Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Internacional

EUA e Irã avançam em negociações técnicas por acordo de paz e retomada do fluxo no Estreito de Hormuz

Os Estados Unidos e o Irã realizaram nesta quarta-feira (em Doha) conversas técnicas indiretas com o objetivo de avançar em um acordo que garanta a retomada do fluxo marítimo no Estreito de Hormuz e consolide um cessar-fogo duradouro. As informações são de uma fonte com conhecimento direto das negociações e de um representante iraniano.

As tratativas se baseiam em um acordo provisório de 14 pontos firmado no mês passado, que previa o fim do conflito iniciado em fevereiro após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, além da reabertura da rota marítima estratégica e a abertura de um período de 60 dias para um acordo de paz definitivo.

Estreito de Hormuz é foco central das negociações

O ponto central das discussões é a segurança e a gestão do Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Segundo fontes iranianas, Teerã busca o reconhecimento internacional de sua autoridade sobre o estreito, incluindo a possibilidade de cobrança de tarifas sobre embarcações que entram ou saem do Golfo — posição que, segundo autoridades locais, pode ser defendida inclusive por meio de força militar.

Apesar da reabertura parcial da passagem, autoridades e analistas apontam que o tráfego ainda ocorre de forma irregular e instável.

“Hormuz continua reabrindo, mas de forma fragmentada e pouco previsível”, avaliou Vandana Hari, fundadora da consultoria Vanda Insights.

Tensões persistem apesar do cessar-fogo

Mesmo com o acordo intermediário, EUA e Irã têm divergido publicamente sobre a interpretação do pacto, o que levou a novos episódios de ataques militares de retaliação na última semana.

As negociações mais complexas, como o programa nuclear iraniano, ainda não avançaram de forma significativa, segundo fontes ligadas ao diálogo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o processo de “desnuclearização do Irã” está evoluindo, mas não apresentou detalhes. Ele disse ainda que as reuniões em Doha foram produtivas, embora não haja confirmação de que o tema nuclear tenha sido efetivamente discutido.

Negociações indiretas e participação de mediadores

As conversas, mediadas por Catar e Paquistão, começaram na noite de terça-feira e continuaram ao longo de quarta-feira, segundo um representante iraniano.

O formato envolve reuniões separadas entre negociadores-chefes e equipes técnicas. De acordo com uma fonte próxima ao processo, o enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de encontros preliminares com autoridades do Catar, mas não integram diretamente as rodadas de negociação.

Posteriormente, ambos se reuniram com o emir do Catar para discutir não apenas o diálogo entre EUA e Irã, mas também a situação no Líbano, onde um conflito paralelo envolvendo Israel e o grupo Hezbollah se intensificou desde março.

Pauta inclui ativos congelados e controle marítimo

A delegação iraniana, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi, inclui representantes de áreas como diplomacia, banco central e agricultura. O grupo se reuniu com o primeiro-ministro do Catar e com mediadores internacionais.

Teerã afirma que suas prioridades incluem o controle do Estreito de Hormuz e a liberação de cerca de US$ 6 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior. Já a posição norte-americana enfatiza a garantia de livre navegação na região.

Diplomacia se intensifica também no Líbano

O conflito mais amplo envolvendo o Oriente Médio resultou em ataques iranianos a países do Golfo que abrigam bases militares dos EUA e deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. A crise também pressionou os preços globais de energia.

Paralelamente às negociações com o Irã, Washington conduz um processo diplomático separado entre Israel e o governo libanês, que já resultou em um esboço de acordo de segurança — rejeitado pelo Hezbollah.

Analistas alertam que o arranjo pode consolidar a presença israelense no sul do Líbano, ampliando tensões regionais.

Impacto no petróleo e cenário econômico

Os mercados reagiram com queda nos preços do petróleo nesta quarta-feira. O barril do West Texas Intermediate (WTI) atingiu o menor nível desde 27 de fevereiro, sendo negociado abaixo de US$ 69 — patamar anterior ao início do conflito.

A guerra também gerou pressão política interna sobre o governo dos EUA, que enfrenta cobranças para reduzir os impactos econômicos antes das eleições de meio de mandato. No Irã, o governo sobreviveu ao conflito, mas enfrenta crescente insatisfação interna devido à deterioração econômica.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Amirhosein Khorgooi/ISNA/via WANA (West Asia News Agency)via REUTERS

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Internacional

Opep+ amplia produção de petróleo pela quarta vez após fechamento do Estreito de Ormuz

A Opep+ aprovou neste domingo (7) mais uma ampliação nas metas de produção de petróleo, marcando o quarto ajuste consecutivo desde o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

A medida foi adotada em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, conflito que interrompeu o tráfego na passagem marítima e gerou preocupações sobre o abastecimento internacional de petróleo.

Segundo comunicado divulgado pela organização, os sete países participantes do acordo aprovaram um acréscimo de 188 mil barris por dia na produção. O novo volume entrará em vigor a partir de julho.

Produção volta a crescer após cortes iniciados em 2023

Desde abril de 2026, os principais integrantes da aliança vêm promovendo aumentos graduais na oferta de petróleo. Somados, os reajustes já representam quase 600 mil barris adicionais por dia.

Os incrementos ocorreram da seguinte forma:

  • Abril: aumento de 206 mil barris por dia;
  • Maio: acréscimo de 188 mil barris por dia;
  • Junho: novo ajuste de 188 mil barris por dia;
  • Julho: mais 188 mil barris por dia aprovados neste fim de semana.

O movimento representa uma reversão parcial dos cortes voluntários anunciados em abril de 2023. Naquele período, a desaceleração econômica global e a queda nos preços levaram a Opep+ a retirar cerca de 1,65 milhão de barris diários do mercado para evitar uma desvalorização ainda maior da commodity.

Conflito no Oriente Médio altera estratégia da organização

A crise geopolítica no Oriente Médio mudou significativamente o cenário do mercado energético. O fechamento do Estreito de Ormuz, considerado um dos corredores mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, afetou o fluxo internacional da commodity e incentivou a retomada gradual da produção anteriormente reduzida.

Em comunicado oficial, a Opep+ afirmou que a medida também permitirá que os países participantes acelerem seus compromissos de compensação relacionados às metas de produção estabelecidas anteriormente.

Produção da Opep+ segue em nível historicamente baixo

Apesar dos sucessivos aumentos anunciados nos últimos meses, a produção efetiva do grupo continua abaixo dos níveis históricos.

Dados divulgados pela organização mostram que os 11 membros atuais registraram queda de 1,22 milhão de barris por dia em maio, alcançando uma produção total de 16,33 milhões de barris diários. Trata-se do menor volume registrado em quase quatro décadas.

Países participantes do acordo

Atualmente, o grupo responsável pelo ajuste produtivo é composto por:

  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Iraque
  • Kuwait
  • Cazaquistão
  • Argélia
  • Omã

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização em maio de 2026, encerrando uma participação que durou cerca de 60 anos.

Mercado acompanha impactos sobre os preços do petróleo

A nova decisão da Opep+ é acompanhada de perto por investidores e agentes do setor energético, que monitoram os reflexos da guerra no Golfo e as possíveis consequências para os preços do petróleo, a segurança do abastecimento global e a estabilidade do mercado internacional de energia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Exportação

China retoma exportações de combustível e pode aliviar crise energética global

A China deve retomar as exportações de combustível — incluindo querosene de aviação, gasolina e diesel — a partir de maio, segundo informações do jornal Financial Times. A decisão ocorre após grandes estatais do setor energético solicitarem autorização para novos embarques.

O movimento indica uma possível flexibilização das restrições impostas por Pequim no início da guerra envolvendo o Irã, quando o país priorizou o abastecimento interno diante das incertezas no mercado internacional.

Impacto direto na crise global de energia

A retomada das exportações de combustíveis da China tende a reduzir a pressão sobre a oferta global, especialmente em um momento de escassez provocada pelo conflito no Oriente Médio. A liberação parcial dos embarques pode contribuir para estabilizar preços e garantir maior disponibilidade de energia em mercados afetados.

Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que o governo chinês avalia que a demanda doméstica está “estável”, permitindo a retomada das vendas externas.

Prioridade para países asiáticos com baixa oferta

A estratégia de Pequim deve focar principalmente no envio de combustível de aviação para países da Ásia que enfrentam níveis críticos de estoque. Além disso, também estão previstos embarques de gasolina e diesel, ainda que em menor escala.

A região asiática é atualmente a mais impactada pela crise energética. Como maior importador de petróleo do mundo, a China também desempenha papel relevante como fornecedora de combustíveis refinados para países como Austrália, Japão, Vietnã, Filipinas e Bangladesh.

Exportações haviam caído pela metade

Antes do agravamento do conflito, a China exportava cerca de 800 mil barris diários de combustíveis refinados, segundo dados da Kpler. Em abril, esse volume foi reduzido aproximadamente pela metade devido às restrições.

Especialistas avaliam que a retomada pode ser decisiva para conter os efeitos da crise. Para analistas do setor, a China é atualmente o único país da região com capacidade de ampliar significativamente a oferta de combustíveis no curto prazo, ajudando a equilibrar o mercado.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Altaf Qadri,File

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Internacional

Petróleo dispara 5% com tensão entre EUA e Irã e risco no Estreito de Hormuz

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, impulsionados por temores de que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã esteja por um fio. A apreensão de um navio iraniano pelos norte-americanos e a paralisação do tráfego no Estreito de Hormuz elevaram a incerteza no mercado global de energia.

Mercado reage à escalada de tensões

Os contratos futuros do Brent avançaram US$ 4,37 (alta de 4,8%), sendo negociados a US$ 94,75 por barril por volta das 11h48 GMT. Já o WTI (West Texas Intermediate) subiu US$ 4,76, equivalente a 5,7%, alcançando US$ 88,61.

A valorização ocorre após uma forte queda registrada na sexta-feira, quando ambos os índices despencaram cerca de 9%. Na ocasião, o Irã havia sinalizado a reabertura do Estreito de Hormuz para embarcações comerciais durante o período de trégua.

Risco no Estreito de Hormuz pressiona preços

Apesar das declarações oficiais, o cenário mudou rapidamente. Relatos indicam ataques a petroleiros logo após o anúncio de normalização do tráfego. O Estreito de Hormuz, responsável por cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo, voltou a operar de forma extremamente limitada.

Dados recentes mostram que apenas três embarcações cruzaram a rota nas últimas 12 horas, reforçando o impacto sobre o fluxo de commodities energéticas.

Produção afetada e oferta restrita

Especialistas apontam deterioração nos fundamentos do mercado. Estima-se que entre 10 e 11 milhões de barris por dia estejam fora de circulação, agravando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Além disso, o transporte marítimo segue comprometido, com rotas mais longas, aumento nos custos de frete e seguros elevados — fatores que pressionam ainda mais os preços do petróleo.

Escalada política aumenta incertezas

A apreensão de um navio iraniano pelos Estados Unidos no domingo elevou o risco de retomada do conflito. Em resposta, o Irã afirmou que poderá retaliar e descartou participação em uma nova rodada de negociações prevista antes do fim do cessar-fogo, que expira nesta semana.

Enquanto isso, o mercado financeiro reage com otimismo moderado às tentativas diplomáticas, mas o mercado físico segue pressionado por restrições logísticas e operacionais.

Fluxo marítimo irregular e impacto global

Apesar da atual paralisação, no sábado mais de 20 embarcações cruzaram o Estreito de Hormuz, transportando petróleo, gás liquefeito, metais e fertilizantes — o maior volume desde o início de março.

Paralelamente, a China tem reduzido — mas não interrompido — suas exportações de combustíveis refinados. Países como Malásia e Austrália continuam recebendo cargas, mesmo após a extensão das restrições comerciais ao longo de abril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessier

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Exportação

Exportação de petróleo do Brasil dispara com demanda da China e reforça papel estratégico global

A exportação de petróleo do Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionada principalmente pelo aumento das compras da China. O movimento amplia as receitas externas e reposiciona o país como um dos principais fornecedores no mercado global de energia.

China lidera compras e impulsiona exportações brasileiras

O avanço mais recente foi registrado em março, quando a China importou cerca de 1,6 milhão de barris por dia de petróleo brasileiro — o maior volume já observado. Esse total representou aproximadamente 67% de toda a exportação de petróleo do Brasil no período.

Com isso, o país alcançou cerca de 2,5 milhões de barris diários exportados, um crescimento de 12,4% em relação ao mês anterior e um dos níveis mais altos da série histórica.

O desempenho reforça a importância da demanda chinesa para o setor energético nacional, além de ampliar a entrada de divisas e fortalecer a balança comercial.

Tensões no Oriente Médio favorecem petróleo brasileiro

O cenário internacional também contribuiu para esse crescimento. Instabilidades no Oriente Médio, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, levaram grandes importadores a buscar fornecedores mais confiáveis.

Nesse contexto, o Brasil ganhou espaço como alternativa segura, elevando a competitividade do petróleo brasileiro no mercado global. A China, preocupada com segurança energética, intensificou as compras e consolidou o país como parceiro estratégico.

Entre os principais efeitos desse cenário estão:

  • Expansão da demanda externa
  • Valorização do petróleo nacional
  • Abertura de novos mercados
  • Redução da dependência de regiões instáveis

Ásia amplia participação e diversifica destinos

Embora a China concentre a maior parte das compras, outros países asiáticos também aumentaram suas importações. A Índia respondeu por cerca de 7% dos embarques brasileiros em março, reforçando a presença da exportação de petróleo do Brasil na Ásia.

Além disso, mercados tradicionais seguem relevantes:

  • Espanha, com cerca de 6,7%
  • Estados Unidos, com aproximadamente 6,1%

Esse cenário mostra uma diversificação gradual, ainda que a China permaneça como principal motor do crescimento.

Impactos econômicos fortalecem setor de energia

O aumento das exportações de petróleo gera efeitos diretos na economia brasileira. Entre os principais benefícios estão:

  • Maior entrada de dólares no país
  • Fortalecimento da balança comercial
  • Ampliação da arrecadação pública
  • Estímulo a investimentos em óleo e gás

Com volumes próximos ao recorde histórico, o setor energético se consolida como um dos pilares do crescimento econômico.

Queda nas importações de diesel expõe desafios

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta dificuldades no abastecimento interno de diesel. Em março, as importações caíram para cerca de 1,05 bilhão de litros — uma redução de 25% em relação ao mês anterior.

O recuo está ligado ao aumento dos preços internacionais e à maior concorrência global, especialmente com países asiáticos pagando mais pelo combustível.

Atualmente, o Brasil ainda depende de importações para suprir cerca de 25% da demanda interna, evidenciando desafios estruturais no setor de refino.

Nova dinâmica global altera fornecedores de energia

A reorganização do mercado internacional também impactou os fornecedores de diesel para o Brasil. Os Estados Unidos reduziram significativamente sua participação, enquanto a Rússia ampliou sua presença no fornecimento.

Esse movimento reflete a influência da geopolítica da energia e o peso crescente da Ásia na definição dos fluxos globais.

Incertezas globais podem afetar ritmo de crescimento

Apesar do cenário positivo, a continuidade da alta na exportação de petróleo do Brasil depende de fatores externos. Uma eventual normalização das rotas no Oriente Médio pode reduzir a pressão sobre os mercados asiáticos.

Ainda assim, especialistas apontam que:

  • A demanda asiática deve seguir elevada
  • A diversificação de fornecedores continuará
  • O petróleo brasileiro tende a permanecer competitivo

Brasil se consolida como fornecedor estratégico global

O atual momento marca uma mudança relevante no posicionamento do país. A exportação de petróleo do Brasil deixa de ser apenas relevante e passa a ocupar papel estratégico no abastecimento de grandes economias.

Com produção em expansão e demanda internacional aquecida, o país fortalece sua presença global e cria bases para um novo ciclo de crescimento econômico.

Resta saber se esse avanço será sustentado no longo prazo ou se está atrelado a um contexto geopolítico específico que pode se dissipar nos próximos meses.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Estreito de Ormuz: controle do Irã se fortalece e pressiona mercados globais de energia

Após um mês de confrontos no Oriente Médio, o Irã consolidou sua influência sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. Apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos, analistas apontam que Teerã alcançou uma vantagem relevante ao ampliar o controle sobre o fluxo de navios na região.

Dados recentes indicam uma redução drástica na movimentação de embarcações. Em março, apenas cerca de seis navios por dia cruzaram o estreito, número muito inferior à média habitual de aproximadamente 135 travessias diárias.

A maior parte dos petroleiros que conseguiram deixar a região — cerca de 80% — tem ligação direta com o Irã ou com países aliados. Esse cenário reforça a influência iraniana sobre a circulação marítima em uma rota essencial para o comércio global de petróleo.

Atualmente, praticamente todas as embarcações que transitam pelo estreito seguem trajetos próximos à costa iraniana e, em muitos casos, dependem de autorização prévia para garantir passagem segura. Relatos do setor indicam que navios vêm sendo solicitados a fornecer informações detalhadas, como carga e tripulação, além de possíveis taxas. O governo iraniano também estuda formalizar esse controle por meio de um pedágio oficial, o que institucionalizaria práticas já observadas no mercado.

Impactos geopolíticos e legais

O controle do Estreito de Ormuz levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito marítimo internacional. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) prevê livre trânsito em rotas estratégicas, mas nem Irã nem Estados Unidos ratificaram formalmente o acordo.

A soberania sobre a região, inclusive, integra as condições apresentadas por Teerã em negociações com Washington.

Pressão sobre exportações e cadeias de energia

Enquanto diversos países enfrentam dificuldades para escoar petróleo, o Irã mantém suas exportações em alta. Em março, o país exportou cerca de 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o fluxo direcionado à China.

Em contraste, produtores como Iraque e Arábia Saudita registraram quedas expressivas nas exportações, impactados pelas restrições logísticas e pelo acúmulo de estoques.

O efeito no mercado internacional foi imediato. O petróleo Brent acumulou valorização próxima de 60% no mês, refletindo a instabilidade e o risco na região.

Diante desse cenário, grandes importadores como Índia, Turquia e Paquistão buscaram negociações diretas com o Irã para liberar cargas e reduzir pressões no abastecimento energético.

Seguros, fretes e incerteza no setor marítimo

O ambiente de risco também elevou significativamente os custos operacionais. Seguradoras passaram a classificar o Oriente Médio como zona de guerra, elevando os prêmios para transporte marítimo — que chegaram a até 10% do valor das embarcações no caso de Ormuz.

Além disso, rotas alternativas e novos indicadores de frete começaram a surgir, refletindo a necessidade de adaptação rápida por parte de traders, armadores e operadores logísticos.

Novo cenário mesmo após a guerra

Embora a proposta de pedágio possa indicar uma tentativa de normalização do tráfego, especialistas avaliam que o cenário dificilmente retornará ao padrão anterior, mesmo com um eventual cessar-fogo.

A combinação de riscos geopolíticos, sanções e mudanças estruturais no transporte marítimo sugere uma nova dinâmica para o comércio global de energia.

Fonte: Bloomberg

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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