Portos

Porto de São Francisco do Sul registra alta na movimentação de cargas em abril

O Porto de São Francisco do Sul encerrou o mês de abril com crescimento na movimentação de cargas. Ao todo, foram movimentadas 1,5 milhão de toneladas, resultado 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o terminal alcançou 1,48 milhão de toneladas.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja, com forte demanda do mercado chinês.

Exportação de soja para a China lidera crescimento

O principal destaque do mês foi o embarque de soja para a China, que atingiu 789 mil toneladas. O volume representa avanço de 44% em relação a abril do ano anterior, quando foram exportadas 548 mil toneladas do grão.

As cargas destinadas ao mercado externo somaram 843 mil toneladas e responderam por 56% de toda a movimentação registrada no porto catarinense durante o período.

O resultado reforça a importância do terminal no escoamento da safra agrícola brasileira e na logística de exportação do Sul do país.

Produtos siderúrgicos e fertilizantes lideram importações

No segmento de importação, o maior porto de Santa Catarina recebeu 655 mil toneladas de cargas, equivalente a 44% da movimentação total de abril.

Entre os produtos desembarcados, os produtos siderúrgicos lideraram com 416 mil toneladas. Na sequência aparecem os fertilizantes, que totalizaram 216 mil toneladas no período.

Planejamento operacional contribuiu para o resultado

Segundo o presidente do porto, Cleverton Vieira, o aumento nas exportações de soja reflete o trabalho de organização logística e a eficiência operacional durante o período de maior fluxo da safra.

De acordo com ele, o alinhamento entre equipes e o planejamento das operações têm permitido atender ao crescimento da demanda sem comprometer o fluxo das cargas e o atendimento aos usuários do terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportadores agrícolas

Brasil pode redirecionar exportações agrícolas após acordo entre EUA e China

O novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China para ampliar a compra de produtos agrícolas norte-americanos pode provocar mudanças estratégicas no fluxo global de exportações do agronegócio. Especialistas avaliam que o Brasil deve aproveitar espaços deixados pelos embarques dos EUA em outros mercados internacionais.

Acordo entre EUA e China pode alterar mercado global

O entendimento anunciado pela Casa Branca prevê aumento das compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, especialmente de soja americana. Apesar de ainda haver incertezas sobre os impactos reais da medida, analistas afirmam que o Brasil segue altamente competitivo no comércio internacional.

Dados do governo brasileiro mostram que as exportações do agronegócio para a China somaram US$ 55,22 bilhões em 2025, representando cerca de um terço de todas as vendas externas do setor. A soja brasileira liderou os embarques, com US$ 34,5 bilhões, seguida pelas exportações de carnes, que alcançaram US$ 9,82 bilhões.

Brasil pode ganhar espaço em outros mercados

Segundo estimativas da Casa Branca, a China poderá comprar até 25 milhões de toneladas adicionais de soja dos Estados Unidos. Para especialistas da corretora Stag International, caso esse volume se confirme, o Brasil tende a redirecionar sua produção para outros destinos.

A avaliação é de que a demanda internacional fora da China pode ser parcialmente atendida pelos produtores brasileiros, principalmente devido à forte competitividade do país e à expectativa de safra recorde superior a 180 milhões de toneladas em 2026.

Além disso, entidades do setor, como Anec e Abiove, ainda não comentaram oficialmente os possíveis efeitos do acordo sobre o mercado brasileiro.

Exportações de carne bovina também podem ser beneficiadas

Outro possível reflexo envolve o mercado de carne bovina. Com os Estados Unidos direcionando maior parte da produção para atender a China, o Brasil pode ampliar as vendas para o mercado norte-americano, que enfrenta restrições de oferta interna.

Paulo Mustefaga, presidente da Abrafrigo, explicou que a retomada das habilitações de frigoríficos americanos pela China pode incentivar os EUA a recuperar participação no mercado chinês. Com isso, países como o Brasil poderiam encontrar oportunidades adicionais para exportar carne aos americanos.

Recentemente, a China renovou mais de 400 licenças de exportação de frigoríficos dos Estados Unidos, após encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping em Pequim.

Quotas chinesas ainda limitam expansão dos EUA

Apesar da reaproximação comercial entre Washington e Pequim, especialistas lembram que os Estados Unidos também estão sujeitos às cotas impostas pela China para importação de carne bovina. A medida pode limitar um crescimento mais agressivo das exportações americanas ao mercado chinês, mantendo espaço relevante para o produto brasileiro.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Paulo Whitaker

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Exportação

Exportações de soja de MS ultrapassam 1 milhão de toneladas e crescem 59% em abril

O Mato Grosso do Sul registrou forte avanço nas exportações de soja em abril de 2026. De acordo com levantamento da Aprosoja MS, com dados da SECEX, o Estado embarcou 1,031 milhão de toneladas do grão no período, resultado 59% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

O crescimento acompanha o bom desempenho da safra e a manutenção da forte demanda internacional pela soja brasileira, especialmente por parte do mercado asiático.

Receita com exportações supera US$ 434 milhões

Além do aumento no volume exportado, a receita gerada pelas vendas externas também apresentou forte expansão. Em abril, o faturamento alcançou US$ 434 milhões, avanço de 73% em relação ao mesmo período do ano passado.

A China permaneceu como principal destino da produção sul-mato-grossense, concentrando 84,3% das compras realizadas no mês. Na sequência aparecem Paquistão e Irã entre os maiores importadores da soja produzida no Estado.

Segundo o boletim econômico da Aprosoja, o desempenho de Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional, que teve crescimento de 9% nas exportações de soja no mesmo intervalo.

Mercado asiático impulsiona vendas externas

Para o analista econômico da Aprosoja, Linneu Borges Filho, o cenário internacional segue favorecendo os embarques brasileiros, principalmente devido à demanda aquecida dos países asiáticos.

Segundo ele, mesmo diante das oscilações cambiais, o consumo global da commodity continua elevado, mantendo o ritmo forte das exportações.

Exportações de milho recuam durante entressafra

Enquanto a soja apresentou desempenho positivo, o milho teve retração nas exportações em razão do período de entressafra. Em abril, Mato Grosso do Sul embarcou cerca de 6,5 mil toneladas do cereal, queda de 60% em comparação com março de 2026.

O Egito respondeu por aproximadamente 92% das compras do milho exportado pelo Estado no período.

Cenário internacional exige atenção do setor

Apesar dos números positivos, especialistas alertam para possíveis desafios nos próximos meses. Entre os fatores de preocupação estão as incertezas climáticas e as tensões geopolíticas, que podem elevar custos logísticos e impactar o comércio internacional de grãos.

O setor produtivo acompanha o cenário com cautela, especialmente diante das mudanças no mercado global de commodities agrícolas.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aprosoja

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Portos

Terminal portuário de Rio Grande recebe R$ 700 milhões em modernização e deve ser entregue em 2026

A requalificação do terminal portuário Termasa, localizado no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, deve ser concluída até outubro de 2026. O projeto, conduzido pela Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), prevê investimentos que podem alcançar R$ 700 milhões para recuperação e modernização da estrutura afetada pelas enchentes e por um acidente naval ocorrido em 2024.

Obras começaram após danos causados por enchente e colisão

Os trabalhos de recuperação tiveram início ainda durante o período de emergência climática enfrentado pelo estado gaúcho. Em 6 de maio de 2024, um navio atingiu parte da estrutura do terminal, agravando os danos já provocados pelas fortes chuvas e enchentes.

Desde então, a CCGL iniciou um amplo processo de reconstrução estrutural, operacional e logística do terminal. Estruturas comprometidas foram desmontadas para permitir o avanço das obras e a implantação de novos sistemas.

Segundo o vice-presidente da CCGL/Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr., o projeto está na reta final e deverá entregar um terminal totalmente modernizado e preparado para operar com competitividade nas próximas décadas.

Modernização inclui logística, energia e ampliação operacional

As obras estão divididas em quatro eixos estratégicos. Entre os principais investimentos estão a adequação do píer para atender navios de maior porte, melhorias na logística rodoviária e ferroviária, expansão da capacidade de armazenagem e reforço da infraestrutura elétrica.

O projeto também prevê novas soluções de engenharia e automação para elevar a eficiência operacional do terminal.

Além disso, a modernização exigirá mão de obra especializada em áreas como logística integrada, operação portuária, manutenção industrial e gestão operacional de alta performance.

Projeto deve gerar empregos em Rio Grande

Durante a execução das obras, a expectativa é de geração de aproximadamente mil empregos diretos na cidade de Rio Grande.

A iniciativa também deve impulsionar postos de trabalho indiretos em municípios responsáveis pela fabricação de equipamentos destinados ao terminal portuário.

Após a conclusão das obras e a retomada plena das operações, o complexo deverá manter cerca de 400 profissionais atuando permanentemente.

Portos RS destaca impacto positivo para o complexo portuário

A Portos RS, autoridade responsável pela administração dos portos gaúchos, avalia que a modernização do Termasa fortalece a competitividade do sistema portuário do estado.

O presidente da estatal, Cristiano Klinger, afirmou que o investimento amplia a capacidade logística do complexo rio-grandino e reforça a confiança da iniciativa privada no potencial operacional do Porto de Rio Grande.

Capacidade operacional deve crescer 43%

Atualmente, as operações da CCGL estão concentradas no terminal Tergrasa. A cooperativa responde por cerca de 70% das exportações de soja do Rio Grande do Sul e por mais da metade das exportações do agronegócio gaúcho.

Com a revitalização do Termasa, a expectativa é ampliar significativamente a capacidade operacional do terminal, incluindo melhorias no sistema de carga e descarga de caminhões e trens, instalação de novas balanças e construção de uma nova subestação de energia.

A projeção é de crescimento de 43% em relação às 14 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

FONTE: A Hora do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/A Hora do Sul

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Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Informação

Demanda por óleo de soja impulsiona esmagamento em Mato Grosso em 15%

O esmagamento de soja em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo em fevereiro, alcançando 1,11 milhão de toneladas processadas pelas indústrias do estado. O volume representa alta de 3,93% em relação a fevereiro de 2025 e aumento de 15,36% frente à média dos últimos cinco anos, configurando um recorde histórico para o mês, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O aumento é atribuído principalmente à forte demanda por óleo de soja, impulsionada pelo setor de biodiesel. Especialistas apontam que a procura deve se manter elevada caso haja ampliação da mistura obrigatória no diesel para B16.

Oferta de farelo de soja cresce e exportações batem recorde

O ritmo acelerado de processamento do grão também elevou a produção de farelo de soja, parte do qual foi direcionada ao mercado externo, diante da demanda interna enfraquecida. Em fevereiro, as exportações de farelo cresceram 20,13% em comparação ao mesmo período de 2025, estabelecendo novo recorde histórico para o mês.

Margem de esmagamento apresenta leve retração

Apesar do aumento no volume processado, a margem bruta de esmagamento registrou queda. Em fevereiro, o indicador fechou em R$ 671,07 por tonelada, recuo de 9,56% frente a janeiro, refletindo a baixa de 9,79% nas cotações do farelo no estado. Para março, o Imea projeta continuidade da redução, com média de R$ 650,44 por tonelada.

O cenário reforça a importância estratégica de Mato Grosso no mercado brasileiro de soja, tanto para produção de óleo quanto para exportações de farelo, impulsionando a economia local e atendendo à demanda internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

China flexibiliza regras para exportação de soja brasileira com presença de sementes de plantas daninhas

A China anunciou uma flexibilização nas regras para a presença de sementes de plantas daninhas em soja importada do Brasil, poucos dias depois de grandes empresas do setor reportarem interrupções e até suspensões de embarques devido a mudanças nas inspeções de cargas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

A medida foi detalhada em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico do governo federal. O texto menciona reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível garantir a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas na soja, devido às características da produção”.

Flexibilidade nas exportações de soja brasileira

Segundo o documento, “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas não será aplicado às cargas de soja importadas do Brasil destinadas ao consumo doméstico para processamento industrial”.

Ainda de acordo com a SDA, “como ainda não existe parâmetro numérico oficial de tolerância, a abordagem será baseada em avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, ficando o nível de tolerância sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.

Diálogo e protocolo sanitário específico

Uma delegação do Ministério da Agricultura do Brasil está na China nesta semana para tratar do assunto. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o país apresentará uma proposta para estabelecer um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Com a flexibilização acordada, o documento da SDA permite que a certificação de embarcações seja realizada mesmo quando os laudos laboratoriais confirmarem a presença de sementes de plantas daninhas, desde que outros requisitos sejam cumpridos, como ausência de sementes tratadas e insetos vivos, até que um nível de tolerância formal seja estabelecido.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Proinde

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Exportação

Exportações de soja do Brasil para a China enfrentam atrasos após reforço em controles fitossanitários

As exportações de soja do Brasil para a China passaram a enfrentar novos desafios após a adoção de controles fitossanitários mais rigorosos nos embarques destinados ao maior importador mundial da commodity. A intensificação das inspeções foi implementada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após solicitações das autoridades chinesas.

Segundo fontes do comércio internacional de grãos, as verificações foram ampliadas depois que a Administração Geral das Alfândegas da China identificou problemas recorrentes em cargas provenientes do Brasil, como resíduos de pesticidas, fungicidas, presença de insetos vivos e até danos causados pelo calor nos grãos.

Novas exigências aumentam controle sobre embarques

Com a intensificação das inspeções, importadores chineses passaram a exigir garantias adicionais de qualidade fitossanitária antes da liberação das cargas nos portos brasileiros. Caso irregularidades sejam detectadas na chegada à China, os embarques podem ser bloqueados ou sofrer atrasos no desembaraço.

De acordo com operadores do mercado, as empresas importadoras agora solicitam verificações extras junto aos fornecedores brasileiros para assegurar que a soja exportada esteja livre de problemas sanitários antes do embarque.

Atrasos podem impactar abastecimento chinês

A ampliação dos controles ocorre justamente durante a alta temporada das exportações brasileiras, o que pode reduzir o ritmo de chegada da commodity ao mercado asiático.

Para Cheang Kang Wei, inspeções mais rigorosas e processos de liberação mais demorados nos dois países podem afetar o fluxo logístico. Segundo ele, isso pode desacelerar as entregas principalmente nos meses de março e abril.

Apesar disso, analistas avaliam que o impacto tende a ser limitado, já que a China possui estoques elevados de soja, resultado das compras recordes realizadas no ano anterior.

Possível oportunidade para exportadores dos Estados Unidos

Uma eventual desaceleração nos embarques brasileiros poderia abrir espaço para maior participação da Estados Unidos no mercado chinês. Pequim voltou a comprar soja norte-americana no final de outubro, após um acordo comercial entre os países.

Ainda assim, especialistas acreditam que essa janela pode ser temporária. “Caso haja interrupções no fluxo brasileiro, o impacto tende a estar mais relacionado ao tempo e não necessariamente a uma mudança estrutural nas compras”, avaliou Cheang.

Custos logísticos aumentam com inspeções e fretes mais caros

Além das novas exigências sanitárias, o setor enfrenta aumento nos custos logísticos. O maior tempo de espera para certificação das cargas nos portos brasileiros tem elevado despesas com demurrage, taxa cobrada quando os navios permanecem parados além do período previsto.

Dados da consultoria Mysteel apontam que o frete marítimo para navios Panamax entre o Porto de Santos e os principais portos do norte da China subiu cerca de 24% em março.

Com custos mais altos e controles mais rigorosos, operadores relatam redução nas ofertas de soja brasileira para exportação ao mercado chinês.

Mercado reage com alta no farelo de soja

As dificuldades logísticas já começam a refletir no mercado. Nos primeiros dois meses do ano, as importações de soja da China recuaram 7,8%, influenciadas tanto pela colheita mais lenta no Brasil quanto pelos atrasos no desembaraço alfandegário.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o preço do farelo de soja atingiu recentemente o maior nível desde julho de 2024. Mesmo assim, analistas avaliam que o movimento deve ser temporário.

Para Arlan Suderman, é pouco provável que o Brasil permita uma interrupção significativa nas vendas ao principal destino da soja nacional justamente no pico da temporada de embarques.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Exportação

Cargill suspende exportação de soja do Brasil para a China após mudanças em inspeção

A Cargill interrompeu temporariamente suas operações de exportação de soja do Brasil para a China, após alterações no sistema de inspeção fitossanitária adotado pelo governo brasileiro. A informação foi confirmada pelo presidente da companhia no Brasil e responsável pelo Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, o novo modelo de fiscalização foi implementado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após um pedido do governo da China, principal destino da soja brasileira.

Nova fiscalização dificulta embarques de soja

De acordo com a empresa, o reforço nas exigências fitossanitárias para exportação de soja tornou o processo de liberação das cargas mais complexo.

Na prática, o novo procedimento exige uma verificação mais detalhada da qualidade do grão antes do embarque, o que tem dificultado o cumprimento das normas pelos exportadores e atrasado a obtenção das autorizações necessárias para envio do produto ao mercado chinês.

Paulo Sousa afirmou que o modelo adotado atualmente é considerado pouco comum no comércio internacional de grãos, o que tem gerado incertezas operacionais para tradings e exportadores.

Empresa também suspende compra de soja no Brasil

Diante das dificuldades para realizar os embarques, a Cargill decidiu suspender temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.

A medida foi tomada porque a empresa enfrenta obstáculos para direcionar o produto ao seu principal destino global. A China é o maior importador de soja do mundo e também o principal cliente da produção brasileira.

A Cargill está entre as maiores empresas do setor responsáveis pela exportação de commodities agrícolas a partir do Brasil, especialmente soja e derivados.

Entidades do setor ainda não se pronunciaram

Procuradas para comentar o assunto, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a própria Cargill e o Ministério da Agricultura ainda não haviam respondido aos questionamentos até a publicação da informação.

A situação gera preocupação no mercado, já que restrições logísticas ou sanitárias nas exportações de soja podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro e a dinâmica do comércio internacional de grãos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Portos

Mapa identifica suspeita de fraude em carga de soja no Porto de Paranaguá

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detectou indícios de fraude em uma carga de soja destinada à exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná. A irregularidade foi identificada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), registrada em 24 de fevereiro.

A verificação ocorreu no Pátio de Triagem do porto, onde equipes realizaram uma fiscalização para conferir se o produto atendia aos padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e consumo humano.

Fiscalização encontra divergências na carga

Durante a inspeção, os técnicos identificaram diferenças entre o produto transportado e as informações presentes na documentação fiscal, levantando suspeitas sobre a origem ou a composição da carga.

O carregamento analisado tinha aproximadamente 42 toneladas de soja. Ao chegar ao porto, foram constatados sinais de adulteração, com inconsistências em relação ao produto inicialmente declarado. Uma auditoria no processo de classificação da soja reforçou as suspeitas ao apontar que a composição do material não correspondia às especificações registradas nos documentos.

Controle das exportações é estratégico para o Brasil

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, a fiscalização rigorosa das exportações é essencial para manter a credibilidade da soja brasileira no mercado internacional.

Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque como maior produtor e exportador mundial de soja, o que exige monitoramento permanente e fortalecimento dos mecanismos de controle sanitário e de qualidade.

Fiscalização de produtos vegetais segue legislação específica

O Mapa é responsável por supervisionar a qualidade, classificação e conformidade de produtos vegetais destinados ao mercado interno e às exportações.

Essa atividade segue as diretrizes da Lei nº 9.972/2000, que institui o Sistema Brasileiro de Classificação de Produtos Vegetais, regulamentada pelo Decreto nº 12.709/2024. Normas complementares definem os critérios técnicos e operacionais aplicáveis a cada tipo de produto agrícola.

Fiscalização da soja ocorre em três etapas no Paraná

No Paraná, o controle oficial da soja destinada à exportação ocorre em três fases conduzidas pelo Ministério da Agricultura.

A primeira etapa acontece na origem da carga, em 64 unidades registradas no estado que atuam como armazenadoras e exportadoras — principalmente para o mercado chinês. Nesse momento são avaliados critérios de identidade, qualidade e classificação do produto.

A segunda fase ocorre quando os caminhões chegam ao Porto de Paranaguá, onde são realizadas inspeções no Pátio de Triagem e nos terminais portuários, em operação conjunta com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos passaram por fiscalização.

A etapa final ocorre no momento do embarque da soja no navio, quando a inspeção é feita em parceria com a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Nessa fase ocorre a verificação final da carga e a emissão do certificado fitossanitário para exportação.

Caso segue em investigação

O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, destacou que a fiscalização é fundamental para garantir transparência e confiança no agronegócio brasileiro.

Segundo ele, a atuação do Ministério assegura que produtos vegetais comercializados e exportados cumpram os padrões oficiais, protegendo produtores, compradores e a reputação do país no comércio internacional.

A ocorrência segue em análise. O Mapa investiga possíveis irregularidades administrativas e operacionais, enquanto eventuais crimes estão sob apuração da Polícia Federal, conforme prevê a legislação.

Destinação da carga apreendida

A carga de soja identificada com suspeita de fraude deverá ser destruída sob supervisão do Ministério da Agricultura. O procedimento formal ainda está em definição, mas a destinação final deverá ocorrer em aterro sanitário, com acompanhamento técnico do órgão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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