Internacional

Relações bilaterais entre Brasil e China ganham força e foco em alta tecnologia

A cooperação internacional entre Brasília e Pequim atingiu um novo patamar de importância estratégica. Durante o 5º Diálogo Estratégico Global realizado em Pequim, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, destacou que a aliança entre as duas nações é “mais relevante do que nunca” diante do atual cenário de instabilidade e turbulências geopolíticas no mundo.

O chanceler brasileiro cumpriu uma agenda intensa de reuniões de alto nível com autoridades locais, incluindo o vice-presidente chinês, Han Zheng, o ministro do Comércio, Wang Wentao, e o chanceler Wang Yi.

Ampliação do comércio e garantia de insumos para o agronegócio

Um dos principais objetivos da missão diplomática foi a abertura de novas frentes comerciais. O governo brasileiro solicitou formalmente a facilitação do acesso de produtos brasileiros ao mercado consumidor chinês.

Além disso, a comitiva brasileira buscou firmar acordos para assegurar o fornecimento contínuo e estável de fertilizantes chineses, um insumo considerado vital para a manutenção da produtividade do agronegócio nacional.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reforçou o peso dessa conexão econômica:

  • A China ocupa o posto de maior parceiro comercial do Brasil de forma ininterrupta desde 2009.
  • O mercado chinês é o destino de 27% de todas as exportações brasileiras.
  • O fluxo de comércio bilateral quebrou recordes pelo décimo ano seguido, alcançando o montante histórico de US$ 170,9 bilhões.

Atração de investimentos produtivos e transição energética

O diálogo institucional também pavimentou o caminho para a entrada de novos aportes financeiros no país. Mauro Vieira sinalizou que o mercado nacional está altamente receptivo para receber investimentos diretos da China, especialmente em setores voltados para a modernização da indústria, transição energética e desenvolvimento de alta tecnologia.

A atratividade do país ficou evidente quando o Brasil se consolidou como o principal destino global para os capitais produtivos vindos da potência asiática.

Isenção de vistos e incentivo ao turismo

Os avanços na diplomacia também geraram reflexos práticos para os cidadãos de ambos os países. Como parte das comemorações do Ano Cultural Brasil-China, as duas nações implementaram a isenção de vistos para viagens de curta permanência.

A medida é apontada pelo corpo diplomático como um pilar fundamental para estreitar os laços culturais, facilitar o ambiente de negócios e impulsionar significativamente o fluxo turístico internacional entre os territórios.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Internacional

Brasil anuncia isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração

O governo brasileiro anunciou a isenção de vistos para cidadãos da China que desejem entrar no Brasil em viagens de curta duração. A decisão ocorre como resposta à política adotada pelo governo chinês, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto a partir de 2025.

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas estratégicas ligadas à chamada fronteira do conhecimento, conforme informou a Agência Brasil.

Princípio da reciprocidade orienta política migratória

A mudança segue o princípio da reciprocidade diplomática. Enquanto o Brasil flexibiliza a entrada de cidadãos chineses, o governo passou a exigir visto de entrada para viajantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países que mantêm a exigência do documento para brasileiros.

Política chinesa de isenção inclui Brasil e outros países da região

A isenção de visto para brasileiros na China entrou em vigor em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano, posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Atualmente, 45 países integram a política unilateral chinesa de flexibilização de vistos, que tem como objetivo ampliar o fluxo internacional de pessoas e fortalecer laços econômicos e diplomáticos com diferentes regiões do mundo.

Facilitação de viagens e integração econômica

A estratégia chinesa busca estreitar relações com a América Latina e outros blocos econômicos relevantes. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região. Desde 2024, países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passaram a contar com isenção de visto para entrada na China.

Portadores de passaportes comuns válidos desses países podem ingressar em território chinês sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias.

Relações bilaterais e cenário internacional

Na quinta-feira, houve uma conversa telefônica entre os chefes de Estado do Brasil e da China, com duração aproximada de 45 minutos. O diálogo abordou o fortalecimento das relações bilaterais, a cooperação entre países do Sul Global e temas ligados ao multilateralismo.

De acordo com nota oficial, foram destacadas convergências entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. O governo chinês também ressaltou a importância do papel das Nações Unidas em um cenário internacional considerado instável.

FONTE: A Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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