer o setor

A estratégia do governo combina três frentes: recuperar o acesso ao mercado europeu, diversificar os destinos das exportações e ampliar o consumo doméstico.

A expectativa é que essas iniciativas aumentem as oportunidades comerciais para a produção nacional, estimulem investimentos na aquicultura e fortaleçam a participação do pescado na economia brasileira.

A retomada das vendas para a União Europeia, em particular, poderá representar um avanço para o setor, tanto pelo potencial de crescimento das receitas quanto pela possibilidade de ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais estratégicos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

União Europeia deve decidir até novembro sobre exportação de aves e mel do Brasil

O Brasil aguarda até novembro uma decisão da União Europeia (UE) sobre a retomada das exportações de carne de frango e mel para o bloco. As compras de produtos de origem animal brasileiros foram suspensas em 3 de setembro, após autoridades europeias apontarem falta de comprovação sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção agropecuária.

A liberação depende da aprovação do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia (Scopaff), que tem reuniões previstas para os dias 20 e 21 de outubro e também em novembro.

Brasil avança nas negociações para retomar as exportações

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Augusto Billi, esteve em Bruxelas, na Bélgica, para discutir a situação com representantes europeus. Segundo ele, as conversas apresentam sinais positivos e aumentam a expectativa de uma solução para os setores de aves e mel.

O Brasil já recebeu um parecer técnico favorável após uma missão europeia visitar, em agosto, unidades produtivas e avaliar o sistema sanitário nacional. A inspeção concluiu que os segmentos brasileiros de carne de aves e mel demonstraram capacidade de assegurar a não utilização de antimicrobianos, conforme as exigências avaliadas.

Agora, o documento precisa ser validado pelo Scopaff para que o país volte a integrar a lista de fornecedores autorizados a exportar esses produtos ao mercado europeu.

Durante a abertura do espaço brasileiro na Sial Paris, feira internacional de alimentos realizada na capital francesa, Billi afirmou que o relatório favorável será apresentado às autoridades do bloco na reunião de novembro.

O secretário acrescentou que ainda não há uma data definida para a publicação da decisão, mas a expectativa do governo brasileiro é que o resultado seja divulgado até dezembro, permitindo a retomada dos embarques.

Setor avícola espera liberação imediata dos embarques

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, avalia que o impasse tem caráter burocrático e acredita que a situação possa ser resolvida sem comprometer a parceria comercial entre Brasil e União Europeia.

Em declarações durante a Sial Paris, Santin afirmou que espera uma decisão baseada nos critérios técnicos apresentados pelo Brasil. Segundo ele, o setor confia nos procedimentos europeus, mas poderá solicitar uma resposta do governo brasileiro caso a decisão não siga os fundamentos técnicos discutidos.

A indústria brasileira de carne de frango também afirma estar preparada para retomar os embarques assim que houver autorização. De acordo com o dirigente da ABPA, a produção destinada ao mercado europeu não foi interrompida durante o período de restrição.

A possibilidade de uma retomada rápida é relevante para o setor exportador, que aguarda a conclusão da análise europeia para voltar a atender os compradores do bloco.

Exportação de carne bovina enfrenta cenário mais incerto

A situação é diferente para a carne bovina brasileira, cuja volta ao mercado europeu pode levar mais tempo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a União Europeia responde por aproximadamente 5% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil.

Apesar da participação relativamente pequena no total embarcado, o mercado europeu tem importância estratégica por sua influência na formação dos preços internacionais da proteína bovina.

Perosa informou que representantes dos governos brasileiro e europeu, assim como integrantes da iniciativa privada, mantêm conversas para buscar uma solução e retirar as restrições comerciais.

O objetivo, segundo o dirigente, é restabelecer o fluxo de negócios o mais rapidamente possível. Até que haja avanços nas negociações, porém, a retomada das vendas de carne bovina permanece menos previsível do que a expectativa para aves e mel.

Decisão europeia é aguardada pelo agronegócio brasileiro

A análise do Scopaff será determinante para definir os próximos passos das exportações brasileiras de produtos de origem animal à União Europeia. Enquanto os setores de aves e mel contam com um parecer técnico favorável, a cadeia da carne bovina segue em busca de avanços nas tratativas diplomáticas e comerciais.

A eventual liberação poderá permitir a retomada dos embarques de frango e mel, enquanto o setor bovino continua negociando a retirada das restrições impostas pelo bloco.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Raphael Salomão/Ed. Globo

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Exportação

Exportações de melão do RN e CE crescem em setembro, mas ficam abaixo de 2025

As exportações de melão do Rio Grande do Norte e do Ceará avançaram em setembro de 2026, impulsionadas pelo andamento da safra 2026/27. Apesar da recuperação em relação a agosto, os embarques ficaram abaixo dos registrados no mesmo mês do ano passado, reflexo dos custos elevados e das dificuldades enfrentadas na produção.

Dados do Comex Stat apontam que o volume exportado pelos dois estados aumentou 155% na comparação mensal, alcançando 22,3 mil toneladas. A receita com as vendas externas também cresceu, com alta de 171%, totalizando US$ 21,2 milhões na modalidade FOB, que considera o valor da mercadoria até o embarque.

Países Baixos e Reino Unido lideram compras de melão brasileiro

Os Países Baixos foram o principal destino do melão produzido no RN e no CE em setembro, respondendo por 52,5% dos embarques. O Reino Unido ficou na segunda posição, com participação de 33,8%, seguido pela Espanha, que recebeu 5,1% do volume exportado.

O avanço das vendas acompanha o desenvolvimento da safra de melão 2026/27, cuja produção deve atingir o pico em novembro, segundo as expectativas do setor.

Mesmo com a retomada mensal, o desempenho ainda é inferior ao da temporada anterior. Na comparação entre setembro de 2026 e setembro de 2025, o volume exportado caiu 31%, enquanto a receita recuou 28%.

Frete marítimo e custos de produção pressionam exportações

De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o aumento dos custos de produção e de exportação tem limitado a competitividade do melão brasileiro no mercado internacional.

O frete marítimo, em especial, representa uma despesa importante para os produtores. Diante dos custos elevados, parte das empresas tem reduzido os volumes destinados ao exterior.

As dificuldades também atingem o campo. Temperaturas noturnas mais amenas prejudicam o desenvolvimento das plantas e diminuem o crescimento dos frutos. Com isso, parte da produção pode deixar de atender aos padrões de qualidade exigidos pelos compradores internacionais.

Mosca-minadora reduz produtividade do melão

Outro obstáculo para a produção de melão no Nordeste é a mosca-minadora, praga que tem afetado a cultura e é favorecida pelas temperaturas elevadas durante o dia.

Segundo os dados apresentados pelo Cepea, o potencial produtivo está em torno de 25 toneladas por hectare, nível 13% inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

O controle da praga exige aplicações mais frequentes de defensivos agrícolas, elevando os gastos dos produtores. Nesse cenário, o custo de produção está estimado em aproximadamente R$ 36,09 por caixa de 13 quilos.

A combinação de menor produtividade, exigências fitossanitárias e despesas mais altas aumenta a pressão sobre a rentabilidade da atividade e limita a capacidade de expansão dos embarques.

El Niño pode elevar despesas nos próximos meses

As perspectivas para os próximos meses indicam continuidade da pressão sobre os custos de produção. Agentes do setor ouvidos pelo Hortifrúti/Cepea avaliam que a necessidade de aplicações adicionais de defensivos contra a mosca-minadora deverá manter as despesas em alta.

A previsão de temperaturas elevadas no Rio Grande do Norte e no Ceará, associada à influência do fenômeno El Niño, também exige atenção dos produtores no planejamento e no manejo das lavouras.

O comportamento do clima e a capacidade de controlar os problemas fitossanitários serão fatores importantes para determinar o volume disponível para exportação durante o restante da safra.

Exportações de melão podem ganhar força no último trimestre de 2026

Para outubro, a expectativa é de continuidade dos embarques em volumes elevados, acompanhando o avanço da safra brasileira e o encerramento da temporada de produção da Espanha.

O fim antecipado da campanha espanhola em relação a 2025 poderá abrir mais espaço para o melão brasileiro no mercado europeu durante o último trimestre de 2026.

Com menor concorrência de frutas espanholas, os produtores do RN e do CE poderão ampliar sua participação nos mercados internacionais. Para que os embarques superem os resultados do ano anterior, porém, será necessário controlar os problemas de produtividade e reduzir os impactos dos custos elevados.

O desempenho das exportações até o fim do ano dependerá, portanto, da combinação entre demanda externa, condições climáticas, controle de pragas e capacidade de manter a competitividade do melão brasileiro.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/HF Brasil

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já contribuiu para elevar em 30,7% as exportações brasileiras para o mercado europeu desde maio, quando o tratado entrou em vigor. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo ministro em exercício do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O percentual considera o desempenho das vendas externas do Brasil ao bloco europeu entre maio e setembro deste ano, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Exportações brasileiras somam US$ 44,17 bilhões

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil alcançaram US$ 44,17 bilhões, resultado 20% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os efeitos positivos do acordo comercial. Segundo ele, o intercâmbio entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

Os dados foram apresentados durante um evento promovido pelo Ministério da Agricultura, que anunciou a abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros da agricultura e da pecuária desde o início de 2023.

Comércio exterior brasileiro registra expansão

Márcio Elias Rosa ressaltou que o Brasil vem alcançando volumes recordes de comércio com praticamente todos os seus parceiros internacionais em 2026. De acordo com o ministro, o crescimento não se limita ao agronegócio, abrangendo diferentes setores da economia.

No conjunto, o comércio exterior brasileiro registra expansão média de 10,5%, conforme os números apresentados pelo representante do governo.

Os resultados, segundo Rosa, foram obtidos em um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio.

Governo mantém diálogo comercial com os Estados Unidos

Ao comentar as relações comerciais com os Estados Unidos, o ministro classificou o momento atual como delicado. Apesar das dificuldades, afirmou que o governo brasileiro pretende manter os canais de diálogo e dar continuidade às negociações.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de maior complexidade nas relações comerciais internacionais, no qual tarifas e outras restrições podem afetar o fluxo de mercadorias entre os países.

Abertura de mercados reforça estratégia de desenvolvimento

Para Rosa, a conquista de 700 novos mercados internacionais desde 2023 demonstra a capacidade de investimento e expansão das empresas brasileiras, especialmente no setor agropecuário.

O ministro também atribuiu os avanços à atuação do setor privado e a uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico, sustentada pela articulação entre diferentes ministérios.

Ao avaliar a política externa anterior à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosa criticou o que classificou como uma estratégia de segregação e isolamento internacional. Na avaliação do ministro, a ideia de que o afastamento de outros países fortaleceria o Brasil estava equivocada e trouxe custos elevados para a indústria nacional.

Segundo ele, a indústria brasileira pagou um preço alto pelas consequências dessa orientação, reforçando a importância de ampliar as relações comerciais e a presença do país nos mercados internacionais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

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Exportação

Rio de Janeiro registra US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e busca ampliar mercados internacionais

O Rio de Janeiro já acumulou US$ 45 bilhões em exportações em 2026 e se aproxima de superar o recorde registrado no ano passado, quando as vendas internacionais do estado alcançaram US$ 49 bilhões. O resultado foi apresentado durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira, realizado no dia 8, na capital fluminense.

O evento reuniu representantes do governo, entidades de apoio ao setor produtivo e empresários para discutir estratégias de comércio exterior, diversificação de mercados e fortalecimento da competitividade da indústria local.

A iniciativa foi promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Entre os participantes estavam o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa; o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e o presidente da ABDI, Olavo Noleto, além de representantes da Firjan, do BNDES, do Sebrae/RJ e de empresas fluminenses.

Acordo Mercosul-União Europeia abre oportunidades para exportadores

O Acordo Mercosul-União Europeia esteve entre os principais assuntos debatidos no encontro. Segundo o ministro em exercício do MDIC, Márcio Elias Rosa, a parceria comercial já apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras e amplia as possibilidades de acesso ao mercado europeu.

De acordo com o ministro, as vendas do Brasil para a União Europeia cresceram aproximadamente 30% entre maio e setembro de 2026. A redução de tarifas para diversos produtos nacionais representa uma oportunidade para as empresas ampliarem seus negócios no exterior.

Rosa também destacou a importância de diversificar os destinos das exportações brasileiras. Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças nas relações comerciais, conquistar novos mercados pode reduzir riscos e contribuir para o aumento da produtividade industrial.

A orientação é que empresas de diferentes portes aproveitem as condições comerciais favoráveis para expandir suas operações internacionais e fortalecer sua presença no mercado europeu.

Exportações do Rio crescem 20% em setores além do petróleo

Embora o petróleo continue sendo o principal produto da pauta exportadora fluminense, outros segmentos industriais também apresentam crescimento expressivo.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, as exportações dos demais setores do estado avançaram 20% em 2026. O valor passou de aproximadamente US$ 7 bilhões para cerca de US$ 9 bilhões.

Entre as áreas com potencial para ampliar a presença internacional estão:

  • Moda e indústria criativa;
  • Metalurgia e setor metalmecânico;
  • Indústria automobilística;
  • Alimentos e bebidas;
  • Vinhos e cachaças.

A diversificação da pauta exportadora é considerada estratégica para reduzir a dependência de um único segmento econômico e ampliar as oportunidades para empresas fluminenses.

A ApexBrasil informou que já atendeu cerca de 1,1 mil empresas no estado. A atuação da agência inclui iniciativas para aproximar os negócios locais das oportunidades do comércio internacional, com atenção especial às pequenas e médias empresas.

ApexBrasil identifica 717 oportunidades de negócios para o estado

Para facilitar o acesso das empresas às oportunidades previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-UE, uma ferramenta pública de inteligência comercial.

O recurso foi desenvolvido para transformar as informações técnicas do acordo em dados que auxiliem os exportadores na identificação de mercados, produtos e possibilidades de expansão.

Segundo Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, o painel busca tornar as condições comerciais mais acessíveis às empresas e apoiar decisões estratégicas de internacionalização.

No levantamento específico para o Rio de Janeiro, foram identificadas 717 oportunidades de negócios.

O estado exporta aproximadamente US$ 49 bilhões para diferentes mercados internacionais e US$ 10 bilhões para a União Europeia. Atualmente, 567 empresas fluminenses mantêm presença comercial ativa no bloco europeu.

A ferramenta pode auxiliar tanto empresas que já exportam, mas desejam diversificar seus destinos, quanto negócios que pretendem realizar suas primeiras operações internacionais.

Acordos comerciais ampliam a participação brasileira no comércio global

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou os avanços da política comercial brasileira e a ampliação da rede de acordos internacionais.

Com os entendimentos firmados pelo Mercosul com a União Europeia, Singapura e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a parcela do comércio exterior brasileiro coberta por acordos preferenciais passou de 12,4% para mais de 31%.

Para o Rio de Janeiro, a União Europeia representa um mercado especialmente relevante. O bloco absorve cerca de 20% das exportações fluminenses, consolidando sua importância para a economia estadual.

Além do comércio de mercadorias, o acordo também pode abrir espaço para a expansão dos serviços brasileiros na Europa. Entre os segmentos com potencial estão tecnologia da informação, engenharia, arquitetura e consultoria.

A ampliação dessas oportunidades depende da capacidade das empresas de identificar demandas, adequar seus serviços às exigências internacionais e estabelecer parcerias comerciais.

Exportações brasileiras para a União Europeia atingem recorde em 2026

As vendas brasileiras para o mercado europeu também registraram resultados expressivos. Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações para a União Europeia somaram US$ 37,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período e US$ 4,8 bilhões acima do resultado dos mesmos meses de 2025.

O crescimento alcançou diferentes categorias de produtos contempladas pelo acordo comercial.

Confira os principais resultados:

  • Produtos com tarifa zerada imediatamente: aumento de 27,9%, equivalente a US$ 2,9 bilhões adicionais.
  • Produtos sujeitos a cotas: crescimento de 22,8%, com acréscimo de US$ 1,7 bilhão.
  • Produtos sem exportações para o bloco em 2025: geração de US$ 148,3 milhões em novas vendas.

Considerando o período de maio a setembro de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia totalizaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% na comparação anual. O avanço correspondeu a US$ 6,4 bilhões adicionais em vendas.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras provenientes do bloco alcançaram US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%. A corrente de comércio — soma das exportações e importações — chegou a US$ 49,7 bilhões, avanço de 16,6%.

O saldo comercial também apresentou uma mudança significativa: o déficit de US$ 965,9 milhões registrado no mesmo período de 2025 deu lugar a um superávit de US$ 4,7 bilhões em 2026.

Os números reforçam a relevância do mercado europeu para o comércio exterior brasileiro e indicam oportunidades para empresas interessadas em ampliar suas vendas internacionais.

Política industrial busca fortalecer a competitividade das empresas

A expansão das exportações também depende do fortalecimento da produção nacional. Durante o encontro, o presidente da ABDI, Olavo Noleto, ressaltou a importância da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Mais Produção para estimular investimentos, inovação e modernização industrial.

Segundo Noleto, a procura do setor privado por recursos levou à ampliação do programa de financiamento. O volume inicialmente anunciado, de R$ 300 bilhões, foi superado pela demanda, e o plano chegou à marca de R$ 800 bilhões.

O acesso a financiamento e o investimento em tecnologia são considerados instrumentos importantes para que as empresas aumentem a produtividade, modernizem suas operações e atendam às exigências dos mercados internacionais.

A combinação entre política industrial, crédito e abertura comercial pode favorecer a criação de produtos de maior valor agregado e ampliar a participação da indústria brasileira nas cadeias globais de produção.

Empresários discutem desafios para internacionalizar a indústria fluminense

A programação do Conexões Produtivas também abriu espaço para o diálogo direto entre representantes do setor público e empresários do estado.

O painel “A Voz da Indústria Fluminense: desafios e oportunidades para competir no mercado internacional” reuniu Alessa Migani, CEO da Alessa, e Henrique Osório, presidente da SACOR, com moderação de Claudine Bichara, do Sebrae/RJ.

Ao longo do evento, especialistas abordaram temas como acordos comerciais, financiamento público, captação de recursos e estratégias para ampliar a inserção das empresas na Nova Indústria Brasil.

Ana Paula Bernardino, do BNDES, participou das discussões sobre recursos e linhas de financiamento à exportação. Luis Felipe Giesteira apresentou questões relacionadas à política industrial, enquanto Thiago Mendes Lima, da ABDI, abordou soluções ligadas à Indústria 4.0.

A programação também incluiu atendimentos individuais a empresas, com orientações destinadas a facilitar o acesso a instrumentos de apoio e oportunidades de internacionalização.

Diversificação de mercados é estratégica para o crescimento do Rio

Com US$ 45 bilhões em exportações acumuladas em 2026, o Rio de Janeiro se aproxima do resultado recorde do ano anterior. Ao mesmo tempo, o crescimento das vendas de produtos não relacionados ao petróleo indica uma ampliação gradual da participação de outros segmentos na pauta exportadora estadual.

A expansão dos negócios com a União Europeia, aliada ao acesso a ferramentas de inteligência comercial, financiamento e programas de desenvolvimento industrial, pode contribuir para fortalecer a presença das empresas fluminenses no exterior.

O desafio será transformar as oportunidades identificadas em contratos, investimentos e novas rotas comerciais, ampliando a competitividade do estado e reduzindo a concentração das exportações em poucos setores.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

ApexBrasil promove missão em Bruxelas para ampliar negócios entre Brasil e União Europeia

A ApexBrasil realiza, de 12 a 16 de outubro de 2026, em Bruxelas, na Bélgica, uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento das relações comerciais e industriais entre o Brasil e a União Europeia (UE). Com o tema “Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado”, a iniciativa busca transformar as oportunidades previstas no acordo comercial em negócios concretos, investimentos e maior integração entre as cadeias produtivas.

A programação reúne representantes do Governo Federal, entidades setoriais, empresários, especialistas, adidos agrícolas, integrantes dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) e representantes de instituições europeias.

O objetivo é aproximar as discussões sobre o acordo das necessidades reais das empresas e dos mercados, identificando caminhos para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros na Europa, com atenção à inovação e à sustentabilidade.

Missão comercial prioriza setores estratégicos da economia brasileira

A agenda organizada pela ApexBrasil está estruturada em três eixos principais: workshops de planejamento setorial, um jantar de relacionamento institucional no Parlamento Europeu e o fórum internacional EU-Brazil Industrial Partnership.

Os workshops serão realizados no Radisson Collection Hotel e funcionarão como espaço técnico para elaborar, discutir e validar estratégias de inserção comercial no mercado europeu.

As atividades contemplam segmentos com potencial de expansão das exportações e oportunidades relacionadas à redução tarifária prevista no acordo entre Brasil e União Europeia.

Entre os setores prioritários estão:

  • Móveis e madeira;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Moda;
  • Café;
  • Rochas naturais;
  • Frutas frescas e processadas;
  • Sociobioeconomia;
  • Bioenergia.

Ao longo da semana, os participantes serão distribuídos em plenárias e mesas de discussão setoriais para avaliar oportunidades, desafios comerciais e estratégias capazes de ampliar a presença brasileira no mercado europeu.

Jantar no Parlamento Europeu aborda integração industrial e sustentabilidade

No dia 13 de outubro, a programação inclui o encontro institucional Trusted Industrial Partnership for a Competitive and Sustainable Economy, realizado no Parlamento Europeu.

O jantar tem como foco o diálogo com eurodeputados, executivos e assessores, com o propósito de discutir oportunidades de cooperação econômica e industrial entre os dois mercados.

Entre os temas previstos estão a integração produtiva Brasil-UE, o fornecimento sustentável, a expansão das energias limpas e o desenvolvimento de cadeias produtivas com menor emissão de carbono.

A iniciativa busca fortalecer o relacionamento institucional e ampliar o entendimento sobre caminhos para uma parceria industrial competitiva e alinhada às metas de sustentabilidade.

Fórum Brasil-União Europeia discutirá inovação e cadeias produtivas

Outro destaque da missão será o EU-Brazil Industrial Partnership Forum – Building Competitive, Resilient and Sustainable Value Chains, marcado para 15 de outubro de 2026, das 9h às 13h, no Concert Noble, em Bruxelas.

O encontro será promovido pela ApexBrasil em parceria com a BusinessEurope, principal confederação empresarial europeia.

A programação abordará questões consideradas estratégicas para a competitividade industrial, incluindo:

  • Integração das cadeias globais de valor;
  • Inovação e desenvolvimento tecnológico;
  • Acesso e fornecimento de matérias-primas críticas;
  • Soluções energéticas de baixo carbono;
  • Resiliência e sustentabilidade da produção industrial.

O fórum pretende ampliar o debate sobre as relações comerciais entre Brasil e União Europeia, conectando as oportunidades do acordo a desafios mais abrangentes da economia global.

A discussão também busca identificar possibilidades de cooperação entre empresas brasileiras e europeias, favorecendo cadeias de suprimentos mais eficientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar mudanças no cenário internacional.

Acordo comercial pode abrir novas oportunidades para empresas brasileiras

A agenda em Bruxelas faz parte do esforço para aproximar os instrumentos de política comercial das estratégias de atuação das empresas. A proposta é identificar oportunidades por setor, estimular parcerias e preparar os segmentos brasileiros para aproveitar as condições de acesso ao mercado europeu previstas no acordo.

Com a participação de autoridades, lideranças empresariais e interlocutores europeus, a missão pretende contribuir para o fortalecimento das relações econômicas entre as duas regiões e para a ampliação das oportunidades de exportação, investimento e cooperação industrial.

Serviço

  • Evento: Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado.
  • Data: 12 a 16 de outubro de 2026.
  • Local: Bruxelas, Bélgica.
  • Organização: ApexBrasil.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

Exportações de maçã do RS para a União Europeia crescem 70%

As exportações de maçã do Rio Grande do Sul para a União Europeia registraram crescimento de 70% em valor e volume no período analisado, alcançando US$ 7,658 milhões em receita e 7.460 toneladas embarcadas. O resultado acompanha a recuperação da produção brasileira após quatro anos de safras reduzidas e os efeitos da redução de tarifas comerciais entre os dois blocos.

No mercado europeu, os embarques gaúchos ganharam espaço, embora o avanço das vendas esteja relacionado principalmente à maior disponibilidade de frutas no Brasil, segundo representantes do setor.

Exportações brasileiras de maçã avançam em 2026

O Brasil ampliou as vendas externas de maçã para a Europa em relação a 2025. A receita cresceu 111%, passando de US$ 7,5 milhões para US$ 15,832 milhões. Já o volume exportado aumentou 104%, de aproximadamente 7,3 mil para 14,940 mil toneladas.

O Rio Grande do Sul respondeu por US$ 9,427 milhões, equivalentes a 59,54% do faturamento total, e por 9.161 toneladas, o que representa 61,31% do volume comercializado.

Na comparação com 2024, a participação gaúcha havia sido ainda mais expressiva em 2025, quando o estado concentrou 83% das toneladas exportadas e 85% da receita obtida com os embarques brasileiros para o continente.

Considerando especificamente a União Europeia, sem incluir Reino Unido e Rússia, as exportações do Rio Grande do Sul cresceram 70%, atingindo US$ 7,658 milhões e 7.460 toneladas.

Acordo entre Mercosul e União Europeia favorece o comércio

A redução das tarifas de importação contribuiu para ampliar a competitividade da maçã brasileira no mercado europeu. Segundo Rafael de Oliveira, vice-presidente de Comercialização da Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi) e diretor comercial da Castelo Representações Comerciais, a retirada dos impostos, que giravam em torno de 10%, facilitou as operações.

Apesar disso, o dirigente destaca que o principal fator para o crescimento foi a recuperação da oferta nacional.

De acordo com Oliveira, o aumento dos embarques para a Europa está ligado sobretudo à retomada da produção brasileira em níveis normais, depois de quatro anos marcados por safras menores.

Perspectivas positivas para a safra de 2027

Os dados consolidados até agosto não devem sofrer alterações significativas até o fim do ano, uma vez que os embarques brasileiros já foram encerrados para o período analisado, enquanto os produtores europeus estão em plena colheita.

Para o próximo ciclo, as expectativas do setor são favoráveis. A quebra de safra europeia na variedade Gala, uma das principais maçãs cultivadas no Brasil, pode abrir espaço para ampliar as exportações nacionais.

A perspectiva de uma boa produção brasileira também contribui para o otimismo. No entanto, o volume efetivamente colhido dependerá das condições climáticas, especialmente das chuvas previstas para outubro e novembro.

O comportamento do clima será determinante para avaliar o tamanho da próxima safra e a capacidade do país de atender à demanda internacional.

Exigências fitossanitárias continuam sendo um desafio

Mesmo com a perspectiva de crescimento, o acesso ao mercado europeu exige atenção rigorosa às normas de segurança alimentar e aos limites de resíduos de defensivos agrícolas.

Representantes do setor ressaltam que as regras fitossanitárias permanecem rigorosas, impondo desafios aos produtores brasileiros. As diferenças climáticas ajudam a explicar parte dessa dificuldade: na Europa, o menor volume de chuvas tende a reduzir a incidência de determinadas pragas e, consequentemente, a necessidade de tratamentos nos pomares.

Além disso, os limites de resíduos exigidos pelo bloco europeu podem ser difíceis de alcançar até mesmo nas condições de produção locais.

Embora seja um destino relevante para a maçã brasileira, a Europa não ocupa atualmente a posição de principal mercado comprador do país.

Brasil amplia exportações e Rio Grande do Sul mantém protagonismo

No conjunto dos mercados internacionais, o Brasil exportou aproximadamente 50 mil toneladas de maçã no período mencionado. O volume representa um aumento de quase 500% em relação ao ano anterior e de cerca de 350% frente à média dos quatro anos anteriores.

O desempenho remete à safra de 2021, quando o país embarcou aproximadamente 100 mil toneladas e obteve US$ 73 milhões em receita. Naquele ano, o Rio Grande do Sul respondeu por 82% do volume exportado.

Na temporada atual, os produtores gaúchos foram responsáveis por cerca de 76% das exportações brasileiras de maçã, reforçando a importância do estado para a fruticultura nacional.

Apesar dos resultados positivos, o setor avalia que o país poderia ter embarcado volumes maiores. O atraso na colheita e os impactos da guerra no Oriente Médio limitaram as operações comerciais.

Índia, Bangladesh e Arábia Saudita concentram aproximadamente 70% dos embarques brasileiros, evidenciando a importância dos mercados asiático e do Oriente Médio para o escoamento da produção.

Para a próxima safra, a expectativa dos representantes do setor é dobrar o volume exportado em 2026. O objetivo dependerá do desempenho da produção nacional, das condições climáticas e das oportunidades comerciais no exterior.

Atualmente, o Rio Grande do Sul responde por cerca de 48% da produção brasileira de maçãs, consolidando sua posição estratégica no setor.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilmar Ribeiro Nachtigall / Embrapa Uva e Vinho / Divulgação / CP

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Agronegócio

União Europeia considera satisfatório sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel

A União Europeia avaliou de forma positiva o sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel. O relatório final da auditoria realizada pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé), da Comissão Europeia, foi publicado na segunda-feira (28/9) e apontou que o país atende às garantias previstas na legislação europeia.

O documento analisou as cadeias produtivas de carne de aves, produtos avícolas, mel e produtos apícolas, além da atuação dos órgãos oficiais responsáveis pelos controles sanitários.

Auditoria avaliou controles sanitários no Brasil

Segundo as conclusões da DG Santé, o conjunto formado pelo arcabouço legal brasileiro, procedimentos, capacitação dos fiscais e controles oficiais tem condições de oferecer as garantias exigidas pelas normas da União Europeia.

A missão técnica europeia esteve no Brasil entre 24 de agosto e 4 de setembro. Durante o período, foram visitados estabelecimentos ligados à produção de carne de aves e produtos avícolas, além de unidades relacionadas ao mel e produtos apícolas e órgãos oficiais.

Entre os pontos avaliados esteve o cumprimento da proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou de aumento de rendimento.

Resultado reforça sistema brasileiro de defesa agropecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado positivo da avaliação europeia e afirmou que a análise reforça a qualidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Para o ministro, a aprovação representa o reconhecimento do trabalho realizado de forma contínua por produtores e autoridades responsáveis pelo controle sanitário.

Auditoria é etapa para retomada das exportações à União Europeia

A avaliação favorável da DG Santé representa uma nova etapa no processo de reinclusão do Brasil na lista de fornecedores da União Europeia para carne de aves e mel.

Desde a decisão anunciada pelo bloco em 12 de maio, o governo brasileiro vem mantendo negociações e tratativas técnicas com as autoridades europeias. Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos estabelecidos e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias de produtos de origem animal destinados ao mercado externo.

Durante a auditoria, as equipes brasileiras também apresentaram aos técnicos europeus os procedimentos adotados e os mecanismos de controle utilizados no país. A missão pôde verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária.

Relatório não aponta impedimento técnico

Na avaliação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado da auditoria não identificou impedimentos técnicos para a reinclusão do Brasil na relação de países autorizados a exportar carne de aves e mel para a União Europeia.

Agora, o processo depende das etapas administrativas que precisam ser cumpridas pelas autoridades europeias. O Mapa informou que continuará o diálogo técnico com a União Europeia e acompanhará os procedimentos necessários para a retomada das exportações.

Entre as próximas fases está o processo regulatório europeu que precisa ser concluído antes da reinclusão oficial do Brasil na lista de países autorizados.

Decisão será analisada em outubro

O Ministério da Agricultura e Pecuária solicitou que o relatório da auditoria seja incluído na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), da Comissão Europeia.

A reunião, que terá participação do órgão responsável pela decisão final, está prevista para os dias 20 e 21 de outubro de 2026. A análise será uma das etapas do processo para definir a retomada da autorização para exportação de carne de aves e mel brasileiros ao mercado europeu.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA entra em vigor e amplia oportunidades para exportadores brasileiros

O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) começa a ser aplicado pelo Brasil a partir de outubro. A medida foi oficializada após a publicação, no Diário Oficial da União (DOU), do decreto que internaliza o acordo no país.

A aplicação das preferências comerciais terá início em 1º de outubro para Brasil e Islândia. Já a relação entre Brasil e Noruega passa a contar com as condições previstas no acordo em 1º de novembro. Para Suíça e Liechtenstein, a aplicação das tarifas preferenciais ainda depende da conclusão dos procedimentos internos de cada país.

Formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, a EFTA reúne um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 1,4 trilhão.

O que muda com o Acordo Mercosul-EFTA

Assinado em setembro de 2025, o acordo faz parte da estratégia brasileira de ampliar e diversificar seus parceiros comerciais.

Entre as principais mudanças estão novas condições de acesso para produtos brasileiros aos mercados da EFTA, com redução ou eliminação de tarifas, cotas e outros mecanismos de tratamento preferencial.

Para produtos industriais e pesqueiros, os países da EFTA preveem a eliminação imediata das tarifas de importação com a entrada em vigor do acordo. Já os produtos agropecuários terão diferentes modalidades de abertura, de acordo com o produto e o mercado.

O tratado também estabelece regras em áreas como:

  • regras de origem;
  • facilitação de comércio;
  • comércio de serviços;
  • investimentos;
  • compras governamentais;
  • propriedade intelectual;
  • desenvolvimento sustentável.

A implementação do acordo ocorre de forma bilateral, conforme cada país conclui seus respectivos processos de internalização.

MDIC cria painel para identificar oportunidades

Para facilitar o acesso das empresas às novas condições comerciais, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou um Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA.

A ferramenta reúne informações sobre o comércio brasileiro com os quatro integrantes da EFTA e permite consultar os impactos previstos com a implementação do acordo.

Os dados podem ser analisados de forma geral ou segmentados por produto, país e unidade da Federação, incluindo informações sobre tarifas atuais e as condições previstas no acordo.

O recurso também permite identificar a distribuição regional das exportações e importações brasileiras e pode auxiliar empresas na busca por novos mercados.

Suíça e Noruega concentram comércio com o Brasil

A Suíça e a Noruega são atualmente os principais parceiros comerciais brasileiros dentro da EFTA. Juntos, os dois países representam 94% das exportações brasileiras destinadas ao bloco e 99% das importações brasileiras provenientes da EFTA.

Entre os estados brasileiros, Pará e Minas Gerais aparecem com destaque nas exportações, enquanto São Paulo lidera as importações.

O painel disponibilizado pelo MDIC cruza os dados de comércio exterior com as informações tarifárias do novo acordo, permitindo identificar produtos que poderão ter melhores condições de acesso aos mercados europeus.

O setor agropecuário está entre os segmentos que podem encontrar novas oportunidades com a redução das barreiras comerciais.

Atualmente, determinados produtos brasileiros enfrentam tarifas elevadas nos mercados da EFTA. Com o acordo, alguns deles terão redução ou eliminação de tarifas, além de possibilidade de acesso por meio de cotas ou regimes agrícolas específicos.

Um dos exemplos apresentados pelo MDIC é o café torrado. Atualmente, o produto está sujeito a tarifas de 10% na Islândia e de 7% na Suíça e em Liechtenstein. Com o acordo, estão previstas reduções tarifárias imediatas para grande parte dos códigos NCM relacionados ao produto.

Outro ponto previsto no acordo envolve a proteção de 63 indicações geográficas brasileiras na Suíça e em Liechtenstein.

A lista contempla produtos de diferentes regiões e setores, incluindo cafés, vinhos, queijos, cachaça, artesanato, pedras, calçados e produtos têxteis.

A proteção das indicações geográficas amplia a segurança para produtos brasileiros que utilizam denominações reconhecidas e vinculadas à sua origem.

MDIC disponibiliza materiais para empresas

Além do painel de dados, o MDIC disponibilizou materiais de apoio para auxiliar empresas e profissionais de comércio exterior na compreensão das novas regras.

Entre os conteúdos estão manuais sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas.

Os documentos têm como objetivo facilitar a preparação de exportadores e importadores para utilizar as preferências comerciais previstas no acordo.

O Acordo Mercosul-EFTA foi negociado ao longo de 14 rodadas e assinado em 16 de setembro de 2025. Sua implementação ocorre gradualmente, de acordo com a conclusão dos procedimentos internos de cada país participante.

O Painel de Dados do Acordo Mercosul-EFTA permite consultar tarifas, fluxos comerciais e oportunidades por produto e mercado. O MDIC também disponibiliza manuais específicos sobre as regras do tratado e uma página com informações gerais sobre o acordo.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa

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Comércio Exterior

Estudo da ApexBrasil aponta mais de 400 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros na França

A França destaca-se como um mercado altamente estratégico para o Brasil, concentrando mais de 400 oportunidades comerciais para empresas nacionais. É o que aponta o estudo Perfil de Comércio e Investimentos – França, lançado recentemente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Com uma economia robusta — PIB de US$ 3,4 trilhões e população de 66,7 milhões de habitantes —, o país europeu importou cerca de US$ 799 bilhões em 2025, figurando como o quinto maior importador do mundo. Em termos de comércio bilateral, a relação movimentou US$ 10,3 bilhões no mesmo ano, com as exportações brasileiras alcançando US$ 3,1 bilhões, impulsionadas por itens tradicionais como farelo de soja, petróleo bruto, café e celulose.

Diversificação e setores em alta no mercado francês

O mapeamento da ApexBrasil revela que as oportunidades estão concentradas em segmentos como alimentos, maquinário, combustíveis e produtos químicos. No entanto, há um espaço expressivo para mercadorias de maior valor agregado alinhadas às demandas de sofisticação e sustentabilidade do consumidor europeu.

Alguns nichos já vêm apresentando forte ritmo de crescimento entre 2021 e 2025:

  • Café não torrado: Crescimento médio de 32,2% ao ano nas vendas externas.
  • Setor aeronáutico: Avanço de 17,9% ao ano na exportação de aeronaves e componentes.
  • Novos nichos: Oportunidades latentes em frutas frescas, óleos essenciais, preparações alimentícias e insumos industriais.

Impacto do Acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor provisória do Acordo Mercosul–União Europeia, em maio de 2026, inaugurou um cenário promissor para as exportações brasileiras. Dados preliminares entre maio e agosto de 2026 apontam um crescimento de aproximadamente 17,9% nas vendas para o território francês em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto commodities como celulose e petróleo já entravam com tarifa zero, produtos industrializados e especialidades — a exemplo do café solúvel — passaram a se beneficiar do cronograma de desgravação tarifária, elevando a competitividade do comércio exterior do Brasil.

França lidera investimentos estrangeiros no Brasil

Além do intercâmbio comercial, os laços econômicos bilaterais são marcados por fortes aportes financeiros. Em 2024, o estoque de investimento direto francês no Brasil atingiu US$ 80,3 bilhões, consolidando a França como o terceiro maior investidor estrangeiro em solo nacional.

Entre 2016 e 2026, foram contabilizados centenas de projetos de investimento e operações de fusão e aquisição nas áreas de energia, infraestrutura, tecnologia e agronegócio, evidenciando uma parceria econômica sólida e de longo prazo.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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