Portos

Câmara debate novo marco regulatório e regimes de exploração dos portos

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realiza, na próxima quarta-feira (15), uma audiência pública para debater os diferentes regimes de exploração dos portos no Brasil. O encontro está marcado para as 14h30, no plenário 8, e atende a pedidos de parlamentares interessados em aprofundar a discussão sobre o tema.

Novo marco regulatório dos portos

O debate faz parte da análise do Projeto de Lei 733/25, que institui um novo marco regulatório para o setor portuário, substituindo a legislação em vigor desde 2013 (Lei 12.815/13). A proposta conta com 151 artigos que tratam de mudanças na regulação do setor, precificação de serviços, contratação de mão de obra e licenciamento ambiental.

De autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), o texto é baseado em um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas criada pela própria Câmara para revisar as normas atuais.

Comissão especial e tramitação

Instalada em 9 de julho, a comissão especial é presidida pelo deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB). A relatoria está a cargo do deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), que projeta a votação do texto até o final do ano.

Arte: Agência Câmara

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Agência Câmara de Notícias e Ricardo Botelho/MInfra

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Portos

Porto de Montevidéu normaliza operações após paralisação no Terminal Cuenca del Plata

Caminhões voltam a ser recebidos após sete dias de suspensão de atividades

O Terminal Cuenca del Plata (TCP), no Porto de Montevidéu, voltou a operar normalmente nesta quinta-feira (9/10), após sete dias de paralisação que impediram o recebimento de caminhões.

Por volta das 9h (horário local), duas horas após o retorno dos trabalhadores, o terminal retomou suas atividades e os veículos começaram a ser recebidos novamente.

Acordo provisório e prazo para negociações

A decisão de encerrar a paralisação foi tomada em assembleia sindical, realizada na quarta-feira, após reunião entre representantes da TCP, o secretário da Presidência e os ministros do Trabalho e Seguridade Social e de Transporte e Obras Públicas.

Segundo o presidente do sindicato, Álvaro Reinaldo, a categoria decidiu suspender temporariamente as medidas diante da pressão de setores da economia uruguaia. Um prazo de dez dias de negociações foi estabelecido para buscar consenso sobre as reivindicações.

“Foi uma decisão difícil, mas aceitamos o pedido do governo. Agora esperamos que o mesmo empenho seja aplicado junto à empresa para atender nossas demandas”, declarou Reinaldo.

Ponto central do impasse

De acordo com informações da própria TCP, o sindicato se recusa a utilizar um novo sistema operacional já implantado. Os trabalhadores condicionam a adesão ao sistema à redução da jornada diária de oito para seis horas, mantendo, porém, o pagamento referente a oito horas.

A empresa, controlada em 80% pelo operador logístico belga Katoen Natie e 20% pela Administração Nacional de Portos, relembrou que o acordo bipartite em vigor possui uma cláusula de prevenção de conflitos, que exige negociação prévia antes da adoção de medidas como a paralisação.

Na terça-feira (8/10), a TCP divulgou uma mensagem em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter), reforçando esse compromisso e alertando que poderia denunciar o acordo caso os trabalhadores não retornassem às funções.

Confira abaixo um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto de Montevidéu. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner e excluem transbordo, cabotagem e outras movimentações internas:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto de Montevidéu | Jan 2022 a Ag 2025 | TEU

Importância do Porto de Montevidéu

O Porto de Montevidéu é considerado estratégico para o escoamento de cargas no Cone Sul e a paralisação do TCP gerou impactos na logística e nas cadeias produtivas. A retomada das operações reduz a pressão sobre exportadores, importadores e transportadores que dependem da fluidez do terminal para manter seus negócios ativos.

FONTE: Yahoo Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Camorim investe em energia sustentável para rebocadores em portos do Brasil

Rebocadores passam a ser abastecidos por fonte fixa em terra

A Camorim Serviços Marítimos, que atua em Itaguaí, inicia em outubro o abastecimento de seus rebocadores por uma fonte de energia fixa em terra enquanto permanecem no porto. A iniciativa já é utilizada no Porto do Rio de Janeiro desde abril e promete reduzir significativamente as emissões de poluentes.

A empresa estima que a medida resultará em uma diminuição anual de cerca de 1.330 toneladas de CO2. Para contextualizar, seria necessário plantar aproximadamente 75.500 árvores, ocupando mais de 40 mil metros quadrados de floresta, para compensar totalmente essa emissão.

“Nosso objetivo é ampliar os benefícios ambientais em nossas operações, indo além da eficiência energética da frota, com uma visão ampla de responsabilidade socioambiental”, afirma Eduardo Adami, vice-presidente da Camorim.

Sustentabilidade integrada em todas as operações

Reconhecida por certificações ambientais relevantes, a Camorim adota práticas sustentáveis em diferentes frentes. No estaleiro, destacam-se:

  • Tanques de captação e reaproveitamento de água da chuva
  • Painéis solares
  • Coleta seletiva de resíduos

Outro projeto recente visa reutilizar uniformes, EPIs e materiais descartáveis, transformando-os em novos produtos e estendendo seu ciclo de vida útil.

30 anos de tradição no setor marítimo brasileiro

Fundada há 30 anos, a Camorim Serviços Marítimos é uma empresa 100% brasileira e referência como hub 360° em soluções de logística e navegação. Com mais de 1.300 colaboradores, gera oportunidades ao longo da costa nacional, oferecendo serviços como reboque portuário, logística portuária e apoio offshore.

A frota diversificada da Camorim conta com mais de 150 embarcações, incluindo:

  • Rebocadores (azimutais, TKM e convencionais)
  • Embarcações LH (Line Handler), PSV (Platform Supply Vessel), AHTS (Anchor Handling Tug Supply) e OSRV (Oil Spill Response Vessel)
  • Balsas de carga e de água, cábreas (balsas-guindaste) e lanchas de carga e passageiros

O estaleiro da empresa, situado na Ilha da Conceição, em Niterói, abriga um Terminal de Uso Privado (TUP). Além disso, a Camorim mantém três bases operacionais estratégicas — duas em Niterói e uma em Vitória (ES) — e atua em portos importantes pelo litoral brasileiro, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Maranhão.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Camorim

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí registra alta de 9% e movimenta 9,7 milhões de toneladas em 2025

Crescimento na movimentação de cargas

Entre janeiro e agosto de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí movimentou 9,7 milhões de toneladas de cargas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 8,9 milhões de toneladas. Nesse intervalo, 815 embarcações passaram pela bacia de evolução.

As exportações somaram 641.345 toneladas, enquanto as importações atingiram 673.623 toneladas. O complexo é composto pelo Porto de Itajaí e seis terminais privados: Teporti, Poly Terminais, Trocadeiro Portos e Logística, Barra do Rio Terminal Portuário, Terminal Braskarne e Portonave (Terminais Portuários de Navegantes).

Porto de Itajaí: crescimento no cais público e na área arrendada

O Porto de Itajaí (cais público e área arrendada) recebeu 288 navios nos primeiros oito meses de 2025, número muito acima das 85 embarcações registradas em igual período de 2024.

A área arrendada, administrada pela JBS Terminais, movimentou 2,4 milhões de toneladas de cargas, sendo 1,35 milhão de toneladas em exportações e 1,05 milhão em importações.

Já o cais público registrou 392.806 toneladas no período, contra 240.250 toneladas no ano anterior – um crescimento de 63,5%. Desse total, 242.771 toneladas foram importadas e 150.035 exportadas.

Relevância estratégica para o comércio

A soma das operações do cais público e da área arrendada chegou a 2,79 milhões de toneladas, divididas entre 1,5 milhão de toneladas exportadas e 1,29 milhão importadas.

Os resultados reforçam a importância estratégica do Complexo Portuário de Itajaí no comércio exterior, consolidando-o como um dos principais hubs logísticos do Brasil, com destaque para o avanço simultâneo em cargas e em número de embarcações.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Rio Grande recebe R$ 432 milhões em obras de dragagem

Investimento histórico para ampliar competitividade

O Porto do Rio Grande vai receber o maior investimento em dragagem já realizado no Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite assinou nesta semana o contrato e a ordem de início das obras, que terão aporte de R$ 432,2 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). A assinatura ocorreu durante visita ao Estaleiro Rio Grande.

As intervenções serão executadas pela empresa Van Oord, com prazo estimado de 15 meses, e abrangem o canal externo, o canal interno e os berços do Porto Novo. O projeto também prevê monitoramento ambiental durante toda a execução.

Dragagem garante navegação de grandes embarcações

Segundo o governo estadual, a obra vai assegurar condições seguras de navegação para navios de grande porte, ampliando a capacidade logística e o escoamento da produção gaúcha. O projeto deve melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a competitividade do porto.

“O investimento garante que navios não precisem esperar para acessar o porto, evitando perdas de competitividade e aumentando a segurança para quem investe no Estado. Melhorar as condições de navegação é fundamental para atrair negócios, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento”, destacou Leite.

Funrigs e reconstrução da infraestrutura

A dragagem faz parte da estratégia de retomada da infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul. Os recursos vêm do Funrigs, criado pela Lei estadual nº 16.134/2024 para financiar ações de reconstrução, adaptação e resiliência climática.

A Portos RS captou R$ 731 milhões para o projeto de reconstrução da infraestrutura, centralizando investimentos estratégicos para o futuro do Estado.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande no período de janeiro de 2022 a agosto de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner e exclui movimentações internas, transbordo e cabotagem:

Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto do Rio Grande | Jan 2022 a Ag 2025 | TEU

Proteção contra cheias em Rio Grande

No mesmo ato, o governador também anunciou o repasse de R$ 1,2 milhão para medidas de proteção contra cheias no município de Rio Grande. Os recursos, provenientes do programa Fundo a Fundo da Reconstrução, serão aplicados em serviços de hidrojateamento de 62,7 km de redes coletoras, limpeza de 2,7 mil poços de visita e 5,6 mil bocas de lobo.

O programa faz parte do Plano Rio Grande, voltado à proteção da população, reconstrução do Estado e fortalecimento da resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Autoridades presentes

Além do governador, participaram da cerimônia os secretários estaduais Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico), Paula Mascarenhas (Relações Institucionais), Angela de Oliveira (Secretaria de Reconstrução Gaúcha, adjunta), Mário Ikeda (Segurança Pública, adjunto), além da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Canal do Panamá lança programa LoTSA 2.0 para modernizar alocação de slots

Novo modelo amplia flexibilidade para companhias de navegação

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou o lançamento do programa LoTSA 2.0 (Alocação de Slots de Longo Prazo), que traz um novo modelo de reservas para companhias de navegação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade operacional e adaptação às dinâmicas do mercado global, facilitando o planejamento de trânsitos pelo Canal do Panamá.

Ciclos semestrais e primeiro leilão em 2025

Com a atualização, os pacotes de reserva deixam de seguir um horizonte de 12 meses e passam a ser divididos em dois ciclos de seis meses. O primeiro período vai de 4 de janeiro a 4 de julho de 2026, e o segundo de 5 de julho de 2026 a 3 de janeiro de 2027.

O primeiro leilão de cotas já tem data marcada: 28 de outubro de 2025.

Novos pacotes de serviços e ajustes na oferta

Entre as mudanças anunciadas, a ACP informou que a média de slots diários será ajustada de quatro para três, além da criação de novos pacotes de serviço, como FixContainer, FlexContainer, FixGas, FlexGas, FlexGas+ e FlexSlot+.

Essas modalidades permitirão que os clientes escolham datas com garantia confirmada ou optem por níveis maiores de flexibilidade.

Benefícios adicionais para os clientes

O LoTSA 2.0 também traz vantagens como:

  • possibilidade de reservar com até 15 dias de antecedência;
  • realização de até duas alterações de data, conforme o pacote;
  • cancelamentos com tarifa reduzida, desde que solicitados com mais de 15 dias de antecedência.

Ajustes no sistema geral de reservas

Paralelamente ao novo programa, a ACP anunciou melhorias no sistema de reservas do canal. Entre elas, o restabelecimento do acesso antecipado para navios de gás natural liquefeito (GNL) no período de reserva 1A, a partir de 4 de janeiro de 2026.

Outra mudança é a eliminação da restrição que limitava a utilização das eclusas do Neopanamax a apenas um cliente por data.

Competitividade e sustentabilidade do Canal do Panamá

Segundo a ACP, a implementação do LoTSA 2.0 busca dar maior previsibilidade às empresas de navegação, otimizar operações, reduzir emissões de gases poluentes e reforçar a competitividade do Canal do Panamá diante das transformações do comércio internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos mantém canal de 15 metros após dragagem e inicia obras para aprofundamento

Dragagem garante segurança e calado operacional

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu recentemente um serviço de dragagem no Porto, que durou cerca de dois meses. O trabalho consistiu na remoção de sedimentos e na manutenção da profundidade do canal de navegação, abrangendo desde a região da Alemoa até a Barra, na Ponta da Praia, além de berços de atracação.

Após a intervenção, a APS realizou batimetria, confirmando que o canal mantém aproximadamente 15 metros de profundidade, permitindo o acesso de navios de grande porte. Segundo a autoridade portuária, o estuário do Porto recebe grande volume de sedimentos, que podem causar assoreamento, tornando a dragagem essencial para a segurança da navegação e a operação contínua do cais.

Planejamento estratégico para o futuro do Porto

O presidente da APS, Anderson Pomini, destaca que as ações não visam apenas a manutenção do calado atual, mas também a expansão futura do complexo portuário. “Manter os 15 metros é fundamental, mas já iniciamos o aprofundamento do canal, algo que não ocorre há mais de uma década. O objetivo é atender à demanda do mercado por um canal mais profundo”, afirma.

Próximos passos: atingir 17 metros de profundidade

O processo de aprofundamento começou pelo derrocamento de rochas no estuário. Segundo Pomini, o plano é chegar inicialmente a 16 metros e, posteriormente, alcançar 17 metros de profundidade, permitindo que o Porto de Santos receba os maiores navios do mundo com segurança e eficiência.

Exportações e importações de contêineres

Paralelamente, o Porto mantém seu papel central no comércio exterior brasileiro. Gráficos de exportações e importações de contêineres, elaborados com dados do DataLiner, mostram a movimentação desde janeiro de 2022, considerando apenas o longo curso, sem incluir cabotagem, transbordo ou outras operações externas.

Exportações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

Importações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O aprofundamento do canal reforça a importância do Porto de Santos como principal hub logístico do país, combinando capacidade operacional com planejamento estratégico de longo prazo.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto do Açu terá terminal de tancagem para combustíveis a partir de dezembro de 2026

O Porto do Açu, no Noroeste Fluminense, receberá em dezembro de 2026 seu primeiro terminal de tancagem para granéis líquidos. A estrutura, em construção desde junho pela Vast, subsidiária da Prumo, terá capacidade inicial de 40 mil m³, podendo chegar a 300 mil m³ conforme a expansão prevista no projeto. O investimento estimado é de R$ 250 milhões.

De acordo com o presidente da Vast, Victor Bomfim, a empresa deve definir até o fim de 2025 o modelo de financiamento para bancar os custos da nova unidade. “Não existe porto no Brasil sem terminal de granéis líquidos. Esse projeto é essencial para consolidar a infraestrutura do Açu”, afirmou.

Contratos garantem primeira fase

A espinha dorsal do projeto está em dois contratos de longo prazo já firmados. Um deles com a Efen (joint venture entre Prumo e BP voltada ao fornecimento de combustível marítimo), e outro com a Vibra, que utilizará o espaço para armazenar óleo base para lubrificantes. A Efen, por sua vez, terá capacidade para estocar diesel marítimo.

Segundo Bomfim, esses contratos estruturantes permitiram o início da primeira fase da obra e abrem caminho para que o terminal passe a receber outros tipos de líquidos no futuro.

O impasse da área da antiga OSX

Enquanto a nova estrutura avança, uma questão ainda indefinida no Porto do Açu é o futuro da área que seria destinada à OSX, empresa do grupo X, de Eike Batista, voltada originalmente à construção de navios. O projeto naufragou após a crise da OGX e a revelação de escândalos ligados à Petrobras na operação Lava Jato.

A OSX entrou em recuperação judicial em 2013, com dívidas de R$ 4,5 bilhões, e alterou seu objeto social, passando a arrendar espaços no Açu como terminal portuário. Mesmo assim, a dívida se agravou e, em janeiro de 2024, a empresa pediu uma segunda recuperação judicial, desta vez por R$ 7,9 bilhões. O maior credor é o Fundo Vessel (R$ 2,36 bi), seguido pela Caixa Econômica Federal (R$ 1,7 bi) e pelo próprio Porto do Açu (R$ 1,6 bi).

Disputa por aluguéis e arbitragem

O presidente da Prumo Logística, Rogério Zampronha, afirma que a OSX ocupa uma área do porto, mas nunca repassou o valor devido. “Eles recebem aluguel de terceiros, mas não pagam nada para nós há mais de dez anos”, disse.

O caso está em arbitragem desde que o Porto do Açu entrou com ação de execução pelo não pagamento dos aluguéis. Segundo fontes ligadas ao processo, a resolução depende do andamento da recuperação judicial.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos: MPor apoia leilão restrito do Tecon Santos 10 para ampliar concorrência

Governo defende restrição no leilão do terminal.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) declarou apoio à medida que restringe a participação de empresas já atuantes no Porto de Santos no leilão do Terminal de Contêineres Tecon Santos 10. A proposta, inserida no edital pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), busca impedir a concentração de mercado e assegurar mais competitividade.

Segundo a pasta, limitar a disputa a operadores que não possuam vínculos com o porto é a melhor forma de garantir tarifas mais baixas, maior eficiência e qualidade nos serviços portuários a longo prazo.

Parecer enviado ao TCU

O posicionamento do MPor foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) na noite da última sexta-feira (26), dentro do prazo estabelecido pela Corte. O documento sustenta que o interesse público exige um operador neutro e independente, reduzindo riscos de concentração no maior porto da América do Sul.

“Mais competitivo é o ingresso de um novo player no complexo portuário de Santos, especialmente um operador sem ativos já existentes no local”, aponta o parecer.

Alinhamento com Antaq e Cade

A posição reforça decisão da diretoria da Antaq e segue alerta do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que em nota técnica apontou riscos à concorrência caso empresas já presentes no cais santista participem do certame.
O entendimento, no entanto, contraria a área técnica do próprio TCU, que havia sugerido um leilão sem restrições.

Competitividade acima da arrecadação imediata

Para o Ministério, a prioridade de um porto público não deve ser a arrecadação no curto prazo, mas a criação de um ambiente competitivo. Embora a abertura irrestrita pudesse elevar a disputa no leilão e aumentar a outorga inicial, o MPor avalia que isso reduziria a neutralidade do terminal e traria prejuízos aos usuários e armadores.

A pasta destaca ainda que soluções apenas comportamentais, como regras de monitoramento, tendem a ser caras, difíceis de fiscalizar e pouco eficazes em mercados concentrados.

Estruturação do leilão em duas fases

O parecer sugere que o TCU considere o modelo de leilão em duas etapas, como proposto pela Antaq. Na primeira fase, seriam aplicadas exigências mais rígidas e um valor mínimo de outorga adequado à importância do ativo. Caso não haja interessados, abrir-se-ia uma segunda rodada mais flexível.

Leilão previsto para 2025

O MPor reforça o compromisso de realizar o leilão ainda em 2025, seguindo as orientações do TCU e em alinhamento com a Antaq. O objetivo, segundo a pasta, é garantir que o maior terminal de contêineres da América do Sul seja administrado por um operador independente, fortalecendo a competitividade da logística nacional e ampliando as oportunidades de novas rotas comerciais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Marinha faz operação inédita de transporte de propulsores na BA

A operação de descarregamento e o embarque dos equipamentos ocorreu no Cais Bravo, da Base Naval de Aratu

A Marinha do Brasil, por meio da Base Naval de Aratu (BNA), demonstrou excelência em logística portuária ao embarcar quatro propulsores azimutais de 30 toneladas cada. A operação, realizada em Salvador (BA), reforçou a capacidade da Força em apoiar o setor offshore com precisão e segurança.

Detalhes da operação logística

Nos dias 11 e 12 de setembro, no Cais Bravo da BNA, ocorreu o descarregamento e o embarque dos equipamentos, cada um com 4 metros de diâmetro e 5,4 metros de altura, totalizando 120 toneladas. Os propulsores, transportados por carretas pranchas até a Base, foram embarcados individualmente em uma balsa com apoio de um guindaste em terra.

Após permanecerem por 15 dias atracados, os equipamentos passarão pelo processo de verticalização e serão transportados, um a cada dois dias, por embarcação equipada com cábreas (guindastes flutuantes). Todo o procedimento foi acompanhado de planejamento técnico rigoroso, com monitoramento contínuo para garantir a integridade de cargas de alto valor e evitar riscos operacionais.

Impacto para o setor offshore

O destino final dos propulsores é a plataforma Floatel Reliance I, uma unidade hoteleira semi-submersível em operação na Baía de Todos-os-Santos. Essa estrutura é fundamental para dar suporte logístico a trabalhadores embarcados no setor de energia e petróleo, oferecendo hospedagem e infraestrutura em alto-mar.

A atuação da Marinha nessa operação contribui diretamente para a cadeia logística offshore, fortalecendo a cooperação entre a defesa nacional e o setor produtivo. Além de representar segurança e confiabilidade, a parceria evidencia a capacidade da BNA em apoiar projetos estratégicos que movimentam a economia do país.

Capacidade estratégica da Base Naval de Aratu

A operação reafirma a posição da Base Naval de Aratu como referência em manobras portuárias complexas, onde a combinação de conhecimento especializado, planejamento técnico e disciplina militar garante a excelência da execução.

Mais do que uma ação logística, a atividade simboliza a integração entre defesa, logística e desenvolvimento nacional, mostrando que a Marinha do Brasil vai além do campo militar, atuando também como agente de suporte estratégico às indústrias marítima e energética.

Fonte: Defesa em Foco
Imagem: Marinha – Divulgação

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