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Navio porta-contêineres afunda após ataque no Estreito de Ormuz, informa Singapura

Um navio porta-contêineres com bandeira de Singapura afundou após ser atingido por um projétil de origem desconhecida durante a passagem pelo Estreito de Ormuz. O incidente ocorreu na terça-feira e provocou danos à embarcação e um incêndio, segundo informações da Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.

Os 21 tripulantes do GFS Pride foram retirados em segurança, sem registro de feridos. O episódio integra uma sequência de ataques contra navios comerciais na região, marcada pela escalada das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Outro navio de Singapura também foi atingido

Na quarta-feira, outra embarcação com bandeira singapurense, o GFS Giselle, sofreu danos no casco após ser atingida por um projétil. Apesar do impacto, o navio conseguiu chegar a um local de ancoragem seguro, com todos os 22 tripulantes a bordo.

A agência britânica de operações de comércio marítimo, conhecida como UKMTO, informou que dois navios porta-contêineres não identificados relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos na terça-feira, entre 16h40 e 17h no horário de Greenwich (GMT).

Segundo o órgão, as duas embarcações sofreram danos leves e conseguiram continuar suas viagens.

Autoridades relatam afundamento no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma embarcação atingiu minas navais e afundou ao navegar por uma rota que classificou como não autorizada no Estreito de Ormuz.

Imagens divulgadas pelo grupo iraniano mostraram uma coluna de fumaça preta saindo de um navio porta-contêineres ainda parcialmente flutuando, mas com a popa submersa. Outras fotografias registraram dezenas de contêineres e suas cargas espalhados pela água.

O serviço hidrográfico do Paquistão alertou os navegadores que o GFS Pride havia afundado a cerca de 4 milhas náuticas, aproximadamente 7,4 quilômetros, a noroeste de Ras al-Sheikh Masud, na península de Musandam, em Omã.

Ataques a navios comerciais deixam mortos

As ofensivas contra embarcações mercantes se intensificaram desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Além do Estreito de Ormuz, outras áreas do Oriente Médio também registraram incidentes envolvendo o transporte marítimo.

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO), órgão ligado às Nações Unidas, pelo menos 24 profissionais do setor marítimo morreram em 106 incidentes confirmados.

Outro caso de afundamento registrado no período envolveu o Safeen Prestige, navio porta-contêineres de bandeira maltesa atacado próximo à costa de Omã em 4 de março.

Já o grupo de gestão de riscos marítimos Vanguard informou, na quarta-feira, que o Cape Dao, graneleiro com bandeira de Antígua e Barbuda, também estaria afundando após uma tentativa de resgate malsucedida, segundo a agência Reuters.

Em 23 de setembro, um projétil de origem desconhecida atingiu a ponte de comando e a área de alojamento do Cape Dao durante sua passagem pelo Estreito de Ormuz, a nordeste de Khasab, em Omã. Um tripulante morreu no ataque.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Em condições normais, cerca de um quinto dos embarques globais desses produtos passa pelo corredor entre o Golfo e o Golfo de Omã, que dá acesso ao Mar da Arábia.

A passagem ficou praticamente fechada após o início da guerra com o Irã, em razão de ataques iranianos com mísseis e drones contra navios comerciais e do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Em junho, Washington e Teerã chegaram a um entendimento preliminar para encerrar o conflito e reabrir a rota marítima. O acordo, porém, desmoronou em poucas semanas, quando os ataques iranianos contra embarcações foram retomados e os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio.

O governo iraniano manteve a posição de que não abriria mão de algum nível de controle sobre a passagem marítima. Nesse contexto, embarcações que utilizavam uma rota ao sul, em águas de Omã, para evitar o trajeto preferencial por águas iranianas também passaram a ser alvo de ataques.

Exportações de petróleo começam a recuperar volume

Para manter o fluxo de exportações dos países árabes do Golfo, as forças militares norte-americanas passaram a oferecer proteção a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz.

Apesar do aumento das ameaças à navegação, as exportações de petróleo bruto pela região apresentaram recuperação. Segundo analistas da Kpler, empresa especializada em dados do setor marítimo, o volume exportado no mês anterior chegou a aproximadamente 80% dos níveis registrados antes da guerra.

A média anterior ao conflito era de 16 milhões de barris por dia. A recuperação parcial indica que o transporte de petróleo voltou a ganhar ritmo, embora a continuidade dos ataques mantenha a segurança da navegação e o abastecimento global sob pressão.

FONTE: The Load Star
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alison Koo

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Tecnologia

OMC eleva previsão do comércio global em 2026 impulsionado por investimentos em inteligência artificial

A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou para cima sua projeção de crescimento do comércio mundial de mercadorias em 2026. Mesmo diante dos impactos do conflito no Oriente Médio, a entidade avalia que o avanço dos investimentos em inteligência artificial (IA) e a adaptação das cadeias de suprimentos ajudaram a sustentar as trocas comerciais no primeiro semestre do ano.

Em relatório de perspectivas e estatísticas divulgado nesta quinta-feira (8), a organização elevou a estimativa de expansão do comércio de mercadorias de 1,9%, prevista em março, para 3,9% em 2026. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 4,1%.

Segundo a OMC, a demanda por equipamentos e componentes ligados à IA compensou parte dos efeitos negativos provocados pelas perturbações nos mercados de energia, fertilizantes e transporte internacional.

Apesar do cenário mais favorável para os bens, a entidade ressalta que os resultados variam entre regiões e setores. O comércio de serviços, especialmente nas áreas de transporte e viagens, enfrenta perspectivas menos positivas devido aos efeitos do conflito.

Investimentos em IA impulsionam o comércio mundial

A expansão da infraestrutura tecnológica tornou-se um dos principais motores do comércio internacional em 2026. Produtos necessários para o desenvolvimento da inteligência artificial, como semicondutores e servidores, registraram forte crescimento da demanda.

De acordo com a OMC, o comércio desses produtos aumentou 67% na comparação anual durante o primeiro semestre, respondendo por 47% da expansão global do comércio de mercadorias no período.

A organização espera que esse movimento continue até 2027. Os gastos mundiais com infraestrutura de IA devem crescer pelo menos 30% em 2026, enquanto as projeções de mercado indicam uma alta de 10% a 20% nos investimentos de capital relacionados à tecnologia no ano seguinte.

Esse avanço reforça a importância dos componentes eletrônicos e dos equipamentos de processamento de dados para o desempenho das exportações globais.

Comércio de mercadorias supera expectativas no primeiro semestre

O volume mundial de mercadorias comercializadas cresceu 3,5% nos primeiros seis meses de 2026, resultado superior ao esperado pela organização.

O desempenho foi favorecido pela capacidade de adaptação das cadeias de suprimentos, que buscaram fornecedores alternativos e redirecionaram cargas diante das dificuldades logísticas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

A OMC informou que as exportações de petróleo bruto da região recuaram cerca de 24% no primeiro semestre, enquanto os embarques de gás natural liquefeito (GNL) diminuíram 47%.

A ampliação das vendas por outros fornecedores ajudou a limitar o impacto sobre o mercado mundial. Com isso, as exportações globais caíram aproximadamente 6% no caso do petróleo bruto e apenas 1% no GNL.

O mercado de fertilizantes também demonstrou capacidade de adaptação. As importações globais de fertilizantes nitrogenados ficaram 2,8% abaixo das médias recentes, enquanto as compras de fertilizantes fosfatados registraram aumento de 2,2%, impulsionadas pela entrada de fornecedores alternativos.

Nos transportes, a utilização de portos e corredores logísticos diferentes ajudou a manter o fluxo de mercadorias. O movimento mundial de contêineres acumulou crescimento de 3,9% até julho.

Conflito no Oriente Médio mantém riscos para o comércio global

Apesar da revisão positiva das projeções, a OMC alerta que os efeitos da guerra continuam pressionando os custos e criando obstáculos para o comércio internacional.

Os principais riscos envolvem a elevação dos preços da energia, as interrupções nas rotas marítimas e aéreas e as dificuldades no abastecimento de produtos estratégicos.

A diretora-geral da organização, Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que os resultados demonstram a capacidade de adaptação do comércio mundial diante de choques externos.

Segundo ela, a integração econômica e um sistema comercial baseado em regras ajudam a manter o fornecimento de produtos essenciais para empresas e consumidores.

A dirigente também destacou que os benefícios dessa adaptação não são distribuídos de maneira uniforme. Para ela, é importante garantir que economias de diferentes portes tenham acesso às oportunidades criadas por tecnologias como a inteligência artificial.

Ásia deve liderar crescimento das exportações em 2026

As projeções regionais da OMC apontam diferenças expressivas no desempenho do comércio internacional. A Ásia deve apresentar o maior crescimento das exportações de mercadorias em 2026, enquanto o Oriente Médio enfrenta a perspectiva de forte retração.

Confira as estimativas de crescimento das exportações por região:

  • Ásia: 9,9%.
  • América do Norte: 5,7%.
  • África: 5,6%.
  • América do Sul: 3,4%.
  • Europa: -0,1%.
  • Comunidade de Estados Independentes (CEI): -3,9%.
  • Oriente Médio: -17,2%.

A projeção negativa para o Oriente Médio reflete os impactos do conflito e as interrupções nos fluxos comerciais. Na Europa, a expectativa é de estabilidade, com pequena retração das exportações.

Importações também devem crescer de forma desigual

No lado das importações, a Ásia, a África e a CEI devem registrar os avanços mais expressivos em 2026.

As estimativas da OMC são de crescimento de 9,5% para a Ásia, 8,9% para a África e 8,8% para a Comunidade de Estados Independentes.

Na América do Norte, a expansão projetada é de 1,4%, enquanto a Europa deve avançar 0,5%. Já o Oriente Médio poderá registrar queda de 15,4% nas importações.

Os números indicam que os efeitos dos conflitos e das mudanças nas cadeias de abastecimento variam conforme a região e sua exposição às rotas comerciais e aos mercados de energia.

Comércio internacional de serviços perde força em 2026

Ao contrário do comércio de mercadorias, o segmento de serviços teve suas perspectivas reduzidas pela OMC. A organização passou a estimar crescimento de 3,3% no comércio mundial de serviços comerciais em 2026, ante os 4,8% previstos em março.

Para 2027, a expectativa é de recuperação, com expansão de 6,4%.

A revisão está relacionada principalmente aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os serviços de transporte e viagens internacionais. O aumento dos custos de energia, as alterações nas rotas aéreas e marítimas e a redução da demanda por deslocamentos devem limitar o desempenho desses segmentos.

Por outro lado, os serviços prestados digitalmente e outras atividades comerciais demonstram maior resistência às perturbações e devem continuar contribuindo para o crescimento do setor.

Projeções indicam resiliência, mas cenário segue incerto

A revisão das estimativas da OMC mostra que o comércio global conseguiu absorver parte dos impactos do conflito no Oriente Médio, apoiado pelo avanço tecnológico e pela reorganização das cadeias de suprimentos.

O crescimento dos investimentos em inteligência artificial deve continuar sustentando a demanda por mercadorias até 2027. Ainda assim, os riscos relacionados à energia, à logística e às diferenças regionais permanecem no radar da organização.

Enquanto o comércio de bens apresenta perspectivas mais favoráveis, os serviços devem enfrentar um ritmo de expansão mais moderado em 2026, antes da recuperação projetada para o ano seguinte.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

Guerra entre EUA e Irã: petróleo, China e eleições aumentam pressão por acordo

A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em uma nova etapa sob pressão de fatores econômicos, diplomáticos e políticos. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta semana que espera que o conflito esteja próximo do fim e disse ter recebido sinais de Teerã sobre a disposição para negociar.

Trump também deve se reunir com representantes dos países do Golfo Pérsico durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A expectativa é que as conversas tratem do conflito e de possíveis estratégias para o período posterior à guerra.

O cenário ocorre enquanto os efeitos da guerra continuam atingindo o mercado de petróleo, as rotas marítimas e os custos de energia em diferentes países.

Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão econômica

A instabilidade no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em níveis elevados. Na sexta-feira (18), o Brent era negociado próximo de US$ 104 por barril, enquanto o WTI permanecia acima de US$ 102.

As cotações são influenciadas pelos riscos para o transporte de petróleo na região, incluindo as restrições no Estreito de Ormuz e os ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen.

A elevação dos combustíveis também passou a representar uma preocupação econômica dentro dos Estados Unidos. O governo Trump vem discutindo medidas para ampliar a capacidade de refino do país diante do aumento dos preços dos combustíveis.

Inverno europeu aumenta preocupação com energia

A aproximação do inverno no Hemisfério Norte adiciona outro elemento às discussões sobre o conflito. Países europeus acompanham os impactos da guerra sobre o abastecimento e os preços de energia, enquanto os mercados permanecem atentos aos riscos de novas interrupções no transporte de petróleo.

O conflito já provocou alterações em rotas marítimas e aumentou a preocupação com a segurança do fornecimento energético global. Segundo a Reuters, a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo da média anterior ao conflito.

China busca espaço para reduzir tensão

A China também aparece entre os atores envolvidos nos esforços diplomáticos em torno do conflito. Pequim mantém relações econômicas importantes com o Irã e tem interesse na estabilidade do comércio e do abastecimento energético.

Além disso, a agenda internacional prevê uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em meio às tensões provocadas pela guerra e às disputas econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

A atuação chinesa ocorre paralelamente às negociações e aos contatos diplomáticos que buscam reduzir os efeitos do conflito sobre o comércio e os mercados de energia.

Eleições de novembro colocam preços dos combustíveis no debate

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições legislativas de novembro acrescenta uma dimensão política ao debate sobre os preços dos combustíveis.

O aumento da gasolina e do diesel afeta diretamente consumidores e empresas e se tornou uma questão relevante para o governo Trump. A Reuters aponta que os preços elevados dos combustíveis estão entre os fatores econômicos que cercam a disputa eleitoral norte-americana.

A votação de novembro definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, enquanto o governo enfrenta os efeitos econômicos de um conflito que já se prolonga há meses.

Assembleia Geral da ONU concentra negociações

A Assembleia Geral da ONU será um dos principais espaços diplomáticos para as discussões sobre a guerra. Líderes de diferentes países estarão em Nova York a partir da próxima semana, com o conflito entre Estados Unidos e Irã entre os temas de maior repercussão internacional.

Trump deverá utilizar os encontros para discutir a situação regional com representantes dos países do Golfo. Ao mesmo tempo, a reunião na ONU reunirá autoridades de países diretamente ou indiretamente afetados pelos impactos militares, econômicos e energéticos do conflito.

Fim da guerra ainda depende de negociações

Embora Trump tenha declarado que espera que a guerra esteja chegando ao fim, o conflito permanece ativo. A Reuters informou que a guerra entrou em seu sétimo mês e que ainda existem divergências importantes entre Washington e Teerã.

Além das negociações entre Estados Unidos e Irã, fatores como preço do petróleo, segurança das rotas marítimas, abastecimento energético, atuação da China e pressão econômica interna nos Estados Unidos fazem parte do contexto que envolve uma possível solução diplomática.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/R7

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Internacional

Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e base dos EUA na Jordânia

O conflito entre Irã e Estados Unidos voltou a ganhar força nesta quarta-feira (9), com uma nova sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz e uma instalação utilizada por tropas americanas na Jordânia.

Teerã afirmou ter atacado dez navios nas proximidades da estratégica passagem marítima, em uma ação apresentada como retaliação após os Estados Unidos destruírem cinco petroleiros iranianos. A ofensiva representa, segundo o relato, uma das maiores ondas de ataques contra embarcações entre os dois países desde o início da guerra, há seis meses.

A escalada já provocou reflexos no mercado de petróleo. O Brent, principal referência internacional, superou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. Nos Estados Unidos, o preço médio do diesel também atingiu um recorde, passando de US$ 5,94 por galão.

Mísseis iranianos atingem região de base americana na Jordânia

Além dos ataques no Golfo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou ter lançado mísseis balísticos contra uma base utilizada por militares americanos próxima a Al Azraq, no leste da Jordânia.

Segundo o Irã, a ofensiva provocou danos significativos. O governo jordaniano, entretanto, informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram 18 dos 20 mísseis lançados.

Os outros dois projéteis teriam caído em áreas sem população. Não foram registradas vítimas, segundo as autoridades jordanianas.

Um funcionário americano também afirmou que o ataque não alcançou seus objetivos e que todos os militares dos Estados Unidos na região foram contabilizados.

Imagens feitas durante a noite na região de Ash-Shajarah, no norte da Jordânia, e verificadas pela Reuters mostraram clarões no céu durante a ofensiva.

EUA dizem ter afundado cinco petroleiros iranianos

Washington afirmou ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a noite. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou imagens nas quais embarcações aparecem em chamas antes de afundarem.

De acordo com o governo americano, a operação foi uma resposta a dois ataques com mísseis balísticos atribuídos à Guarda Revolucionária iraniana contra um navio de guerra dos EUA nos dois dias anteriores. Os Estados Unidos afirmaram que nenhum militar americano ficou ferido.

A Casa Branca também anunciou uma mudança na política de resposta a ataques contra seus navios de guerra. A nova orientação prevê ataques contra petroleiros iranianos sempre que disparos forem considerados uma ameaça às embarcações militares americanas.

“O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, para cada vez que fizer isso ou tentar fazer isso, eles perderão petroleiros”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Irã amplia área considerada proibida em Ormuz

A Guarda Revolucionária afirmou ter disparado contra dois navios americanos e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz considerada proibida por Teerã.

O governo iraniano também declarou que passou a utilizar mísseis mais modernos e potentes contra embarcações americanas e que ampliou a área de restrição ao redor do estreito.

A movimentação preocupa o setor de transporte marítimo e energia, já que Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do planeta.

Antes da guerra, aproximadamente um quinto do petróleo mundial passava pela região.

Navios mercantes são atingidos no Golfo

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos sobre vários navios comerciais atingidos por disparos no norte do Golfo e no Golfo de Omã.

Segundo os relatos, algumas embarcações ficaram impossibilitadas de navegar. Até o momento, a agência não conseguiu confirmar se houve mortes ou danos ambientais provocados pelos ataques.

Uma embarcação também foi avistada inclinada perto de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos. A posição do navio pode indicar que ele sofreu entrada de água após ser atingido por um projétil.

O Irã ainda teria ameaçado petroleiros atracados em portos do Kuwait e do Bahrein, conforme declaração divulgada pela imprensa estatal.

Uma fonte de segurança marítima informou ainda que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi danificado no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Trânsito de petróleo pelo Estreito de Ormuz despenca

O Irã praticamente interrompeu o tráfego pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra.

Em resposta, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio aos portos iranianos e afirmam ter conseguido conduzir diversos petroleiros pela passagem estratégica.

Monitoramentos independentes, porém, apontam dificuldades crescentes para determinar quanto petróleo continua deixando a região.

Dados preliminares indicaram que apenas seis embarcações com os transponders ligados atravessaram o estreito nas 24 horas anteriores.

A redução do fluxo aumenta a preocupação com o abastecimento global e ajuda a explicar a alta recente das cotações do petróleo.

Ataques também atingem a Arábia Saudita

A crise se agravou ainda mais com a intensificação dos confrontos entre a Arábia Saudita e os Houthis, grupo alinhado ao Irã que controla grande parte das regiões povoadas do Iêmen.

Na terça-feira (8), os Houthis lançaram ataques contra quatro cidades sauditas. As ofensivas provocaram grandes incêndios em instalações ligadas ao setor de petróleo, que chegaram a ser registrados por imagens de satélite.

As autoridades da Arábia Saudita informaram que 73 pessoas ficaram feridas.

No dia seguinte, o governo saudita chegou a emitir um alerta sobre uma possível ameaça contra Khamis Mushait, uma das cidades atingidas anteriormente. O aviso foi posteriormente suspenso, sem que as autoridades divulgassem detalhes adicionais.

Conflito no Iêmen amplia riscos para o mercado de energia

Os combates no Iêmen também se intensificaram nos últimos dias. Um governo apoiado pela Arábia Saudita, instalado no sul do país, iniciou uma ofensiva em várias frentes contra territórios controlados pelos Houthis.

O grupo ligado ao Irã afirma que os ataques aéreos sauditas provocaram um número elevado de mortes.

Os Houthis também ampliaram a interrupção do tráfego marítimo na região, atingindo a ligação entre o Golfo e a entrada do Mar Vermelho.

Com ataques simultâneos envolvendo o Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã e a região do Mar Vermelho, o conflito passa a representar um risco ainda maior para as rotas internacionais de petróleo, gás e comércio marítimo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS

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Internacional

Irã negocia corredor temporário no Estreito de Ormuz, mas mantém passagem fechada até o fim da guerra

Irã e Omã avançam nas negociações para criar um corredor temporário de navegação no Estreito de Ormuz, incluindo uma operação conjunta para retirada de minas. Apesar das tratativas, Teerã afirmou nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo continuará fechada enquanto os Estados Unidos não encerrarem a guerra.

Irã e Omã discutem nova rota de navegação

Os dois países buscam estabelecer regras para o tráfego marítimo em Ormuz, área que permanece amplamente bloqueada pelo Irã e se tornou um dos principais focos do conflito no Oriente Médio.

Em reunião realizada na terça-feira, em Mascate, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã discutiram a criação do chamado “corredor temporário”, além de medidas para remover minas e garantir condições de segurança para a navegação.

O chanceler omani, Badr al Busaidi, afirmou na rede social X que espera anunciar em breve a nova rota e os procedimentos necessários para a retomada de uma navegação segura.

As negociações também devem tratar de uma solução permanente, incluindo a futura administração do estreito e a criação de mecanismos para oferecer serviços de navegação e segurança.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as conversas com representantes de Omã e do Paquistão reforçaram a busca por soluções regionais. Segundo ele, a proposta de um novo corredor, a retirada conjunta de minas e a definição sobre a gestão futura de Ormuz fazem parte desse esforço.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano deixou claro que a abertura completa do Estreito de Ormuz depende do encerramento do conflito.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir os compromissos que, segundo Teerã, foram violados antes de qualquer iniciativa para reabrir a passagem.

O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, à suspensão do bloqueio e a uma solução para a situação no Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis, aliados do Irã.

Gharibabadi também declarou que a resposta de Teerã às novas sanções dos Estados Unidos será direcionada contra interesses econômicos americanos.

Trump afirma que minas foram retiradas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha americana informou ter retirado ou destruído todas as minas existentes nas águas internacionais do Estreito de Ormuz.

Trump também advertiu que qualquer embarcação que instale novas minas na região será destruída.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que Washington pretende cortar os recursos econômicos do Irã por meio de novas medidas de pressão.

As sanções mais recentes são chamadas de sanções secundárias e não atingem diretamente apenas o governo iraniano. Elas também pressionam parceiros comerciais de Teerã em áreas como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

Petróleo recua apesar da tensão em Ormuz

O cenário de incerteza também afeta o mercado de energia. No Irã, décadas de sanções internacionais e os impactos do conflito provocaram longas filas em postos de gasolina de Teerã na terça-feira.

Mesmo diante de informações desencontradas sobre a situação do estreito, o preço do petróleo caiu cerca de 2% nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O petróleo Brent, principal referência global, chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.

A reação dos mercados sinaliza uma expectativa de possível redução das restrições à circulação marítima em Ormuz.

Estreito de Ormuz é peça-chave para o mercado global

A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países aliados de Washington na região e bloqueou o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados mundialmente passavam pelo estreito. Atualmente, o fluxo na região está reduzido a níveis mínimos, transformando Ormuz em um dos principais pontos de pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

O conflito provocou forte valorização da commodity e aumentou a pressão política sobre Donald Trump nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Transporte

Frete marítimo sobe e ameaça exportações brasileiras após tarifa dos EUA e tensão no Oriente Médio

O comércio internacional iniciou agosto sob um cenário de maior pressão logística. A combinação entre a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, os reflexos da guerra no Oriente Médio e a reorganização da frota mundial está elevando os custos do frete marítimo e reduzindo a oferta de espaço nos navios, o que preocupa exportadores brasileiros.

Especialistas apontam que o momento é marcado por incertezas nas cadeias globais de transporte, dificultando o planejamento das empresas em um período estratégico para os embarques de commodities.

Três fatores explicam a alta do frete marítimo

De acordo com análises do setor de logística internacional, o atual cenário resulta da combinação de três elementos principais: os impactos da guerra no Oriente Médio, a redistribuição das embarcações após as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e a gestão de capacidade realizada pelas companhias de navegação.

Mesmo com uma leve desaceleração dos índices globais de frete, os preços permanecem elevados. Na principal rota de referência do mercado, entre China e demais destinos internacionais, o transporte de um contêiner de 40 pés continua acima de US$ 4 mil.

Exportações de commodities enfrentam novos desafios

O aumento dos custos não afeta apenas os produtos atingidos pelas tarifas norte-americanas. Commodities como soja, milho, café, açúcar, algodão e carnes, que dependem do transporte marítimo para alcançar mercados internacionais, também sofrem os efeitos da menor disponibilidade de navios.

Além do impacto financeiro, empresas enfrentam dificuldades para garantir espaço nas embarcações, comprometendo prazos, planejamento logístico e competitividade das exportações brasileiras.

Falta de espaço preocupa mais que o preço

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, a tendência é de aumento da pressão sobre o transporte marítimo entre agosto e dezembro.

Ele destaca que, ao longo de 2026, os fretes na rota chinesa registraram forte valorização, passando de aproximadamente US$ 1 mil por contêiner no início do ano para cerca de US$ 6 mil em julho, chegando a se aproximar de US$ 8 mil em determinados períodos. O avanço representa uma alta superior a 500% em apenas sete meses.

No caso do Brasil, entretanto, o principal obstáculo deixou de ser apenas o preço.

“O frete em si está relativamente estável, mas conseguir espaço para embarcar está cada vez mais difícil”, afirma o especialista.

Campos explica que essa escassez não está ligada diretamente à tentativa de exportadores brasileiros anteciparem embarques antes da entrada em vigor das novas tarifas americanas. Para ele, o intervalo entre o anúncio das medidas e sua aplicação foi insuficiente para permitir essa estratégia.

Demanda dos EUA reorganiza rotas internacionais

Na avaliação do especialista, a forte demanda por transporte para o mercado norte-americano levou armadores a priorizarem rotas mais rentáveis.

Com isso, embarcações foram deslocadas para atender o comércio com os Estados Unidos, reduzindo a oferta de navios em outras regiões, incluindo linhas que atendem o Brasil. O resultado é um mercado mais disputado e com menor disponibilidade para exportadores brasileiros.

Em alguns casos, segundo Campos, a procura supera em muito a capacidade das embarcações. Navios com espaço para cerca de 5 mil contêineres chegam a receber demanda próxima de 10 mil unidades.

Guerra e gestão de capacidade mantêm preços elevados

Dados do Índice Mundial de Contêineres Drewry, referência internacional para fretes de curto prazo, mostram que houve recuo de 3% no indicador em 30 de julho, fechando em US$ 4.255 por contêiner de 40 pés. Apesar da queda, os valores continuam muito acima da média histórica.

A consultoria atribui esse comportamento ao gerenciamento de capacidade promovido pelas empresas de navegação, que seguem cancelando viagens programadas — prática conhecida como blank sailings — para evitar uma redução mais intensa das tarifas.

Além disso, o mercado permanece pressionado pelas consequências das novas barreiras comerciais dos Estados Unidos, pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos congestionamentos em importantes portos internacionais.

Outro fator que pesa na composição dos custos é a adoção de sobretaxas emergenciais de combustível anunciadas por diversas empresas de navegação para o mês de agosto.

Segundo semestre deve manter pressão sobre a logística

A expectativa do setor é de que o cenário permaneça desafiador até o fim do ano. Tradicionalmente, entre setembro e novembro, cresce a movimentação de cargas destinadas ao abastecimento da Black Friday e do Natal, ampliando a disputa por espaço nos navios.

Embora o elevado volume exportado favoreça a entrada de divisas e contribua para a balança comercial brasileira no curto prazo, especialistas alertam que os custos logísticos elevados e a limitação da capacidade de transporte podem reduzir a competitividade das exportações nos próximos meses.

China continua sendo referência para o mercado global

A rota marítima da China permanece como o principal indicador do comportamento do mercado internacional de fretes. Como o país concentra a maior movimentação mundial de contêineres, qualquer alteração na demanda influencia diretamente a distribuição das embarcações.

Quando os fretes nas rotas asiáticas aumentam, as companhias de navegação tendem a deslocar seus navios para esses trajetos mais lucrativos. Esse movimento reduz a oferta em outras regiões e acaba pressionando os custos do transporte marítimo em escala global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: China Daily via REUTERS

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Agronegócio

Fertilizantes: guerra no Oriente Médio e crise no agro reduzem demanda para a safra 2026/27

A combinação entre os impactos da guerra no Oriente Médio e as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro começa a refletir diretamente no mercado de fertilizantes. A indústria estima uma queda de pelo menos 10% nas entregas de insumos destinadas à safra 2026/27, cenário influenciado pelo aumento dos custos, incertezas logísticas e menor capacidade de investimento dos produtores rurais.

Além da alta nos preços provocada pelo conflito, fatores como o endividamento dos agricultores, o crédito rural mais caro e a redução da rentabilidade das principais culturas têm levado muitos produtores a adiar a compra de adubos.

Compras seguem abaixo do ritmo registrado no ano passado

O atraso nas negociações já é percebido nas principais culturas do país. Para a próxima safra de soja, cujo plantio começa em setembro em algumas regiões, cerca de 80% da demanda por fertilizantes foi negociada até o momento. No mesmo período do ciclo anterior, esse percentual era de 85%.

No caso do milho segunda safra, o ritmo também desacelerou. As compras alcançam aproximadamente 30%, abaixo dos 35% registrados no mesmo período do ano passado.

Apesar do cenário desafiador, representantes do setor observam uma recuperação nas negociações nas últimas semanas, impulsionada pela valorização da soja, que melhorou a relação de troca entre o grão e os fertilizantes. Esse movimento trouxe maior dinamismo ao mercado, embora as incertezas permaneçam.

Mercado deve recuar após ano recorde

Depois de atingir um recorde de 49 milhões de toneladas de fertilizantes entregues em 2025, o setor projeta retração em 2026. As estimativas variam entre uma redução de 5 milhões e 10 milhões de toneladas, com maior impacto sobre os produtos à base de nitrogênio e fósforo.

Parte dessa retração está ligada ao aumento dos custos dos insumos. Segundo executivos da indústria, atualmente o produtor precisa desembolsar o equivalente a duas ou até quatro sacas de soja a mais para adquirir fertilizantes, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Guerra eleva preços das matérias-primas

Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços dos fertilizantes vêm sendo pressionados pelas incertezas envolvendo as principais rotas marítimas da região.

Os produtos fosfatados e nitrogenados sofreram sucessivos reajustes, impulsionados principalmente pela forte valorização do enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes e também utilizada pela indústria de baterias.

Levantamento da consultoria StoneX aponta que o preço da tonelada de enxofre mais do que dobrou ao longo do ano. O MAP (fosfato monoamônico) também registrou alta expressiva, enquanto a ureia acumula semanas consecutivas de valorização.

O aumento no custo do enxofre levou empresas do setor a rever temporariamente parte das operações industriais no Brasil, sem previsão para normalização, já que a retomada depende da estabilização do mercado internacional da matéria-prima.

Indústria enfrenta concorrência por insumos

Além da oferta limitada, fabricantes de fertilizantes enfrentam uma nova disputa pelo enxofre com a indústria global de baterias, segmento que tem ampliado a demanda pelo produto e consegue absorver preços mais elevados.

Essa concorrência aumenta a pressão sobre os custos de produção e amplia os desafios para manter a competitividade do mercado de fertilizantes.

Estoques permanecem menores, mas abastecimento segue controlado

Os estoques de fertilizantes no Brasil estão cerca de 14% abaixo do nível registrado no mesmo período de 2025. Apesar da redução, representantes do setor avaliam que o volume disponível ainda é suficiente para atender entre dois meses e meio e três meses de consumo, patamar considerado adequado diante da expectativa de retração da demanda.

Logística preocupa importadores

Além da escalada dos preços, o conflito internacional também afeta a logística de abastecimento. O ciclo entre a importação das matérias-primas e a entrega dos fertilizantes ao mercado brasileiro pode levar aproximadamente três meses, incluindo embarque, transporte marítimo, desembaraço aduaneiro e distribuição.

Empresas recomendam que os produtores antecipem o planejamento das compras para evitar possíveis atrasos decorrentes de gargalos logísticos e congestionamentos portuários.

Mesmo com parte da matéria-prima vindo de regiões próximas ao conflito, grandes fabricantes afirmam que têm buscado diversificar fornecedores em países como Canadá, Estados Unidos, China, Marrocos, Egito e Catar para reduzir riscos no abastecimento.

Importações atrasadas acendem alerta

A consultoria StoneX também observa atraso nas importações brasileiras de fertilizantes, o que pode exigir aceleração das compras nos próximos meses para recompor os estoques antes do início da safra.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de interrupções em importantes corredores marítimos, como a região do Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para exportações de países produtores de fertilizantes, incluindo a Arábia Saudita.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Internacional

Guerra no Oriente Médio amplia risco de falta de combustível e pressiona mercado do petróleo

A continuidade da guerra no Oriente Médio acima das previsões iniciais tem aumentado o temor de uma crise global de abastecimento de petróleo e combustíveis. Com o Estreito de Ormuz fechado e os estoques comerciais em queda, especialistas alertam para um possível choque de oferta no mercado internacional.

Dados da EIA, agência de energia dos Estados Unidos, mostram que o mundo encerrou 2025 com cerca de 2,5 bilhões de barris armazenados em reservas estratégicas. O volume seria suficiente para abastecer os dez maiores consumidores globais por aproximadamente 39 dias e meio.

Reservas estratégicas não são distribuídas de forma igual

Embora os estoques estratégicos tenham sido criados para garantir segurança energética em momentos de crise, a distribuição das reservas é desigual entre os países.

Nações altamente dependentes de importação, como as Filipinas, já demonstraram preocupação após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático importa praticamente todo o combustível consumido, especialmente de produtores localizados no Golfo Pérsico.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava tensão global

Analistas avaliam que o prolongamento da guerra e a interrupção das operações no Estreito de Ormuz aumentam significativamente o risco de escassez de combustíveis fósseis.

Relatório da StoneX destaca que as principais agências globais de energia revisaram suas projeções de oferta e demanda diante da possibilidade de um conflito mais duradouro.

Segundo Tom Pawlicki, especialista em inteligência de mercado da consultoria, o cenário atual ampliou as incertezas sobre a capacidade global de abastecimento energético.

Estoques comerciais de petróleo estão diminuindo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os estoques comerciais de petróleo estão sendo consumidos rapidamente.

De acordo com ele, mesmo com a liberação emergencial de reservas estratégicas — responsável por adicionar cerca de 2,5 milhões de barris diários ao mercado — os estoques não são ilimitados e podem se esgotar em poucas semanas caso o conflito continue.

Mercado enfrenta cenário de imprevisibilidade

A duração da guerra e seus impactos econômicos seguem cercados de incertezas, dificultando projeções de mercado.

Relatório recente da S&P Global Ratings aponta elevado grau de imprevisibilidade em relação aos efeitos do conflito sobre preços de commodities, cadeias de suprimentos, economias globais e condições de crédito.

A agência ressalta que suas estimativas podem sofrer mudanças à medida que o cenário evoluir.

Guerra já impacta exportações e reduz estoques globais

Segundo a S&P, as exportações iranianas de petróleo — estimadas entre 1,5 milhão e 2 milhões de barris por dia — foram diretamente afetadas pela escalada militar.

A consultoria calcula que o mercado mundial já perdeu cerca de 1,1 bilhão de barris desde março, considerando volumes interrompidos ou retidos por causa da guerra.

Déficit diário de petróleo preocupa especialistas

Mesmo com a utilização das reservas estratégicas, o déficit global entre oferta e demanda permanece elevado.

De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, o mercado registra atualmente uma diferença de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia entre consumo e disponibilidade.

O especialista destaca que a redução da produção no Golfo Pérsico provocou forte queda nos estoques globais, enquanto a liberação das reservas emergenciais não consegue compensar totalmente a perda de oferta.

Mercado acompanha negociações de paz com cautela

Apesar de uma nova proposta de paz enviada pelo Irã aos Estados Unidos por meio do Paquistão, investidores ainda demonstram cautela quanto à possibilidade de um acordo definitivo.

Analistas avaliam que avanços diplomáticos podem aliviar os preços do petróleo no curto prazo. Porém, sem solução concreta, a tendência segue de pressão altista no mercado internacional.

Setor teme impactos prolongados no abastecimento

Especialistas alertam que os efeitos da crise podem se intensificar enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Além da interrupção do transporte marítimo, o mercado teme que a retomada das operações ocorra de forma lenta, atrasando a normalização do abastecimento global.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou o alerta ao afirmar que novos impactos ainda podem surgir caso o bloqueio na região continue.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Guerra no Oriente Médio pressiona custos da carne, afirma CEO da JBS em Nova York

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta quarta-feira, durante o Summit Valor Brazil-USA 2026, em Nova York, que a guerra no Oriente Médio vem elevando os custos em toda a cadeia de produção de carnes e proteínas.

Segundo o executivo, os impactos chegam desde embalagens plásticas até fertilizantes e fretes logísticos, pressionando os custos operacionais da indústria alimentícia mundial.

JBS aposta em diversificação geográfica para reduzir impactos

Durante o painel, Tomazoni explicou que a companhia tem conseguido minimizar os efeitos do cenário internacional por meio da sua presença global e da diversificação de mercados.

De acordo com ele, a estratégia permite equilibrar dificuldades regionais e manter o abastecimento em diferentes países.

“O grande fornecedor do Oriente Médio é o Brasil. Não tivemos ruptura de abastecimento, mas foi necessário reorganizar a estratégia logística, utilizando novos portos e transporte interno para garantir a entrega ao cliente final”, destacou o executivo.

A empresa também reforçou o foco em segurança alimentar e na otimização da infraestrutura para enfrentar períodos de instabilidade geopolítica.

Alta da demanda compensou aumento nos custos

Apesar do avanço das despesas operacionais, o CEO da JBS afirmou que o crescimento da demanda global por proteína animal ajudou a compensar os custos adicionais registrados nos últimos meses.

Segundo Tomazoni, a companhia manteve seus investimentos e operações sem alterar o planejamento estratégico de médio e longo prazo.

A Seara, controlada pela JBS, segue entre os principais negócios do grupo no Brasil, incluindo operações relevantes em Santa Catarina.

Mercado americano enfrenta baixa oferta de animais

Ao comentar o cenário dos Estados Unidos, Tomazoni afirmou que o país vive dificuldades específicas relacionadas à baixa oferta de animais para abate.

Além do ciclo pecuário natural, a seca em algumas regiões americanas também vem pressionando a produção, fator que contribui para manter os preços da carne elevados.

Segundo o executivo, esse cenário reduz as chances de queda nos preços ao consumidor, tema frequentemente citado pelo presidente Donald Trump.

“O preço da carne depende diretamente da relação entre oferta e demanda”, ressaltou.

Redução de tarifas pode beneficiar Brasil e EUA

Tomazoni também defendeu a discussão sobre redução tarifária para a carne brasileira no mercado americano. Na avaliação dele, Brasil e Estados Unidos possuem mercados complementares no setor de proteína animal.

O executivo destacou ainda que a produção de carnes exige planejamento de longo prazo, o que diferencia o segmento de outras cadeias industriais.

JBS amplia presença e faturamento nos Estados Unidos

Durante o evento, mediado pelo jornalista Lauro Jardim, o CEO apresentou números das operações da JBS no mercado americano.

Segundo ele, a empresa atua há cerca de 20 anos nos EUA, onde concentra mais de 52% do faturamento global, superando US$ 40 bilhões em receita.

Atualmente, a companhia está presente em 31 estados americanos, conta com aproximadamente 78 mil colaboradores e possui uma rede de cerca de 10 mil fornecedores no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Estela Benetti

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Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

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