Portos

Codeba contrata dragagem emergencial para manter canal do Porto de Itajaí

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) oficializou a contratação emergencial de empresa para realizar a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto de Itajaí. O aviso de Dispensa de Licitação nº 19/2026 foi publicado no Diário Oficial da União.

A vencedora foi a DTA Engenharia Ltda., contratada por até 180 dias, com valor estimado em R$ 44,7 milhões. O critério adotado para escolha foi o de menor preço.

Mudança ocorre após fim de contrato com empresa holandesa

A atual responsável pelo serviço, a holandesa Van Oord, encerra o contrato neste domingo (15 de fevereiro). No acordo vigente, o custo mensal da dragagem girava em torno de R$ 4 milhões.

Pelo novo contrato emergencial, o valor mensal estimado praticamente dobra em relação ao anterior, conforme os dados publicados no edital.

Serviços abrangem canal interno, externo e berços de atracação

A DTA Engenharia ficará encarregada da dragagem do canal de acesso aquaviário, incluindo:

  • Canal externo;
  • Canal interno;
  • Berços de atracação;
  • Bacias de evolução.

O objetivo é garantir as profundidades mínimas de projeto, assegurando a navegação segura e a regularidade das operações portuárias.

As medições atuais do canal, homologadas pela Marinha do Brasil, são válidas até 22 de março.

Primeira licitação após nova gestão

Esta é a primeira contratação realizada pela Codeba desde que assumiu a gestão do Porto de Itajaí. O contrato foi assinado pelo diretor-presidente da estatal, Antonio Gobbo.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, a continuidade do serviço é estratégica. “A dragagem é essencial para manter a profundidade do canal, garantir a segurança da navegação e assegurar previsibilidade logística e competitividade ao complexo portuário”, afirmou.

Experiência da empresa contratada

Com sede em São Paulo e 27 anos de atuação no mercado, a DTA Engenharia possui experiência em engenharia portuária, dragagem de manutenção, aprofundamento de canais e obras de implantação em portos públicos e terminais privados.

Entre os trabalhos já executados estão:

  • Alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú;
  • Dragagem de manutenção nos portos de Paranaguá e Antonina;
  • Aprofundamento do canal do Porto de Santos.

Até o momento, a superintendência do Porto de Itajaí não informou a data de início dos trabalhos nem se haverá alterações técnicas em relação aos serviços executados anteriormente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo João Batista

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Logística

Cabotagem no Porto de Natal: Codern e Fiern avaliam potencial logístico e oportunidades para o RN

As oportunidades da cabotagem no Porto de Natal estiveram no centro de uma reunião entre a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). O encontro teve como foco a análise do transporte marítimo de curta distância como alternativa estratégica para fortalecer a logística portuária e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.

O presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, recebeu o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, na sede da companhia. Durante a conversa, foram discutidos caminhos para ampliar o uso da cabotagem, considerando o potencial do Porto de Natal na integração da cadeia logística potiguar.

Cabotagem como alternativa para a logística do estado

De acordo com a Fiern, a federação acompanha há anos as iniciativas voltadas à valorização do transporte marítimo como solução viável para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da indústria local. A entidade destacou que tem atuado de forma contínua para evidenciar os benefícios da cabotagem como vetor de crescimento regional, em articulação com diferentes atores do setor.

Participação de lideranças das duas instituições

Roberto Serquiz esteve acompanhado do segundo diretor-secretário da Fiern, Etelvino Patrício, que atua diretamente na agenda de cabotagem no Rio Grande do Norte, além do primeiro diretor-tesoureiro da federação, Djalma Júnior, e da coordenadora executiva de Relações Institucionais e de Mercado, Ana Adalgisa Dias.

Pela Codern, também participaram da reunião o diretor técnico e comercial, Paulo Sidney, e o gerente de operações, Rodolfo Gois, que contribuíram com avaliações técnicas sobre a operação portuária e as possibilidades de expansão do modal marítimo.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portos de Santa Catarina movimentam 2,93 milhões de TEUs em 2025, alta de 14,5%

A movimentação de contêineres em Santa Catarina registrou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos catarinenses movimentaram 2,93 milhões de TEUs, avanço de 14,5% na comparação com 2024.

O desempenho garantiu ao estado uma participação de 19,1% em toda a carga conteinerizada movimentada no Brasil, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos da logística portuária nacional.

Porto Itapoá se destaca no ranking nacional

O Porto Itapoá foi um dos principais destaques do ano, alcançando a terceira posição entre os portos brasileiros com maior movimentação de contêineres. Em 2025, o terminal somou 1,45 milhão de TEUs, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior.

O resultado reforça a relevância do porto no comércio exterior brasileiro e sua capacidade de absorver o aumento da demanda por operações de importação e exportação.

Complexo de Itajaí mantém protagonismo regional

O complexo portuário de Itajaí, que reúne Portonave, Porto de Itajaí e Barra do Rio, ocupou a quarta colocação nacional, com 1,43 milhão de TEUs movimentados.

De forma individual, a Portonave registrou 1,03 milhão de TEUs, uma queda de 14,5%, reflexo dos impactos causados pela reforma de um dos berços de atracação. Já o Porto de Itajaí apresentou forte recuperação, com 342,2 mil TEUs, crescimento de 808,6% no período. O terminal Barra do Rio, por sua vez, movimentou 52 TEUs, queda de 75,6% em relação a 2024.

Porto de Imbituba encerra ano com retração

O Porto de Imbituba respondeu pela movimentação de 106,7 mil TEUs em 2025, o que representa uma redução de 5,2% na comparação anual, segundo os dados consolidados pela ANTAQ.

Produtos com maior volume embarcado

Entre janeiro e dezembro de 2025, os outros compostos organo-inorgânicos lideraram a movimentação nos portos catarinenses, com 2,48 milhões de toneladas, crescimento de 32,1%. Na sequência aparecem as carnes de aves, com 2,26 milhões de toneladas (+23,6%).

A madeira serrada somou 978 mil toneladas, alta de 6,8%, enquanto a carne suína alcançou 977 mil toneladas, avanço de 31,8%, reforçando a importância do agronegócio e da indústria de base florestal para o desempenho logístico do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave / Divulgação

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Portos

TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Santos amplia poligonal em 17,2 milhões de m² após revisão assinada pelo Ministério

O Porto de Santos, maior complexo portuário do país, teve sua poligonal ampliada após a assinatura da Portaria GM–MPor nº 5 pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na segunda-feira (9). A medida redefine os limites físicos e administrativos do porto organizado e acrescenta 17,2 milhões de metros quadrados à área sob jurisdição portuária.

Do total incorporado, 4,8 milhões de m² correspondem a áreas terrestres e 12,4 milhões de m² a áreas aquáticas, fortalecendo o planejamento estratégico, a integração porto-cidade e a capacidade de expansão do terminal.

Revisão da poligonal reforça planejamento e segurança jurídica

A poligonal portuária delimita oficialmente as áreas administradas pelo porto organizado. A atualização do seu traçado, solicitada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e aprovada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), busca tornar o planejamento mais eficiente, alinhado às diretrizes de eficiência operacional, ordenamento territorial e crescimento sustentável da atividade portuária.

A ampliação incorpora áreas consideradas estratégicas para o futuro do porto, garantindo maior segurança jurídica, melhor organização do território e condições adequadas para absorver o aumento da demanda logística.

Expansão abre caminho para novos investimentos

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a revisão da poligonal representa um avanço decisivo para o desenvolvimento do Porto de Santos. A avaliação é compartilhada pelo secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que destacou o impacto positivo da medida no médio e longo prazos.

De acordo com ele, ao ampliar o perímetro do porto organizado, o poder público cria condições concretas para a implantação de novos projetos, concessões e arrendamentos, ampliando a capacidade operacional do complexo portuário.

“Estamos sinalizando ao mercado e à comunidade portuária que o Porto de Santos tem espaço para crescer. A ampliação da poligonal permite novos investimentos, expansão da infraestrutura e aumento de capacidade para atender à demanda futura”, afirmou o secretário.

Benefícios logísticos e industriais para a região

A ampliação da área traz uma série de benefícios diretos, entre eles a possibilidade de implantação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e o desenvolvimento de novas infraestruturas em áreas livres (greenfield), voltadas a atividades retroportuárias, de apoio portuário e logística integrada.

A medida também favorece a expansão das operações da APS no segmento de granéis líquidos e assegura espaço navegável em frente ao berço AL05, permitindo a realização de dragagem de manutenção sob responsabilidade da Autoridade Portuária.

Novas revisões podem ocorrer

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que os trechos solicitados pela APS que não foram incluídos nesta etapa ainda seguem em análise. As discussões técnicas e jurídicas continuam, e uma nova revisão da poligonal poderá ser realizada após a conclusão desses estudos.

Principais áreas incorporadas ao Porto de Santos

Entre os trechos incluídos na nova poligonal estão:

  • Região do Caneu (margem esquerda), com 6,84 milhões de m², destinados à implantação de ZPE;
  • Monte Cabrão (margem esquerda), com 184,5 mil m², voltados à instalação de novas infraestruturas e atividades retroportuárias;
  • Alemoa, à montante da área SSZ 49 (margem direita), com 114 mil m² de áreas terrestres, para expansão das operações de granéis líquidos;
  • Área adjacente ao terminal STS08A (margem direita), com 95,3 mil m² de áreas aquáticas, destinadas à viabilização dos futuros berços AL05 e AL06 e à manutenção da navegabilidade.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Santos – Vosmar Rosa

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Portos

Integração Indústria-Porto avança no Brasil e prepara nova fase a partir de 2026

A integração entre indústria e portos no Brasil vem ganhando força e se consolidando como um eixo estratégico para o desenvolvimento econômico do país. O tema foi destaque no programa Integração 5.0, que abordou a evolução do Encontro Regional Indústria Porto (INIP), iniciativa criada em 2022 e que hoje já se posiciona como um movimento de alcance nacional.

Desde sua criação, o evento tem como objetivo aproximar dois setores-chave da economia brasileira, ampliando o diálogo e estimulando soluções conjuntas para desafios estruturais da logística nacional.

Indústria e portos como vetor de competitividade

De acordo com o conteúdo apresentado no programa, o INIP surgiu a partir do entendimento de que indústria e ambiente portuário precisam atuar de forma integrada para que o Brasil avance em competitividade. O alinhamento é visto como essencial diante da crescente pressão global por eficiência logística, redução de custos e maior fluidez nas cadeias produtivas.

Com o passar das edições, a iniciativa ganhou relevância e ampliou sua presença em diferentes regiões do país, adaptando os debates às características econômicas e logísticas locais.

Debates regionais fortalecem a articulação nacional

Em Brasília, o encontro adotou uma abordagem mais institucional e estratégica, aproximando o setor produtivo dos centros de decisão política que influenciam diretamente a infraestrutura portuária e logística do país.

Já em São Paulo, principal polo econômico nacional, as discussões tiveram como foco a inovação, a eficiência operacional e a competitividade, reunindo executivos e especialistas de destaque no mercado.

No Recife, o evento evidenciou o potencial logístico do Nordeste, destacando o papel dos portos como indutores de desenvolvimento regional e apontando oportunidades para a expansão econômica fora do eixo tradicional.

Espaço para soluções e conexões estratégicas

Conforme ressaltado no Integração 5.0, o INIP se firmou como um ambiente de troca de experiências, fortalecimento de conexões e construção de soluções práticas para desafios recorrentes do setor. Entre os temas debatidos estão gargalos de infraestrutura, modernização portuária e a integração dos portos com as cadeias industriais.

A proposta é transformar o diálogo em ações concretas que contribuam para a evolução do sistema logístico brasileiro.

Nova etapa prevista para 2026

A organização do evento anunciou que uma nova fase do INIP será lançada em 2026, com a meta de ampliar ainda mais o alcance da iniciativa e conectar setores considerados estratégicos para o avanço do país. A expectativa é manter o foco em reflexões de longo prazo e no estímulo a projetos que promovam maior integração logística.

A avaliação apresentada no programa é que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, fortalecer a relação entre indústria, portos e logística é decisivo para ampliar exportações, destravar a competitividade e impulsionar um desenvolvimento sustentável nas regiões.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

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Portos

Draga Strandway amplia atuação ambiental e fortalece parceria com o Porto de Roterdã

A Boskalis mantém uma atuação praticamente permanente ao longo da costa holandesa por meio de suas dragas de sucção rebocadas Causeway, Freeway, Shoalway e Strandway. As embarcações operam em projetos de reabastecimento de praias e proteção do litoral, contribuindo para a adaptação costeira diante dos impactos das mudanças climáticas. As atividades se estendem da Zelândia, no sul, até as Ilhas Frísias Ocidentais, no norte do país.

Strandway se consolida como parceira do Porto de Roterdã
Entre as dragas da frota, a Strandway vem se destacando por ampliar sua atuação para além das operações costeiras. Nos últimos anos, a embarcação passou a desempenhar um papel relevante em dragagens de manutenção de longo prazo nos canais de navegação do Porto de Roterdã, além de participar do projeto de recuperação de áreas urbanas em Rijnhaven, uma das regiões em processo de transformação na cidade.

Operações garantem segurança e eficiência logística
Mais recentemente, a draga Strandway atuou na região de Maasmond, onde realizou a remoção de lodo dos canais de acesso ao Porto de Roterdã. Esse tipo de intervenção é considerado essencial para assegurar a segurança da navegação e manter a eficiência logística do maior complexo portuário da Europa.

Atuação se estende a outros projetos nacionais e internacionais
Embora Roterdã tenha se tornado um ponto recorrente de operação, a embarcação também esteve envolvida em projetos em Ameland e Vlissingen, ao longo da costa da Holanda. No cenário internacional, a Strandway atuou em Emden, na Alemanha, e em Southsea, na região de Portsmouth, no Reino Unido.

Capacidade de resposta ambiental é diferencial da embarcação
Um dos destaques da Strandway é sua configuração com equipamentos especializados para resposta rápida a derramamentos de óleo. Essa estrutura permite à Boskalis atuar de forma imediata em emergências ambientais, contribuindo para a contenção de danos e a redução de impactos ao ecossistema portuário.

Presença constante no Mar do Norte deve continuar
Com a continuidade das operações no Mar do Norte, a expectativa é que as quatro dragas de sucção rebocadas da Boskalis sigam como presença frequente na região nos próximos anos. A tendência é que a Strandway continue integrando o cotidiano urbano e portuário de Roterdã, consolidando uma relação que ultrapassa a dragagem convencional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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