Sustentabilidade

Economia circular já é adotada por 57% das indústrias brasileiras, aponta CNI

Pesquisa da CNI mostra avanço de práticas de economia circular na indústria brasileira, com destaque para reciclagem, logística reversa e reaproveitamento de materiais

Mais da metade das indústrias adota práticas de economia circular

A economia circular já faz parte da rotina de 57% das empresas industriais brasileiras. Isso significa que quase seis em cada dez indústrias adotam pelo menos uma prática relacionada ao uso mais eficiente, à recuperação ou ao reaproveitamento de recursos nos processos produtivos.

Os dados integram a Sondagem Especial nº 102 – Economia Circular 2026, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de entrevistas com mais de 1.600 empresários do setor em todo o país.

A adesão varia conforme o porte das empresas. Entre as grandes indústrias, o percentual chega a 66%. Nas médias, a taxa é de 54%, enquanto entre as pequenas empresas fica em 43%.

Por segmento, os maiores índices de adoção aparecem em equipamentos de informática e eletrônicos, com 86%, produtos de borracha, com 85%, celulose e papel, com 78%, calçados, com 76%, e biocombustíveis, com 75%.

Para Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, os resultados mostram que a sustentabilidade na indústria também vem sendo associada à busca por maior eficiência. Ele ressalta, porém, a diferença de adesão entre empresas de diferentes portes e a necessidade de políticas voltadas às companhias menores.

Reciclagem lidera entre as práticas adotadas

A reciclagem é a iniciativa de economia circular mais presente entre as empresas consultadas. Segundo a pesquisa, 32% das indústrias afirmam utilizar essa estratégia para recuperar valor de produtos e materiais.

Na sequência aparecem a logística reversa de produtos e embalagens, citada por 26% das empresas, e a utilização de materiais reciclados ou recuperados na fabricação de produtos, também mencionada por 26%.

Os dados indicam que diferentes formas de reaproveitamento de recursos já estão incorporadas aos processos produtivos de uma parcela significativa da indústria nacional.

Economia circular também é relacionada à redução de emissões

Entre as empresas industriais que adotam práticas de economia circular, 57% consideram que essas iniciativas ajudam a diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

A percepção é maior entre as grandes empresas, alcançando 64%. Nas médias, o índice é de 53%, enquanto entre as pequenas chega a 46%.

Alguns segmentos apresentam percentuais superiores a 70% de empresas que reconhecem essa relação. É o caso de biocombustíveis, produtos de borracha, bebidas e celulose e produtos de papel.

Larissa Malta, analista de Políticas e Indústria da CNI, destaca que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira no âmbito do Acordo de Paris considera a economia circular uma ferramenta que vai além da gestão de resíduos, relacionando-a às estratégias de mitigação das mudanças climáticas e à meta de neutralidade climática do país até 2050.

Segundo a analista, práticas voltadas à eficiência no uso de recursos e à utilização de biomateriais podem contribuir para diminuir a intensidade das emissões da indústria.

Redução de custos aparece entre os principais benefícios

Os ganhos econômicos também estão entre os fatores associados à adoção da economia circular na indústria. A redução dos custos operacionais é apontada por 40% das empresas como o principal benefício esperado.

Outros resultados também são destacados pelos empresários:

  • 31% citam a melhoria da imagem corporativa;
  • 30% apontam o estímulo à inovação em produtos, processos e serviços.

Davi Bomtempo afirma que a expansão da economia circular está diretamente relacionada ao avanço da inovação tecnológica. Segundo ele, novas tecnologias podem permitir a criação de produtos mais duráveis, reparáveis e fáceis de desmontar, além de aprimorar processos de separação, reciclagem e reaproveitamento de materiais.

A pesquisa, no entanto, revela uma dificuldade na mensuração dos resultados. Embora 40% das empresas associem as práticas circulares a ganhos financeiros, 46% ainda não conseguem identificar de forma direta o impacto desses investimentos sobre o faturamento.

Entre as possíveis razões estão a dificuldade de medir determinados benefícios e o fato de parte dos resultados aparecer apenas no médio e longo prazo, como a redução de desperdícios, o aumento da eficiência no uso de recursos e a abertura de novas oportunidades de mercado.

Crédito, tecnologia e demanda estão entre os principais desafios

A pesquisa da CNI também avaliou os obstáculos encontrados pelas empresas para ampliar os investimentos em economia circular. As barreiras foram divididas em três grupos: econômicas; tecnológicas e de inovação; e culturais, relacionadas principalmente à percepção do mercado consumidor.

No aspecto econômico, a falta de demanda por produtos circulares e as altas taxas de juros aparecem empatadas como os principais entraves, citados por 25% das empresas. Em seguida está a ausência de isonomia tributária entre materiais reciclados e matérias-primas virgens, apontada por 23%.

Entre os desafios tecnológicos, 30% das indústrias consideram a viabilidade econômica das soluções necessárias como a principal barreira.

Nas pequenas empresas, a falta de mão de obra qualificada ganha destaque e é apontada por 21% dos entrevistados como um dos principais obstáculos internos.

Já no campo cultural, 37% dos industriais mencionam o comportamento e a falta de conhecimento do consumidor final como fatores relacionados à baixa demanda por produtos circulares. Outros 21% apontam a percepção negativa dos consumidores sobre esse tipo de produto.

Para Marcello Lira Doudement, analista de Políticas e Indústria da CNI, o custo do crédito dificulta a modernização das empresas e a adoção de novas tecnologias voltadas à circularidade.

Indústria defende incentivos para ampliar a circularidade

Na avaliação do setor industrial, políticas públicas capazes de oferecer maior previsibilidade e incentivos podem contribuir para acelerar a adoção de práticas circulares no Brasil.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão os incentivos econômicos para investimentos em infraestrutura de reciclagem e logística reversa. Essa alternativa é defendida por 47% dos empresários.

Outros 46% apontam a necessidade de incentivos para projetos de inovação em economia circular.

Os resultados da sondagem mostram, portanto, que a adoção de práticas circulares já alcança uma parcela expressiva da indústria brasileira, mas ainda existem diferenças importantes entre empresas de diferentes portes e desafios relacionados a financiamento, tecnologia, qualificação profissional e demanda do consumidor.

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CNI

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Inovação

WEG inaugura Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na China para impulsionar inovação global

A gigante brasileira WEG deu um novo passo em sua trajetória de expansão tecnológica. No dia de seu aniversário de 65 anos, celebrado em uma quarta-feira (16), a companhia inaugurou oficialmente um Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na cidade de Wuxi, localizada na província de Jiangsu, na China. O espaço chega para fortalecer o polo fabril que a multinacional já mantém no território chinês.

O principal propósito da nova estrutura é acelerar o desenvolvimento e a chegada de tecnologias de ponta ao portfólio global da marca. Para isso, o local conta inicialmente com um moderno laboratório de testes com 900 metros quadrados, totalmente equipado para projetos, pesquisas e validação rigorosa de componentes.

Estrutura e foco em alta tecnologia

Projetado para atender aos mais exigentes padrões globais, o laboratório dará suporte direto a áreas cruciais como engenharia de confiabilidade, homologação de parceiros, conformidade com normas internacionais e ensaios validados por clientes.

De acordo com o Vice-Presidente de Tecnologia da WEG, Carlos Grillo, a unidade consolida um investimento estratégico voltado para a criação de soluções de próxima geração. O foco abrange frentes vitais da indústria 4.0, incluindo:

  • Motores elétricos de alta velocidade e modelos de ímãs permanentes de baixa e média tensão;
  • Eletrônica de potência, automação industrial e robótica avançada;
  • Sistemas de acionamento com arquiteturas integradas e soluções digitais inovadoras.

Segundo o executivo, o polo tecnológico funcionará como uma ponte para integrar fornecedores locais e conectar a companhia ao acelerado ecossistema de inovação chinês, alinhando-se à meta global de internacionalização tecnológica da empresa.

Integração com o ecossistema tecnológico asiático

Concebido como um ambiente multidisciplinar, o Centro de P&D em Wuxi nasce integrado às principais demandas do mercado asiático. A estrutura funcionará como um elo de proximidade entre a WEG, universidades locais, startups, fornecedores e clientes, fortalecendo a presença da marca em um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

A história da WEG na China começou a ser escrita em 2004, com a aquisição de sua primeira fábrica em Nantong. Duas décadas depois, a operação no país asiático expandiu-se expressivamente, contando hoje com seis parques fabris e uma força de trabalho de aproximadamente três mil colaboradores.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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Tecnologia

SENAI/SC articula rede de robótica avançada para aumentar produtividade da indústria

O SENAI/SC está coordenando uma iniciativa para integrar universidades, centros de pesquisa e instituições de ciência, tecnologia e inovação com o objetivo de fortalecer a robótica avançada em Santa Catarina. A articulação faz parte do Projeto Estruturante para Integração e Fortalecimento da Rede Catarinense de Robótica Avançada, apoiado pela Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

O projeto conta com investimento aproximado de R$ 5 milhões e busca conectar competências já existentes no Estado para ampliar a aplicação de tecnologias avançadas no setor produtivo.

Projeto aproxima pesquisa, empresas e indústria

A iniciativa pretende fortalecer a cooperação entre pesquisadores, empresas e fornecedores de tecnologia, criando condições para acelerar o desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios enfrentados pela indústria catarinense.

Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, a integração entre diferentes áreas do conhecimento é fundamental para avançar em uma tecnologia que envolve múltiplas competências.

Para ele, o projeto também representa uma oportunidade de aproximar o desenvolvimento tecnológico das necessidades reais da indústria, especialmente em áreas emergentes como a Physical AI.

Physical AI combina inteligência artificial e robótica

A Physical AI (Inteligência Artificial Física) é um dos campos que ganham destaque na iniciativa. O conceito reúne inteligência artificial, robótica, sensores, câmeras e sistemas autônomos capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e executar tarefas no mundo real.

O SENAI/SC já trabalha com aplicações relacionadas à tecnologia por meio de seus Institutos SENAI de Inovação. Entre os recursos utilizados estão robôs humanoides, robôs quadrúpedes, drones e outros sistemas autônomos.

A expectativa é que a integração entre essas tecnologias contribua para o desenvolvimento de soluções com aplicações em diferentes processos industriais.

Robótica pode ampliar produtividade e competitividade

A articulação da rede catarinense busca transformar conhecimento e infraestrutura tecnológica em aplicações capazes de atender demandas concretas das empresas.

Entre os possíveis impactos estão ganhos de produtividade industrial, segurança, eficiência operacional e competitividade.

A aproximação entre empresas, pesquisadores e fornecedores também pode facilitar a identificação de oportunidades para adoção de automação industrial, robótica e sistemas baseados em inteligência artificial.

SENAI/SC conta com infraestrutura para inovação

A iniciativa também utiliza a estrutura de inovação tecnológica do SENAI/SC. A instituição possui duas Unidades Embrapii, localizadas em Florianópolis e Joinville.

As unidades reúnem competências em áreas como sistemas embarcados, manufatura avançada, tecnologias a laser e aplicações de robótica.

Essa infraestrutura permite apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação direcionados às necessidades da indústria.

Atlas da Robotização vai mapear oportunidades

Uma das principais entregas previstas pelo projeto é o Atlas da Robotização. A ferramenta terá a função de identificar fornecedores de tecnologias de robótica e automação e relacioná-los às atividades e ocupações da indústria catarinense que apresentam potencial para automação ou robotização.

O mapeamento deverá formar uma base de inteligência para auxiliar empresas e instituições na identificação de oportunidades de aplicação da robótica avançada e da Physical AI.

Além de orientar empresas, o Atlas poderá contribuir para a definição de prioridades em desenvolvimento tecnológico, formação profissional e projetos de inovação.

Tecnologia mais próxima das necessidades da indústria

Com a integração de competências e informações sobre o mercado, a proposta é aproximar a oferta tecnológica das demandas efetivas do setor produtivo.

A expectativa é que a rede catarinense contribua para acelerar a adoção de soluções de robótica e automação industrial, além de estimular novos projetos de pesquisa e inovação no Estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fapesc

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Investimento

Investimentos estrangeiros na China crescem com expansão do mercado e avanços na inovação

A ampliação do mercado consumidor, o avanço tecnológico e a busca por maior estabilidade em um cenário internacional desafiador têm levado empresas multinacionais a aumentar seus investimentos na China.

Um dos exemplos é o complexo integrado da BASF em Donghai, na cidade de Zhanjiang, na província de Guangdong. O empreendimento da gigante química alemã entrou em operação plena em março, após sete anos de construção, e representa o maior investimento individual da companhia no mundo.

Com aproximadamente quatro quilômetros quadrados de área e aporte de cerca de 8,7 bilhões de euros (US$ 9,89 bilhões), a unidade reúne mais de 30 linhas de produção voltadas ao setor químico.

China ganha espaço como polo de inovação industrial

Segundo Markus Kamieth, CEO da BASF, o projeto em Zhanjiang representa uma nova fase para a indústria química, baseada em eficiência, digitalização e sustentabilidade.

A companhia avalia que a China terá papel central no crescimento global do setor. A expectativa é que o país responda por cerca de 75% da expansão da indústria química mundial até 2035.

O movimento da BASF acompanha uma tendência mais ampla entre empresas estrangeiras na China, que buscam aproveitar o tamanho do mercado local, a força das cadeias de suprimentos e o ambiente voltado à inovação.

Número de empresas estrangeiras aumenta no país

Dados do Ministério do Comércio da China mostram que quase 4.800 empresas financiadas por capital estrangeiro realizaram novos investimentos no país no primeiro semestre de 2026.

No mesmo período, o número de novas empresas com participação estrangeira cresceu 5,3% na comparação anual. O investimento estrangeiro direto (IED) utilizado efetivamente alcançou 402,14 bilhões de yuans, equivalente a US$ 59,22 bilhões.

Os números indicam uma manutenção do interesse internacional pelo mercado chinês, mesmo diante de incertezas econômicas globais e mudanças no cenário geopolítico.

Pesquisas apontam confiança de multinacionais no mercado chinês

A percepção positiva sobre a China também aparece em levantamentos empresariais.

Uma pesquisa do Conselho Empresarial EUA-China revelou que 92% das empresas consultadas registraram lucro no país em 2025.

Outro levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China apontou que 75% dos entrevistados consideram suas operações chinesas mais produtivas do que atividades realizadas em outras regiões do mundo.

Os resultados reforçam a avaliação de que a China continua sendo um mercado estratégico para companhias internacionais.

Mercado financeiro chinês atrai novos investidores

A abertura financeira do país também tem ampliado oportunidades para investidores estrangeiros.

Em junho, o Ministério da Fazenda do Brasil apresentou uma carta de intenção à Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro da China, iniciando o processo para uma possível emissão de títulos soberanos brasileiros em yuan, conhecidos como Panda Bonds.

Segundo dados do Banco Popular da China, as emissões de Panda Bonds nos primeiros cinco meses de 2026 alcançaram 136,5 bilhões de yuans, volume 1,9 vez superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, o valor acumulado das operações chegou a 167,5 bilhões de yuans, crescimento anual de 93%.

Capital estrangeiro migra para setores de alta tecnologia

A composição dos investimentos internacionais na China também passa por mudanças. O país tem atraído cada vez mais recursos para áreas ligadas à inovação, tecnologia e manufatura avançada.

No primeiro semestre de 2026, os investimentos estrangeiros em serviços de alta tecnologia e manufatura de alta tecnologia cresceram 61% em relação ao ano anterior. Esses setores passaram a representar 36% do total recebido, 11 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período anterior.

Segundo Zhao Yuchao, porta-voz da Administração Estatal de Divisas da China, o perfil do investimento estrangeiro vem evoluindo.

De acordo com ele, as empresas internacionais estão deixando de buscar apenas vantagens relacionadas a custos e escala de produção e passando a participar de forma mais intensa do desenvolvimento de produtos e tecnologias criados no país.

China aposta em abertura e modernização para atrair empresas globais

A modernização industrial, o avanço tecnológico e a ampliação da abertura institucional são apontados como fatores que fortalecem o ambiente de negócios chinês.

Com uma economia cada vez mais orientada pela inovação, a China busca oferecer condições mais previsíveis para que investidores estrangeiros desenvolvam projetos de longo prazo e participem de novas oportunidades nos setores estratégicos.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Economia

Plano Brasil Soberano amplia acesso ao crédito e reduz exigências para empresas

As novas regras do Plano Brasil Soberano passaram a valer nesta segunda-feira (8), ampliando o número de empresas aptas a solicitar financiamentos oferecidos pelo programa federal. A principal mudança reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento necessário para acesso às linhas de crédito.

A alteração, anunciada pelo governo na semana passada, busca facilitar o atendimento a empresas afetadas por fatores externos, como as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos e os reflexos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Novos critérios ampliam alcance do programa

Com a flexibilização das regras, empresas exportadoras e fornecedoras que registraram perdas menores de receita poderão pleitear recursos do programa.

A medida beneficia especialmente companhias enquadradas nos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano, voltados para setores impactados pelo cenário internacional.

Entre os contemplados estão:

  • Exportadores de bens industriais afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos;
  • Fornecedores ligados a cadeias produtivas impactadas pelas restrições comerciais;
  • Empresas com operações ou relações comerciais em países do Oriente Médio afetados por conflitos regionais.

Agora, basta comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência para solicitar o crédito.

Como será feita a comprovação das perdas

Os critérios de análise variam conforme o grupo de enquadramento da empresa.

Para os integrantes do grupo 1, a comparação do faturamento deverá considerar o período entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

Já para as empresas enquadradas no grupo 3, a avaliação será feita com base nos resultados obtidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Setores industriais estão entre os mais beneficiados

No grupo relacionado aos impactos das tarifas norte-americanas, diversos segmentos industriais poderão acessar as linhas de financiamento.

Entre eles estão:

  • Aço;
  • Cobre;
  • Alumínio;
  • Indústria automotiva;
  • Setor moveleiro.

A expectativa é que a medida ajude a preservar investimentos, fortalecer a competitividade e reduzir os efeitos das oscilações do mercado internacional.

Setores estratégicos mantêm regras já estabelecidas

A nova portaria não altera as condições aplicadas ao grupo formado por atividades consideradas estratégicas para a economia nacional.

Entre os segmentos enquadrados nessa categoria estão:

  • Têxtil;
  • Químico;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Eletrônicos e informática;
  • Borracha e plástico;
  • Equipamentos de transporte;
  • Minerais críticos.

Esses setores continuam elegíveis às linhas de apoio previstas no programa, seguindo os critérios já definidos anteriormente.

Como solicitar financiamento pelo Plano Brasil Soberano

As empresas dos grupos 1 e 3 podem consultar a elegibilidade por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital para acessar o sistema.

Já as empresas enquadradas em outros segmentos devem verificar se sua atividade econômica, registrada por meio da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no CNPJ, está entre as contempladas pela regulamentação vigente.

Linhas de crédito disponíveis

O programa disponibiliza recursos para diferentes finalidades ligadas ao desenvolvimento empresarial e à expansão da atividade produtiva.

Entre as modalidades de financiamento oferecidas estão:

  • Capital de giro;
  • Produção voltada à exportação;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Inovação tecnológica;
  • Adaptação de produtos, processos e serviços.

A ampliação do acesso ao crédito faz parte da estratégia do governo para apoiar empresas afetadas por instabilidades internacionais e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Paulo Lacerda/CNI

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Importação

Importações de dispositivos médicos ultrapassam US$ 11 bilhões e evidenciam desafios da indústria nacional

As importações de dispositivos médicos no Brasil devem superar a marca de US$ 11 bilhões em 2025, conforme aponta o Relatório Setorial 2026 da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). O resultado reforça a crescente dependência do mercado nacional por equipamentos desenvolvidos no exterior e acende um alerta para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.

De acordo com a entidade, o avanço das compras internacionais não está relacionado apenas às oscilações cambiais. O cenário também reflete limitações estruturais da produção nacional, especialmente em segmentos que exigem maior nível de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Produção local atende apenas parte da demanda do mercado

Atualmente, a indústria brasileira é responsável por cerca de 35% do consumo aparente de equipamentos médicos no país. Enquanto isso, hospitais, clínicas e instituições de saúde seguem ampliando investimentos em tecnologias voltadas para diagnóstico, monitoramento de pacientes, digitalização de processos e sistemas de suporte à vida.

O aumento da procura por soluções mais avançadas tem ocorrido em ritmo superior à capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos de alta complexidade, ampliando a participação dos produtos importados no setor.

Reorganização global das cadeias produtivas impacta o setor

Outro fator apontado pela Abimo é a transformação das cadeias globais de produção após a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, diversas economias desenvolvidas passaram a adotar estratégias para fortalecer a fabricação doméstica de itens considerados estratégicos, incluindo produtos para a área da saúde e semicondutores.

Esse movimento tem intensificado a concorrência internacional e aumentado os desafios para países que buscam expandir sua presença na produção de tecnologias médicas avançadas.

Competitividade depende de produtividade e inovação

Segundo dados da associação, a produtividade da indústria brasileira de dispositivos médicos alcançou aproximadamente R$ 354 mil por trabalhador formal em 2025. Apesar do avanço, representantes do setor defendem medidas que estimulem ganhos de escala, inovação e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da Abimo, a competitividade da indústria de saúde envolve uma série de fatores que vão além da taxa de câmbio.

“A discussão sobre competitividade na saúde vai muito além do câmbio. Hoje envolve produtividade, escala industrial, inovação e capacidade tecnológica”, destacou.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Evento

SC Expo Defense destaca inovações em defesa e segurança com satélites, drones e soluções tecnológicas

A SC Expo Defense, realizada na sede da FIESC, encerrou nesta sexta-feira (22) consolidando-se como vitrine para as principais inovações em defesa e segurança desenvolvidas no estado. O evento apresentou uma ampla gama de soluções voltadas ao setor, reunindo desde drones interceptadores, embarcações customizadas e coletes balísticos flutuantes até sistemas computacionais avançados e tecnologias sustentáveis para reaproveitamento energético.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a diversidade de projetos apresentados evidencia o potencial de expansão da indústria catarinense no segmento.

Segundo ele, a feira reforça a proposta de integrar empresas consolidadas, startups, instituições de ensino, centros de pesquisa e representantes das forças de segurança em torno de uma cadeia produtiva de alto valor agregado.

Tecnologia dá novo destino às baterias de veículos elétricos

Entre os destaques, a Celesc apresentou o projeto Energia Celesc A Bordo, desenvolvido em parceria com a UFSC e a WEG.

A solução consiste em um caminhão equipado com baterias de íons de lítio reaproveitadas, formando um Sistema Transportável de Armazenamento de Energia em Baterias (STAEB). O projeto utiliza baterias que já não atendem ao uso automotivo, mas que ainda mantêm entre 70% e 80% da capacidade operacional.

A tecnologia pode ser utilizada para manter o fornecimento de energia durante manutenções, atender situações emergenciais e oferecer suporte em áreas críticas, antecipando desafios ambientais ligados à eletromobilidade.

Nanossatélites e transferência tecnológica reforçam soberania nacional

O SENAI/SC levou ao evento experiências ligadas ao desenvolvimento de nanossatélites, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados.

A instituição participou da criação do VCUB1, considerado o primeiro satélite integralmente brasileiro, além do projeto Catarina-A2, iniciativas voltadas ao fortalecimento da tecnologia espacial nacional.

Já a Força Aérea Brasileira apresentou uma réplica do caça supersônico F-39 Gripen. O modelo, originalmente desenvolvido pela Saab, passou a ser produzido parcialmente no Brasil após acordo de transferência tecnológica firmado com a FAB.

A parceria já possibilitou a capacitação de cerca de 350 engenheiros brasileiros na Suécia. Das 36 aeronaves adquiridas, 15 terão montagem final em território nacional.

Dinâmica interativa aproxima público do trabalho pericial

Outro espaço que chamou atenção foi a atividade promovida pela Polícia Científica de Santa Catarina.

A ação simulou uma cena de crime com elementos investigativos para que visitantes participassem da coleta de evidências e da resolução do caso fictício.

De acordo com a perita criminal Júlia Campos Dotto, a iniciativa teve como objetivo aproximar a população do trabalho técnico desenvolvido pelo setor e conscientizar sobre os principais tipos de ocorrências investigadas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Junior Somensi

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Indústria

Itajaí avança na indústria de defesa com criação de novo polo estratégico

A cidade de Itajaí deu um passo importante para fortalecer sua presença na indústria de defesa brasileira. A Prefeitura, a Fiesc e o Sebrae assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a criação do Polo da Indústria da Defesa no município.

O acordo foi formalizado durante a abertura da 4ª edição da SC Expo Defense, Inovação e Tecnologia, em Florianópolis. A proposta busca estimular novos investimentos, incentivar a inovação tecnológica e ampliar a participação de empresas catarinenses em um setor considerado estratégico para a economia nacional.

Polo pretende fortalecer cadeia produtiva do setor

Com a parceria, as instituições envolvidas pretendem unir esforços para impulsionar negócios, fomentar pesquisas e desenvolver a cadeia produtiva ligada às áreas de defesa e segurança.

A iniciativa ganha força porque Itajaí já abriga uma das operações mais relevantes da indústria naval militar do país: o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), conduzido pelo TKMS Brasil Sul.

O projeto é considerado atualmente o maior programa de construção naval militar em execução no Brasil, com investimentos estimados em R$ 12 bilhões. Além disso, o empreendimento gera cerca de 2 mil empregos diretos e mais de 6 mil vagas indiretas na região.

Projeto quer atrair empresas de tecnologia e pesquisa

Além da fabricação das fragatas, o futuro polo industrial pretende ampliar a presença de fornecedores, startups, centros de pesquisa e instituições de ensino voltadas ao segmento de defesa nacional.

A expectativa é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e serviços voltados às demandas das Forças Armadas e do setor de segurança.

Outro fator considerado estratégico para a implantação do polo é a infraestrutura logística de Itajaí. O município conta com porto, acesso rodoviário e tradição industrial, características vistas como fundamentais para a expansão da atividade econômica.

Prefeitura destaca protagonismo de Itajaí no setor

Segundo o prefeito Robison Coelho, a formalização do protocolo marca um avanço importante para consolidar o município como referência nacional na área de defesa.

De acordo com ele, a cidade já ocupa posição de destaque com a construção das fragatas e agora busca ampliar sua atuação no fornecimento para a base industrial de defesa do país, além de abrir novas oportunidades econômicas para a região.

Indústria de defesa movimenta bilhões na economia

A chamada Base Industrial de Defesa reúne empresas, universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção de equipamentos utilizados pelas Forças Armadas.

O setor engloba a produção de navios, aeronaves, drones, radares, sistemas tecnológicos e diversos componentes estratégicos para operações militares e de segurança.

Dados da Estratégia Nacional de Defesa 2025 apontam que cada R$ 1 investido na indústria de defesa pode gerar aproximadamente R$ 10 no Produto Interno Bruto (PIB). Já aportes de R$ 10 milhões no segmento têm potencial para movimentar cerca de R$ 18,6 milhões na economia de forma direta e indireta.

Em Santa Catarina, o setor movimentou cerca de R$ 211 milhões no último ano, consolidando o estado entre os principais polos brasileiros da área.

Com a criação do novo polo industrial, a expectativa é ampliar a competitividade regional, atrair novos empreendimentos e fortalecer Itajaí como referência nacional em tecnologia de defesa e inovação industrial.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo / Marinha do Brasil

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Tecnologia

Demissões na Microsoft: empresa cria plano e acelera transição para inteligência artificial

A Microsoft iniciou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos como parte de uma reestruturação focada em inteligência artificial (IA). A iniciativa pode alcançar cerca de 7% da força de trabalho no país, o que representa aproximadamente 8,7 mil profissionais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o plano marca uma mudança relevante na estratégia da companhia, que busca adaptar sua estrutura ao avanço das novas tecnologias.

Foco em profissionais mais experientes

O programa é direcionado principalmente a funcionários com maior tempo de casa. Para aderir, os colaboradores precisam atingir uma pontuação mínima que combina idade e anos de serviço, concentrando a proposta em perfis mais seniores.

Executivos de alto escalão e áreas consideradas estratégicas ficaram de fora da iniciativa, indicando uma seleção criteriosa dentro do processo de reestruturação.

Estratégia ligada ao avanço da inteligência artificial

A medida está inserida em um movimento mais amplo de reorganização interna, com foco na expansão de soluções baseadas em tecnologia e inovação. A empresa busca simplificar operações e aumentar a agilidade diante de um cenário competitivo cada vez mais orientado pela IA.

Nos últimos meses, a companhia também promoveu mudanças em sua liderança, especialmente em áreas ligadas a plataformas digitais e desenvolvimento tecnológico.

Redução de custos e pressão por eficiência

O setor de tecnologia tem direcionado investimentos bilionários para infraestrutura, como data centers e desenvolvimento de modelos avançados de IA. Esse cenário tem elevado a pressão por eficiência operacional e controle de despesas.

No caso da Microsoft, a reestruturação ocorre após cortes significativos realizados anteriormente, quando mais de 15 mil postos foram eliminados globalmente.

Tendência global no mercado de trabalho

O movimento da empresa reflete uma tendência mais ampla entre grandes companhias de tecnologia, que vêm ajustando suas equipes diante do potencial da automação e inteligência artificial para aumentar produtividade.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por profissionais altamente qualificados, enquanto funções mais tradicionais podem perder espaço nesse novo modelo.

Impactos no mercado e na estratégia corporativa

Além da reorganização interna, a decisão também dialoga com a pressão do mercado financeiro por melhores resultados. Investidores têm cobrado retorno mais rápido sobre os investimentos em IA, o que leva empresas a revisarem custos e estratégias.

Ao optar por um modelo de desligamento voluntário, a Microsoft busca equilibrar redução de despesas com preservação de sua imagem corporativa e clima organizacional.

Transição tecnológica deve afetar empregos

A iniciativa reforça que a migração para uma economia baseada em inteligência artificial tende a provocar mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente para profissionais mais experientes e funções tradicionais.

FONTE: Brazil Economy
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazil Economy

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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