Economia

Super Quarta movimenta mercados com decisões de juros no Brasil e EUA e balanços de gigantes de tecnologia

A chamada “Super Quarta” concentra, neste 29 de abril, uma série de eventos capazes de impactar diretamente os mercados financeiros globais. Entre os destaques estão as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além de indicadores econômicos relevantes e a divulgação de resultados de grandes empresas de tecnologia.

Decisões de juros no Brasil e nos EUA dominam o dia

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa Selic. A expectativa predominante do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para 14,50% ao ano, mantendo o ritmo de ajuste iniciado nas últimas reuniões.

Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) deve optar pela manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. A postura reflete a persistência da inflação, pressionada principalmente pelos custos de energia, enquanto o mercado de trabalho segue aquecido.

Indicadores econômicos ampliam o foco dos investidores

A agenda brasileira traz ainda a divulgação do IGP-M de abril, com projeção de alta de 2,53%. Também estão previstos dados como as sondagens de comércio e serviços da Fundação Getulio Vargas (FGV), o fluxo cambial e o resultado primário do Governo Central.

Outro dado relevante é o Caged, que mede a geração de empregos formais no país. A divulgação foi antecipada para esta quarta-feira, às 14h30, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No cenário corporativo nacional, investidores acompanham os resultados da Vale, que reportou lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026 — um avanço de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A teleconferência da companhia também está no radar do mercado.

Outras empresas brasileiras que divulgam seus números ao longo do dia incluem Santander Brasil, WEG, Motiva, Multiplan e Suzano.

Nos Estados Unidos, a temporada de balanços ganha ainda mais relevância com a divulgação dos resultados de gigantes da tecnologia após o fechamento do mercado. Entre elas estão Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta Platforms, que devem influenciar o humor dos investidores globais.

Na véspera, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,51%, aos 188.618 pontos. O índice acumula uma sequência de perdas que não era registrada desde julho do ano passado, indicando maior cautela por parte dos investidores diante do cenário macroeconômico.

Fonte: InfoMoney

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

Ler Mais
Economia

Ibovespa se aproxima dos 190 mil pontos com investidores atentos a tarifas dos EUA

O Ibovespa abriu a terça-feira (24) em alta e voltou a rondar o nível dos 190 mil pontos, acompanhando a recuperação dos índices futuros de Nova York. Apesar do avanço, o ambiente nos mercados segue marcado por cautela diante das tarifas dos Estados Unidos, das tensões geopolíticas e das incertezas relacionadas aos impactos econômicos da inteligência artificial.

O movimento positivo ocorre em meio a um cenário internacional ainda instável, que mantém investidores atentos às próximas decisões de política comercial americana e aos desdobramentos no exterior.

Resultados corporativos e agenda política no radar

No cenário doméstico, o mercado monitora a divulgação de resultados trimestrais de empresas como C&A, GPA, Iguatemi e ISA Energia, prevista para após o fechamento do pregão. Os números podem influenciar o comportamento das ações no curto prazo.

Na esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Abu Dhabi, onde participa de encontro com Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. A viagem ocorre após compromisso anterior em Seul.

Redução do custo de capital e dólar firme sustentam a Bolsa

Segundo Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o avanço do índice está relacionado à expectativa de queda gradual no custo de capital. Para ele, esse cenário melhora a atratividade dos investimentos, estimula decisões empresariais e fortalece ativos voltados ao mercado interno.

Ele acrescenta que o dólar valorizado contribui para manter a competitividade das exportadoras e funciona como proteção em momentos de maior turbulência global.

Já Guilherme Gaspar, sócio da Ótmow fintech, avalia que o humor do mercado foi influenciado principalmente pelo ambiente externo. Investidores reagiram ao início da vigência de novas tarifas americanas, que elevaram o nível de incerteza e tendem a manter a volatilidade nos mercados. A alíquota adicional entrou em vigor em 10%, abaixo dos 15% que chegaram a ser mencionados anteriormente.

Bancos operam em alta

Entre as blue chips, os grandes bancos registravam ganhos no pregão da manhã. O Santander liderava as altas, com avanço de 1,07%, seguido por Banco do Brasil, com 0,78%. Itaú apresentava valorização de 0,61%, enquanto Bradesco subia 0,33%.

Política comercial dos EUA mantém pressão global

No exterior, o foco permanece na política comercial dos EUA. O governo americano passou a aplicar uma tarifa extra de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em exceções específicas, conforme comunicado da autoridade aduaneira. A medida retoma o percentual inicialmente anunciado por Donald Trump, após especulações sobre uma possível alíquota maior.

A indefinição envolvendo acordos comerciais e o risco de pedidos bilionários de reembolso por importadores adicionam pressão ao cenário. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os impactos da inteligência artificial no setor de tecnologia e software, além das persistentes tensões entre Washington e Teerã.

Por volta das 11h15, o dólar era negociado a R$ 5,17. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,10%, o Nasdaq Futuro recuava 0,10% e o S&P 500 Futuro avançava 0,20%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patricia Monteiro/Bloomberg/Getty Images

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook