Informação

Impactos da peste suína africana no Brasil: Acrismat analisa riscos e oportunidades

A confirmação de casos de peste suína africana (PSA) na Espanha dominou as discussões do 2º Seminário da Suinocultura de Mato Grosso, promovido pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Segundo o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, a relevância do mercado espanhol na produção global acende um sinal de alerta para possíveis repercussões da doença em outros países.

Tannure ressaltou que o avanço da PSA pode influenciar diretamente o setor nacional. Ele afirmou que a disseminação da peste suína africana na Europa tem potencial para gerar reflexos imediatos no Brasil, caso a doença ultrapasse fronteiras.

Mercado internacional reage e abre espaço ao Brasil

As primeiras consequências já foram registradas. Japão e México suspenderam todas as compras de produtos suínos da Espanha, conforme informações do Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação espanhol. A China adotou uma postura mais seletiva, bloqueando apenas importações da província de Barcelona.

Nesse contexto, Tannure avaliou que o Brasil pode se beneficiar. Com países buscando fornecedores alternativos para garantir segurança sanitária, a carne suína brasileira pode ganhar maior visibilidade e ampliar sua participação no mercado global. Para o setor, essa mudança representa uma oportunidade estratégica.

Biosseguridade reforçada nas granjas brasileiras

Apesar das possibilidades de expansão, especialistas alertam para a necessidade de rigor no controle sanitário. Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS, explicou que o risco de contaminação envolve a circulação internacional de proteínas e carcaças, exigindo atenção redobrada no país.

Ela defendeu a intensificação dos protocolos de biosseguridade, incluindo barreiras físicas, controle de acesso às granjas e restrições a visitas. Ludtke destacou ainda a importância de evitar o transporte de produtos de origem animal na bagagem de viajantes, medida essencial para prevenir a entrada do vírus no território nacional.

Mato Grosso consolida liderança em custos de produção

Além das discussões sanitárias, o seminário reforçou o protagonismo de Mato Grosso na suinocultura. A logística favorável para obtenção de insumos garante ao estado o menor custo de produção do país — e do mundo.

Everton Krabbe, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, destacou que os indicadores comprovam a competitividade regional. Segundo ele, os dados confirmam que a carne suína produzida no Centro-Oeste apresenta o menor custo global, fortalecendo o estado como referência no setor.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embrapa Suínos e Aves

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Exportação

Exportações de carne bovina de Mato Grosso para a Ásia avançam quase 40% em 2025

As exportações de carne bovina de Mato Grosso para países asiáticos registraram alta de 39,4% entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Foram embarcadas mais de 458 mil toneladas para 12 destinos, reforçando o estado como o maior exportador do Brasil e ampliando sua relevância no comércio global.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a Ásia passou a representar 60,6% de todo o volume exportado pelo estado neste ano — proporção superior aos 52,2% registrados em 2024.

Ásia se consolida como principal motor da demanda

Para o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reflete a busca crescente por proteína de qualidade, com segurança sanitária e sustentabilidade. Ele destaca que países asiáticos vêm aumentando o consumo e valorizam produtos com comprovação de origem, características em que Mato Grosso se destaca.

China lidera compras; Indonésia tem salto expressivo

A China manteve a liderança nas importações da carne mato-grossense. Entre janeiro e outubro de 2025, foram adquiridas 413,6 mil toneladas, frente às 284,1 mil toneladas do ano anterior — avanço impulsionado pela demanda por proteína premium e pelo maior acesso sanitário concedido ao Brasil.

Outro destaque foi a Indonésia, que apresentou crescimento robusto: passou de 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas em 2025, uma expansão de 1.160%.

Diversificação de destinos asiáticos

Além de China e Indonésia, Mato Grosso enviou carne bovina para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Singapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Cazaquistão e Turcomenistão. O Imac aponta que esses mercados buscam diversificar fornecedores, privilegiando produtos certificados e sustentáveis.

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Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso e amplia apoio às exportações do agro

A ApexBrasil abriu oficialmente, nesta segunda-feira (24), seu escritório físico em Cuiabá, marcando um novo ciclo de atuação no maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A cerimônia reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários interessados em fortalecer a presença de produtos mato-grossenses no mercado internacional.

Instalada na sede da Famato, a nova unidade integra a estratégia de descentralização da Agência, levando inteligência de mercado, capacitação e atendimento especializado diretamente às empresas locais. No mesmo evento, foram anunciados mais de R$ 42 milhões em convênios destinados a cadeias produtivas consideradas essenciais para a economia do estado.

Mato Grosso como prioridade estratégica

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que a chegada ao estado era um passo indispensável, dada sua força no comércio exterior. Ele destacou que a Agência pretende atuar de maneira mais próxima aos produtores.

“A Apex foi criada para promover negócios, exportações e atrair investimentos. Estar em Mato Grosso é indispensável, já que quase um terço do saldo da balança comercial brasileira — mais de US$ 20 bilhões — vem daqui”, afirmou.

A unidade já passa a operar imediatamente, facilitando o acesso a quem deseja exportar, se qualificar e disputar espaço no mercado global. Entre os convênios assinados estão aportes para o setor de algodão, etanol de milho e feijões.

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a instalação da ApexBrasil em Cuiabá corrige um desequilíbrio histórico diante da relevância do estado.

“Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. Trazer uma agência de promoção para cá é fazer justiça”, disse.

Mesmo enfrentando desafios como o tarifaço norte-americano, o estado ampliou em 44% suas exportações de carne bovina, beneficiado pela abertura do mercado do México, esperada há duas décadas. Também houve avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação das vendas para a China.

Para Fávaro, a presença da ApexBrasil deve impulsionar ainda mais a expansão da agroindústria mato-grossense no exterior.

Conexão direta com mercados internacionais

Segundo o secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, Luiz Renato de Alcântara Rua, o escritório materializa um esforço conjunto para tornar o processo de exportação mais acessível.

Com a unidade, produtores e empresários poderão receber orientação sobre como acessar mercados externos e conhecer oportunidades identificadas pela Agência. Ele também destacou a atuação integrada de uma rede de 40 adidos agrícolas, que trabalham conectados aos escritórios internacionais da ApexBrasil.

Rua reforçou que pequenos produtores também serão beneficiados, ganhando mais acesso ao processo de internacionalização.

Benefícios diretos ao produtor

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, sediar o escritório dentro da entidade amplia o acesso dos produtores às ferramentas de promoção comercial.

“É um ganho enorme para quem trabalha e produz em Mato Grosso. A presença da ApexBrasil ajuda a preparar empresas e produtos para alcançar o mercado externo”, avaliou.

Ele lembrou que exportar exige técnica e conhecimento — aspectos que a Agência passa a oferecer de forma mais próxima. Tomain também destacou a importância da visita dos 51 adidos agrícolas para aprofundar a compreensão internacional sobre a produção local.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Famato

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Agronegócio

Inauguração da ApexBrasil em Cuiabá impulsiona internacionalização do agronegócio no Mato Grosso

A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) seu escritório em Cuiabá, marcando uma etapa estratégica para ampliar a presença do agronegócio mato-grossense no comércio exterior. A agenda inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões destinados ao fortalecimento de cadeias produtivas essenciais do estado.

Durante o evento, também serão apresentados novos programas de qualificação para exportação, voltados a empresas de diferentes portes que desejam avançar na internacionalização.

Encontros com adidos agrícolas e autoridades

As ações começam com reuniões que aproximam produtores e representantes de mercados internacionais. A proposta é permitir que empresários conversem diretamente com quem atua na abertura de novos destinos de exportação. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

O novo escritório funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. Segundo Viana, a descentralização busca levar serviços de inteligência comercial e apoio técnico às empresas instaladas no estado.

A criação da unidade foi oficializada em 23 de setembro, após assinatura de termo de cooperação entre a Famato, o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Agência.

Investimentos e convênios estratégicos

Durante a solenidade, a ApexBrasil firmará convênios com ABRAPA, UNEM e IBRAFE, com foco na promoção das exportações, expansão para novos mercados e fortalecimento da inteligência de mercado. Os acordos totalizam R$ 42,62 milhões e abrangem setores como algodão, etanol de milho, feijões e pulses.

Viana destaca que a nova base aproxima a Agência do maior produtor agrícola do país. Segundo ele, o Mato Grosso tem potencial para diversificar sua pauta exportadora e ampliar sua participação no cenário global.

Qualificação para empresas de todos os portes

No mesmo dia serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, para empresas que já avançaram na internacionalização, e o PEIEX, realizado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. A expectativa é atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Produtor rural no centro da estratégia

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a chegada da ApexBrasil ao estado facilita o acesso do produtor a certificações, suporte técnico e oportunidades internacionais. Ele afirma que a iniciativa fortalece a posição do Mato Grosso como referência global na oferta de alimentos.

Segundo Tomain, a presença da Agência no estado ajuda a transformar potencial em resultado concreto e reforça o papel do Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Bueno/AnP

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Logística

Ferrovia de Mato Grosso avança e instala 1 km de trilhos por dia

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT), considerada hoje a maior obra ferroviária em andamento no Brasil, segue em ritmo acelerado e já atingiu 73% de execução física. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões e a mobilização de cerca de cinco mil trabalhadores, o projeto deve ser concluído até meados de 2026.

Executada pela Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, a obra corre contra o tempo antes da temporada de chuvas, avançando pelo interior mato-grossense com a instalação de dormentes e trilhos que já atinge a marca de até 1 km por dia.

O que muda com a nova ferrovia

A FMT funciona como um prolongamento de 743 km da Malha Norte, que atualmente recebe a produção agrícola de Mato Grosso no terminal de Rondonópolis. Hoje, caminhões percorrem até 500 km para alcançar a ferrovia, que leva as cargas até o Porto de Santos em 76 horas.

O novo traçado promete encurtar deslocamentos rodoviários, reduzir custos de frete e criar um corredor mais eficiente para o escoamento de soja, milho e farelo, fortalecendo o agronegócio brasileiro.

Segundo o secretário nacional de Ferrovias, Leonardo Ribeiro, a economia pode chegar a 50% em trechos de mil quilômetros em comparação com o frete rodoviário.

Fase 1 deve operar em 2026

A construção, iniciada em 2022 sob modelo de autorização estadual, foi dividida em três fases.

A primeira, entre Rondonópolis e um terminal em desenvolvimento entre Dom Aquino e Campo Verde, soma 162 km e deve começar a operar no início do segundo semestre de 2026, a tempo de atender a safrinha de milho.

O novo Terminal BR-070 terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano e atenderá uma das regiões mais promissoras para a expansão de grãos no país, o Vale do Araguaia.

As fases 2 e 3 levarão os trilhos até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, enquanto um ramal para Cuiabá segue em estudo de engenharia.

Decisões financeiras e ritmo da obra

A Rumo ainda avalia o investimento total das próximas etapas, antes estimado entre R$ 14 bilhões e R$ 15 bilhões. O conselho da empresa deve deliberar sobre a continuidade entre dezembro e janeiro, considerando custo de capital, potencial de receitas e taxas de juros.

Mesmo com definições pendentes, a fase 1 segue avançando. Dois carregamentos com 89 mil toneladas de trilhos vindos da China chegaram recentemente ao estado, e uma fábrica de dormentes foi inaugurada em Rondonópolis para atender à ferrovia e à rede de 14 mil km da empresa.

A ponte de 460 metros sobre o Rio Vermelho, maior estrutura da etapa inicial, já recebeu seu primeiro trem.

Impacto no custo do frete

Estudos do Plano Nacional de Logística (PNL) projetam que a participação das ferrovias na matriz de transportes deve subir de 17% para 35% até 2035. Países onde o modal ferroviário é mais desenvolvido registram economia entre 30% e 40% no frete.

Mesmo assim, especialistas afirmam que a redução de custos no Brasil ainda é limitada pela falta de concorrência entre ferrovias.
“Hoje, a comparação do preço ainda é com o caminhão”, explica Edeon Vaz, diretor do Movimento Pró-Logística.

Outras ferrovias no radar

O setor aguarda avanços em dois outros grandes projetos:

  • Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), já em obras.
  • Ferrogrão, que conectará Sinop (MT) a Miritituba (PA), apoiando o escoamento pelo Arco Norte.

Para a Rumo, entretanto, a rota via Porto de Santos continuará sendo a mais competitiva para atender o mercado asiático, já que navios graneleiros não podem atravessar o Canal do Panamá.

Crescimento da demanda até 2050

Mesmo com a futura competição entre ferrovias, o governo não vê risco de demanda insuficiente. Projeções apontam que Mato Grosso deve alcançar 180 milhões de toneladas de produção por ano em 2050, garantindo carga para todos os modais em desenvolvimento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Sustentabilidade

China adia guia de soja sustentável após críticas de Mato Grosso

A China decidiu postergar o lançamento do Guia China-Brasil para Cadeias Sustentáveis de Soja depois de receber questionamentos técnicos da Aprosoja Mato Grosso. O material, elaborado em parceria com a CFNA/China e o WRI/China, estava previsto para ser divulgado em 14 de novembro, durante a COP30.

Segundo a entidade mato-grossense, algumas propostas iniciais apresentavam riscos à competitividade da soja brasileira e não estavam alinhadas ao marco legal vigente no país.

Contribuições e pontos sensíveis
O guia começou a ser desenvolvido após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em março de 2024, envolvendo Aprosoja MT, CFNA e WRI, com foco em cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Durante esse processo, a Aprosoja MT enviou diversas contribuições. A associação alertou para “riscos graves” em trechos preliminares, como referências à Moratória da Soja, possibilidade de bloqueio de CPF e inclusão de critérios e protocolos que não constam no Código Florestal.

A entidade reforçou a importância de que o documento respeite integralmente o marco regulatório brasileiro, especialmente o Código Florestal. A indústria brasileira, representada pela ABIOVE, também pediu cautela ao WRI e à CFNA, destacando potenciais impactos negativos na competitividade da soja no mercado internacional.

Adiado após manifestações técnicas
Com os alertas apresentados, as instituições chinesas optaram por adiar a publicação do guia. Para a Aprosoja MT, a decisão evita que um documento desconectado da legislação brasileira seja lançado em um palco global, o que poderia prejudicar a imagem do setor e criar barreiras comerciais indevidas.

A associação avalia que o adiamento abre espaço para aprofundar o diálogo técnico e ajustar diretrizes que garantam respeito à soberania regulatória brasileira, ao uso de instrumentos oficiais de monitoramento socioambiental — como CAR, PRA e Código Florestal — e à segurança jurídica dos produtores rurais.

A Aprosoja MT afirmou ainda manter seu compromisso com a sustentabilidade, a transparência nas relações comerciais e o fortalecimento da parceria entre Brasil e China.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Comércio Exterior, Exportação

Mato Grosso lidera exportações de carne bovina para a China e ultrapassa São Paulo em 2025

O estado de Mato Grosso reafirmou sua posição de destaque no agronegócio nacional ao se tornar, em 2025, o maior exportador de carne bovina para a China. Com uma receita acumulada de US$ 3 bilhões até setembro, o estado ultrapassou São Paulo — tradicional polo da pecuária brasileira — e consolidou sua dominância nas vendas externas do setor.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e setembro, Mato Grosso embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês, superando as 343,5 mil toneladas enviadas por São Paulo no mesmo período. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, responsável pela maior fatia das exportações do país.

No total, Mato Grosso exportou 646,9 mil toneladas da proteína para 89 países, com preço médio de US$ 5,3 mil por tonelada, reforçando o vigor do setor e o peso do estado nas vendas internacionais.

Missão mato-grossense busca novas parcerias na China
Para sustentar o ritmo de crescimento e abrir novos mercados em 2026, uma comitiva de Mato Grosso — composta pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — cumpre nesta semana uma agenda estratégica na China.

O grupo pretende ampliar os canais de exportação e firmar novas parcerias comerciais, especialmente com províncias do interior chinês, além de reforçar o compromisso do estado com práticas de sustentabilidade e produção responsável.

Segundo o presidente do Imac, Caio Penido, a presença da comitiva no país asiático representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.

“Participar dessa missão é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa presença global. A China é o principal destino das exportações de Mato Grosso, e temos muito a mostrar — especialmente nosso compromisso com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, afirmou Penido.

O dirigente destacou ainda que o foco é abrir novas portas e demonstrar que o modelo de produção mato-grossense atende às demandas do consumidor global, que valoriza alimentos produzidos com segurança alimentar, responsabilidade ambiental e social.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Imac

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Comércio

Setor produtivo de Mato Grosso organiza força-tarefa contra a Tabela de Fretes

A implementação da fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete rodoviário, em vigor desde 6 de outubro, gerou forte reação no setor produtivo de Mato Grosso. Entidades de produtores rurais e associações de transporte se reuniram nesta segunda-feira (27), em Cuiabá, para debater os impactos econômicos da medida e traçar estratégias de atuação nacional.

O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), reuniu representantes de diversos segmentos da cadeia produtiva e logística, dando sequência às atividades da Comissão de Infraestrutura do Instituto Pensar Agro (IPA).

O tom do debate foi de crítica ao tabelamento de preços e defesa do livre mercado. O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, reafirmou o posicionamento contrário da entidade à intervenção estatal no setor de transporte.

“Somos a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Não faz sentido manter mais um tabelamento que, na prática, não funciona”, afirmou Guimarães, destacando que a articulação entre os setores produtivos foi proposta pelo consultor de logística Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do DNIT.

Entidades preparam ofensiva técnica e jurídica

O principal encaminhamento do encontro foi demonstrar ao Governo Federal e às autarquias as distorções da Tabela de Fretes. As entidades também buscam fortalecer a atuação no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam a legalidade e a metodologia da Lei do Frete Mínimo, de 2018.

Pagot informou que o IPA lidera a elaboração de um manifesto com apoio de mais de 50 entidades, apontando falhas na tabela e pedindo revisão da metodologia. O documento foi encaminhado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que deve levá-lo à análise de ministérios, incluindo o da Fazenda.

“A metodologia usada em 2018 pela Esalq/Log da USP precisa ser atualizada. Hoje, é evidente que a fórmula carece de aprimoramento”, afirmou Pagot, defendendo uma reunião com o ministro Fernando Haddad para apresentar os impactos da tabela, que, segundo ele, “gera confusão e contribui para a inflação”.

Para subsidiar o diálogo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o grupo vai elaborar um estudo técnico detalhado sobre os efeitos da fiscalização. Uma palestra com o diretor da ANTT responsável pelo tema foi marcada para 6 de novembro, às 10h, na sede do IPA.

Frete alto pressiona produtores e consumidores

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, alertou para o aumento dos custos de produção e o impacto direto ao consumidor final.

Segundo ele, o frete elevado encarece toda a cadeia produtiva, elevando em mais de 20% o preço de insumos agrícolas, como fertilizantes.

“Quem paga essa conta não é só o produtor. O frete influencia o preço de praticamente tudo o que consumimos”, destacou Beber.

Mobilização política em Brasília

O senador José Lacerda (PSD) afirmou ter agendado uma reunião em Brasília ainda nesta semana para discutir o tema com autoridades federais. O encontro em Cuiabá também contou com a participação de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Christiano Antonucci/Secom MT

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