Portos

TCU direciona reavaliação de leilão de mega terminal do Porto de Santos a aliado de ministro no Cade

Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um novo pedido de posicionamento sobre a competição no leilão do Tecon 10, o mega terminal de contêineres do Porto de Santos. Desta vez, a Corte de Contas direcionou a demanda a uma instância que afasta a participação da presidência do órgão antitruste.

O novo pedido foi remetido na segunda-feira, 8, para a Superintendência-Geral do Cade, comandada por Alexandre Barreto, ex-chefe de gabinete do ministro Bruno Dantas no próprio TCU. O pedido foi feito pelo Ministério Público junto ao TCU e em despacho do relator do processo Antonio Anastasia.

Procurado, o Cade disse que irá se manifestar ao TCU nos termos do ofício recebido. O Tribunal não respondeu – o espaço está aberto para manifestação. O ministro Dantas disse que não se pronunciaria. A reportagem entrou em contato com Barreto, que não quis falar.

A presidência do órgão antitruste chegou a ser oficiada sobre a reanálise na mesma data pela Corte de contas. Porém, dois dias depois, um despacho do tribunal pediu que a presidência do Cade desconsiderasse o ofício por completo, sob justificativa de que foi encaminhado por equívoco, mantendo a demanda com Barreto.

O ato, apurou o Estadão/Broadcast, foi recebido com surpresa dentro do Cade e do próprio TCU. Um servidor do Cade avaliou a ação como um movimento “bem estranho”

Em discussão há mais de uma década, o projeto do terminal, estimado em R$ 6,45 bilhões, avançou em maio deste ano com a elaboração do edital. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) optou por restringir a participação de atuais operadoras que atuam em Santos. Essa era elencada como a segunda das duas alternativas propostas em estudo para evitar concentração de mercado.

Até agora, o Cade já havia contribuído para o processo em duas ocasiões. Em julho, durante um painel de referência, o presidente interino Gustavo Augusto de Lima disse que existem alternativas menos severas à exclusão de operadores.

Em 8 de agosto, o Departamento de Estudos Econômicos do Cade respondeu a um extenso questionário elaborado pela área técnica do TCU, detalhando como o órgão conduz suas análises sobre concentração de mercado.

Agora responsável pelo caso no Cade, o superintendente-gera, Alexandre Barreto é próximo de Dantas e foi indicado para cargos no conselho por ele. O próprio Bruno Dantas demonstrou interesse no tema – foi o único dos ministros do TCU além do relator, a participar da audiência pública sobre o Tecon 10, em julho. Na fala inicial no evento, disse que estava presente para “ouvir e aprender”.

Entendimento isolado

Desde que foi encaminhado pelo Ministério dos Portos, em maio, o projeto sobre o Terminal está em análise na Corte de Contas.

Nesses cem dias, o relator do processo, ministro Antonio Anastasia, liderou coleta de posições técnicas e realização de audiência pública. Outros dois órgãos já se manifestaram contra o entendimento da Antaq, apontando que o mais adequado é a disputa aberta a todos os interessados.

No parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae), vinculada ao Ministério da Fazenda, o órgão avalia: “o efetivo desinvestimento do ativo já detido por parte do eventual incumbente vencedor do certame já seria medida suficiente para prevenir o aumento da concentração horizontal do mercado portuário no Complexo de Santos, de modo que a realização do leilão em duas fases, com vedação à participação de incumbentes na fase inicial- a despeito dos demais benefícios advindos desta estrutura – aparenta ser excessivamente gravosa e ultrapassar o necessário para mitigar o risco identificado”.

A nota técnica do DEE, do Cade, aponta para a necessidade de medidas alinhadas aos critérios da proporcionalidade. “Essa proporcionalidade requer, em primeiro lugar, que as medidas aplicadas sejam capazes, por si só, de sanar os problemas concorrenciais identificados. Por outro lado, implica que se evite a adoção de remédios que ultrapassem o necessário para restaurar a concorrência no mercado.”

A unidade técnica do TCU, observando os pareceres do Cade e do Ministério da Fazenda, determinou que o órgão permitisse a participação das atuais operadoras. Não apenas concordando com a falta de razões para as restrições, determinou, em parecer do dia 1º deste mês: “Em razão de contrariar os princípios constitucionais da isonomia, eficiência e proporcionalidade e afrontar o art. 20 da Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro, (…) altere o item 22.1 da minuta de edital de modo a prever o leilão em etapa única, sem vedação à participação dos atuais incumbentes”.

Posição do Ministério dos Portos

O MPor, poder concedente responsável pelas políticas do setor, chegou a dizer que avaliaria o texto da Antaq antes de enviá-lo ao TCU.

Representantes de empresas operadoras dizem que escutavam do ministro a promessa de análise e tentativa de um caminho para a abertura. Mas isso não ocorreu e o edital foi encaminhado ao TCU horas depois que foi despachado pela Antaq, sem considerações.

Um ex-servidor da pasta de Portos diz que o ministro Silvio Costa Filho teria influenciado na decisão pela disputa restrita. Próximo do diretor da Antaq, Caio Farias, responsável pela definição da proposta de edital na agência, Costa Filho teria orientado sua preferência pela restrição, embora publicamente o ministro diga que o melhor dos cenários é ter o maior número de participantes possível.

No dia 1º deste mês, quando o MPor foi notificado pelo TCU sobre o parecer da AudPortoFerrovia,área técnica do TCU, Costa Filho realizou reunião fora da agenda oficial para discutir a situação. O objetivo inicial da pasta era responder na mesma semana. Contudo, pelo fôlego tido com articulações vindas do TCU, pediu maior prazo para responder, o que foi acatado. Assim, o MPor poderá dar a devolutiva já considerando uma eventual mudança de avaliação do Cade. E deixa claro: o que for orientado pela Corte de Contas, será acatado na íntegra.

A Broadcast procurou o MPor e citou todos os apontamentos apresentados nesta reportagem. Em nota, a pasta disse que as informações não procedem. “O Ministério reitera que todas as suas ações seguem estritamente os ritos processuais. O ministro Silvio Costa Filho respeita as competências da Antaq e aguarda a manifestação do órgão de controle sobre o tema”, afirma a nota, que complementa: “O MPor informa ainda que dará pleno cumprimento à decisão final do TCU e confirma a manutenção do cronograma para realizar o leilão em dezembro de 2025”.

Fonte: Estadão

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Sustentabilidade

Leilão de energia renovável da China sinaliza desafios para desenvolvedores de energia solar

Os preços da energia solar no primeiro leilão provincial da China sob seu novo mecanismo de precificação de energia renovável foram tão baixos que poderiam desencorajar novos investimentos em projetos no país, disseram analistas.

O leilão da semana passada realizado na província de Shandong, considerado um termômetro para os leilões nacionais, sinaliza que os preços das energias renováveis no futuro serão mais baixos do que no sistema anterior — embora não necessariamente tão baixos quanto em Shandong, onde um excesso de investimentos em energia solar fez com que os preços caíssem.

Com base nos resultados, “eu não seria muito otimista em outras províncias, a menos que seja em províncias litorâneas com forte crescimento de (demanda de) energia”, disse Alan Lau, analista da Jefferies.

O leilão faz parte de uma reforma anunciada em fevereiro com o objetivo de introduzir uma precificação de mercado no maior produtor mundial de energia renovável.

Anteriormente, os projetos de energia renovável na China contavam com uma taxa de retorno garantida, vinculada ao preço de referência do carvão. Isso oferecia aos desenvolvedores uma previsibilidade valiosa, mas corria o risco de gerar investimentos excessivos.

A partir de junho, os operadores da rede de transmissão local concederão contratos para novos projetos de energia renovável com base em leilões que determinam um preço de liquidação conforme o maior lance, após selecionar as propostas da menor para a maior até que a meta de geração da província seja atingida.

Os geradores renováveis devem vender no mercado, mas serão compensados se o preço cair abaixo do preço de compensação do leilão, ou preço de exercício.

Shandong, uma das principais províncias para energias renováveis, foi a primeira a realizar leilões.

O preço de liquidação para a energia solar foi de 225 iuanes (US$31,58) por megawatt-hora (MWh), de acordo com uma reportagem da mídia estatal na sexta-feira, citando a operadora de rede de Shandong. Os desenvolvedores poderiam apresentar propostas entre 123 iuanes/MWh e 350 iuanes/MWh.

Os investidores teriam dificuldades para obter uma taxa de retorno aceitável a esse preço, disse Lau.

Muitos dos projetos de Shandong já estavam concluídos e, portanto, estavam “desesperados” para vender sua energia a uma taxa fixa, disse Lauri Myllyvirta, cofundador do Centre for Research on Energy and Clean Air, com sede em Helsinque.

O sistema oferece mais segurança do que a alternativa de vender no mercado spot de Shandong.

Fonte: Reuters

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Portos

Governo decide leiloar canais de acesso a portos e especialistas alertam para risco de encarecer tarifas e travar comércio exterior

O governo federal anunciou que o Brasil terá, em 2025, o primeiro leilão dos canais de acesso a portos, infraestrutura até hoje custeada por recursos públicos. A medida, inserida no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê repassar à iniciativa privada a responsabilidade por dragagem, sinalização e manutenção de canais essenciais para a entrada e saída de navios.

O plano, segundo a União, busca trazer eficiência e previsibilidade, mas especialistas alertam que os custos podem ser repassados aos usuários, encarecendo tarifas e reduzindo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Primeiros leilões começam em outubro

O primeiro certame será realizado em 22 de outubro, com o canal do Porto de Paranaguá (PR).

Em dezembro, será a vez de Itajaí (SC), terceiro maior complexo de contêineres do país.

Os contratos terão validade de 25 anos, e o critério de vitória será o maior desconto sobre a tarifa de acesso.

O caso de Itajaí envolve ainda um desafio histórico: a remoção do navio Pallas, embarcação à vela de 1891 que naufragou durante a Revolta da Armada.

Avaliada em R$ 25 milhões, a operação será de responsabilidade da concessionária vencedora e é considerada crucial para liberar o tráfego de navios de até 400 metros.

Segundo Alex de Ávila, secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, a concessão permitirá superar problemas de demora em licitações e falta de verba.

A concessão tem por objetivo elevar a eficiência, a segurança e a profundidade dos canais”, afirmou.

A expectativa do governo é que os diferentes leilões em portos como Santos (SP), Rio Grande (RS) e Codeba (BA) mobilizem mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

Especialistas temem tarifas mais caras

Apesar do otimismo oficial, especialistas alertam que o modelo pode elevar custos logísticos.

Isso porque dragagens, manutenções e obras de alta complexidade tendem a ser repassadas aos usuários finais.

Num país onde 95% do comércio exterior depende da via marítima, qualquer aumento tarifário impacta diretamente exportadores, importadores e, em última instância, o consumidor brasileiro.

O setor agroexportador e a indústria mineral seriam os mais atingidos.

Soja, milho, carne e minério, principais itens da pauta exportadora nacional, poderiam perder competitividade diante da alta nos custos de frete.

O risco é que o Brasil perca espaço em mercados globais justamente no momento em que busca ampliar sua presença internacional.

Desigualdade regional e dúvidas de rentabilidade

Outro ponto de atenção é a concentração regional dos investimentos.

Portos do Sul e Sudeste, mais lucrativos, tendem a atrair investidores com facilidade, enquanto estruturas do Norte e Nordeste podem não ter a mesma atratividade.

Já estão no radar os futuros leilões em Suape (PE) e Itaqui (MA), mas analistas alertam que a rentabilidade limitada pode reduzir o interesse privado, gerando desigualdade no desenvolvimento logístico nacional.

Críticos destacam que, embora os leilões representem um avanço em previsibilidade, a dependência de concessões pode engessar políticas públicas, dificultando a adaptação do setor às mudanças do comércio global.

Entre eficiência e risco de perda de competitividade

O debate também carrega peso político.

No governo Jair Bolsonaro, havia propostas de privatizar integralmente portos como Santos e Itajaí, mas a atual gestão optou por manter o controle da União, concedendo apenas trechos específicos de alto custo.

Na prática, o novo modelo divide responsabilidades: o governo preserva a autoridade portuária, enquanto o setor privado assume os investimentos pesados.

A questão é se essa transferência trará ganhos de longo prazo ou apenas aumentará os custos de curto prazo.

Se por um lado a concessão pode garantir dragagem contínua e maior eficiência, por outro, o risco de tarifas mais altas é real e ameaça a competitividade das exportações brasileiras.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Negócios

Após sucesso no leilão do Túnel Santos-Guarujá, Silvio Costa Filho apresenta novos projetos na França

Em Paris, ministro participou de encontro com investidores e empresários e apresentou a carteira de investimentos em portos

Após o sucesso na concessão do túnel Santos-Guarujá, leiloado na última sexta-feira (5) em São Paulo, com investimentos de R$ 6,8 bilhões, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou em Paris a lista de novos empreendimentos que irão a leilão ainda neste ano, durante o “Seminário Brasil-França: ações para potencializar competitividade do Brasil e ampliar protagonismo no mercado internacional”.

Em sua apresentação a empresários europeus e brasileiros, Silvio Costa Filho falou sobre o Brasil como destino de investimentos nos setores portuário e aeroportuário. “O resultado positivo do leilão do Túnel Santos-Guarujá, uma obra esperada há 100 anos, mostra a confiança dos investidores no Brasil, que hoje tem uma robusta carteira de projetos, segurança jurídica e regras claras”, afirmou o ministro, lembrando que até o fim deste ano serão realizados pelo menos outros três grandes leilões, que, somados ao leilão do túnel, chegam a investimentos de R$ 20 bilhões.

Para o dia 22 de outubro está previsto o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, com investimentos de R$ 1 bilhão. Na sequência será realizado o leilão do canal de acesso ao Porto de Santos, no valor de R$ 6,5 bilhões (Opex e Capex), e o leilão do terminal de contêineres do porto, o Tecon Santos 10, que deverá ocorrer em dezembro, com investimentos de R$ 5,6 bilhões, além de terminais portuários do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Maceió. “Batemos o martelo do túnel e já estamos arregaçando as mangas para atrair investimentos para os demais leilões que faremos neste ano, dando sequência aos roadshows que realizamos na Europa, China e Brasil desde o início de 2025”, afirmou.

Também presente no evento, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Douglas Alencar Rodrigues destacou a importância dessa agenda internacional e fez menção ao trabalho realizado pelo ministro de Portos e Aeroportos. “Faço questão de enaltecer o sucesso de sua gestão, ministro Silvio. Ouvindo a sua explanação, que foi uma verdadeira prestação de contas, ficamos muito orgulhosos pela sua atuação. Saiba que, do nosso lado, sempre houve admiração, respeito e uma cooperação absoluta porque, ao fim e ao cabo, estamos todos remando na mesma direção; a direção do desenvolvimento do país”, destacou.

Parceria Brasil-França

No evento foi ressaltada a forte relação bilateral e cultural entre Brasil e França, especialmente nos setores de aeroportos e transportes, com destaque para investimentos franceses recentes, como a aquisição do Terminal da Santos Brasil no Porto de Santos pelo Grupo CMA CGM France, além de grandes investimentos em aeroportos, que revolucionaram o padrão brasileiro.

“A França é um grande parceiro comercial do Brasil, com saldo de quase R$ 3 bilhões na balança comercial. Além disso, o presidente Macron tem sido um porta-voz do nosso país na União Europeia em agendas estratégicas como o combustível sustentável de aviação, a descarbonização e os navios verdes”, apontou Costa Filho.

Próximas agendas

O ministro antecipou também sua agenda de reuniões bilaterais e de encontros empresariais previstos para esta semana, quando ele se reunirá com o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot. Ele se reunirá também com representantes das empresas Haropa Port, Terminaux de Normandie, Air France, Grupo EGIS e CMA CGM Tower, quando tratará de investimentos e de ampliação da participação de algumas dessas empresas no Brasil.

Costa Filho ressaltou também os programas para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e aviação civil. Desde o início do ano, já foram anunciados R$ 5,6 bilhões em obras, em 20 aeroportos brasileiros. E também o programa AmpliAr, com previsão de R$ 1,25 bilhão de investimentos em 19 aeroportos das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste, e o programa Investe + Aeroportos, que prevê R$ 4,5 bilhões em investimentos em projetos de diferentes naturezas, fomentado a eficiência da logística aeroportuária.

No encontro também houve destaque para o objetivo do MPor de promover o transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa no setor e adotar práticas inovadoras para fomentar a descarbonização.

Ao final, o ministro expressou seu desejo de fortalecer parcerias com a França, avançar em projetos conjuntos e manter o setor portuário como prioridade estratégica, por sua capacidade de gerar emprego e oportunidade.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Transporte

Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq e governo de São Paulo realizam leilão para construção do Túnel Santos-Guarujá

Evento acontece no dia 5 de setembro, na sede da B3, em São Paulo; investimento previsto é de R$ 6,8 bilhões

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o governo de São Paulo realizam, às 16h desta sexta-feira (5) de setembro, o leilão de concessão para as obras do Túnel Santos–Guarujá; maior obra do Novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e o primeiro túnel submerso da América Latina. O certame será realizado na sede da B3, em São Paulo.

Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto será executado por meio de concessão patrocinada, que garantirá a construção e operação do túnel submerso entre as duas cidades do litoral paulista. A nova passagem terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, com três faixas por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá recebe diariamente cerca de 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres, que utilizam balsas e catraias. A nova infraestrutura trará mais rapidez, conforto e segurança para a população.

A concessão terá 32 anos de vigência, prorrogáveis, e contará com a fiscalização da Antaq, em parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) no acompanhamento do contrato.

Atendimento à imprensa

Profissionais de imprensa poderão acompanhar o leilão presencialmente ou pela internet (bit.ly/4niVAT6). É necessário credenciamento pelo e-mail imprensa@b3.com.br, para participar presencialmente. Ao final da cerimônia, o ministro atenderá os jornalistas presentes.

Serviço
O que: Leilão do Túnel Santos-Guarujá
Quando: sexta-feira, 5 de setembro
Horário: 16h
Local: Sede da B3 – R. Quinze de Novembro, 275, São Paulo (/SP)
Transmissão: TV B3 

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Leilão do Túnel Santos-Guarujá terá dois grupos estrangeiros

Tempo gasto na travessia deve cair para cerca de dois minutos

Dois grupos estrangeiros apresentaram propostas para participar do leilão para a construção do túnel que vai ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. As empresas que vão participar do leilão são a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil. 

O leilão acontece na próxima sexta-feira (5), a partir das 16h, na B3, sede da bolsa de valores de São Paulo.

A Acciona é a empresa atualmente responsável pela execução das obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. Já a Mota-Engil assinou recentemente um contrato com a Petrobras para execução de serviços dos sistemas submarinos de plataformas offshore.

A concessionária vencedora do leilão ficará responsável pela construção, operação e manutenção do túnel por um período de 30 anos.

Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto terá aporte público de até R$ 5,14 bilhões, dividido igualmente entre o governo de São Paulo e o governo federal. O restante será coberto pela iniciativa privada.

Túnel

O túnel Santos-Guarujá será a primeira travessia submersa do Brasil e terá 1,5 quilômetro de extensão. Desse total, 870 metros serão imersos, com módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário.

O projeto inclui três faixas de rolamento em cada sentido, uma delas adaptada para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de ciclovia e espaço para pedestres e galeria de serviços. O projeto já conta com licença ambiental prévia da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), emitida em agosto de 2025.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) que foi realizado para esse empreendimento e apresentado em julho de 2024, o túnel pretende solucionar um gargalo histórico de mobilidade entre os dois municípios.

Atualmente, há dois principais modos de travessia: o trajeto de 43 km via Rodovia Cônego Domênico Rangoni, utilizado por veículos comerciais, com tempo médio de 60 minutos, e o sistema de balsas e barcas, usado por pedestres, ciclistas e veículos leves, com tempos de travessia que variam de 18 a 60 minutos, dependendo das condições operacionais do porto.

Segundo o governo paulista, mais de 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte (catraias, que são usadas apenas por pedestres) ou as balsas. Com o túnel, o tempo gasto nessa travessia deve cair para cerca de dois minutos.

A construção desse túnel, portanto, deve desafogar o atual sistema de travessias, aliviar o tráfego na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055) e aumentar a capacidade de escoamento do Porto de Santos, que enfrenta congestionamentos frequentes.

Empregos

Para o governo federal, o túnel deve “transformar a mobilidade urbana, estimular a economia local e melhorar diretamente a qualidade de vida das mais de 720 mil pessoas que vivem nessas duas cidades”. O governo também destaca que a obra tem potencial de gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de construção quanto na operação do túnel.

“O túnel Santos–Guarujá é uma das obras mais emblemáticas do Novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e marca um novo tempo para a mobilidade urbana e a infraestrutura do Brasil, que agora se torna realidade com o esforço conjunto dos governos federal e estadual. Essa obra vai encurtar distâncias, gerar empregos, fortalecer o turismo, dinamizar a economia local e ampliar a eficiência logística do Porto de Santos”, avalia o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Fonte: Modais em Foco

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Economia, Notícias, Portos

Leilão inédito vai decidir o futuro do porto de Itajaí

Concessão do canal portuário será licitada separadamente do arrendamento do porto

A concessão do canal de acesso portuário de Itajaí, em modelo inédito no país, avançou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na semana passada, a agência aprovou as minutas do edital e do contrato de concessão. Agora, o processo seguiu para o Ministério de Portos e Aeroportos, responsável por encaminhar o projeto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que fará a análise antes do lançamento do edital.

A etapa atual foi concluída após a avaliação das contribuições recebidas na audiência pública 03/2024, que discutiu melhorias nos documentos técnicos e jurídicos. No novo modelo adotado pelo governo federal, a concessão do canal de acesso foi separada do arrendamento do porto. A licitação do acesso portuário deve ser lançada ainda neste ano, enquanto o edital de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está previsto para 2026, com estudos em andamento pela Infra S.A.

O edital seguirá o formato já aprovado para o Porto de Paranaguá, cujo leilão acontece em 22 de outubro e prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Essa será a primeira vez no Brasil em que a operação portuária será desvinculada da concessão do canal de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os critérios usados em Paranaguá servirão como modelo para outros portos estratégicos, como Santos (SP), Itajaí (SC), Bahia e Rio Grande (RS). “Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, destacou o ministro Silvio Costa Filho.

A expectativa é que os próximos processos tenham maior agilidade por seguirem o mesmo padrão de Paranaguá. Sobre o prazo para a publicação do edital referente a Itajaí, a Antaq informou que a definição é feita pelo Ministério dos Portos, responsável pelo cronograma de leilões.

Navios gigantes

O canal de acesso de Itajaí e Navegantes terá investimentos de R$ 311,1 milhões ao longo dos 25 anos do contrato do canal de acesso ao porto, segundo a Antaq. A principal obra é a dragagem do rio Itajaí-açu, que vai aprofundar o calado operacional de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios maiores. Hoje, o porto recebe embarcações de até 350 metros. Com as melhorias, poderá receber cargueiros de até 400 metros.

Em Paranaguá, a profundidade vai passar de 13,1 para 15,5 metros. A cada dois metros a mais de calado, um navio pode transportar em média mil contêineres ou 14 mil toneladas adicionais.

Em Itajaí, a dragagem deve custar R$ 90 milhões. A concessão também inclui a retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões), a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

A futura concessionária será responsável ainda por estudos hidrográficos, dragagem, sinalização, balizamento náutico e monitoramento do tráfego de embarcações, atividades hoje sob a responsabilidade da autoridade portuária.

Fonte: Diarinho

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Portos

Fazenda sugere alívio nas restrições de leilão em megaterminal de Santos

Pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad recomendou que o certame não restrinja a participação de empresas que já operam no Porto de Santos

O Ministério da Fazenda recomendou que o leilão do Tecon Santos 10 não restrinja a participação de empresas que já operam no Porto de Santos, como orientou a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

O parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda recomenda que o certame seja feito em uma única etapa, com exigência de desinvestimento caso a empresa vencedora já tenha operação no porto.

A proposta da Antaq estabelece restrições à participação, na primeira fase do leilão, de empresas controladas, total ou parcialmente, por operadores que já atuam no complexo. Na avaliação da agência, a restrição é necessária para evitar a concentração de mercado no complexo.

No entanto, o Ministério da Fazenda avalia que a realização do leilão em fases, como propôs a diretoria da Antaq, vai além do necessário para mitigar os riscos apontados, sugerindo que a obrigação de desinvestimento dos ativos pelas empresas que já operam no porto já seria suficiente.

“O MF avalia que a Antaq acerta ao prever regras para impedir que isso aconteça, mas considera ‘excessivamente gravosa’ a proibição de participação, avaliando que o desinvestimento já seria suficiente para prevenir o aumento de concentração”, disse a Fazenda em nota enviada à CNN.

A nota técnica da pasta comandada pelo ministro Fernando Haddad foi encaminhada para a Antaq e o TCU (Tribunal de Contas da União) na última segunda-feira (18). O tribunal está avaliando a proposta para a licitação, entre elas as restrições impostas na modelagem.

Entenda

A Antaq propôs que o certame do Tecon Santos 10 seja realizado em duas etapas. Na primeira fase, há restrições à participação de empresas controladas, total ou parcialmente, por operadores que já atuam no complexo.

Caso não haja propostas válidas na primeira fase do leilão, os operadores já atuantes no mercado de contêineres no porto poderão participar da segunda etapa, desde que apresentem compromisso de saírem das participações que atualmente ocupam em Santos.

Na prática, a proposta impede a participação de empresas como Maersk e MSC, sócias no terminal BTP, e também a DP World e a Santos Brasil, adquirida em 2024 pela CMA CGM. Por outro lado, a restrição favorece novos entrantes no porto.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Leilão de terminal no porto de Santos deve ocorrer em dezembro, diz ministro

A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro

O leilão do novo terminal do porto de Santos, chamado de Tecon 10, deve ocorrer em dezembro e será o maior da história portuária do país, disse nesta quarta-feira o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


Ele declarou que ainda aguarda um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as diretrizes do certame. A perspectiva é que o relator da matéria no TCU, ministro Antônio Anastasia, emita seu parecer na primeira quinzena de setembro para ser votado ainda no mesmo mês na corte.


“Nossa posição é que trabalhamos para seguir a orientação do TCU, e fazer algo democrático e que logicamente não haja concentração de mercado e possamos democratizar. Concentração de mercado é algo muito arriscado para o setor portuário e outros setores”, disse o ministro em evento virtual promovido pela Associação da Imprensa Estrangeira (AIE).

Em tese, atuais operadores do terminal e companhias de navegação poderiam ser vetadas de participar do leilão. O ministro prevê investimentos a partir do leilão de ao menos R$5 bilhões ou R$6 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Portos

Megaterminal de Santos atrai gigantes globais com interesse de dez países

Leilão bilionário do porto de Santos gera embate por concorrência

O Jornal Portuário, teve acesso a nomes de algumas empresas. Entre elas estão a brasileira CPN, que atua no setor portuário nacional, e a TCP, operadora do terminal de Paranaguá controlada pela chinesa China Merchants Port.

O leilão do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres no porto de Santos (SP), atraiu a atenção de mais de dez companhias internacionais de países como China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Filipinas. Considerado o maior certame portuário da história do Brasil, o projeto promete ampliar significativamente a capacidade de movimentação de cargas no país.

Empresas de peso, como a PSA de Singapura, a americana Hudson Ports, a chinesa Cosco (que pode formar consórcio com as estatais China Merchants Ports e China Communications Construction Company), a japonesa ONE, a alemã Hapag-Lloyd, a filipina ICTSI e a sul-coreana HMM, já manifestaram interesse.

Há rumores de que a brasileira JBS, em parceria com uma multinacional, também possa entrar na disputa. Além disso, companhias como a brasileira CPN e a TCP, do terminal de Paranaguá, controlada pela China Merchants Port, estão entre os nomes cotados.

O terminal, localizado estrategicamente próximo à BTP (controlada pela MSC), será multipropósito, com capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, um aumento de mais de 50% na capacidade atual do porto. O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões nos primeiros 25 anos de concessão, gerando cerca de 3.300 empregos diretos.

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) estruturou o leilão em duas fases para evitar concentração de mercado. Na primeira etapa, apenas empresas que ainda não operam em Santos podem concorrer. Caso não haja propostas viáveis, uma segunda fase permitirá a participação de companhias como MSC, CMA CGM e DP World, desde que abram mão do controle de seus terminais atuais no porto. A agência defende que o modelo promove concorrência e equilíbrio, mas a decisão gerou controvérsias.

A Maersk, por exemplo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para contestar as restrições, mas teve a liminar negada. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a modelagem do leilão e já expressou preocupação com o risco de monopólio. Durante consulta pública, foram recebidas 513 contribuições, sendo 53 sobre questões de concorrência.

O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, defende um leilão em fase única, enquanto o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apoia o modelo da Antaq. Críticas do setor apontam para um debate “enviesado”, e há tensões políticas e diplomáticas, já que empresas da China e da Europa disputam influência no porto.

Fonte: Jornal Portuário

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