Comércio Exterior

Nióbio no Brasil: país concentra 95% das reservas mundiais e exporta US$ 2,1 bilhões em 2024

O nióbio, metal estratégico pouco conhecido fora do setor industrial, coloca o Brasil em uma posição de destaque global. O país concentra cerca de 95% das reservas mundiais e domina mais de 90% da produção, consolidando-se como referência em um insumo essencial para a indústria do aço, aeronáutica e novas tecnologias.

Em 2024, as exportações brasileiras do metal alcançaram US$ 2,1 bilhões, reforçando o peso econômico de um recurso considerado crítico para cadeias produtivas modernas.

Brasil concentra quase todo o nióbio do planeta

Dados do Serviço Geológico do Brasil indicam que o país detém aproximadamente 98% das reservas conhecidas de nióbio, em um total estimado de 842 milhões de toneladas de minério.

Essa concentração torna o Brasil praticamente monopolista do recurso, que hoje é disputado globalmente ao lado de minerais como o lítio e as terras raras.

No território nacional, a distribuição das reservas também é concentrada:

  • Minas Gerais responde por cerca de 75%
  • Amazonas concentra 21%
  • Goiás possui cerca de 3%

A predominância em um único estado reforça o caráter estratégico do minério na geopolítica dos recursos minerais.

Para que serve o nióbio na indústria moderna

O principal uso do nióbio está na produção do ferronióbio, uma liga que aumenta significativamente a resistência do aço com pequenas quantidades do elemento.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, cerca de 100 gramas de nióbio são suficientes para reforçar uma tonelada de aço, tornando o material mais leve e durável.

Essa característica faz com que o metal esteja presente em diversos setores, como:

  • Construção civil e grandes estruturas
  • Indústria automotiva
  • Tubulações e infraestrutura energética
  • Turbinas eólicas
  • Setor aeroespacial e nuclear
  • Equipamentos médicos, como ressonância magnética

Trata-se de um insumo invisível, mas fundamental para aplicações que exigem alta resistência e desempenho.

Origem e domínio brasileiro no mercado global

A história do nióbio no Brasil começou em 1953, quando o geocientista Djalma Guimarães identificou o minério em Araxá (MG). Dois anos depois, em 1955, foi criada a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que se tornaria líder global no setor.

Atualmente, a empresa responde por cerca de 80% das exportações brasileiras de nióbio, tendo papel decisivo na criação e expansão do mercado internacional do metal.

Araxá concentra maior reserva e garante oferta por séculos

O município de Araxá, em Minas Gerais, é considerado o principal polo mundial do nióbio. A região abriga a maior reserva em operação do planeta, com cerca de 527 milhões de toneladas de minério.

Esse volume é suficiente para manter o consumo atual por aproximadamente 200 anos, segundo estimativas do setor.

Na prática, essa disponibilidade de longo prazo reforça o protagonismo brasileiro em um cenário global de disputa por metais estratégicos, especialmente em um contexto de transição energética.

Exportações superam US$ 2 bilhões e ampliam relevância econômica

O desempenho comercial do nióbio acompanha sua importância industrial. Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 2,1 bilhões do metal, consolidando-o entre os principais produtos minerais de alto valor agregado do país.

Apesar do volume físico relativamente pequeno em comparação a outras commodities, o nióbio se destaca pelo elevado valor por tonelada, resultado direto de sua aplicação tecnológica e industrial.

Nióbio e o futuro das baterias e da mobilidade elétrica

O potencial do metal vai além do aço. Em 2024, a CBMM inaugurou em Araxá uma planta considerada a maior do mundo voltada à produção de ânodos de nióbio, mirando o mercado de baterias de íons de lítio.

A tecnologia está sendo testada como alternativa para baterias mais rápidas e duráveis. No mesmo ano, um ônibus elétrico participou de testes com o novo sistema em parceria com empresas como Toshiba e Volkswagen.

Caso avance comercialmente, o desenvolvimento pode posicionar o Brasil em um novo patamar tecnológico, deixando de ser apenas exportador de matéria-prima para atuar também na cadeia de alto valor da mobilidade elétrica.

Potencial estratégico e desafio de industrialização

O controle quase exclusivo do nióbio confere ao Brasil uma vantagem rara no cenário global. Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologias limpas e da eletrificação, o metal se torna peça-chave em cadeias industriais sensíveis.

O desafio, segundo especialistas, está em ampliar a agregação de valor dentro do país, reduzindo a dependência da exportação de matéria-prima e fortalecendo a transformação industrial local.

Um recurso ainda pouco conhecido pelo grande público

Apesar de sua relevância econômica e tecnológica, o nióbio ainda é pouco conhecido fora do meio especializado. Mesmo assim, o Brasil concentra praticamente toda a oferta global e movimenta bilhões de dólares com um metal que permanece, em grande parte, fora do radar da população.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Tarifas dos EUA sobre ferro-gusa podem levar à paralisação de mais da metade das usinas brasileiras

A possível elevação das tarifas dos EUA sobre o ferro-gusa brasileiro preocupa a indústria nacional e pode provocar impactos expressivos na cadeia siderúrgica. O governo norte-americano propôs uma tarifa de 25%, acrescida de uma taxa adicional de 12,5%, o que elevaria a cobrança total para até 37,5%.

A proposta será debatida em audiências públicas marcadas para o dia 6 de julho, enquanto a decisão definitiva está prevista para ser anunciada em 15 de julho.

SINDIFER-MG participará das discussões nos Estados Unidos

Diante do cenário, o SINDIFER-MG acompanhará presencialmente o processo de avaliação das novas medidas. A entidade pretende participar das audiências nos Estados Unidos para defender os interesses da indústria brasileira e monitorar os possíveis desdobramentos das mudanças tarifárias.

Ferro-gusa é estratégico para a cadeia do aço

Segundo a FIEMG, o ferro-gusa é um insumo essencial para a fabricação de aço e ferro fundido, desempenhando papel fundamental em toda a cadeia da metalurgia. O Brasil figura entre os principais exportadores mundiais do produto, tendo os Estados Unidos como seu maior comprador, o que reforça a importância do mercado norte-americano para o setor.

Estudo aponta risco de paralisação de 55% das usinas

Levantamento realizado pelo SINDIFER-MG indica que, caso as novas tarifas sejam aprovadas, cerca de 55% das usinas brasileiras poderão interromper suas operações. A medida pode comprometer a competitividade da indústria, reduzir a atividade econômica e afetar diretamente o Produto Interno Bruto (PIB).

Minas Gerais concentra a maior parte da produção nacional de ferro-gusa, com 48 usinas e 63 fornos em operação. A capacidade instalada no estado alcança aproximadamente 420 mil toneladas por mês, o equivalente a cerca de 70% da produção brasileira.

Exportações para os EUA concentram grande parte da produção

Em 2025, o Brasil produziu cerca de 5,4 milhões de toneladas de ferro-gusa, sendo quase 70% desse volume originado em Minas Gerais. Aproximadamente 75% da produção nacional foi destinada ao mercado externo, e mais de 80% das exportações tiveram como destino os Estados Unidos.

Para o presidente do SINDIFER-MG, Fausto Varela, a adoção das novas tarifas poderá gerar efeitos em toda a economia brasileira, especialmente em Minas Gerais, com reflexos sobre empregos, investimentos e entrada de divisas.

Impactos podem atingir emprego, investimentos e competitividade

Caso a proposta seja confirmada, o setor prevê uma série de consequências, incluindo a paralisação de usinas, redução de postos de trabalho, queda na atividade econômica e perda de competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/US Embassy

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Tecnologia

Robôs humanoides em fábrica de aço nos EUA marcam avanço da automação industrial

A entrada de robôs humanoides na indústria do aço nos Estados Unidos inaugura uma nova fase da automação industrial e reacende o debate sobre o futuro do trabalho nas fábricas. Um programa piloto firmado no estado da Louisiana levará essas máquinas para o chão de fábrica, com foco em manufatura avançada, inteligência artificial incorporada e transformação da força de trabalho.

Acordo leva humanoides para fábrica na Louisiana

A empresa de robótica Persona AI assinou um Memorando de Entendimento com o Estado da Louisiana para iniciar testes com robôs humanoides na unidade da SSE Steel Fabrication, localizada na paróquia de St. Bernard. A iniciativa prevê a atuação das máquinas em um ambiente real de produção de aço, ao lado de trabalhadores humanos.

O projeto conta com o apoio da Louisiana Innovation, braço da Louisiana Economic Development, e da Greater New Orleans Inc., com o objetivo de posicionar o estado como referência em manufatura avançada com IA.

Testes no chão de fábrica e coleta de dados

Durante o programa piloto, os robôs humanoides serão avaliados em operações industriais pesadas, permitindo analisar como percebem o ambiente, se deslocam e executam tarefas em conjunto com pessoas. A proposta é coletar dados operacionais reais, ampliando o uso dessas tecnologias para além de ambientes controlados de laboratório.

Para Josh Fleig, diretor de Inovação da Louisiana Economic Development, o projeto representa um exemplo de inovação aplicada, capaz de gerar referências práticas para o desenvolvimento de tecnologias industriais de próxima geração.

Movimento global e investimentos no setor

O uso de robôs humanoides na indústria acompanha uma tendência global. A Persona AI recebeu recentemente um investimento de US$ 3 milhões da sul-coreana POSCO DX, sinalizando o interesse crescente do setor siderúrgico e industrial nessas soluções.

Outras empresas também avançam nesse caminho. A Hyundai, por exemplo, já implementou iniciativas semelhantes em fábricas nos Estados Unidos e apresentou um robô humanoide na CES 2026, movimento que gerou críticas de sindicatos preocupados com possíveis impactos sobre empregos.

Tecnologia pensada para ambientes humanos

Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, os humanoides da Persona AI são projetados para atuar em espaços feitos para pessoas. Eles utilizam ferramentas comuns, caminham em terrenos irregulares e se adaptam a mudanças constantes no ambiente, características que ampliam sua aplicação em indústrias pesadas, como a siderurgia.

Segundo Justin Airhart, diretor de operações da SSE Steel Fabrication, a parceria permite testar tecnologias emergentes diretamente no chão de fábrica, com foco em segurança, produtividade e sustentabilidade da força de trabalho.

Trabalhos 4D e próximos passos do projeto

A Persona AI desenvolve seus robôs para os chamados empregos 4D — tarefas monótonas, perigosas, em declínio e sujas. A proposta é um modelo colaborativo, no qual as máquinas assumem atividades manuais repetitivas, enquanto os humanos se concentram em funções de maior valor agregado.

Nesta fase, o programa piloto irá treinar robôs humanoides soldadores para aplicações em fabricação industrial e construção naval. Autoridades estaduais e regionais veem a iniciativa como o primeiro passo para ampliar o uso da robótica humanoide na Louisiana, com novas informações previstas à medida que o projeto evoluir.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Indústria

Por que o Brasil está perdendo espaço na guerra global do aço

A indústria do aço brasileira enfrenta uma perda contínua de competitividade no cenário internacional. Enquanto a produção de aço bruto da China cresceu, em média, 7% ao ano entre 1985 e 2025, alcançando cerca de 1 bilhão de toneladas anuais, o Brasil permaneceu praticamente estagnado, com volumes entre 30 e 35 milhões de toneladas por ano.

O contraste chama atenção, sobretudo porque o país reúne vantagens estratégicas como reservas de minério de ferro de alta qualidade, ampla oferta de energia renovável e mão de obra qualificada. Ainda assim, esses fatores não foram suficientes para sustentar uma expansão consistente do setor.

Custo elevado e ambiente desfavorável afastam investimentos

Especialistas apontam que a perda de competitividade passa por entraves estruturais conhecidos. O alto custo do capital, a carga tributária elevada, a logística deficiente e a insegurança jurídica comprometem a confiança de investidores, fornecedores e clientes da siderurgia nacional.

Esses fatores tornam a produção mais cara e reduzem a capacidade do país de competir com grandes players globais em preço e escala.

China amplia escala e domina exportações

A China adotou uma estratégia agressiva de expansão industrial, transformando-se em uma grande exportadora de excedentes. Em 2025, a previsão é que a indústria brasileira produza 33,6 milhões de toneladas, enquanto a chinesa deve superar 1 bilhão de toneladas, um volume cerca de 30 vezes maior.

A eficiência chinesa, sustentada por subsídios estatais e produção em larga escala, permite preços difíceis de serem alcançados por concorrentes internacionais.

Protecionismo avança no mundo, mas Brasil reage pouco

Diante da disputa global, grandes economias passaram a tratar a siderurgia como setor estratégico. O resultado foi o avanço de medidas protecionistas, como tarifas elevadas, salvaguardas, ações antidumping e cotas de importação.

O Brasil, porém, avançou de forma limitada. Desde 2002, a participação do aço chinês no mercado nacional saltou de 5% para mais de 30%, o equivalente a 6 milhões de toneladas por ano. Considerando importações indiretas, o volume chega a 12,5 milhões de toneladas.

Aço importado ganha espaço no mercado interno

Atualmente, parte da própria indústria brasileira passou a utilizar aço chinês, impulsionada por benefícios fiscais de ICMS em alguns estados. Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a proteção natural da indústria nacional, tornando o produto importado ainda mais competitivo.

Queda de preços e prejuízos no setor

Com a concorrência chinesa em alta e a queda de 18% no preço do aço no mercado mundial desde dezembro de 2023, as siderúrgicas brasileiras acumulam prejuízos e reduzem investimentos. O cenário preocupa um setor que emprega mais de 120 mil pessoas no país.

O ambiente é considerado desestimulante para novos aportes e ameaça a sustentabilidade da cadeia produtiva do aço no Brasil.

Medidas urgentes para evitar desindustrialização

Analistas defendem a adoção de ações imediatas, como maior proteção tarifária, salvaguardas temporárias e uma política ativa de incentivo a investimentos. O objetivo é garantir condições mínimas de competitividade e preservar a indústria siderúrgica nacional.

Sem uma resposta rápida, o Brasil corre o risco de se tornar apenas fornecedor de minério de ferro, sem agregar valor, gerar empregos qualificados ou renda industrial — cenário oposto ao discurso adotado pelos governos desde os anos 2000.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tasso Marcelo/Estadão

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Indústria

Aço chinês barato pressiona siderurgia no Brasil, derruba preços e fecha altos-fornos

A intensificação da entrada de aço chinês barato no Brasil já provoca impactos diretos na indústria siderúrgica nacional. O setor desligou altos-fornos, reduziu o nível de atividade e suspendeu investimentos bilionários, ao mesmo tempo em que pressiona o governo por tarifas de importação mais altas e busca renegociar o acesso ao mercado dos Estados Unidos, hoje sujeito a imposto de 50%.

Levantamento do Instituto Aço Brasil, divulgado nesta terça-feira (16), aponta que, até novembro, as siderúrgicas instaladas no país cortaram 5.100 empregos e congelaram R$ 2,5 bilhões em investimentos, reflexo do aumento das importações e da queda dos preços internacionais do aço, puxada principalmente pela China.

Altos-fornos desligados e empregos eliminados
De acordo com o Instituto Aço Brasil, quatro altos-fornos, uma aciaria e cinco minimills foram paralisados ao longo do ano. A retração da demanda por aço produzido no país em 2025 tornou inviável manter essas unidades operando em plena capacidade.

O setor classifica o cenário atual como de concorrência desigual, especialmente diante do aço chinês, que chega ao mercado brasileiro a preços inferiores aos praticados internamente. O resultado imediato é o avanço da capacidade ociosa, o aumento do desemprego e o adiamento de novos projetos industriais.

Importações crescem e alteram o equilíbrio do mercado
A pressão sobre a produção nacional é reforçada pelo salto das importações. A projeção é de que, ao final de 2025, as compras externas de aço bruto avancem 7,5% em relação a 2024, enquanto os aços laminados devem registrar alta de 20,5%.

Até novembro, o Brasil já havia importado 5,4 milhões de toneladas de aço laminado, número muito acima da média anual de 2,2 milhões de toneladas registrada entre 2000 e 2019. Desse total, 64% tiveram origem na China, ampliando a dependência do produto asiático.

Além disso, outras 6,2 milhões de toneladas entraram de forma indireta no mercado nacional, incorporadas a bens como eletrodomésticos, veículos e máquinas, intensificando a concorrência mesmo fora da classificação aduaneira tradicional de aço.

Queda nos preços reforça suspeitas de dumping
A redução agressiva dos preços do aço chinês alimenta suspeitas de dumping. Dados da Platts mostram que a tonelada da bobina a quente da China caiu de US$ 560, em janeiro de 2024, para US$ 454, em novembro de 2025.

Segundo o Instituto Aço Brasil, a queda ocorre no mesmo período em que as margens das usinas chinesas diminuem, indicando vendas abaixo do custo ou do preço interno, prática que distorce a concorrência internacional.

Diante desse cenário, a entidade revisou novamente para baixo a estimativa de produção nacional. A previsão passou de retração de 0,8% para queda de 2,2% em 2025, com produção estimada em 33,1 milhões de toneladas. O consumo doméstico tende a enfraquecer, parcialmente substituído pelo produto importado, enquanto as exportações ganham peso.

Lucro cai e setor pede reforço nas tarifas
No terceiro trimestre de 2025, o Ebitda das siderúrgicas instaladas no Brasil somou R$ 2,8 bilhões, quase metade do registrado no mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda recuou de 12,9% para 7,7%, refletindo a pressão sobre os preços internos.

Em resposta, o governo renovou em maio o sistema de cotas de importação para 16 tipos de aço. Embora 76% desses produtos tenham origem na China, o setor considera a medida insuficiente. Atualmente, as tarifas variam de 9% a 16%, com adicional de 25% sobre volumes que excedem as cotas.

O Instituto Aço Brasil defende uma elevação das tarifas como forma de reequilibrar o mercado, preservar empregos e evitar novas paralisações.

Tarifa de 50% nos EUA amplia desafios externos
Além das dificuldades internas, as siderúrgicas brasileiras enfrentam a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre qualquer tipo de aço importado. A medida afeta especialmente o aço semiacabado, um dos principais itens exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Segundo o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, a estratégia é negociar com o governo de Donald Trump a retomada do sistema de cotas adotado em 2018. Na época, o Brasil podia exportar até 3,5 milhões de toneladas anuais de aço semiacabado aos EUA sem sobretaxa.

A expectativa do setor é que um novo acordo permita a volta desse modelo, mantendo a tarifa elevada apenas para volumes que excedam o limite negociado.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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