Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Tecnologia

Apple aos 50 anos: gigante do lucro enfrenta desafios em inovação e inteligência artificial

A Apple completou 50 anos em abril reafirmando seu discurso de inovação, marca registrada desde a fundação por Steve Jobs e Steve Wozniak. Em mensagem oficial, o CEO Tim Cook destacou o compromisso da empresa com o futuro e resgatou o conceito de “pensar diferente”, que marcou a identidade da companhia.

Apesar do tom otimista, o aniversário acontece em um contexto de questionamentos sobre a capacidade da empresa de manter seu protagonismo criativo no setor de tecnologia.

Força financeira mantém liderança global

Mesmo diante das críticas, a Apple segue como uma potência econômica. A empresa ocupa atualmente a segunda posição entre as mais valiosas do mundo, com valor de mercado trilionário, atrás apenas da Nvidia.

O desempenho financeiro robusto reforça sua eficiência operacional e capacidade de geração de receita, especialmente com produtos consolidados no mercado.

Falta de inovação levanta preocupações

Embora continue lucrativa, a companhia já não apresenta o mesmo impacto disruptivo de lançamentos anteriores, como o iPhone e o iPod, que transformaram a indústria tecnológica.

Analistas apontam que a empresa enfrenta um descompasso entre sua imagem inovadora e a realidade atual, mais próxima de uma corporação tradicional focada em resultados financeiros.

Inteligência artificial expõe fragilidades

O avanço da inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a empresa. Apesar de ter sido pioneira em iniciativas como reconhecimento de escrita e assistentes virtuais, como a Siri, a Apple perdeu espaço na corrida recente por soluções mais avançadas.

A entrada de novos competidores no mercado de IA generativa, especialmente a OpenAI, evidenciou a falta de protagonismo da empresa nesse segmento.

Um dos movimentos mais simbólicos foi o acordo com o Google para integrar o modelo Gemini aos seus dispositivos, indicando uma dependência externa em uma área estratégica.

Dependência do iPhone preocupa mercado

Outro ponto de atenção é a forte dependência do iPhone nas receitas da empresa. Estimativas de mercado indicam que o produto e seus serviços associados representam a maior parte do faturamento total.

Essa concentração aumenta os riscos em um cenário tecnológico em constante transformação, especialmente com o crescimento de soluções baseadas em software.

Desafios para o futuro da gigante de tecnologia

A Apple entra em sua sexta década como uma das empresas mais influentes do mundo, mas enfrenta o desafio de equilibrar sua solidez financeira com a necessidade de retomar o protagonismo em inovação tecnológica.

O futuro da companhia dependerá da capacidade de se reposicionar em áreas estratégicas, como inteligência artificial, sem perder a identidade que a tornou referência global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Crédito de R$ 15 bilhões para MPMEs impulsiona exportações e acesso a novos mercados

O governo federal anunciou, no fim de março de 2026, a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) exportadoras. A iniciativa, chamada Brasil Soberano 2.0, foi formalizada por Medida Provisória e tem como objetivo apoiar empresas impactadas pela instabilidade externa e pela reorganização das cadeias globais.

Além de oferecer alívio financeiro, a medida tende a estimular mudanças estratégicas, incentivando a adoção de certificações internacionais, que são essenciais para acessar novos mercados e aumentar a competitividade global.

Certificações internacionais se tornam diferencial

Especialistas destacam que o crédito não deve ser usado apenas para capital de giro, mas também para adaptação às exigências de rastreabilidade e conformidade internacionais. Para Vinícius Lages, do Sebrae, a obtenção de certificações é agora um requisito estratégico para exportar para mercados exigentes, como Europa e países árabes.

No caso do Oriente Médio, a certificação Halal Logístico garante que produtos e processos estejam em conformidade com normas islâmicas, facilitando o acesso a portos e cadeias de distribuição. Para a União Europeia, normas como o Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) condicionam a entrada de produtos ao cumprimento de critérios ambientais e de sustentabilidade.

Estratégia foca inovação e aumento do valor agregado

A Medida Provisória permite que os recursos sejam aplicados em capital de giro, ampliação da capacidade produtiva e inovação tecnológica. Segundo Lages, essa orientação garante que os fundos fortaleçam a competitividade, incluindo investimentos em rastreabilidade, descarbonização e processos que aumentem o valor agregado, indo além da simples exportação de commodities.

Pequenas e médias empresas podem se destacar em nichos de mercado, como produtos artesanais, café especial, mel orgânico, tecnologia de startups, móveis e calçados de design. “O crédito permite que MPMEs integrem cadeias internacionais por meio de cooperativas, tradings e empresas âncoras, ampliando escala e acesso a novos mercados”, afirma Lages.

Liquidez reforça capacidade de enfrentamento da instabilidade

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a injeção de crédito ajudará a mitigar os efeitos da instabilidade geopolítica e das altas taxas de juros, preservando empregos e a produção industrial.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), detalhou que R$ 10 bilhões do total serão destinados a bens de capital, incluindo modernização de fábricas, sendo R$ 3 bilhões para máquinas verdes, que promovem eficiência energética. O programa também atende MPMEs afetadas por conflitos geopolíticos, medidas tarifárias dos EUA e empresas fornecedoras de insumos para exportadores, incluindo setores como aço, alumínio e cobre.

Recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)

O financiamento terá como fonte o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pelo BNDES. O fundo cobre riscos comerciais, políticos e extraordinários das exportações brasileiras de bens e serviços.

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ainda regulamentarão os critérios de elegibilidade para as MPMEs que poderão acessar essas linhas de crédito, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma estratégica para expansão internacional e inovação.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mdic

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Negócios

IDB Lab Investirá no Innogen Delta I para Impulsionar Empreendedorismo e Transformação Digital na América Central

O IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo BID, anunciou um investimento de até US$ 2,5 milhões no Innogen Delta I, o primeiro fundo de venture capital dedicado exclusivamente a startups da América Central, com foco especial em El Salvador, Guatemala e Honduras.

O fundo selecionará cerca de 25 startups de tecnologia para desenvolver soluções em setores estratégicos, como agtech, e-commerce, edtech e futuro do trabalho, fintech, healthtech, insurtech, logística e B2B SaaS. A iniciativa busca ainda diversificar a carteira de investimentos, destinando pelo menos 25% dos recursos a empresas lideradas por mulheres, promovendo equidade e aproveitando oportunidades de alto crescimento.

Apoio além do capital

Além do financiamento, o Innogen Delta I oferecerá suporte estratégico e consultoria de negócios, acesso a redes de mercado, auxílio na expansão para novos mercados e suporte em futuras rodadas de investimento.

O projeto também envolve capital doméstico significativo, proveniente de family offices regionais, que agregam experiência, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento local. Essa combinação de investidores locais e internacionais visa fortalecer o ecossistema de venture capital na América Central, tornando-o mais sustentável, conectado e robusto.

Impacto econômico e inovação

O investimento do IDB Lab deve contribuir para geração de empregos, crescimento de negócios e digitalização de setores estratégicos no Triângulo Norte da América Central. A operação está alinhada à estratégia IDBImpact+, do Grupo BID, que busca ampliar o impacto do desenvolvimento econômico regional com base em conhecimento e inovação.

Com isso, o fundo também pretende ampliar o acesso a capital semente, fortalecer ecossistemas de inovação locais e capacitar gestores de fundos regionais focados em mercados emergentes.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Economia

China prioriza autossuficiência tecnológica e reduz foco nas exportações em nova estratégia econômica

A China anunciou uma mudança estratégica em sua política econômica, com menor dependência das exportações e maior foco no fortalecimento do mercado interno e da autossuficiência tecnológica. A nova diretriz foi apresentada em 5 de março, durante a reunião anual do parlamento chinês.

Na ocasião, o primeiro-ministro Li Qiang anunciou que a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 ficará entre 4,5% e 5%, o nível mais baixo em cerca de três décadas — com exceção do período da pandemia.

A decisão faz parte do 15º Plano Quinquenal da China, documento que define as prioridades econômicas e estratégicas do país para os próximos cinco anos.

Novo plano busca reduzir dependência das exportações

O governo chinês pretende reequilibrar o modelo de crescimento econômico, que nas últimas décadas foi fortemente impulsionado pelas exportações.

A nova estratégia prevê estímulos ao consumo das famílias, ampliação dos investimentos domésticos e maior apoio à inovação tecnológica e à indústria de alta tecnologia.

Durante o discurso, Li Qiang afirmou que o país precisa fortalecer suas próprias capacidades para enfrentar desafios externos, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e disputas comerciais.

Entre os fatores citados estão os conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de novas pressões comerciais dos Estados Unidos.

Tecnologia de ponta ganha prioridade no plano quinquenal

O planejamento econômico prevê investimentos em setores considerados estratégicos para a liderança tecnológica global da China.

Entre as áreas destacadas estão:

  • Computação quântica
  • Biofabricação
  • Hidrogênio e energia de fusão
  • Interfaces cérebro-computador
  • Inteligência artificial
  • Redes móveis 6G

Segundo o documento do plano quinquenal, o país precisa conquistar vantagem estratégica diante da crescente competição tecnológica internacional. O termo “inteligência artificial” aparece mais de 50 vezes ao longo do texto.

Tensões comerciais influenciam mudança de rumo

A decisão de reduzir a dependência das exportações também está relacionada ao cenário internacional.

No ano passado, a China registrou um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, impulsionado principalmente pelas vendas externas. No entanto, tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos passaram a representar um obstáculo crescente para a expansão econômica.

Nos últimos anos, governos norte-americanos adotaram medidas para restringir o acesso chinês a tecnologias avançadas, especialmente no setor de semicondutores.

Mesmo diante dessas restrições, a China avançou em áreas como veículos elétricos, inteligência artificial, robótica e tecnologias industriais avançadas.

Economia doméstica enfrenta desafios

Apesar dos avanços tecnológicos, a economia interna chinesa enfrenta dificuldades desde a pandemia.

Entre os principais desafios estão:

  • ambiente deflacionário, causado pela superprodução e pela demanda fraca;
  • queda na confiança de consumidores e empresas;
  • crescimento salarial estagnado;
  • desemprego juvenil elevado;
  • persistente crise no setor imobiliário.

Esses fatores têm limitado o impacto do crescimento industrial sobre o consumo doméstico.

Meta econômica mira país desenvolvido até 2035

Mesmo com uma meta de crescimento mais modesta, o governo chinês mantém objetivos econômicos ambiciosos no longo prazo.

A meta de expansão do PIB entre 4,5% e 5% é considerada próxima do nível necessário para que o país alcance o status de “economia de renda média desenvolvida” até 2035.

Para atingir esse objetivo, a economia chinesa precisará crescer, em média, cerca de 4,17% ao ano na próxima década.

Governo anuncia estímulos e aumento nos gastos militares

Entre as medidas anunciadas para apoiar a economia interna está a criação de novos instrumentos de investimento que podem mobilizar 800 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 116 bilhões).

Além disso, o governo reservou 100 bilhões de yuans em linhas de crédito destinadas a consumidores e empresas.

A meta de inflação ao consumidor foi mantida em torno de 2%, patamar semelhante ao previsto para 2025.

Outro ponto que chamou atenção de analistas foi o anúncio de aumento de 7% nos gastos militares da China, elevando o orçamento de defesa para cerca de US$ 277 bilhões neste ano.

Cenário geopolítico influencia estratégia chinesa

Especialistas avaliam que o cenário internacional também pesa nas decisões estratégicas de Pequim.

Conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e Venezuela aumentaram a percepção de risco entre líderes chineses em relação à política externa norte-americana.

Para o analista Daniel Russel, do Asia Society Policy Institute e ex-diplomata dos EUA, ações militares recentes podem fortalecer a disposição da China de ampliar sua capacidade estratégica e aprofundar a cooperação com parceiros como a Rússia.

Segundo ele, iniciativas que buscam demonstrar poder militar podem acabar reforçando a determinação de Pequim em reduzir a dependência tecnológica do Ocidente.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Comércio Internacional

Brasil e Rússia fortalecem cooperação industrial e atração de investimentos

O Brasil e a Rússia deram um passo importante na ampliação da cooperação industrial em encontro realizado nesta quarta-feira (4/2) entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a delegação russa. A reunião antecedeu a agenda de alto nível prevista para quinta-feira (5/2) no Palácio Itamaraty.

O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, conduziu o encontro, acompanhado de secretários e subsecretários, incluindo Tatiana Prazeres (Comércio Exterior), Uallace Moreira Lima (Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços) e Guilherme Rosa (Camex). O diálogo abordou parcerias produtivas, intercâmbio tecnológico, atração de investimentos, ampliação do comércio bilateral e aproximação institucional entre setores industriais dos dois países.

Estratégia para fortalecer a indústria brasileira

Segundo Márcio Elias, a cooperação com a Rússia pode ajudar o Brasil a superar gargalos estruturais e reduzir a dependência de insumos estratégicos. “Estamos atraindo investimentos, ampliando a capacidade industrial e gerando emprego e renda. A inovação tecnológica, a agregação de valor e a sustentabilidade são vetores fundamentais para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou.

O secretário destacou setores prioritários, como fertilizantes, agroindústria, máquinas e equipamentos, energia limpa, logística e digitalização industrial, áreas em que a parceria pode gerar tecnologia e valor agregado.

Compromisso russo com projetos conjuntos

A delegação russa foi liderada pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Alexei Gruzdev, e pelo representante comercial Viktor Sheremetker. Gruzdev afirmou que Brasil e Rússia são parceiros estratégicos e reforçou o interesse em ampliar investimentos e projetos industriais conjuntos.

Sheremetker acrescentou que a Rússia está disponível para compartilhar experiências em tecnologia, infraestrutura e segurança produtiva, contribuindo para a modernização da indústria brasileira.

Próximos passos e diálogo estratégico

A cooperação será aprofundada na VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil–Rússia (CAN), nesta quinta-feira (5/2), com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fortalecendo o diálogo estratégico entre os governos.

O encontro faz parte da estratégia do MDIC de diversificar parcerias internacionais, ampliar mercados e fortalecer a inserção global da indústria brasileira por meio de cooperação técnica, promoção de negócios e atração de investimentos produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Comércio

Acordo Mercosul-UE impulsiona pedidos de patentes no Brasil

A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) vai além da redução de tarifas e da ampliação do comércio bilateral. A expectativa de especialistas é de que o tratado desperte maior interesse de empresas europeias em registrar patentes no Brasil, fortalecendo o sistema nacional de propriedade intelectual.

Segundo analistas da área, historicamente, a maior parte dos depósitos de patentes no país tem origem estrangeira. Com a integração econômica entre os blocos, esse fluxo tende a se intensificar, especialmente a partir da Europa.

Sistema brasileiro busca retomada de crescimento

Embora o cenário não seja considerado crítico, os números ainda estão abaixo do potencial brasileiro. Em 2025, foram registrados 29,5 mil pedidos de patentes, o melhor desempenho desde 2016. Ainda assim, o resultado é inferior ao pico de mais de 33 mil depósitos alcançado em 2015, em contraste com a tendência global de crescimento contínuo.

Para especialistas, o acordo Mercosul-UE pode contribuir para reverter esse quadro e recolocar o Brasil em uma rota mais alinhada ao movimento internacional de inovação e proteção tecnológica.

Mercado ampliado aumenta atratividade do país

De acordo com Gabriel Leonardos, sócio do Kasznar Leonardos Advogados, a implementação do tratado deve tornar o Brasil mais estratégico para empresas globais. O país passaria a ser visto como uma base industrial capaz de atender um mercado estimado em 700 milhões de consumidores.

A expectativa é de um aumento progressivo dos depósitos de patentes europeias no curto prazo. Em um horizonte mais amplo, Leonardos avalia que companhias de outras regiões também devem buscar proteção no Brasil, reconhecendo a importância do país dentro de cadeias produtivas internacionais.

Previsibilidade regulatória favorece inovação

Na avaliação de João Vieira da Cunha, sócio do escritório Gusmão & Labrunie Advogados, o acordo amplia o alcance dos negócios entre os blocos econômicos. Esse novo contexto torna natural — e até esperado — o crescimento da demanda por proteção patentária no Brasil.

A mesma visão é compartilhada por Marc Hargen Ehlers, sócio do Dannemann Siemsen. Para ele, a maior integração econômica, aliada à redução de barreiras comerciais e ao aumento da previsibilidade regulatória, tende a estimular decisões de longo prazo por parte das empresas europeias.

Setores estratégicos devem liderar novos depósitos

Com o Brasil integrado a uma estratégia regional mais ampla, o depósito de patentes passa a ser essencial para resguardar ativos tecnológicos, viabilizar produção local, além de fomentar licenciamentos e parcerias comerciais.

Ehlers destaca que o movimento deve ser mais intenso em setores como automotivo, químico e petroquímico, farmacêutico, energia, biotecnologia, tecnologias industriais e tecnologias digitais, incluindo inteligência artificial.

A tendência, segundo ele, é de um crescimento consistente no volume de pedidos de patentes no Brasil, acompanhando o aumento de investimentos produtivos, transferência de tecnologia, fortalecimento das cadeias de suprimento e maior presença industrial estrangeira no país.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ICL Notícias

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Transporte

China testa trem magnético a 700 km/h e reforça liderança global em tecnologia ferroviária

A China deu mais um passo à frente no desenvolvimento de trens de alta velocidade ao realizar um teste que levou um veículo de levitação magnética de 0 a 700 km/h em apenas dois segundos. O experimento, conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, demonstrou um nível de aceleração e controle considerado inédito no setor ferroviário mundial.

O ensaio não utilizou um trem convencional de passageiros, mas sim uma plataforma experimental, desenvolvida exclusivamente para avaliar sistemas de aceleração e frenagem aplicáveis a futuros trens de levitação magnética (maglev). Ainda assim, o desempenho alcançado impressionou especialistas da área.

Tecnologia de ponta e controle extremo

O teste foi realizado em uma pista experimental de apenas 400 metros e exibido pela emissora estatal CCTV. O veículo, com cerca de uma tonelada, percorreu o trajeto flutuando sobre os trilhos, sem rodas e sem contato físico, impulsionado exclusivamente por campos eletromagnéticos.

A façanha envolve tecnologias altamente avançadas, como propulsão eletromagnética de altíssima potência, sistemas de levitação supercondutora, controle milimétrico de estabilidade e sensores capazes de operar com precisão extrema mesmo em acelerações intensas.

Comparação com superesportivos reforça impacto do feito

Para efeito de comparação, alguns dos carros mais rápidos do mundo, como o Rimac Nevera, aceleram de 0 a 100 km/h em cerca de 1,85 segundo, enquanto o Tesla Model S Plaid atinge a marca em aproximadamente dois segundos. A diferença é que o sistema chinês não para nos 100 km/h — ele continua acelerando até alcançar sete vezes essa velocidade, sem atrito mecânico.

Essa capacidade só é possível graças à ausência de contato físico entre o veículo e os trilhos, o que elimina limitações tradicionais de desgaste e estabilidade.

China amplia vantagem no transporte ferroviário

O avanço não surge de forma isolada. A China já opera uma das poucas linhas comerciais de trem de levitação magnética do mundo, conectando Xangai ao Aeroporto de Pudong, com velocidades de até 430 km/h. Enquanto isso, os trens de alta velocidade mais rápidos da Europa operam, em média, entre 300 e 310 km/h.

O novo teste representa um salto tecnológico significativo, ainda distante do uso comercial, mas essencial para o desenvolvimento de futuras gerações de transporte ferroviário.

Aplicações vão além do transporte de passageiros

Segundo especialistas, o domínio da aceleração eletromagnética abre caminho para aplicações que vão além dos trens, incluindo sistemas de transporte em tubos a vácuo e até tecnologias ligadas ao setor aeroespacial.

A escolha de uma instituição ligada à área de defesa para liderar o projeto reforça o caráter estratégico da pesquisa, que pode impactar desde a logística até sistemas de lançamento de alta velocidade.

Um sinal claro do futuro da mobilidade

Embora o sistema ainda não esteja próximo da operação comercial, o experimento demonstra a ambição chinesa de liderar o próximo salto tecnológico no transporte terrestre. Depois de revolucionar a malha ferroviária com trens de alta velocidade, o país agora aponta para um futuro em que deslocamentos ultrarrápidos poderão redefinir distâncias e infraestrutura.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Tecnologia

Robô Humanoide Neo: A Revolução da Automação Doméstica da 1X Tech

A empresa norueguesa 1X Tech apresentou recentemente o robô humanoide Neo, desenvolvido para auxiliar em tarefas domésticas do dia a dia. Com 1,68 metro de altura e 30 kg, o equipamento utiliza motores que simulam músculos humanos por meio de tendões sintéticos. Esse mecanismo garante segurança, pois limita força e velocidade durante o funcionamento.

Preço, pré-venda e aluguel

O Neo será comercializado por US$ 20.000 (aproximadamente R$ 107.200, considerando o dólar a R$ 5,36) com previsão de entrega para 2026. A 1X Tech também oferece opção de aluguel por US$ 499 mensais (cerca de R$ 2.675), com contrato mínimo de seis meses. As aquisições podem ser feitas por meio de um programa de pré-venda aberto ao público.

Operação inicial e controle do usuário

No início, o robô funcionará sob controle remoto da equipe da 1X, utilizando óculos de realidade virtual e sistemas de comando à distância. A empresa garante que os usuários terão autonomia sobre conexões, áreas de acesso e dados coletados, assegurando privacidade e segurança.

Rumo à autonomia total

A meta da 1X Tech é desenvolver versões autônomas do Neo nos próximos anos. O robô aprenderá com vídeos e informações captadas nas residências dos primeiros usuários, permitindo que o sistema de inteligência artificial interprete ambientes e execute tarefas sem intervenção humana.

Funções e limitações

O Neo foi projetado para tarefas leves, como carregar objetos pequenos, dobrar roupas, colocar utensílios na lava-louças e limpar superfícies. A 1X alerta que o robô não manipulará objetos quentes, cortantes ou pesados. Além disso, famílias com crianças pequenas não participarão do programa inicial.

Inovação em inteligência artificial física

O lançamento do Neo integra a estratégia da 1X de criar robôs domésticos seguros e interativos, representando um avanço no conceito de “inteligência artificial física”, onde sistemas autônomos atuam diretamente no ambiente humano.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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