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Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Restrição de calado no Rio Itajaí-Açu é mantida pela Marinha após nova batimetria

A Marinha do Brasil decidiu manter a restrição de calado no Rio Itajaí-Açu, no acesso ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A medida segue válida após a análise de dados recentes de batimetria, encaminhados pela administração portuária e avaliados pela autoridade marítima.

Canal segue operando dentro dos limites de segurança

De acordo com a determinação, permanece exigida uma folga mínima abaixo da quilha de 0,30 metro. Mesmo com a limitação, a gestão do porto informa que o canal de acesso continua operacional, seguro e navegável, respeitando os critérios técnicos estabelecidos.

A Capitania dos Portos destacou que os levantamentos confirmaram a presença de assoreamento, o que resultou na redução da profundidade em cerca de 30 centímetros. Esse cenário, segundo o órgão, mantém as mesmas condições operacionais já adotadas anteriormente, agora com respaldo técnico atualizado e alinhado às normas vigentes.

Lama fluida influencia medições de profundidade

A diferença identificada está associada à presença de lama fluida, material com elevada concentração de água que pode alterar as medições convencionais. Apesar disso, nem sempre representa risco direto à navegação.

Esse fenômeno está relacionado ao conceito de profundidade náutica, já utilizado em outros portos brasileiros e internacionais, permitindo maior precisão na avaliação das condições reais de navegabilidade.

Dragagem busca normalizar calado

As obras de dragagem no canal de acesso seguem em execução, com retirada de sedimentos para restabelecer a profundidade adequada. A empresa responsável pelos trabalhos projeta que, em cerca de 10 dias, o calado operacional seja normalizado.

Segundo a administração do porto, as operações seguem sem interrupções e não há impactos na logística ou na movimentação de cargas.

Batimetria atualizada (válida até julho de 2026)

  • Canal externo: 14,1 m
  • Canal interno: 13,1 m
  • Bacia de evolução nº 2: 13,5 m
  • Bacia de evolução nº 1: 13,2 m
  • Berço 1 (Porto de Itajaí): 13,5 m
  • Berço 2 (Porto de Itajaí): 13,1 m
  • Berço 3 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Berço 4 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Área de atracação (Portonave): 12,7 m

Parâmetros válidos para embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de largura, conforme normas da autoridade marítima.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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