Agronegócio

Saída das tradings da Moratória da Soja reforça o Código Florestal, avalia Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) considerou uma “decisão justa” o anúncio de que grandes tradings deixarão a Moratória da Soja. Para a entidade, o movimento marca o fim de um ciclo de interferência privada que, segundo a federação, se sobrepunha à legislação brasileira, recolocando o Código Florestal como referência legal exclusiva para a produção agropecuária no país.

Fim de pactos privados sobre a lei nacional

Na avaliação da Famato, a saída das empresas do acordo privado confirma a posição defendida há anos pelo setor produtivo de Mato Grosso e por instituições locais. A federação sustenta que compromissos firmados entre empresas não têm legitimidade para impor regras sobre o uso da terra nem para desconsiderar licenças ambientais concedidas pelo Estado.

Para a entidade, a produção rural que cumpre a legislação ambiental vigente não pode ser alvo de sanções comerciais baseadas em critérios paralelos à lei brasileira.

Decisões institucionais fortaleceram o desfecho

A federação atribui o atual cenário a uma articulação institucional envolvendo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Governo do Estado, além de recentes posicionamentos do CADE e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos destaques é a lei estadual nº 12.709/2024, que prevê a retirada de incentivos fiscais de empresas que imponham restrições comerciais a produtores que atuam dentro da legalidade. Segundo a Famato, a norma ajudou a reequilibrar as relações entre o poder público, o setor produtivo e o mercado.

Restauração da ordem jurídica no campo

Para a entidade, recursos públicos devem ser destinados exclusivamente ao desenvolvimento regional, e não utilizados para sustentar iniciativas que, na visão da federação, ferem o direito de propriedade.

Em nota oficial, a Famato afirma que cai o argumento de que mecanismos privados de monitoramento seriam mais eficientes do que a fiscalização ambiental do Estado. A federação defende que produtores licenciados, que respeitam a reserva legal e cumprem todas as exigências ambientais, não podem sofrer punições comerciais.

Setor produtivo segue em alerta

Apesar de considerar a decisão um avanço relevante, a Famato afirma que continuará atenta para evitar que antigas restrições sejam mantidas de forma indireta. O receio é que critérios subjetivos de compra ou políticas internas das empresas reproduzam, na prática, os efeitos da Moratória da Soja.

A federação reforça que não aceitará o retorno das limitações sob rótulos como “compliance ambiental” ou barreiras comerciais invisíveis, e defende que a transparência seja a base das relações entre produtores e compradores neste novo momento.

Produção e sustentabilidade caminham juntas

Ao concluir o posicionamento, a Famato destaca que Mato Grosso demonstra ser possível conciliar liderança na produção mundial de alimentos com sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de imposições externas ao ordenamento jurídico brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Famato

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Agronegócio

Gigantes do agro deixam a Moratória da Soja após avanço de lei em Mato Grosso

As grandes tradings do agronegócio comunicaram oficialmente sua saída da Moratória da Soja, acordo ambiental que restringe a comercialização do grão em áreas desmatadas da Amazônia Legal. A mudança ficou evidente com a retirada da logomarca da Abiove do Grupo de Trabalho da Soja, conforme atualização no site do pacto.

Saída ocorre após entrada em vigor de lei estadual

A decisão ocorre em meio à vigência da Lei nº 12.709/2024, que autoriza o Governo de Mato Grosso a retirar incentivos fiscais de empresas que aderirem à moratória. A norma passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e alterou o equilíbrio econômico para as companhias signatárias.

Procurada, a Abiove não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

Aprosoja MT comemora decisão das tradings

Em nota divulgada nesta segunda-feira (5), a Aprosoja Mato Grosso confirmou que grandes empresas do setor formalizaram sua saída do acordo junto a organizações da sociedade civil. Para a entidade, o movimento representa “uma vitória dos produtores de soja”, que, segundo a associação, vinham sendo prejudicados por um acordo privado considerado incompatível com a legislação ambiental brasileira.

A Aprosoja também destacou que decisões do STF e a atuação do Cade reforçam o entendimento de que a moratória é “assimétrica” e penaliza produtores que cumprem o Código Florestal.

O que é a Moratória da Soja

Criada em 2006 pela Abiove e pela Anec, a Moratória da Soja proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008. Ao longo dos anos, o pacto passou a ser alvo de críticas de produtores e autoridades estaduais, que apontam restrições indevidas ao uso da terra.

Impacto econômico em Mato Grosso e outros estados

Segundo a Aprosoja MT, a moratória gera prejuízos a cerca de 85 municípios mato-grossenses, afetando aproximadamente 2,7 milhões de hectares e retirando mais de R$ 20 bilhões da economia regional. Além de Mato Grosso, o acordo alcança áreas produtivas do Acre, Amapá, Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima.

O governo estadual sustenta que o Código Ambiental brasileiro já estabelece regras claras para o desmatamento e que a lei local busca conciliar competitividade econômica e sustentabilidade.

Mato Grosso lidera produção e exportação de soja

Maior produtor de soja do país, Mato Grosso colheu 50,8 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo o Imea. Para 2025/26, a estimativa é de 47,1 milhões de toneladas, cultivadas em 13 milhões de hectares.

As exportações da safra 2024/25 devem alcançar 31,4 milhões de toneladas. Até novembro, o estado enviou soja para 33 países, totalizando 31,12 milhões de toneladas, com a China como principal destino, responsável por 21,9 milhões de toneladas, conforme dados da Secex.

STF e Cade intensificam debate sobre a moratória

O tema ganhou força em 2025 com decisões do Supremo Tribunal Federal. Em dezembro de 2024, o ministro Flávio Dino suspendeu inicialmente a lei estadual, mas em abril de 2025 restabeleceu o artigo que permite o corte de incentivos fiscais às empresas signatárias da moratória, com efeitos a partir de 2026.

Em novembro, o STF reconheceu a autonomia de Mato Grosso para restringir benefícios fiscais, mas suspendeu temporariamente todos os processos sobre a constitucionalidade da moratória, após pedido da Abiove. A liminar segue em vigor enquanto o julgamento aguarda conclusão.

No Cade, o acordo também é analisado sob a ótica concorrencial. O órgão chegou a suspender os efeitos da moratória, investigou possível cartel de compra e mantém os processos paralisados enquanto o STF define o mérito da questão.

Críticas também ganharam espaço internacional

As críticas ao acordo extrapolaram o Judiciário e chegaram ao Congresso Nacional e a fóruns internacionais. No XIII Fórum de Lisboa, lideranças políticas e do setor produtivo classificaram a moratória como uma ameaça à segurança alimentar global.

Durante o evento, o governador Mauro Mendes destacou que Mato Grosso preserva mais de 60% do seu território e tem capacidade de ampliar a produção agrícola sem comprometer o meio ambiente.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Frete mínimo pode elevar custos da produção em até 30% no agro de Mato Grosso

Produtores rurais de Mato Grosso acendem o sinal de alerta diante dos impactos da política do frete mínimo, que pode elevar os custos da produção agropecuária em até 30%. A avaliação do setor é de que a tabela do piso mínimo pressiona as margens do produtor, interfere na logística e encarece desde a compra de insumos até o escoamento da safra.

A preocupação é ainda maior em um estado com grandes distâncias até os portos e forte dependência do transporte rodoviário. Segundo representantes do setor, a rigidez da tabela, a redução do frete de retorno e a falta de flexibilidade elevam os custos e afetam diretamente o preço dos alimentos e a inflação.

Impacto direto na logística e no produtor rural

Para a Aprosoja Mato Grosso, o atual modelo do piso mínimo gera distorções tanto para produtores quanto para caminhoneiros autônomos. O presidente da entidade, Lucas Costa Beber, afirma que o cálculo do frete penaliza principalmente os veículos menores.

Segundo ele, quanto menor o caminhão, menor a rentabilidade, o que reduz a competitividade e desestimula o transporte. “O preço mínimo do frete cria uma injustiça tanto para o produtor quanto para o caminhoneiro autônomo. Esse modelo acaba tirando a competitividade dos pequenos”, avalia.

Fim do frete de retorno encarece o transporte

Na prática, a tabela interfere em estratégias comuns da logística agrícola, como o frete de retorno, muito utilizado em regiões como o Médio-Norte de Mato Grosso, especialmente no transporte de calcário.

Antes, caminhões evitavam rodar vazios e aproveitavam o trajeto de volta para transportar insumos com valores mais baixos. Com a nova regra, esse modelo perde viabilidade. “O motorista conseguia trabalhar mais e compensar o custo da viagem vazia. Agora isso deixa de acontecer”, explica Lucas Costa Beber.

Lei do frete e distorções no mercado

A lei do piso mínimo do frete surgiu após a greve dos caminhoneiros em 2018 e estabelece valores mínimos para 12 tipos de veículos e operações. A legislação prevê revisão semestral e reajuste automático conforme a variação do diesel.

Mesmo assim, o setor produtivo afirma que a tabela não acompanha a realidade do mercado ao longo do ano. “A tabela não reflete a variação real dos custos. Por isso, estamos trabalhando para encomendar um estudo técnico junto à Esalq, com apoio de outras entidades, para revisar esses parâmetros”, afirma o presidente da Aprosoja-MT.

Além disso, há diálogo com o Ministério dos Transportes. Segundo a entidade, o produtor acaba absorvendo custos que não consegue repassar. “O produtor não tem preço mínimo garantido e acaba arcando com todo o prejuízo”, destaca.

Reflexos no preço dos alimentos e nos insumos

Na avaliação da Aprosoja, os impactos não se restringem ao campo. O aumento do custo logístico tende a refletir no preço dos alimentos, do diesel e de toda a cadeia produtiva. Outro efeito observado é o estímulo à formação de frota própria por parte dos produtores, reduzindo a dependência de transportadores terceirizados.

Fertilizantes sentem impacto direto do frete

O setor de fertilizantes é um dos mais afetados. Para o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, o problema está no retorno dos caminhões. “A cada seis caminhões que descem para o porto, apenas um retorna com fertilizante. Isso encarece muito o custo”, afirma.

Segundo ele, esse desequilíbrio eleva diretamente o custo de produção agrícola, pressionando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Distâncias longas agravam o problema

Produtores localizados em regiões mais afastadas sentem o impacto de forma ainda mais intensa. É o caso de Adalberto Grando, que cultiva 2,7 mil hectares de soja entre Gaúcha do Norte e Sorriso. Ele relata que o frete até os portos pode chegar a valores elevados. “Falam em cerca de R$ 500 por tonelada. Isso equivale a cinco sacas de soja”, afirma.

Além disso, a precariedade da infraestrutura agrava a situação. “Temos apenas uma via asfaltada. Sem frete de retorno, ninguém quer vir para cá”, relata. Para ele, o caminho seria retomar a livre iniciativa. “Se insistir nessa tabela, o custo vai subir ainda mais”, alerta.

Cooperativas pedem equilíbrio e ajustes

Na região de Canarana, o impacto da logística pesa tanto na compra de insumos quanto na venda da produção. Segundo o diretor do Sindicato Rural local, Camilo Ramos, a localização influencia diretamente nos preços. “Pagamos mais caro para trazer insumos e recebemos menos na venda. A logística pesa muito”, afirma.

A Cooperativa de Transportes Rodoviários de Mato Grosso (Cootromat), que reúne cerca de 110 associados, também sente os efeitos. De acordo com o diretor de logística, Sidnei Rogério Weirich, a aplicação da tabela alterou completamente a dinâmica do frete de retorno. “Antes existia frete de volta, hoje isso praticamente acabou”, explica.

Outro problema apontado é a diferença de custo entre tipos de caminhões. “Os veículos menores estão sendo deixados de lado, porque o custo do nove eixos acaba sendo mais competitivo”, afirma. Para ele, seria necessário equalizar os valores para garantir concorrência justa.

Margem apertada e risco de novos aumentos

O presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira Bueno, alerta que a margem do produtor já está no limite. “O lucro está praticamente inexistente. Mesmo com oferta de caminhões, o frete segue caro”, diz.

Ele projeta impacto ainda maior nos fertilizantes nos próximos ciclos. “Pode haver aumento de 20% a 30% nos custos. É um problema sério e o produtor não pode arcar sozinho com isso”, conclui.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Acrimat alerta para impacto da tarifa de 55% da China sobre a carne bovina brasileira

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou preocupação com a decisão da China de aplicar tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que ultrapassar os volumes estabelecidos por país. A medida, anunciada nesta quarta-feira (31), entra em vigor nesta quinta-feira (1º) e terá validade até 31 de dezembro de 2028.

Segundo a entidade, a adoção das chamadas medidas de salvaguarda pode gerar reflexos diretos em toda a cadeia produtiva, especialmente para o produtor rural, considerado o elo mais vulnerável do setor.

Preocupação com o impacto no produtor rural

Em nota oficial, a Acrimat avalia que a decisão chinesa ocorre em um momento sensível para a pecuária brasileira. “Vemos com muita preocupação essas medidas de salvaguarda determinadas pela China para a nossa carne bovina, especialmente neste fim de ano”, afirmou a associação.

A China é atualmente o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina e lidera também as compras do produto mato-grossense. Qualquer mudança nas condições de acesso a esse mercado, segundo a entidade, tende a impactar preços, renda e planejamento da atividade pecuária.

Efeitos na cadeia produtiva

A Acrimat ressalta que crises econômicas ou sanitárias envolvendo grandes compradores costumam recair sobre o produtor. “Sabemos que qualquer incidente, seja sanitário ou econômico, impacta negativamente no bolso do pecuarista, que acaba arcando com toda a conta”, destacou a associação.

Como exemplo recente, a entidade cita o tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, que provocou queda nos preços da arroba. Para a Acrimat, situações como essa demonstram como decisões externas afetam diretamente o mercado interno.

Capacidade dos frigoríficos e defesa do produtor

A associação também avalia que grandes frigoríficos exportadores têm condições de redirecionar volumes excedentes para outros mercados, sem repassar prejuízos ao produtor rural. “Os grandes exportadores brasileiros conseguem pulverizar esse excedente para outros destinos, sem prejudicar o pecuarista com manobras especulativas”, pontua a entidade.

Ao final, a Acrimat reforça a necessidade de valorização do produtor e cobra atuação do governo federal. “É fundamental que o produtor seja respeitado, especialmente neste momento de incertezas e mudança de ciclo. Esperamos que o governo defenda quem produz, e não apenas quem exporta”, conclui.

Cotas e números do comércio com a China

De acordo com o Ministério do Comércio da China (Mofcom), as cotas de importação sem tarifa adicional para o Brasil serão de 1,106 milhão de toneladas em 2026, 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Qualquer volume acima desses limites estará sujeito à tarifa extra de 55%.

Somente em 2025, até novembro, o Brasil exportou 1,499 milhão de toneladas de carne bovina para a China, gerando receita de US$ 8,028 bilhões.

Em Mato Grosso, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações de carne bovina somaram 867,72 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e novembro de 2025, alta de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024, que já havia sido recorde.

No recorte por destino, a China respondeu por 54,88% dos embarques do estado em 2025, frente a 46,31% no mesmo intervalo de 2024, evidenciando a crescente dependência do mercado chinês.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Transporte

Lei do Frete Mínimo pressiona transporte rodoviário e afeta caminhoneiros em Mato Grosso

A Lei do Frete Mínimo, criada após a greve dos caminhoneiros em 2018, voltou ao centro das discussões no setor de transporte rodoviário. Em Mato Grosso, caminhoneiros autônomos e empresas relatam impactos diretos na operação, com redução de oportunidades, aumento de custos e distorções no mercado de fretes.

A principal crítica é que a tabela de preços favorece caminhões de maior porte, deixando veículos menores ociosos e dificultando a competitividade no setor.

Preferência por caminhões maiores limita oportunidades

Na prática, a aplicação da tabela tem direcionado a contratação para caminhões com maior número de eixos, como os de nove eixos, considerados mais vantajosos dentro do cálculo oficial. Com isso, caminhões menores acabam ficando parados, à espera de carga.

Segundo o Movimento Pró-Logística, a metodologia adotada pela lei não reflete a realidade do transporte brasileiro e gera desequilíbrios no mercado, especialmente em estados dependentes do modal rodoviário, como Mato Grosso.

Distorções na tabela e impacto direto no autônomo

De acordo com o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a lei foi criada de forma emergencial e ainda carrega falhas estruturais. Ele explica que os critérios de cálculo consideram custos de um caminhão novo, enquanto a frota brasileira possui idade média superior a 20 anos.

“A tabela acabou incentivando o uso de caminhões maiores. Hoje, quem tem caminhão de 5, 6 ou 7 eixos enfrenta grande dificuldade para conseguir frete”, afirma.

Essa realidade é sentida no dia a dia pelos profissionais. O caminhoneiro Rodrigo Nicolau Macedo relata períodos de até quatro dias parado à espera de carga. “O mercado está priorizando caminhão de nove eixos. Quem tem caminhão menor fica de lado”, comenta.

Empresas também enfrentam dificuldades operacionais

O impacto da Lei do Frete Mínimo também atinge as transportadoras. Segundo o empresário Márcio Roberto, veículos menores praticamente deixaram de operar por não conseguirem se enquadrar na tabela.

“Para caminhões menores, o frete não fecha. A gente acaba priorizando rodotrens porque é o que viabiliza o custo”, explica. Segundo ele, empresas com frota reduzida são as mais prejudicadas.

Modelo atual gera insegurança e custos elevados

Entre os caminhoneiros, há consenso de que o modelo precisa ser revisto. Para Thiago Pedroso Esteves, o cálculo deveria considerar a distância percorrida, e não apenas o tipo de veículo. “O ideal seria um equilíbrio. O frete deveria ser calculado por quilômetro rodado”, defende.

Já Daniel dos Santos Rodrigues afirma que muitos valores praticados no mercado não seguem a tabela oficial. “Para cobrir os custos, o frete teria que girar em torno de R$ 7 por quilômetro, mas isso raramente acontece”, relata.

Fiscalização eletrônica e reflexos no preço final

A fiscalização da Lei do Frete Mínimo ganhou força com a implementação do controle eletrônico pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A partir da emissão do MDF-e, o frete passou a ser automaticamente monitorado.

Segundo o Movimento Pró-Logística, a medida aumentou a insegurança no setor. “Essa fiscalização eletrônica deixou o mercado apreensivo. O custo acaba sendo repassado ao consumidor”, afirma Edeon.

Outro ponto de crítica é a falta de flexibilização para o frete de retorno. A legislação permite apenas pequeno desconto, o que torna inviável o transporte de volta e faz com que muitos caminhões rodem vazios.

“Quando não há carga compatível com a tabela, o caminhão retorna vazio. E caminhão vazio não paga conta”, resume um dos motoristas ouvidos.

Impactos se estendem à economia

Com custos elevados, insegurança jurídica e dificuldades operacionais, o setor avalia que os efeitos da lei ultrapassam o transporte e chegam ao consumidor final, com reflexos diretos nos preços dos produtos.

Enquanto não há revisão no modelo, caminhoneiros, transportadoras e produtores seguem tentando se adaptar a uma realidade que pressiona margens e reduz a competitividade do transporte rodoviário brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Safra recorde e caixa apertado: agro de Mato Grosso enfrenta incertezas para 2026

A safra 2024/2025 terminou com números expressivos no campo, mas deixou um cenário de preocupação entre os produtores rurais de Mato Grosso. Apesar das lavouras cheias e do clima favorável, a combinação de preços baixos, juros elevados e crédito restrito comprometeu a rentabilidade e acendeu um alerta para o próximo ciclo agrícola.

O resultado é um setor que produziu bem, mas fechou o ano com margens apertadas, dificuldades financeiras e pouca previsibilidade para 2026.

Boa produção, mas retorno financeiro limitado

Nas principais regiões produtoras, como Jaciara, o desempenho das lavouras de soja, milho e algodão foi positivo do ponto de vista produtivo. No entanto, a rentabilidade ficou abaixo do esperado. Até culturas alternativas, como o arroz, não corresponderam financeiramente.

Segundo o produtor rural Gilson Provenssi, o faturamento obtido mal foi suficiente para cobrir os custos financeiros da safra. A elevação dos juros, sem valorização equivalente das commodities, agravou a situação, especialmente para quem trabalha com áreas arrendadas.

“O que entrou praticamente foi para pagar juros. As commodities não reagiram e isso inviabiliza o fechamento das contas”, relata.

Para manter a atividade, ele precisou vender mais de mil cabeças de gado e reorganizar o planejamento agrícola. Mesmo após plantar 2,1 mil hectares de soja e prever 1,5 mil hectares de milho na segunda safra, ajustes foram inevitáveis.

Janela apertada e mudanças no planejamento

O atraso no plantio da soja reduziu a janela agrícola e comprometeu o calendário das culturas seguintes. A colheita, prevista apenas para fevereiro, forçou a desistência de áreas de algodão e a substituição por milho.

Além disso, parte das áreas antes destinadas ao arroz será convertida para o cultivo de amendoim, alternativa que começa a ganhar espaço no estado por apresentar boa adaptação a áreas mistas.

Cautela no investimento e redução de custos

No médio-norte do estado, em municípios como Nova Mutum, o cenário também é de contenção. A combinação entre seca no início do ciclo, replantios e custos elevados levou produtores a reduzir investimentos e até mesmo deixar áreas sem plantio.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, muitos produtores estão optando por diminuir despesas e enxugar estruturas.

“O produtor está sendo obrigado a segurar custos, reduzir mão de obra e investir menos. É uma postura de sobrevivência”, afirma.

Crédito travado e risco financeiro elevado

A situação se agrava com as dificuldades de renegociação de dívidas. O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, relata que instituições financeiras têm descumprido acordos firmados anteriormente, aumentando a insegurança no campo.

Segundo ele, o produtor assume grande parte do risco, com custos elevados e pouca previsibilidade de retorno, o que torna o ambiente ainda mais frágil.

“A realidade hoje é sobreviver. O produtor está andando no limite, esperando que o mercado reaja para conseguir se reerguer”, destaca.

Incertezas fiscais ampliam preocupação no campo

Além das dificuldades econômicas, o setor acompanha com apreensão a indefinição da política fiscal e os impactos da reforma tributária, prevista para entrar em vigor nos próximos anos.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a combinação de preços pressionados e possível aumento da carga tributária agrava um cenário já delicado.

“O mercado de commodities não sinaliza melhora, e a carga tributária preocupa. A agricultura está descapitalizada e isso exige cautela redobrada”, avalia.

Diante desse contexto, o agro mato-grossense entra em 2026 com produtividade elevada, mas com desafios financeiros que exigem planejamento rigoroso, controle de custos e atenção às mudanças econômicas e fiscais.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Impactos da peste suína africana no Brasil: Acrismat analisa riscos e oportunidades

A confirmação de casos de peste suína africana (PSA) na Espanha dominou as discussões do 2º Seminário da Suinocultura de Mato Grosso, promovido pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Segundo o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, a relevância do mercado espanhol na produção global acende um sinal de alerta para possíveis repercussões da doença em outros países.

Tannure ressaltou que o avanço da PSA pode influenciar diretamente o setor nacional. Ele afirmou que a disseminação da peste suína africana na Europa tem potencial para gerar reflexos imediatos no Brasil, caso a doença ultrapasse fronteiras.

Mercado internacional reage e abre espaço ao Brasil

As primeiras consequências já foram registradas. Japão e México suspenderam todas as compras de produtos suínos da Espanha, conforme informações do Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação espanhol. A China adotou uma postura mais seletiva, bloqueando apenas importações da província de Barcelona.

Nesse contexto, Tannure avaliou que o Brasil pode se beneficiar. Com países buscando fornecedores alternativos para garantir segurança sanitária, a carne suína brasileira pode ganhar maior visibilidade e ampliar sua participação no mercado global. Para o setor, essa mudança representa uma oportunidade estratégica.

Biosseguridade reforçada nas granjas brasileiras

Apesar das possibilidades de expansão, especialistas alertam para a necessidade de rigor no controle sanitário. Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS, explicou que o risco de contaminação envolve a circulação internacional de proteínas e carcaças, exigindo atenção redobrada no país.

Ela defendeu a intensificação dos protocolos de biosseguridade, incluindo barreiras físicas, controle de acesso às granjas e restrições a visitas. Ludtke destacou ainda a importância de evitar o transporte de produtos de origem animal na bagagem de viajantes, medida essencial para prevenir a entrada do vírus no território nacional.

Mato Grosso consolida liderança em custos de produção

Além das discussões sanitárias, o seminário reforçou o protagonismo de Mato Grosso na suinocultura. A logística favorável para obtenção de insumos garante ao estado o menor custo de produção do país — e do mundo.

Everton Krabbe, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, destacou que os indicadores comprovam a competitividade regional. Segundo ele, os dados confirmam que a carne suína produzida no Centro-Oeste apresenta o menor custo global, fortalecendo o estado como referência no setor.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embrapa Suínos e Aves

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Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso para a Ásia avançam quase 40% em 2025

As exportações de carne bovina de Mato Grosso para países asiáticos registraram alta de 39,4% entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Foram embarcadas mais de 458 mil toneladas para 12 destinos, reforçando o estado como o maior exportador do Brasil e ampliando sua relevância no comércio global.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a Ásia passou a representar 60,6% de todo o volume exportado pelo estado neste ano — proporção superior aos 52,2% registrados em 2024.

Ásia se consolida como principal motor da demanda

Para o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reflete a busca crescente por proteína de qualidade, com segurança sanitária e sustentabilidade. Ele destaca que países asiáticos vêm aumentando o consumo e valorizam produtos com comprovação de origem, características em que Mato Grosso se destaca.

China lidera compras; Indonésia tem salto expressivo

A China manteve a liderança nas importações da carne mato-grossense. Entre janeiro e outubro de 2025, foram adquiridas 413,6 mil toneladas, frente às 284,1 mil toneladas do ano anterior — avanço impulsionado pela demanda por proteína premium e pelo maior acesso sanitário concedido ao Brasil.

Outro destaque foi a Indonésia, que apresentou crescimento robusto: passou de 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas em 2025, uma expansão de 1.160%.

Diversificação de destinos asiáticos

Além de China e Indonésia, Mato Grosso enviou carne bovina para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Singapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Cazaquistão e Turcomenistão. O Imac aponta que esses mercados buscam diversificar fornecedores, privilegiando produtos certificados e sustentáveis.

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Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso e amplia apoio às exportações do agro

A ApexBrasil abriu oficialmente, nesta segunda-feira (24), seu escritório físico em Cuiabá, marcando um novo ciclo de atuação no maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A cerimônia reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários interessados em fortalecer a presença de produtos mato-grossenses no mercado internacional.

Instalada na sede da Famato, a nova unidade integra a estratégia de descentralização da Agência, levando inteligência de mercado, capacitação e atendimento especializado diretamente às empresas locais. No mesmo evento, foram anunciados mais de R$ 42 milhões em convênios destinados a cadeias produtivas consideradas essenciais para a economia do estado.

Mato Grosso como prioridade estratégica

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que a chegada ao estado era um passo indispensável, dada sua força no comércio exterior. Ele destacou que a Agência pretende atuar de maneira mais próxima aos produtores.

“A Apex foi criada para promover negócios, exportações e atrair investimentos. Estar em Mato Grosso é indispensável, já que quase um terço do saldo da balança comercial brasileira — mais de US$ 20 bilhões — vem daqui”, afirmou.

A unidade já passa a operar imediatamente, facilitando o acesso a quem deseja exportar, se qualificar e disputar espaço no mercado global. Entre os convênios assinados estão aportes para o setor de algodão, etanol de milho e feijões.

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a instalação da ApexBrasil em Cuiabá corrige um desequilíbrio histórico diante da relevância do estado.

“Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. Trazer uma agência de promoção para cá é fazer justiça”, disse.

Mesmo enfrentando desafios como o tarifaço norte-americano, o estado ampliou em 44% suas exportações de carne bovina, beneficiado pela abertura do mercado do México, esperada há duas décadas. Também houve avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação das vendas para a China.

Para Fávaro, a presença da ApexBrasil deve impulsionar ainda mais a expansão da agroindústria mato-grossense no exterior.

Conexão direta com mercados internacionais

Segundo o secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, Luiz Renato de Alcântara Rua, o escritório materializa um esforço conjunto para tornar o processo de exportação mais acessível.

Com a unidade, produtores e empresários poderão receber orientação sobre como acessar mercados externos e conhecer oportunidades identificadas pela Agência. Ele também destacou a atuação integrada de uma rede de 40 adidos agrícolas, que trabalham conectados aos escritórios internacionais da ApexBrasil.

Rua reforçou que pequenos produtores também serão beneficiados, ganhando mais acesso ao processo de internacionalização.

Benefícios diretos ao produtor

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, sediar o escritório dentro da entidade amplia o acesso dos produtores às ferramentas de promoção comercial.

“É um ganho enorme para quem trabalha e produz em Mato Grosso. A presença da ApexBrasil ajuda a preparar empresas e produtos para alcançar o mercado externo”, avaliou.

Ele lembrou que exportar exige técnica e conhecimento — aspectos que a Agência passa a oferecer de forma mais próxima. Tomain também destacou a importância da visita dos 51 adidos agrícolas para aprofundar a compreensão internacional sobre a produção local.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Famato

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