Importação

Ceará amplia importações da China e fortalece papel como hub logístico no Brasil

O Ceará iniciou 2026 com uma mudança relevante em seu perfil de comércio exterior: em apenas dois meses, o estado passou a importar 92 novos tipos de produtos da China, itens que não estavam presentes na pauta no mesmo período do ano anterior. O movimento reforça a estratégia de transformar o estado em um hub logístico entre Ásia e Brasil.

Diversificação das importações sinaliza mudança estrutural

Mais do que o aumento no volume, o destaque está na variedade dos produtos que começaram a entrar no estado. A inclusão desses novos itens indica avanço na diversificação e na inserção do Ceará em diferentes cadeias produtivas.

Entre os produtos estão:

  • máquinas industriais
  • insumos químicos
  • equipamentos médicos
  • componentes tecnológicos

Essa mudança aponta para um novo posicionamento: o estado deixa de atuar apenas como destino final de mercadorias e passa a integrar processos produtivos, ampliando o uso de insumos industriais importados.

Porto do Pecém impulsiona transformação logística

O crescimento das importações está diretamente ligado ao avanço do Porto do Pecém, que vem sendo modernizado para operar como um dos principais eixos logísticos do país.

A localização estratégica do terminal reduz distâncias em relação às rotas tradicionais do Sudeste, permitindo:

  • menor tempo de transporte
  • redução de custos logísticos
  • maior eficiência na movimentação de cargas

Com isso, o porto se consolida como peça-chave na estratégia de ampliar o comércio internacional no Nordeste.

Relação comercial com a China ganha protagonismo

O fortalecimento das rotas diretas com a China tem ampliado a importância do Ceará como porta de entrada de produtos asiáticos no Norte e Nordeste.

Esse movimento contribui para:

  • descentralizar o fluxo de importações no Brasil
  • reduzir a dependência de portos do Sudeste
  • acelerar a distribuição regional de mercadorias

Ao mesmo tempo, abre espaço para que empresas locais utilizem a mesma estrutura para exportar, criando um fluxo mais equilibrado de importação e exportação.

Impactos na indústria e atração de investimentos

A diversificação dos produtos importados pode estimular o desenvolvimento de setores industriais no estado. O acesso a novos insumos e tecnologias tende a:

  • aumentar a capacidade produtiva local
  • agregar valor à produção
  • atrair novos investimentos

Esse cenário favorece a consolidação do Ceará como um polo de integração entre logística, indústria e comércio exterior.

Estratégia logística busca mais eficiência

Outro ponto estratégico é a tentativa de reduzir o retorno de navios com capacidade ociosa. Com maior volume e diversidade de cargas, o estado cria condições para equilibrar o fluxo logístico.

Produtos locais, como frutas, castanhas e rochas ornamentais, podem ocupar o espaço nos embarques de saída, melhorando a eficiência e reduzindo custos.

Ceará busca protagonismo no comércio global

A ampliação das importações faz parte de um plano mais amplo de reposicionamento. O objetivo é transformar o estado em um corredor estratégico entre a Ásia e o Brasil, aproveitando sua localização geográfica e investimentos em infraestrutura.

Esse movimento ocorre em um contexto global de reorganização das cadeias de suprimento, no qual novas rotas e polos logísticos ganham relevância.

Historicamente concentrado em poucos portos, o comércio exterior brasileiro pode passar por um processo de descentralização — e o Ceará surge como um dos principais candidatos a assumir esse novo papel.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística, Transporte

Investimentos em transportes e logística atingem recorde em 11 anos no Brasil

O Brasil registra um avanço significativo nos investimentos em transportes e logística, consolidando um novo ciclo de expansão na infraestrutura nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), divulgados no Livro Azul da Infraestrutura, os aportes públicos e privados somaram cerca de R$ 76,5 bilhões em 2025 — o maior volume desde 2015 e um dos mais expressivos da série histórica.

Crescimento acelera nos últimos anos

A evolução recente evidencia uma mudança consistente no ritmo de investimentos. Entre 2019 e 2022, o setor acumulou pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual próxima de R$ 33 bilhões. Já no período de 2023 a 2025, os números praticamente dobraram: foram mais de R$ 200 bilhões investidos, com média superior a R$ 65 bilhões por ano.

Esse avanço reflete um ambiente mais estável e propício ao planejamento de longo prazo. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o cenário atual favorece a ampliação de projetos estruturados e a maior participação do capital privado, contribuindo para a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência logística no país.

Setor privado lidera aportes

Um dos principais motores desse crescimento é o protagonismo da iniciativa privada. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões — a maior parte dos investimentos — vieram de empresas privadas, reforçando o modelo baseado em concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

O Governo Federal também tem atuado como facilitador desse movimento. Apenas no setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em contratos e autorizações em 2025. No acumulado entre 2023 e 2025, o montante chegou a R$ 38,8 bilhões — um salto superior a 400% em relação ao ciclo anterior.

Além disso, os investimentos públicos em portos cresceram 120% no mesmo período, totalizando R$ 3,1 bilhões.

Aviação e hidrovias ganham destaque

Na aviação civil, o crescimento segue consistente, com R$ 8,7 bilhões aplicados pela iniciativa privada entre 2023 e 2025. Projetos voltados à infraestrutura aeroportuária regional, como o Programa AmpliAR, também impulsionam o setor — só o primeiro leilão garantiu cerca de R$ 731 milhões para aeroportos regionais.

Já as hidrovias, consideradas estratégicas para reduzir custos e ampliar a integração logística, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão no período, fortalecendo esse modal no transporte nacional.

Impactos positivos na economia

O aumento dos investimentos já se reflete diretamente na atividade econômica. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros alcançou aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas — o melhor resultado dos últimos sete anos.

No transporte aéreo, o país atingiu um recorde histórico de cerca de 130 milhões de passageiros, impulsionado por uma expansão contínua — foram 30 milhões de passageiros a mais entre 2023 e 2025.

O transporte hidroviário também apresentou desempenho recorde. A movimentação de cargas pelos rios chegou a 140 milhões de toneladas em 2025, enquanto a cabotagem registrou 223 milhões de toneladas, indicando maior uso desse modal e ganhos de escala na logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Terra

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Transporte

Transporte de carga ganha inovação com projetos na Suíça e Turquia e inspira o Brasil

O avanço do transporte de carga em países como Suíça e Turquia tem mostrado como a combinação de tecnologia avançada e infraestrutura logística pode transformar cadeias de suprimento. Essas iniciativas vêm sendo apontadas como referência para o Brasil, que enfrenta desafios históricos no setor e busca maior competitividade no comércio internacional.

Sistema subterrâneo suíço aposta em eficiência

Na Suíça, o projeto Cargo Sous Terrain (CST) propõe um modelo inovador de logística subterrânea, com veículos elétricos autônomos circulando por túneis que podem chegar a 500 quilômetros de extensão.

A solução reduz a circulação de caminhões nas rodovias, diminui congestionamentos e pode cortar custos de construção em até 30%. Além disso, o sistema contribui para a sustentabilidade no transporte, ao reduzir emissões e otimizar o uso do espaço em áreas urbanas densas.

Turquia investe em ferrovia de alta capacidade

Já a Turquia aposta em escala com o projeto INRAIL, uma nova linha ferroviária de 127 quilômetros que promete ampliar significativamente a capacidade de transporte de cargas — de 3 milhões para até 50 milhões de toneladas por ano.

A iniciativa conta com financiamento do Banco Mundial e busca consolidar o país como um importante hub logístico entre Europa, Ásia e Oriente Médio. Além disso, a expectativa é de geração de centenas de milhares de empregos, impulsionando a economia regional.

Brasil enfrenta desafios logísticos históricos

No Brasil, o transporte rodoviário de cargas ainda domina, respondendo por mais de 60% da movimentação. Essa dependência eleva custos e reduz a competitividade, especialmente diante de gargalos na infraestrutura ferroviária.

Projetos como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a Ferrogrão indicam esforços para modernizar o setor, conectando regiões produtoras a portos estratégicos. No entanto, obstáculos como financiamento irregular e questões ambientais ainda dificultam a execução dessas obras.

Inovação e integração são caminhos para o futuro

As experiências internacionais mostram que investir em logística ferroviária, automação e soluções sustentáveis pode gerar ganhos expressivos. A adoção de tecnologias como veículos autônomos e sistemas integrados pode reduzir custos, emissões e acidentes, além de aumentar a eficiência operacional.

Outro ponto estratégico é a integração regional. Projetos como o Corredor Bioceânico podem ampliar a conectividade do Brasil com países vizinhos, fortalecendo sua posição como eixo logístico na América do Sul.

Modernização é essencial para competitividade

A transformação do transporte de carga no Brasil passa pela combinação de investimentos, inovação e planejamento de longo prazo. Os exemplos da Suíça e da Turquia reforçam que a modernização não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para países que buscam crescimento sustentável e inserção nas cadeias globais.

Ao adaptar essas experiências à realidade nacional, o Brasil pode avançar rumo a um sistema logístico mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.

FONTE: O Cafezinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Cafezinho

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Portos

Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Portos do Nordeste crescem 17% e Suape e Itaqui lideram movimentação

Os portos públicos do Nordeste iniciaram o ano com desempenho positivo. Em janeiro, a movimentação total alcançou 6,3 milhões de toneladas, um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento foi puxado principalmente por dois terminais estratégicos: o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Itaqui, no Maranhão. Juntos, eles responderam por cerca de 20% de toda a carga movimentada na região.

Os dados fazem parte do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Suape e Itaqui lideram crescimento no Nordeste

O Porto de Suape registrou movimentação de 2,2 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 38,5%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no fluxo de cargas, maior número de atracações e avanço nos segmentos de granéis líquidos e contêineres.

Já o Porto do Itaqui alcançou 2,1 milhões de toneladas, com alta ainda mais significativa de 44%. O resultado foi puxado principalmente pela movimentação de granéis sólidos e líquidos, com destaque para fertilizantes, milho e soja.

Estratégia logística fortalece o Nordeste

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desempenho reflete políticas públicas voltadas à modernização da gestão portuária e ao fortalecimento da região como hub logístico internacional.

A avaliação é de que o Nordeste vem se consolidando como uma importante rota de exportação, ampliando sua competitividade no comércio exterior.

Indicadores reforçam competitividade dos portos

A administração do Porto de Suape destacou que o crescimento consistente demonstra confiança do mercado e eficiência operacional. Já os dados do Porto do Itaqui apontam que janeiro de 2026 foi o melhor da história do terminal, superando inclusive recordes anteriores.

Tipos de cargas e modalidades de navegação

Entre os principais produtos movimentados nos portos nordestinos estão:

  • Petróleo e derivados
  • Contêineres
  • Fertilizantes
  • Sal

Na navegação de longo curso (internacional), foram registradas 3,7 milhões de toneladas, com crescimento de 13,8%. Já a cabotagem (transporte entre portos nacionais) movimentou 1,6 milhão de toneladas, alta de 22%.

Terminais também registram movimentação relevante

Além dos portos públicos, terminais autorizados apresentaram resultados variados:

  • Terminal Portuário do Pecém, no Ceará: 1,5 milhão de toneladas (+0,3%)
  • Terminal Marítimo de Ponta da Madeira: 9,9 milhões de toneladas
  • Terminal Aquaviário de Madre de Deus, na Bahia: 1,5 milhão de toneladas

Panorama geral da movimentação na região

No total, os portos e terminais do Nordeste movimentaram 21,5 milhões de toneladas em janeiro. A maior parte corresponde a granéis sólidos, com 14,5 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada somou 1,7 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos, por sua vez, registraram crescimento de 8%, totalizando 4,1 milhões de toneladas, com destaque para petróleo e derivados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Crise alimentar global: escassez de alimentos pode se agravar antes de 2050

A possibilidade de uma crise alimentar global nas próximas décadas já preocupa especialistas e organismos internacionais. Segundo análise do geopolítico De Leon Petta, doutor em Geografia Humana, o cenário aponta para uma escassez de alimentos cada vez mais evidente antes de 2050, com impactos diretos sobre a população mundial.

De acordo com ele, o aumento da expectativa de vida tem elevado a demanda por alimentos, enquanto o envelhecimento populacional reduz a oferta de mão de obra, especialmente no campo. Esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os sistemas produtivos.

Guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apontado como um fator determinante na desestabilização do abastecimento global. Ambos os países figuravam entre os principais exportadores de alimentos e insumos agrícolas.

Com a guerra, a Ucrânia deixou de desempenhar seu papel no mercado internacional e passou a enfrentar dificuldades até para suprir o próprio consumo. Já a Rússia, além de reduzir exportações, sofreu sanções econômicas que impactaram a distribuição de fertilizantes, prejudicando a produção em diversos países.

Impactos já começaram e tendem a piorar

Embora os efeitos mais severos ainda não tenham sido plenamente sentidos, os preços dos alimentos registraram alta significativa nos últimos anos. A expectativa é de agravamento contínuo no curto prazo.

Mesmo com um eventual fim do conflito, a recuperação da capacidade produtiva ucraniana pode levar entre 15 e 20 anos. Isso compromete o equilíbrio do sistema alimentar global ao longo de boa parte do século XXI.

Produção agrícola enfrenta desafios estruturais

A queda na produção mundial levanta questionamentos sobre alternativas para suprir a demanda. Países com potencial agrícola, como a Argentina, poderiam ter desempenhado papel mais relevante, mas enfrentam entraves políticos e econômicos.

No caso do Brasil, apesar da vasta extensão territorial e do avanço em tecnologia agrícola, há limitações importantes. Entre elas, destacam-se questões logísticas, como a dificuldade de escoamento da produção e a dependência do transporte rodoviário.

Infraestrutura e energia são pontos-chave para o Brasil

Para ampliar sua competitividade no agronegócio brasileiro, especialistas defendem investimentos em infraestrutura e energia. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Expansão da matriz energética, com redução de custos;
  • Ampliação da malha ferroviária para melhorar a logística;
  • Modernização dos portos, hoje considerados defasados.

Essas ações poderiam impulsionar a produção sem a necessidade de expansão sobre áreas sensíveis, como a Amazônia.

Concorrência internacional é acirrada

No cenário global, o Brasil enfrenta forte concorrência de países como Estados Unidos e França, que possuem sistemas logísticos mais eficientes e maior integração com mercados estratégicos.

A disputa por espaço no comércio internacional de alimentos envolve não apenas questões econômicas, mas também interesses geopolíticos.

Agronegócio é pilar da economia brasileira

Com a perda de força da indústria nas últimas décadas, o agronegócio se consolidou como um dos principais motores da economia brasileira. O setor é responsável por geração de empregos e por grande parte das exportações.

Nesse contexto, especialistas alertam que enfraquecer o setor pode agravar ainda mais os desafios diante de uma possível crise alimentar global.

Fome também é reflexo de disputas de poder

Apesar das projeções alarmantes, há um ponto crucial: o mundo atualmente produz alimentos suficientes para toda a população. O problema central, segundo a análise, está na distribuição e nas disputas geopolíticas.

A utilização da fome como instrumento de poder e pressão internacional é apontada como um dos principais fatores por trás do risco de insegurança alimentar global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 41,7 bilhões em investimentos para transporte e indústria naval

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) deve impulsionar os modais de transporte no Brasil com um pacote de investimentos estimado em R$ 41,7 bilhões. A carteira de projetos foi apresentada nesta terça-feira (24), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ao todo, estão previstos 890 empreendimentos em todo o país, com potencial para gerar mais de 180 mil empregos diretos, abrangendo iniciativas voltadas à indústria naval brasileira e à infraestrutura portuária.

Projetos abrangem embarcações, estaleiros e portos

A carteira do Fundo da Marinha Mercante reúne um conjunto diversificado de investimentos. Entre os destaques estão:

  • 612 construções de embarcações;
  • 115 projetos de reparo e docagem;
  • 141 modernizações de estruturas;
  • Implantação de 6 estaleiros;
  • 13 projetos portuários;
  • 3 terminais de transbordo.

As iniciativas envolvem 62 empresas e 32 estaleiros, reforçando o papel estratégico do setor para a logística nacional.

Segundo o ministro, o crescimento dos investimentos demonstra a força da política pública. Ele destacou que o volume de projetos aprovados avançou significativamente, acompanhado pelo aumento das contratações e pela geração de empregos, fortalecendo a competitividade do país.

Retomada da indústria naval impulsiona empregos

A retomada dos investimentos na indústria naval já apresenta reflexos no mercado de trabalho. Após períodos de baixa, quando o setor chegou a empregar cerca de 12 mil trabalhadores, o número atual supera 55 mil empregos diretos, representando um crescimento expressivo.

Esse avanço acompanha a expansão dos recursos destinados ao setor. O montante de projetos aprovados saltou de R$ 22,8 bilhões (2019–2022) para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada cresceu de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, com 2025 se consolidando como o ano de maior execução financeira.

Distribuição regional dos investimentos

Os recursos do FMM serão distribuídos em todas as regiões do país:

  • Sul: R$ 14,1 bilhões;
  • Nordeste: R$ 11,9 bilhões;
  • Sudeste: R$ 10,4 bilhões;
  • Norte: R$ 5,3 bilhões.

Entre os principais projetos estão iniciativas relevantes em diferentes estados, envolvendo desde construção naval até plataformas logísticas e operações offshore.

Hidrovias ganham destaque na estratégia logística

O fortalecimento da navegação interior também é um dos focos da carteira. De acordo com representantes do setor, os investimentos contribuem para ampliar o uso das hidrovias brasileiras, especialmente em regiões onde os rios são fundamentais para o transporte de pessoas e mercadorias.

A ampliação da frota, melhorias na infraestrutura e maior segurança da navegação estão entre os benefícios esperados, aumentando a eficiência logística e promovendo integração regional.

Evento debateu futuro do transporte hidroviário

Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou o Café Hidroviário, encontro que reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel estratégico da logística hidroviária no Brasil.

O evento abordou desafios e oportunidades para expandir o uso dos rios como alternativa mais sustentável e eficiente, com foco em infraestrutura, renovação da frota e melhorias no transporte de passageiros, especialmente em regiões dependentes desse modal.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Logística

Corredor logístico sustentável: ANTT inicia projeto pioneiro no Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres deu início à estruturação do primeiro corredor logístico sustentável do Brasil, em reunião realizada na última quarta-feira (19). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil para alinhar os primeiros passos do projeto.

Integração entre logística, inovação e sustentabilidade

A proposta, batizada de Conexão Litoral, busca combinar eficiência logística, uso de tecnologia e práticas de sustentabilidade ambiental. Participaram das discussões equipes técnicas da ANTT, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), do Ministério dos Transportes, além de representantes do Governo do Paraná, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), da Portos do Paraná e da concessionária EPR Litoral Pioneiro.

O objetivo principal é criar um modelo de transporte mais moderno e integrado, capaz de atender às demandas econômicas e aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Paraná como eixo estratégico do projeto

O estado do Paraná foi escolhido como base do projeto devido à sua relevância na produção agrícola e industrial. A região conta com uma estrutura logística essencial para o escoamento de exportações.

Os principais corredores rodoviários convergem para Curitiba e seguem em direção ao litoral, conectando-se ao Porto de Paranaguá. Nesse cenário, a BR-277 se destaca como principal via de ligação entre a capital, o litoral e os terminais portuários.

Impactos econômicos e geração de empregos

Durante o encontro, representantes da concessionária destacaram os benefícios esperados do corredor logístico sustentável, incluindo o fortalecimento do agronegócio, o aumento da competitividade no comércio exterior e o desenvolvimento regional.

As estimativas indicam que o projeto abrangerá cerca de 605 quilômetros de rodovias ao longo de 30 anos de concessão, com gestão de 12 trechos rodoviários. Os investimentos previstos chegam a R$ 19,6 bilhões, com potencial de geração de aproximadamente 110 mil empregos e impacto direto em 27 municípios.

Em Paranaguá, por exemplo, cerca de 44% dos empregos estão ligados à atividade portuária, evidenciando a importância estratégica da região.

Cronograma e próximas etapas

O projeto será desenvolvido em seis fases: planejamento e diagnóstico, modelagem e governança, execução, monitoramento, avaliação técnica e encerramento.

A previsão é que a execução tenha início em 21 de abril de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A iniciativa busca consolidar um novo padrão de infraestrutura logística no Brasil, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental.

FONTE: ANTT
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alberto Ruy/ANTT

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

Investimentos em operadores logísticos crescem quase 70%, aponta levantamento da Abol

Os operadores logísticos no Brasil intensificaram o ritmo de investimentos nos últimos anos. Levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) mostra que 68% das empresas do setor ampliaram seus aportes, mesmo diante de um cenário de custos elevados e desafios econômicos.

O estudo mais recente sobre o perfil dos operadores logísticos indica ainda que 23% das companhias mantiveram o mesmo nível de investimento, enquanto 10% registraram retração no volume aplicado.

Empresas de grande porte lideram expansão dos investimentos

O crescimento dos aportes foi mais expressivo entre empresas de maior faturamento. De acordo com o levantamento, 82% das companhias de grande porte, com receita superior a R$ 600 milhões, aumentaram os investimentos.

Entre os operadores logísticos de médio porte, com faturamento entre R$ 100 milhões e R$ 600 milhões, 67% ampliaram os recursos aplicados. Já entre as empresas de pequeno porte, com receita de até R$ 100 milhões, 57% também registraram aumento nos investimentos.

Para a associação, esses números indicam que o setor mantém uma postura estratégica de crescimento, mesmo em um ambiente econômico desafiador.

Tecnologia e infraestrutura concentram os principais aportes

Os dados apontam que a transformação digital na logística tem sido uma das principais prioridades das empresas. Em 2024, cerca de 83% dos operadores logísticos investiram em softwares, superando o índice de 80% registrado em 2022.

A modernização de infraestrutura logística também segue entre os principais destinos de capital, com 78% das empresas direcionando recursos para atualização de instalações e estruturas operacionais.

Esse movimento reflete a busca por ganhos de eficiência, aumento da competitividade e maior capacidade operacional.

Aquisição de equipamentos e ampliação de frota

Além da digitalização e da infraestrutura, os operadores também ampliaram investimentos em equipamentos e ativos operacionais.

Segundo o levantamento:

  • 69% das empresas investiram na compra de máquinas e equipamentos
  • 57% aplicaram recursos na ampliação ou renovação de frota, incluindo veículos, implementos rodoviários, embarcações e vagões ferroviários
  • 55% destinaram valores à aquisição de ativos logísticos, como caixas, pallets e mobiliário operacional
  • 33% investiram na compra de terrenos ou novas unidades operacionais

Estratégia para atender cadeias logísticas mais complexas

Na avaliação da Abol, os resultados mostram que o setor mantém uma estratégia consistente de expansão. Mesmo com pressões de custo, as empresas seguem direcionando recursos tanto para tecnologia logística quanto para o fortalecimento da estrutura física das operações.

A combinação entre digitalização, modernização da infraestrutura e aumento da capacidade operacional é vista como essencial para atender cadeias produtivas cada vez mais complexas e sustentar o crescimento da logística no Brasil.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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