Logística

Ministério de Portos e Aeroportos: transição de comando mantém foco em investimentos e logística

O Ministério de Portos e Aeroportos inicia uma nova fase após a saída do ministro Silvio Costa Filho, que deixou o cargo após dois anos e meio de gestão. O período foi marcado por forte expansão da infraestrutura logística no Brasil, com investimentos estratégicos e recordes nos setores portuário e aeroportuário.

Entre 2023 e 2026, a pasta priorizou a atração de recursos para modernização dos modais, impulsionando a movimentação de cargas e o transporte de passageiros. No setor aéreo, melhorias estruturais acompanharam o crescimento da demanda, que se aproximou de 130 milhões de viajantes.

Inclusão e qualidade nos serviços ganharam espaço

A gestão também incorporou iniciativas voltadas à inclusão no transporte aéreo e à humanização dos serviços. Entre os destaques, está a implantação de salas multissensoriais para passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a capacitação de equipes para atendimento mais acessível.

Campanhas de enfrentamento à violência de gênero, como “Assédio Não Decola”, ampliaram a conscientização nos terminais. Houve ainda incentivo à formação profissional, com bolsas para cursos técnicos na área de aviação, além de ações voltadas ao transporte seguro de animais.

Conectividade e recordes reforçam papel estratégico

A ampliação da conectividade aérea no Brasil e a interiorização dos investimentos foram marcas da gestão. A modernização do Aeroporto de Congonhas consolidou o terminal como um dos principais hubs regionais.

No setor portuário, os resultados também foram expressivos. Em 2025, o país atingiu 1,34 bilhão de toneladas movimentadas, impulsionado principalmente pela exportação de commodities como soja, petróleo e carne bovina. O desempenho contribuiu para sucessivos superávits na balança comercial.

Indústria naval e concessões avançaram

O fortalecimento da indústria naval brasileira ocorreu com apoio do Fundo da Marinha Mercante, que financiou projetos bilionários. Paralelamente, o ministério avançou na agenda de concessões, com leilões que atraíram investimentos privados para portos e aeroportos.

Tomé Franca assume com foco em continuidade e inovação

A partir desta quarta-feira (1º), o comando da pasta passa para Tomé Franca, que assume com a missão de manter o ritmo de investimentos e ampliar a eficiência logística do país.

Com experiência técnica e participação direta em programas estratégicos, o novo ministro defende a continuidade das políticas públicas e o fortalecimento do diálogo com o mercado.

Planejamento prevê leilões e expansão da infraestrutura

Para 2026, o planejamento inclui novos leilões e projetos estruturantes. No setor aéreo, estão previstas concessões de terminais e expansão da aviação regional no Brasil. Já na área portuária, a meta é ampliar investimentos em complexos estratégicos como Santos e Paranaguá.

Entre as principais obras, destaca-se o túnel Santos-Guarujá, considerado um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no país.

Integração multimodal é prioridade

A nova gestão pretende avançar na integração entre modais de transporte, conectando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A proposta é reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do Brasil no comércio internacional.

Além disso, o fortalecimento das hidrovias e obras de dragagem fazem parte da estratégia para ampliar o escoamento da produção nacional de forma mais eficiente e sustentável.

Novo ciclo mantém foco em crescimento e competitividade

A transição no Ministério de Portos e Aeroportos ocorre em um cenário de expansão da logística brasileira. A expectativa é que a continuidade dos investimentos e a adoção de soluções inovadoras consolidem o país como um importante hub logístico na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Porto de Santos: EUA demonstram preocupação com possível presença chinesa no leilão do Tecon 10

Os Estados Unidos demonstraram preocupação com a eventual participação de empresas da China no leilão do megaterminal Tecon 10, projeto estratégico de expansão do Porto de Santos, em São Paulo.

A manifestação partiu do cônsul-geral norte-americano em São Paulo, Kevin Murakami, durante um encontro com empresários ligados ao setor portuário realizado na Baixada Santista no início deste mês.

De acordo com relatos de participantes do evento, o diplomata afirmou que o terminal não deveria ficar sob controle de “mãos indesejadas”, comentário interpretado por presentes como uma referência à possível entrada de grupos chineses na disputa pelo projeto.

Projeto Tecon 10 é estratégico para o Porto de Santos

O Tecon 10 é considerado um dos principais investimentos previstos para ampliar a capacidade do Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

O empreendimento deve aumentar significativamente a movimentação de contêineres e cargas, fortalecendo a logística portuária brasileira e atraindo operadores internacionais do setor.

Apesar da relevância do projeto, o governo brasileiro ainda não divulgou a data oficial para o lançamento do edital do leilão.

Competição geopolítica por portos na América Latina

A disputa por influência em infraestrutura portuária na América Latina tem sido alvo de atenção de Washington. Diplomatas americanos também fizeram críticas recentes à presença de empresas chinesas em projetos estratégicos na região.

Um exemplo é o Porto de Chancay, no Peru, megaprojeto financiado com capital chinês. Após uma decisão judicial que limitou a atuação do órgão regulador local no terminal, o embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, classificou a situação como preocupante.

Na ocasião, o diplomata declarou que os Estados Unidos não permitiriam que ativos considerados críticos fossem administrados por um terceiro país dentro de seu território.

Consulado americano nega pressão direta sobre o Brasil

Procurado para comentar o episódio, o consulado dos EUA em São Paulo negou ter exercido qualquer tipo de pressão sobre o processo de concessão do terminal portuário de Santos.

Em nota, entretanto, o órgão reconheceu que o governo norte-americano acompanha com atenção a participação de empresas chinesas em projetos de infraestrutura estratégica, citando fatores como segurança, soberania e competição geopolítica.

O futuro leilão do Tecon 10 é considerado peça-chave para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Brasil, devendo atrair grandes operadores globais interessados em ampliar presença no mercado portuário da região.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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