Agronegócio

Inauguração da ApexBrasil em Cuiabá impulsiona internacionalização do agronegócio no Mato Grosso

A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) seu escritório em Cuiabá, marcando uma etapa estratégica para ampliar a presença do agronegócio mato-grossense no comércio exterior. A agenda inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões destinados ao fortalecimento de cadeias produtivas essenciais do estado.

Durante o evento, também serão apresentados novos programas de qualificação para exportação, voltados a empresas de diferentes portes que desejam avançar na internacionalização.

Encontros com adidos agrícolas e autoridades

As ações começam com reuniões que aproximam produtores e representantes de mercados internacionais. A proposta é permitir que empresários conversem diretamente com quem atua na abertura de novos destinos de exportação. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

O novo escritório funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. Segundo Viana, a descentralização busca levar serviços de inteligência comercial e apoio técnico às empresas instaladas no estado.

A criação da unidade foi oficializada em 23 de setembro, após assinatura de termo de cooperação entre a Famato, o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência.

Investimentos e convênios estratégicos

Durante a solenidade, a ApexBrasil firmará convênios com ABRAPA, UNEM e IBRAFE, com foco na promoção das exportações, expansão para novos mercados e fortalecimento da inteligência de mercado. Os acordos totalizam R$ 42,62 milhões e abrangem setores como algodão, etanol de milho, feijões e pulses.

Viana destaca que a nova base aproxima a Agência do maior produtor agrícola do país. Segundo ele, o Mato Grosso tem potencial para diversificar sua pauta exportadora e ampliar sua participação no cenário global.

Qualificação para empresas de todos os portes

No mesmo dia serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, para empresas que já avançaram na internacionalização, e o PEIEX, realizado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. A expectativa é atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Produtor rural no centro da estratégia

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a chegada da ApexBrasil ao estado facilita o acesso do produtor a certificações, suporte técnico e oportunidades internacionais. Ele afirma que a iniciativa fortalece a posição do Mato Grosso como referência global na oferta de alimentos.

Segundo Tomain, a presença da Agência no estado ajuda a transformar potencial em resultado concreto e reforça o papel do Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Bueno/AnP

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Logística

Ferrovia de Mato Grosso avança e instala 1 km de trilhos por dia

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT), considerada hoje a maior obra ferroviária em andamento no Brasil, segue em ritmo acelerado e já atingiu 73% de execução física. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões e a mobilização de cerca de cinco mil trabalhadores, o projeto deve ser concluído até meados de 2026.

Executada pela Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, a obra corre contra o tempo antes da temporada de chuvas, avançando pelo interior mato-grossense com a instalação de dormentes e trilhos que já atinge a marca de até 1 km por dia.

O que muda com a nova ferrovia

A FMT funciona como um prolongamento de 743 km da Malha Norte, que atualmente recebe a produção agrícola de Mato Grosso no terminal de Rondonópolis. Hoje, caminhões percorrem até 500 km para alcançar a ferrovia, que leva as cargas até o Porto de Santos em 76 horas.

O novo traçado promete encurtar deslocamentos rodoviários, reduzir custos de frete e criar um corredor mais eficiente para o escoamento de soja, milho e farelo, fortalecendo o agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, a economia pode chegar a 50% em trechos de mil quilômetros em comparação com o frete rodoviário.

Fase 1 deve operar em 2026

A construção, iniciada em 2022 sob modelo de autorização estadual, foi dividida em três fases.

A primeira, entre Rondonópolis e um terminal em desenvolvimento entre Dom Aquino e Campo Verde, soma 162 km e deve começar a operar no início do segundo semestre de 2026, a tempo de atender a safrinha de milho.

O novo Terminal BR-070 terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano e atenderá uma das regiões mais promissoras para a expansão de grãos no país, o Vale do Araguaia.

As fases 2 e 3 levarão os trilhos até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, enquanto um ramal para Cuiabá segue em estudo de engenharia.

Decisões financeiras e ritmo da obra

A Rumo ainda avalia o investimento total das próximas etapas, antes estimado entre R$ 14 bilhões e R$ 15 bilhões. O conselho da empresa deve deliberar sobre a continuidade entre dezembro e janeiro, considerando custo de capital, potencial de receitas e taxas de juros.

Mesmo com definições pendentes, a fase 1 segue avançando. Dois carregamentos com 89 mil toneladas de trilhos vindos da China chegaram recentemente ao estado, e uma fábrica de dormentes foi inaugurada em Rondonópolis para atender à ferrovia e à rede de 14 mil km da empresa.

A ponte de 460 metros sobre o Rio Vermelho, maior estrutura da etapa inicial, já recebeu seu primeiro trem.

Impacto no custo do frete

Estudos do Plano Nacional de Logística (PNL) projetam que a participação das ferrovias na matriz de transportes deve subir de 17% para 35% até 2035. Países onde o modal ferroviário é mais desenvolvido registram economia entre 30% e 40% no frete.

Mesmo assim, especialistas afirmam que a redução de custos no Brasil ainda é limitada pela falta de concorrência entre ferrovias.
“Hoje, a comparação do preço ainda é com o caminhão”, explica Edeon Vaz, diretor do Movimento Pró-Logística.

Outras ferrovias no radar

O setor aguarda avanços em dois outros grandes projetos:

  • Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), já em obras.
  • Ferrogrão, que conectará Sinop (MT) a Miritituba (PA), apoiando o escoamento pelo Arco Norte.

Para a Rumo, entretanto, a rota via Porto de Santos continuará sendo a mais competitiva para atender o mercado asiático, já que navios graneleiros não podem atravessar o Canal do Panamá.

Crescimento da demanda até 2050

Mesmo com a futura competição entre ferrovias, o governo não vê risco de demanda insuficiente. Projeções apontam que Mato Grosso deve alcançar 180 milhões de toneladas de produção por ano em 2050, garantindo carga para todos os modais em desenvolvimento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Sustentabilidade

China adia guia de soja sustentável após críticas de Mato Grosso

A China decidiu postergar o lançamento do Guia China-Brasil para Cadeias Sustentáveis de Soja depois de receber questionamentos técnicos da Aprosoja Mato Grosso. O material, elaborado em parceria com a CFNA/China e o WRI/China, estava previsto para ser divulgado em 14 de novembro, durante a COP30.

Segundo a entidade mato-grossense, algumas propostas iniciais apresentavam riscos à competitividade da soja brasileira e não estavam alinhadas ao marco legal vigente no país.

Contribuições e pontos sensíveis
O guia começou a ser desenvolvido após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em março de 2024, envolvendo Aprosoja MT, CFNA e WRI, com foco em cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Durante esse processo, a Aprosoja MT enviou diversas contribuições. A associação alertou para “riscos graves” em trechos preliminares, como referências à Moratória da Soja, possibilidade de bloqueio de CPF e inclusão de critérios e protocolos que não constam no Código Florestal.

A entidade reforçou a importância de que o documento respeite integralmente o marco regulatório brasileiro, especialmente o Código Florestal. A indústria brasileira, representada pela ABIOVE, também pediu cautela ao WRI e à CFNA, destacando potenciais impactos negativos na competitividade da soja no mercado internacional.

Adiado após manifestações técnicas
Com os alertas apresentados, as instituições chinesas optaram por adiar a publicação do guia. Para a Aprosoja MT, a decisão evita que um documento desconectado da legislação brasileira seja lançado em um palco global, o que poderia prejudicar a imagem do setor e criar barreiras comerciais indevidas.

A associação avalia que o adiamento abre espaço para aprofundar o diálogo técnico e ajustar diretrizes que garantam respeito à soberania regulatória brasileira, ao uso de instrumentos oficiais de monitoramento socioambiental — como CAR, PRA e Código Florestal — e à segurança jurídica dos produtores rurais.

A Aprosoja MT afirmou ainda manter seu compromisso com a sustentabilidade, a transparência nas relações comerciais e o fortalecimento da parceria entre Brasil e China.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Comércio Exterior, Exportação

Mato Grosso lidera exportações de carne bovina para a China e ultrapassa São Paulo em 2025

O estado de Mato Grosso reafirmou sua posição de destaque no agronegócio nacional ao se tornar, em 2025, o maior exportador de carne bovina para a China. Com uma receita acumulada de US$ 3 bilhões até setembro, o estado ultrapassou São Paulo — tradicional polo da pecuária brasileira — e consolidou sua dominância nas vendas externas do setor.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e setembro, Mato Grosso embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês, superando as 343,5 mil toneladas enviadas por São Paulo no mesmo período. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, responsável pela maior fatia das exportações do país.

No total, Mato Grosso exportou 646,9 mil toneladas da proteína para 89 países, com preço médio de US$ 5,3 mil por tonelada, reforçando o vigor do setor e o peso do estado nas vendas internacionais.

Missão mato-grossense busca novas parcerias na China
Para sustentar o ritmo de crescimento e abrir novos mercados em 2026, uma comitiva de Mato Grosso — composta pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — cumpre nesta semana uma agenda estratégica na China.

O grupo pretende ampliar os canais de exportação e firmar novas parcerias comerciais, especialmente com províncias do interior chinês, além de reforçar o compromisso do estado com práticas de sustentabilidade e produção responsável.

Segundo o presidente do Imac, Caio Penido, a presença da comitiva no país asiático representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.

“Participar dessa missão é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa presença global. A China é o principal destino das exportações de Mato Grosso, e temos muito a mostrar — especialmente nosso compromisso com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, afirmou Penido.

O dirigente destacou ainda que o foco é abrir novas portas e demonstrar que o modelo de produção mato-grossense atende às demandas do consumidor global, que valoriza alimentos produzidos com segurança alimentar, responsabilidade ambiental e social.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Imac

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Comércio

Setor produtivo de Mato Grosso organiza força-tarefa contra a Tabela de Fretes

A implementação da fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete rodoviário, em vigor desde 6 de outubro, gerou forte reação no setor produtivo de Mato Grosso. Entidades de produtores rurais e associações de transporte se reuniram nesta segunda-feira (27), em Cuiabá, para debater os impactos econômicos da medida e traçar estratégias de atuação nacional.

O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), reuniu representantes de diversos segmentos da cadeia produtiva e logística, dando sequência às atividades da Comissão de Infraestrutura do Instituto Pensar Agro (IPA).

O tom do debate foi de crítica ao tabelamento de preços e defesa do livre mercado. O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, reafirmou o posicionamento contrário da entidade à intervenção estatal no setor de transporte.

“Somos a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Não faz sentido manter mais um tabelamento que, na prática, não funciona”, afirmou Guimarães, destacando que a articulação entre os setores produtivos foi proposta pelo consultor de logística Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do DNIT.

Entidades preparam ofensiva técnica e jurídica

O principal encaminhamento do encontro foi demonstrar ao Governo Federal e às autarquias as distorções da Tabela de Fretes. As entidades também buscam fortalecer a atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam a legalidade e a metodologia da Lei do Frete Mínimo, de 2018.

Pagot informou que o IPA lidera a elaboração de um manifesto com apoio de mais de 50 entidades, apontando falhas na tabela e pedindo revisão da metodologia. O documento foi encaminhado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que deve levá-lo à análise de ministérios, incluindo o da Fazenda.

“A metodologia usada em 2018 pela Esalq/Log da USP precisa ser atualizada. Hoje, é evidente que a fórmula carece de aprimoramento”, afirmou Pagot, defendendo uma reunião com o ministro Fernando Haddad para apresentar os impactos da tabela, que, segundo ele, “gera confusão e contribui para a inflação”.

Para subsidiar o diálogo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o grupo vai elaborar um estudo técnico detalhado sobre os efeitos da fiscalização. Uma palestra com o diretor da ANTT responsável pelo tema foi marcada para 6 de novembro, às 10h, na sede do IPA.

Frete alto pressiona produtores e consumidores

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, alertou para o aumento dos custos de produção e o impacto direto ao consumidor final.

Segundo ele, o frete elevado encarece toda a cadeia produtiva, elevando em mais de 20% o preço de insumos agrícolas, como fertilizantes.

“Quem paga essa conta não é só o produtor. O frete influencia o preço de praticamente tudo o que consumimos”, destacou Beber.

Mobilização política em Brasília

O senador José Lacerda (PSD) afirmou ter agendado uma reunião em Brasília ainda nesta semana para discutir o tema com autoridades federais. O encontro em Cuiabá também contou com a participação de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christiano Antonucci/Secom MT

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Comércio

Alckmin inaugura ZPE de Cáceres e destaca papel estratégico na integração sul-americana

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inaugurou nesta sexta-feira (24) a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, no Mato Grosso. Essa é a quarta ZPE em operação no Brasil, ao lado das unidades de Uberaba (MG), Pecém (CE) e Parnaíba (PI).

Nova ZPE vai impulsionar exportações e gerar empregos

Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou o papel das Zonas de Processamento de Exportação como instrumentos de estímulo ao comércio exterior e à industrialização regional.

“A ZPE é um instrumento que estimula a exportação e o comércio exterior, em que os setores que exportam encontram facilidades, o que é fundamental para que o país possa crescer”, afirmou o ministro.

Localizada próxima à fronteira, Cáceres é considerada uma cidade estratégica para a integração econômica sul-americana. Segundo Alckmin, a nova ZPE deve atrair investimentos, fortalecer a indústria local e gerar emprego e renda para a população.

Estrutura moderna e posição estratégica

Com 240 hectares de área total, a ZPE de Cáceres recebeu R$ 51,3 milhões em investimentos voltados à infraestrutura e à construção de sua área administrativa. Inserida na rota do Quadrado Rondon, importante corredor logístico regional, a nova zona de livre comércio já abriga sua primeira empresa em operação, a TRC Agroflorestal, produtora de placas de madeira e teca voltadas para exportação.

As ZPEs funcionam como áreas de livre comércio destinadas à produção de bens e serviços para exportação, oferecendo incentivos fiscais e aduaneiros. Empresas instaladas nesses espaços têm suspensão de impostos como IPI, PIS/Cofins, Imposto de Importação e AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) na aquisição de insumos e matérias-primas, podendo converter esses benefícios em isenção total no caso de exportações efetivas.

Expansão das ZPEs reforça política de desenvolvimento regional

As Zonas de Processamento de Exportação são vistas pelo governo como ferramentas para reduzir desigualdades regionais e estimular o desenvolvimento econômico em áreas estratégicas. A Comissão de Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), responsável por deliberar sobre a criação e gestão das ZPEs, é presidida pelo MDIC e conta com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, Integração e Desenvolvimento Regional, Meio Ambiente e Mudança do Clima, Planejamento e Orçamento, Portos e Aeroportos e Transportes.

Com a inauguração da unidade de Cáceres, o Brasil dá mais um passo na consolidação de um modelo de integração produtiva e logística voltado à ampliação das exportações e à competitividade industrial no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Sustentabilidade

Pecuária do Brasil reforça compromisso com sustentabilidade no World Meat Congress

O Brasil se prepara para apresentar sua pecuária sustentável em destaque no cenário global durante o World Meat Congress, que acontece entre 28 e 30 de outubro em Cuiabá, Mato Grosso. O evento reunirá representantes de cerca de 20 países e servirá como plataforma para apresentar políticas públicas, tecnologias e certificações de rastreabilidade que comprovam a produção responsável e ambientalmente consciente do país.

Para Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o congresso é uma oportunidade estratégica para demonstrar, com dados concretos, a evolução do setor. “O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo, mas agora buscamos reconhecimento também como líder em sustentabilidade. Temos resultados, programas e evidências para mostrar — e o World Meat Congress é o palco ideal”, afirma.

“A nova era da carne”: foco em emissões e transparência

Promovido pela International Meat Secretariat (IMS) em parceria com o Imac, o congresso tem como tema central “A nova era da carne”, voltado a discutir como a pecuária global pode reduzir emissões, aumentar a transparência e atender às exigências de consumidores internacionais cada vez mais conscientes.

Programas e iniciativas brasileiras reforçam compromisso ambiental e social

Durante o evento, o Brasil apresentará programas que comprovam o compromisso socioambiental da cadeia produtiva. Um destaque é o Passaporte Verde, desenvolvido pelo Imac em colaboração com o Governo de Mato Grosso e entidades do setor. O programa define critérios de sustentabilidade e rastreabilidade, abrangendo toda a cadeia produtiva, do nascimento do animal até o abate.

“Com o Passaporte Verde, mostramos que a carne mato-grossense — e brasileira — é produzida com respeito à legislação ambiental, sem desmatamento ilegal e com inclusão de pequenos produtores. É a sustentabilidade comprovada com evidências, não apenas em discursos”, explica Penido. O sistema permitirá que consumidores, nacionais e internacionais, acessem informações sobre a origem e histórico socioambiental de cada animal.

Além do Passaporte Verde, o Brasil destacará o Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que já recuperou milhares de hectares de áreas degradadas, e o novo selo “Carne de MT”, que certifica produtos com base em qualidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

“A sustentabilidade se tornou o principal diferencial comercial do agronegócio. O Brasil tem condições de liderar essa agenda global”, reforça Penido. “Queremos mostrar que fazemos parte da solução para o clima, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural.”

Presença de lideranças globais fortalece a iniciativa

O congresso contará com líderes internacionais como Juan José Grigera Naón, presidente da IMS; Michael Lee, vice-reitor da Harper Adams University; e Eric Mittenthal, diretor de Estratégia do Meat Institute dos Estados Unidos.

“Receberemos lideranças globais e vamos provar, com dados, que o Brasil é capaz de produzir carne com baixa emissão e alta produtividade. Esse é o futuro da pecuária — e nós já estamos nele”, conclui Penido.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Mercado Internacional

Carne de Mato Grosso conquista o Peru e abre portas para novos mercados internacionais

A qualidade da carne bovina de Mato Grosso conquistou os paladares peruanos durante uma noite de churrasco realizada na quarta-feira (24), na Expoalimentaria, maior feira da indústria alimentícia da América Latina, em Lima.

Foram servidos cortes nobres de carne produzida no estado, em uma ação que buscou destacar não apenas o sabor e a maciez da proteína, mas também seu processo de produção sustentável, baseado em uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

“Queremos promover a carne mato-grossense e nada melhor que poder provar da qualidade da nossa proteína. Foi um sucesso, tivemos uma grande procura pelos nossos produtos e recebemos muitos elogios”, afirma o diretor administrativo financeiro do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Henrique Prado Olvido de Miranda.

A escolha de Lima para sediar o evento não foi por acaso, pois a cidade é um polo gastronômico importante da América Latina. “Nesse evento temos a oportunidade de tornar a carne de Mato Grosso conhecida pela alta gastronomia. Temos um corte exclusivo do estado, que é o MT Steak, que resume essa qualidade que pode atender aos paladares mais exigentes”, pontua o diretor administrativo financeiro do Imac.

Além da degustação, o Imac participou na quinta-feira (25) do evento “Negócios de Fronteira”, que reuniu representantes de estados de fronteira do Brasil para promover a indústria alimentícia nacional e atrair potenciais parceiros comerciais.

Entre as ações que são estudadas é a implantação de um voo de Cuiabá para Lima, para facilitar a interação entre os dois países. “Estamos trabalhando muito aqui e não paramos de conversar com todos os atores peruanos para tentar colocar um voo internacional. É um trabalho sério, de união, que é feito por todos os órgãos de Mato Grosso, por toda a sociedade civil”, enfatiza o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda.

“Para o Imac é muito importante participar da Expoalimentaria, junto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e o Invest MT, para levar os dados técnicos da produção da carne bovina, a qualidade e o nosso sistema, que é um dos mais sustentáveis do mundo, mostrando a capacidade do nosso estado e suas potencialidades para investimento”, avalia Henrique.

Líder em produção
Mato Grosso é atualmente o maior produtor de carne bovina do Brasil e referência mundial no setor. O estado possui o maior rebanho do país, com mais de 32 milhões de cabeças de gado, e responde por aproximadamente 17% de toda a carne bovina brasileira. Grande parte dessa produção é destinada à exportação, abastecendo mercados exigentes como China, Chile, União Europeia e Oriente Médio.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Internacional

MT promove carne bovina em feiras internacionais na Bolívia e no Peru

Estado aposta em qualidade e sustentabilidade para ampliar exportações e fortalecer presença no mercado latino-americano

Mato Grosso começa a divulgar, a partir desta sexta-feira (19), a carne bovina produzida no estado em duas importantes feiras internacionais, na Bolívia e no Peru. Entre as ações programadas estão reuniões com potenciais importadores da proteína animal e a promoção dos benefícios de ampliar o comércio com os dois países.

O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e Invest MT, lidera a participação do estado, destacando a qualidade, a sustentabilidade e o potencial de Mato Grosso no mercado internacional de carnes.

Na Bolívia, o destaque é a ExpoCruz, realizada em Santa Cruz de la Sierra, o maior evento multissetorial da América Latina. A feira funciona como uma plataforma estratégica para empresas que buscam acesso a mercados internacionais, além de permitir promoção institucional e fortalecimento de redes comerciais em toda a região latino-americana.

Para a Bolívia, Mato Grosso já exportou, em 2025, 47 toneladas de carnes desossadas de bovinos e 287 toneladas de outros sebos bovinos, gerando uma receita superior a US$ 582 mil.

“A participação do Instituto Mato-grossense da Carne na ExpoCruz é estratégica para ampliar a presença da nossa carne em mercados internacionais. A Bolívia tem se mostrado um parceiro comercial cada vez mais relevante e estar presente em uma das maiores feiras multissetoriais da América Latina fortalece a imagem de Mato Grosso como referência em qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar”, afirma Henrique Prado Olvido de Miranda, diretor administrativo-financeiro do Imac.

No Peru, a participação ocorre entre os dias 24 e 26 de setembro, na Expoalimentaria, considerada a feira mais importante de alimentos e bebidas da América Latina. O evento funciona como um palco de negócios e ponto de encontro para os principais operadores da distribuição, do varejo, do setor horeca (hospitalidade, alimentação fora do lar e serviços de catering), além de canais especializados nos mercados nacional e internacional.

Para o mercado peruano, 10 indústrias frigoríficas de Mato Grosso estão habilitadas, tendo exportado 140 toneladas de miudezas bovinas neste ano, gerando uma receita de US$ 257,4 mil.

“A participação na Expoalimentaria é uma oportunidade estratégica para o setor, diante de um mercado competitivo e consolidado pelo Brasil. Trata-se de uma oportunidade para reforçarmos junto ao consumidor e à indústria local que nosso sistema de produção é referência em atributos socioambientais, com grande capacidade de abastecimento e qualidade superior. Nossa carne reúne diferenciais que atendem aos mais exigentes padrões internacionais, destacando-se pela maciez, sabor intenso e suculência”, ressalta Henrique Miranda.

Fonte: A Bronca Popular

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