Comércio Exterior

Brasil e China terão nova rota marítima comercial

Rota Zhuhai-Santana ligará o Amapá aos principais portos chineses

Brasil e China terão, a partir deste sábado (30), uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong‑Hong Kong‑Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do coméricio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro.

“As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.

A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país.

“Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.

O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.

“Vai demorar, mas a melhor estratégia para Amazônia é se industrializar. É agregava valor, beneficiar os produtos da Amazônia para agregar valor, gerar emprego e renda. Isso para o açaí, o cacau, o café, a castanha, a madeira, o pescado, a piscicultura e demais atividades, como os fármacos. Temos um potencial grande nos fármacos porque a Amazônia só faz fornecer matéria-prima”, argumentou.

Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

“Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate, Cacau”, detalhou ao ressaltar que produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Logística, Sustentabilidade

Logística verde no Brasil deve movimentar US$ 61 bilhões até 2030 e ditar tendências em 2025

logística verde, voltada para reduzir os impactos ambientais do setor, deve movimentar US$ 61 bilhões no Brasil até 2030, segundo a consultoria Grand View Research. Hoje, o mercado nacional já representa US$ 41 bilhões e cresce em média 7,2% ao ano.

A demanda por práticas mais sustentáveis entre empresas e consumidores, a aprovação de normas ambientais mais rigorosas e a chegada de inovações tecnológicas impulsionam a evolução da logística com foco em sustentabilidade. No cenário global, o segmento é avaliado em US$ 1,5 trilhão e pode atingir US$ 2,3 trilhões até 2030, com expansão anual de 8,1% a partir de 2025.

A armazenagem lidera a adoção de soluções sustentáveis, respondendo por 37% do valor do setor. No transporte, veículos rodoviários representam 40% das receitas. Entre os exemplos de destaque mundial estão o Acordo Verde da União Europeia, o plano energético dos Estados Unidos e os compromissos da China em reduzir emissões.

As empresas vêm incorporando práticas como rotas otimizadas, logística reversa, uso de frotas sustentáveis, embalagens ecológicas e seleção de parceiros com critérios ambientais. Essas ações contribuem para reduzir emissões e promover eficiência operacional nas empresas, otimizando desperdícios.

De acordo com a pesquisa, o setor deve avançar em soluções alinhadas à sustentabilidade global. Entre as tendências para 2025 estão combustíveis alternativos e veículos elétricos, centros de armazenagem neutros em carbono, uso de inteligência artificial para otimizar rotas, expansão da logística reversa e maior integração de cadeias de suprimentos verdes.

Fonte: Tecnologística

Ler Mais
Logística

Gargalos de logística desafiam safra recorde brasileira

Depois de percorrer por cinco dias a BR-163, a reportagem mostra os problemas da principal rota de escoamento da produção de Mato Grosso

A fila de caminhões bitrem descarregando milho impressiona. Com as carretas cheias, os veículos congestionam o entorno do terminal da Rumo, em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, à espera da transposição do grão para os trens. A cena resume a supersafra: colheita recorde, gargalos logísticos e o desafio do escoamento.

Dos 345 milhões de toneladas de grãos produzidos na safra 2024/25, o País só pode armazenar 63%. Os outros 37% não têm onde ser guardados, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Só de Mato Grosso saíram 105,6 milhões de toneladas de milho e soja – cerca de 60% vai seguir pelas rodovias.

Mato Grosso é distante dos principais portos. Parte da produção segue por rodovia e hidrovia aos portos do Norte, e outra vai de carreta até o trem em Rondonópolis.

Durante cinco dias, a reportagem percorreu a BR-163, principal rota de escoamento do Estado. Dos 655 km entre Sinop, no centro-oeste, e o terminal da Rumo, no sul, 380 km estão em duplicação. Com tráfego diário de 79 mil veículos – 60% caminhões –, conforme a concessionária Nova Rota do Oeste, os congestionamentos são quilométricos.

Construída nos anos 1970, a estrada ainda tem longos trechos em pista simples. De Diamantino a Lucas do Rio Verde já está duplicada, e a segunda pista deve chegar a 444 km até 2031.

O paranaense Paulo Vattos, caminhoneiro há 25 anos, levou oito horas para percorrer 400 km entre Diamantino e Rondonópolis com 38 toneladas de milho. No trajeto, deixou R$ 210 nos pedágios. “Já cheguei a demorar quatro dias para descarregar.”

Como alternativa, a Rumo e o governo estadual constroem a Ferrovia Estadual de Mato Grosso, entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios e com ramal até Cuiabá.

O projeto prevê 740 km de trilhos, já recebeu R$ 4 bilhões desde 2023 e deve ganhar mais R$ 1 bilhão. O trecho entre Rondonópolis e o primeiro terminal ferroviário, próximo à BR-070, deve operar em 2026 com capacidade para 10 milhões de toneladas por ano.

Aprosoja e CNA defendem a Ferrogrão, que ligaria Sinop (MT) a Miritituba (PA), com 933 km e três terminais, reduzindo em 20% o custo logístico — R$ 8 bilhões por ano — e atendendo à futura produção de 144 milhões de toneladas em 2034.

O Ministério dos Transportes enviou os estudos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que depois seguirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao leilão. A pasta também aponta o Corredor Fico-Fiol, de 1.708 km, em ajustes finais para análise, mas sem prazo para funcionamento.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil comanda área de capacitação da Organização Mundial das Aduanas (OMA) nas Américas

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC).

A Receita Federal do Brasil foi selecionada para sediar o novo escritório da Organização Mundial das Aduanas (OMA), que será responsável pela área de capacitação aduaneira em todo o continente americano. A decisão foi unânime e ocorreu durante as reuniões do Conselho da OMA, realizadas em Bruxelas, na Bélgica.

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC). A função desses escritórios é apoiar as aduanas de outros países, oferecendo treinamentos e promovendo a troca de experiências e boas práticas.

Os próximos passos

A equipe responsável pelo novo escritório já foi nomeada. A liderança ficará com o auditor-fiscal Marco Aurélio Mucci Mattos, e o auditor-fiscal Dihego Antônio Santana de Oliveira será o chefe-adjunto.

Nos próximos meses, o escritório passará pela fase de organização e planejamento das atividades, com o objetivo de levantar as necessidades de treinamento da região. A meta para os próximos anos é realizar ao menos 10 treinamentos presenciais e 15 online para toda a América e coordenar os Centros Regionais de Treinamento (CRTs) da OMA localizados no Peru e na República Dominicana.

Essa conquista fortalece a posição do Brasil no cenário internacional, transformando a Receita Federal em uma referência para as aduanas de outros países.

Fonte: Receita Federal

Ler Mais
Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Comércio Exterior, Logística

CMA CGM estende modificações ao serviço ‘Safran’

O serviço conecta a Europa com a costa leste da América do Sul

A CMA CGM anunciou que manterá as modificações em seu serviço Safran, que conecta a Europa à costa leste da América do Sul. Desde junho de 2025, o porto de London Gateway (GBLGP) foi temporariamente substituído por Southampton (GBSOU) devido ao congestionamento no terminal. Após uma reavaliação, decidiu-se manter a escala em Southampton para quatro rotas adicionais em setembro.

Os navios e rotas afetados são:

  • M/V “Maersk Laguna”; 0EWL8N1MA (sentido norte) / 0EWLPS1MA (sentido sul) – chegada estimada (ETA) em Southampton: 4 de setembro.  
  • M/V “San Marco Maersk”; 0EWLAN1MA (norte) / 0EWLRS1MA (sul) – ETA Southampton: 11 de setembro.
  • M/V “Maersk Londrina”; 0EWLCN1MA (norte) / 0EWLTS1MA (sul) – ETA Southampton: 18/09/25: 11 de setembro.
  • M/V “Maersk Lins”; 0EWUGN1MA (NB) / 0EWLVS1MA (SB) – ETA Southampton: 25 de setembro.

A carga originalmente destinada ao London Gateway será descarregada em Southampton com seu respectivo BL.

Mantida a mudança, o itinerário do serviço ‘Safran’ será o seguinte: Southampton – Roterdã – Hamburgo – Antuérpia – Tânger – Santos – Paranaguá – Buenos Aires – Montevidéu – Rio Grande – Paranaguá – Santos – Tânger.

Fonte: Mundo Marítimo

Ler Mais
Logística

FIESC lança pesquisa para embasar estudo sobre custos logísticos na indústria

Trabalho, em parceria com a UFSC, identifica gargalos e subsidia argumentos para cobrar investimentos em infraestrutura; indústrias participantes recebem diagnóstico individual

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acaba de lançar mais uma edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais, em parceria com a UFSC. O objetivo é identificar o impacto dos custos da logística nas indústrias de Santa Catarina, tanto a parcela de custos internos como da porta para fora, como o custo de transportes.  

Os dados subsidiam análises e diagnósticos setoriais e regionais, e identificam oportunidades de melhoria e de incremento da competitividade. Além disso, embasam argumentos da Federação em prol de obras, ampliações e manutenções de rodovias, portos, aeroportos e ferrovias e cobrar das autoridades melhorias na  infraestrutura de transportes.

A FIESC iniciou uma nova edição da pesquisa Custos Logísticos Industriais e solicita às empresas que participem do levantamento respondendo ao questionário. Cada indústria que responder receberá um diagnóstico individual dos seus custos logísticos e indicativos de melhorias.

A Federação garante a confidencialidade dos dados dos participantes, como prevê a Lei Geral de Proteção de Dados. Para responder à pesquisa, preencha o cadastro para informar seu interesse e receber um link personalizado, que garante o sigilo absoluto dos dados informados.

Quero participar!

Fontes:

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Ler Mais
Portos

Com desempenho histórico, o Porto do Itaqui registra recorde de movimentação em julho

No mês, terminal público maranhense movimentou 3,76 milhões de toneladas em cargas diversificadas

Às margens da Baía de São Marcos, em São Luís, o Porto do Itaqui confirma sua posição como um dos motores do desenvolvimento do Maranhão e do Brasil. Em julho, o terminal público alcançou o melhor resultado de sua história, com 3,76 milhões de toneladas movimentadas e 112 navios atracados. No acumulado do ano, já são mais de 21 milhões de toneladas, reforçando o papel estratégico do porto como porta de entrada de fertilizantes e de saída de grãos para o mercado internacional.

Um dos fatores que explicam o desempenho é a intensificação das operações Ship-to-Ship (StS). Somente em julho, foram 415 mil toneladas movimentadas nesse modelo, o dobro do previsto para o mês e também do volume registrado em julho de 2024. Ao todo, 11 navios foram atendidos a contrabordo, o que corresponde a um terço das operações StS realizadas em 2025 e a 65% do total de todo o ano passado.

“O desempenho do Porto do Itaqui demonstra a força da infraestrutura portuária brasileira e o papel estratégico do Maranhão e do Nordeste na integração logística nacional e internacional, reforçando a importância de ampliar investimentos para garantir competitividade e geração de empregos”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça, destacou que os resultados refletem a estratégia de expansão. “Os números confirmam o impacto positivo dos investimentos do Itaqui em capacidade operacional, melhoria contínua dos processos e fortalecimento da infraestrutura para atender à crescente demanda logística no Maranhão e no Brasil.” 

Resultados positivos

De janeiro a julho, o Itaqui movimentou 21,042 milhões de toneladas, com crescimento em todos os segmentos: granéis sólidos (+8%), granéis líquidos (+11%) e carga geral (+3%). Entre os produtos com maior avanço estão: soja (+7%), fertilizantes (+25%), cobre (+12%), derivados de petróleo (+6%), transbordo de derivados de petróleo (+19%), sebo bovino (+34%), celulose (+2%) e trilhos (+69%).

A soja segue como principal produto exportado, escoada principalmente de estados do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de Goiás, Mato Grosso e Pará. A celulose também ganhou espaço, cerca de 1,6 milhão de toneladas produzidas em Imperatriz (MA) foram enviadas para mercados como Estados Unidos e Espanha.

Nas importações, fertilizantes vindos da Rússia, China, Canadá e Omã reforçam a base do agronegócio brasileiro. O porto também recebe derivados de petróleo de países como Estados Unidos, Índia e Emirados Árabes. Do lado das exportações, a China continua como principal destino da soja, enquanto os Estados Unidos importam celulose, ferro-gusa e sebo. Outros mercados relevantes são Espanha, Egito, Alemanha, Turquia, Paquistão e Vietnã.

A movimentação de celulose superou em 13% o planejado e cresceu 46% em relação a julho de 2024. O resultado evidencia a capacidade do Itaqui de atender não apenas ao agronegócio, mas também à indústria de maior valor agregado, consolidando-se como hub logístico do Arco Norte.

Com localização estratégica, conexão ferroviária pelas malhas Norte-Sul e Carajás, ampla capacidade de armazenagem e investimentos permanentes em eficiência, o Itaqui deve seguir em trajetória de crescimento sustentável.

Fontes:

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Sustentabilidade

Citrosuco inicia a utilização de combustível renovável com o navio Carlos Fischer

A Citrosuco, uma das maiores produtoras de sucos e ingredientes de laranja do mundo, anuncia a realização da primeira viagem de longo curso da sua frota de navios com o uso de biodiesel B24. A utilização do combustível renovável, que contribui para a redução de emissões, faz parte da jornada da empresa rumo a uma navegação mais sustentável.

O responsável por estrear a novidade é o navio MV Carlos Fischer, que passou por atualizações técnicas recentemente em Tuzla, na Turquia. Com 205 metros de comprimento e 32 metros de largura, o navio tem capacidade para 32 mil toneladas de suco de laranja.

A embarcação atracou no porto de Santos (SP), após o período na Turquia, trazendo consigo as primeiras 500 toneladas de biodiesel B24 a bordo dos tanques de combustível para iniciar a sua próxima viagem com destino aos Estados Unidos.

Considerada uma alternativa promissora para a descarbonização do transporte marítimo, o biodiesel B24 pode reduzir as emissões well to wake, metodologia que avalia o ciclo de vida completo do combustível, em até 20%. O uso do biocombustível também está em conformidade com as normas internacionais de navegação, como IMO 2030 e 2050, CII (Carbon Intensity Indicator) e EEXI (Energy Efficiency Existing Ship Index).

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a descarbonização do setor marítimo alinhado ao SBTI – Science Based Target Initiative –, conectando metas ambientais internacionais aos objetivos ESG da Citrosuco, que visa reduzir as emissões de carbono em 28% até 2030 nos escopos 1 e 2”, ressalta Karen Lopes, Gerente Geral de Operações Marítimas e Terminais da Citrosuco.

Após a viagem inaugural com o uso de biodiesel a bordo do MV Carlos Fischer, a companhia planeja ampliar gradualmente a utilização do biocombustível nas demais embarcações da frota – composta por 5 navios dedicados e 1 charter.

Descarbonização

A sustentabilidade é a essência do negócio da Citrosuco, que tem como um dos seus Compromissos ESG 2030 contribuir para a resiliência climática. Reflexo da atuação madura no tema, a empresa figura enquanto nota A- no CDP, principal framework que avalia performance ambiental e climática, bem como possui Selo Ouro no GHG Protocol, com mais de 10 anos de inventários de emissões CO2 reportados e auditados por terceira parte.

Um dos recentes projetos de descarbonização da companhia foi a transição energética do terminal de Ghent, na Bélgica – o segundo maior terminal portuário da Citrosuco em volume de operações. A instalação opera com energia 100% renovável, rastreada e certificada.

“Liderar com eficiência, inovação e sustentabilidade na cadeia global de sucos e ingredientes da laranja, desde as fazendas até os nossos clientes internacionais, é parte do impacto positivo da Citrosuco. A descarbonização é uma das frentes que estimulamos, visando transição para a economia de baixo carbono e com reflexo nesta operação marítima”, destaca Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Comércio, Exportação, Logística

RO TERÁ UMA: Amazônia deve receber 13 corredores de ferrovias para encurtar as exportações

O Brasil abriu novos mercados para os produtos nacionais e o desafio urgente é chegar nos destinos com maior competitividade

Para ganhar agilidade na logística e reduzir o custo final, os investimentos em estradas de ferro devem aumentar para garantir que os produtos cheguem nos destinos em menor tempo e com preços mais competitivos.  

A expansão ferroviária avança rapidamente na Amazônia com quatro rotas ferroviárias em processo ou estudo de concessão; outras duas rotas ferroviárias em construção; e mais 13 ferrovias autorizadas, instrumento criado para ferrovias que permite a construção delas com orçamento privado sem necessidade de concessão.
 
Rondônia será beneficiada com a grande ferrovia transoceânica que ligará o Atlântico ao Pacífico com base logística em Porto Velho, antes de seguir para o Acre e Peru. O vizinho estado do Mato Grosso está mais avançado, pois além dos investimentos em rodovias, o governo daquele estado vem construindo ferrovias estaduais para integrar às grandes linhas férreas. 
 
Esse planejamento mato-grossense seria um ótimo modelo para Rondônia que tem grande produção agropecuária e o transporte é totalmente feito pelo modal rodoviário, considerado o mais caro e que afeta a competitividade dos produtos nas exportações.
 
 
As principais rotas ferroviárias da Amazônia
 
No PPI, as concessões previstas incluem: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol), ligação de Mato Grosso à Bahia, passando por Goiás; Ferrogrão (Sinop/Miritituba), eixo logístico no Mato Grosso até o Pará; Extensão da Ferrovia Norte-Sul (Açailândia/Barcarena), entre Maranhão e Pará. As concessões do Corredor Leste-Oeste e a Ferrogrão também aparecem no PAC (Plano de aceleração do crescimento).
 
No PPA, está prevista a construção de duas grandes rotas ferroviárias: Corredor Leste-Oeste (Fico/Fiol); Transnordestina, interligando a Ferrovia Norte-Sul, Pernambuco, Ceará e Piauí. O orçamento público, nesses casos, está aquém do valor total dessas obras, indicando que é usado principalmente para ações complementares como planejamento, estudos, supervisão e desapropriações. Os trechos Salgueiro-Pecém (PE) e Eliseu Martins (PI)-Porto Franco (MA) da Transnordestina também aparecem como estudo para concessão no PAC.
 
O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) realizou um levantamento inédito a partir de dados do Mapa Interativo das Infraestruturas de Transporte, que reúne informações sobre obras em andamento (em construção) no Brasil e projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e Plano Plurianual 2024–2027 (PPA), com foco na Amazônia Legal. Os dados evidenciam a dimensão da expansão de rodovias, hidrovias e ferrovias na região.

Fonte: Rondônia Ao Vivo

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook