Internacional, Investimento, Negócios

Empresas chinesas prometem investir R$ 27 bilhões no Brasil

Expectativa é de que haverá anúncios em áreas como combustível de aviação, automóveis e defesa

A Apex Brasil anunciou nesta segunda-feira (12) negócios empresariais de gigantes chinesas com o Brasil, nos setores de delivery e fast-food, entre outros, além do mercado de semicondutores.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, antecipou que os investimentos entre empresas em geral vão somar cerca de R$ 27 bilhões.

Os anúncios e planos de investimentos estão sendo divulgados durante o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na capital chinesa.

Líder no mercado de entregas na China, a Meituan vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos.

Segundo dados do governo, a estimativa de é geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 mil a 4 mil empregos diretos.

No Brasil, a empresa vai usar a marca Keeta, bandeira sob a qual já opera em Hong Kong e na Arábia Saudita.

A rede Mixue vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s.

A empresa vai iniciar operação no Brasil com capital de RS$ 3,2 bilhões e projeta 25 mil empregos até 2030.

No setor de tecnologia, a Longsys, por meio da subsidiária Zilia, anunciou no ano passado um plano de investimentos para 2024 e 2025 de R$ 650 milhões, nas plantas de fabricação de São Paulo e Manaus, que terão capacidade ampliada.

A Zilia tem participação nacional na fabricação de componentes para semicondutores e também dispositivos de memória, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash.

A montadora GWM anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para ampliar operações no País e pretende exportar para América do Sul e México.

A GAC Motor anunciou a sua instalação em Goiás para fabricação de três modelos de carros, dois elétricos e um híbrido, e um plano de investimento de US$ 1,3 bilhão, como antecipou o Estadão.

A Envision planeja investimentos de até RS$ 5 bilhões num parque industrial para SAF e hidrogênio verde.

A CGN vai investir R$ 3 bilhões em um hub de energia renovável no Piauí, com foco em energia eólica, solar, e armazenamento de energia, com geração prevista de mais de 5 mil empregos na construção das unidades.

A Didi – controladora do aplicativo de transporte 99 taxi – também vai investir em serviço de entrega no Brasil e planeja construir cerca de 10 mil pontos de recarga para promover a eletrificação de veículos na frota nacional.

A Nortec Química formalizou parceria com chinesas e vai investir RS$ 350 milhões numa plataforma industrial.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Internacional, Sustentabilidade

Combustível sustentável, carros elétricos e delivery: China vai investir R$ 27 bilhões no Brasil

Investimentos são para a área de infraestrutura, tecnologia e educação

A China anunciou, nesta segunda-feira (12), que deve investir cerca de R$ 27 bilhões em diversas áreas no Brasil, como de infraestrutura, tecnologia e educação. A confirmação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), Jorge Viana, fazer o anúncio durante o Fórum Empresarial Brasil-China.

Os investimentos principais já anunciados estão relacionados ao ramo de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) a partir da cana-de-açúcar, com a construção do primeiro Parque Industrial Net-Zero. O foco também será a produção de hidrogênio verde e amônia verde. Nesta área, serão investidos R$ 5 bilhões pela empresa Envision.

Foram mais de 400 oportunidades encontradas pela ApexBrasil para ampliação da parceria entre o Brasil e China, com especial atenção para o agronegócio.

Investimentos em carros elétricos e delivery

Cerca de R$ 6 bilhões devem ser investidos pela montadora chinesa Great Wall Motors, com a expansão da marca no Brasil. Além disso, a Meituan, plataforma de delivery de alimentos, deve investir R$ 5 bilhões, com a geração de até 4 mil empregos diretos e 100 mil indiretos.

O setor de delivery também deve ganhar mais um concorrente com a empresa DiDi, que opera no Brasil pela 99. A empresa pretende ampliar o serviço no país e criar mais de 10 mil pontos de recarga para veículos elétricos.

A estatal chinesa China General Nuclear Power Group (GCN), a maior operadora de energia nuclear na China e a terceira maior do mundo, também investirá no país, mais especificamente para construir um hub de energia renovável no Piauí.

Outros tipos de materiais também devem ampliar a capacidade de produção no Brasil, como o ramo de semicondutores, que deve levar mais de R$ 650 milhões em investimentos da Longsys em São Paulo e Amazonas.

Sorvetes, bebidas, mineração e farmácia

A rede de bebidas e sorvetes Mixue também é mais uma novidade no Brasil, com investimentos de R$ 3,2 bilhões, que devem gerar mais de 25 mil empregos no país até 2030. O Brasil também terá parcerias para a promoção do café brasileiro com a Lickin Coffe, mais filmes no cinema com a Huaxia Film, e mais produtos nacionais no varejo com a Hotmaxx.

A mina de cobre Serrote, em Alagoas, também faz parte dos investimentos chineses, comprado por R$ 2,4 bilhões pelo grupo minerador Baiyin Nonferrous. Uma plataforma de Insumos Farmacêuticos Ativos também será criada no Brasil, com a Nortec Química em parceria com a Acebright, Aurisco e Goto Biopharm. Para isso, serão utilizados R$ 350 milhões.

5° maior investidor direto no Brasil

No discurso do presidente Lula durante o fórum, ele apontou o crescimento da China no ranking de investimento direto no Brasil. Segundo o presidente, “na última década, a China saltou da 14ª para a 5ª posição no ranking”.  

Conexões aéreas entre os países para “elevar o intercâmbio de turistas” também foram citadas.

— A China tem sido tratada, muitas vezes, como se fosse uma inimiga do comércio mundial quando, na verdade, a China está se comportando como um exemplo de país que está tentando fazer negócios com os países que foram esquecidos nos últimos 30 anos por muitos outros países. É importante a gente lembrar — destacou o presidente.

Fonte: NSC Total

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Comércio, Investimento, Logística

Maersk prevê R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil e mira expansão em Santos

Uma das maiores empresas de transporte de contêineres do mundo, navegando com mais de 700 navios em 135 países, a Maersk prevê investimentos de R$ 30 bilhões na América Latina, principalmente no Brasil, nos próximos dez anos. A empresa também comanda terminais, por meio da APM Terminals, e quer empenhar a maior parte desse dinheiro no Porto de Santos, visando aumentar a capacidade para contêineres no cais santista. Para isso, porém, seus executivos acreditam que é necessário destravar investimentos, ampliando as áreas de arrendamento no complexo santista.

A Tribuna acompanhou na última quinta (8) uma reunião com autoridades e empresários do Brasil na sede da Maersk, em Copenhague, na Dinamarca.

Executivos da empresa confirmaram que pretendem participar da licitação do mega terminal Tecon Santos 10, que deve ser leiloado ainda este ano, no cais do Saboó. Ainda não se sabe o modelo da licitação e se haverá restrições na participação, o que a armadora critica. A Maersk tem participação em três terminais no Brasil (BTP, em Santos; Pecém, no Ceará; e Itapoá, em Santa Catarina)
e está construindo um (Suape, Pernambuco).

“No momento em que a gente constrói um Tecon Santos 10, passa a ter um terminal moderno, com tecnologia, funcionando como hubport. Isso gera um ganho de competitividade que todos os outros terminais serão forçados a vir atrás. É nisso que a gente ganha dinheiro, em gerar eficiência logística ao nosso cliente, que é o setor produtivo brasileiro”, explica o diretor da área de Relações Governamentais da Maersk, Felipe Campos. Ele acredita que a demora nos investimentos pode fazer o Porto de Santos ficar para trás na comparação com outros complexos.

Para A Tribuna, a diretora de Parcerias Globais e Capacitação, Assuntos Públicos e Regulatórios da Maersk, Concepción Boo Arias, ressaltou que a APM Terminals opera seis dos dez terminais portuários com maior produtividade no mundo, segundo o Banco Mundial. “Gostaríamos de fazer do Tecon Santos 10 o número sete, colocando-o entre os mais eficientes do mundo. Seria estratégico para nós, mas, sobretudo, para os exportadores brasileiros. É uma oportunidade incrível”.

Assinatura

A visita à Maersk faz parte da missão internacional promovida pelas frentes parlamentares da Ligação Seca Santos-Guarujá e de Portos e Aeroportos da Câmara dos Deputados, presididas pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), com apoio do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI). Na ocasião, a Maersk formalizou a assinatura de adesão ao IBI como associada.

“Infraestrutura é o coração do que nós fazemos no Brasil e no mundo. Nós achamos que o Brasil tem um potencial enorme de jogar um papel predominanteem toda a região. É muito importante o desenvolvimento das infraestruturas portuárias, da logística do país, e nós estamos totalmente dispostos a sermos parceiros”, disse Concepción, após a assinatura.

Diretor-presidente do IBI, Mário Povia explica que a Maersk trabalha com verticalização e solução logística, além de cabotagem (com a Aliança). “Tudo isso está muito dentro do propósito do Instituto. E ter a Maersk associada, dentro de um contexto de pertencimento, ou seja, de trazer todo mundo para discutir, é fantástico. É um grande agregado que a gente passa a ter”.

Para Paulo Alexandre Barbosa, a adesão da Maersk ao IBI vai ao encontro de levar mais investimentos para o Brasil. “Temos nesse momento a discussão do Tecon Santos 10 e outras discussões no Porto de Santos onde a participação de empresas desse porte é muito importante. Quanto maior for a participação no leilão, melhor o resultado. Participação ampla e irrestrita”.

A comitiva também visitou nesta quinta-feira o museu que conta a história da Maersk, na sede da empresa, e depois foi ao Parlamento dinamarquês, onde houve reunião com o presidente da Comissão de Transportes do Parlamento, Rasmus Horn.

O assunto com Horn se concentrou no principal objetivo da missão, que começou na última segunda-feira e terminou na quinta: estudar as tecnologias e soluções aplicadas no projeto do túnel imerso Fehmarnbelt, que está em construção entrea Alemanha e a Dinamarca e terá 18 quilômetros.

A ideia é levar aprendizados para o projeto do túnel Santos-Guarujá, considerado a obra mais emblemática do Novo PAC. Com 1,5 km de extensão (sendo 870 metros submersos) e orçada em R$ 6 bilhões, a futura ligação entre Santos e Guarujá deve beneficiar tanto o transporte de cargas e passageiros quanto o deslocamento de ciclistas e pedestres.

O leilão está previsto para 1º de agosto.

Fonte:  A Tribuna

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Investimento, Logística

Rota da Celulose vai a leilão na 5ª com 4 concorrentes e R$ 10 bi em investimentos

O trecho contempla extensões das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267

A Rota da Celulose, composta por rodovias federais e estaduais do Mato Grosso do Sul, vai a leilão nesta quinta-feira, 8, às 14 horas na sede da B3 em São Paulo. Após o ativo não receber propostas na primeira tentativa de concessão, em dezembro do ano passado, a expectativa é que quatro proponentes participem: BTG Pactual, KInfra, XP e Way Kinea.

O projeto prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 6,9 bilhões em capex e R$ 3,2 bilhões para despesas operacionais ao longo de 30 anos de contrato. Serão concedidos 870,3 quilômetros da Rota da Celulose, que ganhou esse nome por ser formada por rodovias importantes para a cadeia produtiva da celulose no Mato Grosso do Sul.

O trecho contempla extensões das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267.

A empresa vencedora do certame será definida com base no maior desconto oferecido sobre a tarifa de pedágio.

Participantes

BTG Pactual, KInfra, XP e Way Kinea apresentaram propostas na última segunda-feira para participar do leilão da quinta-feira. O grupo de construtoras Way Brasil já atua no Mato Grosso do Sul com a concessão da MS-306. Ano passado, se uniu a gestora Kinea para arrematar a Rota do Zebu (BR-262/MG). As empresas desbancaram o BTG Pactual, que participou da disputa por meio de um fundo.

No mesmo modelo de atuação por meio de fundo, o BTG competiu por outros ativos no ano passado, como a Rota dos Cristais (BR-040/GO/MG) e a Rota Verde (BRs-060/452/GO). Esse segundo contou também com a participação da XP, mas quem saiu vencedor foi o consórcio formado pela Aviva e Tecpav Tecnologia e Pavimentação. Com isso, a Rota da Celulose marcaria primeira vitória do BTG e da XP em um leilão rodoviário.

Já a KInfra opera a Rodovia do Aço. A concessão soma 200,4 quilômetros de extensão da BR-393 (Rodovia Lúcio Meira), da divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro ao entroncamento com a BR-116 (Via Dutra), em Volta Redonda, na região Sul Fluminense.

Projeto

Após a falta de interessados na primeira tentativa de leiloar a Rota da Celulose, foram feitos alguns ajustes no edital. Entre eles, um modelo econômico-financeiro que reduz os investimentos obrigatórios durante os primeiros quatro anos de operação, uma das demandas apresentadas pela iniciativa privada. A projeção de receita dos 20 anos de operação também foi alterada.

A futura concessionária deverá duplicar 115 km de rodovias, construir 457 km de acostamentos e 245 km de terceiras faixas, além de 12 km de vias marginais. Serão implantados 38 km de contornos urbanos, 25 acessos, 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes. Estão contempladas ainda obras de arte especiais, que são estruturas como pontes e passarelas, totalizando 3.780 m².

Fonte: InfoMoney

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Investimento, Logística, Portos

Plano de investimentos do governo federal no Porto de Itajaí será apresentado amanhã

Autoridade Portuária de Santos (APS) e superintendência local darão panorama da situação atual do porto

Em meio à polêmica pra liberação de cargas de fertilizantes no Porto de Itajaí, a situação atual do terminal peixeiro será discutida em reunião na Fiesc, nesta quarta-feira. No evento, a superintendência do Porto de Itajaí informou que será apresentado o plano de investimentos do governo federal pra que o porto se torne mais competitivo.

O encontro terá a participação do diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, que assumiu a gestão do porto de Itajaí em janeiro no processo de federalização da autoridade portuária feito pelo Ministério dos Portos. O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, também vai participar. 

O evento é promovido pelo Conselho de Infraestrutura e pela Câmara de Transporte e Logística da Fiesc. O setor empresarial quer saber da situação atual e abordar perspectivas para porto de Itajaí. Questões de legislação também serão tratadas, com a participação de James Winter, membro da Comissão de Juristas para Revisão Legal da Exploração dos Portos (Ceportos).

Plano de investimentos

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, a reunião é fundamental para dar segurança e previsibilidade ao setor industrial catarinense, após a federalização. Ele destacou que os investimentos visam dar mais competitividade ao porto e impactam a economia catarinense.

Apesar de a movimentação do terminal de contêineres com as operações da JBS ainda não ter atingido nem a metade da meta prevista no contrato, João Paulo comenta que o porto “está bombando”, ao menos em relação à arrecadação. Isso porque a superintendência recebe as taxas mesmo sem a movimentação mínima exigida. 

“Neste ano, o faturamento já chegou a R$ 64 milhões, um crescimento de 158% em relação ao mesmo período no ano passado. Agora com mais investimentos do governo Lula, por meio da Autoridade Portuária de Santos (APS), o Porto estará mais competitivo e oferecendo ao mercado mais previsibilidade”, afirma. 

Conforme o superintendente, “o Porto de Itajaí voltará a ser pujante, com grande movimentação de cargas e navios, boa infraestrutura e com importância econômica e estratégica para região, estado e país”. Na reunião na Fiesc, serão detalhados os principais pontos do plano. 

No pacote estão recursos para a expansão portuária, incluindo as obras do canal de acesso do rio Itajaí-açu, segunda etapa da bacia de evolução, readequação dos molhes de Itajaí, retirada do casco soçobrado do navio Pallas e obra de contenção da margem direita do canal portuário. 

Os investimentos ainda contemplam melhorias no serviço de dragagem, que terá uma licitação definitiva, e a construção do novo píer turístico pra atracação de navios de cruzeiros, previsto em área ao lado do Centreventos. “O governo Lula tem compromisso com Santa Catarina e vamos trabalhar para garantir os investimentos”, frisa o superintendente. 

Licitação da dragagem

Ainda nesta semana, na quinta-feira, o superintendente do Porto de Itajaí estará em Brasília (DF) para reunião no Ministério dos Portos e outros órgãos federais. O assunto principal da agenda será a continuidade das tratativas sobre o edital definitivo da concessão da dragagem, que deve ser publicado ainda este ano.

O atual contrato foi prorrogado emergencialmente por mais um ano, até a conclusão do novo edital, que prevê a concessão da dragagem por 25 anos. O contrato de longo prazo garantiria a manutenção do canal portuário, sem riscos de interrupções como a ocorrida em 2024 devido à falta de pagamento do serviço pelo porto. 

Em sua última visita à capital federal, João Paulo Tavares Bastos participou de uma reunião técnica no Ministério dos Portos. Segundo ele, o governo federal demonstrou apoio aos projetos voltados à ampliação da competitividade do Porto de Itajaí e na elaboração do plano de investimentos.

Fonte: Diarinho

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Agronegócio, Investimento, Tecnologia

Missão do Brasil em Angola mira investimentos no agro e transferência tecnológica

Ministro Carlos Fávaro ressaltou que, nos próximos meses, país africano poderá contar com a presença efetiva da Embrapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) organizou uma missão de negócios para levar produtores e empresários rurais do Brasil para Angola, na África.

O grupo de cerca de 30 pessoas, liderado pelo próprio ministro Carlos Fávaro, está no país de língua portuguesa para conhecer o potencial local na produção de alimentos e prospectar áreas para investimento de brasileiros.

“Estamos aqui na segunda visita a Angola em cinco meses buscando reverter o tempo perdido. Entendemos que há oportunidades recíprocas para os dois países. O Brasil tem semelhanças de clima, terra, água e de oportunidades na agricultura tropical. O Brasil que também já foi um grande importador de alimentos e conseguiu, através da Embrapa, principalmente, da pesquisa, desenvolver sua agropecuária forte, pujante e hoje com excedentes a ser exportados pode e quer ajudar a Angola a atingir esse patamar”, disse o chefe da pasta.

“Angola vive um momento de grande transformação e aposta na diversificação de sua economia, tenho a agricultura e a agroindústria como pilares desse processo”, complementou o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada.

A missão brasileira em Angola começou pela capital Luanda, e segue ao longo da semana com visitas a propriedades com potencial para investimentos em áreas das províncias de Malanje e de Cuenza Norte, para depois retornar a Luanda.

“Nós estamos chegando hoje e vamos andar para conhecer as áreas produtivas, e analisar a disponibilidade de crédito, estradas, armazéns, quer dizer, para produzir grão precisa de um monte de coisas. Já existe agricultura aqui, já estamos sabendo, mas temos que acabar conhecendo um pouquinho mais a fundo e saber o que pode ser feito. Mas com certeza existe jeito para tudo”, ressaltou o produtor e distribuidor de insumos em Lucas do Rio Verde (MT), Carlos Simon.

A primeira visita dos brasileiros ao país africano foi ao porto da capital, por onde passam 80% de todas as exportações e importações de Angola. Ali, eles conheceram o moinho de trigo que faz parte de um dos principais grupos da cadeia do agro do país africano, que procura parceiros para ampliar as operações com trigo, feijão e arroz, entre outras culturas.

Embrapa na África

Um dos pontos chaves entre os acordos assinados entre Brasil e Angola é a transferência tecnológica. No encontro, o ministro Carlos Fávaro anunciou que, nos próximos meses, Angola poderá contar com a presença efetiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Para que Angola dê esse passo importante, superamos as burocracias e os pesquisadores da Embrapa poderão estar aqui, auxiliando e transferindo tecnologia”, finalizou.

Fonte: Canal Rural

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Comércio, Comércio Exterior, Investimento

Comitê Diretor do Partenariat pour le Coton aborda prioridades para o setor algodoeiro

O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) sediou uma reunião do Comitê Diretor da iniciativa Partenariat pour le Coton em sua sede no Cairo, Egito, nos dias 28 e 29 de abril. Com base em uma série de consultas nacionais realizadas no ano passado nos países do Algodão 4+ (Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Côte d’Ivoire), a reunião marcou um passo significativo para consolidar prioridades de investimento e desenvolver estratégias nacionais e regionais de dez anos para fortalecer as cadeias de valor do algodão.

Os participantes se concentraram em transformar as necessidades identificadas em oportunidades de investimento concretas e apresentaram os resultados das consultas nacionais e regionais. Também validaram os termos de referência do Partenariat, incluindo sua estrutura de membros, escopo geográfico e funções principais.

Em seu discurso de abertura, o Vice-Diretor-Geral da OMC, Jean-Marie Paugam, destacou a importância de fortalecer as cadeias de valor algodão–têxtil–vestuário nos países do C-4+ por meio do aumento do valor agregado, da ampliação das oportunidades comerciais e de resultados sustentáveis de desenvolvimento. Ele observou que o objetivo da reunião era triplo: apresentar os relatórios nacionais e regionais resultantes das consultas; destacar as prioridades nacionais e as necessidades de investimento; e explorar as opções de assistência técnica e financiamento propostas pelas instituições financeiras em resposta a essas conclusões. Sua fala completa (em francês) está disponível aqui.

A Sra. Kanayo Awani, Vice-Presidente Executiva do Afreximbank para o Desenvolvimento do Comércio Intra-Africano e de Exportação, ressaltou a necessidade de enfrentar questões relacionadas aos baixos rendimentos e à limitada capacidade de processamento, às mudanças climáticas e sua variabilidade, às flutuações do mercado, aos preços globais do algodão e à infraestrutura e tecnologia insuficientes, que dificultam a produtividade e a eficiência. Para que os países do C-4+ consigam se modernizar e se integrar à cadeia global de valor do algodão, é necessário resolver esses desafios, afirmou.

Durante os dois dias de encontro, o Comitê Diretor participou de sessões temáticas sobre práticas sustentáveis na produção de algodão e sobre mecanismos de financiamento para o desenvolvimento das cadeias de valor, alinhados aos resultados das consultas nacionais. Um painel de alto nível explorou estratégias para destravar investimentos voltados à industrialização do algodão e à transformação local na região do C-4+.

A reunião foi concluída com discussões voltadas para o futuro sobre o apoio às prioridades do C-4+, incluindo a criação de um Fundo de Apoio dedicado ao Partenariat do C-4+ para facilitar a participação em atividades de capacitação e reuniões internacionais importantes. Os participantes também discutiram os preparativos para o próximo Dia Mundial do Algodão, que será realizado em outubro de 2025 no Chade, em colaboração com o Centro de Comércio Internacional (ITC).

Estiveram presentes representantes da OMC, da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Better Cotton (BC), do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), da FIFA, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). Também participaram representantes da Corporação Financeira Internacional (IFC), do Centro de Comércio Internacional (ITC), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), além de parceiros de desenvolvimento como a China e a União Europeia, bem como representantes dos países do C-4+.

O setor privado foi representado pela Gherzi, uma empresa de consultoria em gestão têxtil e engenharia, que contribuiu com uma apresentação técnica oferecendo insights importantes e orientando as discussões que se seguiram.

A próxima oportunidade para dar continuidade a essas discussões será a reunião do Mecanismo de Consulta do Diretor-Geral sobre o Algodão, agendada para 14 de maio, em Genebra.

Fonte: World Trade Organization

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Internacional, Investimento, Negócios

IBM segue Nvidia e Apple e anuncia investimentos de US$ 150 bilhões nos EUA

Gigante de tecnologia fará aportes para expandir fabricação de computadores quânticos. CEO diz que companhia seguirá no epicentro de recursos em IA

A gigante americana de tecnologia IBM anunciou, nesta segunda-feira, 28 de abril, que irá investir US$ 150 bilhões nos próximos cinco anos nos Estados Unidos. A iniciativa vai no caminho do que pretende o presidente americano Donald Trump, de iniciar um processo de reindustrialização, com a presença de fábricas de grandes players globais no país.

O anúncio da IBM ocorre dias após Nvidia e Apple também revelarem aportes expressivos em unidades de produção. No dia 14 de abril, as duas informaram que injetariam US$ 500 bilhões, cada uma, nos próximos quatro anos no país. Enquanto a Nvidia produzirá servidores de Inteligência Artificial (IA), a Apple pretende construir uma fábrica no Texas, além de investir também em servidores e programas para Apple TV+.

Do total revelado pela IBM, cerca de US$ 30 bilhões serão usados para expandir a fabricação nos Estados Unidos de computadores quânticos e mainframes, sistemas usados para lidar com grandes volumes de dados. Mais de 70% de todas as transações mundiais, em valor, passam pelos mainframes da IBM, fabricados nos Estados Unidos.

“Temos nos concentrado em empregos e na indústria americana desde a nossa fundação, há 114 anos, e com esse investimento e compromisso com a manufatura, estamos garantindo que a IBM continue sendo o epicentro dos recursos de computação e IA mais avançados do mundo”, diz o CEO da companhia, Arvind Krishna, em comunicado divulgado pela empresa.

Especialistas enxergam que os anúncios recentes expressam uma espécie de resposta a Trump, que vem travando uma guerra global a partir de aumentos de tarifas de importação.

De qualquer forma, a Casa Branca informou, também no início de abril, a isenção de tarifas para smartphones, laptops e chips, cujos produtos são amplamente importados.

“Embora acreditemos que a IBM continuará investindo na área emergente da tecnologia quântica, o número bombástico é mais provavelmente um gesto em direção à administração dos EUA”, disse à Reuters o analista Gil Luria, da DA Davidson.

Segundo ele, as empresas de tecnologia têm usado as promessas de investimento nos Estados Unidos como uma forma de se blindar aos conflitos comerciais, principalmente entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping.

Nos últimos cinco anos, a IBM relatou investimentos de US$ 33,6 bilhões, voltados principalmente ao segmento de pesquisa e desenvolvimento no mundo. No período, as despesas operacionais foram de US$ 141,8 bilhões.

No balanço divulgado na semana passada, a IBM registrou lucro líquido de US$ 1,055 bilhão no primeiro trimestre de 2025, queda de 34,2% sobre US$ 1,605 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.

A receita nos primeiros três meses de 2025 foi de US$ 14,54 bilhões, 1% maior do que a reportada um ano atrás.

O anúncio de investimentos mexeu pouco com as ações da companhia. Até 12h30, os papeis registravam alta de 0,21% na Bolsa de Nova York. No acumulado de 12 meses, as ações acumulam valorização de quase 40%. A IBM está avaliada em US$ 216,4 bilhões.

Fonte: NeoFeed

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Investimento, Negócios, Notícias, Oportunidade de Mercado, Portos, Tecnologia, Tributação

Portonave eleva plano de investimento em R$ 440 mi em Navegantes

A Portonave, terminal privado da Terminal Investment Limited (TIL) em Navegantes(SC), acaba de fechar um novo investimento de R$ 439 milhões, para a compra de equipamentos que deverão ampliar sua capacidade do atual patamar de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs, a partir de 2026.

Os recursos se somam ao plano de investimento de R$ 1 bilhão, já em curso desde o ano passado. A companhia, que tem como controladora um dos maiores grupos de navegação globais, a MSC, vem trabalhando para reforçar seu cais, para receber os maiores navios do mercado, de até 400 metros de comprimento.

A primeira etapa desse investimento deverá ser concluída em julho, quando se inicia a obra de reforço dos outros 50% do terminal, segundo Osmari Castilho, diretor superintendente administrativo da Portonave. A construção completa deverá se encerrar em meados de 2026.

Também nesse prazo deverão chegar os equipamentos recém-adquiridos pela companhia. Foram comprados dois guindastes “Ship-to-Shore” (STS), com capacidade para carregar e descarregar os contêineres dos maiores navios do mercado. As unidades deverão se somar aos quatro guindastes STS já em operação.

O Portonave também adquiriu 14 guindastes “Rubber Tyred Gantry” (RTG), para fazer a movimentação de contêineres no pátio do terminal, que se somam a outros 18 equipamentos já existentes. Com isso, a empresa conseguirá ampliar a capacidade dinâmica do terminal.

Em 2024, quando todos os terminais de contêineres do país passaram por forte congestionamento, o Portonave chegou a uma ocupação na casa dos 90% em alguns momentos. Neste ano, o fluxo já se normalizou, mas a taxa média está em cerca de 70%.

Além de ampliar a capacidade, o plano de investimentos busca preparar o terminal para a chegada das grandes embarcações que circulam no mundo, que tendem a dar mais eficiência à operação logística. Porém, a entrada desses navios ainda depende de um investimento adicional, para o aprofundamento do canal de acesso do Porto de Itajaí – obra que depende de uma iniciativa do poder público. O plano do governo é fazer uma concessão do canal, que incluiria o aumento do calado. Porém, ainda não há previsão de data para o projeto.

“O ideal é que o cronograma da concessão andasse junto da obra do terminal, para que possamos operar os navios maiores. Esperamos que isso tenha celeridade, estamos acompanhando”, disse Castilho. “[O aprofundamento] vai ter que acontecerem algum momento, o que pode haver é um descasamento, e estarmos preparados antes do canal”, afirmou.

Outra preocupação da empresa para os próximos anos são os possíveis impactos da reforma tributária sobre a movimentação em Santa Catarina, que atraiu carga por meio de incentivos fiscais. Porém, Castilho diz que não prevê um esvaziamento do porto. Para ele, o investimento em infraestrutura na região garante competitividade.“Outra vantagem é a potência da indústria catarinense.”

Fonte: Valor Econômico

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Mercado Livre anuncia investimento de R$ 34 bi no Brasil em 2025

O valor marca um crescimento de 47,8% nos aportes em relação ao ano anterior e um aumento exponencial em relação a 2018

O Mercado Livre planeja investir R$ 34 bilhões este ano no Brasil, seu principal mercado, informou o vice-presidente sênior do Mercado Livre e líder das operações de marketplace da companhia no Brasil, Fernando Yunes, nesta segunda-feira (8).

O valor, que também inclui certas despesas operacionais, é um recorde para o Mercado Livre no Brasil, à medida que a empresa tem intensificado seus investimentos no país nos últimos oito anos.

O valor marca um crescimento de 47,8% nos aportes em relação ao ano anterior e um aumento exponencial em relação a 2018, quando o Mercado Livre investiu R$ 1 bilhão no Brasil.

Em evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos centros de distribuição do Mercado Livre no Estado de São Paulo, o executivo acrescentou que a empresa de comércio eletrônico espera criar cerca de 14 mil empregos no Brasil em 2025, chegando a mais de 50 mil funcionários no país até o final do ano.

Atualmente, o país responde por mais de 50% das receitas do Mercado Livre. Em um comunicado, a empresa afirmou que os recursos serão direcionados para logística e tecnologia em seus negócios de e-commerce e fintech, além de programas de fidelização, entretenimento, marketing e contratação.

No mês passado, o Mercado Livre, cujas ações são negociadas em Nova York, anunciou investimentos de US$ 3,4 bilhões no México, seu segundo maior mercado, para 2025.

FONTE: CNN Brasil
Mercado Livre anuncia investimento de R$ 34 bi no Brasil em 2025 | CNN Brasil

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