Exportação

Exportações de Implementos Rodoviários ao México podem atingir US$ 10,6 milhões em 2026

As exportações brasileiras de implementos rodoviários podem chegar a US$ 10,6 milhões nos próximos 12 meses, segundo projeção da indústria após a participação na Expotransporte, realizada entre 12 e 14 de novembro, em Guadalajara. Durante o evento, empresas do setor negociaram cerca de US$ 5,4 milhões, envolvendo 24 fabricantes nacionais.

Programa MoveBrazil impulsiona negócios internacionais

A presença brasileira na feira integrou o MoveBrazil, iniciativa que incentiva as vendas externas e é conduzida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) em parceria com a ApexBrasil. O programa busca ampliar a presença do país em mercados internacionais, diversificando destinos e fortalecendo a competitividade da indústria.

Perspectivas de vendas futuras

Para a Anfir, o México é considerado um destino prioritário, por unir alta demanda na América do Norte e relevância crescente para os implementos rodoviários brasileiros. A entidade estima que o relacionamento comercial construído na feira pode gerar até US$ 16 milhões em negócios futuros, reforçando a posição estratégica do Brasil na região.

Indústria nacional presente na Expotransporte

Empresas como Cardoso, ComLink, Facchini, Grimaldi, Librelato, Marksell e Rossetti marcaram presença no evento, representando parcela expressiva da capacidade produtiva do segmento. A participação conjunta integra ações de internacionalização coordenadas pela Anfir, voltadas ao aumento do fluxo comercial e ao fortalecimento da cadeia produtiva.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Brasil busca solução para tarifas de carne bovina nos EUA

A indústria de carne bovina do Brasil aguarda uma definição sobre as tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos nos próximos 60 dias. A previsão foi feita por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

“Eu acredito que, em um prazo entre 30 e 60 dias, isso deve estar equacionado”, declarou Perosa, destacando o otimismo da associação diante das negociações bilaterais após o encontro dos presidentes Lula e Donald Trump, na Malásia, no fim do mês passado.

Queda nas exportações e impacto do aumento de tarifas

As exportações de carne bovina do Brasil para os EUA, atualmente o segundo maior mercado do produto brasileiro após a China, sofreram queda desde agosto, quando foram impostas as taxas adicionais. Perosa afirmou que espera boas notícias em breve, com a possível retirada das tarifas, o que permitiria a retomada do fluxo comercial.

O aumento tarifário elevou o imposto sobre a carne brasileira para 76,4%, sendo 50 pontos percentuais referentes à taxa adicional. Antes, a alíquota já era de 26,4% para exportar aos Estados Unidos.

Negociações bilaterais e outros produtos brasileiros

Além da carne bovina, o Brasil busca a redução de tarifas para outros itens, como o café, reforçando a importância do país norte-americano como maior consumidor mundial e principal importador de grãos brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Negócios

WEG anuncia mudanças na diretoria e cria nova vice-presidência para acelerar expansão internacional

A WEG anunciou uma ampla reorganização em sua diretoria executiva, com o objetivo de fortalecer a estratégia de crescimento internacional e impulsionar a inovação tecnológica. As alterações passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e incluem a criação de uma nova vice-presidência e ajustes nas atribuições de cargos que se reportam diretamente à presidência.

De acordo com comunicado ao mercado, os atuais diretores executivos que integram o comitê executivo passarão a ter status de vice-presidentes. As mudanças não alteram a estrutura estatutária da administração, mas buscam aprimorar a governança e a eficiência operacional da multinacional catarinense.

Nova vice-presidência de tecnologia

Entre as principais novidades está a criação da Vice-Presidência de Tecnologia, que terá como foco “definir diretrizes estratégicas para o desenvolvimento tecnológico e identificar sinergias entre produtos e soluções”, segundo a WEG.

A nova área será responsável por dar suporte a todas as unidades de negócio da companhia e será liderada por José Bastos Grillo, atual diretor da unidade de Negócio Digital & Sistemas.

Unificação de unidades e reforço na automação

Outra mudança relevante é a unificação das divisões de Automação e Digital & Sistemas, que formarão uma nova unidade de negócio. A liderança ficará a cargo de Manfred Peter Johann, atual diretor da unidade de Automação.

Dentro dessa estrutura, será criada uma nova diretoria de vendas voltada para os segmentos de drives e controles, sob o comando de Elder Jurandir Stringari, profissional com ampla experiência no setor e atualmente diretor da Divisão Internacional.

Novos nomes na liderança internacional

Com a movimentação, Anderson Fernandes assumirá o lugar de Elder na Divisão Internacional. Engenheiro elétrico e colaborador da WEG desde 1997, Fernandes possui trajetória consolidada nas áreas comercial internacional e de máquinas elétricas de grande porte.

Ele também liderou a WEG Electric Machinery, nos Estados Unidos, em 2014, e desde 2019 atua como diretor global de vendas da unidade de Energia, responsável por negócios de motores e geradores de alta tensão.

Estratégia de expansão global

Segundo a WEG, o objetivo das mudanças é “otimizar recursos e estruturas — industriais, comerciais e administrativas — e sustentar o plano de expansão internacional da companhia”. A empresa reforça que as alterações fazem parte de uma estratégia de longo prazo voltada à inovação, competitividade global e crescimento sustentável.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/WEG

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Comércio Exterior

Empresários buscam ampliar comércio com Sudeste Asiático em meio a tarifas dos EUA

Com o objetivo de fortalecer as relações comerciais com o Sudeste Asiático, uma comitiva formada por empresários brasileiros embarca nos próximos dias para Indonésia e Malásia. A missão ocorre em um momento de tensões comerciais globais, agravadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

A delegação, composta por 94 empresas dos setores industrial e agropecuário, é coordenada pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Indonésia é destaque entre as oportunidades de negócios

Segundo estudo da ApexBrasil, apresentado pela CNI, os maiores potenciais de crescimento comercial estão na Indonésia, com destaque para os setores agroindustrial, têxtil e de defesa. O país asiático ocupa atualmente a 19ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.

Entre os principais produtos enviados pelo Brasil estão farelo de soja, petróleo bruto, açúcares e melaço. Já as importações brasileiras concentram-se em óleos e gorduras vegetais, calçados e peças automotivas. Além disso, há investimentos bilaterais em áreas como mineração, papel e celulose, tabaco e têxteis.

Malásia também entra no radar das exportações brasileiras

A Malásia aparece como o 23º maior destino das exportações do Brasil e é considerada um parceiro estratégico para a diversificação de mercados, especialmente em meio ao aumento das barreiras comerciais globais.

Para a CNI, a missão empresarial representa uma oportunidade concreta de aproximar o Brasil de economias emergentes asiáticas, reduzindo a dependência de mercados tradicionais.

“Diante das recentes turbulências e das novas taxações norte-americanas, é essencial que o Brasil amplie suas parcerias e consolide uma agenda comercial mais diversificada”, destacou a entidade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana/File Photo

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Industria

Indústria brasileira visita Grupo Alibaba e Porto de Shenzhen em missão liderada pela FIESC

Uma comitiva de empresários brasileiros, liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está em missão à China para estreitar laços comerciais e conhecer alguns dos principais centros de tecnologia e comércio do país asiático. Entre as visitas realizadas estão a sede do Grupo Alibaba, gigante mundial do e-commerce, e o Porto de Shenzhen, o quarto maior do mundo em movimentação de contêineres.

Participam da missão representantes de indústrias de seis estados brasileiros, atuantes nos setores de ferramentas, pavimentação, tecnologia da informação, máquinas e equipamentos, software e educação. A cidade de Shenzhen, no sul da China, é reconhecida como o “Vale do Silício chinês”, referência global em inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Canton Fair reúne mais de 1 milhão de novos produtos

Além da agenda em Shenzhen, o grupo participou da Canton Fair, considerada a maior feira comercial da China, sediada em Guangzhou. A edição atual reúne mais de um milhão de novos produtos e 1,1 milhão de itens com propriedade intelectual independente.

Das 175 seções de exposição, 18 são dedicadas às tecnologias inteligentes, apresentando mais de 350 mil produtos inovadores. O evento também oferece fóruns sobre inteligência artificial, comércio digital e automação industrial, com foco na modernização e competitividade das empresas — temas de grande interesse para a indústria brasileira.

Cooperação institucional e oportunidades de negócios

Durante a missão, a delegação participou de uma reunião com Laís Solano, segunda-secretária do Consulado-Geral do Brasil em Cantão, e Arthur Guimarães, gerente da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil. O encontro abordou aspectos da geografia e economia chinesa, com destaque para o PIB, as principais cidades industriais e as oportunidades de negócios bilaterais entre Brasil e China.

Retorno da comitiva

A missão empresarial encerra suas atividades nesta terça-feira, 21 de outubro, com o retorno da comitiva ao Brasil após uma semana de visitas técnicas e rodadas de networking.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Industria

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em agosto e interrompe quatro meses de queda

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço, o primeiro após quatro meses sem crescimento, superou a expectativa do mercado, que projetava aumento de 0,3%.

Indústria volta ao campo positivo

De acordo com o IBGE, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram expansão no período, com destaque para os segmentos de farmoquímicos e farmacêuticos (+13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,8%) e alimentos (+1,3%).

“O setor industrial volta a mostrar crescimento mais relevante. Ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas, mas interrompe um ciclo de resultados predominantemente negativos desde abril”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial acumula queda de 1,2% em 2025.

Impacto do tarifaço dos EUA

O resultado também refletiu os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que tem pressionado setores voltados à exportação. Segundo o IBGE, empresas de madeira (-8,6%), extrativas (-0,3%) e móveis (+0,1%) já relataram impactos diretos das sobretaxas implementadas pelo governo Donald Trump.

“Esses efeitos ainda são pontuais, mas aparecem com mais clareza nos ramos exportadores”, destacou Macedo.

Perspectivas para 2025

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que, apesar da alta em agosto, o setor deve enfrentar um cenário desafiador nos próximos meses, marcado por juros elevados, incertezas externas e a continuidade das sobretaxas americanas. A entidade projeta crescimento de 0,9% da indústria em 2025.

Para a analista Camila Saito, da consultoria Tendências, alguns fatores domésticos podem ajudar a sustentar a demanda, como o mercado de trabalho aquecido, a menor pressão cambial, a retomada da atividade extrativa, a criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e a liberação de precatórios.

Essas medidas, segundo ela, tendem a beneficiar setores ligados ao consumo, como automóveis, eletrodomésticos de linha branca e materiais de construção. No entanto, Saito alerta que as condições gerais ainda limitam uma recuperação mais robusta: “As incertezas externas, os juros altos e as sobretaxas dos EUA devem restringir maiores avanços da produção”.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Comércio Exterior

Tarifaço de Trump atinge exportações brasileiras, mas impacto inicial é menor que o esperado

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump, os efeitos sobre a economia brasileira se mostram menos devastadores do que se temia. Segundo levantamento da Amcham Brasil, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), apenas 44,6% das exportações nacionais foram diretamente atingidas pela alíquota máxima de 50%. Outros 29,5% enfrentam sobretaxas menores, enquanto 25,9% seguem livres de tarifas adicionais.

Commodities encontram saída, mas indústria sofre

O impacto mais forte recaiu sobre café, carne e açúcar, produtos que representam pilares da pauta exportadora nacional. No caso do café, as vendas para os Estados Unidos caíram 56% em setembro e devem ser zeradas nas próximas semanas. Países europeus, como Alemanha e Itália, passaram a absorver parte dessa produção.

Para Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas da Amcham, a capacidade de redirecionar commodities para outros mercados reduziu os prejuízos imediatos. Já Marcos Matos, diretor do Cecafé, alerta que a reorganização global está em curso: a Colômbia deve reforçar suas exportações aos EUA, enquanto o Brasil tende a concentrar esforços na Europa.

Fora do agronegócio, no entanto, a pressão é muito maior. Setores como madeira, móveis e máquinas enfrentam estoques parados, aumento de custos e até demissões em massa. Produtos regionais, como o mel do Nordeste, também sentem os efeitos.

Setores mais afetados pelas tarifas

Em 2024, 74,1% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA sofreram algum tipo de sobretaxa. Entre eles:

  • Commodities agrícolas: sofreram primeiro uma tarifa de 10% e, depois, a sobretaxa de 40%, totalizando 50%;
  • Ferro fundido, aeronaves e suco de laranja: atingidos apenas pela tarifa inicial de 10%;
  • Medicamentos e pescados: incluídos no segundo pacote, com alíquota de 40%;
  • Aço, alumínio e cobre: taxados em 50% pela seção 232 da Lei de Expansão do Comércio dos EUA;
  • Automóveis e autopeças: sobretaxa de 25%.

Apesar disso, de janeiro a agosto, as exportações brasileiras aos EUA ainda registraram crescimento de 1,6% em relação a 2023. Porém, em agosto, a queda foi brusca: -18,5%.

Indústria de máquinas busca alternativas

Nos equipamentos e máquinas, setor que depende em 27% do mercado americano, empresas tentam reorganizar estratégias. Cristina Zanella, diretora da Abimaq, explica que há um esforço para realocar exportações para outros destinos. Algumas fábricas compensaram perdas com a demanda interna, mas outras sofrem com cancelamentos de contratos e dificuldade de crédito.

Pressão política e busca por isenções

Enquanto setores tentam se adaptar, cresce a pressão política em Brasília e em Washington. Indústrias como celulose e ferro-gusa já conseguiram isenções. O empresário Joesley Batista se reuniu com Trump em setembro para negociar a taxação da carne. Paralelamente, companhias transferem parte da produção para países vizinhos, como Paraguai e Colômbia, para escapar da tarifa de 50%.

O advogado tributarista Leonardo Briganti avalia que o prejuízo maior recai sobre os EUA. “A ideia de reindustrializar os Estados Unidos não aconteceu. Houve aumento de custos e pequenas empresas importadoras estão sofrendo”, afirma.

Demissões e estoques parados

Na indústria da madeira, os efeitos são dramáticos. A empresa paranaense Randa perdeu 30% do faturamento e demitiu 200 funcionários. Outros 600 estão em férias coletivas. “Estamos pagando armazéns para estocar mercadorias. É insustentável”, diz o CEO Guilherme Ranssolin.

A Engemasa, fabricante de peças de aço inox, reduziu 10% do quadro de funcionários e acumula produtos sem destino. Já a Fider Pescados, que exportava tilápia, reduziu as vendas aos EUA e buscou clientes no mercado interno e no Canadá para compensar.

Perspectivas

De acordo com a Amcham, o Brasil conseguiu amortecer os impactos iniciais do tarifaço graças à força do agronegócio. No entanto, se as sobretaxas persistirem, a pressão sobre a indústria pode resultar em maior desemprego e retração econômica.

O governo dos EUA estuda liberar um pacote de US$ 10 bilhões para socorrer seus produtores rurais, especialmente os de soja, enquanto no Brasil cresce a expectativa por medidas de apoio à indústria nacional.

FONTE: Agenda do Poder
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agenda do Poder

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Comércio Exterior

Alckmin vê avanço gradual na redução de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem transmitido otimismo em relação à retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo interlocutores, ele acredita que o governo de Donald Trump deve reduzir as tarifas de importação aplicadas ao Brasil de forma gradual, conforme os diálogos avancem.

No início de setembro, a Casa Branca retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, medida que beneficiou diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA, equivalente a 15% das vendas externas do setor. No mesmo período, também foi suspensa a tarifa de 10% sobre o ferroníquel.

Tensões e retomada do diálogo

As negociações sofreram uma ruptura em agosto, após Trump elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirmou que a decisão estava relacionada ao tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, os contatos diplomáticos foram retomados de forma cautelosa. Em setembro, Alckmin participou de reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), responsável pelo comércio exterior norte-americano. O encontro coincidiu com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Poucos dias depois, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores. Segundo relatos, a reunião, ainda que rápida, foi considerada positiva por ambos os presidentes.

Agenda bilateral e próximos passos

Em 25 de setembro, Alckmin voltou a dialogar com autoridades norte-americanas em reunião por videoconferência com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçando a pauta sobre tarifas.

Enquanto o vice-presidente se concentra nos temas ligados ao comércio exterior, outras questões, como a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, seguem sob responsabilidade do Itamaraty e do Planalto. A estratégia do governo Lula é ampliar o escopo das negociações, incluindo a revisão dessas punições.

Jantar do PCdoB em Brasília

Na noite de 1º de outubro, Alckmin participou de um jantar organizado pelo PCdoB, em Brasília, para arrecadação de fundos. Em discurso breve, afirmou que, sem a eleição e atuação de Lula, o Brasil poderia estar sob uma ditadura.

O partido confirmou apoio à reeleição do petista em 2026 e definiu como prioridade eleger mais deputados para superar a cláusula de barreira — atualmente, a sigla conta com nove parlamentares.

O evento, realizado no Clube de Engenharia, contou ainda com a presença dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares de diferentes legendas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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