Transporte

Acordo de céus abertos entre Brasil e Hong Kong amplia oportunidades no transporte aéreo

Brasil e Hong Kong finalizaram as negociações para um novo Acordo de Serviços Aéreos, que estabelece um modelo de céus abertos entre os dois mercados. O entendimento foi concluído durante reunião realizada no Rio de Janeiro entre o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e o secretário adjunto principal do Departamento de Transportes e Logística de Hong Kong, Wong Chun-to.

As tratativas se estendiam desde 2015 e resultaram em um acordo alinhado à política brasileira de expansão e liberalização do transporte aéreo internacional.

Novo acordo elimina restrições operacionais

O instrumento firmado prevê maior liberdade para as companhias aéreas designadas por ambos os lados. Com o regime de céus abertos, as empresas poderão operar sem limitações de capacidade ou restrições quanto ao número de frequências de voos.

Além disso, o acordo estabelece um quadro de rotas flexível e amplia os direitos de tráfego aéreo até a chamada quinta liberdade do ar, mecanismo que permite às companhias realizar voos entre países terceiros durante suas operações internacionais.

A medida abre espaço para novas estratégias comerciais e maior integração entre os mercados de aviação de Brasil e Hong Kong.

Conectividade internacional deve ganhar impulso

Segundo a Anac, a expectativa é que o novo acordo fortaleça as relações aerocomerciais entre os dois destinos e estimule a criação de novas ligações aéreas.

A ampliação da conectividade internacional poderá favorecer tanto o transporte de passageiros quanto o de cargas, aumentando as opções de deslocamento e impulsionando atividades econômicas ligadas ao comércio e ao turismo.

Memorando atualiza cooperação entre as partes

Durante o encontro, também foi assinado um novo Memorando de Entendimento que consolida e atualiza os compromissos anteriormente estabelecidos entre Brasil e Hong Kong.

O documento substitui o acordo firmado em 2009 e suas alterações posteriores, incorporando diretrizes mais alinhadas às práticas regulatórias atuais do setor aéreo.

De acordo com a Anac, a iniciativa reforça o compromisso com um ambiente regulatório moderno, eficiente e compatível com os padrões internacionais da aviação civil.

Estratégia busca fortalecer presença global do Brasil

A celebração de acordos de céus abertos faz parte da estratégia brasileira de ampliar sua inserção no mercado global de transporte aéreo.

Ao reduzir barreiras operacionais e ampliar a liberdade de atuação das empresas aéreas, esse tipo de instrumento contribui para aumentar a oferta de voos, estimular a concorrência e melhorar os serviços disponibilizados aos usuários.

Além dos benefícios para passageiros e empresas, a ampliação da conectividade é vista como um fator importante para o desenvolvimento econômico e a atração de investimentos.

Com a conclusão das negociações, o texto seguirá agora os procedimentos formais necessários para sua ratificação e entrada em vigor.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aeroin

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Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Carga aérea ganha foco em estudo do governo com visitas a centros logísticos em São Paulo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou nas análises sobre o setor de carga aérea no Brasil após realizar visitas técnicas a terminais aeroportuários e centros logísticos em São Paulo. A iniciativa foi conduzida em parceria com pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ação faz parte de um estudo que busca identificar gargalos, oportunidades e desafios do transporte aéreo de cargas, segmento considerado estratégico diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico no país.

Viracopos e Guarulhos concentram grande parte da movimentação

Durante três dias, técnicos do ministério e especialistas da UFSC acompanharam operações nos Terminais de Carga Aérea (TECA) dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Juntos, os dois terminais responderam por 38% da movimentação nacional de carga aérea em 2025.

Além dos aeroportos, a equipe visitou centros logísticos de grandes operadores do setor, como Amazon, DHL, Latam Airlines e Cainiao, braço logístico da AliExpress. Também entrou no roteiro a Ajun, empresa responsável pelo transporte de encomendas ligadas a plataformas digitais como Shein, Temu e Shopee.

Crescimento do e-commerce impulsiona logística aérea

O avanço do e-commerce vem ampliando a necessidade de operações mais rápidas e integradas, aumentando a relevância da logística aérea para garantir prazos menores de entrega e fortalecer a conexão entre mercados nacionais e internacionais.

A pesquisa de campo foi estruturada em quatro pilares principais: infraestrutura, sustentabilidade, segurança operacional e expansão do comércio eletrônico.

Durante as visitas, os técnicos acompanharam processos de importação e exportação, desembaraço aduaneiro e modelos operacionais utilizados por empresas do setor logístico.

Integração logística busca reduzir custos e otimizar operações

Entre os modelos avaliados pela equipe está a parceria entre a Amazon e a Azul Linhas Aéreas. O sistema permite que as cargas sejam preparadas, inspecionadas e paletizadas pela empresa de comércio eletrônico antes do embarque, seguindo os padrões exigidos pela companhia aérea.

Na prática, o modelo reduz etapas operacionais, melhora o fluxo da cadeia logística e contribui para a redução de custos no transporte de mercadorias.

Estudo deve apoiar políticas públicas para o setor

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a análise desses modelos pode servir de referência para modernizar os processos ligados à logística aeroportuária e ao transporte aéreo de encomendas no Brasil.

De acordo com ele, o governo busca compreender o funcionamento dessas operações para discutir medidas com órgãos reguladores, operadores e empresas do setor, com foco na simplificação de procedimentos e na redução de custos para consumidores e empresas.

O estudo conduzido pelo MPor pretende avaliar como o país pode se preparar para o aumento das encomendas movimentadas por plataformas digitais e operadores logísticos. A expectativa é que os dados levantados sirvam de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, ampliação da competitividade e modernização da logística aérea nacional.

FONTE: Plantão News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Plantão News

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Logística

LATAM Cargo transporta 24 mil toneladas de flores para o Dia das Mães e reforça liderança logística

A LATAM Cargo encerrou a temporada do Dia das Mães de 2026 com o transporte de 24,4 mil toneladas de flores frescas produzidas na Colômbia e no Equador. A operação reforça a posição da companhia como líder no transporte aéreo de flores da América do Sul para mercados internacionais.

O volume movimentado equivale a aproximadamente 560 milhões de hastes, o que representa uma média superior a 300 hastes transportadas por segundo durante o pico da demanda.

Operação logística envolveu mais de 430 voos dedicados

A operação aérea teve duração de 21 dias e foi coordenada principalmente a partir dos aeroportos de Bogotá, Quito e Medellín.

Durante o período, foram realizados mais de 430 voos exclusivos para atender à alta demanda da sazonalidade do setor de flores.

Para sustentar o volume, a companhia mais que dobrou o efetivo de equipes em solo nos principais hubs logísticos, reforçando áreas de rampa, armazenagem e controle operacional.

Integração operacional foi decisiva para eficiência

Segundo a empresa, o desempenho da operação foi resultado do alinhamento antecipado entre equipes comerciais e operacionais, permitindo planejamento detalhado de recursos em todas as etapas da cadeia logística.

Esse modelo de gestão possibilitou maior precisão no recebimento, armazenamento e embarque das cargas, reduzindo riscos de atrasos durante o período de maior movimentação.

O diretor comercial internacional para a América do Sul da LATAM Cargo, Claudio Torres Faini, destacou que a estratégia garante previsibilidade tanto para produtores quanto para importadores.

Segundo ele, o modelo operacional permite que exportadores confiem na entrega no prazo e em condições adequadas, enquanto compradores mantêm segurança no cumprimento de compromissos comerciais.

Cresce demanda por flores sul-americanas em novos mercados

Embora os Estados Unidos sigam como principal destino das exportações, a operação registrou crescimento expressivo em rotas para a Oceania, Europa, Chile e Brasil.

A diversificação dos destinos indica aumento da demanda global por flores frescas da América do Sul, especialmente em mercados considerados não tradicionais para o setor.

Frota integrada sustenta operação de carga aérea

Atualmente, a operação de carga da LATAM é realizada pelas unidades LATAM Cargo Chile, LATAM Cargo Colombia e LATAM Cargo Brasil.

O grupo opera uma frota conjunta de 20 aeronaves cargueiras e também utiliza os porões dos aviões de passageiros para ampliar a capacidade de transporte de carga em períodos de alta demanda.

FONTE: AeroIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AeroIn

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Aeroportos

Floripa Airport Cargo registra crescimento recorde no 1º trimestre de 2026

O Floripa Airport Cargo iniciou 2026 com resultados históricos na movimentação de cargas, consolidando sua posição como um dos principais polos de logística aérea no Brasil. O terminal encerrou o primeiro trimestre com desempenho recorde, refletindo a expansão registrada ao longo de 2025.

Crescimento expressivo nas rotas internacionais

Um dos principais destaques do período foi o avanço nas operações com a Europa. A rota Florianópolis–Frankfurt, operada pela Latam Cargo, apresentou aumento de 18% no volume transportado. A conexão conta com duas frequências semanais e fortalece o fluxo entre Santa Catarina e o mercado europeu.

Além disso, o terminal opera atualmente seis voos cargueiros por semana, incluindo ligações com Miami e a Alemanha. Rotas de passageiros para destinos como Panamá e Lisboa também contribuem para o transporte de cargas, ampliando a capacidade logística.

Resultado acompanha desempenho histórico de 2025

O bom desempenho em 2026 segue a tendência observada no ano anterior. Em 2025, o aeroporto registrou o maior crescimento do país na importação de cargas, com alta de 10% em relação a 2024. O resultado foi baseado em dados públicos divulgados por concessionárias aeroportuárias e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Investimentos e eficiência operacional explicam avanço

De acordo com a concessionária responsável pelo aeroporto, o crescimento está diretamente ligado a investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária, ampliação de rotas e ganhos em eficiência operacional. O foco em cargas de alto valor agregado, integradas a cadeias globais de suprimentos, também contribui para o avanço do terminal.

Destaque nacional no setor de cargas

Com a combinação de novos serviços, localização estratégica e forte atividade econômica regional, o Floripa Airport Cargo se consolida como um importante hub logístico, ampliando sua relevância no cenário da aviação de cargas brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Logística

Aeronave híbrida de carga não tripulada da China realiza primeiro voo com sucesso

A aeronave híbrida de carga não tripulada YH-1000S, desenvolvida integralmente na China, realizou com sucesso seu primeiro voo no município de Chongqing, no sudoeste do país. O teste inicial foi concluído nesta semana e representa um marco inédito: trata-se da primeira aeronave híbrida não tripulada de grande porte com essas características a operar no mundo.

Tecnologia híbrida de alto desempenho

Segundo a Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial, a YH-1000S utiliza um sistema híbrido de potência de alta performance, criado em parceria com um fabricante de veículos de nova energia. A tecnologia foi validada durante o voo inaugural, confirmando a eficiência do projeto em condições reais de operação.

Mais alcance e maior capacidade de carga

Em comparação com o modelo anterior, o YH-1000 — que voou pela primeira vez em maio do ano passado —, a nova aeronave não tripulada chinesa apresenta melhorias significativas. Entre os avanços estão distâncias menores de decolagem e pouso, além de maior capacidade de carga útil e alcance de voo ampliado, fatores que aumentam sua versatilidade operacional.

Aplicações no mercado global

Projetada para atender às demandas do mercado internacional, a YH-1000S pode ser empregada em diferentes áreas estratégicas. Entre as principais aplicações estão logística e transporte internacional, resgate emergencial, redução de desastres, modificação artificial do clima, além de monitoramento e supervisão marítima.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Aeroportos

DHL reposiciona operação e transforma Brasil em hub logístico da América Latina

A DHL Global Forwarding redefiniu sua estratégia logística na América Latina e colocou o Brasil como eixo central da distribuição de cargas na região. A companhia passou a priorizar os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Viracopos (VCP), em São Paulo, como hubs regionais, reduzindo a dependência histórica de Miami, nos Estados Unidos.

Com o novo modelo, a multinacional projeta um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o fim de 2026, impulsionado principalmente por segmentos de alta complexidade, como tecnologia, indústria automotiva e óleo e gás.

Nova malha logística aposta na posição estratégica do Brasil

Na prática, a DHL está substituindo o fluxo tradicional de redistribuição via América do Norte por uma estrutura centrada no território brasileiro. A decisão leva em conta fatores como a localização geográfica privilegiada, a infraestrutura aeroportuária robusta e a conectividade aérea elevada, que soma mais de 600 voos internacionais por mês.

“O Brasil reúne hoje as condições para assumir o protagonismo logístico da região”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding no país. Segundo ele, o objetivo é criar rotas mais eficientes, rápidas e competitivas, reduzindo custos e gargalos operacionais.

Menos etapas, mais segurança e eficiência

Historicamente, cargas vindas da Ásia e da Europa com destino ao Cone Sul passavam por Miami antes de seguir para outros países latino-americanos. A nova estratégia inverte esse caminho, utilizando o Brasil como ponto de triagem e redistribuição.

O modelo reduz etapas de manuseio, mantém mercadorias em zona alfandegária e diminui riscos para produtos de alto valor agregado, como componentes industriais e eletrônicos. A operação também conta com investimentos em digitalização, padronização de processos e maior controle logístico.

“A proposta é aproveitar a malha aérea existente para otimizar rotas e reduzir custos”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da DHL. Ele destaca ainda que o superávit da balança comercial brasileira, com exportações acima das importações em valor, favorece ganhos de escala.

GRU e Viracopos terão papéis complementares

No desenho operacional, os dois principais aeroportos paulistas terão funções distintas. Guarulhos se destaca pela alta frequência de voos internacionais, ideal para conexões rápidas e cargas menores. Viracopos, por sua vez, absorve volumes maiores, mantendo agilidade nas conexões e eficiência operacional.

Ambos serão base para atender setores que exigem prazo curto, precisão logística e alto nível técnico. A expectativa da empresa é alcançar ganhos de 10% a 30% em eficiência logística, consolidando o Brasil como hub para o envio de cargas da Ásia e Europa a mercados como Chile, Argentina, Colômbia e Peru.

Com a ampliação dessa estratégia, a DHL aposta que o Brasil deixará de ocupar uma posição periférica na cadeia global para se firmar como um centro logístico latino-americano de referência.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerard Bottino/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

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Logística

Latam Cargo expande operação doméstica no Brasil para atender alta do e-commerce

A Latam Cargo Brasil, divisão de cargas do Grupo Latam Airlines, ampliou significativamente sua operação doméstica para acompanhar o aumento da demanda do varejo no fim do ano. Impulsionada pela Black Friday e pelo Natal, a empresa adicionou mais de 2,4 mil partidas em novembro, um avanço equivalente a 12,3% de crescimento de capacidade, o que representa cerca de 3,8 milhões de quilos adicionais transportados.

A expansão envolve novas rotas, aumento de frequências, reforço de equipes e ampliação da frota de entregas domiciliares, consolidando a Latam Cargo como um dos principais operadores logísticos do e-commerce brasileiro.

Crescimento estratégico para garantir agilidade nas entregas
Segundo o diretor da unidade, Otávio Meneguette, a companhia está preparada para atender o pico do varejo com rapidez e segurança. Ele destaca que o investimento em tecnologia, aliado à ampliação da malha doméstica, reforça o compromisso da empresa em oferecer soluções logísticas integradas e eficientes.

A Latam também destaca que a integração entre voos de passageiros e cargueiros é fundamental para garantir eficiência operacional e ampliar a capacidade de atendimento ao comércio eletrônico.

Novas rotas domésticas e aumento de frequências
Para atender a alta demanda, a empresa incluiu novos voos na malha nacional, entre eles:

  • São Paulo/Guarulhos–Boa Vista (2 voos semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Ribeirão Preto (4 semanais)
  • Brasília–Foz do Iguaçu (4 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Natal (7 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–São Luís (4 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Belém (2 semanais)
  • Rio de Janeiro/Galeão–Curitiba (6 semanais)

Rotas já operadas também ganharam reforço, como:

  • São Paulo/Guarulhos–Teresina (+5 semanais)
  • São Paulo/Guarulhos–Natal (+5 semanais)
  • Brasília–Natal (+3 semanais)
  • Brasília–Rio/Santos Dumont (+10 semanais)
  • São Paulo/Congonhas–Recife (+11 semanais)
  • Fortaleza–Belém (+4 semanais)
  • Rio/Santos Dumont–Brasília (+8 semanais)

Mais profissionais, mais cidades e frota ampliada
Para sustentar o aumento das operações, a Latam Cargo contratou mais de 100 novos profissionais, além de mobilizar equipes terceirizadas e reforçar bases regionais. A frota dedicada à entrega domiciliar também cresceu 25%, permitindo a inclusão de 70 novas cidades, totalizando 9 milhões de habitantes adicionais atendidos.

Investimentos em tecnologia e modernização da operação
No principal hub da empresa, no Aeroporto de Guarulhos, a Latam instalou seu primeiro sistema de sorterização automatizada, capaz de processar até 72 mil pacotes por dia, com leitura automática de códigos, medição a laser e integração completa aos sistemas da companhia. O equipamento faz parte de um plano de R$ 10 milhões investidos ao longo dos últimos três anos na modernização da operação doméstica.

Entre as melhorias realizadas no período, destacam-se:

  • Aumento de 50% da capacidade do hub de Guarulhos, hoje com mais de 2,9 mil m² dedicados ao e-commerce;
  • Lançamento do serviço éFácil, voltado a entregas rápidas de pequenos pacotes;
  • Parceria estratégica com a Amazon, cobrindo 19 estados;
  • Expansão integrada da malha entre aviões de carga e passageiros.

Resultado: entregas mais rápidas e clientes mais satisfeitos
Graças às melhorias operacionais, 70% das encomendas originadas em Congonhas e Guarulhos foram entregues em até 48 horas no primeiro semestre de 2025 — mais que o dobro do desempenho registrado em 2024.

A evolução refletiu também no índice de satisfação dos clientes: o NPS da Latam Cargo cresceu 25 pontos percentuais, impulsionado por avanços em atendimento, rastreamento e cumprimento de prazos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

PLEX Internacional participa da LABACE e reforça papel estratégico da logística na aviação executiva

A PLEX Internacional marcou presença na LABACE – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition, realizada nos dias 05, 06 e 07 de agosto, no Campo de Marte, em São Paulo — o maior evento de aviação geral da América Latina. A feira reuniu os principais players do setor para apresentar inovações, tendências e oportunidades de negócios. “Acreditamos que esse é o espaço ideal para entender as novas demandas da aviação executiva, antecipar movimentos de mercado e, claro, apresentar tudo o que a Plex tem feito para entregar valor real aos nossos clientes. Nosso propósito com essa presença é fortalecer parcerias, gerar conexões e mostrar o quanto a logística pode ser estratégica para o crescimento da aviação executiva”, afirma Luciano Zucki, Business Development Director da PLEX.

A empresa vive o segmento aeronáutico todos os dias, com atuação no transporte e logística internacional de peças, apoio a oficinas de reparo, soluções OAG e atendimento dedicado à frota de jatos executivos. O diferencial está na agilidade, no conhecimento técnico e na capacidade de oferecer soluções sob medida para cada cliente. ”Trabalhamos com quem não pode parar e sabemos o que está em jogo quando uma aeronave está no solo esperando por uma peça”, reforça Zucki.

O potencial da aviação executiva no Brasil é expressivo. Segundo dados da ANAC, o país conta com uma frota de mais de 1.100 jatos executivos e pouco mais de 2.000 helicópteros — a segunda maior frota do mundo.

Para a PLEX, participar da LABACE é uma oportunidade de acompanhar tendências, antecipar movimentos de mercado e contribuir para que essa frota continue operando com segurança, agilidade e precisão.

A feira, reconhecida por ir além de contratos e números, é uma celebração da aviação geral e um ponto de encontro de profissionais, compradores e apaixonados pelo setor. Em sua exposição estática, é possível conhecer de perto as principais inovações das aeronaves, descobrir evoluções tecnológicas, ampliar relacionamentos e ter acesso exclusivo a lançamentos dos maiores fabricantes do mundo.

Com sua participação, a PLEX reforça o compromisso de evoluir junto com a aviação executiva, lado a lado com os principais players do mercado, garantindo que cada operação logística seja sinônimo de eficiência e confiabilidade.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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