Exportação

Exportações de Santa Catarina caem 2,6% no trimestre sob impacto de tarifas dos EUA

As exportações de Santa Catarina registraram queda no início de 2026, refletindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mudanças no cenário internacional. No primeiro trimestre, o estado somou US$ 2,7 bilhões em vendas externas, recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas externas

O principal fator para a retração foi o impacto do chamado tarifaço dos EUA, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros desde agosto de 2025.

De acordo com dados da Fiesc, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano despencaram 44,6% entre janeiro e março na comparação anual. O resultado evidencia o peso das barreiras comerciais sobre a balança comercial de Santa Catarina.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Madeira serrada: queda de 6,7% (US$ 89,4 milhões)
  • Partes de motores: recuo de 22,5%
  • Móveis: baixa de 39,7%
  • Obras de carpintaria: retração de 42,7%

Por outro lado, os motores elétricos destoaram da tendência negativa, com alta de 1,9% e faturamento de US$ 128,2 milhões no período.

Carnes lideram exportações e sustentam desempenho

Mesmo diante do cenário adverso, o setor de proteínas manteve forte desempenho. As exportações de carne de frango lideraram com crescimento de 9,1%, somando US$ 633,3 milhões.

Na sequência, a carne suína também apresentou avanço, com alta de 6,9% e receita de US$ 424 milhões.

Outros segmentos industriais também ganharam espaço no mercado externo:

  • Máquinas agrícolas: crescimento de 57,1%
  • Transformadores elétricos: alta de 31,1%

Esses resultados ajudam a compensar parcialmente as perdas em setores mais afetados pelas tarifas.

Diversificação de mercados ganha importância

No ranking de destinos, a China permaneceu como principal compradora, com US$ 246,2 milhões em aquisições, apesar de uma leve queda de 4,1%. A redução está associada, em parte, à estratégia chinesa de priorizar a produção interna.

Outros mercados ganharam destaque no trimestre:

  • Japão: crescimento de 35,4% (US$ 223,1 milhões)
  • México: alta de 20% (US$ 150,3 milhões)

Já a Argentina registrou retração de 18,1% nas compras.

A diversificação de destinos se mostra essencial para reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente em momentos de instabilidade comercial.

Importações crescem e revelam nova dinâmica

Enquanto as exportações recuaram, as importações de Santa Catarina apresentaram leve crescimento de 0,9% no trimestre, totalizando US$ 8,8 bilhões.

Entre os principais produtos importados, destacam-se:

  • Cobre refinado: alta de 26% (US$ 457,3 milhões)
  • Pneus de borracha: crescimento de 83,1% (US$ 253,4 milhões)
  • Partes de veículos: aumento de 15,7% (US$ 246,3 milhões)

Assim como nas exportações, os Estados Unidos também perderam espaço nas importações, com queda de 20,7% (US$ 420 milhões). A Alemanha registrou recuo de 3,4%, somando US$ 384,2 milhões.

Expectativa de recuperação ainda é incerta

Com a flexibilização parcial das tarifas em fevereiro, a expectativa do setor é de retomada gradual das vendas para os Estados Unidos. No entanto, as incertezas persistem diante de possíveis novas medidas protecionistas.

O cenário atual reforça a necessidade de adaptação da indústria catarinense a um ambiente global mais volátil, marcado por disputas comerciais e mudanças nas cadeias produtivas.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Exportação

Exportações de Santa Catarina recuam 3,7% em janeiro e somam US$ 815,4 milhões

As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 815,4 milhões em janeiro, registrando queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela retração nas vendas para Estados Unidos, Argentina e China, que juntos responderam por uma redução de US$ 99,5 milhões no período.

Queda nas vendas para EUA, China e Argentina pressiona resultado

O desempenho negativo reflete a diminuição das exportações catarinenses para os Estados Unidos, que recuaram 43%, além da Argentina (-33,2%) e da China (-30,3%). Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, fatores externos seguem influenciando o comércio exterior do estado.

“Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, enquanto as vendas para a China sofrem com a desaceleração da economia chinesa e políticas de substituição de importações por produção local”, afirma.

Japão lidera destinos e impulsiona carne suína

Na contramão das quedas, as exportações para o Japão avançaram 29,3% em janeiro, alcançando US$ 66,7 milhões. O país asiático foi o principal destino dos produtos catarinenses no mês, impulsionado principalmente pela comercialização de carne suína.

Carnes puxam pauta exportadora de SC

As carnes de aves lideraram a pauta de exportações de Santa Catarina, com vendas de US$ 217 milhões, alta de 22,4% em relação a janeiro do ano passado. Já as exportações de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, crescimento de 6,3%.

De acordo com o Observatório FIESC, o aumento da renda em economias asiáticas importadoras de proteína animal do estado tem favorecido o consumo e sustentado a demanda por esses produtos.

Produtos industriais têm altas expressivas

Entre os destaques positivos, as exportações de transformadores elétricos cresceram 107,2%, enquanto as vendas de preparações e conservas de carnes e miudezas avançaram 88,2%, reforçando a diversificação da pauta exportadora catarinense.

Madeira, móveis e motores registram retração

Por outro lado, as exportações de motores elétricos caíram 16,7%, totalizando US$ 27,1 milhões, enquanto as vendas externas de partes de motor recuaram 20,8%, para US$ 23,8 milhões.

O setor de madeira e móveis também apresentou queda de 18,8%, influenciado pela redução das vendas para os Estados Unidos. Apesar do aumento das exportações para mercados como México, Emirados Árabes e Itália, o volume ainda não compensa a perda no mercado norte-americano. Apenas as exportações de madeira compensada recuaram 36,3% em janeiro.

Importações de SC caem 8% no mês

As importações de Santa Catarina totalizaram US$ 3 bilhões em janeiro, queda de 8% na comparação anual. Entre os cinco principais países de origem, apenas o Chile registrou crescimento, com alta de 61,3%, somando US$ 268,3 milhões, impulsionado pelo aumento das compras de cobre, que quase dobraram.

China segue líder, apesar da retração

A China, principal fornecedora do estado, registrou queda de 13% nas exportações para Santa Catarina, totalizando US$ 1,3 bilhão, o que representa US$ 198,8 milhões a menos que em janeiro de 2025.

As importações da Alemanha recuaram 2,5%, para US$ 142,8 milhões. Já as compras dos Estados Unidos caíram 27,9%, somando US$ 138,7 milhões, enquanto as importações da Argentina tiveram retração de 5,4%, para US$ 108,8 milhões.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: tawatchai07/Freepik

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