Tecnologia

BYD bate recorde histórico de vendas e assume a 4ª posição no mercado automotivo brasileiro

A BYD consolidou de vez sua força no cenário nacional ao fechar o mês de maio de 2026 com um resultado sem precedentes. A montadora chinesa registrou o emplacamento de 21.704 veículos no Brasil, abocanhando uma fatia de 8,5% de participação de mercado. O feito garantiu à marca, de forma inédita, o quarto lugar no ranking geral de vendas do país, posicionando-se logo atrás das tradicionais líderes Fiat (mais de 45 mil unidades), Volkswagen (42.982) e General Motors (27.736).

A rápida evolução dos carros eletrificados no país

Os números impressionam pela velocidade da expansão. Para se ter uma ideia, a empresa levou 32 meses (entre abril de 2022 e dezembro de 2024) para acumular suas primeiras 10 mil vendas totais no Brasil. Agora, apenas 17 meses após esse marco, a fabricante supera a barreira dos 21 mil licenciamentos em um único mês.

De acordo com a montadora, essa curva de crescimento exponencial é um fenômeno inédito no setor automotivo brasileiro, especialmente por se tratar de um portfólio composto exclusivamente por carros elétricos e híbridos plug-in. O avanço reflete a busca do consumidor por eficiência energética, inovação tecnológica e melhor custo-benefício.

Produção nacional impulsiona entregas a partir da Bahia

Para sustentar esse volume de demanda e otimizar os prazos de entrega, a BYD aposta fortemente na nacionalização de seus produtos. A fábrica de Camaçari, localizada na Bahia, já atingiu a marca de aproximadamente 70 mil unidades montadas, com destaque para os modelos BYD Dolphin Mini, BYD King e BYD Song Pro.

O cronograma de expansão da planta baiana prevê a construção de novas alas de estamparia, soldagem e pintura, permitindo que o complexo realize o ciclo completo de fabricação de veículos em solo brasileiro muito em breve.

Liderança isolada no varejo e hegemonia do Dolphin Mini

Quando analisado apenas o canal de vendas no varejo (direto para o consumidor final), a BYD garantiu a liderança nacional pelo segundo mês consecutivo. Foram 16.883 unidades comercializadas por essa via, o equivalente a 14% de market share.

O grande motor dessa performance é o BYD Dolphin Mini, o veículo mais vendido da modalidade em maio, com mais de 6 mil emplacamentos (somando 24.525 unidades no acumulado do ano). O Top 5 de varejo ainda conta com o BYD Dolphin em terceiro lugar (4.163) e o BYD Song em quinto (4.029). Nesse ecossistema competitivo, a rival Geely também dá sinais de avanço, assegurando a vice-liderança do mês com o modelo EX2 (4.250 emplacamentos).

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil, pontuou que a trajetória da empresa no país foi pavimentada por etapas, iniciando com ônibus elétricos e painéis solares antes da chegada dos automóveis de passeio, reforçando o compromisso de longo prazo da companhia com o mercado brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

Carros chineses avançam no Brasil e aumentam pressão sobre a indústria automotiva nacional

A presença dos carros chineses no Brasil vem crescendo rapidamente e já provoca mudanças profundas no setor automotivo nacional. Com forte aposta em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, as montadoras asiáticas conquistaram espaço acelerado entre os consumidores brasileiros e já se aproximam de 20% de participação no mercado.

O avanço é visto como positivo para o consumidor, principalmente pela popularização dos carros elétricos e híbridos, além do aumento da oferta de veículos com tecnologia embarcada e design moderno. No entanto, especialistas apontam que o fenômeno também amplia os sinais de enfraquecimento da indústria automotiva brasileira.

Processo de desindustrialização começou há décadas

A atual pressão sobre o setor automotivo não surgiu de forma repentina. O movimento é resultado de um processo gradual de desindustrialização iniciado ainda nos anos 1980, quando a globalização produtiva começou a deslocar cadeias de manufatura para países asiáticos, especialmente a China.

Durante os anos 1990, a abertura comercial brasileira aumentou a exposição da indústria nacional à concorrência internacional. Inicialmente, os impactos foram sentidos em setores mais intensivos em mão de obra, como brinquedos, têxtil e eletroeletrônicos.

Com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, o país asiático ampliou sua participação nas cadeias globais e se consolidou como maior exportador mundial de produtos manufaturados.

Commodities ganharam espaço e indústria perdeu força

Entre 2003 e 2010, o Brasil intensificou sua dependência da exportação de commodities como minério, soja e petróleo, enquanto passou a importar mais produtos industrializados de maior valor agregado.

Nesse período, a participação da indústria de transformação no PIB caiu significativamente, aprofundando o processo de desindustrialização brasileira e reduzindo a complexidade produtiva do país.

A partir de 2010, o avanço chinês se tornou ainda mais evidente em diversos segmentos da economia nacional, afetando setores como calçados, brinquedos, siderurgia, eletrônicos e vestuário.

E-commerce chinês ampliou concorrência no mercado nacional

Nos últimos anos, plataformas internacionais como AliExpress, Shein e Temu aceleraram a entrada de produtos chineses no Brasil, principalmente em segmentos de baixo valor agregado.

O crescimento das importações ampliou a pressão sobre pequenas e médias indústrias brasileiras, afetando empregos, produção local e competitividade em vários polos industriais do país.

Dados do setor indicam que o déficit da balança comercial de manufaturados alcançou US$ 134 bilhões em 2025, com previsão de superar US$ 150 bilhões neste ano.

Setores tradicionais já sentiram impacto da concorrência chinesa

Diversos segmentos industriais brasileiros já enfrentaram forte perda de mercado diante da concorrência asiática.

No setor de brinquedos, marcas tradicionais como Estrela praticamente perderam protagonismo após a entrada massiva de produtos importados.

Na indústria calçadista, fábricas fecharam no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, enquanto o setor têxtil viu crescer a presença de plataformas internacionais de moda rápida.

Já no segmento de eletrônicos, empresas nacionais como Gradiente perderam espaço para fabricantes asiáticos de smartphones, notebooks e equipamentos eletrônicos de entrada.

Setor automotivo pode enfrentar cenário semelhante

Especialistas avaliam que a indústria automotiva brasileira pode seguir trajetória parecida com a observada em outros segmentos industriais. Mesmo com exigências de conteúdo local e barreiras regulatórias, o avanço das montadoras chinesas deve aumentar a dependência tecnológica externa.

Embora algumas fabricantes instalem operações no Brasil, áreas estratégicas como pesquisa, desenvolvimento e tecnologia tendem a permanecer concentradas fora do país.

O crescimento dos veículos elétricos chineses e das novas tecnologias automotivas deve intensificar a disputa por mercado nos próximos anos, obrigando o setor nacional a acelerar investimentos em inovação, produtividade e competitividade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Tecnologia

Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Tecnologia

Nissan encerra produção na Argentina e adota novo modelo de operação com importações

A Nissan na Argentina anunciou uma mudança significativa em sua estratégia ao encerrar a produção local e transferir sua operação para um modelo baseado em importação e distribuição terceirizada. A decisão faz parte do plano global de reestruturação da montadora japonesa.

Reestruturação inclui transferência de gestão

Como parte do novo formato, a fabricante firmou um acordo para repassar a gestão comercial e logística a grupos locais. O Grupo SIMPA deve assumir 90% da operação, enquanto o Grupo Tagle ficará responsável pelos 10% restantes.

A proposta busca reduzir custos fixos e tornar a operação mais eficiente em um ambiente econômico considerado desafiador.

Fim da produção industrial já havia sido iniciado

A mudança estratégica não é recente. Em 2024, a Nissan encerrou definitivamente a produção na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba. A unidade era responsável pela montagem da picape Frontier, mas segue ativa sob operação da Renault para outros modelos.

Entre os fatores que levaram ao fechamento estão os altos custos operacionais, desempenho abaixo do esperado no mercado interno e perda de competitividade nas exportações.

Importação do México será nova base de operação

Com o novo modelo, a picape Nissan Frontier passará a ser importada do México. A escolha está relacionada à menor carga tributária e melhores condições logísticas, o que favorece a rentabilidade da operação.

A estratégia permite à empresa manter presença no mercado argentino sem os custos elevados de produção local.

Plano global orienta mudanças

A decisão integra o programa global “Re:Nissan”, que busca otimizar recursos e aumentar a eficiência da marca em mercados considerados mais voláteis.

Com isso, a operação argentina deixa de atuar como filial independente e passa a integrar a divisão Nissan Importers Business Unit (NIBU) — modelo já adotado em países como Chile e Peru.

Transição ocorre até o segundo semestre

A expectativa é que a transição para o novo formato seja concluída entre julho e setembro deste ano. Apesar das mudanças, a montadora afirma que o atendimento aos clientes será mantido.

A rede de concessionárias continua operando normalmente, assim como os contratos vigentes, portfólio de produtos e lançamentos planejados.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Tecnologia

Carros chineses no Brasil: participação pode chegar a 35% do mercado até 2035

A presença de carros chineses no Brasil deve crescer de forma acelerada na próxima década e transformar o equilíbrio do setor automotivo. A projeção é de que 1 em cada 3 veículos vendidos no país seja de marcas chinesas até 2035.

Participação das marcas chinesas deve triplicar

A estimativa é do consultor Rogélio Golfarb, ex-presidente da Anfavea. Segundo ele, a fatia das montadoras chinesas deve sair de cerca de 10% registrada recentemente para:

  • 20% do mercado até 2030
  • 35% até 2035

O avanço ocorre em um cenário de expansão das montadoras chinesas em diferentes segmentos do mercado brasileiro.

Estratégia mira segmentos de maior volume

De acordo com a análise, o crescimento será impulsionado pela entrada dessas marcas em categorias com maior demanda, como:

  • carros de entrada
  • picapes
  • vans e veículos comerciais

Essa diversificação amplia o alcance das empresas chinesas e fortalece sua competitividade frente às fabricantes tradicionais.

Vantagem competitiva vem de tecnologia e escala

Um dos principais diferenciais das montadoras chinesas está no custo de produção. Mesmo com a tendência de nacionalização, elas continuam competitivas devido ao acesso a componentes mais baratos vindos da China.

Entre os itens estratégicos estão:

  • baterias para veículos elétricos
  • semicondutores
  • componentes eletrônicos automotivos
  • telas e sistemas digitais

Além disso, fatores como integração produtiva e ganhos de escala explicam grande parte da eficiência de custos dessas empresas.

Comparação com concorrentes globais

Para ilustrar essa vantagem, Golfarb comparou um modelo elétrico da Tesla, o Tesla Model 3, com um veículo similar de uma fabricante chinesa, ambos produzidos na China.

Segundo ele, o carro chinês pode custar cerca de US$ 4 mil a menos, resultado principalmente de:

  • integração da cadeia produtiva
  • produção em larga escala

Subsídios governamentais e condições de pagamento também contribuem, mas têm impacto menor.

Presença de gigantes reforça mudança no setor

O especialista destaca que as marcas chinesas que estão chegando ao Brasil são grandes grupos industriais, com capacidade global consolidada.

Parcerias recentes reforçam esse movimento, como:

  • Stellantis com a Leapmotor
  • General Motors com a Hyundai

Esse cenário evidencia uma transformação estrutural na indústria.

Indústria automotiva vive transformação global

Para Golfarb, o avanço das marcas chinesas no mercado automotivo faz parte de uma mudança profunda e irreversível no setor.

A combinação de tecnologia, escala e competitividade deve consolidar a presença dessas empresas no Brasil, alterando de forma definitiva o perfil da indústria nos próximos anos.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Tecnologia

Carros elétricos com maior autonomia no Brasil em 2026: veja o top 10

O mercado de carros elétricos no Brasil segue em ritmo acelerado. Em 2025, as vendas cresceram 30% na comparação com o ano anterior, somando 80.178 unidades emplacadas. O avanço continua em 2026: apenas em janeiro, a alta foi de 88% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com a expansão do segmento, cresce também a oferta de modelos, que variam em potência, tecnologia de recarga e, principalmente, autonomia — fator decisivo para muitos consumidores na hora da compra.

Ranking considera dados oficiais do Inmetro

Para listar os modelos com maior alcance, foram considerados os dados mais recentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

O ranking leva em conta a maior autonomia declarada para cada modelo. Em casos de empate, o critério de desempate adotado foi o menor consumo energético (MJ/km). Apenas a versão mais eficiente de cada veículo entrou na lista.

Os 10 carros elétricos com maior autonomia em 2026

10º) Audi SQ6 Sportback e-tron Quattro — 428 km

Preço: a partir de R$ 684.990
Potência: 517 cv
Torque: 80 kgfm
Consumo energético: 0,60 MJ/km
Autonomia: 428 km

9º) BYD Tan GS 700EV — 430 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,73 MJ/km
Autonomia: 430 km

8º) GAC Hyptec HT Ultra — 431 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,53 MJ/km
Autonomia: 431 km

7º) Kia EV9 GTL — 434 km

Preço: a partir de R$ 749.990
Potência: 385 cv
Torque: 71,4 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 434 km

6º) Porsche Macan E4 — 443 km

Preço: a partir de R$ 690.000
Potência: 387 cv (408 cv com Overboost)
Torque: 66,2 kgfm
Consumo energético: 0,61 MJ/km
Autonomia: 443 km

5º) Chevrolet Equinox EV — 443 km

Preço: a partir de R$ 349.900
Potência: 292 cv
Torque: 46 kgfm
Consumo energético: 0,56 MJ/km
Autonomia: 443 km

4º) Audi A6 e-tron — 445 km

Preço: a partir de R$ 649.990
Potência: 367 cv
Torque: 59,1 kgfm
Consumo energético: 0,59 MJ/km
Autonomia: 445 km

3º) Volvo EX90 — 459 km

Preço: a partir de R$ 849.950
Potência: 524 cv
Torque: 92,8 kgfm
Consumo energético: 0,68 MJ/km
Autonomia: 459 km

2º) BMW i7 xDrive60 — 467 km

Preço: a partir de R$ 1.373.950
Potência: 544 cv
Torque: 75,9 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 467 km

1º) Chevrolet Blazer EV — 481 km

Preço: a partir de R$ 503.190
Potência: 347 cv
Torque: 44,9 kgfm
Consumo energético: 0,63 MJ/km
Autonomia: 481 km

Autonomia se consolida como fator decisivo

A crescente procura por veículos elétricos tem relação direta com a evolução das baterias e com o aumento da infraestrutura de recarga no país. Nesse cenário, a autonomia elevada tornou-se um dos principais argumentos de venda, especialmente para quem percorre longas distâncias ou busca mais independência entre as recargas.

O levantamento mostra que, além de diversidade de preços — do segmento médio ao luxo —, o mercado brasileiro já oferece opções capazes de rodar mais de 480 km com uma única carga.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Renato Durães/Autoesporte

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Indústria

Brasil entra na disputa global pela indústria dos carros elétricos

O Brasil passou a integrar a corrida internacional pela nova indústria dos carros elétricos, em um momento em que a eletrificação deixou de ser apenas uma tendência ambiental e se transformou em um eixo central de reorganização da indústria automotiva global. Um relatório recente da Carbon Tracker aponta que o avanço dos veículos elétricos a bateria (BEVs) vem alterando custos, cadeias de suprimentos e decisões de investimento em todo o mundo.

Escala chinesa redefine o mercado global

O estudo destaca que a principal mudança estrutural ocorreu a partir da escala produtiva da China, que conseguiu reduzir de forma expressiva o custo das baterias elétricas ao longo da última década. Com isso, os carros elétricos deixaram de ser um produto restrito a nichos e passaram a disputar o mercado de massa.

Atualmente, a China concentra a maior parte da produção global de BEVs e seus fabricantes avançam para mercados internacionais, ampliando a competição e pressionando montadoras tradicionais.

Tarifas em países ricos impulsionam emergentes

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Europa elevaram tarifas para proteger suas indústrias locais, o que tem redirecionado investimentos para economias emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos destinos mais estratégicos para a expansão industrial ligada à eletrificação.

Segundo a Carbon Tracker, essa dinâmica transforma a transição energética em uma disputa industrial, na qual países que atraem produção local tendem a concentrar empregos, tecnologia e capital, enquanto aqueles que se limitam ao consumo correm o risco de perder relevância.

Vantagens competitivas do Brasil

O relatório aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para capturar parte dessa nova cadeia produtiva. Entre os principais fatores estão:

  • Matriz elétrica majoritariamente limpa
  • Reservas de minerais estratégicos
  • Base industrial automotiva consolidada

Esses elementos ampliam a capacidade do país de receber fábricas, centros de desenvolvimento e investimentos ligados aos veículos elétricos.

Riscos regulatórios e sinais contraditórios

Apesar das oportunidades, o estudo alerta que atrasos regulatórios e mensagens pouco claras de política industrial podem comprometer o ritmo da transição. Segundo a Carbon Tracker, a falta de direcionamento aumenta o risco de o Brasil permanecer atrelado a tecnologias que o mercado global começa a deixar para trás.

Nesse cenário, a crescente presença de fabricantes chineses no país passa a representar mais do que uma estratégia comercial: é um indicativo de uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira.

Eletrificação como caminho inevitável

Para a Carbon Tracker, a eletrificação já não é mais uma hipótese futura, mas uma transformação inevitável. O diferencial entre os países passa a ser a velocidade de adaptação e a capacidade de se posicionar estrategicamente na nova configuração do setor.

Após protagonizar duas grandes mudanças — com o etanol e os veículos flex —, o Brasil se depara com mais uma inflexão tecnológica. Desta vez, impulsionada pelos carros elétricos e pela reorganização global da produção automotiva.

No fim, a discussão vai além dos veículos. Trata-se de definir onde estarão os empregos, as fábricas e os investimentos do futuro. Para o Brasil, a questão central já não é se os elétricos vão dominar o mercado, mas qual papel o país pretende desempenhar na próxima fase da indústria automotiva.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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