Evento, Inovação, Logística

Programa Rotas para a Inovação conecta startups e setor logístico em Itajaí

O Programa Rotas para a Inovação – Programa de Inovação Aberta do Complexo Portuário, foi oficialmente lançado nesta terça-feira (26) durante evento no auditório da Superintendência do Porto de Itajaí. A iniciativa é do Sebrae/SC, por meio do Sebrae Startups, em parceria com o Porto de Itajaí e o Elume – Centro Regional de Inovação. O objetivo é buscar soluções inovadoras para desafios diários da cadeia logística e produtiva, e estimular o crescimento. 

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o programa representa um marco para o complexo portuário, pois tem como propósito aproximar startups, empreendedores e centros de pesquisa. “A ideia é transformar o Porto de Itajaí em um Porto Inteligente. Juntos, vamos impulsionar novos negócios, gerar empregos, aumentar a renda e fortalecer a economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil”, explica. 

Segundo a gerente da Regional Foz do Sebrae/SC, Juliana Bernardi Dall’antonia, a entidade irá atuar como parceira estratégica para dar suporte ao empreendedorismo. A proposta é estimular novos negócios, fortalecer micro e pequenas empresas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região da Foz do Rio Itajaí. “Nossa função é disponibilizar ferramentas que incentivem a adoção de soluções criativas e transformadoras para os negócios”, destacou.

O Programa teve como inspiração projetos desenvolvidos em outros portos do mundo, com foco na inovação e no crescimento. Conforme o diretor financeiro da Invest Itajaí e do Elume, Claudiomir Pedroni, uma dos diferenciais é o caráter colaborativo da ação. “O Programa cria uma ponte: de um lado, as empresas estratégicas e o setor portuário; do outro, um ecossistema de inovação vibrante, formado por startups, empreendedores e pesquisadores”, disse.

O programa na prática

O Rotas para a Inovação prevê quatro encontros, com workshops dedicados à identificação de desafios, aproximação de empresas e startups e desenvolvimento de projetos inovadores. Durante o lançamento, também foi disponibilizado um formulário digital para cadastrar empresas e empreendedores interessados. Todas as etapas serão divulgadas nos sites oficiais dos envolvidos para que empresas e empreendedores interessados possam participar. 

A programação foi encerrada com uma visita técnica ao complexo portuário, onde empresários, representantes do poder público, instituições de ensino e entidades do setor puderam conhecer de perto a infraestrutura e as oportunidades para inovação.

Parceiros

Além do Sebrae/SC, Porto de Itajaí e Elume, o Programa conta com o apoio de instituições como IFSC (Itajaí), Udesc (Balneário Camboriú), UFSC (Joinville), Univali, Marinatech Rede Midhub, Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACII, Polo Regional ACATE Foz do Itajaí e SC Mais Inovação.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: DAIANA BROCARDO

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Portos

Recorde no Porto de Rosário: o coração logístico de Santa Fé cresce mais de 30% em 2025

O complexo portuário, administrado pela Enapro, movimentou quase 2 milhões de toneladas em sete meses.

O Porto de Rosário, sob responsabilidade do Ente Administrador Puerto Rosario (Enapro) e vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Produtivo de Santa Fé, alcançou em 2025 um recorde histórico em suas operações, consolidando-se como um eixo estratégico para a competitividade da província e para a exportação de produtos santafesinos aos principais mercados internacionais.

Nos primeiros sete meses do ano, o complexo portuário movimentou 1.964.724 toneladas, somando a atividade de suas duas terminais concessionadas: Serviços Portuários S.A. (SEPOR), especializada em grãos a granel, e Terminal Puerto Rosario S.A. (TPR), que opera com granel sólido, líquido e contêineres.

“O Porto de Rosário é o coração logístico de Santa Fé e um pilar fundamental em nossa estratégia de desenvolvimento produtivo. Os recordes operacionais alcançados em 2025, com quase 2 milhões de toneladas movimentadas e um crescimento interanual de 33,7%, demonstram a capacidade das nossas terminais de conectar Santa Fé com os mercados internacionais”, afirmou Gustavo Puccini, ministro do Desenvolvimento Produtivo de Santa Fé.

Além disso, ele destacou que essa infraestrutura “facilita a exportação de produtos como cereais, oleaginosas e mel, ao mesmo tempo em que fortalece a competitividade das pequenas e médias empresas de Santa Fé e das economias regionais”.

O desempenho foi impulsionado por um crescimento interanual de 33,7% em granel e de 31,4% em carga conteinerizada, marcando um marco na história recente do porto.

Entre as últimas operações de destaque estão:

A exportação de 120.000 quilos de mel com destino a Hamburgo, Alemanha.
O embarque de um navio com 25.000 toneladas de grãos rumo à Argélia.
A programação de outros quatro navios com 100.000 toneladas adicionais, com destino à China, Iêmen e Peru.

Terminal de Grãos a Granel: recorde em julho
A Terminal de Grãos a Granel, operada pela Serviços Portuários S.A., embarcou 1.190.597 toneladas entre janeiro e julho. Os principais produtos exportados foram:

  • Sorgo (48%)
  • Milho (24%)
  • Trigo (21%)
  • Soja (7%)

Em julho de 2025, alcançou um recorde mensal de 373.382 toneladas, o melhor desempenho dos últimos cinco anos.

Terminal Multipropósito: exportações diversificadas
A Terminal Puerto Rosario (TPR) movimentou 375.535 toneladas de granel e cargas gerais, distribuídas da seguinte forma:

  • 212.414 toneladas de exportações
  • 65.264 toneladas de importações
  • 97.856 toneladas em trânsito e remanejadas

Os principais produtos foram óleo vegetal, farelo de soja, fertilizantes, açúcar bruto e produtos siderúrgicos.

Quanto ao movimento de contêineres, a TPR registrou 38.222 TEUs (398.593 toneladas) no período de janeiro a julho, com um pico em março de 6.747 TEUs.

Exportação de mel: um caso emblemático

Um dos marcos recentes foi a exportação de cinco contêineres com 120.000 quilos de mel produzido em Ambrosetti, com destino à Alemanha. A operação foi gerida através do Porto de Rosário por uma cooperativa apícola local, evitando o transporte até o porto de Buenos Aires, reduzindo custos logísticos e abrindo novos mercados internacionais para a produção de Santa Fé.

Esse exemplo reflete como o porto impulsiona a diversificação das cargas, o valor agregado das economias regionais e a internacionalização das pequenas e médias empresas.

O Porto de Rosário conta com três serviços semanais diretos para o Brasil, operados pelas linhas Maersk, MSC e CMA CGM, que consolidam sua conectividade oceânica e seu papel no comércio exterior argentino.

Sua localização estratégica sobre a Via Navegável Troncal, junto com o acesso ferroviário nas duas bitolas e a conectividade rodoviária por rodovias e estradas nacionais, o posicionam como uma plataforma logística de grande valor para exportadores e importadores.

Fonte: Ser Industria

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Portos

“Nossa alfândega é a segunda em movimentação e, em arrecadação, só perde para Santos”

O auditor-fiscal André Bueno Brandão Sette e Camara, delegado da Receita Federal no Porto de Itajaí, conversou com a jornalista Fran Marcon e com o advogado James Winter, especialista em Direito Marítimo e Portuário.

O tarifaço imposto por Trump já impactou a movimentação do complexo portuário de Itajaí?

André: A gente faz esse acompanhamento. Até agora, a Receita tem informação dos intervenientes, dos operadores, de que está afetando. Mas ainda não houve esse reflexo em números. Em contato com os exportadores e importadores, vários produtos já foram retirados da lista de produtos relevantes para os exportadores brasileiros. Na região de Itajaí, a gente exporta bastante carne e pescado, que estariam dentro do tarifaço. Mas, em números, ainda não temos essa consequência.

Quais são os principais gargalos logísticos identificados pela Receita Federal nas operações aduaneiras locais?

André: Eu estive, recentemente, em uma reunião a convite do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí, e um dos tópicos foi justamente a simplificação do trânsito de cargas soltas. Um gargalo que a gente tem é a questão do trânsito e da sua simplificação. Esse assunto também foi tratado numa reunião na Subsecretaria de Aduana, com o coordenador-geral de Aduana e diversos outros delegados. A gente propôs algumas melhorias normativas para esses casos. Eu conversei com o pessoal da Associação Empresarial de Itajaí e, quando chegam esses casos concretos, é como se fosse uma negociação. Eu digo assim: “Você está vindo aqui me pedir uma simplificação do trânsito, então apresenta os seus motivos. Mas eu quero alguma coisa em troca…” O que a gente pede em troca, para facilitar o comércio na Receita, é o controle aduaneiro. Por exemplo, que o recinto melhore as informações que são passadas para a Receita, para que a gente tenha os dados corretos do navio que está chegando, do transporte que está levando a carga. Essa informação correta e antecipada facilita o comércio exterior.

“O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas”

Como a Declaração Única de Importação (Duimp) tem contribuído na melhoria do despacho aduaneiro e na otimização dos processos?

André: A Duimp é importantíssima. A gente vai ter uma reunião com a Associação Empresarial para tratar sobre isso, porque muitos operadores, muitos importadores, ainda têm medo da DI, com receio de serem parametrizados no vermelho por estarem registrando a DI. Mas a 9ª Região, que compreende Santa Catarina e Paraná, é a que mais registra a Duimp. Por exemplo, a gente tem o Canal Único. Todos os intervenientes podem fazer a verificação de uma carga parametrizada ao mesmo tempo. O importador vai saber exatamente com quem está a carga dele e quem está fiscalizando. Se a Receita Federal já verificou a mercadoria e tem fotos, por que o Mapa, por exemplo, vai precisar fazer a mesma coisa de novo? Podemos aproveitar as fotos de um ou de outro. [A adoção de um modelo semelhante ao de cargas a granel pode trazer eficiência operacional?] Ainda estamos construindo a melhor forma de colocar isso na legislação. Qual foi a proposta: esses produtos siderúrgicos, às vezes, não dá para descarregar no pátio. A ideia é fazer a entrega antecipada dessa carga — ou seja, ela já sairia direto nos caminhões da empresa e seria verificada, caso necessário, no recinto do importador.

Como é a estrutura da Receita para procedimentos de liberação de passageiros de cruzeiros?

André: A alfândega no Porto de Itajaí, na verdade, tem uma jurisdição muito maior. Ela abrange os portos, os 15 recintos alfandegados no total, incluindo a Portonave, o aeroporto e também o primeiro ponto turístico alfandegado do Brasil, na Barra Sul, em BC. A gente já teve reunião com eles, com os operadores de cruzeiros que vão trazer as linhas para a região. Eles estão fazendo uma ampliação no terminal Tedesco. E como funciona isso: eles fazem a ampliação, apresentam o projeto para a Receita Federal, e é feito o alfandegamento da área. Depois que o projeto é apresentado, a Receita faz a análise e o alfandegamento do local, permitindo a entrada e saída de passageiros e bagagens internacionais.

Itajaí é um protagonista do comércio exterior”

Como está a disponibilidade de fiscais e equipes da Receita para fiscalização e acompanhamento dos processos no complexo portuário? Há melhorias de estrutura, pessoal e tecnologia?

André: A alfândega no Porto de Itajaí realiza o despacho de importação e exportação de toda Santa Catarina e do Paraná. Atualmente, temos 90 servidores. Muitos deles atuam remotamente, como é o caso de alguns que moram em Curitiba, pois trabalham com despacho aduaneiro e, como a atividade é regionalizada, podem estar em outros locais. Isso foi positivo porque conseguimos formar equipes especializadas. Recebemos muitos retornos da comunidade de comércio exterior, relatando que, por exemplo, o processo de habilitação está muito melhor e mais rápido. Por outro lado, há algumas reclamações sobre a perda da proximidade com o fiscal.

Do ponto de vista de integração, como está a relação da Receita com a Anvisa e o Mapa?

André: O primeiro contato que eu tive foi na própria Colfac [Comissão Local de Facilitação do Comércio]. Uma das ações que apresentei foi justamente essa melhor aproximação com os intervenientes e com os órgãos públicos em geral. Já tive reunião com o diretor do foro da Justiça Federal na subseção de Itajaí, e também com a Polícia Federal. A ideia é transformar a Colfac no que ela deve ser. Ela não é uma comissão ou colegiado apenas para responder dúvidas de entes privados, como empresas e despachantes.

Qual a sugestão aos importadores para colaborar e otimizar os processos de nacionalização?

André: Quanto mais informação a gente tiver, quanto melhor for o controle, mais facilitado vai estar o comércio. Minha sugestão é: quem puder, valorize a certificação OEA. É muito importante e a gente dá muita relevância a isso.

“A economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria”

Já houve pedido da autoridade portuária para renovação do alfandegamento do porto?

André: A gente já teve algumas reuniões, mas esse pedido ainda não chegou. Existe, na verdade, uma sequência: a Antaq precisa apresentar o parecer dela e, só depois disso, a Receita utiliza esse documento para dar andamento ao processo de alfandegamento. Isso ainda não ocorreu. Nas reuniões que a gente teve, falamos da importância de que esse pedido seja feito o quanto antes, porque o processo de alfandegamento é bem complicado. Não é o mesmo caso da situação anterior, que foi uma troca de titularidade. Agora, pode ser um alfandegamento completamente novo — não apenas uma extensão. Quanto mais rápido esse processo for iniciado, melhor para a segurança dos operadores. Mas, se tudo der certo, ainda dá tempo de resolver essa questão, até pela importância da região. [É um prazo de seis meses, mais ou menos, que demora?] É, normalmente, seis meses. [A gente já está atrasado com o pedido…] Já está atrasado. [Nós estamos num dilema, ver se realmente vai sair uma empresa pública, que estão tentando construir e fazer, ou se vai continuar com a autoridade portuária de Santos. Isso, de repente, pode ser que seja o motivo de não ter feito ainda o pedido, mas independentemente, de forma preventiva, no mínimo, já deveria ter sido feito…] Itajaí, na verdade, não é uma alfândega qualquer dentro das alfândegas. Itajaí é um protagonista do comércio exterior. Nossa alfândega é a segunda maior em movimentação de contêineres e, em arrecadação, só perde para Santos. É muito relevante essa alfândega, e a região como um todo, para o comércio exterior. 

Como a Receita tem atuado preventivamente no combate ao tráfico internacional de drogas?

André: Hoje, em Itajaí, a gente faz o escaneamento de 100% das cargas que saem. Existe uma equipe de repressão portuária que fica em Itajaí, mas é vinculada à superintendência. De 2018 para cá, foram apreendidas mais de 55 toneladas de cocaína nos portos de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Paranaguá. É um trabalho bem relevante. A atuação com os escâneres e das nossas equipes K9, nessa repressão ao tráfico de drogas, é fundamental. Essa mesma equipe também atua no combate ao contrabando. O contrabando e a pirataria financiam o crime organizado muito mais do que o próprio tráfico de drogas. Tem um estudo de 2022 que, se não me engano, é o mais recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que estimou que, em 2022, o crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas. As pessoas acham que o tráfico de drogas é a principal fonte de financiamento do crime organizado, mas a contrafação e a pirataria são muito mais prejudiciais. O Fórum Nacional de Combate à Pirataria fez um estudo no ano passado e mostrou que a economia, no geral, perde R$ 460 bilhões com contrafação e pirataria. Só de arrecadação, a perda é de R$ 150 bilhões. Um dos papéis da Receita é retirar do mercado produtos que são perigosos à saúde ou ao consumidor. Por exemplo, várias apreensões de eletrônicos são de carregadores que não têm certificação do Inmetro e que, às vezes, pegam fogo nas casas. A gente retira esse tipo de produto do mercado e protege também a concorrência de forma geral. A gente recebe muitos questionamentos do tipo: “essas operações tiram o emprego das pessoas.” Mas, na verdade, é o contrário. O fenômeno é conhecido como exportação do desemprego. Quando se permite o comércio de produtos contrabandeados, como no camelô, estamos exportando empregos para outros países, que se essa mercadoria fosse formalizada, se o trabalho fosse formalizado, o emprego estaria aqui no Brasil.

“O crime organizado movimentou R$ 140 bilhões com pirataria. No mesmo período, foram R$ 15 bilhões com o tráfico de drogas”

Delegado, nessas operações que acabam acontecendo na região, com apreensão de roupas, eletrônicos e bebidas, as cargas são destruídas por completo. Por que o que é apreendido não pode ser aproveitado?

André: É um projeto importante que estamos articulando com a prefeitura de Itajaí e também com a Justiça Federal. Quando há contrafação, a mercadoria era, até então, totalmente destruída. Já destruímos toneladas e toneladas de roupas. Existe um projeto estratégico chamado Receita Federal Verde, que promove destinações sustentáveis — e é isso que queremos implementar aqui em Itajaí. Já conversei com o prefeito Robison, e a ideia é fazer uma parceria com a prefeitura, com a Secretaria de Segurança Pública, com o presídio feminino e com as recuperandas do presídio de Itajaí. Vamos trazer essas roupas e, em parceria com elas, será feita a descaracterização. A ideia é também envolver uma instituição, como uma faculdade de moda, para que os alunos deem suporte técnico às recuperandas: como transformar um calçado, adaptar peças para roupas de bebê, por exemplo. Essa transformação vai permitir que essas peças sejam destinadas à sociedade. Dou como exemplo um projeto que aconteceu em junho, em São Paulo, com o primeiro hackathon da Receita Federal. O desafio foi: “O que vocês conseguem fazer com cigarros eletrônicos?” Todos os projetos foram espetaculares. O projeto vencedor transformou cigarros eletrônicos em teclados ativados por sucção para pessoas com tetraplegia ou paralisia cerebral. Normalmente, esse produto custa R$ 4 mil ou 2 mil dólares, e eles conseguiram fazer por R$ 40. Na época da Covid, também tivemos muita apreensão de bebida alcoólica e perfumes falsificados, que foram transformados em álcool em gel e destinados a hospitais. [Haverá algum leilão da Receita de Itajaí este ano e haverá maior divulgação?] Só neste ano a gente já teve uma arrecadação de quase R$ 11 milhões com leilões. Podemos, sim, pensar em uma forma de melhorar a divulgação desses eventos.

Fonte: Diarinho

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Portos

São Sebastião lidera crescimento entre portos públicos do Brasil

O Porto de São Sebastião conquistou, no último dia 20 de agosto,  o 1º lugar na categoria Crescimento da Movimentação de Cargas – Variação Percentual do Prêmio Portos + Brasil, promovido pelo MPor (Ministério de Portos e Aeroportos). A 6ª edição da premiação avaliou 36 portos públicos de todo o país.

Em 2024, o terminal paulista movimentou 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 48% frente a 2023. Já em 2025, o porto soma 692 mil toneladas processadas até agosto. Entre os principais produtos que passam pelo terminal estão açúcar, barrilha, coque de petróleo, malte e cevada. Segundo o presidente da CDSS (Companhia Docas de São Sebastião), Ernesto Sampaio, o resultado “reflete o empenho da equipe e a qualidade da infraestrutura e dos serviços oferecidos, que permitem atender com eficiência o comércio nacional e internacional”.

Administrado pela CDSS e vinculado à Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) do governo de São Paulo, o porto opera por delegação federal. Nas importações, se destacam barrilha, malte, cevada e produtos siderúrgicos; já nas exportações, açúcar, coque de petróleo, máquinas e equipamentos. O terminal possui ainda um dos canais mais profundos do Brasil, fator que amplia seu potencial de expansão.

Entre os próximos passos está o arrendamento da área SSB01, previsto para o fim de 2025. O projeto inclui intervenções em 262 mil m² de área operacional e a construção de um novo píer com dois berços de atracação. Com investimento estimado em R$ 660 milhões e contrato de 35 anos, a concessão deve multiplicar por quatro a capacidade de movimentação do porto, chegando a 4,3 milhões de toneladas anuais — um aumento de 187% em comparação a 2024.

A cerimônia em Brasília contou com representantes de portos públicos e privados, além de autoridades federais. Ainda não há detalhes sobre o processo de seleção do parceiro privado que assumirá o arrendamento do terminal SSB01.

Fonte: Poder 360

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Portos

Com R$ 1,2 bilhão, Porto do Pecém será ampliado de novo

Está em processo de licitação o conjunto de obras da mais nova ampliação do Porto do Pecém, o principal equipamento da infraestrutura de transporte do Ceará. Financiados pela própria Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), de cujo capital faz parte, com 30%, a Autoridade do Porto de Roterdã, na Holanda, esses serviços estão estimados em R$ 1,2 bilhão. Esta coluna conversou com uma fonte muito bem-informada sobre o projeto da qual ouviu uma opinião que resumiu assim a sua importância:

“O Porto do Pecém, que já é um terminal marítimo muito moderno e de baixo custo operacional, dará um salto de qualidade, porque passará a ter, até 2028, quando tudo estará concluído, um berço exclusivo – o berço número cinco – para a movimentação de grãos a ser operado pela Trasnordestina Logística, além de um novo berço — o de número 11 – a ser construído na área do TMUT (Terminal de Múltiplo Uso, de movimentação de carga geral) que se expandirá em mais 350 metros para o Oeste.

O píer de número dois, localizado entre o píer de número um e o TMUT, também expandido para Oeste e nele a CIPP S/A instalará os equipamentos para o embarque da amônia que será produzida pelas unidades industriais que produzirão o hidrogênio verde no futuro Hub do H2V do Pecém.

“Quem, como nós, operamos no Porto do Pecém e acompanhamos o vai-e-vem de empresários brasileiros e estrangeiro e de autoridades do governo do Ceará, não temos dúvida de que o sonho do hub do hidrogênio verde virará realidade por várias causas, principalmente às relativas à logística: Pecém está a uma semana de viagem dos portos da Europa, tem profundidade capaz de receber grandes navios e, coma nova ampliação, ganhará, também, equipamentos mais modernos para a movimentação de carga e descarga de todas as mercadorias”, comentou a fonte.

A sociedade da CIPP S/A com a Autoridade Portuária de Roterdã deu ao Porto do Pecém, digamos assim, um “up grade”, algo como sair da classe econômica para a classe executiva. São os diretores indicados pelos holandeses de Roterdã que, além de garantirem a expertise na gestão do Pecém, respaldam as decisões técnicas da empresa.

“Sempre foram muito boas as relações dos cearenses da CIPP S/A com seus sócios europeus dos Países Baixos”, comentou a fonte, acrescentando que o projeto da nova ampliação do Porto do Pecém teve a participação efetiva dos holandeses.

Fonte: Diário do Nordeste

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Evento, Eventos

Feijoada, conexões e boas histórias: a essência da Feijuca Comex&Log

Reviva os melhores momentos da 2ª Feijuca de Comex & Log e confira a galeria completa de fotos do evento!

A 2ª edição da Feijuca de Comex & Log movimentou a comunidade do Comércio Exterior e da Logística no sábado, 16 de agosto, em Itajaí (SC). O evento, realizado na Balbúrdia Cervejaria, reuniu profissionais, familiares e amigos para um dia de integração, networking e descontração. 

Mais do que uma confraternização, a 2ª Feijuca se consolidou como um espaço de conexão entre empresas e profissionais que atuam em diferentes áreas da cadeia logística, fortalecendo parcerias e abrindo portas para novos negócios. A animação ficou por conta do DJ Padial, que embalou as conversas, seguida pelo show de pagode de Juninho Almeida. 

A 2ª edição da Feijuca de Comex & Log promovida pelo RêConecta News patrocínio da BS Transportes Logística, SC Portos, Macedo e Winter Advogados Associados, RealReefer Locação de Containers e Gensets, e VibeLog Transporte e Logística. 


O clima de inverno, aliado ao sabor da feijoada e à energia dos participantes, criou o ambiente perfeito para momentos de troca de experiências e aproximação entre colegas e parceiros de mercado.

As fotos registradas durante o evento já estão disponíveis e podem ser conferidas na galeria abaixo.

https://drive.google.com/drive/folders/1FIVHpG_NiCAQJDQ4EMgO-BtxqtW6P5mX?usp=sharing

CONHEÇA OS PATROCINADORES

A BS Transportes e Logística atua como um elo estratégico na cadeia do transporte rodoviário nacional e internacional. Para garantir agilidade e eficiência nos processos de importação e exportação, a empresa está presente em pontos estratégicos próximos aos principais portos e recintos alfandegados do RS, SC, BA e PR. Com uma metodologia voltada à excelência no atendimento, a BS acompanha todas as etapas da operação, do momento da coleta até a entrega da carga, assegurando transparência e confiabilidade. Sua equipe é formada por profissionais experientes em transporte e logística, apoiados por uma rede de parceiros especializados, o que fortalece a qualidade e a segurança em cada operação realizada.

A Macedo & Winter Advogados Associados atua há mais de uma década oferecendo soluções jurídicas seguras e estratégicas para empresas do comércio exterior. Com equipe especializada em direito aduaneiro, tributário, portuário, regulatório, cível e societário, o escritório atende importadores, exportadores, indústrias, agentes de carga, terminais portuários e demais players do setor. Sua expertise inclui atuação perante órgãos reguladores, consultoria em contratos complexos, governança corporativa, compliance aduaneiro e demandas marítimas, sempre com foco em reduzir riscos e gerar previsibilidade aos negócios.

A REALREEFER é referência nacional em locação de containers frigoríficos, além de atuar com containers secos (Dry), almoxarifados, escritórios, choppeiras, projetos especiais e gensets. A empresa oferece soluções ágeis, seguras e flexíveis para diversos segmentos, como indústrias alimentícias, químicas, farmacêuticas, frigoríficos, hotéis, supermercados, construtoras, eventos e centros de distribuição. Sediada em Santos/SP e com unidade em Caucaia/CE, Realreefer possui mão de obra própria e equipe técnica especializada. Sua estrutura completa atende desde a negociação até a entrega e instalação, proporcionando eficiência logística, preservação de capital e aumento da produtividade de seus clientes.

A Vibe Log Transportes oferece soluções robustas de transporte rodoviário de cargas e contêineres para todo o Brasil. Com frota moderna, veículos rastreados, seguros customizados e equipe treinada, entrega serviços diferenciados com foco em qualidade e segurança. Entre seus serviços estão transporte de cargas nacionais, contêineres, cargas soltas/fracionadas/consolidadas e cargas de projeto. Também opera armazéns gerais com serviços personalizados de carga/descarga, cross-docking, distribuição, embalagem, etiquetagem e paletização. Atende principalmente portos e aeroportos, integrando operações logísticas com eficiência e segurança. Além disso, oferece transporte de medicamentos, controlados, cosméticos e saneantes, com certificação ANVISA e inspeções sanitárias para garantir integridade dos produtos. 

A SC Portos nasceu da união entre a SOIN, de São Francisco do Sul, e a SIMETRIA, de Imbituba. Atuando no Complexo Portuário de Itajaí, a empresa oferece soluções logísticas inovadoras e eficientes para cargas de diferentes tipos e tamanhos, com mais de 20 anos de experiência no setor. Com infraestrutura moderna, operações seguras e compromisso com a sustentabilidade, a SC Portos se consolida como uma das principais referências em logística portuária no Brasil.

TEXTO: REDAÇÃO
FOTOS: GIOVANA SANTOS

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Logística

FedEx adiciona novos veículos elétricos a operação brasileira

A aquisição é parte da meta global da companhia de obter operações neutras em carbono até 2040

A Federal Express Corporation, maior empresa de transporte expresso do mundo, está incorporando 27 veículos elétricos a sua frota brasileira, passando a contar com 52 unidades com emissão zero. As novas vans, modelo Mercedes Benz eSprinter Furgão Street 320, estão sendo destinadas para as estações da FedEx nas cidades de Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP).  

A eletrificação de toda a frota de coleta e entrega é um dos pilares que guiam a meta global da companhia para neutralizar o carbono de suas operações até 2040. A FedEx é a empresa de cargas pioneira na aquisição de carros elétricos no Brasil, com as primeiras unidades chegando ao país em 2013. Atualmente, a frota elétrica local da companhia conta com vans e motocicletas, utilizadas especialmente para entregas de última milha e em regiões com tráfego intenso.  

“Na FedEx, acreditamos que crescimento econômico e sustentabilidade devem caminhar juntos”, comenta Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis, que aumentem a eficiência e contribuam para a redução de emissões, sem comprometer a qualidade do serviço. Trabalhar de forma mais inteligente, com foco em eficiência energética, representa também uma oportunidade concreta de gerar economias e fortalecer nossa rede operacional”.  

“A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário”, afirma Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. “Com alto desempenho, versatilidade de aplicação e zero emissões, a Sprinter elétrica oferece uma solução robusta e inteligente para operações de logística sustentável. Mais do que fornecer veículos, queremos ser protagonistas de uma mobilidade limpa, eficiente e economicamente viável. Essa colaboração reforça o alinhamento entre duas marcas globais que compartilham a visão de um futuro mais eficiente e ambientalmente responsável”. 

Implementando tecnologias mais limpas

Para ajudar a abastecer sua crescente frota de veículos elétricos, a FedEx está trabalhando para ampliar o uso de fontes de energia renovável em todo o mundo. No Brasil, a companhia está instalando painéis solares e expandindo sua participação no Mercado Livre de Energia. No ano fiscal de 2025 (FY25), encerrado em maio de 2025, a unidade da FedEx em Serra (ES) passou a operar com tecnologia de painéis solares, enquanto as instalações de Cajamar (SP) e São Paulo (SP) migraram para o Mercado Livre de Energia. 

Atualmente, a operação brasileira da FedEx conta com 12 unidades que utilizam energia renovável: Belo Horizonte, Campo Grande, Joinville, Petrolina, Simões Filho e Vitória utilizam painéis solares; Belo Horizonte, Cabo de Santo Agostinho, Fortaleza, Recife, São Paulo e Cajamar estão no Mercado Livre de Energia. 

Enquanto trabalha para ampliar o uso de veículos elétricos, a empresa também está focada em aprimorar a eficiência de sua frota à combustão durante esse período de transição, substituindo veículos mais antigos e menos eficientes por modelos mais novos, incluindo aqueles com motores Euro 6, que emitem menos poluentes. Como resultado desses esforços, os veículos da frota terrestre da FedEx no Brasil possuem idade média de sete anos, o que a torna uma das frotas mais novas do mercado. 

Fonte: Modais em Foco

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Logística

JetSMART inaugura rota direta entre Assunção e Rio de Janeiro

A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais

A companhia aérea JetSMART confirmou o lançamento de uma nova rota internacional ligando Assunção, no Paraguai, ao Rio de Janeiro. A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais, nas segundas, sextas e domingos, consolidando a empresa como a única a oferecer a conexão de forma regular durante todo o ano.

Os voos partirão do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, às 8h35, com chegada prevista ao Aeroporto Internacional do Galeão às 11h. No sentido inverso, a decolagem do Rio de Janeiro será às 19h10, com chegada em Assunção às 21h50. A duração estimada da viagem é de duas horas e 25 minutos.

Uma característica diferenciada desta operação é que os voos serão realizados pela subsidiária argentina da JetSMART, com base no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires.

Segundo a companhia, a expectativa é transportar mais de 46.000 passageiros no primeiro ano, movimentando o turismo e o comércio entre Paraguai e Brasil. Dados da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac) indicam que o tráfego aéreo entre os dois países representou pouco mais de 20% do total mensal durante 2024 e o primeiro semestre de 2025.

As passagens já estão disponíveis no site da empresa com tarifa promocional de lançamento a partir de US$ 91 por trecho, que inclui US$ 49 de tarifa base e US$ 42 em impostos e taxas. Além disso, é possível resgatar milhas do programa AAdvantage da American Airlines a partir de 7.500 milhas mais impostos. A promoção é válida até 25 de agosto.

Em nota, Verónica Marambio Álvarez, gerente comercial de Mercados Internacionais e Desenvolvimento Regional da JetSMART, destacou que a nova rota oferece “mais oportunidades para os paraguaios aproveitarem um dos destinos mais atraentes do Brasil, ao mesmo tempo em que impulsiona o turismo e o comércio”.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, também comentou a iniciativa, ressaltando que o voo direto permitirá que paraguaios desfrutem da natureza, da gastronomia e do calendário de eventos do Rio de Janeiro em viagens curtas, prevendo sucesso para a operação.

Desde sua entrada no mercado paraguaio em 2022, a JetSMART transportou mais de 120.000 passageiros de e para Assunção, reforçando sua presença na região.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio, Logística

Evergreen acrescenta à sua frota o navio Ever Meta de 15.372 TEUs

Navio vai operar entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos

A Evergreen recebeu a entrega do navio “Ever Meta”, um porta-contêineres com capacidade para 15.372 TEUs, construído pela Samsung Heavy Industries (SHI) na Coreia do Sul. É o penúltimo de uma série de 20 navios da classe “M-NPX”, encomendados pela companhia marítima no início de 2021. 

O estaleiro sul-coreano planeja concluir a série com a entrega do “Modelo Ever”. Posteriormente, a SHI iniciará a entrega dos primeiros navios da nova classe “E”, uma série de 16 porta-contêineres de 16.550 TEUs prontos para operar com metanol, cuja primeira entrega corresponderá ao “Ever Eco”.

Características técnicas

Os navios da classe “M” têm 366 metros de comprimento, 51 metros de boca (20 fileiras de contêineres) e são equipados com motores principais WinGD 9 X92, capazes de gerar 48.500 kW de potência e atingir uma velocidade máxima de 23 nós.

Além disso, possuem cinco geradores a diesel que produzem 17.500 kW de eletricidade, podendo abastecer até 1.000 contêineres refrigerados. Nas últimas sete unidades da série, um defletor de vento foi incorporado à proa, projetado para reduzir a resistência aerodinâmica.

Após sua entrega, o “Ever META” partiu do estaleiro da Samsung na Ilha de Geoje para Cai Mep, no Vietnã, onde iniciará as operações no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos (‘AWE2’), parte da rede Ocean Alliance, denominada pela Evergreen como ‘AUE’.

Fonte: Mundo Marítimo 

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Portos

Porto de Santos terá dois novos berços para granéis líquidos

Investimento, na região do Alemoa, é estimado em R$ 400 milhões e vai ampliar a capacidade de atracação

O Porto de Santos dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Na quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.

O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.

O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.

“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Leilão do túnel

Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos–Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.

“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.

O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, relator do processo do túnel Santos–Guarujá, destacou a importância da obra para a população da Baixada Santista e para a logística do Porto. Ele lembrou que o projeto foi viabilizado a partir de um acordo de delegação de competência, que permitiu ao Estado de São Paulo conduzir a iniciativa como obra de mobilidade urbana, em parceria com o Governo Federal.

“Trata-se de um projeto inovador, que contará com a participação de uma empresa privada responsável pela construção e operação da concessão, além de aportes do Estado e da União. Há grande expectativa em relação ao leilão de 5 de setembro, que deve atrair concorrência acirrada de empresas especializadas em túneis”, afirmou.

Já o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o caráter inédito da obra do túnel Santos–Guarujá. Segundo ele, o projeto será executado com tecnologia diferenciada, utilizando módulos pré-moldados submersos no canal.

“É uma solução de engenharia inédita no Brasil, que vai permitir a conclusão da obra em prazo reduzido, inferior a um ano, uma vez finalizada a estrutura dos módulos. Trata-se de um avanço histórico para a mobilidade da Baixada Santista e para a logística do Porto de Santos”, disse.

Pacote de concessões e poligonal

O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.

“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos”, ressaltou.

Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.

Obras na DP World

Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.

Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.

Fonte: Modais em Foco

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