Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Importação

Taxa das blusinhas preserva empregos e reduz importações, aponta CNI

A chamada taxa das blusinhas, que incide sobre compras internacionais de pequeno valor, tem gerado efeitos relevantes na economia do Brasil. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, apesar da resistência inicial de consumidores, a medida contribuiu para frear importações, estimular a produção local e preservar empregos.

Mais de 135 mil empregos foram mantidos

De acordo com o estudo, a tributação evitou cerca de R$ 4,5 bilhões em compras no exterior e ajudou a manter aproximadamente 135,8 mil empregos no país. Além disso, cerca de R$ 19,7 bilhões circularam na economia brasileira, reforçando a atividade interna.

Os dados foram calculados com base na comparação entre a projeção de importações para 2025 e o volume efetivamente registrado após a implementação da medida.

Queda no volume de encomendas internacionais

A incidência do imposto provocou uma redução significativa no número de remessas:

  • Diminuição de 10,9% entre 2024 e 2025
  • Queda de 23,4% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024
  • Total de pacotes caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025

Sem a cobrança, a expectativa era que o volume ultrapassasse 205 milhões de encomendas, evidenciando o impacto direto da política sobre o consumo externo.

Como funciona a taxa

A regra estabelece um Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o e-commerce internacional.

O recolhimento ocorre no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz práticas irregulares.

Combate à concorrência desleal

Segundo a CNI, a taxação ajudou a equilibrar a disputa entre produtos nacionais e importados, especialmente diante da forte presença de itens vindos da Ásia. Antes da medida, mercadorias de baixo valor frequentemente entravam no país com tributação reduzida ou irregular, o que prejudicava a indústria brasileira.

Redução de fraudes e maior controle

Outro efeito observado foi a diminuição de práticas como subfaturamento, fracionamento de pedidos e uso indevido de isenções fiscais. Com o novo modelo, plataformas internacionais passaram a recolher os tributos diretamente na venda, aumentando a transparência e o controle.

Arrecadação federal cresce com a medida

A mudança também elevou a arrecadação de impostos sobre importações de pequeno valor. O montante subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, reforçando o caixa público.

Proteção à indústria e geração de renda

Para a CNI, o principal benefício da taxação de importados é o fortalecimento da produção nacional. A medida contribui para manter empregos, gerar renda e melhorar a competitividade do setor industrial brasileiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial registra menor superávit para março desde 2020, aponta Mdic

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,405 bilhões em março de 2026, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O saldo positivo recuou 17,2% em relação a março de 2025, quando havia alcançado US$ 7,736 bilhões. O desempenho é o mais baixo desde 2020, início da pandemia, período marcado por forte retração econômica global.

Exportações crescem, mas importações avançam mais

Mesmo com o recuo no saldo, as exportações brasileiras somaram US$ 31,603 bilhões no mês, alta de 10% na comparação anual — o segundo maior valor da série histórica para março.

Já as importações atingiram US$ 25,199 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 20,1%, registrando o maior patamar desde o início da série, em 1989. Esse avanço mais intenso das compras externas explica a redução do superávit.

Desempenho por setores da economia

Entre os setores, a indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 36,4%, impulsionada principalmente pelo petróleo. A indústria de transformação avançou 5,4%, enquanto a agropecuária teve aumento mais moderado, de 1,1%.

Entre os produtos, destacaram-se itens como petróleo bruto, minerais, carne bovina, combustíveis e ouro. Por outro lado, houve forte queda nas exportações de café, que recuaram 30,5% em valor, impactadas pela redução no volume embarcado.

Petróleo impulsiona, mas cenário pode mudar

As vendas externas de petróleo registraram crescimento significativo, com aumento de quase US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses, influenciada por mudanças tributárias sobre o produto.

Importações sobem com destaque para veículos

No lado das importações, o principal destaque foi a alta nas compras de automóveis, que cresceram mais de 200% na comparação anual. Também houve aumento relevante em medicamentos, fertilizantes e insumos industriais.

Acumulado do ano mantém saldo elevado

No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,175 bilhões, avanço de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram US$ 82,338 bilhões (+7,1%), enquanto as importações somaram US$ 68,163 bilhões (+1,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica para o período.

Projeções indicam superávit maior em 2026

O Mdic revisou suas estimativas e projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, crescimento de 5,9% frente ao resultado de 2025.

A previsão é de que as exportações alcancem US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais serão atualizadas novamente ao longo do ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Indústria

Faturamento da indústria cresce 4,9% em fevereiro, mas cenário ainda é de cautela

O faturamento da indústria de transformação registrou avanço de 4,9% em fevereiro, segundo os indicadores industriais divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado vem após alta de 1,3% em janeiro, acumulando crescimento de 6,2% frente a dezembro de 2025.

Apesar da sequência positiva, o desempenho ainda não sinaliza uma recuperação sólida do setor. A avaliação é de que o avanço recente reflete, principalmente, uma base de comparação mais baixa.

Comparação anual mostra queda significativa

Na análise do primeiro bimestre de 2026, o cenário é menos favorável. O faturamento industrial apresentou retração de 8,5% em relação ao mesmo período de 2025, evidenciando a continuidade das dificuldades enfrentadas pela indústria desde o segundo semestre do ano passado.

De acordo com especialistas da CNI, ainda é prematuro afirmar uma reversão da tendência negativa, já que os resultados positivos recentes não representam uma mudança estrutural no ambiente econômico.

Produção industrial tem leve recuperação

As horas trabalhadas na produção cresceram 0,7% em fevereiro, marcando o segundo mês consecutivo de alta. Mesmo assim, o indicador recupera apenas parte das perdas acumuladas ao longo de 2025.

Na comparação anual, houve queda de 2,7% no volume de horas trabalhadas, reforçando o ritmo ainda moderado da atividade industrial.

Capacidade instalada segue estável

A utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu praticamente inalterada, passando de 77,5% em janeiro para 77,3% em fevereiro. No acumulado do primeiro bimestre, o nível está 1,6 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Mercado de trabalho industrial sem avanços

Os dados ligados ao emprego na indústria mostram estabilidade. Em fevereiro, houve leve recuo de 0,1% no número de trabalhadores, com queda acumulada de 0,4% no ano em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

Já a massa salarial segue em nível elevado, sustentada pelos bons resultados do segundo semestre do ano passado. No acumulado de 2026, o indicador registra alta de 0,9% na comparação anual.

O rendimento médio dos trabalhadores também apresentou crescimento, com avanço de 1,4% no mesmo período.

Perspectivas ainda moderadas para o setor

Embora alguns indicadores apontem melhora pontual, o cenário da indústria brasileira ainda exige cautela. A recuperação mais consistente dependerá de fatores como demanda interna, condições macroeconômicas e continuidade dos investimentos produtivos.

FONTE: Portal da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pinheiro / CNI

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Importação

Redução do imposto de importação zera tarifas para quase mil produtos no Brasil

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu reduzir o imposto de importação de quase mil produtos no Brasil. A medida foi aprovada durante reunião ordinária realizada em 16 de março e tem como objetivo atender à demanda interna diante da ausência ou insuficiência de produção nacional.

A iniciativa busca garantir o abastecimento de setores estratégicos e evitar impactos no consumo e na indústria.

Medicamentos, insumos agrícolas e industriais entre os beneficiados

Entre os itens com tarifa zerada, estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A medida também contempla produtos essenciais para diferentes cadeias produtivas.

Foram incluídos ainda fungicidas e inseticidas voltados ao controle de pragas na agricultura, insumos para a indústria têxtil, além de lúpulo, matéria-prima fundamental para a produção de cerveja, e produtos destinados à nutrição hospitalar.

Bens de capital e tecnologia também entram na lista

A decisão do Gecex abrange ainda 970 itens classificados como Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT). Desse total, 191 itens possuem caráter temporário, conforme resoluções específicas do comitê.

A redução tarifária nesses segmentos deve estimular investimentos, modernização tecnológica e aumento da competitividade industrial.

Aplicação de medidas antidumping

Além da redução do imposto de importação, o Gecex também deliberou pela aplicação de direito antidumping definitivo, com validade de cinco anos, sobre determinados produtos importados.

A medida atinge etanolaminas provenientes da China e resinas de polietileno originárias dos Estados Unidos e do Canadá. No caso das resinas, houve ajuste nos valores cobrados, limitando-os aos níveis provisórios adotados nos últimos seis meses, para evitar impactos adicionais na cadeia produtiva.

Publicação das decisões

As resoluções completas com os detalhes das medidas aprovadas serão disponibilizadas no site oficial da Camex.

A expectativa é que a redução do imposto de importação contribua para equilibrar o mercado interno, reduzir custos e ampliar o acesso a produtos essenciais e insumos industriais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodolfo Buhrer/Arquivo

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Indústria

Indústria brasileira cresce 1,8% em janeiro de 2026 e recupera parte das perdas do fim de 2025

A produção da indústria brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, indicando uma retomada após meses de retração no setor. O resultado representa o maior avanço mensal desde junho de 2024, quando o setor industrial havia registrado expansão de 4,4%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), levantamento que acompanha o desempenho da produção industrial no Brasil.

Produção industrial volta a crescer após sequência de quedas

Na comparação com janeiro de 2025, a indústria apresentou alta de 0,2%, interrompendo três meses consecutivos de retração.

No final de 2025, o setor havia acumulado resultados negativos:

  • dezembro: -0,1%
  • novembro: -1,4%
  • outubro: -0,5%

Com o desempenho positivo no início de 2026, a indústria nacional conseguiu recuperar parte das perdas registradas entre setembro e dezembro do ano passado.

Nível de produção supera período pré-pandemia

O crescimento observado em janeiro também coloca a produção industrial brasileira cerca de 1,8% acima do nível registrado antes da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020.

Apesar da recuperação recente, o desempenho ainda permanece distante do recorde histórico do setor. O maior crescimento mensal da série ocorreu em maio de 2011, quando a indústria chegou a registrar expansão de 15,3%.

Retomada após férias coletivas e queda forte em dezembro

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o avanço de janeiro está relacionado à retomada da produção após uma forte queda registrada no último mês de 2025.

De acordo com ele, dezembro apresentou retração significativa, influenciada tanto pelo menor ritmo da atividade industrial quanto pela adoção de férias coletivas em diversas empresas.

Com o início do novo ano e a retomada das operações nas fábricas, parte dessa perda foi recuperada.

Juros altos ainda limitam crescimento da indústria

Apesar da melhora pontual no desempenho do setor, especialistas apontam que fatores macroeconômicos ainda dificultam uma recuperação mais consistente.

Entre os principais obstáculos estão os efeitos da política monetária restritiva, marcada por taxas de juros elevadas, que reduzem o acesso ao crédito para investimentos industriais.

Segundo Macedo, embora o crescimento de janeiro seja relevante, ele ainda não foi suficiente para anular completamente as perdas acumuladas no final de 2025. No período entre setembro e dezembro, a indústria acumulou saldo negativo de 0,8%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Economia

Economia circular na indústria: MDIC e MMA lançam projeto internacional no Brasil

O MDIC e o MMA anunciaram, em São Paulo (SP), o lançamento do projeto internacional “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES). A iniciativa busca fortalecer a economia circular na indústria brasileira, com foco em sustentabilidade, inovação e competitividade.

A proposta é liderada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Cooperação internacional e apoio técnico

O projeto será implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e contará com suporte técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do grupo Adelphi.

O financiamento vem da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), vinculada ao governo da Alemanha. A cooperação internacional pretende acelerar a adoção de práticas sustentáveis por meio de:

  • Desenvolvimento de políticas públicas
  • Capacitação técnica
  • Implementação de projetos-piloto
  • Ampliação de investimentos em pequenas e médias empresas (PMEs)

Economia circular como estratégia de modernização

Durante o lançamento, a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, ressaltou que a circularidade integra a agenda de transformação industrial do país.

Segundo ela, a economia circular reúne ganhos de produtividade, estímulo à inovação e avanço na descarbonização da indústria, tornando-se eixo estratégico para ampliar a competitividade das cadeias produtivas nacionais.

A meta é transformar o conceito em instrumentos práticos que gerem oportunidades concretas para o setor produtivo.

Brasil, México e África do Sul no mesmo programa

O CB-ACES será executado simultaneamente no Brasil, México e África do Sul. O projeto atuará em temas transversais, como:

  • Mitigação da mudança climática
  • Conservação da biodiversidade
  • Promoção da igualdade de gênero
  • Transformação digital
  • Adequação às normas ambientais nas cadeias globais de suprimentos

Resultados esperados para a indústria

Entre os principais objetivos estão:

  • Integrar a economia circular às políticas climáticas e ambientais
  • Aumentar a circularidade em setores industriais estratégicos
  • Expandir investimentos sustentáveis
  • Estimular inclusão social por meio de apoio financeiro e técnico às PMEs

A iniciativa reforça a estratégia brasileira de alinhar desenvolvimento industrial à agenda ambiental, ampliando a inserção do país em mercados internacionais cada vez mais exigentes em critérios de sustentabilidade.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Senai

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