Trafico

Porto de Santos: operação apreende mais de 340 kg de cocaína escondidos em casco de navio

Uma ação conjunta entre Polícia Federal, Receita Federal e Marinha do Brasil resultou na apreensão de 341,75 quilos de cocaína escondidos no casco do navio mercante “Green K-Max 1”, atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A embarcação tinha como destino final a Polônia, na Europa.

A operação ocorreu no último domingo (10) e contou com a atuação de mergulhadores especializados da Marinha e da Polícia Federal para localizar e remover a droga.

Cocaína estava escondida em compartimento submerso do navio

Segundo as autoridades, o entorpecente foi encontrado em uma estrutura conhecida como sea chest, compartimento utilizado para a circulação de água do mar no sistema de refrigeração da embarcação.

O acesso ao local exigiu técnicas específicas de mergulho e segurança, já que a operação ocorreu abaixo da linha d’água, considerada uma das áreas mais complexas para inspeção em navios cargueiros.

Inteligência identificou suspeita no Porto de Santos

De acordo com a Receita Federal, a embarcação passou a ser monitorada após trabalho de inteligência e análise de risco realizado no Porto de Santos, apontado como uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para o envio de drogas ao exterior.

Após a retirada da carga ilícita, a cocaína foi encaminhada para perícia, enquanto a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal.

Integração entre órgãos fortalece combate ao tráfico internacional

O comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sul Sudeste (ComGptPatNavSSE), Capitão de Fragata Igor Alves, destacou a importância das operações integradas no combate ao tráfico internacional de drogas.

Segundo ele, a atuação conjunta entre os órgãos federais amplia a capacidade de fiscalização, inteligência e resposta operacional, dificultando a ação de grupos criminosos que utilizam navios mercantes para transportar entorpecentes.

O comandante também ressaltou que o emprego de mergulhadores especializados permite inspeções em áreas submersas das embarcações, aumentando a eficiência das apreensões em portos estratégicos do país.

Porto de Santos é considerado rota estratégica do tráfico

Maior complexo portuário do Hemisfério Sul, o Porto de Santos concentra grande parte da movimentação de cargas do Brasil e, por isso, é frequentemente alvo de operações contra o narcotráfico internacional.

Nos últimos anos, as autoridades intensificaram ações de monitoramento e fiscalização na região para combater o envio de drogas escondidas em contêineres e estruturas de navios.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Logística

Marinha amplia calado na foz do Amazonas e fortalece logística dos portos do Arco Norte

A Marinha do Brasil autorizou o aumento do calado operacional no chamado “Arco Lamoso”, trecho estratégico localizado na foz do Rio Amazonas. A medida amplia a capacidade de navegação na região, melhora a segurança do transporte aquaviário e fortalece a competitividade dos portos do Arco Norte no comércio exterior brasileiro.

A mudança permite a circulação de embarcações maiores e com mais carga, aumentando a eficiência logística e reduzindo restrições operacionais em uma das principais rotas hidroviárias do país.

Novo calado amplia capacidade de carga dos navios

Com a atualização das condições de navegabilidade, o novo limite de calado passou para 11,85 metros em navios mercantes com cargas comuns e 11,65 metros para navios-tanque e embarcações que transportam cargas perigosas.

Os índices valem entre 1º de fevereiro e 15 de agosto de cada ano. Nos demais meses, os limites serão de 11,70 metros para navios mercantes e 11,50 metros para embarcações-tanque.

O “Arco Lamoso” é considerado o trecho mais crítico e raso da Barra Norte, localizada entre os estados do Pará e Amapá, com extensão aproximada de 45 quilômetros.

Região enfrenta desafios naturais para navegação

Segundo o diretor do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4), capitão de fragata Anselmo Vinicius de Souza, a navegação na foz amazônica exige monitoramento constante devido à intensa dinâmica hidrológica da região.

Entre os fatores que dificultam a navegação estão o encontro de diferentes massas de água, as mudanças sazonais provocadas pelos períodos de cheia e seca dos rios e a movimentação sedimentar do estuário amazônico.

Por isso, a realização contínua de levantamentos hidrográficos e atualizações cartográficas é considerada essencial para garantir rotas seguras.

Medida beneficia exportações brasileiras

A ampliação do calado deve gerar impactos diretos no escoamento de commodities produzidas nas regiões Norte e Centro-Oeste, aumentando a eficiência do transporte marítimo e reduzindo custos logísticos.

O corredor hidroviário do Arco Norte é estratégico para as exportações brasileiras, especialmente de grãos e minérios.

De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos da região Norte registraram crescimento de 10,4% na movimentação de cargas em 2025, atingindo 163,3 milhões de toneladas — índice acima da média nacional.

Navios Panamax poderão transportar mais carga

Segundo a Marinha, o aumento do calado poderá representar um ganho significativo de capacidade para navios do tipo Panamax, embarcações projetadas para operar no limite das eclusas do Canal do Panamá.

A estimativa é que cada navio consiga transportar até 10 mil toneladas adicionais de carga, o que pode representar incremento de aproximadamente US$ 1 milhão por embarcação.

Marinha reforça segurança da navegação na Amazônia

Para viabilizar a mudança, a Marinha realizou levantamentos hidrográficos, monitoramento do leito do rio e análise da dinâmica sedimentar da região.

Ao todo, cerca de 110 quilômetros quadrados da Barra Norte passaram por sondagens para garantir a atualização segura dos parâmetros de navegação.

A atuação faz parte das atividades permanentes da Força Naval voltadas à segurança da navegação em águas brasileiras, incluindo produção de cartas náuticas e sinalização marítima.

Hidrovias ganham importância na logística brasileira

O fortalecimento do transporte hidroviário também é visto como alternativa para reduzir a dependência das rodovias no país.

Além de ser mais eficiente energeticamente, o modal aquaviário apresenta menor custo operacional e menor emissão de poluentes, especialmente no transporte de cargas de grande volume.

Na Amazônia, onde a infraestrutura rodoviária ainda é limitada, as hidrovias desempenham papel fundamental na integração regional e no desenvolvimento econômico.

Especialistas apontam que medidas como a ampliação do calado ajudam a tornar a matriz logística brasileira mais equilibrada, sustentável e competitiva.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Portos

Navegabilidade no canal de Itajaí é reduzida e setor logístico estima perdas de até 10% na carga por navio

A operação no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, passou a contar com uma restrição adicional de segurança que impacta diretamente a capacidade de carga dos navios. A medida foi determinada pela Marinha do Brasil e estabelece uma redução prática de 30 centímetros na navegabilidade, exigindo ajustes imediatos nas operações portuárias.

De acordo com ofício emitido pela autoridade marítima, foi instituída uma Folga Abaixo da Quilha (FAQ) adicional de 0,30 metro, ampliando a margem de segurança entre o fundo das embarcações e o leito do canal. A decisão tem caráter preventivo e foi adotada diante do atraso no envio do novo levantamento batimétrico — estudo essencial para aferir a profundidade real da via navegável.

Sem dados atualizados, a Marinha optou por restringir o calado operacional dos navios como forma de prevenir riscos à navegação.

Impacto direto na movimentação de contêineres

Na prática, a medida já começa a refletir na logística regional. Empresas que operam nos portos catarinenses estimam uma redução média de cerca de 220 TEUs por embarcação, o que pode representar até 10% da capacidade total de carga.

Em um cenário mensal, a perda acumulada pode equivaler à movimentação completa de um navio com capacidade de até 10 mil TEUs, considerando apenas um dos terminais afetados. O ajuste impacta diretamente o planejamento das operações, podendo gerar aumento de custos logísticos e necessidade de readequação nas escalas de transporte.

Responsabilidade e envio de dados

O levantamento batimétrico, que motivou a decisão, é de responsabilidade da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), atual autoridade portuária de Itajaí. A ausência do estudo dentro do prazo estipulado levou à adoção da medida cautelar pela Marinha.

Em resposta à restrição, o Porto de Itajaí informou que acionou a empresa responsável pela dragagem de manutenção, a Van Oord, solicitando a mobilização de uma draga do tipo hopper em até 48 horas para remoção de sedimentos no canal.

Em entrevista à Agência iNFRA, o superintendente do porto, Artur Antunes, afirmou que o canal permanece “totalmente navegável”, apesar da limitação operacional. Segundo ele, os dados de batimetria foram encaminhados à Capitania dos Portos acompanhados de uma análise detalhada sobre a presença de lama fluída, fator que pode influenciar na leitura da profundidade. O gestor reconheceu que o envio ocorreu após o prazo, mas destacou que a complexidade técnica do estudo exigiu um tempo maior de elaboração.

Em nota a Superintendência do Porto de Itajaí informou que “não há falta de dragagem no canal de acesso ao terminal. A draga WID, da empresa Van Oord, está em operação diária desde o dia 04 de abril, realizando os serviços necessários para a manutenção da navegabilidade e da segurança das operações portuárias. As medições de batimetria já foram entregues à Marinha do Brasil. Houve apenas um pequeno atraso na última entrega, em razão da necessidade de estudos adicionais, especialmente relacionados à presença de lama fluida no canal de acesso.

A Autoridade Portuária reforça que não há qualquer impacto às operações portuárias. As medições encaminhadas à Marinha, e que também serão compartilhadas com os operadores, demonstram que o canal do Porto de Itajaí está integralmente operacional, sem restrição efetiva à navegação. Além disso, a presença de lama fluida não afeta a trafegabilidade do canal. Também não há registro de perda de profundidade no canal de acesso.

O Porto de Itajaí segue operando normalmente, com dragagem em andamento, canal operacional e acompanhamento técnico permanente.”

Retomada foi no início de abril

A restrição ocorre apesar de o Porto de Itajaí ter retomado, no início de abril, os serviços de dragagem de manutenção no canal de acesso, considerados essenciais para garantir a profundidade operacional. Segundo informações do próprio porto, a operação foi restabelecida com um contrato de R$ 63,8 milhões, prevendo a continuidade dos trabalhos por pelo menos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), busca assegurar condições estáveis de navegabilidade e maior previsibilidade às operações logísticas, em meio ao processo de recuperação e reestruturação do complexo portuário.

Expectativa de reavaliação

A autoridade portuária agora aguarda a análise dos dados pela Marinha, que poderá revisar a restrição à medida que as novas informações forem validadas. Enquanto isso, operadores seguem adaptando suas operações em um cenário de atenção, que evidencia a importância da manutenção contínua e do monitoramento técnico dos canais de acesso.

Fonte: Agência iNFRA, Marinha do Brasil e Porto de Itajaí

Texto: RêConecta News

Imagem: Porto de Itajaí

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Investimento

Porta-aviões no Brasil: investimento de US$ 600 milhões pode ampliar poder naval

O debate sobre a retomada da aviação embarcada no Brasil ganhou novos contornos com projeções que indicam a possibilidade de o país expandir significativamente sua presença naval. Com investimentos estimados em cerca de US$ 600 milhões por unidade, o Brasil poderia desenvolver uma frota de até quatro porta-aviões, com capacidade para operar mais de 100 aeronaves.

A estratégia, ainda discutida em ambientes técnicos, pode reposicionar o país no cenário global de defesa marítima.

Histórico da aviação embarcada brasileira

A trajetória do Brasil no uso de porta-aviões começou em 1960, com a incorporação do navio Minas Gerais. No entanto, disputas institucionais com a Força Aérea limitaram o uso pleno da embarcação.

Em 1965, um decreto estabeleceu que apenas a Aeronáutica poderia operar aeronaves de asa fixa, o que restringiu a autonomia da Marinha. Essa situação foi revertida apenas em 1998, quando o controle das operações aéreas voltou à força naval.

Já nos anos 2000, a aquisição do porta-aviões São Paulo e dos caças A-4 Skyhawk gerou expectativa de modernização. Porém, problemas técnicos recorrentes e altos custos operacionais levaram à desativação do navio antes de atingir plena capacidade.

Tipos de porta-aviões influenciam estratégia

Atualmente, existem diferentes modelos de porta-aviões militares, cada um com características específicas:

  • Porta-helicópteros
  • Porta-aviões com rampa (ski-jump)
  • Aeronaves de decolagem vertical (V/STOL)
  • Sistema CATOBAR (com catapultas)

A escolha do modelo impacta diretamente custos, complexidade e capacidade operacional. No caso brasileiro, os caças A-4 exigem sistemas com catapultas, o que direciona para o modelo CATOBAR — mais caro e tecnologicamente exigente.

Projetos nesse padrão podem ultrapassar US$ 2 bilhões por unidade, dependendo da configuração e das parcerias internacionais envolvidas.

Alternativa mais acessível ganha espaço

Uma opção considerada mais viável envolve porta-aviões com rampa e aeronaves de decolagem vertical. Inspirados em modelos internacionais, esses navios teriam custo estimado de US$ 600 milhões cada.

Com esse valor, seria possível construir até quatro embarcações, ampliando a presença naval de forma mais rápida e distribuída. Além disso, aeronaves como o Harrier poderiam ser incorporadas com menor custo, aproveitando a disponibilidade no mercado internacional.

Decisão estratégica deve ocorrer após 2028

Apesar das alternativas mais econômicas, a preferência institucional ainda tende a modelos mais avançados. No entanto, decisões concretas devem ser tomadas apenas após a conclusão do submarino nuclear brasileiro, prevista para o fim da década.

A definição envolve não apenas orçamento, mas também o papel estratégico do país no Atlântico Sul — região de grande relevância econômica, com reservas de petróleo e extensa zona marítima.

Futuro da defesa naval está em debate

A escolha entre investir em um único porta-aviões de alta complexidade ou em múltiplas unidades mais acessíveis deve moldar o futuro da Marinha do Brasil.

Enquanto o debate segue, o país ainda opera sua aviação naval a partir de bases terrestres, sem uma solução definitiva para retomar operações embarcadas em larga escala.

FONTE: Sociedade Militar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sociedade Militar

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Portos

Marinha aprova retirada do navio histórico Prof. W. Besnard no Porto de Santos

A Marinha do Brasil aprovou o plano para retirada do navio histórico Prof. W. Besnard, que sofreu avaria e ficou imobilizado no Porto de Santos em 13 de março de 2026. A proposta foi apresentada pela empresa contratada emergencialmente pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e validada pelo 8º Distrito Naval.

Estratégia prevê recuperação da flutuabilidade

O plano de salvamento marítimo prevê a recuperação gradual da flutuabilidade da embarcação. Para isso, serão realizados procedimentos como drenagem interna e intervenções estruturais. Após estabilizado, o navio será encaminhado a um estaleiro, onde passará por análise técnica para verificar a viabilidade de uma eventual restauração.

Operação inclui mergulhadores e reparos no casco

As ações de recuperação começaram em 31 de março e envolvem inspeções detalhadas feitas por mergulhadores, além de limpeza e vedação do casco. Desde o incidente, o caso é tratado como prioridade, com foco na segurança da navegação e na proteção ambiental da região portuária.

Responsabilidade emergencial da autoridade portuária

Apesar de pertencer ao Instituto do Mar, instituição que recebeu o navio após anos de uso em pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), a Autoridade Portuária de Santos assumiu a coordenação das ações devido à situação emergencial.

Símbolo da oceanografia brasileira

O Prof. W. Besnard é considerado um marco da oceanografia brasileira. A embarcação teve papel relevante na primeira expedição do Brasil à Antártida e acumulou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Informação

Fragata Tamandaré é entregue à Marinha e marca avanço da construção naval em Itajaí

A fragata Tamandaré (F200), primeiro navio militar de uma série de quatro embarcações construídas em Itajaí (SC), foi entregue provisoriamente à Marinha do Brasil. O navio faz parte do Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um dos principais projetos de modernização da defesa naval brasileira.

As fragatas são embarcações de guerra projetadas para proteção da costa, monitoramento do espaço marítimo e participação em operações de vigilância, defesa e combate no mar.

Entrega provisória marca conclusão da construção

A formalização da entrega ocorreu na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, com a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Provisório (Terp). O documento oficializa a transferência do navio para a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), estatal da Marinha responsável pela gestão do projeto.

Com esse procedimento, a construção da embarcação é considerada concluída. Também começa a valer o período de garantia dos sistemas e equipamentos instalados no navio.

O processo será finalizado apenas com o Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo (Terd), previsto para aproximadamente um ano. Nesse momento, a Marinha fará a aceitação definitiva da embarcação.

Navio passará por testes operacionais antes da incorporação

Até a conclusão do processo, a fragata Tamandaré ainda passará por uma fase de testes operacionais, avaliações técnicas e validação de sistemas. Esse período serve para identificar possíveis ajustes antes da integração definitiva à frota naval.

A previsão é que o navio seja incorporado oficialmente à Marinha do Brasil em 2027.

Atualmente, a embarcação permanece atracada no estaleiro TKMS, em Itajaí, mas deve seguir nesta sexta-feira para o Rio de Janeiro, onde continuará a etapa de testes e operações.

Certificação internacional e testes no mar

Em fevereiro, a fragata recebeu certificados estatutários da Det Norske Veritas (DNV), entidade internacional de classificação naval. A certificação confirma que a embarcação atende aos padrões globais de segurança marítima, integridade estrutural e conformidade ambiental, incluindo o certificado de classe.

Antes da entrega provisória, o navio também realizou sua última saída para provas de mar sob responsabilidade do consórcio Águas Azuis, responsável pela construção em Itajaí.

Durante essa etapa foi executado o Plano de Adestramento no Mar (Pad-Mar), no qual a tripulação da Marinha operou o navio em condições reais para consolidar treinamentos e se familiarizar com os sistemas embarcados.

Modernização da frota naval brasileira

A entrada da fragata F200 representa um passo importante na modernização da frota de superfície da Marinha. As novas embarcações são projetadas para proteger as águas jurisdicionais brasileiras — conhecidas como Amazônia Azul — e atuar em diferentes tipos de missões militares.

Esses navios substituirão gradualmente as embarcações da classe Niterói, construídas na década de 1970 e hoje consideradas tecnologicamente ultrapassadas.

Segundo o diretor-executivo do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz, o programa demonstra a capacidade da indústria brasileira de defesa de desenvolver e integrar tecnologias complexas.

Tecnologia avançada e capacidade multipropósito

As fragatas utilizam a tecnologia MEKO, desenvolvida na Alemanha e adaptada para a Marinha do Brasil. Cada navio possui 107 metros de comprimento, deslocamento de 3,5 mil toneladas e capacidade para cerca de 130 tripulantes.

A estrutura inclui:

  • convés de voo e hangar para helicóptero
  • sistemas de mísseis e radares modernos
  • sensores de última geração
  • sistema de combate integrado

Esse sistema segue padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), permitindo interoperabilidade com forças navais de outros países.

As embarcações têm caráter multipropósito, podendo atuar em guerra de superfície, defesa antiaérea, combate antissubmarino e operações de monitoramento marítimo.

Outras fragatas seguem em produção

O projeto é conduzido pelo consórcio Águas Azuis, formado pelas empresas TKMS, Embraer e Atech. O contrato foi firmado em março de 2020 e prevê a construção de quatro fragatas no estaleiro de Itajaí.

A próxima embarcação a ser entregue será a fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F201). Lançado ao mar em 2025, o navio deverá iniciar suas provas de mar em meados de 2026.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Informação

Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários debate qualificação e fortalecimento do setor no Rio

A terceira reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA) foi realizada nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, empresas e trabalhadores do setor. O encontro teve como foco principal a qualificação profissional e a valorização dos aquaviários no Brasil.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e integra a estratégia do governo federal para fortalecer o transporte aquaviário brasileiro.

Encontro na Marinha reforça diálogo institucional

A reunião ocorreu na sede da Diretoria de Portos e Costas, órgão da Marinha do Brasil. Durante os debates, foram discutidas diretrizes para modernizar a formação dos profissionais da navegação e alinhar políticas públicas às demandas atuais do setor.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, que coordena o Fórum, destacou a importância do espaço como canal permanente de diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar o crescimento do setor com foco na valorização profissional.

Já o diretor de Navegação e Fomento, Daniel Aldigueri, ressaltou que a continuidade das reuniões permite acompanhar de perto as necessidades da navegação nacional e manter ativa a interlocução entre os diversos atores envolvidos.

Representação ampla do setor aquaviário

O encontro contou com representantes de entidades empresariais como:

  • Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo
  • Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem
  • Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior

Também participaram representantes dos trabalhadores indicados por:

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos
  • Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais
  • Sindicato Nacional dos Tripulantes Não Aquaviários

Além disso, estiveram presentes integrantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Transpetro, da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Perfil da categoria e investimentos em capacitação

Durante a reunião, a Marinha apresentou dados atualizados sobre a estrutura profissional do setor. Atualmente, o Brasil possui 73.238 marítimos ativos.

Desse total:

  • 59.331 atuam na área de convés, responsável pela navegação e operações das embarcações;
  • 13.907 são habilitados na área de máquinas, voltada à operação de motores e sistemas técnicos.

Os números evidenciam a dimensão estratégica da categoria e reforçam a necessidade de investimentos contínuos em formação técnica, atualização profissional e modernização da estrutura de ensino.

Ao final do encontro, os participantes visitaram a academia da Transpetro, onde conheceram simuladores de náutica e de máquinas utilizados na capacitação de profissionais embarcados.

Próximas reuniões já têm calendário definido

A agenda do Fórum prevê novos encontros na segunda quinzena de maio, agosto e novembro de 2026. A definição antecipada do calendário busca garantir a continuidade das discussões e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento profissional dos aquaviários.

Fórum foi criado em 2025

Instituído pela Portaria nº 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários foi criado para consolidar o diálogo entre governo, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário.

A iniciativa integra a política do Ministério de promover organização, qualificação e valorização da categoria, considerada estratégica para a logística e o comércio exterior do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Cassiano/Diretoria de Portos e Costas

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Portos

Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Acidente no Porto de Santos: navio cargueiro colide com balsas no canal de navegação

Um acidente no Porto de Santos mobilizou equipes de resgate e autoridades marítimas na noite desta segunda-feira (16), no litoral de São Paulo. Um navio cargueiro se envolveu em uma colisão com duas balsas que operam na travessia entre Santos e Guarujá. Apesar do impacto e do susto, não houve registro de feridos.

Como ocorreu a colisão no canal do Porto de Santos

O navio Seaspan Empire seguia em direção ao terminal da Embraport quando precisou alterar a rota devido à indisponibilidade de berço para atracação. A embarcação iniciou manobra de retorno em direção à barra por volta das 22h, nas proximidades do Armador 35, quando ocorreu o incidente.

Durante a navegação, houve comunicação por rádio com as balsas que realizam a travessia Santos-Guarujá. Ainda assim, duas embarcações cruzaram à frente do cargueiro. Uma delas estava em manutenção e era rebocada no momento.

Com a aproximação do navio, tripulantes das balsas se lançaram ao mar por precaução.

Tripulantes resgatados e situação das embarcações

Quatro profissionais que estavam nas balsas — um comandante e três marinheiros — pularam na água como medida de segurança. Eles foram rapidamente resgatados por lanchas da Praticagem e não sofreram ferimentos.

As embarcações envolvidas são as balsas FB-14 e FB-15. Ambas estavam vazias, sem veículos ou passageiros a bordo no momento do abalroamento.

Após a colisão, o navio deixou o canal de navegação e permaneceu na área externa do porto, aguardando nova autorização para atracar. Até o momento, não há indícios de danos estruturais significativos nas embarcações envolvidas.

Operação da travessia e posicionamento das autoridades

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo informou que as balsas permanecem fora de operação no lado de Santos e aguardam deliberação da Capitania dos Portos. A Coordenadoria de Travessias acompanha a apuração do caso junto às autoridades marítimas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha foram acionadas para prestar apoio na ocorrência. Apesar do acidente, a travessia entre Santos e Guarujá segue operando com quatro embarcações e tempo médio de espera de aproximadamente 15 minutos em ambos os sentidos.

Já a Autoridade Portuária de Santos informou, em nota, que pelas normas de navegação, as embarcações maiores têm prioridade e que a balsa não deveria estar em deslocamento naquele horário.

Vídeo mostra momento do acidente

Imagens que circulam em grupos de WahtsApp e divulgadas por portais de notícias registram o momento da colisão no canal do Porto de Santos. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

FONTE: Com informações de portais locais.

TEXTO: REDAÇÃO

VÍDEO: INTERNET

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Notícias

Navio chinês com capacidade de vigilância provoca apreensão entre militares brasileiros

O navio chinês Ark Silk Road, oficialmente classificado como navio-hospital, deixou o porto do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15), após uma permanência iniciada em 8 de janeiro. Apesar do discurso humanitário, a presença da embarcação gerou desconforto entre autoridades militares brasileiras, diante da suspeita de que o navio possui capacidade de vigilância e coleta de dados estratégicos ao longo do litoral nacional.

Segundo fontes militares ouvidas pelo Poder360, o Ark Silk Road dispõe de equipamentos capazes de mapear infraestrutura portuária, rotas marítimas e características geográficas sensíveis do país, o que despertou atenção da Marinha e de setores do governo federal.

Pedido diplomático não detalhou objetivos da missão

A autorização para atracação foi solicitada pela China em setembro de 2025, por meio de uma nota diplomática enviada em 15 daquele mês. O documento previa a permanência entre 8 e 15 de janeiro, mas não esclarecia os objetivos da viagem nem mencionava a chamada Missão Harmony 2025, posteriormente apresentada como a primeira operação humanitária internacional do navio.

A falta de informações detalhadas desde o início contribuiu para um clima de cautela diplomática em Brasília, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas na América Latina, conforme apuração do portal.

Estrutura do navio reforça suspeitas

Autoridades brasileiras também chamaram atenção para as características técnicas incomuns do Ark Silk Road. Embora classificado como navio-hospital, ele apresenta sensores, antenas e radares externos, tecnologias que ampliam significativamente sua capacidade de monitoramento e inteligência marítima.

De acordo com fontes ouvidas, o uso desse tipo de embarcação como plataforma de reconhecimento é mais frequente entre países que mantêm acordos bilaterais de cooperação militar, o que não é o caso da relação entre Brasil e China, tornando a visita ainda mais sensível do ponto de vista diplomático.

Não houve atendimento médico durante a estadia

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou ao g1 que nenhum atendimento médico foi realizado no navio durante sua permanência. Segundo o órgão, o governo estadual apenas recepcionou os comandantes da embarcação no dia da atracação.

Em nota, o Pier Mauá reforçou que a visita não teve caráter humanitário. “Não há e não haverá atendimento médico no navio, tratando-se apenas de uma visita da delegação chinesa ao país para estreitar laços de amizade entre as duas nações”, informou o terminal portuário.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:Reprodução/InfoMoney

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