Informação

Alta dos combustíveis: 21 estados aderem a medidas para conter preços

Diante da recente alta dos combustíveis, 21 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, aderiram a um conjunto de medidas articuladas com o governo federal para conter a escalada de preços.

As ações foram aprovadas nesta quarta-feira (18) durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários estaduais de Fazenda e é coordenado pelo Ministério da Fazenda.

O pacote também tenta reduzir tensões no setor de transporte, especialmente diante da ameaça de greve dos caminhoneiros, motivada pelo possível aumento do diesel.

Combate a devedores e reforço na arrecadação

Uma das principais medidas aprovadas trata do enfrentamento aos chamados devedores contumazes de ICMS, especialmente no setor de combustíveis.

Os estados se comprometeram a enviar à Receita Federal informações sobre contribuintes com histórico recorrente de inadimplência. A proposta é criar uma base nacional integrada, em parceria com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A iniciativa busca aumentar o controle sobre o mercado, elevar a arrecadação e coibir práticas irregulares que impactam a concorrência e os preços.

Monitoramento em tempo real dos combustíveis

Outra decisão relevante envolve o compartilhamento de dados fiscais com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A partir do acordo, estados passarão a disponibilizar notas fiscais de combustíveis em tempo real, incluindo operações no varejo.

A medida deve fortalecer a fiscalização de preços de combustíveis e permitir atuação mais ágil contra aumentos considerados abusivos, sobretudo em um cenário de pressão internacional sobre o petróleo.

A adesão inicial inclui 21 unidades da federação, enquanto outros estados ainda avaliam participação.

ICMS sobre diesel ainda está em discussão

Um terceiro ponto do pacote prevê a possível retirada do ICMS sobre diesel importado até o fim de maio. A proposta inclui compensação de 50% das perdas por parte da União.

No entanto, a medida ainda depende da análise dos governadores, que solicitaram prazo para avaliação técnica. A expectativa é de avanço nas discussões até o fim do mês.

Atualmente, entre 25% e 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que torna os preços sensíveis às oscilações do mercado internacional.

Impacto fiscal e divisão de custos

A estimativa inicial aponta para uma renúncia fiscal de cerca de R$ 1,5 bilhão por mês por parte dos estados, com valor semelhante sendo compensado pelo governo federal.

A proposta prevê um modelo de divisão proporcional, no qual União e estados compartilham os impactos financeiros da medida.

Governo tenta evitar repasse ao consumidor

Segundo a equipe econômica, o objetivo das ações é minimizar os efeitos da crise internacional sobre os preços internos, evitando que o aumento seja repassado integralmente ao consumidor.

Além de medidas tributárias, o governo aposta no fortalecimento da fiscalização para garantir maior estabilidade no mercado e coibir abusos.

A estratégia segue a orientação de preservar o poder de compra da população diante da volatilidade global nos preços do petróleo.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Campo Grande News

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Internacional

EUA suspendem sanções ao petróleo da Rússia pela primeira vez desde início da Guerra da Ucrânia

Os Estados Unidos anunciaram uma suspensão temporária de sanções ao petróleo da Rússia, permitindo a comercialização de cargas já transportadas por navios até 11 de abril. A decisão marca a primeira flexibilização das restrições impostas ao setor energético russo desde o início da Guerra da Ucrânia, em 2022.

A autorização foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e ocorre em meio à forte volatilidade no mercado global de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio.

Licença permite venda de petróleo russo já em trânsito

De acordo com o comunicado oficial, a licença temporária autoriza a comercialização de petróleo bruto e derivados da Rússia que já estavam em transporte marítimo antes da decisão.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida é limitada e de curto prazo, tendo como objetivo evitar impactos mais severos no mercado internacional de energia.

Ele ressaltou que a autorização não deve gerar benefícios financeiros significativos ao governo russo, já que a regra se aplica apenas a cargas previamente embarcadas.

Sanções contra petróleo russo começaram em 2022

As restrições ao petróleo da Rússia começaram logo após a invasão da Ucrânia pelas forças de Rússia em fevereiro de 2022.

Inicialmente, empresas norte-americanas foram proibidas de comprar petróleo russo, embora o impacto direto fosse limitado, já que o volume negociado entre os dois países era pequeno.

O golpe mais relevante ocorreu no fim daquele ano, quando a União Europeia decidiu restringir a importação do produto, que representava cerca de 20% do consumo de petróleo do bloco.

Sanções adicionais atingiram grandes petroleiras russas

Posteriormente, os EUA ampliaram as restrições ao impor limites ao preço do petróleo russo vendido a outros mercados.

A pressão sobre Moscou aumentou ainda mais em outubro, quando o presidente Donald Trump determinou sanções contra negociações com duas das maiores empresas de energia da Rússia: a estatal Rosneft e a privada Lukoil.

Essas medidas impactaram diretamente as exportações de petróleo russo, que sofreram queda nos meses seguintes.

Índia e transportadoras também sentiram impacto das restrições

O receio de sanções secundárias passou a afetar companhias de transporte marítimo e países importadores.

Entre os mais impactados esteve a Índia, que se tornou um dos principais destinos do petróleo russo após o início da guerra, atrás apenas da China.

Recentemente, Washington suspendeu por 30 dias uma restrição que impedia o país asiático de comprar petróleo da Rússia, buscando evitar maior turbulência no mercado energético global.

EUA liberam petróleo de reservas estratégicas

A decisão de flexibilizar temporariamente as sanções ocorre logo após o anúncio de outra medida para conter a alta dos preços.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou que o país liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, tentativa de aumentar a oferta global e reduzir a pressão sobre os preços.

Além disso, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas internacionais, o maior movimento desse tipo na história da entidade.

Alta do petróleo continua com tensões no Oriente Médio

Mesmo com essas iniciativas, o mercado global de petróleo segue pressionado.

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, encerraram o dia acima de US$ 100 por barril, atingindo US$ 101,75, com alta de cerca de 10,6%.

Na semana, o preço chegou a atingir US$ 119,46, refletindo a escalada das tensões no Golfo Pérsico e os ataques a infraestruturas energéticas da região.

Estreito de Ormuz continua sendo ponto de tensão

A situação também é agravada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Navios petroleiros têm evitado a passagem pela região devido aos riscos de ataques.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em entrevista à CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando embarcações na área, mas a medida pode ser adotada até o final do mês.

Apesar das tensões, ele avaliou que é pouco provável que o preço do petróleo atinja US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques atribuídos ao Irã.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Informação

Petróleo dispara 9% após Irã prometer manter Estreito de Ormuz fechado

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela promessa do governo do Irã de manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

A escalada do conflito elevou o temor de interrupção no fluxo de petróleo da região, levando o mercado a reagir com uma valorização expressiva do barril no mercado internacional.

Brent supera US$ 100 e atinge maior nível em quase quatro anos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, encerraram o dia cotados a US$ 100,46 por barril, alta de US$ 8,48 (9,2%). Durante a sessão, o preço chegou a atingir US$ 101,60.

Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 95,70 por barril, com valorização de 9,7%.

Com esse desempenho, ambos os contratos alcançaram os níveis mais altos desde agosto de 2022, refletindo o aumento da incerteza no mercado global de petróleo.

Fechamento do Estreito de Ormuz preocupa mercado

Analistas apontam que o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio, tem provocado forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Jim Burkhard, vice-presidente e chefe global de pesquisa de petróleo da S&P Global, o mercado enfrenta um cenário de forte instabilidade.

Na avaliação do especialista, a normalização do setor energético depende da reabertura da rota marítima e da retomada das atividades de produção e distribuição de petróleo na região — algo que não deve ocorrer rapidamente.

EUA avaliam escolta naval para navios petroleiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à emissora CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando navios pelo Estreito de Ormuz.

No entanto, ele indicou que a medida pode ser implementada até o final do mês caso as tensões persistam.

Apesar da escalada do conflito, Wright avaliou que é improvável que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques na região.

Ataques a navios e paralisação de portos aumentam tensão

Autoridades de segurança do Iraque informaram que dois navios-tanque foram atingidos por embarcações iranianas carregadas com explosivos em águas do país.

Após os ataques, os portos petrolíferos iraquianos suspenderam completamente suas operações, aumentando ainda mais a preocupação com a interrupção do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o governo de Omã retirou todas as embarcações do terminal de exportação de petróleo em Mina Al Fahal, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, como medida preventiva diante do risco de novos incidentes.

Mercado teme impacto no abastecimento global

A escalada das tensões na região reforça o receio de interrupções no transporte internacional de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio global da commodity.

Caso o bloqueio se prolongue, especialistas avaliam que o mercado de energia poderá enfrentar novas pressões de preços, afetando combustíveis, transporte e custos de produção em diversos países.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

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Economia

Haddad diz que conflito no Oriente Médio não deve afetar a economia brasileira no curto prazo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã não devem provocar impactos imediatos na economia brasileira.

Apesar da avaliação inicial positiva, Haddad ressaltou que o cenário internacional exige cautela. Segundo ele, o desdobramento do conflito pode alterar o quadro atual, dependendo da intensidade e da duração da crise.

Escalada pode mudar cenário macroeconômico

Durante participação em evento na Universidade de São Paulo, onde ministrou aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, o ministro destacou que a escala do conflito será determinante para possíveis reflexos na macroeconomia.

“A economia brasileira vive um momento favorável de atração de investimentos. Mesmo que haja turbulência no curto prazo, não vemos impacto relevante nas variáveis macroeconômicas, a menos que haja uma escalada do conflito”, afirmou.

Haddad acrescentou que a equipe econômica acompanha o cenário externo “com cautela”, a fim de reagir rapidamente caso haja deterioração do ambiente global.

Estreito de Ormuz preocupa mercado de petróleo

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo ele, embarcações que tentarem cruzar a região poderão ser atacadas.

O bloqueio da passagem acende alerta no mercado internacional de energia, já que o estreito é responsável por parte significativa do fluxo mundial da commodity. Uma eventual interrupção prolongada pode pressionar os preços do petróleo e gerar volatilidade nos mercados financeiros.

Até o momento, no entanto, o Ministério da Fazenda avalia que o Brasil segue em posição relativamente estável diante das incertezas externas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Pinto/Agência Brasil

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