Agronegócio

Trigo no RS avança, mas frio e doenças exigem atenção durante a floração

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul seguem com desenvolvimento considerado satisfatório na maior parte do estado, mas apresentam diferentes estágios de evolução conforme a data de semeadura e as condições climáticas enfrentadas durante o ciclo.

O diagnóstico consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (17). Nas áreas semeadas mais cedo, principalmente no Oeste gaúcho, algumas lavouras já chegaram ao enchimento de grãos e à maturação, com os primeiros trabalhos de colheita ocorrendo de maneira pontual.

De acordo com a Emater, 44% da área estadual de trigo está na fase de enchimento de grãos e 5% já atingiu a maturação. Entre as lavouras implantadas mais tarde, 12% permanecem no desenvolvimento vegetativo, enquanto 39% estão entre o espigamento e a floração.

Doenças exigem monitoramento nas lavouras de trigo

Apesar do bom desenvolvimento geral, o cenário fitossanitário requer atenção. Foram identificados casos de oídio, manchas foliares, ferrugens e giberela em diferentes áreas produtoras.

O monitoramento deve ser reforçado principalmente nas lavouras que estão em floração, fase em que condições de umidade e temperatura podem favorecer o avanço de doenças.

Para a safra 2026, a Emater estima uma área de 814,2 mil hectares cultivada com trigo no Rio Grande do Sul. A produtividade média projetada é de 2.701 quilos por hectare.

Santa Rosa concentra lavouras mais adiantadas

Na região de Santa Rosa, o ciclo do trigo está mais avançado. Cerca de 61% das lavouras já se encontram em enchimento de grãos e 7% chegaram à maturação.

Outros 28% estão em floração e 4% permanecem na fase de desenvolvimento vegetativo.

A avaliação regional aponta bom potencial produtivo, com quantidade adequada de espiguetas por espiga e, até o momento, ausência de problemas relacionados à fecundação.

Baixas temperaturas retardam trigo em Caxias do Sul

Em Caxias do Sul, o desenvolvimento das lavouras ocorre em ritmo mais lento. A combinação de temperaturas baixas, céu encoberto e menor disponibilidade de luminosidade atrasou o avanço das plantas.

A maior parte das áreas está entre o final do perfilhamento e o começo da elongação do colmo. Mesmo diante das condições meteorológicas adversas, a expectativa de produtividade continua considerada satisfatória.

Geadas mantêm alerta durante a floração em Santa Maria

Na região de Santa Maria, o município de Tupanciretã concentra uma parcela significativa das lavouras de trigo.

No local, 60% das áreas estão em floração, enquanto 20% se encontram em elongação e outros 20% já estão em enchimento de grãos.

Nas lavouras mais adiantadas, a ocorrência de frio intenso e geadas mantém o alerta durante a floração. Até o momento, porém, não há estimativa consolidada sobre eventuais perdas provocadas pelo fenômeno.

Aveia-branca também avança no Rio Grande do Sul

O ciclo da aveia-branca também apresenta evolução no estado. Das 387,7 mil hectares estimadas para a cultura, 49% estão em enchimento de grãos e 27% em floração.

Outros 11% permanecem em desenvolvimento vegetativo, 11% já alcançaram a maturação e 2% da área foram colhidos.

De maneira geral, as condições das lavouras são consideradas satisfatórias. Ainda assim, há registros pontuais de doenças foliares, principalmente ferrugens.

A produtividade média estadual da aveia-branca está projetada em 2.322 quilos por hectare.

Canola entra nas etapas finais do ciclo

A canola no Rio Grande do Sul também avança para o fim do ciclo. Aproximadamente 88% das lavouras estão entre a floração e o enchimento de grãos, enquanto 9% já atingiram a maturação.

A colheita começou de forma pontual e alcança 1% da área cultivada.

A ocorrência de períodos mais ensolarados, temperaturas favoráveis e menor umidade relativa do ar contribuiu para o desenvolvimento da cultura e aumentou a presença de polinizadores nas áreas em floração.

Por outro lado, as geadas podem ter causado danos localizados em lavouras que ainda estavam em formação, especialmente com possível comprometimento parcial do enchimento das síliquas. As perdas ainda não foram dimensionadas.

A área de canola estimada para o estado é de 353,4 mil hectares, com produtividade média prevista em 1.619 quilos por hectare.

Carinata e cevada avançam com tempo mais firme

Na cultura da carinata, 62% das lavouras estão em enchimento de grãos, 32% em floração, 3% em desenvolvimento vegetativo e outros 3% em maturação.

Em Frederico Westphalen, 70% das áreas estão em enchimento de grãos e 30% em maturação, com produtividade estimada próxima de 1.100 quilos por hectare.

Em Ijuí, 80% das lavouras estão em granação, 15% em floração e 5% em maturação.

A cevada também apresentou avanço com a ocorrência de períodos de tempo firme. Nas principais regiões produtoras, as chuvas de maior volume não provocaram impactos considerados relevantes.

Atualmente, metade da área está em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 20% em enchimento de grãos. Algumas lavouras já começam a alcançar a maturação.

A área estimada de cevada no estado é de 20,3 mil hectares, com produtividade média projetada em 3.020 quilos por hectare.

Plantio do milho alcança 60% da área prevista

Entre as culturas de verão, o plantio do milho no RS chegou a 60% da área projetada. Na região Noroeste, a semeadura já está praticamente concluída.

As geadas provocaram danos principalmente nas lavouras implantadas mais cedo e em áreas mais suscetíveis à ocorrência do fenômeno.

Os produtores também avançaram nas aplicações de herbicidas e inseticidas. A cigarrinha do milho está entre as principais preocupações, devido ao aumento da incidência observado nas lavouras.

Para o milho, a Emater estima uma área de 896,4 mil hectares, produtividade média de 7.711 quilos por hectare e produção próxima de 6,91 milhões de toneladas.

Tempo seco acelera plantio do arroz

O plantio do arroz ganhou ritmo na região de Bagé, inicialmente com maior concentração na Fronteira Oeste. A intenção é cultivar 361 mil hectares na região.

Em Maçambará, 15% dos 16,9 mil hectares previstos já haviam sido semeados. A elevada capacidade operacional dos produtores tem permitido avanço rápido das atividades de campo.

Embora a previsão de temperaturas mais baixas possa retardar o estabelecimento inicial das plantas, a sequência de dias secos favoreceu o trabalho das máquinas.

O nível elevado das barragens e a recuperação das cotações do arroz também contribuem para melhorar as perspectivas dos produtores.

Frio reduz ritmo do plantio de feijão

A semeadura do feijão da primeira safra avançou no estado, mas as baixas temperaturas reduziram o ritmo de desenvolvimento inicial em algumas regiões.

Em Ijuí, 40% da área estimada já havia sido plantada. Em Pelotas, os trabalhos começaram pelas áreas mais protegidas e com menor risco de geada.

Em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, o plantio está próximo da conclusão. Já no Centro-Serra e no Alto da Serra do Botucaraí, as áreas estão sendo preparadas para o início da semeadura.

Umidade ainda dificulta atividade leiteira

Na pecuária de leite, o excesso de umidade e a formação de barro continuam dificultando o acesso às pastagens e algumas operações de manejo.

As condições também elevam o risco de mastite e problemas de casco em determinadas regiões.

Com a redução do encharcamento em parte das áreas, o acesso dos animais às forrageiras melhorou. Em Bagé, vacas mantidas em campo nativo apresentam recuperação da condição corporal, enquanto produtores sazonais começam a retomar as atividades.

Em Ijuí, os sistemas a pasto registraram pequena redução na produção, enquanto os modelos confinados mantiveram a produtividade. Nas propriedades com animais estabulados, ainda há dificuldade para controlar a umidade das camas, embora o conforto térmico seja considerado adequado.

Na região de Santa Rosa, períodos de excesso de umidade provocaram danos pontuais por pisoteio e dificultaram o manejo, mas não comprometeram a alimentação do rebanho. A utilização de silagem e concentrados continua, sobretudo para vacas em pico de lactação.

Chuva forte aumenta riscos na piscicultura

Na piscicultura, o frio e as geadas reduziram o apetite e a atividade dos peixes na região de Erechim.

A situação foi agravada pela chuva de até 150 milímetros registrada na sexta-feira (11). O elevado volume aumentou a turbidez dos viveiros e trouxe riscos relacionados à redução do oxigênio dissolvido, inversão térmica, transbordamentos e fuga de peixes em estruturas com pouca margem de segurança.

Apesar da turbidez, os açudes apresentam boa disponibilidade de água.

Rio Uruguai volta a afetar pesca artesanal

Na pesca artesanal, a elevação do nível do Rio Uruguai voltou a prejudicar pescadores de Porto Vera Cruz e de outros municípios da região de Santa Rosa.

Para reduzir o risco de perdas, a maior parte dos profissionais retirou redes e demais equipamentos da água. As embarcações permanecem nas margens enquanto persistem as condições desfavoráveis.

O cenário mostra que, além do avanço das principais culturas de inverno e do início das culturas de verão, o clima no Rio Grande do Sul continua sendo um dos principais fatores de atenção para a produção agrícola e as atividades do campo.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Safra 2025/26 deve alcançar recorde de 361,7 milhões de toneladas, estima Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve terminar com produção recorde de 361,7 milhões de toneladas de grãos e fibras, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado representa crescimento de 2,6% em comparação com o ciclo 2024/25 e avanço de 0,3% ante a projeção divulgada em agosto.

A nova estimativa considera o avanço da colheita do milho segunda safra, que vem apresentando produtividade superior à inicialmente projetada.

No balanço geral, soja, milho e algodão registram aumento de produção, enquanto arroz, feijão e trigo apresentam retração em relação à temporada anterior.

Área plantada cresce no Brasil

A área destinada ao cultivo de grãos e fibras chegou a 83,5 milhões de hectares em 2025/26, alta de 1,7% sobre o ciclo anterior.

Os principais avanços foram registrados em:

  • Soja: aumento de 1,3 milhão de hectares, ou 2,7%;
  • Milho: expansão de 762,5 mil hectares, equivalente a 3,5%;
  • Sorgo: crescimento de 32,9%, chegando a 537 mil hectares adicionais.

Produção de soja bate recorde

Principal cultura agrícola do país, a soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, o maior volume já registrado pela série histórica da Conab.

A projeção representa aumento de 5,2% frente à safra anterior. A área cultivada cresceu 2,7%, enquanto a produtividade da soja avançou 2,5%.

As exportações também devem atingir um novo recorde, com previsão de embarques de 116,2 milhões de toneladas.

Milho chega a 144 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho está estimada em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% na comparação com a temporada anterior.

A primeira safra apresenta produtividade recorde de 7.191 kg por hectare, alta de 8,8%. Já a segunda safra deve produzir 112,1 milhões de toneladas, volume 1% inferior ao recorde anterior.

Para a terceira safra, a previsão é de queda de 20,1%, com produção estimada em 2,39 milhões de toneladas.

Algodão também registra recorde

A produção de algodão deve chegar a 4,14 milhões de toneladas em 2025/26, maior resultado da série histórica da Conab.

Mesmo com a redução de 3,2% na área cultivada, estimada em 2,02 milhões de hectares, a produtividade deve crescer 4,9%, alcançando o recorde de 2.053 kg de pluma por hectare.

O volume projetado supera em 1,5% o resultado da safra passada e está 1,4% acima da estimativa apresentada em agosto.

Feijão tem redução na produção

Entre as culturas com queda, o feijão deve registrar produção de 2,95 milhões de toneladas, retração de 3,6% em relação ao ciclo anterior.

A principal razão é a diminuição de 5,7% na área cultivada. Em contrapartida, a produtividade média aumentou 2,2%, chegando a 1.161 kg por hectare.

Para atender ao mercado interno, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente no mesmo nível da safra anterior.

Arroz recua 13,2%

A produção de arroz está estimada em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2% em relação a 2024/25.

A área plantada diminuiu 14%, para aproximadamente 1,52 milhão de hectares. Apesar disso, a produtividade média avançou 1%, alcançando 7.303 kg por hectare.

De acordo com a Conab, a redução da área está relacionada aos preços menos remuneradores ao produtor e à substituição do cultivo por alternativas como soja e milho.

Trigo tem maior queda entre as culturas

Entre os principais cultivos, o trigo apresenta a maior retração. A produção estimada para 2025/26 é de 5,74 milhões de toneladas, queda de 27,1% ante a temporada anterior.

A área cultivada recuou 21,2%, enquanto a produtividade média caiu 7,5%, para 2.978 kg por hectare.

Com a menor oferta nacional, as importações de trigo devem alcançar aproximadamente 7,06 milhões de toneladas.

A Conab informou que seguirá atualizando as projeções das culturas que ainda permanecem no campo, como o trigo, nos próximos levantamentos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Mercado de feijão mantém lentidão no Brasil enquanto exportações atingem recorde histórico

O mercado brasileiro de feijão começou dezembro com pouca movimentação. Pesquisadores do Cepea indicam que as negociações no mercado spot acontecem apenas de forma pontual, motivadas principalmente pela necessidade de repor estoques.

Preços do feijão carioca seguem firmes

No segmento do feijão carioca, as cotações permanecem sustentadas. A combinação entre demanda ativa e oferta limitada de grãos de alta qualidade mantém os preços elevados. A procura por produtos premium tende a crescer no fim do ano, reforçando esse movimento.

Feijão preto recua com excesso de oferta

Para o feijão preto, o cenário é oposto. A ampla disponibilidade no mercado interno exerce pressão sobre os preços, reduzindo o poder de negociação dos produtores. Mesmo com a queda, o grão ainda encontra boa demanda em regiões onde o consumo desse tipo é mais tradicional.

Exportações de feijão do Brasil batem recorde

No comércio exterior, o desempenho é histórico. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 501,2 mil toneladas de feijão entre janeiro e novembro de 2025, o maior volume desde o início da série em 1997. O resultado evidencia a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado global, marcada pela qualidade e pela ampliação dos destinos compradores.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNA

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Exportação

TCP lidera exportações de gergelim e feijão no Brasil com forte demanda da Ásia

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) consolidou sua liderança nas exportações brasileiras de gergelim e feijão em 2025. Menos de um ano após a abertura do mercado chinês para o gergelim nacional, o país asiático já se tornou o principal destino dos embarques realizados pela operadora portuária.

Entre janeiro e setembro, o terminal exportou 249 mil toneladas de gergelim, um salto de 184% em relação às 88 mil toneladas registradas no mesmo período de 2024. O desempenho coloca a TCP com 71% de participação de mercado no volume total exportado pelo Brasil.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da empresa, a China responde por mais de um terço do consumo global de gergelim. “A abertura desse mercado e as novas habilitações de empresas brasileiras fizeram os embarques dispararem. Em menos de um ano, o país asiático se tornou o principal destino do gergelim exportado pela TCP”, destacou.

Exportações para a Ásia em ritmo acelerado

A China, a Índia e o Vietnã lideram o ranking de importadores do gergelim exportado pela TCP, com 46%, 21% e 8% do volume total, respectivamente. “Os três maiores mercados do gergelim brasileiro estão na Ásia, e a TCP conta com oito serviços semanais para atender esses destinos, o que amplia a flexibilidade e capacidade de embarque”, explicou Carolina Brown, gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da companhia.

Enquanto o volume exportado pelo Brasil cresceu 42%, a TCP registrou alta de 184%, o que evidencia a preferência do mercado pelo terminal paranaense.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), o Brasil exportou 349,6 mil toneladas de gergelim entre janeiro e setembro de 2025 — o maior volume da série histórica, superando as 246,6 mil toneladas do mesmo período de 2024.

Feijão brasileiro conquista novos mercados

As exportações de feijão também bateram recorde neste ano. Segundo o IBRAFE, o Brasil embarcou 361,8 mil toneladas até setembro, um aumento de 4% em relação a 2024.

No Terminal de Paranaguá, o crescimento foi ainda mais expressivo: os embarques passaram de 176 mil para 315 mil toneladas, alta de 79%, o que garantiu ao porto 87% de participação nacional no segmento.

Os principais destinos foram Índia (64%), Portugal (6%) e África do Sul (5%). Guidolim explicou que o desempenho está ligado à eficiência logística: “Como se trata de uma carga perecível que exige fumigação, a integração com os armazéns da retroárea de Paranaguá e o alinhamento com os órgãos intervenientes tornam o processo mais ágil e rentável para os exportadores.”

Feijão-mungo-preto se destaca nas exportações

Entre as variedades, o feijão-mungo-preto foi o mais exportado pelo Brasil, com 171 mil toneladas, seguido pelo feijão-caupi branco, com 66 mil toneladas. Lançado oficialmente em 2024 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o mungo-preto é uma nova cultura voltada exclusivamente ao mercado externo, especialmente países asiáticos, onde é amplamente utilizado na culinária local.

O IBRAFE reforça que o avanço nas exportações não afeta o abastecimento interno, sustentado pelo feijão-carioca, responsável por 65% da produção nacional e direcionado ao consumo doméstico.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Comércio Exterior, Exportação

Feijão: Brasil bate recorde nas exportações

O Brasil acaba de registrar um marco histórico: entre maio de 2024 e abril de 2025, foram exportadas mais de 400 mil toneladas de feijões, movimentando mais de R$ 2 bilhões e consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de pulses — grupo que inclui também ervilhas, lentilhas e grão-de-bico.

Esse recorde foi coroado com um reconhecimento importante: o prêmio de Sustentabilidade entregue pelo Global Pulse Confederation (GPC), em Singapura, ao projeto Pulse Day. Criado pelo Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (Ibrafe), o Pulse Day conecta produtores às últimas inovações, incentivando-os por meio de conhecimento, aproximando a pesquisa do campo e promovendo práticas mais eficientes e sustentáveis.

Por trás desses números, está uma trajetória de décadas. O Brasil, que no passado exportava apenas três cultivares de feijão, hoje atende mais de 75 países com mais de 20 variedades — resultado do trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores da Embrapa, IAC, IDR-Paraná e exportadores, que, ao lado do Ibrafe, ajudaram a ampliar mercados e a melhorar a competitividade do produto brasileiro.

Mas os desafios são grandes. O setor enfrenta gargalos logísticos severos: portos congestionados, falta de fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para liberar cargas, estradas em más condições e processos burocráticos que encarecem e atrasam operações. Em um mercado global altamente competitivo, com gigantes como Índia, Canadá, Estados Unidos e Austrália, cada atraso é uma perda de oportunidade.

Ao lado das soluções técnicas, o Brasil conta com aliados institucionais essenciais. Os adidos agrícolas no exterior, com apoio do Mapa, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), têm sido fundamentais para abrir portas, destravar negociações, alinhar protocolos sanitários e posicionar o Feijão brasileiro como produto competitivo e confiável.

Além disso, o projeto Brazil Superfoods, desenvolvido pelo Ibrafe com apoio da ApexBrasil, vem ampliando a presença do feijão e outros pulses brasileiros em mercados premium, reforçando a imagem de alimentos sustentáveis, saudáveis e alinhados às novas tendências globais de consumo.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de feijão e outras leguminosas secas a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Feijões e outras leguminosas secas | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Manter o crescimento das exportações depende de investimentos em infraestrutura, digitalização, rastreabilidade e certificações. É preciso fortalecer a base logística e aduaneira para garantir que o Brasil continue avançando no mercado global, com eficiência e inovação.

O prêmio recebido no GPC não é apenas uma conquista simbólica — é um sinal de que, quando pesquisa, produtores, governo e setor privado trabalham juntos, os resultados aparecem. A liderança no mercado global de pulses exige alinhamento estratégico e compromisso com o futuro.

*Marcelo Lüders é presidente do Ibrafe, especialista em pulses e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional

Fonte: Canal Rural

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Agronegócio, Comércio, Exportação

Mercado de Feijões: Semana de valorização e exportações históricas

Na semana passada, o mercado registrou uma nova valorização no Feijão-carioca, com negócios reportados a até R$ 280 por saca de 60 quilos. Já o Feijão-preto continua em patamares mais baixos, variando entre R$ 110 e R$ 130 FOB nas lavouras do Paraná.

No cenário das exportações, o Brasil já superou, apenas nos primeiros meses de 2025, o volume anual de Feijão-preto exportado até 2023. Já são 22 mil toneladas embarcadas — a segunda maior marca anual da história — e ainda há muito a ser exportado até o fim do ano.

Considerando todos os tipos de Feijões, o Brasil alcançou, nos primeiros quatro meses deste ano, um total de 95 mil toneladas exportadas, gerando US$ 83 milhões em receita. Nunca exportamos tantos Feijões em quatro meses na história do Brasil.

O mungo preto, por sua vez, já ultrapassa as 30 mil toneladas exportadas para a Índia. Vale destacar que todo esse volume exportado não implicou em desabastecimento do mercado nacional. Pelo contrário, a exportação estimula a produção interna.

Fonte: Noticias Agrícolas 

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Agronegócio, Economia, Exportação, Informação, Mercado Internacional

Brasil bate recorde de exportação de feijão

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o Brasil está alcançando um marco histórico nas exportações de feijão, resultado da crescente organização do setor de Pulses. Até setembro de 2024, o país exportou 217 mil toneladas, apontando para um novo recorde.

A maioria dos feijões exportados foram vendidos a preços acessíveis ao consumidor ou correspondem a cultivares com baixo consumo interno. O maior volume foi destinado à Índia, totalizando 102 mil toneladas, composto por 70 mil toneladas de caupi branco do Mato Grosso e Pingo de Ouro da Bahia, além de 39 mil toneladas de Mungo-verde e Mungo-preto.

Ainda de acordo com o IBRAFE, conforme previsto no final de 2023, quando surgiu a possibilidade de o produtor enfrentar dificuldades com a comercialização do feijão-preto, foram realizadas exportações para a Venezuela (28 mil toneladas), México (26 mil toneladas), Guatemala (11 mil toneladas) e República Dominicana (6 mil toneladas). Além disso, cerca de 35 mil toneladas de feijões rajados e vermelhos foram enviadas ao exterior, contribuindo para a diversificação dos mercados de exportação.

Desde 2010, o Brasil passou a exportar feijão anualmente, inicialmente com duas cultivares, e, atualmente, já são produzidos 18 tipos diferentes, com exportações para 75 países em 2021. O crescimento da área irrigada tem impulsionado essa expansão, e o país precisa acelerar as conexões internacionais para ampliar sua presença nos mercados já estabelecidos, além de abrir novos mercados para continuar essa trajetória positiva. O resultado desse esforço é a diminuição dos riscos para os produtores brasileiros, que encontram no mercado externo uma alternativa viável para evitar prejuízos, garantindo sustentabilidade e rentabilidade para o setor de feijão.

Brasil bate recorde de exportação de feijão (agrolink.com.br)

 

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