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Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Moegão da Portos do Paraná atinge 80% de execução e avança para a fase de conclusão

Maior obra pública portuária em andamento no Brasil vai concentrar a descarga ferroviária e interligar 11 terminais no Porto de Paranaguá

As obras do Moegão alcançaram 80,29% de execução, de acordo com as medições técnicas realizadas na primeira quinzena de dezembro. O projeto vai centralizar a recepção de trens carregados com granéis vegetais sólidos nos portos paranaenses e fará a distribuição das cargas para 11 terminais que estarão interligados ao sistema.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do complexo, utilizando recursos próprios e de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Até o momento, foram concluídos 87% da parte civil (estrutura física), 85,24% da mecânica e 57,81% da parte elétrica. Conforme o cronograma, a conclusão está prevista para o começo de fevereiro de 2026.

As equipes também atuam na finalização da instalação dos sistemas de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI) e do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). Entre as próximas ações estão a execução da automação do complexo, a realização dos testes de segurança em todos os sistemas e a construção da subestação de energia, que será dedicada ao Moegão.

“O Moegão vai revolucionar a logística ferroviária do Paraná e beneficiar a comunidade. É um financiamento que está sendo custeado 100% pela Portos do Paraná e temos certeza, que trará importantes resultados”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Quando entrar em operação, o projeto terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Atualmente, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação. 

Com a conclusão da obra, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga com a movimentação de 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

“Isso aqui vai ser fenomenal, o Moegão terá condições de movimentar por dia até 68 mil toneladas. É uma grande recepção de produtos. A Portos do Paraná está subindo a régua em termos de movimentação de granéis no modal ferroviário”, enfatizou Diego Weber Rafaeli, gerente de contratos da Tucumann, uma das quatro empresas de engenharia que executam o projeto. As outras três são a TMSA, Zortea e Engeluz.

Além da alta na produtividade, também existirão vantagens no trânsito local. As composições férreas não precisarão mais entrar nos armazéns para descarregar e as manobras deixarão de existir. O número de cruzamentos com interrupções nas vias de acesso à área portuária cairá de 16 para cinco.

Amplo planejamento de expansão 

O Moegão não é uma estrutura isolada. O projeto integra um conjunto de obras e investimentos que estão transformando o Porto de Paranaguá, referência mundial em eficiência operacional.
Em abril deste ano, a Portos do Paraná concluiu a regularização de todas as áreas arrendáveis, por meio de leilões, garantindo segurança jurídica às parcerias público-privadas e viabilizando investimentos expressivos para a modernização e ampliação da infraestrutura portuária. No total, nove leilões já resultaram em R$ 5,7 bilhões em investimentos e mais R$ 1,1 bilhão em outorgas.

Píer em “T”

Os leilões dos PARs 14, 15 e 25 garantirão a construção do Píer em “T”. Do total de R$ 2,2 bilhões que as arrendatárias investirão, R$ 1,2 bilhão será destinado à obra, que contará com quatro novos berços de atracação. Além disso, o Governo do Estado fará um aporte adicional de R$ 1 bilhão.

O novo píer contará com um sistema ultramoderno de esteiras transportadoras, que levarão os produtos dos terminais até os porões dos navios em alta velocidade. O sistema atual movimenta cerca de 3 mil toneladas de soja por hora; com a nova estrutura, esse volume subirá para 8 mil toneladas por hora.

As embarcações também serão maiores que as atuais, permitindo ampliar a movimentação de cargas, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade do Porto.

Canal de acesso

A recepção de navios maiores só será possível graças à concessão do canal de acesso, realizada em 22 de outubro, por meio de leilão na B3, em São Paulo. O consórcio vencedor deverá ampliar a profundidade do canal, possibilitando o aumento do calado — a distância entre o ponto mais profundo do navio e a superfície da água — dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos.
Atualmente, os navios carregam até 78 mil toneladas de grãos ou farelos. Com o novo calado, cada embarcação poderá sair do Paraná levando até 125 mil toneladas. “É um ganho expressivo na competitividade do Porto de Paranaguá”, destaca Garcia.


Com a concessão, o acesso marítimo ao Porto também contará com o VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System) — Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações —, que garante mais segurança à navegação, à vida humana e ao meio ambiente.


A instalação do VTMIS também trará ganhos importantes ao trabalho dos práticos, profissionais responsáveis por conduzir os navios desde a entrada do canal até a atracação, tornando o processo ainda mais ágil e seguro.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Buenos Aires elimina bonificação da taxa ZAP a partir de 2026

Porto de Buenos Aires, taxa ZAP, Zona de Apoio Portuário e Administração Geral de Portos (AGP) passam a ganhar novo destaque com a decisão oficial de encerrar o benefício que isentava o pagamento do encargo sobre contêineres cheios.

Fim da isenção da taxa ZAP no Porto de Buenos Aires

A Administração Geral de Portos (AGP), sob a gestão de Gastón Benvenuto, decidiu revogar, a partir de 1º de janeiro de 2026, a bonificação de 100% aplicada à taxa da Zona de Apoio Portuário (ZAP) para cada contêiner cheio que ingressa nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação regulatória voltada ao modelo operacional e ao financiamento dos serviços portuários.

Origem da taxa ZAP e evolução do sistema

A cobrança está vinculada ao Sistema de Controle de Tráfego Veicular Portuário (CTVP), implantado em 2012 com o objetivo de organizar o fluxo de caminhões, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências da concessão do Porto Novo.

Em 2017, a gestão operacional da área passou para a AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner de 20 ou 40 pés, cobrada das unidades que entrassem ou saíssem dos terminais concedidos. A arrecadação ficava a cargo das próprias operadoras portuárias.

Desde outubro de 2018, no entanto, o valor vinha sendo totalmente bonificado, o que na prática suspendeu a cobrança. Em 2023, a tarifa foi reajustada para US$ 14,50, mantendo-se ainda a isenção total para contêineres cheios, incluída no regime de Bonificações Permanentes.

Reorganização portuária e nova política de receitas

A decisão de eliminar a bonificação está alinhada às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades historicamente exercidas pelo Estado. Segundo o texto oficial, a sustentabilidade econômica das operações depende da geração de receitas próprias.

A medida também se insere no processo de reestruturação institucional do sistema portuário nacional. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu diretrizes para o novo projeto de infraestrutura portuária.

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. o direito de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação integral da área. Segundo a resolução, a retomada da cobrança da taxa é essencial para garantir a viabilidade econômica dessa exploração.

Nova regra entra em vigor em 2026

Com a mudança, a partir de janeiro de 2026, a taxa ZAP voltará a ser cobrada integralmente para contêineres cheios que ingressem nos terminais concedidos do Porto de Buenos Aires. A norma também prevê comunicação formal às empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., além dos setores internos da AGP e da Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

Terminal de R$ 1 bilhão em Rio Grande avança com assinatura de contrato e reforça logística portuária no Sul

A instalação de um novo terminal portuário em Rio Grande, no Sul do Brasil, deu um passo decisivo com a assinatura do contrato de adesão entre a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A., por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. O acordo autoriza a implantação de um terminal de uso privado dentro da área do Porto de Rio Grande, voltado principalmente à movimentação e armazenagem de celulose.

O empreendimento é estratégico para viabilizar a operação da nova fábrica da CMPC, em construção no município de Barra do Ribeiro, e deve fortalecer a logística hidroviária no estado.

Investimento bilionário e geração de empregos

Com a formalização do contrato, o próximo passo é a assinatura da concessão, etapa necessária para o início do investimento estimado em R$ 1 bilhão na construção do terminal. A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos dias, após alinhamentos finais com o governo federal.

O projeto prevê a geração de mais de mil empregos diretos durante a fase de implantação, além de impactos positivos indiretos em toda a cadeia logística e industrial da região.

Maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul

A nova unidade industrial da CMPC, empresa chilena do setor de celulose, representa o maior investimento privado já realizado no Rio Grande do Sul, com aporte superior a R$ 25 bilhões. A planta será construída a partir de 2026, em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Durante a fase de obras, a expectativa é de mais de 10 mil empregos diretos. Já na etapa operacional, prevista para 2029, a fábrica deve manter cerca de 5 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Em 2024, a CMPC foi responsável por mais de 40% da movimentação de exportações por hidrovias no estado, sendo que mais de 90% desse volume passou pelo Porto de Rio Grande.

Obras no Porto de Rio Grande ampliam capacidade logística

Além da construção do novo terminal, o projeto prevê investimentos estruturais relevantes no porto. Estão programados R$ 140 milhões em dragagem, o que permitirá ampliar o calado de 9,5 metros para 12 metros, aumentando a capacidade operacional e a segurança da navegação.

Paralelamente, o governo estadual anunciou o maior investimento já realizado em dragagem no Rio Grande do Sul. Em outubro, o governador Eduardo Leite confirmou o aporte de R$ 432,2 milhões, por meio do Funrigs, para obras no canal de acesso ao Porto de Rio Grande.

A dragagem, já em execução, tem prazo estimado de 15 meses e está sendo realizada pela multinacional Van Oord, com a draga Utrecht. O projeto prevê a remoção de cerca de 15 milhões de metros cúbicos de sedimentos, garantindo um calado oficial de 15 metros em todo o canal de navegação, incluindo áreas externas, internas e berços do Porto Novo.

Infraestrutura portuária e competitividade internacional

Com os novos investimentos, o Porto de Rio Grande consolida sua posição como um dos principais hubs logísticos do país, ampliando a capacidade de exportação, reduzindo custos operacionais e fortalecendo a competitividade do setor industrial gaúcho no mercado internacional.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto da Imetame firma parceria com gigante holandesa para operar terminal de contêineres em Aracruz

O Porto da Imetame deu um passo estratégico rumo ao início das operações de contêineres em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O grupo capixaba firmou um acordo com a holandesa Hanseatic Global Terminals (HGT), que prevê a aquisição de 50% das ações da Imetame Logística Porto (ILP). A parceria estabelece uma joint venture voltada exclusivamente à operação de terminal de contêineres.

Pelo acordo, as duas empresas serão responsáveis pelo desenvolvimento e pela operação do futuro terminal “Hanseatic Global Terminals Aracruz”, concebido como uma moderna estrutura portuária para transbordo e importação e exportação de cargas.

Terminal terá capacidade para 1,2 milhão de TEUs por ano

A previsão é que o terminal de contêineres de Aracruz entre em operação até meados de 2028. Em sua fase plena, a estrutura deverá alcançar uma capacidade anual aproximada de 1,2 milhão de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O projeto inclui 750 metros de cais, equipamentos de movimentação de contêineres de última geração e profundidade operacional inicial de 17 metros, permitindo a atracação de navios de grande porte. Os valores envolvidos na transação não foram divulgados, conforme informado em comunicado oficial.

Hanseatic Global Terminals reforça presença no Brasil

A Hanseatic Global Terminals é subsidiária integral da Hapag-Lloyd, uma das maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do mundo, com sede em Hamburgo, na Alemanha. A empresa opera uma frota de cerca de 255 navios, com capacidade total aproximada de 1,8 milhão de TEUs, atendendo rotas na América Latina, Oriente Médio, além dos corredores transatlântico e transpacífico.

Porto capixaba integra estratégia global da HGT

Para a HGT, o investimento no porto de Aracruz faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão na América Latina. Segundo o CEO da empresa, Dheeraj Bhatia, a região é considerada prioritária dentro do plano global do grupo.

O executivo destaca que o novo hub na costa leste brasileira amplia o portfólio de terminais da companhia e ajuda a mitigar limitações de capacidade em um mercado em crescimento. O empreendimento também tende a beneficiar o Brasil ao oferecer uma alternativa logística mais próxima dos mercados consumidores e das principais rotas internacionais de navegação.

Grupo Imetame aposta em desenvolvimento regional

O presidente do Grupo Imetame, Etore Selvatici Cavallieri, ressaltou a importância da parceria com a HGT, destacando a experiência internacional da empresa holandesa na gestão de terminais de contêineres.

Além da eficiência operacional, o grupo capixaba afirma que o projeto tem compromisso com o desenvolvimento regional, incluindo a geração de empregos e o estímulo a negócios locais.

HGT planeja expandir para mais de 30 terminais até 2030

Atualmente, a Hanseatic Global Terminals administra participações em 21 terminais portuários e operações logísticas complementares em 11 países, distribuídos por cinco continentes. A meta é ampliar esse portfólio para mais de 30 terminais até 2030, com foco em regiões estratégicas como América Latina, Flórida (EUA), Índia e polos logísticos da Europa.

O fechamento da joint venture em Aracruz ainda depende da aprovação de autoridades regulatórias e do cumprimento de condições usuais para operações desse porte.

Porto da Imetame será polo logístico multimodal

Com 45 anos de atuação, o Grupo Imetame, sediado em Aracruz, reúne empresas nos setores de metalurgia, pedras ornamentais, energia, petróleo e gás, empregando mais de 5 mil pessoas. O porto é considerado um dos projetos mais relevantes da trajetória do grupo.

O empreendimento portuário ocupará uma área superior a 1 milhão de metros quadrados e foi projetado como um terminal privado multipropósito, apto a operar contêineres, carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos e operações Ship to Ship. A expectativa é que o complexo se consolide como um dos principais polos logísticos do Brasil, fortalecendo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Folha de Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Vitória

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Portos

Portos do Sul movimentam 108,4 milhões de toneladas e registram alta de 7,4% em 2025

A atividade dos Portos do Sul manteve trajetória de crescimento em 2025. Entre janeiro e outubro, os terminais da região movimentaram 108,4 milhões de toneladas, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um avanço de 7,41% na comparação com o mesmo intervalo de 2024, consolidando o bom desempenho logístico no Sul do país.

O resultado foi sustentado pelo aumento da demanda, pela diversificação do perfil de cargas e por investimentos em infraestrutura portuária.

Granéis sólidos e contêineres puxam o crescimento

Os granéis sólidos lideraram a movimentação regional, com 65,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,65% no período. Já as cargas conteinerizadas tiveram o avanço mais expressivo, alcançando 25,9 milhões de toneladas, com alta de 23,48%.

O granel líquido somou 6,2 milhões de toneladas, crescimento de 10,18%, enquanto a carga geral atingiu 11,0 milhões de toneladas, avanço de 9,13% em relação ao ano anterior.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete melhorias contínuas na gestão e na infraestrutura. Para ele, os portos do Sul combinam crescimento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes.

Porto de Paranaguá lidera movimentação no Sul

O Porto de Paranaguá (PR) foi o mais movimentado da região, com 55,2 milhões de toneladas, o equivalente a 50,9% do total sulista, e crescimento de 7,61%. Na sequência aparece o Porto do Rio Grande (RS), que registrou 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%.

O Porto de São Francisco do Sul (SC) movimentou 14,9 milhões de toneladas, com participação de 13,7% e crescimento de 1,48%. Já o Porto de Imbituba (SC) totalizou 6,2 milhões de toneladas, representando 5,7% do volume regional, mas com retração de 14,7%. O destaque ficou com Itajaí (SC), que movimentou 3,4 milhões de toneladas e registrou crescimento de 461% em relação a 2024.

Perfil de cargas destaca agronegócio e insumos industriais

O mix de mercadorias movimentadas pelos portos do Sul mostra forte presença do agronegócio e de insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram, com 25,9 milhões de toneladas, correspondendo a 23,9% do total.

A soja respondeu por 23 milhões de toneladas, participação de 21,3%, apesar de queda de 8,0%. Os adubos e fertilizantes somaram 16,2 milhões de toneladas, com crescimento de 7,09%. O milho alcançou 6,5 milhões de toneladas, avanço expressivo de 165,56%, enquanto o açúcar totalizou 6,1 milhões de toneladas, com retração de 9,7%.

Longo curso concentra operações e comércio exterior cresce

A navegação de longo curso, responsável pelas operações de importação e exportação, movimentou 93,4 milhões de toneladas, alta de 6,43%. A cabotagem somou 6,0 milhões de toneladas, crescimento de 8,37%, enquanto as vias interiores registraram 2,9 milhões de toneladas, com queda de 3,35%.

No comércio exterior, as importações avançaram 9,34%, e as exportações cresceram 4,98%. O transporte por contêineres teve alta de 18,51%, enquanto as demais cargas aumentaram 4,55%. Já o transporte de cargas de origem nacional cresceu 6,49%.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, os números confirmam o retorno dos investimentos federais em dragagem, acessos terrestres e modernização operacional, fortalecendo a competitividade logística da Região Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/Mpor

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TCP atinge 1,6 milhão de TEUs e lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, ultrapassou pela primeira vez a marca de 1,6 milhão de TEUs movimentados, consolidando um feito histórico para o setor portuário nacional. O volume coloca o terminal como o primeiro da Região Sul e o terceiro do Brasil a alcançar esse patamar operacional.

O marco foi registrado na manhã de quinta-feira (18), durante a operação do navio Brooklyn Bridge, que integra o serviço semanal LUX, responsável pela ligação entre a costa leste da América do Sul e o norte da Europa.

Marco histórico na movimentação de contêineres

Para dimensionar o volume alcançado, 1,6 milhão de TEUs correspondem a aproximadamente 9.754 quilômetros em linha reta de contêineres, distância semelhante ao trajeto entre Paranaguá e Roma, na Itália.

O navio que simbolizou o recorde possui 267 metros de comprimento e 36 metros de largura, reforçando o perfil do terminal para receber embarcações de grande porte. Atualmente, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é o maior concentrador de linhas marítimas da costa brasileira, com 23 serviços regulares, entre longo curso e cabotagem, além de 26 escalas semanais.

Desempenho recorde ao longo de 2025

O resultado expressivo é reflexo de um ano marcado por sucessivos recordes. Ao longo de 2025, a TCP superou quatro marcas mensais de movimentação, sendo a mais recente em outubro, quando foram registrados 148.690 TEUs.

O segmento de cargas refrigeradas também apresentou desempenho histórico. Em agosto, o terminal movimentou 14 mil contêineres reefer, maior volume já registrado nesse tipo de operação.

De acordo com Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e de inteligência de mercado, o desempenho confirma o melhor ano da história da empresa. Segundo ela, os avanços contínuos em capacidade, eficiência operacional e qualidade dos serviços reforçam o papel estratégico da TCP como um dos principais corredores logísticos da América do Sul.

Liderança na exportação de carnes e congelados

A ampliação da infraestrutura foi determinante para o crescimento. Com a inauguração do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, equipado com 5.268 tomadas, a TCP ampliou sua participação nas exportações de carne bovina, superando 30% do mercado ao longo do ano.

Nos embarques de carne de frango, o terminal manteve uma performance acima de 40%, consolidando-se como o principal corredor de exportação de carnes e congelados do Brasil.

Mais profundidade amplia capacidade logística

Outro fator que impulsionou o crescimento foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá. Em novembro, a Portos do Paraná homologou a portaria nº 224/2025, elevando a profundidade do canal de acesso de 12,80 metros para 13,30 metros para navios porta-contêineres.

A decisão teve como base estudos de simulação contratados pela TCP e realizados no Tanque de Provas Numéricos da USP, em setembro. A ampliação de 50 centímetros no calado representa um aumento estimado de 400 TEUs cheios por navio.

Desde 2024, o canal passou por três revisões de profundidade, evoluindo de 12,10 metros para 13,30 metros. O ganho total de 1,20 metro possibilita um acréscimo de até 960 TEUs cheios por embarcação, fortalecendo a competitividade do porto no cenário internacional.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Santos projeta novo recorde anual na movimentação de cargas

O Porto de Santos manteve, em novembro, a trajetória de crescimento registrada ao longo de 2025 e voltou a atingir marcas históricas na movimentação de cargas. No mês, foram movimentadas 16,13 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para um novembro. No acumulado do ano, o total chegou a 171,62 milhões de toneladas, outro recorde para o período.

Com esse resultado, faltam apenas 7,4 milhões de toneladas para que o complexo portuário supere o recorde anual de 2024, quando foram movimentadas 179,8 milhões de toneladas. O desempenho reforça a expectativa de que o Porto alcance um novo marco histórico até o encerramento do ano.

Crescimento na movimentação de contêineres

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo em 2025. Entre janeiro e novembro, o volume acumulado chegou a 5,4 milhões de TEUs, crescimento de 8% na comparação com o ano anterior e novo recorde histórico. O TEU é a unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, os números confirmam a necessidade de investimentos estruturais. Ele destaca a ampliação da Poligonal do Porto de Santos, com formalização prevista para janeiro, além da continuidade das melhorias na infraestrutura de acesso, como o aprofundamento do canal e as obras das avenidas perimetrais.

Desempenho de novembro

Na comparação com novembro de 2024, o crescimento total da movimentação foi de 13,9%. Os embarques avançaram de 10,01 milhões para 11,57 milhões de toneladas, alta de 15,6%. Já os desembarques passaram de 4,10 milhões para 4,56 milhões de toneladas, crescimento de 11,1%.

Entre as cargas embarcadas, açúcar, milho e soja superaram 2 milhões de toneladas cada, liderando o desempenho mensal. Nos desembarques, o principal destaque foi o adubo, com volume acima de 1 milhão de toneladas.

No segmento de contêineres, novembro também entrou para a história como o melhor mês já registrado no Porto de Santos, com 489,15 mil TEUs, aumento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Resultado acumulado em 2025

De janeiro a novembro, o Porto de Santos movimentou mais de 171,2 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 2,7% em comparação com igual período do ano passado. Os embarques somaram 126,68 milhões de toneladas, alta de 3%, enquanto os desembarques alcançaram 44,95 milhões de toneladas, avanço de 1,8%.

No acumulado do ano, o desempenho dos contêineres consolidou o ritmo de expansão, com 5,4 milhões de TEUs movimentados e crescimento de 8%, reforçando a posição do Porto como o principal hub logístico do país.

Agronegócio impulsiona os resultados

O agronegócio seguiu como o principal motor da movimentação portuária em 2025. As cargas com maior participação no período foram soja em grãos, com 33,83 milhões de toneladas, açúcar, com 22,45 milhões de toneladas, e milho, com 12,65 milhões de toneladas.

Outro destaque foi a celulose, que registrou crescimento de 20,3% no ano, totalizando 8,9 milhões de toneladas movimentadas pelo Porto de Santos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Portos

Santos Brasil amplia terminais de granéis líquidos e pode alcançar capacidade máxima no Porto do Itaqui

A Santos Brasil avançou mais uma etapa em sua estratégia no segmento de granéis líquidos ao obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com capacidade total seus terminais no Porto do Itaqui, no Maranhão. A liberação ocorre após a conclusão de obras de expansão que receberam investimentos superiores a R$ 850 milhões desde 2021.

Com a ampliação, a companhia passa a contar com capacidade instalada de aproximadamente 200 mil metros cúbicos (m³), o que posiciona os terminais para operar em plena capacidade e atender a uma demanda crescente por derivados de petróleo e biocombustíveis.

Novas linhas de píer aumentam eficiência operacional

Além da expansão dos tanques, a ANP autorizou a entrada em operação de três novas linhas de píer, cada uma com 14 polegadas de diâmetro. A estrutura permitirá operações de carregamento e descarregamento de navios em alta vazão, reduzindo o tempo de atracação e os custos com sobre-estadia para os clientes.

Segundo a operadora, a melhoria na eficiência logística reforça a competitividade do terminal e amplia sua atratividade para grandes embarcações.

Credenciamento aduaneiro traz ganhos financeiros aos clientes

Em julho, a Santos Brasil também foi credenciada pela Receita Federal para atuar como entreposto aduaneiro nas operações de importação e exportação de granéis líquidos no porto maranhense. A habilitação permite que os tributos não sejam pagos imediatamente sobre o volume total importado, viabilizando a nacionalização fracionada das cargas.

Outro benefício é a possibilidade de reexportação sem necessidade de nacionalização, o que amplia a flexibilidade operacional e contribui para a otimização do fluxo de caixa dos clientes.

Operação no Itaqui começou em 2022

A atuação da Santos Brasil em granéis líquidos teve início em 2022, após a companhia vencer, em 2021, o leilão de três terminais no Porto do Itaqui. Dois deles são brownfield, que passaram por ampliação, e um é greenfield, cuja construção foi concluída no mês passado.

As operações começaram com capacidade inicial de 54 mil m³, número que foi gradualmente ampliado com os investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Porto do Itaqui se consolida como hub regional

A empresa destaca que o Porto do Itaqui possui capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas e atua como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O complexo também apresenta forte potencial de crescimento associado ao agronegócio, graças à conexão com ferrovias que integram essas regiões ao interior do país.

Os terminais de granéis líquidos são alfandegados e contam com integração aos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, o que amplia a eficiência logística e a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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J&F aposta no Porto de Santos e mira expansão logística com o STS 10

A J&F Investimentos, uma das maiores holdings empresariais do país, mantém o Porto de Santos como eixo central de sua estratégia de crescimento. O grupo, com atuação nos setores de proteína animal, celulose, energia, financeiro e logística, combina operações industriais altamente dependentes do porto com investimentos diretos em infraestrutura portuária, reforçando sua presença no maior complexo da América Latina.

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância diante da perspectiva de novos projetos e arrendamentos estratégicos no porto, como o STS 10, considerado um dos ativos mais relevantes do atual ciclo de expansão santista.

Eldorado Celulose integra a estrutura da J&F

A Eldorado Brasil Celulose faz parte da estrutura societária da J&F, que retomou o controle integral da companhia após o encerramento de uma disputa societária prolongada. A empresa opera uma das fábricas de celulose mais modernas do mundo, localizada em Três Lagoas (MS), com produção majoritariamente voltada ao mercado externo.

Nesse contexto, o Porto de Santos é fundamental para o escoamento da celulose, seja por operações diretas, contratos logísticos de longo prazo ou terminais dedicados. A ampliação da capacidade produtiva e a avaliação de novos projetos industriais reforçam a necessidade de expansão da infraestrutura portuária associada ao grupo.

Logística portuária e interesse em novos arrendamentos

Além da atuação industrial, a J&F possui presença relevante no setor de logística portuária, por meio de empresas do grupo especializadas na gestão e operação de terminais. Esse posicionamento se fortalece em um momento de definição de novos modelos regulatórios e arrendamentos no Porto de Santos.

Decisões recentes de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU), contribuíram para um ambiente mais favorável à participação de grupos com grande capacidade financeira e perfil integrado de produção e logística — características que colocam a J&F entre os principais interessados em novos ativos estratégicos no porto.

Portfólio diversificado gera sinergias logísticas

A força da J&F no setor portuário está diretamente ligada ao seu portfólio diversificado, que demanda soluções logísticas robustas e eficientes:

JBS: maior empresa de proteínas do mundo, com forte dependência de exportações via portos
Eldorado Brasil Celulose: produtora de celulose com foco no mercado internacional
Âmbar Energia: braço energético do grupo, com ativos de geração e comercialização
Banco Original: instituição financeira digital
Flora: empresa de bens de consumo, com marcas de higiene e limpeza
JBS Terminais e outros investimentos em logística e infraestrutura

Esse conjunto de ativos gera sinergias operacionais, favorece a verticalização logística, reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações, ampliando a competitividade global das empresas do grupo.

Porto de Santos se consolida como hub estratégico

A expansão da J&F ocorre em paralelo a um novo ciclo de investimentos no Porto de Santos, voltado à modernização de terminais, aumento de capacidade e atração de grandes operadores. Para conglomerados industriais, participar diretamente da infraestrutura portuária tornou-se um diferencial competitivo relevante.

Nesse cenário, a J&F se destaca como um dos grupos com maior capacidade de investir, operar e integrar cadeias logísticas completas, reforçando a percepção de que deve ampliar sua presença no porto — seja por meio da Eldorado Celulose, da JBS ou de novos projetos ligados ao STS 10 e a outros ativos portuários.

Perspectivas para a expansão do grupo

Com a consolidação do controle da Eldorado, a retomada de projetos industriais e o fortalecimento da estratégia logística, a J&F sinaliza que o Porto de Santos seguirá como elemento central de seus planos de expansão. O movimento acompanha uma tendência global de grandes grupos exportadores buscarem maior controle sobre seus fluxos logísticos.

Para o setor portuário, a presença ampliada da J&F reforça a atratividade do Porto de Santos como hub logístico e industrial de alcance internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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