Investimento

Fischer Eletrodomésticos aposta em expansão industrial e mira R$ 1 bilhão em receita no Brasil

A Fischer Eletrodomésticos, indústria de Santa Catarina conhecida por popularizar o cooktop no Brasil, iniciou uma nova fase de expansão com a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028. Atualmente, a companhia já produz mais de 200 mil itens por mês, conta com cerca de 800 colaboradores e registrou receita de R$ 670 milhões em 2025.

Para sustentar o crescimento, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 20 milhões em 2026, voltado à modernização da estrutura fabril, revisão de processos industriais e ampliação do portfólio de produtos.

Expansão industrial e foco em eficiência produtiva

Com sede em Brusque (SC), a cerca de 120 km de Florianópolis, a Fischer atua em um mercado altamente competitivo, dominado por multinacionais, mas consolidou posição de destaque em nichos como cooktops e fornos elétricos.

Segundo a diretora comercial e de marketing, Karin Fischer, o crescimento anual gira entre 8% e 9%, sustentado por ganhos de eficiência e inovação. A estratégia da companhia inclui reforço em tecnologia, automação e produtividade industrial. Hoje, parte das linhas de produção opera com ciclos inferiores a um minuto por unidade, refletindo o avanço da automação industrial na fábrica.

Produção nacional e modernização da fábrica em Brusque

O parque fabril da empresa ocupa cerca de 140 mil metros quadrados e concentra praticamente toda a operação industrial. Aproximadamente 85% dos produtos são fabricados no Brasil, reforçando o perfil de indústria nacional de eletrodomésticos.

O novo ciclo de investimentos seguirá a mesma lógica de modernização adotada nos últimos anos. “O maior investimento está na indústria. Estamos revisando máquinas, processos e portfólio para ampliar capacidade e agregar novas funcionalidades aos produtos”, afirma Karin Fischer.

Nos últimos oito anos, a Fischer praticamente dobrou de tamanho sem ampliar de forma proporcional o quadro de funcionários. O avanço foi impulsionado por investimentos contínuos em tecnologia, produtividade e eficiência fabril. A estratégia reforça a aposta da empresa em modernização industrial como motor de crescimento, mantendo competitividade no segmento de eletrodomésticos no Brasil.

Da oficina de bicicletas à liderança em cooktops

A origem da Fischer remonta a 1961, quando Ingo Fischer abriu uma oficina de bicicletas em Brusque. O espaço funcionava durante o dia para reparos e, à noite, também servia para manutenção de eletrodomésticos, como geladeiras e fornos, ao lado do irmão Nivert. Em 1966, o negócio foi formalizado como Irmãos Fischer, dando início à expansão da empresa familiar.

O primeiro salto de crescimento ocorreu com a produção de equipamentos para a indústria pesqueira e frigoríficos do Sul do país. A empresa fabricava desde estruturas em aço inox até máquinas industriais para processamento de alimentos. Depois, passou a atuar com produtos seriados, como fornos elétricos de bancada, carrinhos de mão e betoneiras para construção civil.

A entrada definitiva no setor de eletrodomésticos aconteceu nos anos 2000, quando a Fischer lançou os primeiros cooktops fabricados no Brasil, em um mercado até então dominado por importados e voltado a consumidores de maior poder aquisitivo. “Nós ajudamos a tornar a cozinha planejada mais acessível ao consumidor brasileiro”, destaca Karin Fischer.

Transformação da cozinha impulsiona novos produtos

A empresa acompanha a mudança do papel da cozinha nas residências brasileiras, que deixou de ser um espaço secundário para se tornar parte central de projetos arquitetônicos e de decoração. Esse movimento impulsionou a demanda por linhas built-in, com eletrodomésticos embutidos e maior integração ao ambiente.

Hoje, a Fischer oferece um portfólio amplo para cozinhas planejadas, incluindo cooktops, fornos de embutir, micro-ondas, coifas e depuradores. A companhia também aposta em soluções multifuncionais como diferencial competitivo no mercado de linha branca.

Entre os lançamentos recentes está uma cervejeira que também pode funcionar como adega ou frigobar, além de fornos com funções adicionais, como air fryer. “A multifuncionalidade é uma prioridade. Buscamos sempre ampliar o que cada produto pode oferecer além da função principal”, afirma a executiva.

Embora tenha forte presença no setor de cozinhas, a Fischer hoje opera em três frentes principais. A primeira é a divisão de eletrodomésticos, responsável pela maior parte do portfólio, com mais de 185 tipos de produtos. A segunda linha de negócios envolve equipamentos para a construção civil, como betoneiras e carrinhos de mão. Já a terceira aposta em sistemas construtivos modulares, com painéis de aço termoacústicos utilizados em projetos de habitação, escolas e unidades de saúde, que podem ser montados em poucos dias. Essa diversificação reduz a dependência de um único mercado e abre novas possibilidades de crescimento.

Meta é se tornar empresa bilionária até 2028

Ao completar 60 anos, a Fischer aposta na combinação entre inovação, tradição industrial e diversificação para sustentar sua próxima fase de expansão.

A empresa pretende transformar sua trajetória — iniciada em uma pequena oficina no interior de Santa Catarina — em uma operação com faturamento bilionário nos próximos anos, consolidando sua presença no mercado brasileiro de eletrodomésticos e indústria manufatureira.

FONTE: Exame
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Indústria

Norte de SC concentra quatro polos industriais internacionais e se destaca nas exportações

A região Norte de Santa Catarina consolidou-se como um dos principais motores da industrialização no estado. Influências históricas, evolução estrutural e fatores econômicos impulsionaram a formação de cadeias produtivas complexas, que hoje garantem elevada inserção internacional às indústrias locais.
Em 2024, o Norte catarinense exportou US$ 4,97 bilhões, a maior concentração de polos internacionais em SC.

Segundo um estudo conduzido pelo Observatório Nacional da Indústria, em parceria com o Observatório FIESC, o Norte abriga quatro polos industriais com atuação global: equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos, madeira e móveis e papel e celulose. Em todo o estado, são 14 polos internacionais mapeados.

Cultura industrial e geração de empregos

Gilberto Seleme, presidente da FIESC, destaca que a região desenvolveu uma forte cultura industrial, influenciada pela imigração, pela diversidade produtiva e pela valorização da formação profissional.
Hoje, o Norte conta com 10,7 mil estabelecimentos industriais, empregando mais de 213,8 mil trabalhadores.

Entre os municípios, Joinville lidera com quase 4 mil indústrias e 89,3 mil empregos formais. Jaraguá do Sul aparece em segundo lugar, com 1,6 mil empresas e 39,7 mil trabalhadores, seguido por São Bento do Sul, que possui 763 indústrias e 14,5 mil empregos. A indústria responde por 38,1% do PIB regional.

Logística estratégica e competitividade

De acordo com Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, a competitividade regional é reforçada por uma rede logística robusta, que inclui rodovias e acesso a portos de grande capacidade. Isso facilita o escoamento da produção ao exterior com custo logístico competitivo.

Ele explica que polos internacionais funcionam como centros estratégicos de produção e inovação, impulsionando não apenas o setor industrial, mas também serviços e comércio locais.

Empresas que impulsionam os polos internacionais

Polo de equipamentos elétricos

A maior referência do setor é a WEG, fundada em Jaraguá do Sul e hoje presente em 42 países, com fábricas em 18 deles.
Segundo o diretor-presidente executivo, Alberto Yoshikazu Kuba, o diferencial da empresa está na inovação contínua: “Todo ano a empresa lança novos produtos e tecnologias. Em vários segmentos, a WEG oferece o melhor produto do mundo”.

Polo de máquinas e equipamentos

A Nidec Global Appliance, dona da Embraco, lidera a fabricação mundial de compressores para refrigeração. Com sede em Joinville, seus produtos chegam a 80 países, consolidando o polo como referência internacional.

Polo moveleiro: o maior exportador do Brasil

Os municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho formam o maior polo exportador de móveis do país.
Mesmo diante de desafios como o tarifaço dos EUA, indústrias como Três Irmãos e Móveis Katzer seguem entre as maiores exportadoras do Brasil.
A Três Irmãos produz para 20 marcas globais, incluindo a Ikea, enquanto a Katzer atende mais de 15 países na Europa, Ásia e Américas.

Segundo Luiz Carlos Pimentel, presidente do Sindusmobil, o sucesso do polo moveleiro se deve aos investimentos em tecnologia, eficiência, sustentabilidade e inovação.

Polo de papel e celulose

O destaque do setor é a unidade da Smurfit WestRock Brasil, em Três Barras, a maior produtora de papel kraftliner da América Latina. A fábrica abastece o mercado interno e países como Paraguai, Argentina, Chile, Equador e África do Sul.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joinville Convention Bureau/Divulgação

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Investimento

WEG anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão em Santa Catarina e deve gerar mil empregos

A multinacional catarinense WEG (WEGE3) confirmou um investimento de R$ 1,1 bilhão para expandir suas operações em Jaraguá do Sul (SC). O plano inclui a construção de um novo parque fabril e a ampliação da Unidade de Energia, com expectativa de criar cerca de mil vagas de emprego na região.

Novo parque fabril e ampliação da unidade

Do valor total, R$ 900 milhões serão destinados à construção do novo complexo industrial, enquanto R$ 160 milhões financiarão a expansão da planta já existente em Jaraguá do Sul, que ganhará 11.250 m² adicionais de área produtiva.

Com a expansão, a WEG ampliará a produção de equipamentos de grande porte, como compensadores síncronos e turbogeradores, reforçando sua presença em setores estratégicos de energia.

Fatores que influenciaram a escolha

A decisão de investir em Santa Catarina levou em conta a mão de obra qualificada, a infraestrutura logística com acesso à BR-101, BR-280 e aos principais portos do estado, além da proximidade com a sede da companhia em Jaraguá do Sul — cidade conhecida como a “fábrica de bilionários”.

Segundo a empresa, a expansão busca atender ao crescimento orgânico da demanda, garantindo eficiência operacional e suporte ao avanço global da marca.

WEG também investe nos Estados Unidos

O anúncio em Santa Catarina ocorre na mesma semana em que a companhia revelou outro aporte: US$ 77 milhões para modernizar sua fábrica de transformadores especiais em Washington (EUA).

De acordo com a WEG, o objetivo é fortalecer sua posição em segmentos críticos para a expansão da infraestrutura elétrica norte-americana, consolidando ainda mais sua presença internacional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Senior Sistemas/ND

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