Exportação

Exportações brasileiras aos Estados Unidos caem 20,3% enquanto vendas para a China avançam 38,7%

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 20,3% em fevereiro de 2026, marcando o sétimo mês consecutivo de retração nas vendas ao mercado norte-americano. No período, os embarques somaram US$ 2,523 bilhões, abaixo dos US$ 3,167 bilhões registrados em fevereiro de 2025.

Já as importações brasileiras provenientes dos EUA também diminuíram no mesmo intervalo. O volume caiu 16,5%, passando de US$ 3,337 bilhões para US$ 2,788 bilhões. Como resultado, a balança comercial Brasil–EUA fechou o mês com déficit de US$ 265 milhões.

Tarifas impostas pelos EUA pressionam comércio

A sequência de quedas nas exportações está ligada à sobretaxa aplicada pelo governo do presidente Donald Trump em meados de 2025. Na época, os produtos brasileiros passaram a sofrer uma tarifa adicional de até 50% ao entrar no mercado norte-americano.

Embora parte dessas medidas tenha sido flexibilizada no final do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda estejam sujeitas às tarifas impostas em julho de 2025.

Entre os itens afetados estão produtos que pagam apenas a alíquota adicional de 40% e outros que acumulam essa taxa com a tarifa-base de 10%.

Exportações para a China crescem quase 40%

Enquanto o comércio com os Estados Unidos segue em retração, o Brasil ampliou significativamente as vendas para a China. As exportações brasileiras para a China cresceram 38,7% em fevereiro de 2026.

O valor embarcado chegou a US$ 7,220 bilhões, ante US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Por outro lado, as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões frente aos US$ 7,978 bilhões de fevereiro de 2025.

Com esse desempenho, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 1,73 bilhão com o país asiático no segundo mês do ano.

Importação de plataforma de petróleo impacta dados

Segundo Herlon Brandão, o principal item importado pelo Brasil em fevereiro foi uma plataforma de petróleo, equipamento de alto valor estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões.

O diretor explicou que, apesar da redução nas compras da China, o volume total de importações da Ásia não caiu no mesmo ritmo devido à aquisição de uma plataforma proveniente da Coreia do Sul.

União Europeia registra crescimento nas exportações brasileiras

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão. As exportações brasileiras para o bloco europeu cresceram 34,7% em fevereiro de 2026.

O valor exportado chegou a US$ 4,232 bilhões, contra US$ 3,141 bilhões no mesmo período do ano anterior.

As importações vindas da União Europeia tiveram recuo de 10,8%, totalizando US$ 3,301 bilhões. Com isso, a balança comercial Brasil–UE registrou superávit de US$ 931 milhões.

Comércio com a Argentina também recua

No caso da Argentina, houve retração tanto nas exportações quanto nas importações.

As exportações brasileiras para a Argentina caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão. Já as importações provenientes do país vizinho recuaram 19,2%, totalizando US$ 850 milhões.

Mesmo com a queda no fluxo comercial, o Brasil manteve superávit de US$ 207 milhões na balança com o parceiro sul-americano.

China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina seguem entre os principais parceiros comerciais do Brasil, exercendo forte influência sobre o desempenho da balança comercial brasileira.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Exportação

Guerra no Oriente Médio muda rota de navios com commodities brasileiras e encarece exportações

A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a afetar a logística de exportações brasileiras de commodities. Navios carregados com produtos do agronegócio do Brasil que seguiam para países da região estão interrompendo a viagem antes do destino final e descarregando mercadorias em portos considerados seguros.

Segundo relatos de traders e exportadores, a carga está sendo retirada das embarcações em portos fora da zona de conflito e depois segue por transporte terrestre até o destino final.

A mudança logística envolve remessas com destino a países como Israel, Iraque, Irã, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, áreas que têm enfrentado tensões militares e riscos para o transporte marítimo.

Navios interrompem viagens e redirecionam cargas

De acordo com um operador do mercado de açúcar, algumas companhias marítimas estão declarando o chamado “fim de viagem” em determinadas rotas. Na prática, isso significa que os navios não chegam ao destino originalmente contratado.

Em vez disso, a carga é descarregada em um porto intermediário e os clientes precisam organizar a retirada e o transporte até o destino final.

Alguns contêineres de açúcar brasileiro já passaram por esse processo. As mercadorias foram descarregadas em portos alternativos e seguiram por via terrestre. Nesse caso, os custos adicionais da nova logística foram repassados aos compradores.

Exportadores de carne recebem aviso de redirecionamento

Uma empresa brasileira de médio porte do setor de exportação de carne bovina informou ter recebido um comunicado da Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciando o encerramento de viagens para cargas destinadas ao Golfo Pérsico.

Dois contêineres da companhia, que estavam a caminho de Dubai, podem ser desviados para outro porto fora da área de risco. Nesse caso, os custos extras devem ser pagos pelo próprio exportador.

No aviso enviado aos clientes, a transportadora informou que toda carga atualmente em trânsito será desviada para o porto seguro mais próximo, onde será descarregada e disponibilizada para retirada.

Além disso, será aplicada uma taxa adicional obrigatória de US$ 800 por contêiner para cobrir despesas decorrentes da mudança de rota. Custos de movimentação, armazenagem e outras taxas portuárias também passam a ser responsabilidade do dono da carga.

Mudança de destino depende de nova reserva

Exportadores que desejarem enviar a mercadoria para outro destino precisarão fazer uma nova reserva de transporte marítimo.

Outra alternativa é solicitar a mudança do porto final — processo conhecido como Change of Destination (COD). No entanto, a aceitação desse pedido dependerá de fatores como:

• viabilidade operacional
• rotas disponíveis dos navios
• evolução da situação de segurança no Oriente Médio

Mesmo quando aceito, o pedido não garante que a carga chegará exatamente ao destino solicitado e não elimina custos extras gerados pelo conflito.

Seguro marítimo e Canal de Suez geram novas preocupações

Outro desafio envolve o seguro de guerra para transporte marítimo. Para navios que já estavam em viagem rumo ao Oriente Médio, as condições permanecem inalteradas.

Já para novos embarques, seguradoras passaram a cancelar coberturas ou revisar contratos individualmente, geralmente com prêmios mais elevados.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Roberto Perosa, afirmou que o conflito também tem provocado restrições no tráfego do Canal de Suez.

Uma alternativa para os navios é contornar o Cabo da Boa Esperança, rota mais longa que liga o Atlântico ao Índico.

Segundo Perosa, o impacto ainda é limitado, mas tende a crescer.

Empresas que já enviaram mercadorias à região devem negociar soluções logísticas e compensações com importadores. A prioridade, segundo ele, é garantir que clientes recebam produtos que já foram pagos.

Exportações de carne podem sofrer impacto bilionário

As exportações brasileiras de carne bovina para o Oriente Médio movimentaram cerca de US$ 2 bilhões em 2025.

Entretanto, a guerra envolvendo o Irã e possíveis restrições no Estreito de Ormuz podem afetar até US$ 6 bilhões em negócios, estima a Abiec.

Esse valor inclui cargas que passam pelo hub logístico da região antes de seguir para outros mercados — cerca de 30% a 40% de tudo o que o Brasil enviou no ano passado.

Companhias marítimas também já suspenderam novas reservas de contêineres refrigerados para cargas com destino ao Oriente Médio ou que precisem transitar pela região.

No caso do mercado global de açúcar, operadores afirmam que ainda não houve interrupções relevantes no fluxo de comércio.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações brasileiras atingem US$ 26,3 bilhões em fevereiro e registram recorde para o mês

As exportações brasileiras alcançaram US$ 26,3 bilhões em fevereiro de 2026, estabelecendo um recorde histórico para o mês. O valor representa um crescimento de 15,6% em relação a fevereiro de 2025, segundo dados divulgados pelo governo federal durante a apresentação da balança comercial brasileira.

O resultado foi destacado pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante coletiva de imprensa sobre o desempenho do comércio exterior do Brasil.

De acordo com o ministro, além do recorde nas exportações, o país também registrou a maior corrente de comércio para meses de fevereiro, reforçando a ampliação da inserção do Brasil no mercado internacional.

Balança comercial tem superávit de US$ 4,2 bilhões

No segundo mês de 2026, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões, enquanto as importações brasileiras chegaram a US$ 22,1 bilhões.

Com isso, o país registrou superávit comercial de US$ 4,21 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma de exportações e importações, atingiu US$ 48,4 bilhões no período.

Na comparação com fevereiro de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 22,75 bilhões, houve avanço significativo de 15,6% nas exportações. Já as importações recuaram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões no ano passado para US$ 22,1 bilhões neste ano.

Resultado acumulado do ano mantém saldo positivo

Considerando o período de janeiro a fevereiro de 2026, o desempenho da balança comercial brasileira também apresenta resultado positivo.

No acumulado do ano:

  • Exportações: US$ 50,9 bilhões
  • Importações: US$ 42,9 bilhões
  • Superávit comercial: cerca de US$ 8 bilhões
  • Corrente de comércio: US$ 93,8 bilhões

Na comparação com os dois primeiros meses de 2025, as exportações cresceram 5,8%, enquanto as importações registraram queda de 7,3%. Já a corrente de comércio apresentou leve redução de 0,6%.

Indústria extrativa lidera crescimento das exportações

A análise setorial indica que o principal impulso das exportações brasileiras em fevereiro veio da indústria extrativa, que registrou crescimento expressivo.

Na comparação com fevereiro de 2025:

  • Agropecuária: alta de US$ 0,3 bilhão (6,1%)
  • Indústria extrativa: aumento de US$ 2,37 bilhões (55,5%)
  • Indústria de transformação: crescimento de US$ 0,85 bilhão (6,3%)

Importações recuam em todos os principais setores

Do lado das importações brasileiras, houve retração nos três principais setores da economia em fevereiro, na comparação anual.

Os resultados foram:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,11 bilhão (20%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,11 bilhão (12,1%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 0,87 bilhão (4%)

Desempenho por setor no acumulado de 2026

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os setores exportadores também apresentaram expansão:

  • Agropecuária: aumento de US$ 0,36 bilhão (4,2%)
  • Indústria extrativa: crescimento de US$ 1,85 bilhão (16%)
  • Indústria de transformação: alta de US$ 0,53 bilhão (1,9%)

Já entre os setores importadores, houve retração generalizada no período:

  • Agropecuária: queda de US$ 0,28 bilhão (24,7%)
  • Indústria extrativa: redução de US$ 0,45 bilhão (21,9%)
  • Indústria de transformação: recuo de US$ 2,61 bilhões (6,1%)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Julio César Silva/MDIC

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra quarto maior superávit para fevereiro da história

A balança comercial brasileira apresentou desempenho expressivo em fevereiro e alcançou o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indicam que o país registrou superávit comercial de US$ 4,208 bilhões no período.

O resultado representa uma recuperação significativa frente ao mesmo mês de 2025, quando houve déficit de US$ 467 milhões. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela redução das importações e pelo aumento das exportações de petróleo.

Importação de plataforma influenciou resultado do ano passado

De acordo com o governo federal, o saldo negativo registrado em fevereiro de 2025 ocorreu devido à compra de uma plataforma de petróleo, operação de grande valor que impactou diretamente a balança comercial do período.

Como essa importação não se repetiu em fevereiro deste ano, o saldo voltou ao campo positivo, reforçando o desempenho das exportações brasileiras.

Entre todos os meses de fevereiro já registrados, o resultado atual só fica atrás dos obtidos em 2024, quando o país atingiu superávit recorde de US$ 5,13 bilhões, além dos resultados de 2022 e 2017.

Exportações batem recorde para fevereiro

No comparativo anual, o comércio exterior brasileiro apresentou crescimento nas vendas externas e redução nas compras internacionais.

Os números de fevereiro foram:

Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado
Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação

O valor exportado representa o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. Já as importações tiveram o segundo maior resultado para o período, ficando atrás apenas de fevereiro de 2025.

Superávit acumulado no ano cresce mais de 300%

Considerando os dois primeiros meses de 2026, o saldo da balança comercial soma US$ 8,023 bilhões, valor 329% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O desempenho foi influenciado pelo impacto pontual da importação da plataforma de petróleo em 2025. Mesmo assim, o resultado atual é o segundo melhor para o período de janeiro e fevereiro, ficando atrás apenas de 2024.

No acumulado do ano:

Exportações: US$ 50,922 bilhões, crescimento de 5,8%
Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3%

Petróleo impulsiona exportações da indústria extrativa

Ao analisar o desempenho por setores, o comércio exterior brasileiro registrou crescimento nas exportações em diferentes áreas da economia.

Na comparação anual, os resultados foram:

Agropecuária: alta de 6,1%, com aumento de 1,7% no volume e 4,4% no preço médio
Indústria extrativa: crescimento de 55,5%, impulsionado pelo petróleo, com aumento de 63,6% no volume exportado
Indústria de transformação: avanço de 6,3%, com aumento de 4% no volume

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão soja, milho, frutas frescas, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carne bovina, ouro não monetário e produtos semiacabados de ferro ou aço.

Somente as exportações de petróleo bruto cresceram cerca de US$ 1,622 bilhão em comparação com fevereiro de 2025. Esse tipo de venda costuma variar bastante mensalmente devido às paradas programadas para manutenção em plataformas.

Queda das importações reflete desaceleração econômica

A retração das importações brasileiras esteve ligada principalmente à redução nas compras de gás natural e à desaceleração da economia, que tende a diminuir investimentos e demanda por equipamentos.

Entre os produtos que registraram maior queda nas importações estão:

Trigo e centeio não moídos
Látex e borracha natural
Gás natural
Motores e máquinas não elétricos
Plataformas e embarcações
Inseticidas

Governo projeta superávit de até US$ 90 bilhões em 2026

Para 2026, o Mdic projeta que a balança comercial do Brasil encerre o ano com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

A estimativa oficial prevê:

Exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões
Importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões

As projeções do governo são atualizadas a cada trimestre, e novas estimativas mais detalhadas deverão ser divulgadas em abril.

Em 2025, o país fechou o ano com superávit comercial de US$ 68,3 bilhões. O recorde histórico ocorreu em 2023, quando o saldo positivo atingiu US$ 98,9 bilhões.

As previsões do mercado financeiro são mais conservadoras. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, analistas projetam superávit de US$ 68,63 bilhões para o comércio exterior brasileiro neste ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

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Comércio Exterior

Mercosul–União Europeia: Senado aprova acordo comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a tramitação do tratado no Congresso Nacional. A votação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares.

O texto foi formalizado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026 e agora aguarda apenas a promulgação pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Com essa etapa final, o pacto será oficialmente internalizado no ordenamento jurídico brasileiro.

Redução de tarifas impulsiona comércio internacional

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os dois blocos econômicos. Pelo cronograma estabelecido, os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminarão tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos.

Em contrapartida, a União Europeia deverá retirar tarifas de 95% dos bens exportados pelo Mercosul em um período de até 12 anos. A medida tende a ampliar o fluxo de comércio entre os blocos e fortalecer as relações econômicas entre América do Sul e Europa.

Maior zona de livre comércio do planeta

Com a implementação do tratado, será formada a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

A expectativa é de que a abertura comercial favoreça o aumento das trocas internacionais, além de estimular investimentos e parcerias estratégicas entre empresas dos dois blocos.

Impacto nas exportações brasileiras

Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o acordo pode gerar um crescimento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.

Além do aumento nas vendas externas, o tratado também deve contribuir para diversificar a pauta exportadora do país, abrindo novas oportunidades para diferentes setores produtivos, incluindo a indústria.

Na semana passada, os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo, reforçando o avanço da implementação do tratado dentro do Mercosul.

União Europeia avalia aplicação provisória

Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou, em janeiro, uma análise jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Mesmo com a avaliação em andamento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o bloco pretende aplicar o tratado de forma provisória a partir de maio.

O acordo conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência principalmente da França, que teme impactos competitivos no setor agropecuário europeu.

Fonte: Agência Brasil.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Portos

Portos do Sudeste movimentam quase 700 milhões de toneladas em 2025 e reforçam protagonismo logístico

Os portos do Sudeste consolidaram sua posição estratégica ao movimentar 699,8 milhões de toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que registraram alta de 10,15% no período.

Granéis lideram expansão da movimentação portuária

O desempenho regional foi sustentado pelo aumento no transporte de granéis sólidos e granéis líquidos.

  • Granéis sólidos: 366,4 milhões de toneladas (+8,25%)
  • Granéis líquidos: 226,1 milhões de toneladas (+9,22%)
  • Cargas em contêineres: 72,4 milhões de toneladas (+1,53%)

O resultado reflete a força de cadeias produtivas estratégicas como mineração, energia e agronegócio, concentradas na região.

Crescimento atinge portos públicos e privados

O Sudeste abriga três dos cinco maiores portos do país em volume movimentado e registrou expansão em todos os seus terminais.

Entre os portos públicos, o destaque é o Porto de Santos, que alcançou 142,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,98%, com forte participação de contêineres, soja, açúcar e milho.

O Porto de Itaguaí somou 62,8 milhões de toneladas (+3,55%), sendo o minério de ferro responsável por mais de 90% da movimentação.

Nos terminais privados, o Terminal de Tubarão registrou 87,4 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, também impulsionado pelo minério de ferro.

Já o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%). O Porto do Açu apresentou o maior avanço percentual da região: 20,31%, totalizando 60,4 milhões de toneladas, com operações concentradas em petróleo e derivados.

Minério e petróleo lideram cargas

Entre os principais produtos escoados pelos portos do Sudeste, o minério de ferro liderou com 239,1 milhões de toneladas. Na sequência aparecem petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões de toneladas.

A soja também teve papel relevante, com 39,6 milhões de toneladas embarcadas ao longo do ano.

Os números reforçam a posição do Sudeste como eixo central do escoamento mineral e energético do Brasil, além de corredor logístico para a produção agroindustrial.

Forte integração com o mercado internacional

Do total movimentado em 2025, 531,2 milhões de toneladas foram transportadas por longo curso, modalidade que conecta portos brasileiros a mercados internacionais.

A cabotagem também registrou crescimento de 5,91%, alcançando 137,4 milhões de toneladas e ampliando a integração marítima ao longo da costa brasileira.

O desempenho confirma o protagonismo logístico do Sudeste e a consolidação de um ambiente favorável à expansão da infraestrutura portuária e à competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Economia

Tarifaço americano teve impacto pontual na economia brasileira, aponta IBGE

O chamado tarifaço americano teve efeito limitado sobre o desempenho da economia brasileira em 2025. A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Rebeca Palis, durante a apresentação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o instituto, o Brasil registrou crescimento de 2,3% no ano passado em comparação com 2024, mesmo diante das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

O PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é o principal termômetro do desempenho da economia.

Exportações cresceram apesar das tarifas

Os dados mostram que as exportações brasileiras avançaram 6,2% em 2025 frente ao ano anterior. Para o IBGE, os impactos das tarifas foram localizados.

De acordo com Rebeca Palis, exportadores brasileiros redirecionaram parte das vendas para outros mercados internacionais. Ela destacou que os Estados Unidos vêm perdendo participação relativa como destino dos produtos nacionais.

A pesquisadora ainda ponderou que, sem o aumento das tarifas, o volume exportado poderia ter sido maior. Ainda assim, o desempenho das vendas externas foi considerado relevante para sustentar o crescimento econômico no período.

Atualmente, os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.

O que foi o tarifaço de 2025

O pacote de elevação de tarifas foi implementado em agosto de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A justificativa oficial era proteger a indústria americana, incentivando a produção interna e reduzindo a dependência de produtos importados.

No caso brasileiro, algumas mercadorias foram submetidas a taxas de até 50%. Além do argumento econômico, Trump mencionou questões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que acabou sendo condenado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os dois países mantêm negociações para preservar a parceria comercial Brasil–Estados Unidos.

Impacto nas vendas para os EUA

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,6% em 2025.

Mesmo assim, o resultado geral das vendas externas foi suficiente para manter o avanço da economia no ano.

Suprema Corte dos EUA derruba medida

Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA anulou a decisão que autorizava a taxação sobre compras internacionais. Como resposta, o governo americano anunciou uma tarifa de 10% para diversos países.

Segundo o Mdic, o novo regime tarifário deve preservar cerca de 46% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, reduzindo parcialmente o impacto das restrições comerciais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Paulo Whitaker

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Comércio Exterior

MERCOSUL-Canadá avançam em acordo de livre comércio na VIII Rodada Negociadora

A VIII Rodada Negociadora do Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Canadá foi realizada entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Brasília, reunindo representantes dos países do bloco sul-americano e do governo canadense. O encontro reforça o esforço para ampliar a integração econômica e fortalecer as relações comerciais entre as partes.

As tratativas haviam sido retomadas em outubro do ano passado e seguem com o objetivo de aprofundar o intercâmbio bilateral e estimular a integração produtiva entre as economias envolvidas.

Grupos técnicos discutem áreas estratégicas

A rodada contou com a presença dos negociadores-chefes do MERCOSUL e do Canadá, além de reuniões presenciais entre grupos técnicos responsáveis por temas centrais do acordo.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • Comércio de bens
  • Comércio de serviços
  • Serviços financeiros
  • Comércio transfronteiriço
  • Comércio e desenvolvimento sustentável
  • Propriedade intelectual
  • Solução de controvérsias

O foco atual está na consolidação de textos técnicos e na formulação de ofertas que possam viabilizar avanços concretos nas próximas etapas.

Nova rodada prevista para abril

As delegações já confirmaram que uma nova rodada de negociações ocorrerá em abril. A expectativa é de que os grupos técnicos avancem na harmonização de propostas e na definição de compromissos tarifários e regulatórios.

O acordo é considerado estratégico para ampliar mercados, diversificar exportações e fortalecer cadeias produtivas entre América do Sul e América do Norte.

Comércio bilateral em crescimento

O intercâmbio comercial entre Brasil e Canadá registrou desempenho expressivo em 2025. A corrente de comércio alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões.

O avanço nas negociações pode ampliar ainda mais o fluxo de exportações brasileiras, consolidando oportunidades para setores industriais e agropecuários.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Queda do tarifaço dos EUA impulsiona exportações de Santa Catarina

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros trouxe novo fôlego aos exportadores de Santa Catarina. Desde a última terça-feira (24), mercadorias enviadas ao mercado norte-americano deixaram de sofrer a sobretaxa de 50% e passaram a ser tributadas em 10%.

A nova alíquota foi definida pelo presidente Donald Trump após a decisão judicial, com a possibilidade de ampliação para 15% para todos os países. Mesmo diante da incerteza, a redução representa alívio para empresas catarinenses que haviam perdido espaço ou absorvido parte do custo adicional para manter contratos com clientes nos Estados Unidos.

Impacto bilionário nas exportações brasileiras

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024, estima que o fim do tarifaço pode gerar impacto positivo de US$ 21,6 bilhões por ano nas exportações brasileiras aos EUA.

O Brasil, segundo análise da Global Trade Alert, tende a ser o país mais beneficiado com a reversão das tarifas. Ainda assim, o ambiente de negócios segue marcado por cautela, especialmente diante da possibilidade de novas mudanças na política comercial norte-americana.

Fiesc vê avanço, mas alerta para insegurança

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) classificou como positiva a decisão da Suprema Corte, mas destacou preocupação com a reação da Casa Branca ao manter uma nova taxa.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, as mudanças frequentes elevam o nível de insegurança nas relações comerciais com os Estados Unidos. Já a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, reforçou que a federação continuará apoiando a diversificação de mercados internacionais, estratégia considerada essencial para reduzir riscos.

Setores mais beneficiados em SC

Em Santa Catarina, o segmento de madeira e móveis deve ser o principal beneficiado com a redução tarifária. O cenário também melhora para a indústria metalmecânica, especialmente para empresas com forte presença no mercado externo, como:

  • WEG
  • Tupy
  • Nidec
  • Schulz

Além das grandes companhias, dezenas de empresas que exportam ou já exportaram aos EUA também devem sentir efeitos positivos. Entre os setores contemplados estão:

  • Revestimentos cerâmicos
  • Plásticos
  • Têxteis
  • Barcos de lazer
  • Gelatina
  • Pescados
  • Couros
  • Máquinas e equipamentos

Apesar do cenário mais favorável, a expectativa é de que as indústrias catarinenses mantenham postura prudente nas negociações com o mercado americano, ao menos até o fim do atual ciclo político nos Estados Unidos, previsto para janeiro de 2029.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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