Agronegócio

Argentina quer produzir ureia com gás de Vaca Muerta para abastecer agronegócio brasileiro

A Argentina pretende aproveitar o gás natural de Vaca Muerta para ampliar a produção de fertilizantes e atender parte da demanda do agronegócio brasileiro. A proposta foi apresentada pelo presidente da Pampa Energía, Marcelo Mindlin, ao secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, Cleber Oliveira Soares.

Segundo reportagem do jornal argentino La Nación, os dois se reuniram para tratar do projeto de construção de uma nova fábrica de ureia no país vizinho. Procurado pela CNN Brasil, Oliveira Soares confirmou o encontro, mas esclareceu que não existe, até o momento, negociação para compra de fertilizantes.

Projeto prevê fábrica de ureia de US$ 2,7 bilhões

A Pampa Energía planeja construir uma unidade de ureia granulada em Bahía Blanca, na província de Buenos Aires. O empreendimento terá capacidade estimada de 2,1 milhões de toneladas por ano e investimento de aproximadamente US$ 2,7 bilhões.

A empresa anunciou em julho a decisão final de investimento e trabalha com a previsão de iniciar as operações no fim de 2029.

A localização foi escolhida pela proximidade com a infraestrutura de gás natural de Vaca Muerta e com o porto de Bahía Blanca. A combinação facilita tanto o fornecimento da matéria-prima utilizada na produção da ureia quanto o escoamento do fertilizante para outros mercados.

De acordo com a Pampa Energía, o Brasil deve ser o principal destino das exportações da nova unidade. A companhia estima que os brasileiros importem atualmente entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas de ureia por ano.

Vaca Muerta pode ganhar importância no mercado de fertilizantes

Localizada na província de Neuquén, na Patagônia, Vaca Muerta é uma extensa formação geológica que concentra grandes volumes de petróleo e, principalmente, gás natural. A região está entre as maiores reservas de hidrocarbonetos não convencionais do mundo.

Como o gás natural é uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes nitrogenados, o aumento da produção argentina pode criar uma nova conexão entre o setor energético do país e a demanda agrícola brasileira.

A futura fábrica da Pampa Energía se somaria à produção já existente na Argentina. Também localizada em Bahía Blanca, a Profertil tem capacidade para fabricar aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano.

Brasil busca ampliar fornecedores de fertilizantes

A aproximação entre os dois países ocorre em um momento de forte dependência brasileira das importações de fertilizantes agrícolas.

Durante sua participação em um evento na Bolsa de Cereais de Buenos Aires, Oliveira Soares afirmou que o Brasil tem interesse em ampliar a oferta regional de insumos. Entre as possibilidades mencionadas estão o fornecimento argentino de ureia e potássio.

O secretário também relatou que os preços da ureia chegaram a aumentar cerca de 500% em seis meses no mercado brasileiro. Diante da valorização do produto, o país passou a buscar fornecedores alternativos, incluindo mercados da África e da China.

Importações representam grande parte do consumo brasileiro

Dados apresentados pelo representante do Ministério da Agricultura indicam que o Brasil consome aproximadamente 50 milhões de toneladas de fertilizantes NPK por ano. Desse total, cerca de 92% são provenientes de importações.

Mais de 80% das compras brasileiras têm origem no Hemisfério Norte, com países como Canadá, Rússia, China, Belarus e Estados Unidos entre os principais fornecedores.

A dependência externa também é significativa no mercado de potássio. Segundo os números apresentados no evento, o consumo brasileiro chega a aproximadamente 16 milhões de toneladas por ano, com grandes volumes importados de Rússia e Belarus.

Argentina também pode ampliar oferta de potássio

Além da ureia, o governo brasileiro sinalizou interesse no potencial argentino para o fornecimento de potássio, outro insumo essencial para a agricultura.

Apesar dessa possibilidade, o projeto atualmente apresentado pela Pampa Energía está concentrado na produção de ureia. Caso seja concretizado, o empreendimento poderá acrescentar uma nova fonte de abastecimento ao mercado brasileiro e aproximar ainda mais os setores de energia e fertilizantes dos dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Indústria

Agenda Brasil Mais Competitivo reúne setor produtivo para discutir competitividade e ambiente de negócios

Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades empresariais e sociedade participaram de uma reunião voltada à apresentação dos avanços da agenda federal para reduzir entraves à atividade econômica.

Durante o encontro, foi anunciada também a mudança de nome da iniciativa, que passará de Agenda para a Redução do Custo Brasil para Agenda Brasil Mais Competitivo. A alteração deverá ser oficializada em uma norma ainda a ser publicada.

A reunião marcou a primeira vez, desde a criação do Grupo de Trabalho (GT), que o encontro contou com participação aberta de representantes do setor produtivo, entidades e sociedade em geral.

A iniciativa foi organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Ministérios apresentam avanços em energia e logística

Durante a programação, representantes dos ministérios responsáveis pelas áreas de energia e transportes apresentaram resultados de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025.

As apresentações abordaram medidas consideradas relevantes para a melhoria do ambiente de negócios e para o aumento da competitividade da economia brasileira.

Entre os órgãos participantes estavam os Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.

Biometria, logística e mercado de gás entram na pauta

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou detalhes da Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica.

Na sequência, o Ministério dos Transportes abordou o Plano Nacional de Logística 2050, que reúne diretrizes para o planejamento da infraestrutura e da movimentação de cargas e pessoas no país.

Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), por sua vez, apresentaram iniciativas relacionadas ao mercado de gás natural e destacaram a importância do setor para a competitividade brasileira.

A programação também incluiu medidas voltadas ao mercado de energia elétrica, com destaque para ações destinadas a aperfeiçoar o sinal de preços.

Entre os temas discutidos estiveram a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e as regras relacionadas ao Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), considerando o perfil de carga.

Setor produtivo aponta gargalos

Depois das apresentações dos ministérios, os participantes tiveram espaço para apresentar sugestões e apontar dificuldades enfrentadas no ambiente de negócios.

As manifestações reforçaram a necessidade de aumentar a agilidade na prestação de serviços públicos, especialmente em processos que podem gerar entraves e custos adicionais para empresas e setores produtivos.

A abertura do debate ampliou a interação entre governo, empresas e entidades representativas, permitindo que demandas do setor privado fossem incorporadas à discussão sobre as próximas medidas.

Nova agenda terá carteira de projetos prioritários

A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos para identificar e selecionar propostas capazes de enfrentar obstáculos concretos à atividade econômica.

O processo também envolveu a identificação de oportunidades de aperfeiçoamento regulatório, com foco na redução de entraves e na criação de condições mais favoráveis para a competitividade da economia brasileira.

A nova carteira de projetos foi construída a partir de uma consulta pública que recebeu mais de 270 contribuições.

A partir desse processo, foram selecionadas novas propostas prioritárias, que serão somadas aos projetos remanescentes do ciclo anterior.

Projetos entram em fase de planejamento

A nova agenda está atualmente na etapa de desenho e validação dos planos de ação de cada iniciativa que integra a carteira.

O trabalho está sendo realizado em conjunto com os ministérios responsáveis pelas diferentes áreas, que deverão detalhar as ações necessárias para a implementação dos projetos.

A expectativa é que as medidas da nova Agenda Brasil Mais Competitivo avancem ao longo do próximo ciclo, com foco em reduzir gargalos regulatórios, melhorar a prestação de serviços públicos e criar condições para elevar a competitividade das empresas brasileiras.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNI

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Comércio Internacional

Petrobras fecha acordo para importar gás dos EUA por 20 anos

A Petrobras firmou um contrato de longo prazo para compra e venda de Gás Natural Liquefeito (GNL) com a norte-americana Sempra. O acordo prevê o fornecimento de gás dos Estados Unidos à estatal brasileira durante 20 anos.

O anúncio foi feito na noite de segunda-feira (14.set.2026). O contrato havia sido assinado no fim de agosto e estabelece a aquisição de 800 mil toneladas de GNL por ano pela Petrobras.

Gás será produzido no Texas

O combustível terá origem no Terminal de Liquefação de GNL de Port Arthur, localizado no Texas, nos Estados Unidos. O empreendimento está em fase de desenvolvimento e construção pela Sempra Infrastructure, subsidiária da companhia norte-americana.

A previsão da Sempra é que os primeiros trens de liquefação da unidade entrem em operação comercial entre 2027 e 2028.

O terminal está situado na costa do Texas e terá acesso à produção de gás natural dos Estados Unidos, além de uma estrutura logística integrada para o escoamento do combustível.

Petrobras busca reduzir exposição ao mercado spot

De acordo com a Petrobras, a contratação de volumes de GNL de longo prazo faz parte da estratégia para diminuir a exposição às oscilações do mercado spot.

A empresa também afirma que o acordo deverá contribuir para uma gestão mais eficiente dos riscos relacionados ao portfólio de gás natural e ampliar a capacidade de atendimento aos contratos firmados pela companhia.

Segundo a estatal, a estratégia busca oferecer maior flexibilidade e segurança na gestão do suprimento de gás.

Sempra atua em infraestrutura de energia

A Sempra Infrastructure é responsável por projetos ligados à infraestrutura energética, incluindo empreendimentos de Gás Natural Liquefeito, redes de energia e iniciativas relacionadas a soluções de baixo carbono.

Com o novo contrato, a Petrobras assegura uma fonte de fornecimento de GNL dos Estados Unidos para as próximas duas décadas, com início previsto após a entrada em operação comercial do empreendimento de Port Arthur.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Irã descobre 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural em Fars

O Irã anunciou a descoberta de mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural na província de Fars, no sul do país. A informação foi divulgada no domingo (23) pelo ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad.

Do total identificado, aproximadamente 5,7 trilhões de pés cúbicos são considerados recuperáveis, segundo o governo. O volume representa uma importante expansão das reservas de gás natural do Irã.

Descoberta equivale a anos de produção

Para dimensionar o tamanho da nova reserva, Paknejad comparou o volume recuperável à produção de uma das fases de South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo.

De acordo com o ministro, os 5,7 trilhões de pés cúbicos recuperáveis correspondem a cerca de 15 anos de produção de uma das fases de South Pars.

A descoberta na província de Fars pode, portanto, ampliar a capacidade do país de atender à demanda interna e fortalecer sua posição entre os principais produtores globais de gás.

Gás doce pode reduzir custos de exploração

Outro fator destacado pelo ministro é a qualidade do recurso encontrado. O gás natural descoberto no Irã é classificado como gás doce, característica que tende a diminuir os custos relacionados ao desenvolvimento e à operação do campo.

A área também apresenta condensado de gás, um hidrocarboneto associado à produção de gás natural. Segundo Paknejad, esse recurso adicional pode representar a geração de bilhões de dólares em novas riquezas para a economia iraniana.

Irã quer acelerar desenvolvimento do campo

O governo iraniano pretende avançar rapidamente com os estudos, o planejamento e o desenvolvimento da nova área de produção.

A expectativa é colocar o campo em operação o quanto antes, permitindo que o gás natural seja direcionado principalmente para a indústria e para outros setores com alto consumo de energia.

A descoberta ocorre em um momento em que o Irã busca ampliar sua capacidade energética e aproveitar novas reservas para atender às necessidades do mercado doméstico.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

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Notícias

Explosão no porto de Rotterdam deixa um morto e seis feridos

Uma explosão em uma instalação de armazenamento de derivados de petróleo no porto de Rotterdam, na Holanda, deixou uma pessoa morta e seis feridas na quinta-feira (13). As autoridades locais investigam as causas do incidente.

Segundo a Gunvor, uma das principais empresas globais de comercialização de commodities de energia, a ocorrência aconteceu durante trabalhos de manutenção em um de seus tanques de armazenamento.

A polícia informou que, inicialmente, não havia indícios de sabotagem. Todas as hipóteses, no entanto, permanecem sob investigação.

Explosão ocorreu durante manutenção de tanque

O acidente foi registrado por volta das 11h30 no horário local, 9h30 pelo horário de Greenwich (GMT).

A Gunvor informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do incidente.

O porto de Rotterdam, considerado o maior da Europa, é um importante centro de entrada, armazenamento e distribuição de petróleo bruto e combustíveis. A área portuária concentra instalações estratégicas para o mercado energético europeu.

Porto abriga grandes refinarias de petróleo

Entre as estruturas localizadas no complexo está a refinaria Pernis, da Shell, considerada a maior refinaria de petróleo da Europa, com capacidade de processamento de aproximadamente 404 mil barris por dia.

O porto também abriga refinarias operadas por empresas como BP, ExxonMobil e Vitol, além de instalações destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e outras commodities energéticas.

Apesar da proximidade com a área atingida, a Shell informou que suas operações no porto não foram afetadas pela explosão.

Terminais de GNL não foram atingidos

A autoridade portuária de Rotterdam informou que os terminais de gás natural liquefeito (GNL) não sofreram impactos diretos.

Dados da ENTSOG, organização europeia responsável pelo acompanhamento da infraestrutura de transporte de gás, mostraram uma queda temporária no envio de gás a partir do terminal Gate LNG, seguida por oscilações nos fluxos.

Ainda não estava claro se essa alteração estava relacionada à explosão ou a uma interrupção de energia ocorrida em outra área do extenso complexo portuário.

Mercado acompanha possíveis impactos sobre o gás europeu

Qualquer interrupção prolongada na operação do terminal Gate pode chamar a atenção do mercado europeu de gás natural.

O terminal é um dos principais pontos de entrada de GNL no noroeste da Europa. Além disso, os estoques de gás da Holanda estavam em aproximadamente 40% da capacidade, segundo dados da Gas Infrastructure Europe, antes do início da temporada de maior demanda para aquecimento.

Por isso, eventuais restrições prolongadas na infraestrutura energética de Rotterdam poderiam ser acompanhadas de perto por traders e participantes do mercado.

Falhas de energia ocorreram no porto

A ExxonMobil informou que uma interrupção no fornecimento de energia já havia sido solucionada e que as operações de sua refinaria, com capacidade de 191 mil barris por dia, estavam funcionando normalmente.

A empresa, porém, não confirmou uma informação divulgada pela Wood Mackenzie e vista pela Reuters segundo a qual todas as unidades monitoradas da refinaria teriam sido desligadas.

O Porto de Rotterdam afirmou que a explosão não estava relacionada à interrupção de energia. Segundo a autoridade local de segurança, o complexo registrou vários episódios de falta de energia ao longo do dia, mas nenhum deles tinha ligação com a explosão.

As autoridades continuam investigando o incidente para determinar as circunstâncias que levaram à explosão e verificar eventuais impactos sobre as operações do porto de Rotterdam e da infraestrutura energética europeia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Courtesy SQ Vision/via REUTERS

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e EUA fazem alegações opostas sobre controle da via estratégica

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia, voltou ao centro da tensão entre Irã e Estados Unidos. Nesta quinta-feira, Hossein Taeb, recém-nomeado comandante da força paramilitar Basij, afirmou que a passagem está sob “controle e gestão” da República Islâmica.

A declaração ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington possui “controle total” sobre o estratégico Estreito de Ormuz.

Irã afirma manter controle do Estreito de Ormuz

Segundo a agência semioficial iraniana Fars, Taeb declarou que os Estados Unidos tentaram enfraquecer a influência do Irã na região ao iniciar uma nova guerra em torno do estreito, mas não teriam alcançado esse objetivo.

“Hoje, vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, afirmou Taeb, acrescentando que o Irã continua sua atuação com segurança.

A disputa ocorre em meio a um cenário de forte tensão militar no Golfo Pérsico, com impactos diretos sobre a navegação internacional e o mercado global de energia.

Conflito afetou transporte de petróleo e gás

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na sequência, Teerã praticamente interrompeu o tráfego pelo estreito, por onde anteriormente passava cerca de um quinto do petróleo mundial e do gás natural liquefeito (GNL) transportado por via marítima.

Posteriormente, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval contra embarcações iranianas e seus portos. Washington, porém, afirmou que manteria a proteção à liberdade de navegação para navios que transitassem entre portos não iranianos.

Acordo de cessar-fogo não foi mantido

Em junho, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo provisório que previa um cessar-fogo permanente e a retomada rápida da liberdade de navegação no Golfo.

O entendimento, no entanto, perdeu força poucas semanas depois. O Irã retomou ataques limitados contra embarcações que, segundo Teerã, descumpriam as condições estabelecidas no acordo.

Em resposta, os Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra províncias do sul iraniano. De acordo com Washington, as operações tinham como objetivo reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo Pérsico.

Teerã condiciona reabertura do estreito

Também nesta quinta-feira, o oficial militar e político iraniano Rasoul Sanaei-Rad afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto a outra parte não cumprir suas obrigações previstas no acordo provisório.

Segundo a Fars, Sanaei-Rad ressaltou ainda que a reabertura da estratégica rota marítima não poderia ser determinada unilateralmente pelos Estados Unidos.

O dirigente também elevou o tom ao falar sobre um eventual novo conflito. Ele afirmou que o Irã adotaria uma postura ainda mais firme e ofensiva caso uma nova guerra ocorresse.

A disputa em torno do Estreito de Ormuz mantém em alerta os mercados e amplia as preocupações sobre a segurança das rotas de energia, a liberdade de navegação e o abastecimento internacional de petróleo e gás.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Internacional

Crise energética na Europa: estoques de gás preocupam antes do inverno

A Europa pode enfrentar um inverno desafiador no abastecimento de gás natural. Mesmo com a redução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã e a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, especialistas alertam que os níveis de armazenamento de combustível no continente permanecem abaixo do esperado, elevando o risco de pressão sobre os preços nos próximos meses.

Um estudo da consultoria Wood Mackenzie, divulgado pelo jornal britânico Financial Times, projeta que os reservatórios da União Europeia (UE) deverão encerrar a temporada de reabastecimento, que ocorre entre abril e outubro, com apenas 76% da capacidade ocupada.

Reservatórios de gás devem atingir menor nível em 15 anos

Caso a projeção se confirme, os estoques de gás natural da Europa entrarão no inverno do Hemisfério Norte nos níveis mais baixos registrados em pelo menos 15 anos. O cenário pode resultar em aumento dos custos de energia para consumidores e empresas durante o período de maior demanda.

Após um inverno rigoroso, que reduziu os estoques para cerca de 28% da capacidade, os países europeus tentam recompor as reservas, mas enfrentam dificuldades para alcançar os volumes considerados ideais.

Dados da Gas Infrastructure Europe (GIE) indicam que os reservatórios operam atualmente com ocupação média de 48,29%. Tradicionalmente, junho representa o mês de maior ritmo de armazenamento, porém o desempenho ficou abaixo do esperado neste ano.

Calor e demanda por energia dificultam recomposição dos estoques

Outro fator que preocupa o setor energético é a previsão de temperaturas acima da média durante julho e agosto. O aumento do uso de sistemas de refrigeração deve elevar o consumo de eletricidade e reduzir a quantidade de gás natural destinada ao armazenamento.

Embora os preços do combustível tenham disparado durante o período de maior tensão no Oriente Médio, as cotações voltaram a se estabilizar nas últimas semanas.

Atualmente, o gás é negociado em torno de 40 euros por megawatt-hora (MWh), valor próximo ao registrado antes da escalada do conflito e muito inferior ao pico de 342 euros/MWh alcançado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

Oferta de GNL segue como fator decisivo para o mercado europeu

Especialistas avaliam que o cenário pode mudar caso haja aumento da oferta global de Gás Natural Liquefeito (GNL). Após a redução das tensões no Golfo, navios transportadores voltaram a operar normalmente na região, o que pode ampliar o fornecimento internacional.

Segundo Tom Marzec-Manser, diretor de gás e GNL para a Europa da Wood Mackenzie, a maior disponibilidade de cargas pode pressionar os preços para baixo no curto prazo. No entanto, ele avalia que a chegada do inverno tende a elevar novamente as cotações, principalmente se houver temperaturas abaixo da média.

Redução da oferta amplia preocupação com abastecimento

A atual situação é resultado de diversos fatores que reduziram a disponibilidade de gás natural no mercado europeu.

Entre eles estão as dificuldades recentes nas rotas de transporte de GNL pelo Estreito de Ormuz, a redução da produção no Catar e nos Emirados Árabes Unidos e o encerramento do trânsito de gás russo pelo território da Ucrânia.

Com isso, a União Europeia passou a depender ainda mais das importações de GNL para garantir o abastecimento interno e também atender à demanda ucraniana.

No ano passado, o bloco importou 109 milhões de toneladas de GNL, volume equivalente a aproximadamente 142 bilhões de metros cúbicos, crescimento de 28% em relação ao ano anterior.

Apesar desse avanço, as compras externas perderam ritmo. Em junho, as importações caíram cerca de 17% na comparação anual, totalizando 7,8 milhões de toneladas, o menor volume registrado nos últimos dez meses.

Embargo ao gás russo também pressiona o mercado

Outro elemento que contribui para a incerteza é a estratégia da União Europeia de eliminar gradualmente a dependência de produtos energéticos russos.

Atualmente, a Rússia ainda responde por aproximadamente 14% das importações europeias de GNL. Pelo cronograma aprovado pelo Conselho Europeu, a compra desse combustível será totalmente proibida a partir de 1º de janeiro de 2027.

Já a importação de gás natural russo por gasodutos deverá ser encerrada até setembro de 2027, exigindo que os países do bloco ampliem a diversificação de fornecedores.

Mesmo mantendo capacidade de armazenamento de cerca de 109 bilhões de metros cúbicos e ocupando a posição de maior importadora mundial de GNL, a Europa ainda enfrenta desafios para garantir estoques suficientes antes da chegada do inverno.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Agricultura

Fertilizantes no Brasil: dependência externa desafia agronegócio e coloca Petrobras diante de novo dilema

O Brasil, uma das maiores potências do agronegócio mundial, ainda enfrenta um desafio estratégico: a forte dependência de fertilizantes importados. No caso da ureia, principal fonte de nitrogênio utilizada nas lavouras, cerca de 80% do consumo nacional é abastecido por fornecedores internacionais, especialmente da Rússia, China e Oriente Médio.

As recentes crises geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, além da volatilidade dos preços e dos custos logísticos, evidenciaram a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a decisão da Petrobras de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), reacendeu o debate sobre a produção nacional e o futuro dos fertilizantes no país.

Retomada da UFN-III busca reduzir dependência de importações

Paralisada desde 2014, a UFN-III deverá receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões, com apoio do Novo PAC. A expectativa da Petrobras é concluir a planta entre o fim de 2028 e o início de 2029.

Quando entrar em operação, a unidade terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia, volume suficiente para atender aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia.

Para o governo, o projeto representa um avanço na estratégia de fortalecimento da segurança alimentar e da soberania na produção de insumos agrícolas. Já para o setor produtivo, a retomada pode ampliar a oferta nacional, mas ainda há dúvidas sobre sua competitividade.

Preço do gás natural é principal obstáculo

Especialistas avaliam que o maior desafio da produção nacional não está na capacidade industrial, mas no custo da matéria-prima.

Segundo Marcelo Soto, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA, o gás natural responde por 60% a 80% do custo de fabricação da ureia. Enquanto grandes exportadores, como Rússia, Irã e Catar, trabalham com preços próximos de US$ 3 por milhão de BTUs, no Brasil esse valor pode chegar a US$ 15, comprometendo a competitividade da indústria nacional.

Mesmo com a localização estratégica da planta, próxima ao Gasbol, ainda não há garantia de que o custo do gás permitirá competir com os fertilizantes importados sem subsídios ou mudanças estruturais no mercado energético.

Agronegócio prioriza custo e flexibilidade

Além da concorrência com a ureia importada, a produção nacional também disputa espaço com outras fontes de nitrogênio, como o sulfato de amônio, amplamente importado da China, e o nitrato de amônio, fornecido principalmente pela Rússia.

Na prática, o produtor rural escolhe o fertilizante com base no menor custo disponível, independentemente da origem do produto.

Outro fator apontado por especialistas é a falta de regularidade histórica da produção nacional. Segundo Marcelo Soto, a Petrobras costuma operar de forma pontual, dificultando contratos de fornecimento de longo prazo e obrigando distribuidores e agricultores a manterem a dependência do mercado internacional.

Amônia verde entra no debate sobre o futuro dos fertilizantes

Embora a retomada da UFN-III seja considerada positiva sob o ponto de vista da segurança de abastecimento, o projeto também desperta questionamentos sobre sua atualização tecnológica.

A unidade foi concebida há cerca de 15 anos com base em processos convencionais de produção de amônia e ureia a partir do gás natural. Entretanto, diversos países já investem em tecnologias de baixo carbono, como a amônia verde, produzida por meio do hidrogênio verde.

Especialistas ouvidos pelo setor avaliam que adaptar a planta para esse novo modelo poderia aumentar sua competitividade no longo prazo, embora os custos atuais da tecnologia ainda sejam elevados.

Transição energética depende da redução dos custos

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), Luiz Viga, afirma que a produção de fertilizantes verdes representa uma alternativa estratégica para o Brasil.

Segundo ele, ao utilizar água e eletricidade renovável em vez de gás natural, o país pode aproveitar sua abundância de recursos energéticos para construir uma indústria mais competitiva no futuro.

No entanto, Viga alerta que o principal desafio não está na tecnologia, mas no custo da energia elétrica. Encargos setoriais e outros componentes tarifários ainda dificultam a viabilidade econômica dos projetos de hidrogênio verde.

Apesar disso, ele destaca que os custos internacionais vêm caindo rapidamente. Em mercados como China e Índia, projetos de amônia verde já apresentam valores significativamente inferiores aos registrados há poucos anos.

Brasil busca fortalecer produção nacional de fertilizantes

Programas federais de incentivo, como o Profert, também fazem parte da estratégia para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência das importações.

A expectativa do setor é que os primeiros investimentos em fertilizantes produzidos com hidrogênio verde avancem até 2028, com unidades entrando em operação a partir de 2030. Para especialistas, a consolidação dessa tecnologia poderá transformar gradualmente o mercado brasileiro ao longo da próxima década.

Enquanto isso, a retomada da UFN-III representa um passo importante para ampliar a oferta nacional, mas especialistas ressaltam que sua efetividade dependerá de fatores como competitividade, custo do gás natural e evolução das tecnologias sustentáveis.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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