Logística

Cosco converte porta-contêineres para propulsão dupla de metanol e reforça aposta em combustíveis alternativos

Conversão inédita na frota da Cosco Shipping

O navio porta-contêineres Cosco Shipping Libra, com capacidade nominal de 20.119 TEUs, retornou ao serviço após passar por quatro meses de conversão para propulsão dupla de metanol. A embarcação, construída em 2018, é a primeira da companhia a ser adaptada para esse tipo de combustível alternativo, segundo dados do Alphaliner.

A modernização foi realizada no estaleiro da Ilha Changxing, operado pela Cosco Shipping Heavy Industry (CHI), braço de construção naval do grupo. O projeto envolveu a adaptação do motor principal MAN B&W 11S90ME-C10.5 para o modelo MAN B&W 11S90ME-LGIM10.5, compatível com metanol, além da atualização dos motores auxiliares, instalação de um tanque de grande porte para o novo combustível e inclusão de sistemas adicionais de tubulação.

Impacto na capacidade de carga

Por conta da menor densidade energética do metanol, o tanque ocupa parte significativa do espaço do navio, reduzindo sua capacidade de transporte. Embora a Cosco ainda não tenha divulgado números oficiais, o Alphaliner estima que o Cosco Shipping Libra tenha agora capacidade de aproximadamente 19.700 TEUs, contra os 20.119 originais.

Movimento global por navios movidos a metanol

A Cosco segue a tendência já adotada por outras grandes operadoras. Em 2024, a Maersk converteu o porta-contêineres Maersk Halifax (15.282 TEUs), incluindo a extensão do casco de 353 para 367 metros para compensar a perda de espaço causada pelos tanques de metanol.

O Cosco Shipping Libra é classificado como um Megamax-23, com 399,80 metros de comprimento e 58,60 metros de boca (23 fileiras). Construído no Estaleiro Dalian (DSIC) e entregue em julho de 2018, faz parte de uma série de cinco navios-irmãos produzidos pela DSIC e pela CSSC Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding.

Expansão da frota pronta para combustíveis alternativos

Apesar de ser o primeiro navio convertido para metanol da Cosco, a empresa já opera embarcações com tecnologia de combustível duplo. Em junho de 2025, recebeu o Cosco Shipping Yangpu (16.136 TEUs), o primeiro de uma frota superior a 20 navios prontos para metanol, atualmente em construção nos estaleiros Cosco e DACKS.

Após a conversão, o Cosco Shipping Libra voltou a integrar o serviço Ásia-Europa ‘NEU2’ (AEU3) da Ocean Alliance, que conta com navios MGX-23 e MGX-24 da Cosco Shipping Lines e embarcações fretadas internamente por sua subsidiária OOCL.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cosco

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina destacam parceria estratégica no ComexTech Forum 2025

No último dia 17, durante o ComexTech Forum 2025, em São Paulo, a PLEX e a Tramontina Logistics apresentaram os avanços de uma parceria que promete transformar o caminho da internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no competitivo mercado norte-americano. 

Segundo Luciano Zucki, Co-Founder & Director da Plex, o grande diferencial da união entre as empresas está em somar forças e expertises. “Essa parceria é baseada na fortaleza que cada empresa tem. A PLEX contribui com a logística internacional, com o desembaraço aduaneiro de todos os embarques e a entrega até a Tramontina. Já a Tramontina cuida da distribuição e da abertura de canais de venda. Estamos formatando um projeto para alavancar isso e estamos muito contentes com o potencial que podemos desenvolver juntos”, destacou Zucki.

Para ele, a presença no ComexTech Forum representou uma oportunidade importante de dar visibilidade a esse trabalho conjunto. “Além de encontrar agentes e clientes diretos, mostramos a estrutura que temos em Houston e a parceria sólida que estamos construindo”, acrescentou.

A experiência da Tramontina nos EUA como referência

Com mais de 40 anos de atuação no mercado americano, a Tramontina se tornou um exemplo de internacionalização. Agora, a estratégia é compartilhar essa experiência com empresas brasileiras que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.

De acordo com Diego Santos, Business Development Director da Tramontina Logistics nos EUA, a proposta é oferecer uma solução completa. “Nosso projeto é pegar empresas parceiras e mostrar como a Tramontina alcançou sucesso no mercado americano. Não basta apenas exportar, é preciso se internacionalizar, ter presença no país, representação comercial, distribuição e a própria marca estabelecida”, afirmou.

Nesse cenário, a PLEX exerce papel fundamental. “A PLEX já nos apoia no agenciamento de carga e liberação aduaneira. Agora, faz parte do pacote completo que podemos oferecer. É o casamento perfeito: a Tramontina cuida da armazenagem e da distribuição, e a PLEX garante que a carga chegue com segurança. Assim conseguimos apoiar o cliente desde o Brasil até a porta do consumidor nos EUA”, explicou Santos.

Desafios da logística global

Durante o evento, Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos EUA, destacou os gargalos da logística internacional e reforçou a importância de parcerias estratégicas. “Hoje, os maiores desafios estão no supply chain concentrado na Ásia, nas questões geopolíticas e nas deficiências de infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária no Brasil. Tudo isso impacta custos, prazos e compromissos globais”, pontuou.

Para Borges, a colaboração com a PLEX vai além da operação logística. “Não se trata apenas de contratos ou transações. Juntos, criamos um ecossistema de suporte para empresas brasileiras que desejam se estabelecer nos Estados Unidos, envolvendo assessoria legal, fiscal, marketing e vendas. Nosso objetivo é oferecer um apoio estruturado e de longo prazo, valorizando a marca Brasil no exterior”, concluiu.

Parceria estratégica

A parceria entre PLEX International Logistics e Tramontina Logistics, iniciada em 2021, evoluiu de alguns processos de desconsolidação e desembaraço aduaneiro para quase 90% das operações da Tramontina. Hoje, oferecem soluções completas em logística internacional, armazenagem e distribuição estratégica.

A Tramontina Logistics possui 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades no mundo. Sua maior operação internacional fica em Sugar Land (Texas), responsável por 31% dos colaboradores no exterior e pelo atendimento a grandes varejistas como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot. A infraestrutura inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, além de cross-docking, dropshipping (30 mil caixas/dia) e soluções digitais em tempo real.

Já a PLEX International Logistics, sediada em Doral (Flórida), é especializada em transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos EUA, mantém raízes brasileiras em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua presença global.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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