Informação

Unia orienta empresas sobre as próximas etapas do NPI

A Secretaria da Receita Federal do Brasil atualizou recentemente o cronograma de implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP), que integra o Novo Processo de Importação (NPI). As novas fases preveem a ampliação do uso da DUIMP por operadores certificados e o avanço na digitalização de etapas antes realizadas manualmente, como a atuação de órgãos anuentes e a análise documental.

A transição representa um marco importante para empresas que operam com comércio exterior, especialmente nos setores regulados como o farmacêutico e o médico-hospitalar. Segundo Alexandre Alencar, CFO e sócio-diretor da Unia, a adaptação ao novo modelo é indispensável para manter a fluidez das operações e evitar atrasos logísticos. 

“O NPI exige uma nova postura operacional e tecnológica. As empresas precisam revisar seus processos, integrar sistemas e alinhar a gestão aduaneira com as exigências da Receita Federal e da Anvisa. Na Unia, estamos sempre atentos às evoluções do setor, nos antecipando às mudanças, e neste momento já estamos plenamente preparados para cumprir todas essas exigências, apoiando nossos clientes com segurança, agilidade e conformidade”, afirma.

A Unia, focada em logística e assessoria aduaneira para o setor de saúde, tem orientado seus clientes na adequação às mudanças. Entre os pontos de atenção estão a obrigatoriedade do Catálogo de Produtos, a correta classificação fiscal e o uso da Licença de Importação integrada à DUIMP, que já está sendo exigida por diversos órgãos.

A empresa reforça a importância de preparar equipes e sistemas para as etapas que entram em vigor nos próximos meses, conforme divulgado oficialmente pela Receita Federal e amplamente repercutido por especialistas do setor.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria

Corrente de comércio alcança US$ 374,54 bi de janeiro até a segunda semana de agosto

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bi e as importações, US$ 6,6 bi, com saldo positivo de US$ 2,2 bi e corrente de comércio de US$ 15,5 bi

Na 2ª semana de agosto de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bilhões e as importações, US$ 6,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 206,9 bilhões e as importações, US$ 167,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 39,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 374,5 bilhões.

Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (11/8), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,5 bi) com a de agosto/2024 (US$ 1,3 bi), houve crescimento de 13,0%. Em relação às importações houve crescimento de 0,5% na comparação entre as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,107 bi) com a do mês de agosto/2024 (US$ 1,101 bi).

Assim, até a 2ª semana de agosto/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,6 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 369,52 milhões. Comparando-se este período com a média de agosto/2024, houve crescimento de 7,3% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 36,78 milhões (13,1%) em Agropecuária; de US$ 50,4 milhões (17,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 81,55 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,25 milhões (14,6%) em Indústria Extrativa; queda de US$ 2,58 milhões (13,0%) em Agropecuária, e de US$ 0,59 milhões (0,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: MDIC

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Internacional

China prorroga investigação sobre importação de carne bovina e dá alívio ao setor no Brasil

A China decidiu estender por três meses a investigação sobre a importação de carne bovina que pode resultar na aplicação de medidas de salvaguardas contra o Brasil, maior exportador da proteína para lá, e outros países. A decisão, que seria tomada em agosto, agora será divulgada em novembro.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, a prorrogação da investigação devido à “complexidade do caso”. O novo prazo para decisão do governo chinês é 26 de novembro.

O processo foi aberto em dezembro do ano passado a pedido dos pecuaristas e da indústria local, que alegam danos à produção chinesa por conta do aumento das importações da proteína nos últimos cinco anos.

Em meio à tensão comercial com os Estados Unidos, que decidiram taxar as exportações de carne bovina brasileira e outros produtos em 50%, a extensão do prazo da investigação chinesa foi bem recebida por representantes do setor produtivo. Uma liderança disse que a prorrogação tira essa “pressão” sobre o Brasil em um momento complicado.

“O adiamento da decisão vem em boa hora, no contexto atual das exportações de carne bovina. Continuaremos trabalhando para esclarecer a situação da melhor forma possível junto à contraparte chinesa”, afirmou ao Valor o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

A investigação chinesa não é focada no Brasil, mas pode resultar na aplicação de tarifas e cotas sobre suas importações de carne bovina caso consiga provar que houve dano ao seu mercado interno pelo aumento do volume importado nos últimos anos. O processo examina os embarques entre 2019 e 2024.

A China consome cerca de 12 milhões de toneladas de carne bovina por ano, das quais 2,5 milhões de toneladas são importadas de diversas origens. O Brasil é o maior fornecedor.

Exportações Brasileiras de Carne Bovina para a China – Jan 2022 a Maio 2025 – TEU

Foram embarcadas 1,3 milhão de toneladas em 2024 (cerca de 10% do consumo geral dos chineses). No primeiro semestre de 2025, os frigoríficos brasileiros venderam 641,1 mil toneladas ao país asiático, alta de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O faturamento dos embarques nos seis primeiros meses deste ano foi de US$ 3,2 bilhões, incremento de 28,2% em relação ao resultado acumulado de janeiro a junho de 2024.

A estratégia brasileira, que apresentou defesa no processo chinês, foi demonstrar que os produtos que o país exporta complementam a indústria chinesa. A maior parte da carne do Brasil segue para processamento nas empresas chinesas. O objetivo da argumentação é mostrar que a carne nacional não tira mercado dos chineses.

Procurada, a Abiec, que representa o setor exportador do Brasil, ainda não se manifestou.

Medida é prevista na OMC
O ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral afirmou que a prorrogação da investigação da China sobre a importação de carne bovina é uma medida prevista no acordo de salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, que atua no processo na defesa jurídica dos exportadores do Brasil, já havia indícios de extensão do prazo por conta da complexidade do caso.

“De fato, o processo é muito complexo. Apesar de o Brasil ser responsável por metade das exportações de carne bovina para a China, a investigação envolve outros países importantes, como Estados Unidos, Europa e Argentina. Envolveu uma carga grande de trabalho”, disse. Barral é sócio-fundador da BMJ Consultores Associados.

A investigação, no limite, pode resultar na aplicação de cotas ou tarifas sobre a importação de carne bovina caso a China comprove que houve dano à indústria local devido ao aumento da presença da proteína estrangeira no país.

Uma fonte a par do assunto avaliou que a prorrogação é um “alívio” para o Brasil em momento que o país tenta incluir a carne bovina na lista de exceções do tarifaço dos Estados Unidos. “Se tivesse uma tarifa adicional da China, criaria uma pressão sobre exportações, em dois grandes mercados. A prorrogação mantém o mercado chinês sem qualquer tipo de turbulência”, disse, sob anonimato.

A aplicação de salvaguardas é defendida pelos pecuaristas e a indústria chinesa. O processo interessa diretamente ao Ministério da Agricultura do país, mas há resistências do Ministério do Comércio, que lidera a investigação, disse uma fonte. As negociações entre China e EUA também influencia nisso.

Fonte: Globo Rural

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Comércio

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Balança comercial tem menor superávit para julho em três anos

Pressionada pela queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo aumento das importações, a balança comercial registrou o superávit mais baixo para meses de julho em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,075 bilhões a mais do que importou ─ uma queda de 6,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit em julho é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 5,357 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 36,982 bilhões nos sete primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 24,7% em relação aos mesmos meses do ano passado e é o pior para o período desde 2020, quando houve superávit de US$ 29,896 bilhões.

Parte do recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

Comércio exterior recorde

Tanto as exportações como as importações bateram recorde no mês passado, mas as compras do exterior cresceram ainda mais. Em julho, o país exportou US$ 32,310 bilhões, alta de 4,8% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 25,236 bilhões, alta de 8,4% na mesma comparação.

Ao analisar a quantidade exportada e os preços médios, o volume de mercadorias exportadas subiu 7,2%. Os preços, no entanto, recuaram 2,1%, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado, refletindo a queda no valor das commodities (bens primários com cotação internacional). Nas importações, a quantidade comprada subiu 7,9%, impulsionada pelo crescimento econômico, mas os preços médios recuaram 0,2%.

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade vendida pesou mais para o leve crescimento de 0,3% nas exportações do segmento. O volume de mercadorias embarcadas caiu 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio subiu 3,3%.

Na indústria de transformação, a quantidade subiu 10,3%, com o preço médio caindo 1,6%, o que refletiu uma certa recuperação econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 13,1%, enquanto os preços médios recuaram 8,1%, fruto da desaceleração econômica na China e do acirramento da guerra comercial por parte do governo de Donald Trump.

Produtos

Do lado das exportações, as de soja, principal produto da agropecuária, cresceram 1,2% em relação a julho do ano passado, por causa da concentração de embarques que fez o volume vendido subir 9%. Os preços médios, no entanto, recuaram 7,1%.

A alta do preço do café continuou a segurar o crescimento das exportações agrícolas. O valor exportado crescer 25,4% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da queda de 20,4% no volume embarcado, os preços médios subiram 57,5% no mesmo período.

Segundo produto de exportação do agronegócio, o milho teve desempenho negativo. Por causa do fim da safra, as exportações caíram 27,2% em relação a julho do ano passado. O preço médio subiu 6,3%, mas o volume embarcado recuou 31,5%.

Na indústria extrativa, as vendas de petróleo subiram 8,1%, após meses de queda. Isso ocorreu porque o volume vendido subiu 17,6%, compensando a queda de 8% na cotação do barril. As exportações de minério de ferro recuaram 8,8%. Apesar de a quantidade ter subido 4,7%, os preços caíram 12,9%.

Do lado das importações, as aquisições de motores e máquinas não elétricos; adubos e fertilizantes; e combustíveis puxaram o crescimento. A maior alta ocorreu com os motores, cujo valor comprado aumentou US$ 325,2 milhões (+43,9%) em julho na comparação com julho do ano passado.

Estimativa

Segundo as estimativas mais recentes do Mdic, divulgadas em abril, o superávit deverá ficar em US$ 50,4 bilhões, queda de 32% em relação a 2024. A próxima projeção será divulgada em outubro. As estimativas serão revistas, porque não consideram a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros nos Estados Unidos.

As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 65,25 bilhões neste ano.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Evento, Eventos, Exportação, Importação, Logística

Connect Exclusive fortalece conexões empresariais e apresenta resultados da Intermodal 2025

O Connect Exclusive é um encontro exclusivo e estratégico, promovido trimestralmente pelo RêConecta News, com o objetivo de reunir empresários, gestores e tomadores de decisão em um ambiente propício à conexão e geração de valor. Mais do que um evento social, o Connect é um espaço para fortalecer relacionamentos, compartilhar experiências e criar oportunidades reais de negócio entre profissionais que lideram suas organizações. A edição mais recente aconteceu no espaço gourmet do Absolute Business, no dia 31 de julho, e contou com uma programação voltada ao networking de alto nível, além da apresentação dos resultados da participação do RêConecta na Intermodal South America 2025 e o lançamento do projeto para a edição de 2026.

A Intermodal, uma das maiores feiras do setor logístico da América Latina, foi realizada em abril e atraiu mais de 49 mil visitantes. O estande do RêConecta News recebeu cerca de 3.500 visitantes qualificados, consolidando-se como um ponto de destaque dentro do evento. No formato compartilhado, o estande apresentou mercadologicamente 10 empresas, que tiveram oportunidade de fortalecer sua presença no setor, fazer networking e negócios.

Um dado relevante apresentado pela CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, foi o perfil dos leads gerados: mais da metade (53%) eram gestores, gerentes, coordenadores, ou líderes, ou seja, profissionais com poder de decisão, provenientes majoritariamente de segmentos como agenciamento de carga, importação, despacho aduaneiro e tradings. “Esses números reforçam que estamos conectando as pessoas certas. Atrair um público com alto poder de decisão mostra que o RêConecta está no caminho certo ao promover conexões que realmente geram negócios”, destacou Renata.

Projetos para 2026

Durante o encontro, os participantes puderam conferir de perto os indicadores alcançados na feira e conhecer em primeira mão o projeto da Intermodal 2026, que já está em fase de desenvolvimento e promete ampliar ainda mais a visibilidade de empresas que desejam se posicionar estrategicamente no setor. “A Intermodal 2026 será uma edição histórica, que marca os 30 anos da feira, e estamos preparando um projeto à altura desse marco. Será uma oportunidade única para as empresas ganharem ainda mais visibilidade e fortalecerem seu posicionamento no mercado logístico e de comércio exterior”, afirmou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. Além da Intermodal, os convidados puderam conhecer em primeira mão novos projetos do RêConecta para o próximo ano.

Mais do que um evento de networking, o Connect Exclusive se consolida como um espaço para conexões estratégicas e oportunidades reais de negócios, reunindo líderes que buscam crescer de forma colaborativa e sustentável no mercado de comércio exterior e logística.

Confira aqui as fotos do evento:

https://drive.google.com/drive/folders/1KLWzBfqSmwgsBR23RabgnOkwhADe_GQY

Quem esteve na Intermodal 2025

ADVANCED: Com mais de 20 anos de experiência, a Advanced é referência em câmbio internacional e soluções personalizadas, baseadas nas movimentações atualizadas do mercado internacional.

AMALOG: Especializados em operações multimodais, facilidade, previsibilidade e economia imediata para o seu negócio, a AMALOG combina tecnologia avançada e serviços customizados para os seus processo logísticos para cargas fracionadas.

BLUE ROUTE: A Blue Route é uma empresa especializada em tecnologia para o comércio exterior, oferecendo soluções que proporcionam maior produtividade, gerenciamento de riscos e uma jornada eficiente. A Blue Route tem a mais completa plataforma para gestão do catálogo de produtos, presente em importadores dos mais diversos segmentos e em diversos prestadores de serviço do Comércio Exterior.

BWIN TECH: Com mais de 20 anos de experiência, a BWIN TECH é uma corretora de seguros referência no mercado nacional e internacional, especializada em oferecer soluções personalizadas para o seu negócio em transporte, Property, Frota, Impo&Expo e gestão de riscos.

EMASFI GROUP: Com presença global em mais de 50 países, a EMASFI viabiliza soluções integradas e adaptadas às necessidades das empresas, com expertise em contabilidade, recuperação tributária e soluções fiscais, além de auditoria e banco digital para empresas do setor.

FRACTAL INTELIGENT SECURITY: A Fractal é pioneira no desenvolvimento de lacres passivos de uso único e descartáveis. Aliando consultoria especializada e tecnologia para criar protocolos personalizados e garantir a integridade da carga com rastreabilidade da origem ao destino.

GH SOLUCIONADOR LOGÍSTICO: A GH é a parceira ideal para soluções logísticas completas e personalizadas, facilitando a logística para impulsionar negócios em direção aos seus objetivos, conectando mercados, indústrias e pessoas de maneira significativa.

NAC BANK: O NAC é pioneiro quando se trata de Banco do Importador, com uma ampla gama de soluções financeiras que superam as ofertas tradicionais.

PROCESS CERTIFICAÇÕES: Com mais de 10 anos de experiência, a PROCESS CERTIFICAÇÕES combina inteligência regulatória e uma equipe altamente qualificada para conduzir, com estratégia e segurança, os registros, licenças e certificações junto aos principais órgãos reguladores, como INMETRO, ANVISA, ANATEL, IBAMA e MAPA.

UNIA COMEX: Oferece soluções completas que facilitam e impulsionam os negócios, a UNIA disponibiliza um serviço integrado que abrange desde o desembaraço aduaneiro até o transporte internacional, com dedicação e precisão. É especializada e premiada no setor de fármacos.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: GIOVANA SANTOS

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Comércio Exterior

Receita Federal eliminará mais de 1.600 atributos opcionais do Catálogo de Produtos

O objetivo é facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior.

A Receita Federal do Brasil informa que, com o objetivo de facilitar o cumprimento das obrigações pelos operadores de comércio exterior, serão excluídos do Catálogo de Produtos todos os atributos opcionais exclusivos da RFB vinculados às Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCM). A medida representa a eliminação de 1.611 atributos opcionais de um total de 2.292 atualmente existentes, cerca de 70% do total de atributos em produção.

A decisão decorre da identificação de dificuldades substanciais enfrentadas por importadores no preenchimento dessas informações, motivadas, entre outros fatores, pela dificuldade de obtenção de dados junto a fornecedores estrangeiros e pelos elevados custos com a contratação de serviços terceirizados para construção e manutenção de catálogos próprios.

Tais dificuldades foram identificadas ao longo do cuidadoso processo de monitoramento da adesão voluntária ao novo processo de importação, conduzido pela Receita Federal com a participação ativa de diversos atores da cadeia de comércio exterior.

Essa simplificação está plenamente alinhada com as melhores práticas internacionais de facilitação do comércio e representa uma redução significativa de custos operacionais para os intervenientes, especialmente no contexto da migração das operações para o Portal Único de Comércio Exterior, por meio do novo processo de importação.

Os atributos opcionais exclusivos da RFB serão excluídos no prazo de quinze dias, com as devidas atualizações nos sistemas e canais de consulta, de modo que, dos atributos exclusivos da RFB, serão mantidos em produção apenas os obrigatórios.

A inclusão, pela Receita Federal, de novos atributos obrigatórios, será analisada caso a caso, à medida que novas operações forem incorporadas ao Portal Único, sempre com base em avaliações técnicas criteriosas e diálogo constante com o setor privado e os demais órgãos e entidades parceiras.

A Receita Federal reforça seu compromisso com a modernização aduaneira, a redução de entraves operacionais e o estímulo à conformidade voluntária, sem comprometer sua capacidade de fiscalização, que continuará sendo exercida com base em critérios de análise de risco e inteligência.


Coordenação-Geral de Administração Aduaneira – COANA/RFB

Departamento de Operações de Comércio Exterior – DECEX/SECEX

Fonte: Siscomex

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Importação

Com ICMS maior, leite importado perde espaço e produção catarinense cresce 26%

Prorrogação da suspensão dos incentivos fiscais até julho de 2026 fortalece a indústria local e valoriza o trabalho dos produtores de leite de Santa Catarina

Foi prorrogado por mais 12 meses a suspensão dos incentivos fiscais voltados à importação de leite e derivados em Santa Catarina. O decreto foi assinado pelo governador Jorginho Mello (PL), na quarta-feira (30) e busca assegurar a competitividade da cadeia produtiva no estado.

A prorrogação é válida até 31 de julho de 2026. Com isso, as alíquotas das importações do leite e produtos lácteos continuarão com pagamento integral do ICMS variando entre 7% a 17%, a depender da mercadoria.

Conforme informações do governo, antes da suspensão, devido ao benefício fiscal, a carga tributária sobre essas operações fosse de apenas 1,4%. Isso favorecia a entrada de produtos estrangeiros a preços mais baixos.

“Quem trabalha no campo merece respeito e apoio do governo. A gente sabe o quanto é difícil acordar cedo, enfrentar sol, chuva e ainda competir com o produto que vem de fora. Essa medida é para proteger o nosso leite e garantir que o esforço dos nossos produtores tenha valor e mercado justo aqui em Santa Catarina”, destacou o governador.

A decisão corrige um desequilíbrio de mercado que prejudicava produtores catarinenses diante da concorrência da Argentina e Uruguai, por exemplo. Um dos exemplos críticos era o leite em pó integral. A importação catarinense cresceu 249% nos dois anos antes do decreto estadual.

A suspensão reflete positivamente na indústria catarinense. Indicadores da SEF (Secretaria de Estado da Fazenda) revelam que o volume de importações de leite e derivados caiu quase 75% no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024. A redução foi de R$ 512,5 milhões para R$ 135,2 milhões.

Em contrapartida, a produção leiteira em Santa Catarina aumentou em 26% no mesmo período. Com isso, subiu de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 6,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2025.

Segundo o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert os números confirmam que a suspensão dos incentivos fiscais para a importação teve efeito.

“Reduzimos expressivamente a entrada de leite importado e, ao mesmo tempo, impulsionamos a produção local. Essa é uma resposta concreta a um pleito antigo dos produtores de leite catarinenses, que vinham enfrentando dificuldades para competir com o excesso de subsídios governamentais concedidos pelos países exportadores”, observou.

Incentivo ao produtor

O governo do estado ainda garantiu incentivos fiscais à agroindústria do leite catarinense por meio do programa Leite Bom aprovado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) em agosto do ano passado.

A indústria passou a contar com benefícios semelhantes aos praticados nos estados vizinhos do Paraná e Rio Grande do Sul, elevando o equilíbrio competitivo.

Entre os benefícios está a garantia de crédito presumido para o leite UHT, queijos e derivados que tiveram um impacto financeiro de R$ 150 milhões em três anos, sendo R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões, no segundo ano, e R$ 25 milhões, no terceiro.

Mais de 100 empresas são beneficiadas e, consequentemente, cerca de 7,3 mil funcionários.

Cadeia produtiva do leite

A indústria leiteira é considerada a terceira maior cadeia produtiva do estado. Conta com 80 mil produtores, que fazem de Santa Catarina o 4º maior produtor de leite do país (com 3,2 bilhões de litros por ano), atrás apenas de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini ressaltou que o programa fortalece toda a cadeia produtiva do leite. Segundo ele, é mais uma demonstração concreta do compromisso do nosso Estado com a bovinocultura leiteira.

“Somos o quarto maior produtor de leite do país, e com esses investimentos criamos condições para que o produtor possa investir na propriedade, aumentar sua renda e continuar no campo. Ao mesmo tempo, estimulamos o crescimento e a competitividade da indústria leiteira”, acrescentou.

Fonte: ND+

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Importação

Quais são os 10 produtos que o Brasil mais importa? Confira o ranking

Importações para o Brasil somaram US$ 135,78 bilhões no primeiro semestre deste ano, com destaque para a indústria de transformação, que chegou a S$ 125,66 bilhões

O grupo de itens que o Brasil mais importou de outros países no primeiro semestre deste ano foi o de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, seguido por adubos ou fertilizantes químicos e motores e máquinas não elétricos e suas partes.

As importações do País somaram US$ 135,78 bilhões no período, o que representa um crescimento de 8,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Já as exportações tiveram uma queda de 0,7% e totalizaram US$ 165,87 bilhões, o que resultou em um superávit de US$ 30,09 bilhões na balança comercial. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os dois setores que registraram crescimento nas importações nos primeiros seis meses de 2025 foram a agropecuária, que somou US$ 3,24 bilhões, com alta de 11,6%, e a indústria de transformação, que alcançou US$ 125,66 bilhões, com avanço de 10,9%. A indústria extrativa, no entanto, teve uma queda de 28,2% e chegou a US$ 6,01 bilhões.

Entre os itens mais importados para o Brasil na agropecuária, o cacau em bruto ou torrado foi o que registrou a maior alta no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 314,2%. Por outro lado, os produtos hortícolas, frescos ou refrigerados tiveram redução de 16,8%.

Na indústria extrativa, o destaque positivo entre os itens mais comprados de outros países foram outros minerais em bruto, com alta de 1,31%. Já o gás natural, liquefeito ou não, teve uma retração de 35%.

A compra de motores e máquinas não elétricos e suas partes teve um crescimento de 31,1% na indústria da transformação, enquanto a importação de válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) caiu 17,7% nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024.

Quais os produtos que o Brasil mais importa?

Apesar de ter tido uma queda de 10,5% em relação aos números registrados no ano passado, os óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos lideram a lista das importações para o Brasil nos primeiros seis meses deste ano, somando US$ 6,98 bilhões. O segundo lugar é dos adubos ou fertilizantes químicos, que tiveram alta de 19,2% e somaram US$ 6,4 bilhões, seguidos pelos motores e máquinas não elétricos e suas partes, com crescimento de 31,1% e total de US$ 5,09 bilhões.

Veja o ranking dos 10 produtos que o Brasil mais importa

Os valores se referem ao primeiro semestre deste ano e o comparativo de alta ou redução está relacionado ao mesmo período no ano passado.

  1. Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) – US$ 6,98 bilhões, queda de 10,5%
  2. Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) – US$ 6,4 bilhões alta de 19,2%
  3. Motores e máquinas não elétricos e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) – US$ 5,09, alta de 31,1%
  4. Partes e acessórios dos veículos automotivos – US$ 4,44 bilhões, alta de 16,2%
  5. Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários – US$ 4,34 bilhões, alta de 10,3%
  6. Veículos automóveis de passageiros – US$ 4,12 bilhões, queda de 17%
  7. Válvulas e tubos termiônicas (de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores) – US$ 3,85 bilhões, queda de 17,7%
  8. Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais e sulfonamidas – US$ 3,71 bilhões, alta de 27,6%
  9. Outros medicamentos, incluindo veterinários – US$ 3,63 bilhões, alta de 22,5%
  10. Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus – US$ 3,31 bilhões, queda de 30%

Fonte: Estadão

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Internacional, Mercado Internacional

Importações chinesas de soja do Brasil crescem 9% em junho

Crescimento nas importações de soja do Brasil e dos EUA reflete impacto da guerra comercial e da safra 2024/25

As importações chinesas de soja do Brasil subiram 9,2% em junho em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega neste domingo (20), impulsionadas por uma forte colheita e pela guerra comercial sino-americana em curso, enquanto os suprimentos dos Estados Unidos aumentaram 21%.

O maior comprador mundial de soja importou 10,62 milhões de toneladas métricas da oleaginosa do Brasil no mês passado, o que representa 86,6% do total das importações, em comparação com 9,72 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

As importações provenientes dos EUA em junho atingiram 1,58 milhão de toneladas, cerca de 12,9% do total do mês, acima das 1,31 milhão de toneladas registradas no ano anterior.

As importações totais de soja da China alcançaram o nível mais alto de todos os tempos para o mês de junho, com 12,26 milhões de toneladas métricas.

“O aumento anual nas importações de junho reflete principalmente uma defasagem em relação a abril, causada pela lentidão no desembaraço aduaneiro, enquanto o crescimento acumulado de janeiro a junho é impulsionado pela grande safra de soja 2024/25 do Brasil”, disse Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures.

De janeiro a junho, as importações chinesas de soja do Brasil totalizaram 31,86 milhões de toneladas, uma queda de 7,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O total de importações provenientes dos EUA no primeiro semestre foi de 16,15 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, segundo os dados.

É provável que as importações de soja pela China permaneçam elevadas no terceiro trimestre, enquanto as do quarto trimestre dependerão do resultado das negociações comerciais entre os EUA e a China, disseram operadores e analistas.

Fonte: InfoMoney

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