Informação

Brasil quer ampliar participação na produção de minerais críticos para 12,2% até 2050

O governo federal pretende elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A meta integra o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), documento que estabelece as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento do setor mineral nas próximas décadas.

A proposta será apresentada ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e marca uma nova estratégia para fortalecer a posição brasileira em um mercado considerado essencial para o futuro da economia global.

Plano prioriza minerais estratégicos para a indústria

Os minerais críticos são matérias-primas indispensáveis para segmentos como transição energética, fabricação de baterias, semicondutores, fertilizantes, tecnologia, defesa e indústria de transformação.

Entre os recursos minerais contemplados estão lítio, terras raras, níquel, cobre, grafita, fosfato e potássio, conforme a classificação adotada pelo governo.

A iniciativa surge em um cenário de crescente competição internacional por cadeias de suprimento mais diversificadas, reduzindo a dependência da China, que concentra parte significativa do processamento global desses minerais, especialmente de terras raras e ímãs permanentes.

Investimentos em pesquisa mineral devem crescer

Segundo o diagnóstico apresentado pelo governo, o Brasil possui reservas expressivas e já ocupa posição relevante na produção mineral mundial. No entanto, ainda há desafios para ampliar a pesquisa geológica, o beneficiamento dos minérios e a agregação de valor dentro do país.

Como parte dessa estratégia, o PNM 2050 prevê aumentar os investimentos anuais em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o potencial geológico brasileiro e transformar novas áreas em empreendimentos economicamente viáveis.

Governo quer fortalecer a industrialização do setor mineral

Outro objetivo do plano é elevar a participação da indústria de transformação mineral no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, passando de 51,5% para 65%.

Na prática, a proposta busca reduzir a exportação de matérias-primas com baixo nível de processamento e estimular a produção nacional de insumos de maior valor agregado, fortalecendo a cadeia produtiva brasileira.

Redução da burocracia também faz parte das metas

O governo também pretende diminuir o tempo médio de análise dos processos minerários. A meta é reduzir o prazo de 1.563 dias para 780 dias, atendendo a uma das principais demandas do setor privado, que aponta a lentidão regulatória como um dos maiores obstáculos para a implantação de novos projetos.

Plano ainda será detalhado

Apesar das metas estabelecidas, o PNM 2050 funciona como um documento de planejamento estratégico. Após sua publicação, o governo terá até 180 dias para apresentar um Plano de Metas e Ações, que definirá cronogramas, responsáveis, prioridades e mecanismos de financiamento para viabilizar as medidas previstas.

Paralelamente, o Congresso Nacional debate um novo marco legal para os minerais críticos. Um projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados propõe mecanismos para incentivar pesquisas, ampliar o acesso ao financiamento, promover a agregação de valor e fortalecer a rastreabilidade da produção mineral. O texto ainda depende de análise do Senado.

Na avaliação do governo, a exploração dos minerais críticos ganhou importância estratégica diante das transformações da economia mundial. A intenção é evitar que o Brasil permaneça apenas como exportador de matéria-prima, ampliando sua presença nas etapas de processamento, desenvolvimento tecnológico e industrialização desses recursos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Internacional

Minerais críticos: União Europeia amplia apoio ao Brasil para desenvolver cadeia de valor

A União Europeia (UE) sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo investimentos em processamento, refino, transferência de tecnologia e qualificação profissional.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o 2º Fórum de Investimento UE-Brasil sobre o Acordo de Associação UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, o objetivo é contribuir para que o país avance além da exportação de matéria-prima, ampliando sua participação nas etapas de maior valor agregado da indústria mineral.

UE quer fortalecer produção e industrialização de minerais estratégicos

A proposta prevê apoio à instalação e expansão de atividades ligadas ao processamento de minerais, ao refino local e ao compartilhamento de conhecimento tecnológico.

De acordo com Síkela, a estratégia europeia busca criar oportunidades para que o Brasil fortaleça sua capacidade industrial no setor, ao mesmo tempo em que amplia a formação de mão de obra especializada.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para diversificar o fornecimento de minerais estratégicos, considerados fundamentais para segmentos como transição energética, mobilidade elétrica, tecnologias digitais e indústria de defesa.

Brasil ganha relevância no mercado global de minerais críticos

O Brasil possui algumas das maiores reservas de recursos minerais considerados essenciais para a economia do futuro, incluindo terras raras, lítio e níquel.

Nos últimos anos, a demanda internacional por esses insumos cresceu significativamente, impulsionada pelo avanço das energias renováveis, da eletrificação dos transportes e da digitalização da economia.

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem defendido a ampliação do processamento interno desses minerais, com o objetivo de gerar empregos qualificados, estimular a inovação tecnológica e aumentar o valor agregado das exportações.

Projetos em Minas Gerais são destaque na cooperação

Durante sua passagem pelo Brasil, o comissário europeu destacou iniciativas voltadas ao processamento de terras raras em Minas Gerais como exemplos concretos do potencial de colaboração entre empresas brasileiras e europeias.

A União Europeia também avalia mecanismos que possam facilitar a entrada de investimentos privados em projetos considerados estratégicos, além de instrumentos para reduzir riscos e ampliar a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Disputa global por minerais impulsiona novas parcerias

O fortalecimento da cooperação ocorre em um momento de crescente competição internacional pelo acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a economia de baixo carbono.

Diversos países e blocos econômicos têm buscado reduzir sua dependência de cadeias globais de suprimentos e garantir acesso seguro a recursos fundamentais para a produção de baterias, equipamentos tecnológicos e sistemas de energia limpa.

Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro estratégico devido à abundância de reservas minerais e ao potencial de expansão de sua indústria de transformação.

Acordo UE-Mercosul reforça aproximação econômica

As declarações de Jozef Síkela também refletem o interesse europeu em aprofundar as relações econômicas com o Brasil e acelerar a implementação do acordo UE-Mercosul.

Considerado um dos mais relevantes pactos comerciais já negociados pelas duas regiões, o acordo é visto como uma ferramenta para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular o comércio entre os países envolvidos.

A cooperação na área de minerais críticos surge como um dos setores com maior potencial de crescimento dentro dessa nova fase de integração econômica.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Nacional

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Informação

Baterias de sódio podem revolucionar o setor energético e desafiar o domínio do lítio

As baterias de sódio estão surgindo como uma das principais apostas para transformar o futuro da energia global. De acordo com uma análise divulgada pelo Morgan Stanley, a tecnologia tem potencial para remodelar cadeias produtivas, impulsionar a eletrificação em larga escala e reduzir a dependência de matérias-primas estratégicas utilizadas atualmente na fabricação de baterias.

No relatório intitulado “Sal: o novo petróleo”, o banco destaca que o sódio, abundante e de baixo custo, pode assumir um papel semelhante ao que o petróleo desempenhou durante décadas na economia mundial, abrindo caminho para uma nova fase de desenvolvimento industrial e energético.

Mercado pode alcançar trilhões de watts-hora até 2035

Embora ainda esteja em estágio inicial de expansão, o mercado de armazenamento de energia com baterias de sódio apresenta perspectivas expressivas de crescimento.

As projeções do Morgan Stanley apontam para uma capacidade global de cerca de 830 gigawatts-hora (GWh) até 2030. Em 2035, esse volume poderá alcançar 2,4 terawatts-hora (TWh), com possibilidade de chegar a 3,7 TWh em cenários mais otimistas.

O avanço da tecnologia deve movimentar aproximadamente US$ 800 bilhões em investimentos ao longo da próxima década, abrangendo desde a produção de insumos até a expansão da infraestrutura elétrica e da indústria de armazenamento energético.

Menor custo e maior segurança energética impulsionam adoção

Um dos principais diferenciais das baterias de sódio é o custo competitivo. Segundo o relatório, a tecnologia pode ser entre 30% e 40% mais barata que as baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), atualmente amplamente utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento.

Além da vantagem econômica, o sódio oferece maior disponibilidade global, reduzindo a dependência de minerais concentrados em poucos países, como lítio, cobre e grafite. Esse fator ganha relevância diante do crescimento da demanda energética impulsionada pela inteligência artificial, centros de dados e expansão da mobilidade elétrica.

Outro ponto destacado é o desempenho superior em baixas temperaturas, característica que amplia o potencial de utilização em regiões de clima frio.

Três setores devem liderar a transformação

A análise identifica três segmentos com maior potencial de adoção da nova tecnologia nos próximos anos:

Armazenamento de energia

O setor de energy storage systems (ESS) aparece como principal motor de crescimento. O menor custo das baterias pode tornar economicamente viáveis projetos de armazenamento em larga escala, fortalecendo a estabilidade das redes elétricas.

Frotas comerciais

Empresas de transporte e logística podem acelerar a substituição de veículos movidos a diesel por alternativas elétricas, aproveitando os ganhos de eficiência e redução de custos operacionais.

Veículos compactos

No mercado automotivo, a tecnologia tende a ganhar espaço em carros de menor porte e custo reduzido, onde a autonomia máxima não é o principal critério de compra.

Avanço do sódio pode pressionar mercado de lítio

A expansão das baterias de sódio também representa um desafio para a indústria tradicional de baterias. O Morgan Stanley estima que a tecnologia poderá responder por cerca de 20% do mercado global até 2030 e alcançar até 37% em 2035.

Com isso, a demanda por compostos de lítio pode sofrer desaceleração, especialmente em aplicações relacionadas ao armazenamento de energia e veículos de entrada.

Embora o banco ainda projete forte consumo de lítio no curto prazo, uma mudança estrutural pode começar a ganhar força a partir de 2027, com reflexos sobre preços e investimentos no setor.

Além do lítio, fabricantes ligados às cadeias de cobre e grafite também poderão sentir os impactos, já que as baterias de sódio utilizam materiais alternativos, como alumínio e novas soluções à base de carbono.

China lidera corrida tecnológica

O relatório aponta a China como principal protagonista no desenvolvimento e na adoção comercial das baterias de sódio. O país já concentra investimentos relevantes e possui vantagem competitiva na produção em larga escala.

Enquanto isso, Estados Unidos e Europa avançam de forma mais gradual, buscando ampliar sua participação em uma tecnologia considerada estratégica para a segurança energética e a competitividade industrial.

Nova era energética pode redefinir mercados globais

Para os analistas do Morgan Stanley, o impacto das baterias de sódio vai além do setor elétrico. A combinação entre baixo custo, abundância de matéria-prima e menor dependência geopolítica pode acelerar a transição energética e criar novas oportunidades econômicas em escala global.

A expectativa é que a tecnologia deixe de ser vista apenas como alternativa ao lítio e passe a ocupar posição central na próxima geração de soluções energéticas, influenciando decisões de governos, investidores e grandes indústrias ao redor do mundo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP

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Comércio Exterior

Japão negocia acordo com Mercosul para ampliar compra de petróleo e exportação de carros

O Japão prepara o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, em uma estratégia voltada à diversificação do fornecimento de petróleo, minerais críticos e à ampliação do mercado para a indústria automobilística japonesa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa asiática, o governo japonês pretende avançar nas tratativas com os países do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Japão busca ampliar relações comerciais com o Mercosul

As negociações devem ganhar força durante a cúpula do G7, prevista para meados de junho, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do Brasil, Tóquio pretende acelerar conversas com os demais integrantes do Mercosul para consolidar um acordo comercial abrangente.

Com quase 300 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto superior a US$ 3 trilhões, o bloco sul-americano é visto pelo Japão como um mercado estratégico em expansão.

Segurança energética impulsiona interesse japonês

A busca por novos fornecedores de energia e matérias-primas ganhou prioridade para o governo japonês diante das tensões geopolíticas internacionais.

Historicamente dependente do Oriente Médio para abastecimento de petróleo, o Japão passou a reforçar sua estratégia de diversificação após os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz e os conflitos na região do Irã.

Além disso, o país asiático também busca reduzir sua dependência da China no fornecimento de terras raras e outros minerais estratégicos utilizados pela indústria tecnológica e automotiva.

Nesse cenário, o Brasil surge como parceiro relevante por ser um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e possuir grandes reservas de minerais críticos. Já a Argentina se destaca na produção de lítio, matéria-prima fundamental para baterias de veículos elétricos.

Setor automotivo japonês pressiona por acordo

Outro ponto central das negociações envolve a redução de tarifas para produtos industriais japoneses, principalmente veículos e autopeças.

Atualmente, os produtos japoneses enfrentam taxas médias superiores a 13% no Brasil e na Argentina, cenário considerado um entrave para a competitividade das montadoras asiáticas na América do Sul.

A indústria automobilística japonesa teme perder espaço diante do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que pode favorecer fabricantes europeias no mercado sul-americano.

Entidades empresariais do Japão e do Brasil já demonstraram apoio formal à abertura das negociações. Em declaração conjunta divulgada em março de 2025, representantes industriais defenderam o fortalecimento das cadeias globais de suprimentos e maior integração econômica entre os países.

Carne bovina pode ser principal ponto de impasse

Apesar do interesse mútuo, o setor agropecuário deve representar um dos temas mais delicados das negociações.

O Japão mantém uma indústria pecuária relativamente pequena e enfrenta preocupações internas sobre o impacto da entrada de carne bovina estrangeira no mercado local.

Brasil e Argentina estão entre os maiores produtores mundiais de carne bovina, o que aumenta a sensibilidade do tema dentro da política agrícola japonesa.

Mesmo assim, integrantes do governo japonês avaliam que o momento exige maior abertura comercial diante da necessidade de fortalecer cadeias globais de fornecimento e reduzir vulnerabilidades estratégicas.

Comércio entre Japão e Mercosul ainda tem espaço para crescer

Apesar do potencial econômico, o volume de comércio entre Japão e Mercosul ainda representa uma parcela pequena das operações japonesas no mercado internacional.

No ano fiscal de 2025, as exportações japonesas para o bloco somaram cerca de US$ 5,9 bilhões, enquanto as importações chegaram a aproximadamente US$ 9,4 bilhões.

Os números equivalem a menos de 2% do comércio exterior total do Japão, indicando amplo espaço para expansão nas relações comerciais entre os dois mercados.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Megaporto de Corío pode transformar logística da América do Sul com apoio da Índia

O governo do Peru avançou nas negociações com grupos empresariais da Índia para viabilizar a construção do Megaporto de Corío, na região de Arequipa. O projeto é considerado estratégico para ampliar a integração comercial da América do Sul com o mercado asiático e fortalecer o escoamento de minerais críticos pelo Oceano Pacífico.

A proposta prevê a criação de um dos maiores complexos portuários da região, com capacidade para receber navios de grande porte graças à profundidade natural de 28 metros.

Estrutura permitirá operação de grandes embarcações

O futuro terminal portuário foi planejado para atender cargueiros de alto calado e ampliar a capacidade logística sul-americana.

As estimativas indicam que o porto poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de cargas por ano, consolidando-se como uma alternativa estratégica para o transporte marítimo internacional.

O empreendimento surge como opção privada frente a outros polos logísticos do continente e busca garantir fluxo contínuo de exportações minerais para a Ásia.

Projeto mira exportação de minerais estratégicos

O Megaporto de Corío deve se tornar uma importante plataforma para o envio de cobre, lítio e ouro produzidos na América do Sul.

Além da produção peruana, a estrutura também poderá atender cargas vindas da Bolívia, Argentina e Chile, fortalecendo a integração regional no setor mineral.

A Índia, que amplia investimentos em setores como semicondutores e veículos elétricos, busca assegurar fornecimento estável de matérias-primas estratégicas para sua indústria.

Corredor logístico pode beneficiar agronegócio brasileiro

O projeto também prevê integração logística com rotas de exportação agrícola do Brasil.

A localização de Arequipa é considerada estratégica para conectar diferentes corredores comerciais do continente, facilitando o transporte de produtos agroindustriais e minerais até os mercados asiáticos.

Além disso, o porto poderá desempenhar papel importante no chamado “triângulo do lítio”, região formada por Argentina, Bolívia e Chile, responsável por grande parte das reservas globais do mineral.

Investimento pode chegar a US$ 7 bilhões

A construção do porto deve exigir investimentos estimados em cerca de US$ 7 bilhões, dentro de um modelo totalmente privado.

Segundo autoridades peruanas, o formato dará maior autonomia operacional aos investidores indianos envolvidos no projeto.

Atualmente, a proposta está em fase de avaliação técnica pela ProInversión, agência responsável por promover investimentos no Peru.

Acordo comercial deve acelerar negociações

O avanço definitivo do empreendimento depende da conclusão de um Tratado de Livre Comércio entre Peru e Índia.

A corrida global pelo controle das cadeias de fornecimento de minerais críticos tem impulsionado novas alianças econômicas e estratégicas entre países produtores e grandes consumidores de recursos naturais.

Nesse cenário, o Megaporto de Corío ganha relevância como peça-chave para o comércio internacional e para a logística do Pacífico sul-americano.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Informação

Terras raras colocam Brasil no centro das cadeias globais e impulsionam debate estratégico

O Brasil vive um momento decisivo no setor de minerais críticos, com a combinação de novos aportes internacionais em projetos de terras raras e a tramitação do Projeto de Lei nº 2.780/2024. A proposta, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, deve ter seu relatório apresentado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, abrindo caminho para votação.

A iniciativa busca estabelecer diretrizes e incentivos para ampliar não apenas a extração, mas também o processamento desses recursos no país, tema central para a inserção brasileira nas cadeias globais de valor.

Minerais estratégicos e transição energética

Recursos como terras raras, lítio e grafite são fundamentais para setores como energia limpa, mobilidade elétrica e tecnologias digitais. Apesar da abundância global, a cadeia produtiva desses insumos ainda é concentrada, com destaque para a liderança da China nas etapas de processamento — justamente onde se concentra maior valor econômico.

Nesse cenário, o posicionamento do Brasil vai além da produção mineral: envolve a capacidade de avançar em segmentos industriais de maior valor agregado.

Papel do capital estrangeiro no setor mineral

A presença de investidores internacionais em projetos no Brasil segue a dinâmica global da mineração, que exige altos volumes de capital, tecnologia avançada e prazos longos de maturação.

Em geral, empreendimentos em estágio inicial atraem investidores dispostos a assumir maiores riscos, enquanto projetos mais próximos da produção demandam estruturas financeiras mais robustas. Esse movimento reflete a lógica econômica do setor, mais do que uma estratégia vinculada à origem do capital.

Desafio: agregar valor à produção nacional

Para o Brasil, a principal questão não é limitar a entrada de recursos externos, mas direcionar essa participação para ampliar a agregação de valor. O objetivo é avançar além da extração, investindo em etapas como beneficiamento, refino e produção de insumos industriais.

Esse avanço depende de fatores como escala produtiva, financiamento e acesso à tecnologia — elementos que podem ser potencializados por parcerias internacionais.

Projeto de lei pode redefinir estratégia nacional

O PL 2.780/2024 surge como peça-chave nesse processo. A proposta prevê incentivos econômicos, melhorias regulatórias e estímulo à industrialização dos minerais, criando um ambiente mais favorável para investimentos em etapas de maior complexidade.

Entre os possíveis impactos estão a redução de custos para transferência de tecnologia e o fortalecimento da coordenação institucional, fatores que podem ampliar a competitividade do país.

Lições internacionais e próximos passos

Experiências globais mostram que o avanço nas cadeias de minerais estratégicos não depende de isolamento, mas de integração qualificada. O caso chinês ilustra como investimentos contínuos em processamento e tecnologia podem transformar a posição de um país no mercado global.

O Brasil reúne vantagens importantes, como disponibilidade de recursos e interesse internacional. No entanto, a consolidação de uma estratégia eficaz dependerá da implementação de políticas que incentivem a industrialização e ampliem a participação nacional nas etapas de maior valor.

Com a tramitação do projeto em curso, o país caminha para definir não apenas sua presença, mas o nível de protagonismo nas cadeias globais ligadas à transição energética.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Negócios

IDB Invest financia expansão da produção de lítio da Rincon Mining na Argentina

O IDB Invest anunciou participação em um pacote de financiamento de até US$ 1,175 bilhão para a Rincon Mining, parte do grupo multinacional Rio Tinto, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento e a ampliação de seu projeto de lítio no Salar del Rincón, na província de Salta, Argentina.

O projeto busca aumentar a produção desse recurso estratégico global, essencial para baterias de mobilidade elétrica e armazenamento de energia, abrangendo toda a cadeia de operação: extração, processamento e infraestrutura.

Benefícios econômicos e sociais

A expansão do projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico da Argentina, especialmente em Salta, fortalecendo a produção mineral, as exportações e a integração de fornecedores locais às cadeias globais de produção. Além disso, a iniciativa deve gerar empregos formais durante a construção e operação do projeto, beneficiando trabalhadores e empresas da região.

Como parte do Triângulo do Lítio, junto com Bolívia e Chile, a Argentina detém reservas estratégicas do mineral. O aumento da produção permitirá ao país ampliar sua inserção nas cadeias globais de valor e diversificar a pauta de exportações frente à crescente demanda internacional.

Estrutura do financiamento

O pacote de US$ 1,175 bilhão inclui:

  • Empréstimo do IDB Invest de até US$ 100 milhões
  • Empréstimo da International Finance Corporation (IFC) de até US$ 400 milhões
  • Empréstimo do Export Finance Australia (EFA) de até US$ 275 milhões
  • Empréstimo do Japan Bank for International Cooperation (JBIC) de até US$ 240 milhões
  • Empréstimos cobertos pelo JBIC totalizando US$ 160 milhões, fornecidos por bancos comerciais

Além do financiamento, o IDB Invest oferecerá assessoria técnica especializada, fortalecendo gestão, governança e práticas de sustentabilidade. Isso inclui: implementação de um plano ambiental e social, adoção de padrões internacionais de mineração sustentável, desenvolvimento de cadeias de valor locais, gestão de riscos e fortalecimento das relações comunitárias.

Alinhamento estratégico com a Argentina

Segundo Viviana Alva Hart, representante do Grupo BID na Argentina:
“O apoio do IDB Invest a este projeto reafirma o potencial da Argentina como protagonista no mercado global de minerais críticos. O investimento expande a capacidade de produção de lítio, estimula economias regionais, fortalece cadeias de valor locais e promove padrões de sustentabilidade alinhados às melhores práticas internacionais.”

O projeto está alinhado à Estratégia País Argentina 2025–2028, do Grupo BID, que visa promover liberalização econômica, estimular investimentos privados e modernizar setores estratégicos, incluindo a produção de minerais críticos, impulsionando o desenvolvimento sustentável do país.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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Internacional

Chile cria gigante do lítio no Deserto do Atacama para fortalecer transição energética

Nova empresa une Codelco e SQM e consolida estratégia nacional para o lítio

O Chile, segundo maior produtor mundial de lítio, deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado global do mineral estratégico. A estatal Codelco e a mineradora privada SQM anunciaram a criação de uma nova empresa voltada à exploração de lítio no Deserto do Atacama, principal região produtora do país.

A iniciativa marca a formação da Nova Andino Litio SpA, companhia que ficará responsável pelas atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama até 2060. A operação foi aprovada pelos órgãos reguladores e deve gerar impacto positivo nos resultados financeiros da Codelco já a partir de 2025.

Parceria público-privada fortalece cadeia do lítio

O acordo estabelece que a nova empresa concentrará toda a gestão da produção de lítio na região, garantindo a continuidade dos contratos vigentes com a agência estatal Corfo e dos novos acordos previstos a partir de 2031. Como parte da negociação, a SQM transferiu à Codelco suas concessões de mineração no Salar de Maricunga, ampliando o controle estatal sobre áreas estratégicas.

A criação da Nova Andino Litio representa um dos principais movimentos da política mineral chilena voltada à transição energética, em um contexto de crescente demanda global por baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Apoio político e aval internacional

A iniciativa integra a agenda do presidente Gabriel Boric, que busca ampliar o protagonismo do Estado em setores estratégicos, sem abrir mão da participação privada. O acordo superou seu último entrave regulatório em novembro, após a aprovação da China — maior mercado consumidor de lítio do mundo.

A autorização chinesa foi concedida mediante o compromisso de manutenção dos contratos existentes e da garantia de fornecimento contínuo aos clientes do país, em condições consideradas “justas, razoáveis e não discriminatórias”.

Lítio como eixo da transição energética

O lítio é considerado um dos minerais-chave da transição energética global, sendo essencial para baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias limpas. Com a nova estrutura empresarial, o Chile reforça sua posição estratégica nesse mercado e amplia sua capacidade de atender à crescente demanda internacional.

A expectativa é que a Nova Andino Litio contribua para elevar a competitividade do país, fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a participação chilena no mercado global de minerais críticos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Morten Andersen/Bloomberg

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Internacional

Dos Minerais Críticos ao Lítio: Cresce a Presença Chinesa na América do Sul em um Contexto de Disputas Geoeconômicas

A crescente presença chinesa na mineração sul-americana abre espaço para uma integração produtiva regional voltada à transição energética, na qual o Brasil pode assumir papel estratégico ao agregar valor e tecnologia às cadeias de minerais críticos

Políticas de Estado adotadas pela China na última década, como o 14.º Plano Quinquenal (2021-2025)1 e a “Made in China 2025”, abordam a questão dos minerais críticos como um fator importante para o progresso tecnológico e a continuidade do desenvolvimento econômico do país. Setores como semicondutores, smartphones, baterias, veículos elétricos, tecnologias visando a transição energética – incluindo painéis solares e turbinas eólicas – e mesmo a indústria de defesa utilizam esses minerais como insumos para bens manufaturados.

No contexto global, as terras raras estão no centro da disputa entre Pequim e Washington. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) estima que empresas chinesas controlem 70% da produção mundial. O país asiático detém uma parcela significativa das reservas globais desses minerais, estimadas em 44 milhões de toneladas, o que corresponde a 36% do total. Além da China, outros países como os EUA, Austrália e Mianmar também têm participação nas cadeias de extração e produção do setor.

Pequim respondeu à escalada das tensões comerciais iniciadas pelo governo Trump restringindo, em abril deste ano, as exportações de sete minerais de terras raras essenciais para os EUA. Entre meados de maio e o final de junho, foi negociada uma trégua comercial temporária. Durante esse período, a China criou um “canal verde” para acelerar a concessão de licenças de exportação, enquanto os EUA concordaram em reduzir tarifas e flexibilizar restrições de vistos estudantis para cidadãos chineses. A trégua, no entanto, não eliminou completamente as restrições: as licenças ainda são exigidas e os elementos pesados especializados, cruciais para aplicações militares, continuam sob forte controle, com aprovações mais lentas das exportações da China para os Estados Unidos.

Nesse contexto de disputas geoeconômicas, vem crescendo a importância da América do Sul para as cadeias de valor lideradas por empresas chinesas de tecnologia, tendo em vista que a região é detentora de recursos como lítio, cobre, níquel-cobalto, terras raras e grafite. Alguns exemplos incluem a região do Triângulo do Lítio, localizado em partes da Argentina, do Chile e da Bolívia, que concentra cerca de 55% dos recursos globais conhecidos, o cinturão Andino do Cobre, entre Chile, Peru e Equador, com aproximadamente 40% da produção mundial do mineral, além de projetos emergentes em vários minerais, como níquel, cobalto, grafite e terras raras, no Brasil e em outros mercados.

A tabela a seguir resume alguns dos investimentos em minerais críticos capitaneados por empresas chinesas na América do Sul.

LÍTIO: DO TRIÂNGULO ARGENTINA-BOLÍVIA-CHILE ATÉ O BRASIL

A Argentina é atualmente o país com maiores investimentos externos diretos de empresas chinesas na extração de lítio na América do Sul, com destaque para a Ganfeng Lithium, que opera diversos projetos, como Mariana, Cauchari-Olaroz, Tres Quebradas e Pastos Grandes.

Por outro lado, o Chile continua sendo o maior fornecedor individual de lítio refinado para a China, com exportações de carbonato de lítio que chegaram a US$ 3,65 bilhões somente em 2023 – o equivalente a 67% das importações totais do produto pelo país asiático.

Além da Ganfeng Lithium, outras grandes empresas chinesas atuam na Argentina e no Chile, incluindo Zijin Mining Group e Tianqi Lithium, que adquiriu participação de 23,7% da gigante mineradora chilena SQM.

O Brasil possui lítio de rocha dura de alto teor no estado de Minas Gerais. As principais empresas que atuam nesse setor são a Companhia Brasileira de Lítio (CBL), em operação desde a década de 1990, e a Sigma Lithium, empresa canadense com subsidiária no Brasil, cujo projeto Grota do Cirilo iniciou a produção em 2023.

A Sigma enfatiza práticas ESG e vende quase exclusivamente para conversores chineses, como Ganfeng e CATL. A CBL, por sua vez, está em processo de expansão para dobrar sua capacidade de produção.

Empresas chinesas manifestaram interesse em adquirir participações minoritárias nessas empresas ou garantir contratos de compra de longo prazo.

O mapa abaixo mostra a região do triângulo do lítio e algumas das reservas e minas sendo exploradas na região.

COBRE E OUTROS MINERAIS CRÍTICOS PARA BATERIAS E PARA A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

No Peru, as empresas chinesas controlam mais de 40% da produção nacional de cobre após uma onda de investimentos de uma década. Os carros-chefes são as minas de Las Bambas, da Minerals and Metals Group (MMG), subsidiária da China Minmetals Group e Toromocho, da Chinalco, cuja capacidade de produção foi expandida recentemente. Esses recursos são exportados por meio do mais recente projeto de construção da China no país, o megaporto de Chanchay. Estimada em US$ 1,3 bilhão de dólares, a obra aumentou a conectividade entre a América do Sul e a Ásia e serve para o abastecimento de cadeias produtivas de empresas chinesas de eletrônicos e tecnologia.

No que diz respeito ao grafite e terras raras, o governo brasileiro destinou linhas de crédito para acelerar projetos, e foram assinados memorandos de entendimento entre atores locais e parceiros chineses em visitas oficiais de líderes de Estado em 2024, mas ainda não houve desenvolvimentos concretos. O país detém mais de 90% das reservas mundiais conhecidas de nióbio, concentradas na mina de Araxá, localizada em Minas Gerais e operada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Embora a empresa permaneça sob controle brasileiro, mantém relações comerciais de longa data com clientes chineses. Em 2011, um consórcio de empresas chinesas, incluindo a CITIC e a Baosteel, adquiriu uma participação de 15% na CBMM por US$ 1,95 bilhão. Isso garantiu acesso seguro ao nióbio de alta pureza para as indústrias siderúrgicas e de alta tecnologia chinesas.

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de grafite natural e possui reservas inexploradas de terras raras em Minas Gerais e na Bacia Amazônica.

O Brasil também é um ator central na extração e exportação de níquel. A compra pela chinesa MMG dos ativos de ferro e níquel – Barro Alto e Codemin – da Anglo American por cerca de US$ 500 milhões em fevereiro deste ano se encaixa no contexto mais amplo de fornecimento de matéria-prima para a produção de veículos elétricos no país. A exploração de minerais no Brasil se alinha à crescente presença da BYD em território nacional, com fábricas na Zona Franca de Manaus, Campinas e em Camaçari, na Bahia. A integração da mineração upstream com a montagem downstream reforça a estratégia das empresas chinesas de veículos elétricos no Brasil e na região. Além disso, os portos brasileiros estão sendo modernizados para facilitar as exportações, enquanto corredores ferroviários ligando Minas Gerais aos portos estão sendo considerados para desenvolvimento conjunto com empresas chinesas.

CONCLUSÕES E O PAPEL DO BRASIL NAS CADEIAS CHINESAS DE MINERAIS CRÍTICOS

A produção de cobre no Peru e no Chile, bem como a de lítio na Argentina e no Chile, continuará a desempenhar um papel estratégico no setor de mineração na América do Sul. Nesse contexto, não se pode descartar a possibilidade de uma futura integração produtiva regional em parceria com empresas chinesas na área de tecnologias verdes. Essa cadeia poderia envolver a Argentina e o Chile como produtores de lítio, o Peru e o Chile como fornecedores de cobre, enquanto o Brasil atuaria na fabricação de cátodos, baterias e veículos elétricos, com distribuição para toda a América do Sul.

Embora essa articulação ainda não esteja plenamente concretizada, já existem sinais relevantes de que ela pode se tornar realidade no médio e longo prazos, como a inclusão de países da região na Nova Rota da Seda e os crescentes investimentos chineses em minerais estratégicos, energias renováveis e na indústria de transição energética – incluindo carros elétricos e painéis solares.

Nesse contexto, a conjuntura global apresenta um acirramento de tensões geopolíticas, com o uso de ferramentas geoeconômicas por parte de potências como os Estados Unidos para influenciar as ações de potências médias e países emergentes. Este cenário não pode ser ignorado, sob pena de perda de oportunidades na atração de investimentos externos e no desenvolvimento de tecnologias ligadas à descarbonização.

A questão dos minerais críticos é um ponto importante nessa pauta, haja vista sua relevância para as cadeias de valor em setores de tecnologia. É importante que os países da América do Sul diversifiquem suas parcerias comerciais e de investimentos, ao mesmo tempo em que continuem a investir em suas próprias políticas industriais e de pesquisa e desenvolvimento, de modo a avançar rumo a atividades de maior valor agregado e intensidade tecnológica em setores ligados aos minerais críticos.

Produzir tecnologia e agregar valor são as chaves para a manutenção da soberania no caso de países que produzem commodities e recursos naturais, e a China pode ser uma importante parceira nesse processo.

Fonte: CEBC – Carta Brasil-China

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