Informação

Custo de produção elevado reduz área de algodão em Mato Grosso e produção deve cair mais de 15%

Os altos custos de produção continuam afetando a rentabilidade do algodão em Mato Grosso e já provocam impacto direto no planejamento da safra 2025/26. A área destinada à cultura no estado deve encolher 8,06% em relação ao ciclo anterior, o que também reflete em uma projeção de queda superior a 15% na produção de pluma.

Área de algodão encolhe na safra 2025/26

De acordo com relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa é de que sejam cultivados 1,42 milhão de hectares de algodão no estado nesta safra. O recuo está diretamente ligado à elevação dos custos e à pressão sobre as margens dos produtores.

Até o dia 30 de janeiro, cerca de 67,75% da área projetada já havia sido semeada, conforme levantamento recente.

Redução ocorre em todas as regiões do estado

A retração da área plantada é observada em todas as regiões de Mato Grosso, segundo o Imea. O maior recuo ocorre no Nordeste do estado, onde a área deve cair de 84,3 mil hectares para 60,6 mil hectares, uma redução de 28,04%.

No Norte mato-grossense, a diminuição estimada é de 15,55%, com a área passando para 21,4 mil hectares. Já na região Centro-Sul, a previsão indica queda de 10,81% na área cultivada com a fibra.

Produtividade menor impacta produção de algodão

Em relação à produtividade, o instituto manteve a metodologia de média ponderada das safras anteriores. A estimativa ficou em 290,88 arrobas por hectare, resultado 7,69% inferior ao registrado na safra 2024/25.

Com a combinação de menor área e produtividade mais baixa, a produção de algodão em caroço deve alcançar 6,21 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 15,13% frente às 7,32 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

Produção de pluma deve cair mais de 15%

A produção de pluma de algodão também foi revisada para baixo. A nova estimativa aponta volume de 2,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, uma redução de 15,16% em comparação às 3,01 milhões de toneladas registradas no ciclo 2024/25.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Mato Grosso registra recorde de abate bovino em 2025 com 7,46 milhões de cabeças

O Mato Grosso encerrou 2025 consolidando a liderança nacional na produção de carne bovina, ao alcançar o maior volume de abate de bovinos de sua história. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) apontam que 7,46 milhões de animais foram abatidos ao longo do ano, resultado 1,44% superior ao registrado em 2024.

Dezembro registra forte movimentação nos frigoríficos

Somente no mês de dezembro, as unidades processadoras do estado receberam 607,93 mil cabeças, refletindo o ritmo aquecido da cadeia produtiva e a boa disponibilidade de animais prontos para o abate.

Oferta e mercado externo sustentam o desempenho

O resultado histórico foi impulsionado pela maior oferta de bovinos terminados e pelo crescimento da demanda internacional por carne bovina brasileira. O avanço dos sistemas de intensificação, como confinamento, semiconfinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP), teve papel decisivo na sustentação do volume ao longo do ano.

Intensificação garante regularidade da produção

Conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada em boletim semanal, esses sistemas produtivos asseguraram a regularidade necessária para atender à alta da demanda externa por proteína bovina, especialmente em mercados mais exigentes.

Abate de animais jovens atinge patamar histórico

Outro destaque do balanço anual é o avanço da precocidade do rebanho. Em 2025, o abate de bovinos jovens — machos e fêmeas com até 24 meses — totalizou 3,22 milhões de cabeças, um crescimento de 17,55% em relação ao ano anterior, configurando também um recorde estadual.

Participação de animais jovens cresce no total

Com esse avanço, os bovinos jovens passaram a representar 43,24% do total de abates em Mato Grosso, um aumento de 5,93 pontos percentuais na comparação anual. O movimento reflete os investimentos dos pecuaristas em genética, nutrição e eficiência produtiva, alinhados às exigências de mercados que priorizam carcaças de melhor acabamento e menor idade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Colheita da soja impulsiona comercialização em Mato Grosso, aponta Imea

O início da colheita da soja estimulou o avanço da comercialização da safra 2025/26 em Mato Grosso. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até dezembro, 44,14% da produção prevista já havia sido negociada, representando um crescimento de 5,73 pontos percentuais em relação a novembro.

Condições das lavouras favorecem negócios

De acordo com o Imea, o desempenho positivo está diretamente ligado ao começo da colheita do grão e às boas condições das lavouras em grande parte do estado. Esse cenário trouxe maior segurança aos produtores, favorecendo o ritmo das vendas.

Preços limitam avanço maior da comercialização

Apesar do estímulo gerado pela colheita, os preços da soja impediram um avanço ainda mais expressivo nas negociações. Em dezembro, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 108,41 em Mato Grosso, o que representa uma queda de 2,09% em comparação ao mês anterior.

Produtores já negociam a safra 2026/27

Paralelamente à venda da soja 2025/26, os produtores mato-grossenses começaram a fechar contratos antecipados da safra 2026/27. O levantamento do Imea indica que 0,76% da produção futura já está comercializada.

Volume supera o registrado no ciclo anterior

O percentual negociado da soja 2026/27 é 0,50 ponto percentual superior ao observado no mesmo período da safra 2025/26, sinalizando maior interesse dos produtores em antecipar vendas e garantir margens futuras.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportação de milho em Mato Grosso cai 13% devido à oferta global

As exportações de milho de Mato Grosso na temporada 2024/25, de julho a novembro, registraram recuo de 13,08% em relação ao mesmo período da safra 2023/24. Segundo especialistas, o aumento da oferta global do cereal, impulsionado por safras maiores nos Estados Unidos, China e Argentina, pressionou os embarques do estado.

No acumulado da temporada, foram exportadas 16,46 milhões de toneladas de milho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.

Desempenho de novembro

Em novembro, Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas, volume 30,92% menor que em outubro e 9,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Apesar da redução, o levantamento do Imea aponta que houve elevação mensal nos preços, tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com aumentos de 4,72% e 2,10%, respectivamente.

Segundo o instituto, o mercado interno mais firme manteve a saca de milho em Mato Grosso mais atraente do que os preços externos, incentivando os produtores a direcionarem suas vendas para o mercado doméstico.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura, Exportação, Notícias

Pluma: Mato Grosso registra em junho o 2º maior volume exportado para o mês

Volume de pluma enviado pelo estado representou 69,77% das exportações nacionais no período

As exportações de pluma em junho somaram 92,67 mil toneladas em Mato Grosso. O volume é considerado o segundo maior para o mês em toda a série histórica, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Compilado das exportações, trazido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal, destaca que a quantidade embarcada pelo estado representou 69,77% do total enviado pelo Brasil no mês.

Bangladesh e Turquia lideraram os embarques mato-grossenses de pluma, com 21,60 e 19,21 mil toneladas, respectivamente.

A China, que foi a maior importadora das últimas seis safras, adquiriu apenas 667 toneladas de pluma mato-grossense em junho, volume, conforme os dados, abaixo do habitual e o menor desde julho de 2022.

Ainda segundo o levantamento, o total observado até o momento, inclusive, é 2,31% acima das exportações totais da safra 2022/23.

A expectativa, frisa o Imea, é que o estado exporte 1,81 milhão de toneladas de pluma no fechamento do ciclo 2023/24. Dessa forma, para fechar a estimativa, o estado necessita exportar 75,05 mil toneladas em julho.

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