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Explosão no porto de Rotterdam deixa um morto e seis feridos

Uma explosão em uma instalação de armazenamento de derivados de petróleo no porto de Rotterdam, na Holanda, deixou uma pessoa morta e seis feridas na quinta-feira (13). As autoridades locais investigam as causas do incidente.

Segundo a Gunvor, uma das principais empresas globais de comercialização de commodities de energia, a ocorrência aconteceu durante trabalhos de manutenção em um de seus tanques de armazenamento.

A polícia informou que, inicialmente, não havia indícios de sabotagem. Todas as hipóteses, no entanto, permanecem sob investigação.

Explosão ocorreu durante manutenção de tanque

O acidente foi registrado por volta das 11h30 no horário local, 9h30 pelo horário de Greenwich (GMT).

A Gunvor informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do incidente.

O porto de Rotterdam, considerado o maior da Europa, é um importante centro de entrada, armazenamento e distribuição de petróleo bruto e combustíveis. A área portuária concentra instalações estratégicas para o mercado energético europeu.

Porto abriga grandes refinarias de petróleo

Entre as estruturas localizadas no complexo está a refinaria Pernis, da Shell, considerada a maior refinaria de petróleo da Europa, com capacidade de processamento de aproximadamente 404 mil barris por dia.

O porto também abriga refinarias operadas por empresas como BP, ExxonMobil e Vitol, além de instalações destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e outras commodities energéticas.

Apesar da proximidade com a área atingida, a Shell informou que suas operações no porto não foram afetadas pela explosão.

Terminais de GNL não foram atingidos

A autoridade portuária de Rotterdam informou que os terminais de gás natural liquefeito (GNL) não sofreram impactos diretos.

Dados da ENTSOG, organização europeia responsável pelo acompanhamento da infraestrutura de transporte de gás, mostraram uma queda temporária no envio de gás a partir do terminal Gate LNG, seguida por oscilações nos fluxos.

Ainda não estava claro se essa alteração estava relacionada à explosão ou a uma interrupção de energia ocorrida em outra área do extenso complexo portuário.

Mercado acompanha possíveis impactos sobre o gás europeu

Qualquer interrupção prolongada na operação do terminal Gate pode chamar a atenção do mercado europeu de gás natural.

O terminal é um dos principais pontos de entrada de GNL no noroeste da Europa. Além disso, os estoques de gás da Holanda estavam em aproximadamente 40% da capacidade, segundo dados da Gas Infrastructure Europe, antes do início da temporada de maior demanda para aquecimento.

Por isso, eventuais restrições prolongadas na infraestrutura energética de Rotterdam poderiam ser acompanhadas de perto por traders e participantes do mercado.

Falhas de energia ocorreram no porto

A ExxonMobil informou que uma interrupção no fornecimento de energia já havia sido solucionada e que as operações de sua refinaria, com capacidade de 191 mil barris por dia, estavam funcionando normalmente.

A empresa, porém, não confirmou uma informação divulgada pela Wood Mackenzie e vista pela Reuters segundo a qual todas as unidades monitoradas da refinaria teriam sido desligadas.

O Porto de Rotterdam afirmou que a explosão não estava relacionada à interrupção de energia. Segundo a autoridade local de segurança, o complexo registrou vários episódios de falta de energia ao longo do dia, mas nenhum deles tinha ligação com a explosão.

As autoridades continuam investigando o incidente para determinar as circunstâncias que levaram à explosão e verificar eventuais impactos sobre as operações do porto de Rotterdam e da infraestrutura energética europeia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Courtesy SQ Vision/via REUTERS

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Informação

Produção de petróleo no Brasil atinge recorde histórico em junho, aponta ANP

A produção de petróleo no Brasil alcançou um novo recorde em junho, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho do pré-sal, consolidando o país em um momento de forte instabilidade no mercado internacional de energia.

Produção supera marca anterior e cresce mais de 19% em um ano

De acordo com a ANP, o país produziu, em média, 4,475 milhões de barris de petróleo por dia durante o mês de junho. O volume representa crescimento de 4% em relação a maio e avanço de 19,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho supera o recorde anterior, registrado em abril, quando a produção nacional havia atingido 4,340 milhões de barris diários.

Pré-sal lidera expansão da produção

O principal responsável pelo resultado foi o pré-sal, que respondeu por cerca de 3,699 milhões de barris por dia no período.

A participação crescente dessa camada continua sendo determinante para o aumento da produção nacional e reforça a importância dos campos marítimos na expansão da indústria petrolífera brasileira.

Mercado acompanha cenário internacional de tensão

O novo recorde ocorre em um contexto de elevada volatilidade nos preços do petróleo no mercado global. Nos últimos meses, as cotações da commodity sofreram fortes oscilações devido às tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

Um dos fatores que mais preocupou o setor foi o fechamento temporário do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. A interrupção elevou os receios sobre o abastecimento global e impulsionou as cotações internacionais.

Petróleo chegou a superar US$ 100 por barril

Durante o período de maior tensão, o barril do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100, refletindo o temor de restrições na oferta mundial.

Posteriormente, os preços recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80 com o aumento das expectativas de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio e a possível retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Declarações de Trump e resposta do Irã influenciam mercado

No fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderia suspender uma nova ofensiva militar contra o Irã caso fosse firmado rapidamente um acordo relacionado ao programa nuclear iraniano e à reabertura do Estreito de Ormuz.

O governo iraniano, entretanto, negou ter solicitado qualquer interrupção das ações militares norte-americanas. Segundo a agência estatal Mehr, autoridades militares classificaram a declaração de Trump como falsa e afirmaram que as Forças Armadas iranianas permanecem em estado de alerta diante da possibilidade de novos confrontos.

Apesar das divergências entre os governos, a expectativa de retomada das negociações reduziu parte da tensão entre os investidores e contribuiu para a queda das cotações internacionais.

Brent e WTI registram forte queda

Por volta das 10h50, o barril do Brent, referência para o mercado internacional, era negociado a US$ 82,84, com recuo de 5,79%.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, registrava queda de 7,23%, sendo cotado a US$ 78,55 por barril.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Tráfego marítimo no Mar Vermelho atinge mínima após ataques dos houthis

O tráfego marítimo no Mar Vermelho registrou forte redução no último domingo, alcançando o menor nível dos últimos meses. Dados da Kpler mostram que apenas 11 embarcações carregadas cruzaram o Estreito de Bab el-Mandeb, um dos corredores marítimos mais estratégicos do comércio global.

A queda ocorre em meio à escalada das tensões na região, após os recentes ataques realizados pelos rebeldes houthis, do Iêmen, contra instalações petrolíferas e navios associados à Arábia Saudita. O grupo, apoiado pelo Irã, anunciou na semana passada a intenção de bloquear as exportações sauditas, ampliando a instabilidade no Mar Vermelho.

Petroleiros seguem operando, mas fluxo permanece reduzido

Entre as 11 embarcações que cruzaram o estreito no domingo, sete eram petroleiros. Três seguiram em direção ao Mar Vermelho, incluindo dois navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) destinados ao porto saudita de Yanbu para carregamento de petróleo bruto.

Outros quatro deixaram a região transportando petróleo da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e da Rússia, com destino à China e ao Paquistão. Entre eles estavam os superpetroleiros New Explorer, carregado com cerca de dois milhões de barris para o porto chinês de Ningbo, e New Pearl, também transportando aproximadamente dois milhões de barris de petróleo saudita rumo a Zhoushan.

Houthis assumem ataques a instalações da Saudi Aramco

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, declarou que o grupo realizou ataques contra instalações da Saudi Aramco nas cidades sauditas de Jizan e Yanbu no sábado.

Desde então, a navegação na costa do Iêmen permanece fortemente afetada, aumentando as preocupações sobre a segurança da principal rota utilizada para o transporte internacional de petróleo.

Estreito de Ormuz também registra movimento abaixo do normal

Além da redução no Mar Vermelho, o Estreito de Ormuz apresentou um fluxo marítimo excepcionalmente baixo durante o fim de semana.

Segundo a Kpler, menos de dez embarcações atravessaram diariamente a região. No domingo foram registrados apenas sete navios, enquanto no sábado apenas três cruzaram o estreito, todos navegando com os sistemas de identificação automática desligados.

Exportações sauditas mudam de rota para evitar áreas de conflito

A escalada dos riscos em Bab el-Mandeb também está alterando a logística das exportações de petróleo da Arábia Saudita para os mercados asiáticos.

De acordo com o The Wall Street Journal (WSJ), desde o início das tensões envolvendo o Irã, o país vinha ampliando os embarques a partir de portos localizados no Mar Vermelho para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. No entanto, os ataques dos houthis passaram a comprometer essa estratégia.

Dados da empresa de monitoramento marítimo Vortexa apontam que pelo menos quatro petroleiros carregados com petróleo saudita mudaram de rota antes de alcançar Bab el-Mandeb, seguindo em direção ao Canal de Suez. Paralelamente, a Arábia Saudita aumentou a oferta de cargas para embarque em portos egípcios localizados no Mediterrâneo.

Canal de Suez ganha importância no transporte de petróleo

Ainda segundo a Vortexa, nas três primeiras semanas de julho o transporte de petróleo pelo Canal de Suez atingiu o maior volume registrado em cerca de dois anos e meio. No mesmo período, as importações por meio do oleoduto Sumed cresceram 50% em relação ao mês anterior.

Especialistas avaliam que a mudança nas rotas pode elevar significativamente os custos logísticos das exportações sauditas.

Gregory Brew, analista sênior de Irã e energia do Eurasia Group, destaca que o petróleo ainda pode ser exportado pelo Mar Vermelho, porém por um trajeto mais longo e oneroso para abastecer os mercados asiáticos. Segundo ele, esse cenário pode pressionar ainda mais o mercado internacional da commodity.

Na mesma linha, Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities da RBC Capital Markets, avalia que novos ataques dos houthis têm potencial para reduzir de forma relevante o fluxo de petróleo pelo Mar Vermelho e aumentar a percepção de risco nas principais rotas marítimas globais.

Mercado acompanha impacto sobre a logística global

Com a instabilidade em Bab el-Mandeb e as limitações operacionais no Estreito de Ormuz, cresce a preocupação do mercado com a segurança do transporte marítimo e a continuidade do abastecimento de petróleo para a Ásia. A combinação desses fatores amplia as incertezas sobre a logística internacional e o comportamento do mercado global de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

Petróleo sobe cerca de 3% e Brent ultrapassa US$ 94 com tensão no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo encerraram esta quarta-feira (22) em forte alta, acumulando o quarto avanço seguido. O movimento foi impulsionado pelo aumento das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, diante da escalada das tensões no Oriente Médio.

O contrato do Brent, referência para o mercado internacional, voltou a superar a marca de US$ 94 por barril, enquanto o WTI também registrou valorização próxima de 3%.

Brent e WTI registram ganhos expressivos

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro avançou 2,95%, com alta de US$ 2,49, encerrando o dia cotado a US$ 86,83 por barril.

Já o Brent, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, fechou em alta de 3,36%, equivalente a US$ 3,06, alcançando US$ 94,07 por barril.

Mercado acompanha risco de bloqueio em rota estratégica

O principal fator por trás da valorização continua sendo o cenário geopolítico. Investidores monitoram a possibilidade de interrupções no transporte de petróleo após indicações de que o grupo iemenita Houthi pode bloquear parte da navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas para o comércio mundial de energia.

A região é considerada estratégica por servir como alternativa ao Estreito de Ormuz, outro importante corredor para o escoamento de petróleo.

Segundo estimativa divulgada pelo jornal espanhol El Economista, um eventual fechamento de Bab-el-Mandeb poderia reduzir em até 7% a oferta global da commodity.

Estados Unidos e Irã ampliam clima de incerteza

As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem pressionando o mercado.

O presidente norte-americano Donald Trump voltou a endurecer o discurso ao afirmar que poderá atacar infraestruturas estratégicas iranianas caso Teerã promova novos ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Em resposta, o porta-voz das Forças Armadas do Irã, general Abolfazl Shekarchi, declarou que a produção de mísseis estratégicos do país permanece ativa e afirmou que um grande centro de dados localizado nos Emirados Árabes Unidos teria sido destruído durante o conflito.

Putin minimiza impactos sobre setor energético russo

Também nesta quarta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo país no mercado de combustíveis são passageiras.

Segundo o líder russo, os principais setores da economia continuam operando com resiliência, apesar das pressões externas sobre as áreas de energia, combustíveis e outras atividades estratégicas.

Aumento dos estoques nos EUA surpreende mercado

Apesar da forte valorização do petróleo, dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) mostraram crescimento nos estoques de petróleo do país.

Na última semana, as reservas aumentaram 2,01 milhões de barris, totalizando 411,675 milhões de barris. O resultado contrariou as expectativas do mercado, já que analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam uma redução de aproximadamente 1 milhão de barris no período.

Mesmo com esse avanço nos estoques, as preocupações com a oferta global continuam predominando e sustentam a alta das cotações internacionais do petróleo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lisi Niesner

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Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Internacional

EUA e Irã avançam em negociações técnicas por acordo de paz e retomada do fluxo no Estreito de Hormuz

Os Estados Unidos e o Irã realizaram nesta quarta-feira (em Doha) conversas técnicas indiretas com o objetivo de avançar em um acordo que garanta a retomada do fluxo marítimo no Estreito de Hormuz e consolide um cessar-fogo duradouro. As informações são de uma fonte com conhecimento direto das negociações e de um representante iraniano.

As tratativas se baseiam em um acordo provisório de 14 pontos firmado no mês passado, que previa o fim do conflito iniciado em fevereiro após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, além da reabertura da rota marítima estratégica e a abertura de um período de 60 dias para um acordo de paz definitivo.

Estreito de Hormuz é foco central das negociações

O ponto central das discussões é a segurança e a gestão do Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Segundo fontes iranianas, Teerã busca o reconhecimento internacional de sua autoridade sobre o estreito, incluindo a possibilidade de cobrança de tarifas sobre embarcações que entram ou saem do Golfo — posição que, segundo autoridades locais, pode ser defendida inclusive por meio de força militar.

Apesar da reabertura parcial da passagem, autoridades e analistas apontam que o tráfego ainda ocorre de forma irregular e instável.

“Hormuz continua reabrindo, mas de forma fragmentada e pouco previsível”, avaliou Vandana Hari, fundadora da consultoria Vanda Insights.

Tensões persistem apesar do cessar-fogo

Mesmo com o acordo intermediário, EUA e Irã têm divergido publicamente sobre a interpretação do pacto, o que levou a novos episódios de ataques militares de retaliação na última semana.

As negociações mais complexas, como o programa nuclear iraniano, ainda não avançaram de forma significativa, segundo fontes ligadas ao diálogo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o processo de “desnuclearização do Irã” está evoluindo, mas não apresentou detalhes. Ele disse ainda que as reuniões em Doha foram produtivas, embora não haja confirmação de que o tema nuclear tenha sido efetivamente discutido.

Negociações indiretas e participação de mediadores

As conversas, mediadas por Catar e Paquistão, começaram na noite de terça-feira e continuaram ao longo de quarta-feira, segundo um representante iraniano.

O formato envolve reuniões separadas entre negociadores-chefes e equipes técnicas. De acordo com uma fonte próxima ao processo, o enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de encontros preliminares com autoridades do Catar, mas não integram diretamente as rodadas de negociação.

Posteriormente, ambos se reuniram com o emir do Catar para discutir não apenas o diálogo entre EUA e Irã, mas também a situação no Líbano, onde um conflito paralelo envolvendo Israel e o grupo Hezbollah se intensificou desde março.

Pauta inclui ativos congelados e controle marítimo

A delegação iraniana, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi, inclui representantes de áreas como diplomacia, banco central e agricultura. O grupo se reuniu com o primeiro-ministro do Catar e com mediadores internacionais.

Teerã afirma que suas prioridades incluem o controle do Estreito de Hormuz e a liberação de cerca de US$ 6 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior. Já a posição norte-americana enfatiza a garantia de livre navegação na região.

Diplomacia se intensifica também no Líbano

O conflito mais amplo envolvendo o Oriente Médio resultou em ataques iranianos a países do Golfo que abrigam bases militares dos EUA e deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. A crise também pressionou os preços globais de energia.

Paralelamente às negociações com o Irã, Washington conduz um processo diplomático separado entre Israel e o governo libanês, que já resultou em um esboço de acordo de segurança — rejeitado pelo Hezbollah.

Analistas alertam que o arranjo pode consolidar a presença israelense no sul do Líbano, ampliando tensões regionais.

Impacto no petróleo e cenário econômico

Os mercados reagiram com queda nos preços do petróleo nesta quarta-feira. O barril do West Texas Intermediate (WTI) atingiu o menor nível desde 27 de fevereiro, sendo negociado abaixo de US$ 69 — patamar anterior ao início do conflito.

A guerra também gerou pressão política interna sobre o governo dos EUA, que enfrenta cobranças para reduzir os impactos econômicos antes das eleições de meio de mandato. No Irã, o governo sobreviveu ao conflito, mas enfrenta crescente insatisfação interna devido à deterioração econômica.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Amirhosein Khorgooi/ISNA/via WANA (West Asia News Agency)via REUTERS

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Internacional

Opep+ amplia produção de petróleo pela quarta vez após fechamento do Estreito de Ormuz

A Opep+ aprovou neste domingo (7) mais uma ampliação nas metas de produção de petróleo, marcando o quarto ajuste consecutivo desde o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

A medida foi adotada em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, conflito que interrompeu o tráfego na passagem marítima e gerou preocupações sobre o abastecimento internacional de petróleo.

Segundo comunicado divulgado pela organização, os sete países participantes do acordo aprovaram um acréscimo de 188 mil barris por dia na produção. O novo volume entrará em vigor a partir de julho.

Produção volta a crescer após cortes iniciados em 2023

Desde abril de 2026, os principais integrantes da aliança vêm promovendo aumentos graduais na oferta de petróleo. Somados, os reajustes já representam quase 600 mil barris adicionais por dia.

Os incrementos ocorreram da seguinte forma:

  • Abril: aumento de 206 mil barris por dia;
  • Maio: acréscimo de 188 mil barris por dia;
  • Junho: novo ajuste de 188 mil barris por dia;
  • Julho: mais 188 mil barris por dia aprovados neste fim de semana.

O movimento representa uma reversão parcial dos cortes voluntários anunciados em abril de 2023. Naquele período, a desaceleração econômica global e a queda nos preços levaram a Opep+ a retirar cerca de 1,65 milhão de barris diários do mercado para evitar uma desvalorização ainda maior da commodity.

Conflito no Oriente Médio altera estratégia da organização

A crise geopolítica no Oriente Médio mudou significativamente o cenário do mercado energético. O fechamento do Estreito de Ormuz, considerado um dos corredores mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, afetou o fluxo internacional da commodity e incentivou a retomada gradual da produção anteriormente reduzida.

Em comunicado oficial, a Opep+ afirmou que a medida também permitirá que os países participantes acelerem seus compromissos de compensação relacionados às metas de produção estabelecidas anteriormente.

Produção da Opep+ segue em nível historicamente baixo

Apesar dos sucessivos aumentos anunciados nos últimos meses, a produção efetiva do grupo continua abaixo dos níveis históricos.

Dados divulgados pela organização mostram que os 11 membros atuais registraram queda de 1,22 milhão de barris por dia em maio, alcançando uma produção total de 16,33 milhões de barris diários. Trata-se do menor volume registrado em quase quatro décadas.

Países participantes do acordo

Atualmente, o grupo responsável pelo ajuste produtivo é composto por:

  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Iraque
  • Kuwait
  • Cazaquistão
  • Argélia
  • Omã

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização em maio de 2026, encerrando uma participação que durou cerca de 60 anos.

Mercado acompanha impactos sobre os preços do petróleo

A nova decisão da Opep+ é acompanhada de perto por investidores e agentes do setor energético, que monitoram os reflexos da guerra no Golfo e as possíveis consequências para os preços do petróleo, a segurança do abastecimento global e a estabilidade do mercado internacional de energia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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