Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Portos

Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Governo libera crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por crises internacionais

O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com foco em setores impactados por instabilidades externas. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio a exportadores diante de cenário global instável

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por crises geopolíticas, incluindo a guerra no Oriente Médio, além de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O programa também contempla companhias que ainda enfrentam os efeitos de tarifas internacionais elevadas, especialmente após mudanças recentes na política comercial norte-americana.

Criado em agosto de 2025, o plano surgiu como resposta ao chamado tarifaço dos EUA, que chegou a aplicar taxas de até 50% sobre produtos brasileiros. Apesar de decisões judiciais posteriores terem reduzido parte dessas medidas, alguns segmentos continuam sujeitos a tarifas específicas, como as previstas na legislação conhecida como Seção 232.

Origem dos recursos e setores beneficiados

Os R$ 15 bilhões destinados ao crédito serão provenientes de diferentes fontes, como:

  • superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)
  • recursos vinculados ao Ministério da Fazenda
  • outras dotações orçamentárias

Terão acesso às linhas de financiamento empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores. Entre os setores contemplados estão:

  • siderurgia e metalurgia
  • indústria automotiva e autopeças
  • farmacêutico
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos

Além disso, empresas impactadas pela escassez de insumos — como fertilizantes — também poderão ser beneficiadas.

Como funcionará o crédito do BNDES

As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas para diferentes finalidades, incluindo:

  • capital de giro
  • investimentos produtivos
  • ampliação da capacidade industrial
  • inovação tecnológica
  • adaptação de processos e produtos

As condições de financiamento, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já os critérios de acesso ficarão sob responsabilidade dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nova lei moderniza crédito à exportação

Além da medida provisória, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

A proposta busca modernizar mecanismos de financiamento e seguro às exportações, além de ampliar a segurança jurídica nas operações realizadas pelo BNDES.

Entre os avanços previstos estão:

  • criação de um portal único de transparência sobre operações
  • prestação de contas anual ao Senado
  • regras mais claras para financiamento de serviços no exterior
  • incentivo a projetos de economia verde e descarbonização

Outro ponto importante é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Regras e garantias adicionais

A nova legislação também reforça critérios já adotados pelo banco, como a proibição de novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil.

Além disso, foram estabelecidas diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instrumento criado para reduzir riscos em transações internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Economia

Balança comercial brasileira atinge US$ 12,8 bilhões na 3ª semana de março de 2026

A balança comercial brasileira registrou corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões na terceira semana de março de 2026, com superávit de US$ 1,4 bilhão. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões no período.

Resultado acumulado em março

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil alcança US$ 21,8 bilhões em exportações e US$ 16,6 bilhões em importações. O saldo positivo chega a US$ 5,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 38,336 bilhões.

Considerando o acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 72,7 bilhões, frente a US$ 59,4 bilhões em importações. Com isso, o superávit comercial atinge US$ 13,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 132,2 bilhões.

Queda nas médias diárias

Na comparação com março de 2025, os dados mostram retração nas médias diárias. As exportações caíram 4,0%, passando de US$ 1,511 bilhão para US$ 1,452 bilhão. Já as importações tiveram leve recuo de 0,1%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,103 bilhão.

A corrente de comércio média diária ficou em US$ 2,55 bilhões até a terceira semana de março, representando queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo médio diário foi de US$ 348,47 milhões.

Exportações por setor

O desempenho das exportações por setor apresentou variações distintas. A Indústria Extrativa foi destaque, com crescimento de 27,6%, equivalente a US$ 78,26 milhões na média diária.

Por outro lado, houve retração em dois segmentos importantes:

  • Agropecuária: queda de 13,4% (US$ 57,47 milhões);
  • Indústria de Transformação: recuo de 10,3% (US$ 81,26 milhões).

Importações por setor

No campo das importações, o cenário também foi heterogêneo. A Indústria Extrativa registrou aumento de 6,6% (US$ 3,29 milhões), enquanto a Indústria de Transformação teve leve alta de 0,3% (US$ 2,91 milhões).

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda significativa de 24,9%, com redução de US$ 7,54 milhões na média diária.

Cenário do comércio exterior

Os dados indicam um cenário de estabilidade com viés de queda nas médias comerciais, mesmo diante de um superávit consistente. O avanço da Indústria Extrativa ajuda a sustentar os resultados, enquanto a retração em setores como Agropecuária e Indústria de Transformação acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras.

Tags: balança comercial, comércio exterior, exportações Brasil, importações Brasil, superávit comercial, economia brasileira, março 2026

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Trump remove tarifa de 40% e libera produtos agrícolas do Brasil para os EUA

Donald Trump assinou, nesta quinta-feira (20), uma ordem executiva que revoga as sobretaxas de 40% sobre uma série de produtos agrícolas brasileiros. A medida passa a valer em 13 de novembro, abrindo caminho para a retomada das exportações nacionais a pleno ritmo.

Principais exportações brasileiras são beneficiadas

A lista contempla itens estratégicos para o comércio exterior brasileiro, como café, carne bovina, frutas e petróleo — alguns dos produtos de maior peso na pauta de exportações aos Estados Unidos.

A remoção das tarifas acompanha o decreto global anunciado em 14 de novembro, que eliminou as chamadas tarifas recíprocas para diversos bens importados pelos EUA. Com isso, o Brasil já havia deixado de pagar uma alíquota adicional de 10% na última semana.

Sobretaxas impostas no “tarifaço” são anuladas

Com a nova decisão, as sobretaxas de 50% aplicadas durante o tarifaço são totalmente zeradas. Importadores que tiveram cargas tarifadas após a data de retirada das cobranças serão reembolsados.

A medida reverte o decreto de 30 de julho, que classificava como “emergência nacional” as supostas ações do governo brasileiro consideradas “incomuns” e “extraordinárias” por Washington.

Negociação entre Trump e Lula destravou impasse

Segundo comunicado da Casa Branca, a revogação ocorreu após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de outubro. Ambos teriam concordado em avançar nas negociações tarifárias.

Trump mencionou que recomendações técnicas e a demanda interna norte-americana também pesaram na decisão.

Setor produtivo brasileiro comemora decisão

Café: retomada de espaço no mercado americano

Para o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, a isenção chega como um “presente de Natal antecipado”. Ele afirma que o café brasileiro vinha perdendo espaço para concorrentes como Colômbia e Vietnã.

“Agora é correr para reconquistar os blends e reduzir impactos”, destacou.

Carne bovina: estabilidade garantida

A Abiec classificou a decisão como importante para a “estabilidade do comércio internacional”, preservando condições equilibradas para todos os países e reforçando a competitividade da carne bovina brasileira.

Indústria vê avanço nas relações bilaterais

A CNI chamou a retirada das tarifas de “avanço concreto” na agenda bilateral, lembrando que o Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos EUA.

A Fiemg destacou o papel da diplomacia. Para o presidente Flávio Roscoe, o diálogo direto entre os governos foi essencial para “reestabelecer previsibilidade aos exportadores”.

Efeito imediato para empresas brasileiras

A Amcham Brasil afirmou que o decreto tem efeito imediato, fortalecendo a competitividade das empresas brasileiras e indicando “um resultado concreto” do diálogo de alto nível entre os dois países.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que Brasil e Estados Unidos não podiam ficar sujeitos a “fofocas e intrigas”, e que o contato direto entre os presidentes trouxe a situação “de volta à normalidade”.

Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, a decisão reabre plenamente o mercado americano para cadeias importantes como frutas, castanhas, madeiras, carne bovina e água de coco.

Setor de pescados fica de fora da isenção

O único setor que demonstrou frustração foi o de pescados, que não entrou na lista de isenções. Com exportações anuais de cerca de US$ 300 milhões, o presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, lamentou a falta de avanços.

“Estamos felizes pelos demais setores, mas frustrados pela falta de priorização do pescado”, afirmou.

Com informações de CNN Brasil.
Texto Redação

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Economia

Economia brasileira cresce 0,1% no 3º trimestre de 2025, aponta FGV

A economia brasileira registrou crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o trimestre anterior, acumulando avanço de 2,5% nos últimos 12 meses. Na passagem de agosto para setembro, o desempenho foi estável, sem variação significativa, segundo o Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV divulgado nesta terça-feira (18).

O levantamento estima o Produto Interno Bruto (PIB) do país em R$ 9,370 trilhões até o terceiro trimestre. As comparações entre trimestres e meses foram dessazonalizadas, eliminando efeitos temporários e sazonais para permitir análises consistentes ao longo do tempo.

Serviços e consumo das famílias estagnados

Segundo a economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o desempenho tímido do trimestre se deve principalmente à estagnação do setor de serviços e do consumo das famílias, que são os maiores componentes do PIB. Outros setores pouco contribuíram para um crescimento mais expressivo.

No comparativo interanual, o consumo das famílias, que vinha crescendo acima de 3% ao ano desde 2021, desacelerou significativamente em 2025, registrando apenas 0,2% de expansão em relação ao mesmo período de 2024. O consumo de bens duráveis e não duráveis apresentou resultados negativos, enquanto o consumo de serviços, embora positivo, perdeu ritmo.

Formação de capital e exportações

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede investimentos em capacidade produtiva, recuou 0,4% em comparação interanual, impactada principalmente pelo desempenho fraco de máquinas e equipamentos. Esta é a primeira queda do indicador desde o trimestre móvel encerrado em janeiro de 2023.

Por outro lado, as exportações brasileiras cresceram 7% no mesmo período, a maior alta desde maio de 2024. Todos os grupos de produtos exportados apresentaram expansão, com destaque para a indústria extrativa, responsável por cerca de 44% do crescimento total.

Monitoramento e próximos dados oficiais

O Monitor do PIB serve como termômetro da economia brasileira, mas outros indicadores também são acompanhados de perto. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) apontou queda de 0,2% entre agosto e setembro e recuo de 0,9% no trimestre frente ao anterior, com expansão de 3% no acumulado anual.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE, e a próxima publicação referente ao terceiro trimestre de 2025 está prevista para 4 de dezembro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Tarifas dos EUA já reduzem exportações do Brasil, aponta Fazenda

Exportações brasileiras sofrem impacto direto

O Ministério da Fazenda confirmou que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já provocam queda significativa nas vendas externas do país. A informação consta no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (13).

Entre agosto e outubro, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram aproximadamente US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023. Segundo o relatório, o declínio se intensificou mês a mês: 16,5% em agosto, 19,4% em setembro e expressivos 37,9% em outubro.

Produtos mais afetados pelas novas tarifas

As tarifas, em vigor desde agosto, atingiram de forma mais severa alguns dos principais itens da pauta exportadora. Entre os produtos com maiores perdas estão:

  • Petróleo bruto: queda de US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: recuo de US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: redução de US$ 126 milhões (-33,0%);
  • Ferro bruto: queda de US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar de cana refinado: baixa de US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit segue positivo e mercados são redirecionados

Apesar da retração nos embarques para os EUA, o desempenho geral das exportações brasileiras permaneceu positivo. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões.

O boletim também destaca que houve um redirecionamento comercial relevante. Para a Argentina, avançaram as vendas de automóveis, caminhões-trator, energia elétrica e veículos de carga leve. Já para a China, cresceram as exportações de soja, carne bovina, petróleo bruto e minério de ferro.

Segundo a SPE, esse movimento ajuda a amortecer o impacto das tarifas:

“O impacto das tarifas norte-americanas vem sendo parcialmente compensado pela diversificação de mercados e por políticas de apoio que sustentam a produção, o emprego e a resiliência do setor exportador.”

Negociações diplomáticas seguem em andamento

As tratativas para suspender as tarifas já ocorreram em três encontros entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, principal negociador das medidas. O governo brasileiro pressiona para que as taxas sejam retiradas ainda durante a fase de negociação.

A iniciativa integra a nova agenda diplomática firmada entre Brasil e Estados Unidos após a primeira reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, realizada em 26 de outubro, na Malásia.

Com informações da SPE/Ministério da Fazenda.
Texto: Redação

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Exportação

TCP lidera exportações de gergelim e feijão no Brasil com forte demanda da Ásia

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) consolidou sua liderança nas exportações brasileiras de gergelim e feijão em 2025. Menos de um ano após a abertura do mercado chinês para o gergelim nacional, o país asiático já se tornou o principal destino dos embarques realizados pela operadora portuária.

Entre janeiro e setembro, o terminal exportou 249 mil toneladas de gergelim, um salto de 184% em relação às 88 mil toneladas registradas no mesmo período de 2024. O desempenho coloca a TCP com 71% de participação de mercado no volume total exportado pelo Brasil.

Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da empresa, a China responde por mais de um terço do consumo global de gergelim. “A abertura desse mercado e as novas habilitações de empresas brasileiras fizeram os embarques dispararem. Em menos de um ano, o país asiático se tornou o principal destino do gergelim exportado pela TCP”, destacou.

Exportações para a Ásia em ritmo acelerado

A China, a Índia e o Vietnã lideram o ranking de importadores do gergelim exportado pela TCP, com 46%, 21% e 8% do volume total, respectivamente. “Os três maiores mercados do gergelim brasileiro estão na Ásia, e a TCP conta com oito serviços semanais para atender esses destinos, o que amplia a flexibilidade e capacidade de embarque”, explicou Carolina Brown, gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da companhia.

Enquanto o volume exportado pelo Brasil cresceu 42%, a TCP registrou alta de 184%, o que evidencia a preferência do mercado pelo terminal paranaense.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pelo Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE), o Brasil exportou 349,6 mil toneladas de gergelim entre janeiro e setembro de 2025 — o maior volume da série histórica, superando as 246,6 mil toneladas do mesmo período de 2024.

Feijão brasileiro conquista novos mercados

As exportações de feijão também bateram recorde neste ano. Segundo o IBRAFE, o Brasil embarcou 361,8 mil toneladas até setembro, um aumento de 4% em relação a 2024.

No Terminal de Paranaguá, o crescimento foi ainda mais expressivo: os embarques passaram de 176 mil para 315 mil toneladas, alta de 79%, o que garantiu ao porto 87% de participação nacional no segmento.

Os principais destinos foram Índia (64%), Portugal (6%) e África do Sul (5%). Guidolim explicou que o desempenho está ligado à eficiência logística: “Como se trata de uma carga perecível que exige fumigação, a integração com os armazéns da retroárea de Paranaguá e o alinhamento com os órgãos intervenientes tornam o processo mais ágil e rentável para os exportadores.”

Feijão-mungo-preto se destaca nas exportações

Entre as variedades, o feijão-mungo-preto foi o mais exportado pelo Brasil, com 171 mil toneladas, seguido pelo feijão-caupi branco, com 66 mil toneladas. Lançado oficialmente em 2024 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o mungo-preto é uma nova cultura voltada exclusivamente ao mercado externo, especialmente países asiáticos, onde é amplamente utilizado na culinária local.

O IBRAFE reforça que o avanço nas exportações não afeta o abastecimento interno, sustentado pelo feijão-carioca, responsável por 65% da produção nacional e direcionado ao consumo doméstico.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Exportação

Setores gaúchos encontram novos mercados após tarifas dos EUA

Setores exportadores do Rio Grande do Sul reagiram rapidamente às sobretarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No último trimestre, sete segmentos conseguiram redirecionar suas exportações para outros destinos, amenizando o impacto das medidas. Entre eles estão tabaco, armas e munições, veículos, borracha, obras de pedra, ferro e aço, e móveis.

O levantamento técnico, conduzido pelo economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, analisou o comportamento de dez setores diante do novo cenário tarifário. O estudo mostrou que, ao excluir as vendas para os EUA, vários produtos gaúchos conseguiram ampliar sua presença em outros mercados.

Crescimento expressivo em novos destinos

Um dos destaques foi o tabaco, cujas exportações cresceram 61,5% para a Indonésia e impressionantes 15.375% para a Suíça no bimestre de agosto e setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo Frank, o estudo utilizou um cenário hipotético sem o “tarifaço” americano para medir o desempenho real após a aplicação das sobretaxas.

“O tarifaço começou em agosto, mas em julho já observamos um comportamento diferente dos agentes econômicos, que anteciparam embarques. Estimamos o que seria esperado para os meses de julho, agosto e setembro e comparamos com o que de fato ocorreu”, explicou o economista.

Setores mais e menos afetados

De acordo com o levantamento, os sete setores mencionados conseguiram compensar total ou parcialmente as perdas nas vendas aos Estados Unidos. No entanto, o impacto das tarifas foi desigual. Produtos com demanda internacional diversificada se adaptaram melhor, enquanto segmentos dependentes de nichos regulados ou com mercados restritos registraram queda.

Os setores de madeira, calçados e alumínio apresentaram resultados negativos, com redução líquida nas exportações, mesmo ao desconsiderar o comércio com os EUA.

RS entre os estados mais afetados

O Rio Grande do Sul foi um dos estados mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas, enfrentando uma alíquota média efetiva de 44,7%, acima da média nacional de 34,6%. A variação entre os estados se explica pela relevância dos produtos afetados e pela participação de cada item na pauta exportadora destinada ao mercado americano entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Scremin/APPA

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