Logística

Pisos mínimos do frete elevam custos em mais de 16% para a indústria, aponta CNI

A política de pisos mínimos do frete continua gerando impactos significativos sobre a competitividade da indústria brasileira. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 94% das empresas que contratam transporte rodoviário de cargas identificam efeitos negativos da medida sobre os custos logísticos.

Além disso, o setor produtivo demonstra preocupação com a Medida Provisória nº 1.343/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização e endureceu as penalidades relacionadas ao cumprimento das tabelas estabelecidas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC).

Dependência do transporte rodoviário amplia impacto da medida

De acordo com a pesquisa, 86% das indústrias utilizam serviços terceirizados de frete para escoar sua produção, seja de forma exclusiva ou em conjunto com frota própria. O dado evidencia o alcance das consequências da política sobre diversos segmentos da economia.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o cenário reforça a necessidade de aperfeiçoar as regras que regem o transporte de cargas no país.

Segundo ele, os custos de transporte e logística já figuram entre os principais componentes do chamado Custo Brasil, e intervenções que restringem a livre negociação entre embarcadores e transportadores acabam afetando toda a cadeia produtiva.

Empresas apontam aumento expressivo nos custos do frete

A pesquisa mostra que 64% das empresas classificam os impactos do tabelamento como altos ou muito altos. Entre os negócios de menor porte, essa percepção é ainda mais acentuada.

As empresas consultadas estimam que a política elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação. No entanto, os efeitos variam conforme o porte da empresa, a região e o setor de atuação.

Pequenas e médias empresas sentem mais os efeitos

Os dados apontam que as pequenas empresas foram as mais afetadas, registrando aumento médio de 19% nos custos de transporte. Entre as médias empresas, a elevação estimada é de 18%, enquanto as grandes companhias apontam impacto de 14%.

Além disso, cerca de 70% das pequenas e médias empresas classificam os reflexos da política sobre os valores do frete como elevados.

Metodologia da ANTT é alvo de críticas

Outro ponto destacado pela sondagem envolve a metodologia utilizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para calcular os pisos mínimos.

Oito em cada dez empresas avaliam que os critérios adotados estão parcial ou totalmente desconectados da realidade operacional do transporte rodoviário brasileiro.

A analista de infraestrutura da CNI, Paula Bogossian, afirma que o modelo atual não consegue representar adequadamente a diversidade das operações existentes no país, fator que ganha importância devido ao uso da tabela como referência para fiscalização e aplicação de sanções.

Setores com menor valor agregado enfrentam maiores impactos

Os efeitos do tabelamento são mais intensos em segmentos onde a logística representa parcela significativa dos custos de produção.

Entre os setores mais impactados estão os de extração mineral e produtos minerais não metálicos, como fertilizantes, sal, gesso e cerâmica, que registraram aumento próximo de 23% nos custos de transporte.

Também apresentaram elevações acima da média nacional os setores de alimentos, máquinas e equipamentos, evidenciando que os impactos da política não ocorrem de forma uniforme entre as diferentes cadeias produtivas.

Nova MP amplia preocupação com custos e segurança jurídica

Além dos efeitos já observados com a política de pisos mínimos, a Medida Provisória nº 1.343/2026 também preocupa o setor industrial.

A norma amplia a fiscalização do cumprimento das tabelas de frete, cria novas exigências regulatórias e aumenta as penalidades aplicáveis em casos de descumprimento.

Entre as empresas que conhecem o conteúdo da medida, 85% apontam a elevação dos custos de transporte como principal preocupação. Na sequência aparecem a perda de competitividade (57%) e a insegurança jurídica (35%).

Também foram citados riscos relacionados a atrasos operacionais, interrupções na cadeia logística e à proporcionalidade das sanções previstas.

Proposta prevê piso salarial para motoristas de longa distância

A comissão mista responsável por analisar a medida provisória foi instalada recentemente no Congresso Nacional. O relatório deverá ser apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da proposta.

Entre as alterações em discussão está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais que atuem em operações de longa distância, caracterizadas por permanência superior a 24 horas fora da base de trabalho.

Caso a proposta avance, os impactos poderão atingir tanto empresas que operam com frota própria quanto aquelas que terceirizam o transporte, já que os custos tendem a ser repassados aos contratantes por meio de reajustes no frete.

Na avaliação do setor, a medida pode aumentar ainda mais os custos do transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, influenciar os preços finais dos produtos para os consumidores.

Debate segue no Judiciário

A política de frete mínimo também é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.964, apresentada pela CNI.

A entidade contesta a constitucionalidade da Lei nº 13.703/2018, que instituiu a política de pisos mínimos do frete, além de pedir a suspensão dos efeitos da MP nº 1.343/2026.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: fanjianhua/Magnific

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Exportação

Tarifa dos EUA pode atingir mais de um terço das exportações brasileiras, aponta CNI

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a proposta de ampliação de tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos pode afetar uma parcela significativa das vendas externas do país. Caso a recomendação apresentada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) seja adotada, cerca de 31,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão enfrentar uma tarifa de importação de 37,5%.

A análise mostra ainda que outros 3,6% dos embarques brasileiros estariam sujeitos a um aumento tarifário de 10% para 12,5%. Somadas, as medidas alcançariam 35,2% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos.

Impacto pode alcançar mais da metade das exportações

Segundo a entidade, o percentual de produtos afetados pode ser ainda maior. Ao considerar as tarifas adicionais já aplicadas por meio das medidas setoriais da Seção 232, a fatia das exportações brasileiras sujeita a algum tipo de sobretaxa chegaria a 54,1%.

O levantamento reforça a preocupação do setor industrial com os possíveis efeitos sobre a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados de destino das exportações nacionais.

Produtos mais expostos às novas tarifas

Entre os itens que poderão ser enquadrados na tarifa de 37,5% estão mercadorias com forte dependência do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A lista inclui ferro gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira de pinho.

Já outros produtos poderão ser submetidos a uma alíquota de 12,5%, caso a proposta avance. Nessa categoria estão minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de laranja, silício e pasta química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre os países

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção de novas barreiras tarifárias tende a gerar efeitos negativos para ambos os lados da relação comercial.

De acordo com ele, o aumento das taxas pode elevar custos para as empresas, reduzir a competitividade dos negócios e ampliar as incertezas para novos investimentos. A entidade defende que as negociações avancem por meio do diálogo técnico e da busca por soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países.

Decisão ainda depende de consulta pública

As tarifas sugeridas pelo USTR ainda não foram implementadas. Antes de qualquer definição, a proposta passará por etapas de consulta pública e audiências previstas para as próximas semanas.

A expectativa é que o governo norte-americano tome uma decisão sobre o tema na primeira quinzena de julho, período em que estão programadas as audiências destinadas a discutir os possíveis impactos da medida.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Correios Braziliense

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Comércio Exterior

Comércio Brasil-EUA cai 14,3% em 2026 e amplia déficit da balança comercial

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou queda de 14,3% entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reflete os impactos das tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano em 2025, que afetaram especialmente os produtos industriais brasileiros.

Nos cinco primeiros meses do ano, o fluxo comercial entre os dois países movimentou US$ 29,5 bilhões. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 14 bilhões, representando retração de 16%. Já as importações dos Estados Unidos caíram 12,6%, alcançando US$ 15,5 bilhões.

Como consequência, o déficit brasileiro na relação bilateral avançou 43,3%, chegando a US$ 1,5 bilhão.

Tarifas impostas pelos EUA seguem pressionando exportações

Os números foram divulgados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), por meio do relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA.

Segundo a entidade, a desaceleração do intercâmbio comercial ganhou força a partir de agosto de 2025, quando passaram a vigorar sobretaxas sobre produtos industriais brasileiros. As medidas tarifárias adicionais, que chegaram a 40% e 50% para determinados segmentos, reduziram significativamente a competitividade das exportações nacionais.

Entre agosto e dezembro do ano passado, os produtos impactados pelas novas tarifas movimentaram US$ 8,8 bilhões em vendas externas. No mesmo período de 2024, esse volume havia alcançado US$ 11,2 bilhões, o que representa uma retração de 21,6%.

Exportações acumulam meses consecutivos de queda

O início de 2026 manteve a tendência negativa observada nos meses anteriores. Em janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões. O resultado marcou o sexto mês seguido de redução nas vendas para o principal mercado das Américas.

Em fevereiro, a queda foi de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2025, com embarques avaliados em US$ 2,5 bilhões.

A Amcham informou ainda que os produtos industriais sujeitos às tarifas mais elevadas registraram retração de 38,2% no começo deste ano, ampliando os efeitos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Empresas enfrentam desafios com custos e logística internacional

Além da redução no volume exportado, a entidade demonstrou preocupação com os impactos sobre a cadeia produtiva global. O aumento dos custos associados às tarifas tem elevado despesas para empresas de diferentes setores e exigido adaptações logísticas para minimizar perdas.

O avanço do déficit comercial brasileiro também acende um alerta sobre os efeitos da desaceleração do comércio bilateral nas contas externas e na competitividade da indústria nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Indústria

Indústria brasileira cresce e exportações atingem recorde, destaca ministro no Conselhão

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), realizada nesta terça-feira (10), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou indicadores que reforçam a recuperação da indústria brasileira e o fortalecimento do comércio exterior nos últimos anos.

Segundo o ministro, o setor industrial voltou a registrar resultados positivos após mais de uma década. Em 2024, impulsionada pela Nova Indústria Brasil (NIB), a produção industrial avançou 3,1%. Já nos quatro primeiros meses deste ano, o crescimento acumulado chegou a 1,7%.

O desempenho da atividade industrial também tem refletido no mercado de trabalho. O país alcançou a menor taxa de desemprego da série recente, de 5,6%, além de registrar um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas.

Nova Indústria Brasil destina R$ 713 bilhões para expansão produtiva

Para ampliar a capacidade produtiva nacional, a Nova Indústria Brasil disponibiliza R$ 713 bilhões por meio do Plano Mais Produção. Até o momento, 428 mil projetos já foram contratados em todo o país.

De acordo com Márcio Elias Rosa, a descentralização dos investimentos é um dos principais resultados da política industrial. Atualmente, 61% dos projetos contemplados estão localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O ministro destacou ainda que a estratégia tem atraído forte participação da iniciativa privada. Das seis missões que integram a NIB, quatro já contam com predominância de investimentos privados.

Programa MOVER estimula indústria automotiva e mobilidade sustentável

Outro destaque apresentado foi o programa MOVER, voltado à mobilidade verde e à inovação tecnológica. O governo federal reservou R$ 19 bilhões em créditos tributários para incentivar o setor, medida que já contribuiu para o anúncio de aproximadamente R$ 190 bilhões em investimentos das indústrias automotiva e de autopeças.

Para manter o ritmo de crescimento, o ministro defendeu a continuidade de políticas voltadas à modernização do parque industrial, como mecanismos de depreciação acelerada e incentivos à renovação tecnológica.

Exportações brasileiras alcançam maior número de empresas da história

O desempenho do comércio exterior brasileiro também foi ressaltado durante o encontro. Segundo o ministro, o fluxo comercial do país cresceu 6,2% em 2024, índice alinhado ao topo da média observada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O fortalecimento da base exportadora contou com apoio de instituições como BNDES, ABDI e Embrapii. Como resultado, o Brasil alcançou em 2025 a marca histórica de 29.818 empresas exportadoras.

Novos acordos internacionais ampliam protagonismo do Brasil

Para o governo, acordos comerciais em negociação e consolidação, como os tratados entre Mercosul e União Europeia e entre Mercosul e EFTA, fortalecem o posicionamento estratégico do Brasil no cenário global.

Com o objetivo de ampliar o acesso às oportunidades geradas pela política industrial, o MDIC iniciará, a partir de junho, uma série de visitas a federações industriais e associações comerciais em parceria com ABDI, ApexBrasil e BNDES.

As agendas terão foco na divulgação das linhas de crédito da NIB e dos benefícios proporcionados pelos novos acordos internacionais.

Setor produtivo será mobilizado no combate ao feminicídio

Durante o anúncio das missões, Márcio Elias Rosa informou que a Política Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio também fará parte dos debates.

A proposta é incentivar a participação do setor produtivo na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher, promovendo ações de conscientização e combate aos impactos desse problema social dentro dos ambientes corporativos e industriais.

Marca Pix receberá reconhecimento de alto renome

No encerramento da reunião, o ministro anunciou que a marca Pix será oficialmente reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como marca de alto renome.

Com a decisão, o Pix se tornará a primeira marca vinculada ao Governo Federal a obter esse reconhecimento no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Indústria

Integração produtiva fortalece competitividade da indústria brasileira no mercado internacional

Diante de um ambiente econômico cada vez mais conectado e competitivo, a integração produtiva internacional vem se consolidando como uma alternativa para ampliar a presença da indústria brasileira nos mercados globais. A busca por parceiros estrangeiros capazes de fornecer insumos, tecnologia e serviços complementares tem sido apontada como uma estratégia para elevar a competitividade das empresas.

O tema estará em pauta no seminário “Integração do Sistema Produtivo pela Complementaridade Industrial”, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), por meio de seu Conselho de Comércio Exterior. O evento será realizado de forma online no dia 16 de junho, às 9h.

Evento discutirá oportunidades para ampliar negócios internacionais

O webinar contará com a participação de Mario Roberto Branco, representante da ABINEE/ALAINEE, e de Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

A proposta do encontro é apresentar como os mecanismos de complementaridade industrial podem contribuir para fortalecer empresas, ampliar o acesso a novos mercados e impulsionar processos de internacionalização empresarial.

Compartilhamento de tecnologia e produção gera ganhos competitivos

A complementaridade industrial permite que empresas localizadas em diferentes países atuem de forma integrada em suas cadeias produtivas. Nesse modelo, etapas de fabricação, conhecimento técnico e tecnologias são compartilhadas, promovendo ganhos de escala, aumento da produtividade e maior eficiência operacional.

Esse tipo de cooperação já está presente em diversos acordos comerciais internacionais e vem ganhando relevância nas negociações envolvendo o Mercosul, a União Europeia e os países integrantes da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração).

Seminário é voltado para empresários e profissionais de comércio exterior

Além de abordar tendências e oportunidades do comércio internacional, o evento buscará esclarecer como empresas podem aproveitar instrumentos de integração produtiva para expandir sua atuação além das fronteiras nacionais.

A participação é gratuita e destinada a empresários, executivos, gestores e profissionais interessados em comércio exterior, desenvolvimento industrial e estratégias de inserção internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Segurança

Segurança no transporte de cargas aumenta custos da indústria e pressiona competitividade

Os investimentos em segurança no transporte de cargas têm elevado os custos operacionais da indústria brasileira e impactado diretamente o preço final dos produtos. Levantamento recente revela que a preocupação com roubos, furtos e ataques cibernéticos faz parte da rotina de grande parte das empresas do setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das empresas industriais afirmam que os gastos com segurança no transporte contribuem para o aumento dos custos finais de seus produtos. O estudo também mostra que 81% dos empresários consideram que a insegurança patrimonial é um dos fatores que ampliam o chamado Custo Brasil, reduzindo a competitividade das organizações. Além disso, 45% das indústrias reconhecem que os investimentos em proteção patrimonial e prevenção de perdas acabam encarecendo a produção, enquanto 20% relatam já terem sido vítimas de roubo ou furto de cargas no transporte rodoviário.

Rodovias concentram a maior parte dos roubos de cargas

Entre as empresas que sofreram esse tipo de ocorrência nos últimos cinco anos, 68% apontam as rodovias como o principal cenário dos crimes. Os materiais mais visados pelos criminosos são fios e cabos, presentes em 60% dos casos registrados. Ferramentas aparecem na sequência, representando 31% das ocorrências, enquanto máquinas e equipamentos industriais correspondem a 23%.

Diante desse cenário, mais da metade dos executivos entrevistados, cerca de 54%, defende o aumento do policiamento em áreas industriais como prioridade das políticas públicas de segurança. Apenas uma pequena parcela, equivalente a 4%, acredita que houve melhora na segurança patrimonial nos últimos cinco anos.

Ataques cibernéticos também preocupam o setor industrial

Além dos riscos físicos nas estradas, a indústria brasileira enfrenta uma crescente ameaça digital. Casos de vazamento de dados e ataques de ransomware têm provocado prejuízos financeiros significativos. Segundo a pesquisa, 30% das empresas registraram perdas diretas relacionadas a fraudes eletrônicas ou pagamento de resgates de dados.

Para minimizar esses riscos, as organizações têm investido em estratégias de proteção digital. Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Backups periódicos dos dados (75%);
  • Utilização de softwares de segurança (67%);
  • Políticas mais rigorosas de controle de acesso e senhas (45%);
  • Capacitação dos colaboradores em segurança digital (38%);
  • Contratação de equipes especializadas em cibersegurança, internas ou terceirizadas (34%)

Pesquisa ouviu empresas de todo o país

O levantamento foi realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados para a CNI entre março e abril de 2026, com a participação de 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, distribuídas por todas as regiões brasileiras. Desse total, 503 representam pequenas empresas e 500 pertencem aos segmentos de médio e grande porte.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI), com levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Economia

Plano Brasil Soberano amplia acesso ao crédito e reduz exigências para empresas

As novas regras do Plano Brasil Soberano passaram a valer nesta segunda-feira (8), ampliando o número de empresas aptas a solicitar financiamentos oferecidos pelo programa federal. A principal mudança reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento necessário para acesso às linhas de crédito.

A alteração, anunciada pelo governo na semana passada, busca facilitar o atendimento a empresas afetadas por fatores externos, como as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos e os reflexos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Novos critérios ampliam alcance do programa

Com a flexibilização das regras, empresas exportadoras e fornecedoras que registraram perdas menores de receita poderão pleitear recursos do programa.

A medida beneficia especialmente companhias enquadradas nos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano, voltados para setores impactados pelo cenário internacional.

Entre os contemplados estão:

  • Exportadores de bens industriais afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos;
  • Fornecedores ligados a cadeias produtivas impactadas pelas restrições comerciais;
  • Empresas com operações ou relações comerciais em países do Oriente Médio afetados por conflitos regionais.

Agora, basta comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência para solicitar o crédito.

Como será feita a comprovação das perdas

Os critérios de análise variam conforme o grupo de enquadramento da empresa.

Para os integrantes do grupo 1, a comparação do faturamento deverá considerar o período entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

Já para as empresas enquadradas no grupo 3, a avaliação será feita com base nos resultados obtidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Setores industriais estão entre os mais beneficiados

No grupo relacionado aos impactos das tarifas norte-americanas, diversos segmentos industriais poderão acessar as linhas de financiamento.

Entre eles estão:

  • Aço;
  • Cobre;
  • Alumínio;
  • Indústria automotiva;
  • Setor moveleiro.

A expectativa é que a medida ajude a preservar investimentos, fortalecer a competitividade e reduzir os efeitos das oscilações do mercado internacional.

Setores estratégicos mantêm regras já estabelecidas

A nova portaria não altera as condições aplicadas ao grupo formado por atividades consideradas estratégicas para a economia nacional.

Entre os segmentos enquadrados nessa categoria estão:

  • Têxtil;
  • Químico;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Eletrônicos e informática;
  • Borracha e plástico;
  • Equipamentos de transporte;
  • Minerais críticos.

Esses setores continuam elegíveis às linhas de apoio previstas no programa, seguindo os critérios já definidos anteriormente.

Como solicitar financiamento pelo Plano Brasil Soberano

As empresas dos grupos 1 e 3 podem consultar a elegibilidade por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital para acessar o sistema.

Já as empresas enquadradas em outros segmentos devem verificar se sua atividade econômica, registrada por meio da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no CNPJ, está entre as contempladas pela regulamentação vigente.

Linhas de crédito disponíveis

O programa disponibiliza recursos para diferentes finalidades ligadas ao desenvolvimento empresarial e à expansão da atividade produtiva.

Entre as modalidades de financiamento oferecidas estão:

  • Capital de giro;
  • Produção voltada à exportação;
  • Compra de máquinas e equipamentos;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Inovação tecnológica;
  • Adaptação de produtos, processos e serviços.

A ampliação do acesso ao crédito faz parte da estratégia do governo para apoiar empresas afetadas por instabilidades internacionais e fortalecer a competitividade da indústria brasileira.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Paulo Lacerda/CNI

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria e pode afetar exportações

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor industrial. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), é acompanhada de perto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende o diálogo entre os dois países para evitar impactos econômicos e comerciais.

Em nota oficial, a CNI destacou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para ambas as nações e vem sendo construída ao longo de décadas. Para a entidade, a adoção de novas barreiras tarifárias pode prejudicar cadeias produtivas integradas e afetar empresas, consumidores, investimentos e empregos nos dois mercados.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige cautela e negociação. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar tecnicamente nas discussões para preservar o fluxo comercial entre os países.

Exportações brasileiras já registraram queda em 2025

Dados apresentados pela CNI mostram que as exportações de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, resultado 4,2% inferior ao registrado em 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove apresentaram retração nas vendas para o mercado norte-americano. Os setores mais impactados foram:

  • Produtos de metal: queda de 31,6%;
  • Madeira: redução de 20%;
  • Celulose e papel: recuo de 19,9%;
  • Veículos automotores: diminuição de 17,6%.

Na avaliação da entidade, a eventual implementação da nova tarifa poderá ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Audiência pública deve discutir proposta em julho

A discussão sobre a medida terá um novo capítulo no próximo mês. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública destinada a debater a proposta e receber contribuições de governos, entidades representativas e empresas interessadas.

Para a CNI, o processo de consulta pública representa uma oportunidade importante para que o Brasil apresente argumentos técnicos e demonstre os benefícios da manutenção das relações comerciais entre os dois países.

CNI defende negociação para preservar empregos e investimentos

A confederação informou que continuará acompanhando o tema em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que evitem prejuízos ao comércio bilateral e preservem investimentos, geração de empregos e o fortalecimento da parceria econômica entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Texto: Redação

Imagem: CNI / Divulgação

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Exportação

Exportações de alta tecnologia avançam no Brasil, mas participação ainda é reduzida na pauta externa

As exportações de alta tecnologia registraram crescimento de 7,7% em 2025, porém continuam com uma presença modesta no comércio exterior brasileiro. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o segmento movimentou US$ 9,1 bilhões no período, representando apenas 2,7% de tudo o que o país vendeu ao exterior.

Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em exportações, respondendo por 37,5% das vendas internacionais brasileiras.

Setor tecnológico ainda enfrenta desafios de competitividade

Levantamento elaborado a partir de informações da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revela que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores do que aquelas de baixa intensidade tecnológica.

Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário evidencia um importante desafio para a indústria nacional. Segundo ela, o fortalecimento de setores de média-alta e alta tecnologia é fundamental para impulsionar um crescimento econômico mais qualificado.

A especialista destaca ainda que ampliar a participação desses segmentos contribui para a diversificação da pauta exportadora e para o fortalecimento da presença da indústria brasileira no mercado internacional.

Déficit comercial da indústria atinge nível recorde

O estudo também aponta que o aumento da demanda interna foi suprido, em grande parte, por produtos importados. Em 2025, o volume de importações cresceu 6,1%, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial de US$ 71,3 bilhões — o maior resultado negativo desde o início da série histórica, em 1997.

As compras externas do setor alcançaram US$ 259,7 bilhões, representando avanço de 8,6% na comparação anual. Entre os principais responsáveis por esse desempenho estão os segmentos de produtos químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores, que concentraram mais da metade das importações industriais.

Exportações industriais mantêm trajetória de crescimento

Mesmo diante do déficit recorde, as exportações da indústria brasileira apresentaram expansão de 3,7% em 2025, somando US$ 188,4 bilhões.

A participação da indústria de transformação no total exportado pelo país passou de 53,9% para 54,1%, mesmo em um cenário de queda de 1,7% nos preços internacionais dos produtos manufaturados.

Outro destaque foi o desempenho dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que alcançaram participação recorde de 22,8% na pauta exportadora brasileira. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de alimentos industrializados e bebidas.

As exportações de carne bovina para a China também contribuíram para o avanço do setor. De acordo com o levantamento, os segmentos de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais do país.

Estados Unidos seguem na liderança, enquanto China amplia compras

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. Ainda assim, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.

Já a China aumentou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, alcançando US$ 22 bilhões em 2025. O setor alimentício foi o principal responsável pela expansão dos embarques para o país asiático.

No fluxo inverso, os chineses continuaram liderando entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com exportações de US$ 70,6 bilhões para o mercado brasileiro.

Argentina impulsiona exportações do setor automotivo

As vendas brasileiras para a Argentina apresentaram forte crescimento em 2025. O país vizinho importou US$ 18,1 bilhões em produtos brasileiros, avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O principal motor desse desempenho foi o setor automotivo, que registrou aumento de 57,2% nas exportações. Veículos de passeio, caminhões e autopeças lideraram os embarques destinados ao mercado argentino.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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