Economia

Dólar cai para R$ 5,06 e Ibovespa recua com mercado atento a Brasil, China e EUA

O dólar comercial recuou para R$ 5,06 nesta segunda-feira, enquanto o Ibovespa perdeu força após iniciar o pregão em alta. O desempenho dos mercados financeiros foi influenciado pela divulgação de indicadores econômicos brasileiros, pelas informações sobre a economia chinesa e pelas expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos.

Investidores também acompanharam o Relatório Focus, do Banco Central, e o Monitor do PIB, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além dos desdobramentos do cenário eleitoral brasileiro e de notícias do mercado corporativo.

Dólar hoje: moeda americana opera em baixa

Por volta das 13h, o dólar comercial era negociado a R$ 5,060, com queda de 0,27% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Apesar do recuo na abertura da semana, a moeda americana acumulou valorização de aproximadamente 1,6% na semana anterior, passando da faixa de R$ 4,99 para R$ 5,07.

O comportamento do câmbio reflete a combinação de fatores domésticos e internacionais, incluindo as expectativas para os juros americanos, os fluxos de capital estrangeiro e as perspectivas para a economia brasileira.

A queda dos preços do petróleo também pode contribuir para aliviar as pressões inflacionárias globais e reduzir a necessidade de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário tende a favorecer moedas de economias emergentes, embora o efeito dependa da evolução dos demais indicadores econômicos.

Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, destaca que a dinâmica cambial brasileira permanece condicionada às perspectivas para a política monetária americana e às condições econômicas internas.

Relatório Focus reduz projeção para o PIB brasileiro

O mercado financeiro também repercutiu o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. A pesquisa manteve as estimativas para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e para a taxa básica de juros, a Selic, neste ano.

Por outro lado, houve redução na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Outro indicador relevante foi o Monitor do PIB da FGV, que apontou expansão de 0,5% da atividade econômica em agosto, na comparação com julho, após dois meses consecutivos de retração.

Pelo lado da oferta, a indústria extrativa e o setor de serviços contribuíram para o resultado positivo. Na perspectiva da demanda, as exportações e o consumo do governo ajudaram a sustentar o crescimento, apesar da desaceleração do consumo das famílias.

Os dados oferecem aos investidores novas referências para avaliar a trajetória da economia nacional e as possíveis decisões futuras sobre os juros.

Eleições brasileiras mantêm investidores em alerta

O cenário político continua entre os fatores que influenciam os negócios na Bolsa e no mercado de câmbio.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas por Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus reforçaram o cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, parte da valorização dos ativos brasileiros observada após o primeiro turno das eleições perdeu intensidade nos últimos dias.

A Bolsa entrou em um período de acomodação, enquanto o câmbio e os juros devolveram parte dos movimentos registrados anteriormente.

Para o especialista, esse comportamento é compatível com um ambiente de incerteza eleitoral, no qual investidores tendem a ajustar posições conforme surgem novas informações sobre a disputa política e seus possíveis impactos econômicos.

China e Estados Unidos influenciam os mercados globais

No exterior, os investidores acompanham os indicadores de atividade econômica da China, incluindo os resultados do PIB do terceiro trimestre, a produção industrial e as vendas no varejo.

As informações ajudam a dimensionar o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo e suas possíveis consequências para a demanda internacional por commodities.

A decisão chinesa sobre as taxas preferenciais de empréstimo também está no radar dos agentes financeiros, pois pode oferecer sinais sobre a condução da política econômica do país.

Nos Estados Unidos, a atenção permanece concentrada na inflação e nos próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

Os indicadores de preços ao consumidor e ao produtor divulgados na semana anterior vieram acima das expectativas, aumentando a cautela dos investidores em relação à trajetória inflacionária.

Apesar disso, a manutenção dos juros na reunião de outubro continuava sendo o cenário predominante entre os participantes do mercado, enquanto novos dados econômicos e declarações de dirigentes do Fed poderiam alterar as projeções.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, ressalta que as perspectivas para os juros americanos influenciam diretamente os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a movimentação internacional de capitais, com reflexos sobre o dólar e as moedas emergentes.

Ibovespa perde força após abertura positiva

O Ibovespa hoje iniciou o pregão com valorização de 0,32%, aos 206.140 pontos, mas perdeu fôlego ao longo da manhã.

Após as 13h, o principal índice da B3 recuava 0,45%, aos 204.510 pontos.

Na sessão anterior, o indicador havia encerrado aos 205.430 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 24 bilhões.

Ao longo do dia, o desempenho das commodities, a movimentação dos investidores estrangeiros e a repercussão dos indicadores econômicos devem continuar influenciando os negócios na Bolsa brasileira.

Suporte técnico entra no radar dos investidores

A análise técnica também faz parte das avaliações sobre o comportamento do índice. Lucas Piza, analista do Itaú BBA, observa que o Ibovespa permanece próximo de uma região de suporte, sem aprofundar de maneira expressiva o movimento de correção.

Segundo o especialista, as oscilações intradiárias seguem relativamente limitadas, enquanto o setor de petróleo tem contribuído para sustentar o mercado em níveis recentes.

Uma reação positiva nessa região pode favorecer a recuperação de ações que acumularam altas expressivas. Por outro lado, a perda do suporte pode abrir espaço para correções mais acentuadas e novas oportunidades de entrada após os ajustes de preços.

Mercado corporativo: confira os principais destaques

Além dos indicadores econômicos e do cenário internacional, anúncios de empresas brasileiras movimentaram o noticiário corporativo nesta segunda-feira.

Braskem

A Braskem informou que o FIP Shine passará a deter 50,11% do capital votante da companhia. A operação envolveu a aquisição de 2.850 ações ordinárias e 17.133 ações preferenciais classe A, sem compra de ações preferenciais classe B.

Localiza

A Localiza aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, com prazo de 24 meses.

A remuneração dos títulos será vinculada à taxa DI, acrescida de uma sobretaxa de 0,65% ao ano. Os juros serão pagos semestralmente, nos meses de abril e outubro.

Automob

A Automob registrou receita bruta de R$ 4,014 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 9% em relação ao período de comparação informado pela companhia.

O desempenho foi favorecido pela maior diversidade de modelos disponíveis no portfólio e pelo avanço das vendas diretas, impulsionadas por ações das montadoras e programas como Carro Sustentável e Move Brasil.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade informou que espera um efeito positivo de aproximadamente R$ 210 milhões no lucro líquido de 2026.

O impacto está relacionado ao pagamento de uma multa à controlada Too Seguros pela rescisão de um contrato de distribuição com o Banco Pan.

M. Dias Branco

A M. Dias Branco anunciou a aquisição de 80% da Grespan Congelados, empresa do segmento de pães congelados. O valor da transação não foi divulgado.

Com a operação, a companhia amplia sua atuação e passa a investir também no mercado de pães congelados, diversificando seu portfólio de produtos.

O que acompanhar nos próximos pregões

O desempenho do dólar e do Ibovespa continuará condicionado à divulgação de indicadores econômicos, às expectativas para os juros americanos, ao comportamento das commodities e às incertezas políticas no Brasil.

No mercado doméstico, as projeções do Banco Central e os dados de atividade econômica serão importantes para avaliar as perspectivas de crescimento e inflação. No exterior, a evolução da economia chinesa e as decisões do Federal Reserve poderão determinar o fluxo de recursos para mercados emergentes.

Para os investidores, a combinação desses fatores exige atenção tanto às tendências macroeconômicas quanto aos resultados e comunicados das empresas listadas na B3.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Economia

Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa recua em sessão de ajuste no mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), após a forte valorização registrada nos dias seguintes ao primeiro turno das eleições. O dólar voltou a ficar acima de R$ 5, enquanto o Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302,33 pontos.

O movimento acompanhou o desempenho negativo dos mercados internacionais, em um cenário marcado pela manutenção dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados e pela valorização do petróleo, que permaneceu acima de US$ 100 por barril.

Dólar fecha acima de R$ 5

O dólar à vista encerrou o pregão com alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016. Durante a sessão, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,017.

A alta interrompeu uma sequência de dois pregões de queda, período em que o dólar acumulou desvalorização de 4,65%. Apesar da recuperação desta quarta-feira, a moeda ainda registra queda de 3,94% na semana e de 8,62% no acumulado de 2026.

No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas, avançou 0,36%, para 102,280.

Juros nos Estados Unidos pressionam mercados

Um dos fatores acompanhados pelos investidores foi a trajetória dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano. A rentabilidade dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior patamar em 24 anos, antes de recuar para aproximadamente 5,28%.

A manutenção de juros elevados em economias desenvolvidas tende a aumentar a atratividade desses mercados para os investidores. Com isso, países emergentes, como o Brasil, podem enfrentar saída de recursos, pressionando tanto o câmbio quanto o mercado acionário.

Ibovespa interrompe sequência de alta

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos.

O volume financeiro movimentado durante o pregão foi de R$ 57,2 bilhões, antes dos ajustes finais.

Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa brasileira mantém desempenho positivo. Em outubro, o Ibovespa acumula alta de 9,64%, enquanto, no ano, a valorização chega a 26,8%.

Nos Estados Unidos, o movimento também foi negativo. O S&P 500, índice que reúne as ações das 500 maiores empresas norte-americanas, recuou 0,22%.

Petróleo permanece acima de US$ 100

Os preços do petróleo perderam força durante a tarde, mas o barril do tipo Brent para dezembro continuou sendo negociado acima de US$ 100.

A cotação da commodity permanece no radar dos investidores em meio às novas tensões no Oriente Médio, que aumentam as preocupações sobre a oferta global de petróleo e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Mercado acompanha decisões do Federal Reserve

Os investidores também analisaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na ocasião, a autoridade monetária elevou a taxa básica de juros para a faixa entre 3,75% e 4%.

O documento revelou divergências entre os dirigentes sobre os motivos que justificaram a elevação dos juros. A inflação continua entre as principais preocupações do Fed e permanece como um dos fatores determinantes para as próximas decisões de política monetária.

Principais indicadores

  • Dólar à vista: R$ 5,016, alta de 0,83%
  • Dólar em 2026: queda de 8,62%
  • Ibovespa: 204.302,33 pontos, queda de 0,74%
  • Ibovespa em outubro: alta de 9,64%
  • Ibovespa em 2026: alta de 26,8%
  • S&P 500: queda de 0,22%
  • Petróleo Brent: acima de US$ 100 por barril

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Walter Campanato

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Tecnologia

Inteligência artificial pode dificultar controle da inflação nos Estados Unidos

A expansão acelerada da inteligência artificial (IA) pode criar um novo desafio para a economia dos Estados Unidos: conter a inflação em um cenário de forte atividade econômica.

O aumento dos preços e das taxas de juros ocorre em meio a uma combinação de fatores que pressiona a economia americana. Entre eles estão o choque nos preços de energia provocado pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, o agravamento das disputas comerciais e o crescimento expressivo dos investimentos corporativos em IA.

Enquanto guerras e tarifas concentram boa parte da atenção dos mercados, economistas também passaram a observar o volume de recursos direcionados pelas grandes empresas de tecnologia à construção de centros de dados, servidores e infraestrutura necessária para ampliar a capacidade de processamento de inteligência artificial.

Gastos com IA alcançam cifras trilionárias

O investimento em infraestrutura de inteligência artificial ganhou escala rapidamente. Segundo o JPMorgan, os gastos com centros de dados, chips e servidores devem chegar a aproximadamente US$ 1 trilhão em 2026.

A projeção para os próximos anos é ainda mais expressiva. De acordo com Stijn Van Nieuwerburgh, economista da Universidade de Columbia, os investimentos podem alcançar US$ 10,3 trilhões até 2032.

Para efeito de comparação, esse montante supera amplamente os valores envolvidos em grandes programas de infraestrutura do governo americano.

O Goldman Sachs estima que os investimentos em infraestrutura de IA representem cerca de 1,9% da atividade econômica dos Estados Unidos neste ano. A previsão de Van Nieuwerburgh é de que essa participação ultrapasse, em média, 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) americano por ano até 2032.

A dimensão projetada coloca o atual ciclo de investimentos entre os maiores períodos de expansão da infraestrutura econômica dos Estados Unidos.

Demanda por tecnologia pressiona preços

O aumento dos investimentos não representa, necessariamente, um problema inflacionário. Caso a oferta de produtos e serviços acompanhe a demanda, o crescimento poderia ocorrer sem gerar pressão significativa sobre os preços.

O desafio está no intervalo entre o investimento atual e os ganhos de produtividade esperados para o futuro. Enquanto empresas constroem a infraestrutura necessária para a expansão da IA, a economia precisa lidar imediatamente com a forte demanda por equipamentos, energia e trabalhadores.

Segundo Daniel Yue, professor da Georgia Tech que pesquisa os efeitos econômicos da IA, esse movimento já produz um choque de demanda com impacto sobre a inflação.

A construção de centros de dados, por exemplo, aumenta a procura por chips de memória e armazenamento, materiais de construção e eletricidade. Também eleva a demanda por profissionais como trabalhadores da construção civil, encanadores e eletricistas.

Falta de oferta aumenta pressão sobre custos

A oferta nem sempre consegue acompanhar a velocidade dessa demanda. Restrições de produção, regulamentações, dificuldades de licenciamento e limitações no mercado de trabalho estão entre os fatores que dificultam o equilíbrio entre oferta e procura.

O efeito pode ultrapassar o setor de tecnologia e atingir outros segmentos da economia, principalmente por meio da escassez de mão de obra e do aumento dos preços de materiais de construção.

A situação também entrou no radar do Federal Reserve. Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve Bank de Chicago, afirmou recentemente que acompanha os efeitos da construção de centros de dados de IA sobre a capacidade de absorção da economia.

Caso os investimentos estejam gerando uma demanda superior à capacidade disponível, o movimento poderia indicar um processo de superaquecimento econômico. Nesse cenário, a resposta do Federal Reserve (Fed) poderia envolver juros mais elevados para conter a inflação.

Economia americana continua aquecida

O avanço dos investimentos em IA ocorre em uma economia que já apresenta sinais de atividade elevada.

A produção industrial dos Estados Unidos em agosto atingiu o maior nível desde julho de 2021, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global. A taxa de desemprego estava em 4,1%, patamar associado por economistas ao pleno emprego.

As vendas no varejo também avançaram. Em agosto, o indicador registrou crescimento de 1,2%.

Esse conjunto de dados mostra uma economia com demanda ainda resistente, em vez de um quadro de forte desaceleração.

Valorização das ações de IA sustenta consumo

Outro componente importante é o desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial no mercado financeiro.

As oito companhias de maior valor no índice S&P 500 são, em grande medida, empresas diretamente relacionadas à IA. Juntas, elas correspondem a 38,8% do valor total do mercado acionário americano.

A valorização dessas ações ampliou o patrimônio de investidores de maior renda. Esse efeito contribuiu para sustentar o consumo mesmo diante das preocupações com o custo de vida.

Dados do Federal Reserve Bank de Nova York indicam que os 40% da população americana com maior renda respondem por aproximadamente 70% dos gastos de consumo.

Com consumidores de maior renda mantendo o ritmo das compras, empresas encontram espaço para repassar parte do aumento de custos aos preços finais.

Energia, tarifas e inflação complicam cenário

Além dos investimentos em IA, empresas americanas enfrentam custos elevados de diesel, transporte e tarifas comerciais.

Esse ambiente ajuda a explicar por que a inflação permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Fed, mesmo depois de anos desde o pico de crescimento registrado após a pandemia.

Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, observa que o avanço da IA tem beneficiado investimentos em tecnologia, construção de centros de dados e fabricação de componentes, enquanto uma parcela da população enfrenta principalmente o aumento dos custos.

A elevação das taxas de juros acrescenta outra dificuldade. Rendimentos mais altos dos títulos públicos e uma política monetária mais restritiva encarecem o crédito para empresas e consumidores, mecanismo que normalmente contribui para desacelerar a demanda.

Investimentos em IA podem resistir aos juros altos

A eficácia desse mecanismo, porém, pode ser limitada pela natureza dos atuais investimentos em IA.

Mesmo com o aumento do custo de financiamento, empresas podem manter projetos considerados estratégicos para ampliar sua capacidade tecnológica.

O economista Oren Klachkin, da Nationwide, avalia que juros mais altos podem levar empresas a rever ou cancelar alguns investimentos. No entanto, segundo ele, os projetos relacionados à infraestrutura de IA tendem a apresentar menor sensibilidade às taxas de juros e podem continuar avançando.

Esse cenário cria um desafio adicional para a política monetária americana: controlar a demanda e a inflação enquanto um dos maiores ciclos de investimento tecnológico da história continua em expansão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Dólar a R$ 5,20: eleições e cenário externo devem manter câmbio volátil

O dólar voltou a superar a marca de R$ 5,20 na segunda-feira (28), em um momento de maior cautela nos mercados financeiros diante da proximidade do primeiro turno das eleições gerais de 2026. A moeda norte-americana avançou pela primeira vez em pouco mais de um mês para esse patamar, após encerrar o pregão anterior cotada a R$ 5,18.

A expectativa de analistas consultados pela CNN Money é de que a volatilidade do câmbio continue elevada nas próximas sessões. Além das pesquisas eleitorais e das perspectivas para o cenário político brasileiro, fatores internacionais também devem influenciar a cotação.

O boletim Focus aponta que a mediana das projeções do mercado indica o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Apesar disso, especialistas destacam a dificuldade de estabelecer uma trajetória definida para a moeda até o encerramento do ano.

Eleições colocam cenário fiscal no radar

A preocupação dos investidores não está necessariamente relacionada ao processo eleitoral, mas aos possíveis impactos do resultado sobre a condução da economia brasileira, especialmente em relação às contas públicas.

Relatório do Goldman Sachs, divulgado em 23 de setembro, apontou que o dólar apresentou movimentos relevantes frente ao real à medida que os primeiros turnos de eleições anteriores se aproximaram.

Uma análise do banco Inter sobre os três últimos ciclos de eleições presidenciais também identificou forte influência do chamado risco fiscal-eleitoral sobre a formação da taxa de câmbio.

Segundo os analistas, informações relacionadas à política fiscal têm peso importante nas oscilações diárias do câmbio e da curva de juros. À medida que a eleição se aproxima, mudanças nas expectativas do mercado sobre os candidatos também podem influenciar os preços dos ativos.

Risco fiscal pode pressionar o real

O estudo do Inter estimou que, considerando os 30 dias anteriores e posteriores ao segundo turno das três eleições mais recentes, o componente fiscal contribuiu para um prêmio de risco que resultou em uma desvalorização do real entre 2% e 4%.

Para Carlos Henrique Silva Junior, strategic advisor da corretora de câmbio Freex, a perspectiva mais cautelosa é de que o mercado de câmbio não apresente uma direção definida até dezembro.

Na avaliação dele, dúvidas relacionadas à situação fiscal, ao resultado eleitoral ou à capacidade de governabilidade tendem a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para manter recursos em ativos brasileiros.

O Goldman Sachs considera plausível que o dólar seja negociado entre R$ 4,50 e R$ 4,80 em um cenário eleitoral percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais rigorosa. O banco, porém, ressalta que a manutenção do atual quadro fiscal, sem deterioração adicional, também poderia permitir alguma valorização do real, embora envolva riscos diante do desequilíbrio das contas públicas e das condições dos juros internacionais.

Mercado externo também influencia o dólar

A trajetória do câmbio brasileiro não depende apenas dos fatores domésticos. O comportamento da moeda norte-americana no exterior também exerce influência direta sobre o real.

Tomás Urani, head de estratégia macroeconômica do Santander, destaca que o dólar é uma das variáveis da economia brasileira mais sensíveis às condições internacionais. Segundo ele, uma valorização global da moeda americana tende a pressionar o real, mesmo quando os fundamentos domésticos são favoráveis.

O Santander projeta o dólar em R$ 5,30 no fim de 2026, acima tanto das cotações observadas recentemente quanto da mediana apresentada no boletim Focus.

Entre os fatores de risco apontados pelo banco estão, além das incertezas relacionadas à política fiscal brasileira, a possibilidade de fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional.

Conflitos internacionais aumentam cautela

O cenário geopolítico também está no radar dos investidores. A continuidade dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã mantém a atenção sobre os preços de energia e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.

A pressão inflacionária pode influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, sobre os juros. Nesse ambiente, investidores podem buscar maior proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries.

A ausência de uma solução de curto prazo para os conflitos no Oriente Médio também aumenta as preocupações com a inflação internacional e pode manter os juros dos Estados Unidos em níveis elevados.

Na avaliação de Urani, parte importante da recente valorização do dólar está relacionada ao ambiente externo, e não exclusivamente às condições econômicas brasileiras. Comparado ao desempenho de outras moedas diante do dólar, o real apresenta uma valorização relativamente mais expressiva em 2026.

Outubro deve continuar marcado pela volatilidade

Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, o comportamento do câmbio continuará bastante dependente das notícias relacionadas aos conflitos internacionais e às eleições brasileiras.

Indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos também devem contribuir para os movimentos da moeda nas próximas semanas.

Nesse contexto, as avaliações dos especialistas apontam para um ambiente de alta volatilidade do dólar ao longo de outubro, com os mercados atentos simultaneamente ao cenário eleitoral, às contas públicas brasileiras e às condições da economia internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Rendimento do Tesouro americano sobe ao maior nível em quase 20 anos; veja os impactos no Brasil

O rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, voltou a subir e alcançou 5,02% nesta terça-feira (15). A taxa dos papéis com vencimento em dez anos atingiu o maior patamar desde 2007.

A alta ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional e ao aumento das preocupações com a inflação. O receio dos investidores é que uma nova pressão sobre os preços de energia dificulte a redução dos juros nos Estados Unidos.

Petróleo em alta aumenta preocupação com a inflação

A cotação do petróleo ganhou força nesta semana após novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz, ampliando as incertezas sobre o fornecimento global da commodity.

Um ataque com drones em território saudita chegou a interromper temporariamente as operações do oleoduto Leste-Oeste. A estrutura é estratégica porque permite à Arábia Saudita escoar parte de sua produção sem depender da passagem pelo Estreito de Ormuz.

A paralisação do oleoduto representa um risco para a oferta internacional de petróleo, podendo afetar até 4% do abastecimento global. O cenário se torna ainda mais delicado diante das restrições à navegação no Estreito de Ormuz, por onde circulava cerca de 20% do comércio mundial de petróleo antes do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Outro ponto de atenção está no Iêmen. Os houthis, grupo que enfrenta o governo reconhecido internacionalmente e conta com apoio da Arábia Saudita, assumiram na semana passada o controle da costa iemenita do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb.

As duas áreas são consideradas estratégicas para o transporte de petróleo. Ao mesmo tempo, o Irã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Pressão sobre os juros dos Estados Unidos

A combinação entre conflitos geopolíticos e petróleo mais caro aumenta o risco de uma aceleração da inflação global. Com custos de energia maiores, bancos centrais podem ser obrigados a manter ou elevar as taxas de juros para tentar conter a alta dos preços.

Nos Estados Unidos, as projeções do mercado apontam que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed) deve promover na quarta-feira (16) a primeira elevação dos juros em três anos.

A expectativa está relacionada à persistência das pressões inflacionárias e à possibilidade de que o aumento dos custos de energia dificulte o controle dos preços na economia americana.

Como a alta dos Treasuries afeta o Brasil?

A elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano costuma aumentar a atratividade dos ativos dos Estados Unidos para investidores internacionais. Como os Treasuries são considerados investimentos de baixo risco, parte dos recursos aplicados em mercados emergentes pode migrar para os EUA quando as taxas americanas ficam mais elevadas.

Para o Brasil, esse movimento pode significar saída de capital estrangeiro, aumentando a pressão sobre a Bolsa e sobre o mercado de câmbio.

A maior procura por dólares também tende a fortalecer a moeda americana diante do real. O dólar mais alto, por sua vez, encarece produtos e insumos importados, ampliando a pressão sobre a inflação brasileira.

Entre os itens afetados estão combustíveis, produtos eletrônicos e diversos insumos utilizados pela indústria nacional, que possuem preços direta ou indiretamente ligados ao mercado internacional.

Juros podem permanecer elevados no Brasil

Com a inflação mais pressionada, o Banco Central pode encontrar menos espaço para reduzir a taxa básica de juros, já que cortes muito rápidos poderiam dificultar o controle dos preços.

A manutenção de juros elevados tende a encarecer o crédito para consumidores e empresas. Como consequência, o consumo das famílias pode perder força, enquanto os investimentos empresariais e a atividade econômica também podem ser afetados.

Assim, uma combinação de petróleo mais caro, juros americanos elevados e dólar valorizado pode criar um cenário de maior pressão sobre a economia brasileira, dificultando o processo de redução dos juros domésticos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Brendan McDermid

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Internacional

Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões e aumenta pressão sobre os juros

A dívida pública dos Estados Unidos superou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, ampliando as preocupações sobre o custo de financiamento do governo e os efeitos do endividamento sobre a economia americana.

O novo recorde foi registrado na quarta-feira (19) e ocorre em meio ao aumento dos gastos públicos, às despesas militares, aos cortes de impostos e à necessidade de devolver valores relacionados às tarifas de importação adotadas pelo governo de Donald Trump.

Endividamento avança em ritmo acelerado

Segundo informações atribuídas ao The New York Times, os Estados Unidos devem captar mais de US$ 1,98 trilhão em 2026 para cumprir seus compromissos financeiros.

Entre os principais fatores de pressão sobre as contas estão os gastos com previdência social, medicamentos, despesas militares e juros da dívida pública.

O crescimento do endividamento também tem sido rápido. A dívida havia chegado a US$ 38,8 trilhões em março de 2026, depois de atingir US$ 37,8 trilhões em outubro de 2025, conforme dados da Associated Press.

Os juros da dívida americana já representam uma parcela expressiva do déficit federal. Quanto maior o estoque de títulos emitidos pelo governo e o custo para refinanciá-los, maior tende a ser a pressão sobre o orçamento.

Guerra e devolução de tarifas pressionam o orçamento

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconheceu que a trajetória do déficit fiscal neste ano segue em direção desfavorável. Entre os fatores citados estão os custos militares relacionados à guerra no Irã e a devolução de receitas provenientes de tarifas.

A Suprema Corte dos Estados Unidos também determinou a anulação de determinados impostos sobre importações, o que levou o governo a devolver cerca de US$ 160 bilhões às empresas.

A decisão reduziu parte da arrecadação que a administração Trump esperava utilizar para melhorar as contas públicas.

Promessas de cortes não impediram avanço da dívida

A expansão da dívida ocorre apesar das promessas de redução dos gastos públicos feitas por Trump.

Desde 2016, quando lançou sua primeira campanha presidencial, a dívida bruta dos EUA praticamente dobrou.

Outro ponto de atenção envolve o antigo Departamento de Eficiência Governamental, liderado por Elon Musk, que havia anunciado a intenção de promover cortes de aproximadamente US$ 1 trilhão.

Segundo o New York Times, o órgão afirma ter obtido pouco mais de US$ 190 bilhões em economias. O Escritório de Responsabilidade Governamental, entretanto, questionou a transparência e a confiabilidade dessas estimativas.

Títulos do Tesouro ficam mais caros

O aumento do endividamento também repercute no mercado financeiro. Investidores passaram a exigir rendimentos maiores dos títulos do Tesouro americano, elevando o custo de financiamento do governo.

O rendimento dos títulos de 30 anos chegou ao maior nível em quase duas décadas.

A elevação dos juros pode atingir outras áreas da economia. Segundo especialistas citados na reportagem, o movimento tende a encarecer financiamentos imobiliários e de veículos, além de reduzir o espaço para investimentos das empresas.

O aumento do custo financeiro também pode exercer pressão sobre salários e preços de produtos e serviços.

Governo aposta em crescimento econômico

A Casa Branca afirma que pretende combater desperdícios, fraudes e gastos considerados abusivos no orçamento federal.

Segundo o porta-voz Kush Desai, a estratégia também inclui estimular o crescimento econômico. A expectativa do governo é que uma expansão maior da economia ajude a melhorar a relação entre dívida pública e PIB.

Economistas, porém, alertam para o risco de uma trajetória em que o crescimento dos juros e da dívida se retroalimente.

Marc Goldwein, do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, classificou o início desse processo como um dos principais riscos para as finanças americanas.

Fed avalia redução da carteira de títulos

O Federal Reserve (Fed) também está no centro das discussões sobre o tamanho do balanço do governo americano.

A autoridade monetária avalia a redução de sua carteira de títulos públicos e outros ativos, que chegou a aproximadamente US$ 6,8 trilhões após as medidas adotadas durante diferentes crises econômicas.

A redução dos ativos pode alterar as condições de liquidez do mercado e ocorre em um momento de crescente preocupação com a sustentabilidade fiscal americana.

Dívida cresceu durante diferentes governos

O avanço da dívida dos Estados Unidos não é resultado de uma única administração. O país mantém há anos um cenário em que as despesas federais superam a arrecadação de impostos.

Durante a pandemia de Covid-19, tanto os governos Trump quanto Joe Biden ampliaram significativamente os empréstimos para sustentar a economia e financiar medidas de recuperação.

Em 2025, Trump também sancionou uma legislação republicana que combinou redução de impostos e aumento de gastos, aumentando as preocupações entre defensores do equilíbrio fiscal.

Teto da dívida volta ao radar

Os Estados Unidos possuem um teto legal para a dívida pública, cujo limite pode ser elevado, suspenso ou alterado pelo Congresso.

Estimativa do Bipartisan Policy Center aponta que o país pode alcançar o limite de aproximadamente US$ 40,9 trilhões entre março e agosto de 2027. Nesse momento, os parlamentares terão novamente de decidir sobre o teto da dívida.

A situação fiscal americana também chama atenção internacionalmente. Uma análise recente da OCDE apontou que os Estados Unidos apresentam uma das posições fiscais mais pressionadas entre as economias desenvolvidas.

Com a dívida acima de US$ 40 trilhões, o desafio para Washington passa a ser administrar o aumento dos juros, déficits e gastos públicos sem comprometer ainda mais o espaço disponível para políticas econômicas futuras.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rick Wilking/Reuters

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Economia

Dólar fecha no menor nível em quase dois meses com alívio no cenário externo

O dólar encerrou a quinta-feira (30) em queda e atingiu o menor patamar em quase dois meses, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

O movimento também favoreceu o mercado financeiro doméstico, com forte valorização do Ibovespa, enquanto os preços internacionais do petróleo recuaram após investidores reduzirem parte das preocupações relacionadas às tensões no Oriente Médio.

Mercado reage à inflação dos Estados Unidos

O principal fator por trás da desvalorização do dólar foi a divulgação de novos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,2%.

O resultado reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma postura menos restritiva em relação aos juros nos próximos meses. Esse cenário costuma reduzir a força do dólar globalmente e favorecer ativos considerados mais rentáveis, como ações e moedas de países emergentes.

Além disso, operadores observaram maior ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, ampliando a oferta da moeda americana e contribuindo para a valorização do real.

Confira os principais indicadores do mercado

  • Dólar comercial: R$ 5,061 (-0,93%)
  • Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%)
  • Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
  • Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Real ganha força diante do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,061, acumulando queda de 0,93% no dia e alcançando o menor valor registrado em quase dois meses.

Outro fator que contribuiu para esse desempenho foi a maior procura de investidores internacionais por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas. Esse movimento aumenta a entrada de moeda estrangeira no país e fortalece o real frente ao dólar.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, também recuou 0,93%, influenciado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa avança quase 2%

O ambiente externo mais favorável impulsionou a Bolsa de Valores brasileira, que recuperou as perdas registradas na sessão anterior.

O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em alta:

  • Dow Jones: +1,19%
  • S&P 500: +1,67%
  • Nasdaq: +2,78%

No cenário doméstico, investidores também passaram a considerar a possibilidade de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante da desaceleração dos indicadores de inflação.

As maiores contribuições para a alta do índice vieram dos papéis dos setores bancário, petrolífero e de mineração.

Petróleo devolve parte da alta recente

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior.

O barril do Brent, referência global, caiu 1,37%, fechando cotado a US$ 86,88. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, os preços chegaram a subir em meio às novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. No entanto, ao longo do dia, o mercado reduziu o prêmio de risco após acompanhar negociações relacionadas ao Estreito de Ormuz e avaliar que, até o momento, não houve interrupção significativa no abastecimento mundial de petróleo.

Além do cenário geopolítico, investidores acompanham a reunião da Opep+, prevista para este domingo, quando o grupo poderá discutir ajustes nos níveis de produção da commodity.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Fed mantém juros nos EUA entre 3,5% e 3,75% e sinaliza cautela diante do cenário econômico

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75%. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) e seguiu a expectativa predominante do mercado financeiro.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e representa a quarta reunião consecutiva sem mudanças na política monetária americana.

Banco central destaca crescimento econômico e inflação persistente

No comunicado divulgado após a reunião, o Fed apontou que a economia dos Estados Unidos continua apresentando expansão, mesmo em meio às incertezas provocadas pelos recentes conflitos no Oriente Médio.

A autoridade monetária destacou ainda o avanço da produtividade e dos investimentos, além de um mercado de trabalho considerado consistente com o crescimento populacional. Em contrapartida, a inflação nos EUA segue acima dos níveis desejados, pressionada principalmente por impactos nos setores de energia e cadeias de oferta.

Cenário internacional influencia avaliação do mercado

A decisão ocorre após o anúncio de um entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades na região e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Apesar do acordo, investidores ainda acompanham com cautela os desdobramentos da negociação, já que permanecem dúvidas sobre os detalhes e a efetiva implementação das medidas anunciadas.

Kevin Warsh estreia no comando do Fed

Esta foi a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o banco central americano.

Warsh assumiu o posto anteriormente ocupado por Jerome Powell, que permanece como integrante da instituição.

Integrantes divergem sobre próximos passos dos juros

Embora a manutenção da taxa tenha sido consenso nesta reunião, as projeções internas indicam diferentes visões sobre os rumos da política monetária.

Entre os membros responsáveis pela definição dos juros, a maioria avalia que as atuais condições econômicas justificam a manutenção dos níveis atuais ou até mesmo novos aumentos ao longo de 2026. Nove integrantes consideram necessária pelo menos uma elevação da taxa neste ano, enquanto seis deles defendem mais de um ajuste para cima.

Por outro lado, apenas um membro projeta um corte dos juros até o fim do ano.

Um dos dirigentes não apresentou projeções econômicas nesta rodada. O próprio Kevin Warsh confirmou ter sido o integrante ausente nessa etapa das estimativas.

Mercado acompanha novas projeções para a política monetária

As últimas previsões divulgadas pelos membros do Federal Reserve ocorreram em março, quando a expectativa mediana apontava para um único corte na taxa de juros em 2026.

Desde então, o cenário econômico internacional passou por mudanças significativas, especialmente após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com a diminuição do risco de um choque nos preços do petróleo, analistas de Wall Street acompanham atentamente os próximos sinais do Fed sobre os rumos da política monetária americana.

A expectativa do mercado agora se concentra na avaliação de Kevin Warsh sobre o comportamento da inflação, da atividade econômica e das futuras decisões envolvendo os juros dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA podem voltar até julho, diz governo Trump após decisão da Suprema Corte

O governo dos Estados Unidos trabalha para restabelecer o antigo patamar de tarifas comerciais até o início de julho, após parte das medidas ter sido invalidada pela Suprema Corte. A informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, durante evento realizado em Washington.

Estratégia busca contornar decisão judicial

Segundo Bessent, a equipe econômica pretende recorrer a novos instrumentos legais para retomar o chamado muro tarifário. A principal alternativa em estudo é a aplicação da Seção 301 da legislação comercial, mecanismo já utilizado anteriormente para impor sanções comerciais.

De acordo com o secretário, apesar da derrota judicial recente, há expectativa de que as tarifas sejam restabelecidas em curto prazo. A Suprema Corte considerou inconstitucional o uso de poderes emergenciais para justificar as medidas adotadas anteriormente.

Seção 301 pode viabilizar novas tarifas

A Seção 301 permite ao governo dos EUA investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional e aplicar sanções, como tarifas adicionais ou restrições comerciais.

O dispositivo já foi utilizado em 2025 para impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, além de abrir investigação sobre possíveis irregularidades nas relações comerciais com o Brasil.

Entre as atribuições do mecanismo estão:

  • apuração de práticas que prejudiquem exportações norte-americanas;
  • aplicação de medidas corretivas com base em análises técnicas e regras internacionais, incluindo decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segurança jurídica e impacto no mercado

Para o secretário do Tesouro, o uso da Seção 301 oferece maior previsibilidade ao setor privado, uma vez que já foi validado pelo Judiciário. Isso, segundo ele, permite que empresas planejem investimentos com mais segurança diante do cenário de política comercial dos EUA.

Economia segue resiliente, apesar de incertezas

Bessent também avaliou o desempenho da economia americana e afirmou que o país mantém ritmo sólido de crescimento, mesmo diante de tensões externas, como a guerra contra o Irã.

A projeção do governo é de expansão acima de 3% em 2026. Em relação à inflação nos EUA, o secretário destacou a desaceleração do núcleo do índice — que desconsidera alimentos e energia — e indicou que o Federal Reserve pode ter espaço para reduzir os juros nos próximos meses.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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